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	<title>
	Comentários sobre: “Não vai ter verdade!”	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Tonho		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/97401/#comment-241708</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tonho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2014 14:15:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O período do capitalismo neoliberal tem muito a ver com o da ditadura militar.
Primeiro, que os ditadores, vulgo &quot;generais-presidentes&quot;, já expressavam a sua ideia de aproximação do Estado e oligopólios privados, supremacia do mercado (inclusive fornecendo os modelos de administração pública), arrocho fiscal e &quot;flexibilização&quot; de direitos e garantias trabalhistas e penais.
O período pós-1988 herdou o aparelho policial-militar-legal da ditadura, mas foi além. Este aparelho está sendo aperfeiçoado, até o ponto em que um policiamento ditatorial convive com eleições e imprensa livres (no sentido de &quot;liberdade de comércio&quot;, e não de expressão e associação). E isso sem que uma abale a legitimidade socialmente implantada da outra. Tanto a democracia eleitoral quanto o policiamento totalitário convivem em (quase) perfeita harmonia, segundo a fórmula: quem não se elegeu, que se cale ou sofra as consequências.
Democracia racionada, oligarquia liberal, Estado oligárquico de Direito, democracia militarizada, regime democrático de exceção, Estado Centauro... todos os termos parecem corretos e expressão uma parte da verdade: de que estamos sob um apartheid econômico racializado, onde os brancos abastados gozam das perfeitas garantias democráticas, e os pobres e negros ou índios vivem sob uma ditadura militar continuada (negros abastados são admitidos com ressalvas ao clube dos privilegiados, e brancos pobres são tratados como &quot;quase pretos&quot;).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O período do capitalismo neoliberal tem muito a ver com o da ditadura militar.<br />
Primeiro, que os ditadores, vulgo &#8220;generais-presidentes&#8221;, já expressavam a sua ideia de aproximação do Estado e oligopólios privados, supremacia do mercado (inclusive fornecendo os modelos de administração pública), arrocho fiscal e &#8220;flexibilização&#8221; de direitos e garantias trabalhistas e penais.<br />
O período pós-1988 herdou o aparelho policial-militar-legal da ditadura, mas foi além. Este aparelho está sendo aperfeiçoado, até o ponto em que um policiamento ditatorial convive com eleições e imprensa livres (no sentido de &#8220;liberdade de comércio&#8221;, e não de expressão e associação). E isso sem que uma abale a legitimidade socialmente implantada da outra. Tanto a democracia eleitoral quanto o policiamento totalitário convivem em (quase) perfeita harmonia, segundo a fórmula: quem não se elegeu, que se cale ou sofra as consequências.<br />
Democracia racionada, oligarquia liberal, Estado oligárquico de Direito, democracia militarizada, regime democrático de exceção, Estado Centauro&#8230; todos os termos parecem corretos e expressão uma parte da verdade: de que estamos sob um apartheid econômico racializado, onde os brancos abastados gozam das perfeitas garantias democráticas, e os pobres e negros ou índios vivem sob uma ditadura militar continuada (negros abastados são admitidos com ressalvas ao clube dos privilegiados, e brancos pobres são tratados como &#8220;quase pretos&#8221;).</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo O. Fonseca		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/97401/#comment-240625</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo O. Fonseca]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2014 19:55:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A leitura do texto me fez lembrar daquela fórmula &quot;Estado dentro do Estado&quot;. 

A dúvida é se as forças armadas são o Estado contido ou o Estado que contém. As forças armadas são o dispositivo de guerra do Estado ou o governo é o dispositivo político do Estado? 

As duas coisas, né? Mas é bem provável que o &quot;dispositivo de guerra&quot; esteja sempre mais afinado com o bloco histórico dominante, com o Estado Amplo, ou como se queira chamar isso que não é sequer aranhado nas eleições que se realizam de tantos em tantos anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A leitura do texto me fez lembrar daquela fórmula &#8220;Estado dentro do Estado&#8221;. </p>
<p>A dúvida é se as forças armadas são o Estado contido ou o Estado que contém. As forças armadas são o dispositivo de guerra do Estado ou o governo é o dispositivo político do Estado? </p>
<p>As duas coisas, né? Mas é bem provável que o &#8220;dispositivo de guerra&#8221; esteja sempre mais afinado com o bloco histórico dominante, com o Estado Amplo, ou como se queira chamar isso que não é sequer aranhado nas eleições que se realizam de tantos em tantos anos.</p>
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