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	Comentários sobre: O momento errado para dizer certas coisas	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Samuel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96524/#comment-238064</link>

		<dc:creator><![CDATA[Samuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Jun 2014 17:19:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tenho diversas críticas à postura dos novos anarquistas, porém não me parece uma solução muito prática ou transformadora sugerir que &quot;leiam mais&quot; como estratégia de mudança. Nós que supostamente lemos muito mais que eles, também não temos problemas muito delicados sem resposta e não estamos sujeitos a erros capitais? Que ações práticas de militância podemos fazer para juntá-los ao &quot;nosso lado&quot; (?) da esquerda autônoma? Crítica-los sem pensar nessas respostas, ou sugerir simplesmente que mudem seus horizontes literários, é meramente vaidade intelectual para mim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho diversas críticas à postura dos novos anarquistas, porém não me parece uma solução muito prática ou transformadora sugerir que &#8220;leiam mais&#8221; como estratégia de mudança. Nós que supostamente lemos muito mais que eles, também não temos problemas muito delicados sem resposta e não estamos sujeitos a erros capitais? Que ações práticas de militância podemos fazer para juntá-los ao &#8220;nosso lado&#8221; (?) da esquerda autônoma? Crítica-los sem pensar nessas respostas, ou sugerir simplesmente que mudem seus horizontes literários, é meramente vaidade intelectual para mim.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96524/#comment-237930</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Jun 2014 16:44:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[RELENDO:
Um antigo estrategista disse: 
&quot;Não quero ser anfitrião, prefiro ser hóspede.&quot;
&quot;Não quero avançar um centímetro, se terei que recuar um metro.&quot;
Ou seja: 
Não enviar tropas, como se não as tivesse.
Não arregaçar as mangas, como se não tivesse braços.
Não pegar em armas, quando não há armas.
Não subestimar o inimigo.
Lao Tse - Tao Te King, Livro II, LXIX]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>RELENDO:<br />
Um antigo estrategista disse:<br />
&#8220;Não quero ser anfitrião, prefiro ser hóspede.&#8221;<br />
&#8220;Não quero avançar um centímetro, se terei que recuar um metro.&#8221;<br />
Ou seja:<br />
Não enviar tropas, como se não as tivesse.<br />
Não arregaçar as mangas, como se não tivesse braços.<br />
Não pegar em armas, quando não há armas.<br />
Não subestimar o inimigo.<br />
Lao Tse &#8211; Tao Te King, Livro II, LXIX</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rádio Cordel Libertário		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96524/#comment-237867</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rádio Cordel Libertário]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Jun 2014 23:08:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Repressão Policial e o Silêncio das Mídias como estratégia de Desmobilização
E também relato sobre o protesto do dia 20 de junho em Salvador/BA

http://radiocordel-libertario.blogspot.com.br/2014/06/a-repressao-policial-e-o-silencio-das_21.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Repressão Policial e o Silêncio das Mídias como estratégia de Desmobilização<br />
E também relato sobre o protesto do dia 20 de junho em Salvador/BA</p>
<p><a href="http://radiocordel-libertario.blogspot.com.br/2014/06/a-repressao-policial-e-o-silencio-das_21.html" rel="nofollow ugc">http://radiocordel-libertario.blogspot.com.br/2014/06/a-repressao-policial-e-o-silencio-das_21.html</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96524/#comment-237838</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Jun 2014 14:58:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ibsen, 
o que você descreve como &quot;tática de auto defesa&quot; não tem nada a ver mais com os grupos que atuam hoje em várias capitais do país. Ou por acaso quebrar vidraças e destruir automóveis é defender-se contra algo?
A ação direta anarquista no século XIX era uma feita pela e para os trabalhadores: greves, piquetes, expropriações. Não tem nada a ver, NADA, com quebra-quebra de bancos. Isso é algo que foi inventado nas últimas décadas sem outro motivo que não o de chamar atenção através da midia. 

Agora, ser jovem e ter acabado de entrar &quot;para a política&quot; não faz dessas pessoas desculpáveis por seus erros. Ao contrário, elas sim que deveriam estar lendo e se informando ao invés de sair na rua vestidos para a guerra achando que disso se trata &quot;mudar o mundo&quot;. Deveriam ter o dobro de cautela e respeito pelas demais pessoas que estão se organizando a mais tempo que elas, deveriam prestar muito mais atenção às críticas que são feitas a elas, se elas conhecem a &quot;teoria&quot; a menos de um ano. E ao invés de ler apenas Bonanno e Zerzan, deveriam diversificar a compreensão a respeito da classe trabalhadora, se é que se importam com uma tal coisa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ibsen,<br />
o que você descreve como &#8220;tática de auto defesa&#8221; não tem nada a ver mais com os grupos que atuam hoje em várias capitais do país. Ou por acaso quebrar vidraças e destruir automóveis é defender-se contra algo?<br />
A ação direta anarquista no século XIX era uma feita pela e para os trabalhadores: greves, piquetes, expropriações. Não tem nada a ver, NADA, com quebra-quebra de bancos. Isso é algo que foi inventado nas últimas décadas sem outro motivo que não o de chamar atenção através da midia. </p>
<p>Agora, ser jovem e ter acabado de entrar &#8220;para a política&#8221; não faz dessas pessoas desculpáveis por seus erros. Ao contrário, elas sim que deveriam estar lendo e se informando ao invés de sair na rua vestidos para a guerra achando que disso se trata &#8220;mudar o mundo&#8221;. Deveriam ter o dobro de cautela e respeito pelas demais pessoas que estão se organizando a mais tempo que elas, deveriam prestar muito mais atenção às críticas que são feitas a elas, se elas conhecem a &#8220;teoria&#8221; a menos de um ano. E ao invés de ler apenas Bonanno e Zerzan, deveriam diversificar a compreensão a respeito da classe trabalhadora, se é que se importam com uma tal coisa.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96524/#comment-237598</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2014 16:58:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; não publica comentários com ofensas pessoais.

Os leitores que pretendam participar no debate terão de apresentar os comentários sem injúrias.

O coletivo do &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>Passa Palavra</em> não publica comentários com ofensas pessoais.</p>
<p>Os leitores que pretendam participar no debate terão de apresentar os comentários sem injúrias.</p>
<p>O coletivo do <em>Passa Palavra</em></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ibsen		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96524/#comment-237597</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ibsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2014 16:52:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=96524#comment-237597</guid>

					<description><![CDATA[Lucas, palavras atrapalham sim, as vezes muito mais do que cassetetes e bombas, a depender de quem está falando e quem está por trás dessa pessoa. Não represento a opinião de todos os manifestantes sejam eles anarquistas ou não. E não existe nenhuma corrente anarquista nova, só a que acabou de surgir da sua cabeça. São jovens que acabaram de conhecer uma teoria em sua maioria há menos de um ano. Não acredito que tomar porrada da polícia é uma suposta pedagogia, mas sim demonstra o resultado perigoso que se chegou a repreensão a qualquer ato de rua nessa nova democracia. Você está desviando os fatos criando teorias sem fundamentos sobre a afirmação de uma só pessoa, eu, e sobre ações isoladas de grupos e indivíduos diversos, que não são majoricamente anarquistas. É muito cedo para criar novas teorias de fatos que ainda estão acontecendo, muita gente está se aproveitando disso para ganhar um dinheirinho a mais e marginalizar os movimentos sociais, o que não falta são oportunistas capitalistas, socialistas, anarquistas, de todos os lados desviando o foco da luta para os seus interesses. Não alimentarei uma discussão sem fim. Black Bloc é um grupo de voluntários que usam tática de auto defesa, procure um livro pra ler a respeito antes de afirmar erroneamente que se trata de um movimento anarquista ou de um nova corrente anarquista, sendo que muitas correntes anarquistas já adotavam o princípio de ação direta no século XIX, mas muitos outros grupos e indivíduos usam, não foram os primeiros e não serão os últimos. Pesquise, leia e não propague inverdades, a desinformação leva a ignorância e essa é maior arma do Estado contra o povo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lucas, palavras atrapalham sim, as vezes muito mais do que cassetetes e bombas, a depender de quem está falando e quem está por trás dessa pessoa. Não represento a opinião de todos os manifestantes sejam eles anarquistas ou não. E não existe nenhuma corrente anarquista nova, só a que acabou de surgir da sua cabeça. São jovens que acabaram de conhecer uma teoria em sua maioria há menos de um ano. Não acredito que tomar porrada da polícia é uma suposta pedagogia, mas sim demonstra o resultado perigoso que se chegou a repreensão a qualquer ato de rua nessa nova democracia. Você está desviando os fatos criando teorias sem fundamentos sobre a afirmação de uma só pessoa, eu, e sobre ações isoladas de grupos e indivíduos diversos, que não são majoricamente anarquistas. É muito cedo para criar novas teorias de fatos que ainda estão acontecendo, muita gente está se aproveitando disso para ganhar um dinheirinho a mais e marginalizar os movimentos sociais, o que não falta são oportunistas capitalistas, socialistas, anarquistas, de todos os lados desviando o foco da luta para os seus interesses. Não alimentarei uma discussão sem fim. Black Bloc é um grupo de voluntários que usam tática de auto defesa, procure um livro pra ler a respeito antes de afirmar erroneamente que se trata de um movimento anarquista ou de um nova corrente anarquista, sendo que muitas correntes anarquistas já adotavam o princípio de ação direta no século XIX, mas muitos outros grupos e indivíduos usam, não foram os primeiros e não serão os últimos. Pesquise, leia e não propague inverdades, a desinformação leva a ignorância e essa é maior arma do Estado contra o povo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ibsen		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96524/#comment-237591</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ibsen]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2014 16:16:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Daniel Caribé, só você viu arrogância no meu comentário. Falei da população que não estava participando do protesto.E você está comparando os manifestantes dos atos com as pessoas que protestaram nos estádios xingando a presidente? Nem vou comentar o absurdo disso. Falo só por mim e minha opinião é essa: se não houvessem pessoas indo pros protestos, Salvador seria a única cidade sede a ficar calada e isso é bom pra quem? Não é um protesto contra o governo de Dilma, do PT e etc ( não se preocupe), é contra um Estado sempre omisso com a sua população que prioriza um campeonato futebolísticos a maiores gastos com serviços de qualidade à sua população e ao mesmo tempo é a favor de um povo mais consciente de outras alternativas para esse Estado, mas é claro que a mensagem está quase impossível de ser passada, difícil conter os hormônios da juventude e as emoções de quem sente tanto ódio dessa realidade, vai também criminalizá-los? Ou melhor, vai marginalizá-los e abandoná-los da mesma forma que a mídia e o resto da população fez? Não foram bombas que os manifestantes levaram, foram porrada mesmo na cara, muitos lá nunca haviam passado por essa situação e não sabiam como reagir a isso. Se eu tivesse a carteira da OAB também estaria lá na delegacia e não me gabaria por isso, não me acharia mais especial, com certeza estaria participando da luta independente da minha carteirinha em mãos. O título do seu texto deveria ser &quot;O momento certo para dizer as coisas erradas&quot;. Você só está criando mais inimizades e não aliados com esse texto que parece estar tentando tirar o corpo fora do mpl daqui em relação aos que protestaram. Não existe necessidade de disputa de mérito para quem varou a noite lá dentro da delegacia e ou para quem varou fora, todos estavam exercendo os seus direitos e sofreram com isso.Agora é hora de denunciar os verdadeiros culpados: os que atiraram bombas em um protesto pacífico, em quem agrediu covardemente quem estava no ato e propor novas táticas, ao invés de criticar de forma irresponsável os companheiros de luta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel Caribé, só você viu arrogância no meu comentário. Falei da população que não estava participando do protesto.E você está comparando os manifestantes dos atos com as pessoas que protestaram nos estádios xingando a presidente? Nem vou comentar o absurdo disso. Falo só por mim e minha opinião é essa: se não houvessem pessoas indo pros protestos, Salvador seria a única cidade sede a ficar calada e isso é bom pra quem? Não é um protesto contra o governo de Dilma, do PT e etc ( não se preocupe), é contra um Estado sempre omisso com a sua população que prioriza um campeonato futebolísticos a maiores gastos com serviços de qualidade à sua população e ao mesmo tempo é a favor de um povo mais consciente de outras alternativas para esse Estado, mas é claro que a mensagem está quase impossível de ser passada, difícil conter os hormônios da juventude e as emoções de quem sente tanto ódio dessa realidade, vai também criminalizá-los? Ou melhor, vai marginalizá-los e abandoná-los da mesma forma que a mídia e o resto da população fez? Não foram bombas que os manifestantes levaram, foram porrada mesmo na cara, muitos lá nunca haviam passado por essa situação e não sabiam como reagir a isso. Se eu tivesse a carteira da OAB também estaria lá na delegacia e não me gabaria por isso, não me acharia mais especial, com certeza estaria participando da luta independente da minha carteirinha em mãos. O título do seu texto deveria ser &#8220;O momento certo para dizer as coisas erradas&#8221;. Você só está criando mais inimizades e não aliados com esse texto que parece estar tentando tirar o corpo fora do mpl daqui em relação aos que protestaram. Não existe necessidade de disputa de mérito para quem varou a noite lá dentro da delegacia e ou para quem varou fora, todos estavam exercendo os seus direitos e sofreram com isso.Agora é hora de denunciar os verdadeiros culpados: os que atiraram bombas em um protesto pacífico, em quem agrediu covardemente quem estava no ato e propor novas táticas, ao invés de criticar de forma irresponsável os companheiros de luta.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Danilo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96524/#comment-237510</link>

		<dc:creator><![CDATA[Danilo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jun 2014 01:35:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=96524#comment-237510</guid>

					<description><![CDATA[A consigna “Todo preso é um preso político!” diz muito mais sobre o quê é silenciado – o caráter político seletivo do sistema penal-prisional histórico - do que necessariamente pelo que ela afirma. Acredito que não deva ser levada ao pé da letra como muitos comentadores aqui estão fazendo. Concordando com os argumentos de Legume e Rodolfo, lembremos que ela é antes de tudo uma consigna, com todos os limites de uma palavra de ordem, não um uma tese ou conceito histórico – estes sim pedindo seu necessário detalhamento. Assim, a consigna destaca uma luta como prioritária – tática e/ou estrategicamente. 

De modo que, pelas mesmas razões de Legume e Rodolfo, também acredito ser estratégico para a esquerda anti-capitalista de forma geral incorporar a crítica profunda e o combate cotidiano ao sistema penal-prisional histórico como um todo (apontando, ao mesmo tempo, o horizonte do abolicionismo na mesma consigna), tanto em termos gerais do capitalismo, quanto nos termos específicos do SISTEMA brasileiro. Sobre esta historicidade, cabe lembrar que o sistema penal-prisional brasileiro e suas instituições repressivas já nasceram com um forte caráter (político) de combate preventivo e/ou ostensivo às (formas de organização e revoltas) populares. Está no artigo 9º do Decreto de Criação da Guarda Policial da Província de SP, do ano de 1834, por exemplo, o estabelecimento de ”Quando o serviço fôr para atacar quilombos, salteadores, ou qualquer outro, em que haja perigo de vida, a diaria será de valor dobrado, e mesmo triplicado, a juizo da Autoridade que determinar o serviço e sendo este requerido por algum senhor de escravos, serão por ellas pagos os dias de serviço, segundo o arbitramento acima, assim como o serão por qualquer senhor, quando algum escravo fôr preso por qualquer Guarda” (http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaTextoIntegral.action?id=64890&#038;norma=80798). Ou seja, desde seus primórdios a atual Polícia Militar na prática paga dobrado ou triplicado para os seus agentes quando se tratar de combater insurgentes (em potencial ou atuantes) de quilombos, salteadores etc. Uma prática que permanece hoje, renovada. Crimes políticos?

Junto a este aspecto histórico de longa-duração soma-se outro, de média-duração, já referido pelo Rodolfo no que tange a história recente da categoria “preso político” no Brasil. Não se trata de qualquer categoria. Assumida desta maneira pelos militantes da resistência armada à Ditadura – a maioria oriunda de meios universitários ou de classe média –, diante da possibilidade de anistia, em contraposição aos demais “presos comuns” – muitas vezes presos sob circunstâncias semelhantes e enquadrados na mesma Lei de Segurança Nacional, vivendo as mesmas opressões de uma Ilha Grande, entre outros presídios. Neste caso, a história da atual consigna “todo preso é um preso político”, que tem sua raiz nesta cisão histórica, significa uma tomada de consciência (política) daqueles que, diante do discurso tecnicista dos operadores de direito bem como dessa divisão erguida pelos “presos políticos” de certa classe (média e média-alta), passaram a se auto-denominar “presos proletários”. A prisão deixava de ser algo natural, ou técnico, por meio da luta política prática dos presos “comuns”. Em outras palavras: “Todo preso comum é um preso proletário”, queriam dizer aqueles considerados “lúmpem” por militantes de certas classes sociais que, muitas vezes, menospreza(va)m as táticas de resistência (política) presentes - e reprimidas ostensivamente - nesse imenso setor da classe proletária considerado subproletariado ou simplesmente lumpesinato por muitas pessoas de esquerda (Aqui não me refiro aos comentadores do Passa Palavra, a não ser talvez ao último comentário de Fagner Enrique). 

Isto, de maneira alguma pode significar a idealização reversa (e demagógica) de que toda forma de crime – mesmo nos termos desta Lei – signifique alguma forma de organização e resistência política subversiva (anti-capitalista) – este é o maior ponto fraco/risco da consigna, mas simplesmente traz à frente (como prioridade) o questionamento do sistema penal-prisional como um todo, nas formas como historicamente ele se expressa no Brasil, e a quem ele atinge mais em cada ciclo histórico. Traz uma solidariedade de classe em si também (retomada pelos movimentos que assumem esta consigna hoje, como a Rede 2 de Outubro e o Movimento Passe Livre, p. ex). Mas a história desta tomada de consciência nos cárceres brasileiros, depois degenerada em outras formas de hierarquia e opressão, deve ficar para outro comentário...

Por fim, em tempos atuais de recrudescimento deste sistema penal-prisional no Brasil, tanto o preventivo (e ostensivo) contra as classes perigosas históricas (jovens pobres e negros, muitos trabalhadores do comércio ilegal, porém tantos outros simplesmente criminalizados POR EXISTIR – mais de 715.000 pessoas presas, milhões de egressos e dezenas de milhões de familiares “presos” juntos; incontáveis casos de Tortura; Milhares de execuções sumárias por ano); bem como agora também cada vez mais atingindo (tb preventiva e ostensivamente) manifestações (políticas) diversas, que inclusive voltam a contar com a participação crescente de jovens de classe média-baixa e média, enfim, a distinção entre “presos comuns” e “presos políticos” volta a se colocar. Mas a discussão, a meu ver, deve pressupor este seu histórico recente no Brasil. 

O caso do morador de rua Rafael Braga, neste sentido, é exemplar: “foi preso quando saia da loja abandonada onde morava há um mês e onde pegara os dois frascos de limpeza. No laudo do esquadrão antibomba, a Polícia Civil apontou que os produtos tinham “ínfima possibilidade de funcionar como coquetel molotov”. Quando o caso chegou ao Ministério Público, as garrafas foram descritas pelo promotor responsável pela acusação como “material incendiário”. Até que o juiz Guilherem Schilling Pollo Duarte determinou que “uma das garrafas tinha mínima aptidão para funcionar como coquetel molotov” e condenou Rafael a quase seis anos de prisão”( https://br.noticias.yahoo.com/blogs/reportagem-3-por-4/quem-%C3%A9-rafael-braga-vieira-134733357.html). É um dos únicos presos (políticos?) das revoltas de junho do Rio de Janeiro que foi sentenciado e continua mofando no sistema prisional. Por que? Talvez porque faça parte daqueles, nas palavras recentes do punitivista Aldo Rebelo, “estratos sociais mais vulneráveis à delinquência” (no artigo &quot;A demagogia das ruas&quot;, de 31/05/2014, que pode ser conferido na íntegra aqui: http://on.fb.me/1y6oYig). 

Essa divisão elitista entre presos políticos e presos comuns – que de forma alguma é o caso dos demais comentadores deste artigo aqui no Passa Palavra, mas uma realidade presente em vários setores da esquerda punitivista que a consigna busca combater – aparece praticamente, por outro exemplo complementar, na atitude recente dos 300 intelectuais que se solidarizam aos “presos políticos” da Ação Penal 470 (vulgo “Mensalão”), mas que em sua maioria jamais se manifestaram contra a mesma situação vivida – com bem menos retaguarda política-econômica – pelos demais “presos comuns” do imenso sistema carcerário brasileiro (sobre o assunto ler aqui http://brasil247.com/+wdpkl,  e a boa resposta ao tema da Pastoral Carcerária aqui http://carceraria.org.br/nota-da-pastoral-carceraria-sobre-o-mensalao-estamos-onde-sempre-estivemos.html). 

A consigna “Todo preso é um preso político!” adotada hoje, a meu ver, tem também o mérito de se solidarizar aos presos proletários (por existir ou por resistir), oprimidos dentro e fora do sistema carcerário (inclusive pela indústria do tráfico) e dar prioridade ao combate a estes setores da “esquerda” elitista (como, grosso modo, os 300 de Dirceu e companhia) e punitivista (como Aldo Rebelo e tantos outros), separando-a de uma esquerda anticapitalista. 

Traz ainda, por fim, uma questão delicadíssima, mas importante, para os movimentos de familiares de vítimas do mesmo sistema penal-punitivo: a luta se faz pela punição aos agentes repressores ou, se feita desta forma tática, acabará redundando em maior aparato repressivo-punitivo contra a própria classe histórica alvo deste sistema? “Mais punições” significará maior justiça? Como pensar outras formas de justiça nas quais ela não se confunda com punição (grades e prisões)? 

A consigna, com todas suas limitações (riscos e contradições), tem o mérito de levantar também esta questão/problema silenciado pela esquerda institucional que abriu mão de aprofundar os processos de justiça de transição mais estruturais (da Ditadura à “Democracia”) em troca de participar conciliatoriamente do mesmo jogo institucional, agora democrático. Como se a manutenção ou mesmo o aprofundamento e sofisticação do aparato repressivo, penal-punitivo, da Ditadura não fosse um problema político de primeira ordem para o normal funcionamento da democracia – como na prática acabou não sendo. Segundo sugere a consigna, portanto, a prisão política é a regra do sistema penal-prisional TAMBÉM DA DEMOCRACIA, não um “resquício” ou “volta da ditadura”, muito menos uma “exceção” do sistema atual. A regra da democracia do encarceramento em massa é a prisão (política), como afirmou o Legume: a “ausência de provas, os julgamentos baseados unicamente no depoimento de policiais, o descumprimento das garantias legais do preso, as torturas, não são exclusividade das pessoas presas por conta de sua atividade política, mas a prática padrão do sistema penal.”. 

É apostar num caminho mais difícil, que abre mão de algumas possibilidades táticas importantes da luta emergencial pela libertação de presos ligados a manifestações/revoltas políticas – sem abrir mão dessa luta também prioritária (como o caso recente de Goiânia), mas que joga luz numa luta maior e em outras questões prioritárias para a esquerda anticapitalista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A consigna “Todo preso é um preso político!” diz muito mais sobre o quê é silenciado – o caráter político seletivo do sistema penal-prisional histórico &#8211; do que necessariamente pelo que ela afirma. Acredito que não deva ser levada ao pé da letra como muitos comentadores aqui estão fazendo. Concordando com os argumentos de Legume e Rodolfo, lembremos que ela é antes de tudo uma consigna, com todos os limites de uma palavra de ordem, não um uma tese ou conceito histórico – estes sim pedindo seu necessário detalhamento. Assim, a consigna destaca uma luta como prioritária – tática e/ou estrategicamente. </p>
<p>De modo que, pelas mesmas razões de Legume e Rodolfo, também acredito ser estratégico para a esquerda anti-capitalista de forma geral incorporar a crítica profunda e o combate cotidiano ao sistema penal-prisional histórico como um todo (apontando, ao mesmo tempo, o horizonte do abolicionismo na mesma consigna), tanto em termos gerais do capitalismo, quanto nos termos específicos do SISTEMA brasileiro. Sobre esta historicidade, cabe lembrar que o sistema penal-prisional brasileiro e suas instituições repressivas já nasceram com um forte caráter (político) de combate preventivo e/ou ostensivo às (formas de organização e revoltas) populares. Está no artigo 9º do Decreto de Criação da Guarda Policial da Província de SP, do ano de 1834, por exemplo, o estabelecimento de ”Quando o serviço fôr para atacar quilombos, salteadores, ou qualquer outro, em que haja perigo de vida, a diaria será de valor dobrado, e mesmo triplicado, a juizo da Autoridade que determinar o serviço e sendo este requerido por algum senhor de escravos, serão por ellas pagos os dias de serviço, segundo o arbitramento acima, assim como o serão por qualquer senhor, quando algum escravo fôr preso por qualquer Guarda” (<a href="http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaTextoIntegral.action?id=64890&#038;norma=80798" rel="nofollow ugc">http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaTextoIntegral.action?id=64890&#038;norma=80798</a>). Ou seja, desde seus primórdios a atual Polícia Militar na prática paga dobrado ou triplicado para os seus agentes quando se tratar de combater insurgentes (em potencial ou atuantes) de quilombos, salteadores etc. Uma prática que permanece hoje, renovada. Crimes políticos?</p>
<p>Junto a este aspecto histórico de longa-duração soma-se outro, de média-duração, já referido pelo Rodolfo no que tange a história recente da categoria “preso político” no Brasil. Não se trata de qualquer categoria. Assumida desta maneira pelos militantes da resistência armada à Ditadura – a maioria oriunda de meios universitários ou de classe média –, diante da possibilidade de anistia, em contraposição aos demais “presos comuns” – muitas vezes presos sob circunstâncias semelhantes e enquadrados na mesma Lei de Segurança Nacional, vivendo as mesmas opressões de uma Ilha Grande, entre outros presídios. Neste caso, a história da atual consigna “todo preso é um preso político”, que tem sua raiz nesta cisão histórica, significa uma tomada de consciência (política) daqueles que, diante do discurso tecnicista dos operadores de direito bem como dessa divisão erguida pelos “presos políticos” de certa classe (média e média-alta), passaram a se auto-denominar “presos proletários”. A prisão deixava de ser algo natural, ou técnico, por meio da luta política prática dos presos “comuns”. Em outras palavras: “Todo preso comum é um preso proletário”, queriam dizer aqueles considerados “lúmpem” por militantes de certas classes sociais que, muitas vezes, menospreza(va)m as táticas de resistência (política) presentes &#8211; e reprimidas ostensivamente &#8211; nesse imenso setor da classe proletária considerado subproletariado ou simplesmente lumpesinato por muitas pessoas de esquerda (Aqui não me refiro aos comentadores do Passa Palavra, a não ser talvez ao último comentário de Fagner Enrique). </p>
<p>Isto, de maneira alguma pode significar a idealização reversa (e demagógica) de que toda forma de crime – mesmo nos termos desta Lei – signifique alguma forma de organização e resistência política subversiva (anti-capitalista) – este é o maior ponto fraco/risco da consigna, mas simplesmente traz à frente (como prioridade) o questionamento do sistema penal-prisional como um todo, nas formas como historicamente ele se expressa no Brasil, e a quem ele atinge mais em cada ciclo histórico. Traz uma solidariedade de classe em si também (retomada pelos movimentos que assumem esta consigna hoje, como a Rede 2 de Outubro e o Movimento Passe Livre, p. ex). Mas a história desta tomada de consciência nos cárceres brasileiros, depois degenerada em outras formas de hierarquia e opressão, deve ficar para outro comentário&#8230;</p>
<p>Por fim, em tempos atuais de recrudescimento deste sistema penal-prisional no Brasil, tanto o preventivo (e ostensivo) contra as classes perigosas históricas (jovens pobres e negros, muitos trabalhadores do comércio ilegal, porém tantos outros simplesmente criminalizados POR EXISTIR – mais de 715.000 pessoas presas, milhões de egressos e dezenas de milhões de familiares “presos” juntos; incontáveis casos de Tortura; Milhares de execuções sumárias por ano); bem como agora também cada vez mais atingindo (tb preventiva e ostensivamente) manifestações (políticas) diversas, que inclusive voltam a contar com a participação crescente de jovens de classe média-baixa e média, enfim, a distinção entre “presos comuns” e “presos políticos” volta a se colocar. Mas a discussão, a meu ver, deve pressupor este seu histórico recente no Brasil. </p>
<p>O caso do morador de rua Rafael Braga, neste sentido, é exemplar: “foi preso quando saia da loja abandonada onde morava há um mês e onde pegara os dois frascos de limpeza. No laudo do esquadrão antibomba, a Polícia Civil apontou que os produtos tinham “ínfima possibilidade de funcionar como coquetel molotov”. Quando o caso chegou ao Ministério Público, as garrafas foram descritas pelo promotor responsável pela acusação como “material incendiário”. Até que o juiz Guilherem Schilling Pollo Duarte determinou que “uma das garrafas tinha mínima aptidão para funcionar como coquetel molotov” e condenou Rafael a quase seis anos de prisão”( <a href="https://br.noticias.yahoo.com/blogs/reportagem-3-por-4/quem-%C3%A9-rafael-braga-vieira-134733357.html" rel="nofollow ugc">https://br.noticias.yahoo.com/blogs/reportagem-3-por-4/quem-%C3%A9-rafael-braga-vieira-134733357.html</a>). É um dos únicos presos (políticos?) das revoltas de junho do Rio de Janeiro que foi sentenciado e continua mofando no sistema prisional. Por que? Talvez porque faça parte daqueles, nas palavras recentes do punitivista Aldo Rebelo, “estratos sociais mais vulneráveis à delinquência” (no artigo &#8220;A demagogia das ruas&#8221;, de 31/05/2014, que pode ser conferido na íntegra aqui: <a href="http://on.fb.me/1y6oYig" rel="nofollow ugc">http://on.fb.me/1y6oYig</a>). </p>
<p>Essa divisão elitista entre presos políticos e presos comuns – que de forma alguma é o caso dos demais comentadores deste artigo aqui no Passa Palavra, mas uma realidade presente em vários setores da esquerda punitivista que a consigna busca combater – aparece praticamente, por outro exemplo complementar, na atitude recente dos 300 intelectuais que se solidarizam aos “presos políticos” da Ação Penal 470 (vulgo “Mensalão”), mas que em sua maioria jamais se manifestaram contra a mesma situação vivida – com bem menos retaguarda política-econômica – pelos demais “presos comuns” do imenso sistema carcerário brasileiro (sobre o assunto ler aqui <a href="http://brasil247.com/+wdpkl" rel="nofollow ugc">http://brasil247.com/+wdpkl</a>,  e a boa resposta ao tema da Pastoral Carcerária aqui <a href="http://carceraria.org.br/nota-da-pastoral-carceraria-sobre-o-mensalao-estamos-onde-sempre-estivemos.html" rel="nofollow ugc">http://carceraria.org.br/nota-da-pastoral-carceraria-sobre-o-mensalao-estamos-onde-sempre-estivemos.html</a>). </p>
<p>A consigna “Todo preso é um preso político!” adotada hoje, a meu ver, tem também o mérito de se solidarizar aos presos proletários (por existir ou por resistir), oprimidos dentro e fora do sistema carcerário (inclusive pela indústria do tráfico) e dar prioridade ao combate a estes setores da “esquerda” elitista (como, grosso modo, os 300 de Dirceu e companhia) e punitivista (como Aldo Rebelo e tantos outros), separando-a de uma esquerda anticapitalista. </p>
<p>Traz ainda, por fim, uma questão delicadíssima, mas importante, para os movimentos de familiares de vítimas do mesmo sistema penal-punitivo: a luta se faz pela punição aos agentes repressores ou, se feita desta forma tática, acabará redundando em maior aparato repressivo-punitivo contra a própria classe histórica alvo deste sistema? “Mais punições” significará maior justiça? Como pensar outras formas de justiça nas quais ela não se confunda com punição (grades e prisões)? </p>
<p>A consigna, com todas suas limitações (riscos e contradições), tem o mérito de levantar também esta questão/problema silenciado pela esquerda institucional que abriu mão de aprofundar os processos de justiça de transição mais estruturais (da Ditadura à “Democracia”) em troca de participar conciliatoriamente do mesmo jogo institucional, agora democrático. Como se a manutenção ou mesmo o aprofundamento e sofisticação do aparato repressivo, penal-punitivo, da Ditadura não fosse um problema político de primeira ordem para o normal funcionamento da democracia – como na prática acabou não sendo. Segundo sugere a consigna, portanto, a prisão política é a regra do sistema penal-prisional TAMBÉM DA DEMOCRACIA, não um “resquício” ou “volta da ditadura”, muito menos uma “exceção” do sistema atual. A regra da democracia do encarceramento em massa é a prisão (política), como afirmou o Legume: a “ausência de provas, os julgamentos baseados unicamente no depoimento de policiais, o descumprimento das garantias legais do preso, as torturas, não são exclusividade das pessoas presas por conta de sua atividade política, mas a prática padrão do sistema penal.”. </p>
<p>É apostar num caminho mais difícil, que abre mão de algumas possibilidades táticas importantes da luta emergencial pela libertação de presos ligados a manifestações/revoltas políticas – sem abrir mão dessa luta também prioritária (como o caso recente de Goiânia), mas que joga luz numa luta maior e em outras questões prioritárias para a esquerda anticapitalista.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96524/#comment-237482</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2014 22:32:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alguém por acaso acha que a democracia funciona sem um conjunto de regras que possam ser apeladas em caso de que alguma parte se sinta prejudicada? 
Até no momento de deliberar é necessário que haja um conjunto de regras fixas que determine a validade ou não das decisões que foram tomadas, e o eterno estado de &quot;assembleia soberana&quot; é certamente incompatível com a vida humana civilizada.

Essa estabilidade democrática só se consegue com uma boa quantidade de regras com valor de lei que tenham um mínimo de estabilidade no tempo, e que o seu próprio processo de reforma também seja guiado por certos fundamentos pré-estabelecidos e válidos para todo o coletivo de sujeitos. Do contrário teria o mesmo peso uma decisão a respeito do horário máximo permitido para escutar música alta e outra a respeito do quorum e composição da assembleia.

igualar instituição com burocracia é simplesmente confundir duas coisas diferentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém por acaso acha que a democracia funciona sem um conjunto de regras que possam ser apeladas em caso de que alguma parte se sinta prejudicada?<br />
Até no momento de deliberar é necessário que haja um conjunto de regras fixas que determine a validade ou não das decisões que foram tomadas, e o eterno estado de &#8220;assembleia soberana&#8221; é certamente incompatível com a vida humana civilizada.</p>
<p>Essa estabilidade democrática só se consegue com uma boa quantidade de regras com valor de lei que tenham um mínimo de estabilidade no tempo, e que o seu próprio processo de reforma também seja guiado por certos fundamentos pré-estabelecidos e válidos para todo o coletivo de sujeitos. Do contrário teria o mesmo peso uma decisão a respeito do horário máximo permitido para escutar música alta e outra a respeito do quorum e composição da assembleia.</p>
<p>igualar instituição com burocracia é simplesmente confundir duas coisas diferentes.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Daniel Caribé		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/06/96524/#comment-237470</link>

		<dc:creator><![CDATA[Daniel Caribé]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2014 21:10:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Então voltamos a uma situação ainda mais grave... Em um dos primeiros comentários coloquei que, mesmo não se tratando de presos políticos, há uma parcela da população que é refém do Estado de Exceção. A repressão do Estado age sobre estas pessoas por meras questões raciais, geográficas ou de classe. Até então não é crime ser pobre, negro ou trabalhador. Elas não cometem crime algum, apenas existem onde não deveriam mais existir. E com o nivelamento que querem fazer de todos os tipos de prisões, não só abrimos mão da estratégia de denuncia dos presos políticos, mas tornamos inócua também qualquer denúncia dos ataques à população mais precarizada que vive nestes espaços. Seria legal entrar numa área dominada pela UPP e dizer para a população que Amarildo é igual ao rapaz do tráfico ou a um estuprador.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então voltamos a uma situação ainda mais grave&#8230; Em um dos primeiros comentários coloquei que, mesmo não se tratando de presos políticos, há uma parcela da população que é refém do Estado de Exceção. A repressão do Estado age sobre estas pessoas por meras questões raciais, geográficas ou de classe. Até então não é crime ser pobre, negro ou trabalhador. Elas não cometem crime algum, apenas existem onde não deveriam mais existir. E com o nivelamento que querem fazer de todos os tipos de prisões, não só abrimos mão da estratégia de denuncia dos presos políticos, mas tornamos inócua também qualquer denúncia dos ataques à população mais precarizada que vive nestes espaços. Seria legal entrar numa área dominada pela UPP e dizer para a população que Amarildo é igual ao rapaz do tráfico ou a um estuprador.</p>
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