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	Comentários sobre: Dilemas da luta por moradia (Parte I)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96027/#comment-289782</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Jun 2015 14:36:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro leitor ou leitora,
A citação obedece às normas habituais. A autoria é de Passa Palavra. Segue-se o título do artigo (Dilemas da luta por moradia, Parte I), o nome do site (Passa Palavra), o link ( http://passapalavra.info/2014/06/96027 ) e a data de consulta.
Cordialmente,
o coletivo do Passa Palavra]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro leitor ou leitora,<br />
A citação obedece às normas habituais. A autoria é de Passa Palavra. Segue-se o título do artigo (Dilemas da luta por moradia, Parte I), o nome do site (Passa Palavra), o link ( <a href="http://passapalavra.info/2014/06/96027" rel="ugc">http://passapalavra.info/2014/06/96027</a> ) e a data de consulta.<br />
Cordialmente,<br />
o coletivo do Passa Palavra</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: rodamundo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96027/#comment-289692</link>

		<dc:creator><![CDATA[rodamundo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2015 14:43:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente!!!! Como citar este artigo?? Obrigado!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente!!!! Como citar este artigo?? Obrigado!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Quinta-feira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96027/#comment-234928</link>

		<dc:creator><![CDATA[Quinta-feira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2014 00:24:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um dos bloqueios de via mencionados acima como espontâneos - o do dia 27 de setembro - foi feito por moradores da Comunidade da Estaiadinha.

Salvo engano, os moradores realizaram 3 bloqueios no total, diante da iminência de uma reintegração de posse. Documentei o segundo deles em vídeo, que inclusive já foi veiculado pelo Passa Palavra: http://www.youtube.com/watch?v=iiMuW63n1Tw

Posteriormente, o MTST passou a mediar a situação, o que não impediu que as famílias fossem despejadas. Aqui novo vídeo sobre a situação dessas famílias, que passaram a morar em barracos erguidos nas calçadas da Avenida do Estado: http://www.youtube.com/watch?v=Eg26VBf9GU8.

Aliás, mais um ótimo artigo. Mal espero os que virão na sequência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos bloqueios de via mencionados acima como espontâneos &#8211; o do dia 27 de setembro &#8211; foi feito por moradores da Comunidade da Estaiadinha.</p>
<p>Salvo engano, os moradores realizaram 3 bloqueios no total, diante da iminência de uma reintegração de posse. Documentei o segundo deles em vídeo, que inclusive já foi veiculado pelo Passa Palavra: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=iiMuW63n1Tw" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=iiMuW63n1Tw</a></p>
<p>Posteriormente, o MTST passou a mediar a situação, o que não impediu que as famílias fossem despejadas. Aqui novo vídeo sobre a situação dessas famílias, que passaram a morar em barracos erguidos nas calçadas da Avenida do Estado: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Eg26VBf9GU8" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=Eg26VBf9GU8</a>.</p>
<p>Aliás, mais um ótimo artigo. Mal espero os que virão na sequência.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96027/#comment-234325</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2014 21:58:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Prezado Valter Martins,

O problema identificado já foi devidamente corrigido. 
Agradecemos a atenção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prezado Valter Martins,</p>
<p>O problema identificado já foi devidamente corrigido.<br />
Agradecemos a atenção.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Valter Martins		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96027/#comment-234251</link>

		<dc:creator><![CDATA[Valter Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Jun 2014 16:59:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Faltou a nota com a referência à citação. Um abraço.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faltou a nota com a referência à citação. Um abraço.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcelo Lopes de Souza		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96027/#comment-233958</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Lopes de Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jun 2014 17:18:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parabéns pelo artigo (ou, em todo o caso, por esta primeira parte), que é lúcido e direto sem ser dogmático. Há muito tempo venho acompanhando e refletindo sobre essas questões, e concordo com a avaliação de vocês tanto a respeito da “burocracia participativa” quanto a propósito do verdadeiro dilema que é o encaminhamento de soluções para a “questão da habitação” em meio a uma sociedade capitalista e tão desigual como a nossa.

Sobre a “burocracia participativa”, registro que N. Poulantzas cunhou, décadas atrás, a expressão “tecnocratismo de esquerda”, que venho utilizando justamente para referir-me ao tipo de personagem mencionado por vocês: ontem, estudante-ativista ou jovem profissional “radical”; hoje, funcionário governamental, quadro técnico de ONG ou docente/pesquisador “domesticado” (e proto- ou semiquadro governamental, elo importante da teia de relações Estado-universidades-ONGs-organizações de movimentos-instituições internacionais). Isso no que se refere a uma trajetória tipicamente de classe média, com a reciclagem e a (de)formação ideológica de típicos gestores. Mas é preciso mencionar também a formação ou consolidação de uma camada de ativistas de origem trabalhadora (nas favelas e periferias) tornados semifuncionários governamentais, cujas organizações, cada vez mais burocratizadas, foram gradativamente assemelhando-se a ONGs e indo a reboque de políticas e dinâmicas estatais. A falta de criatividade, o “chapa-branquismo” e as hesitações e os silêncios do outrora (anos 1980, início dos anos 1990) estridente “marxismo urbano” de várias universidades brasileiras precisa ser considerado à luz da maciça cooptação que se acentuou (pois já vinha de antes) na década passada. 

Enquanto isso, em algumas cidades (o Rio de Janeiro me parece um exemplo bem significativo), justamente as ocupações autônomas, não atreladas a qualquer partido e organizadas horizontalmente  -  que eu e Eduardo Tomazine temos chamado de “modelo por coletivo”, em contraposição ao “modelo por coordenação”, largamente vertical  -, foram sucumbindo, uma após a outra: Machado de Assis, Zumbi dos Palmares e, mais recentemente, Quilombo das Guerreiras (neste último caso, após uma inspiradora existência durante sete anos, em um prédio da Companhia Docas do Rio de Janeiro, na Zona Portuária). Não conseguiram resistir às pressões (do Estado e do capital, mas também, em parte, ao assédio por parte do tráfico de drogas, que de várias formas foi minando as energias de resistência). Uma outra ocupação, a Chiquinha Gonzaga, de 2005, ainda está lá, mas sociopolítica e socioculturalmente é uma sombra do que já foi. Aliás, a discussão sobre política habitacional é frequentemente indissociável das discussões em torno da “regularização fundiária”, que cada vez mais foi se convertendo em um debate tecnicista (com peso cada vez maior de especialistas em Direito Urbanístico) e crescentemente despolitizado; quanto a isso, algumas ocupações nos convidam a pensar sobre o que se pretende e como se pretende alcançar uma “segurança jurídica da posse”, nesses marcos: “regularização”, sim, mas em que termos? As estruturas e dinâmicas políticas e culturais (e, às vezes, econômicas: cooperativas etc.) construídas a duras penas serão respeitadas e preservadas? Haverá deslocamento e substituição do local da ocupação, ou não? No caso de se fazer necessário um projeto arquitetônico, quem o fará, e qual será o papel dos moradores? Será o espaço “regularizado” fortemente (re)integrado aos circuitos formais do mundo da mercadoria, perdendo densidade e conteúdo como “território dissidente”? 

No momento de repensarmos a luta por habitação e as relações entre movimentos e Estado (e capital), é interessante considerar que o assim chamado movimento dos sem-teto é, à primeira vista, provavelmente aquilo que de mais interessante surgiu nas nossas cidades, nos últimos anos. E, ao que tudo indica, ele está em franca expansão. Porém, ele é extremamente heterogêneo (será que o termo-valise “movimento social” se aplica sem problemas, aqui?), com uma pletora de organizações específicas e com tendências e potenciais bem distintos. As questões que seus problemas nos sugerem e os desafios que representam são, em parte, antigos, mas em parte são específicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns pelo artigo (ou, em todo o caso, por esta primeira parte), que é lúcido e direto sem ser dogmático. Há muito tempo venho acompanhando e refletindo sobre essas questões, e concordo com a avaliação de vocês tanto a respeito da “burocracia participativa” quanto a propósito do verdadeiro dilema que é o encaminhamento de soluções para a “questão da habitação” em meio a uma sociedade capitalista e tão desigual como a nossa.</p>
<p>Sobre a “burocracia participativa”, registro que N. Poulantzas cunhou, décadas atrás, a expressão “tecnocratismo de esquerda”, que venho utilizando justamente para referir-me ao tipo de personagem mencionado por vocês: ontem, estudante-ativista ou jovem profissional “radical”; hoje, funcionário governamental, quadro técnico de ONG ou docente/pesquisador “domesticado” (e proto- ou semiquadro governamental, elo importante da teia de relações Estado-universidades-ONGs-organizações de movimentos-instituições internacionais). Isso no que se refere a uma trajetória tipicamente de classe média, com a reciclagem e a (de)formação ideológica de típicos gestores. Mas é preciso mencionar também a formação ou consolidação de uma camada de ativistas de origem trabalhadora (nas favelas e periferias) tornados semifuncionários governamentais, cujas organizações, cada vez mais burocratizadas, foram gradativamente assemelhando-se a ONGs e indo a reboque de políticas e dinâmicas estatais. A falta de criatividade, o “chapa-branquismo” e as hesitações e os silêncios do outrora (anos 1980, início dos anos 1990) estridente “marxismo urbano” de várias universidades brasileiras precisa ser considerado à luz da maciça cooptação que se acentuou (pois já vinha de antes) na década passada. </p>
<p>Enquanto isso, em algumas cidades (o Rio de Janeiro me parece um exemplo bem significativo), justamente as ocupações autônomas, não atreladas a qualquer partido e organizadas horizontalmente  &#8211;  que eu e Eduardo Tomazine temos chamado de “modelo por coletivo”, em contraposição ao “modelo por coordenação”, largamente vertical  -, foram sucumbindo, uma após a outra: Machado de Assis, Zumbi dos Palmares e, mais recentemente, Quilombo das Guerreiras (neste último caso, após uma inspiradora existência durante sete anos, em um prédio da Companhia Docas do Rio de Janeiro, na Zona Portuária). Não conseguiram resistir às pressões (do Estado e do capital, mas também, em parte, ao assédio por parte do tráfico de drogas, que de várias formas foi minando as energias de resistência). Uma outra ocupação, a Chiquinha Gonzaga, de 2005, ainda está lá, mas sociopolítica e socioculturalmente é uma sombra do que já foi. Aliás, a discussão sobre política habitacional é frequentemente indissociável das discussões em torno da “regularização fundiária”, que cada vez mais foi se convertendo em um debate tecnicista (com peso cada vez maior de especialistas em Direito Urbanístico) e crescentemente despolitizado; quanto a isso, algumas ocupações nos convidam a pensar sobre o que se pretende e como se pretende alcançar uma “segurança jurídica da posse”, nesses marcos: “regularização”, sim, mas em que termos? As estruturas e dinâmicas políticas e culturais (e, às vezes, econômicas: cooperativas etc.) construídas a duras penas serão respeitadas e preservadas? Haverá deslocamento e substituição do local da ocupação, ou não? No caso de se fazer necessário um projeto arquitetônico, quem o fará, e qual será o papel dos moradores? Será o espaço “regularizado” fortemente (re)integrado aos circuitos formais do mundo da mercadoria, perdendo densidade e conteúdo como “território dissidente”? </p>
<p>No momento de repensarmos a luta por habitação e as relações entre movimentos e Estado (e capital), é interessante considerar que o assim chamado movimento dos sem-teto é, à primeira vista, provavelmente aquilo que de mais interessante surgiu nas nossas cidades, nos últimos anos. E, ao que tudo indica, ele está em franca expansão. Porém, ele é extremamente heterogêneo (será que o termo-valise “movimento social” se aplica sem problemas, aqui?), com uma pletora de organizações específicas e com tendências e potenciais bem distintos. As questões que seus problemas nos sugerem e os desafios que representam são, em parte, antigos, mas em parte são específicos.</p>
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