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	Comentários sobre: Do “direito à cidade” ao direito ao planeta: territórios dissidentes pelo mundo afora e seu significado na atual conjuntura (2ª parte)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/98046/#comment-243988</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Aug 2014 15:34:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[COMUNIDADE HUMANA MUNDIAL [n+1]
Devir cena do espaço: espetacularização da vida, aviltada como  mera sobrevivência, em temporalidade(s) incôngrua(s).
Devir comum do espaço, usufruto coletivo: superação (aufhebung) do &#039;com-um&#039; paranoide &#038; protofascista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>COMUNIDADE HUMANA MUNDIAL [n+1]<br />
Devir cena do espaço: espetacularização da vida, aviltada como  mera sobrevivência, em temporalidade(s) incôngrua(s).<br />
Devir comum do espaço, usufruto coletivo: superação (aufhebung) do &#8216;com-um&#8217; paranoide &amp; protofascista.</p>
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		<title>
		Por: Marcelo Lopes de Souza		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/98046/#comment-243732</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Lopes de Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2014 20:43:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Humanaesfera:

Esta segunda parte do texto, e mais diretamente o ante-antepenúltimo parágrafo, procura exatamente suscitar esse tipo de debate. No entanto, a minha posição, ao mesmo tempo em que é crítica em relação à separação entre luta de classes, de um lado, e as demais lutas, de outro, tampouco despreza as especificidades de outras lutas emancipatórias.

Por razões ideológicas e &quot;biográficas&quot; (certas experiências pessoais e até conjunturas da vida que ensejam menor ou maior tolerância, informação, rabugice etc.), o debate em torno disso tem, me parece, gerado mais calor que luz, a maior parte do tempo. Críticos de figurino &quot;pós-moderno&quot; desferem críticas nem sempre justas ou inteligentes ao que consideram estreiteza econômica, sem perceber (e, muitas vezes, percebendo bem) que, ao minimizar a luta de classes e reservá-la a uma espécie de museu das lutas sociais, se autoconfinam em um gueto politicamente limitado e vulnerável perante o reacionarismo e posturas antipopulares; a essas críticas, aqueles que insistem em afirmar a importância fundamental da luta de classes reagem, muitas vezes, simplesmente desqualificando certas questões específicas (ou subordinando-as mecanicamente à luta de classes em sentido estrito, o que dá quase no mesmo); e assim prossegue, em meio ao que, com frequência, é um diálogo de surdos.

Tomados em suas versões mais &quot;didáticas&quot; (e, por isso, caricaturais), os dois lados desse (não-)diálogo me parecem muito problemáticos. Infelizmente, em um momento em que mais se fazem necessárias certas pontes  -  nisso tenho insistido  -, mais parece que estamos distantes de investir até mesmo em pinguelas. E mais: não faltará que haverá de ver nessa minha insistência uma certa falta de fibra  -  como eu estivesse, simplesmente, querendo &quot;contemporizar&quot;, e não, justamente, sugerindo a necessidade de (auto[s])superações variadas e simultâneas. Por isso e outras várias coisas, há muito tempo não consigo mais ser otimista. De quando em vez, porém, ainda me dou ao luxo de desabafar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Humanaesfera:</p>
<p>Esta segunda parte do texto, e mais diretamente o ante-antepenúltimo parágrafo, procura exatamente suscitar esse tipo de debate. No entanto, a minha posição, ao mesmo tempo em que é crítica em relação à separação entre luta de classes, de um lado, e as demais lutas, de outro, tampouco despreza as especificidades de outras lutas emancipatórias.</p>
<p>Por razões ideológicas e &#8220;biográficas&#8221; (certas experiências pessoais e até conjunturas da vida que ensejam menor ou maior tolerância, informação, rabugice etc.), o debate em torno disso tem, me parece, gerado mais calor que luz, a maior parte do tempo. Críticos de figurino &#8220;pós-moderno&#8221; desferem críticas nem sempre justas ou inteligentes ao que consideram estreiteza econômica, sem perceber (e, muitas vezes, percebendo bem) que, ao minimizar a luta de classes e reservá-la a uma espécie de museu das lutas sociais, se autoconfinam em um gueto politicamente limitado e vulnerável perante o reacionarismo e posturas antipopulares; a essas críticas, aqueles que insistem em afirmar a importância fundamental da luta de classes reagem, muitas vezes, simplesmente desqualificando certas questões específicas (ou subordinando-as mecanicamente à luta de classes em sentido estrito, o que dá quase no mesmo); e assim prossegue, em meio ao que, com frequência, é um diálogo de surdos.</p>
<p>Tomados em suas versões mais &#8220;didáticas&#8221; (e, por isso, caricaturais), os dois lados desse (não-)diálogo me parecem muito problemáticos. Infelizmente, em um momento em que mais se fazem necessárias certas pontes  &#8211;  nisso tenho insistido  -, mais parece que estamos distantes de investir até mesmo em pinguelas. E mais: não faltará que haverá de ver nessa minha insistência uma certa falta de fibra  &#8211;  como eu estivesse, simplesmente, querendo &#8220;contemporizar&#8221;, e não, justamente, sugerindo a necessidade de (auto[s])superações variadas e simultâneas. Por isso e outras várias coisas, há muito tempo não consigo mais ser otimista. De quando em vez, porém, ainda me dou ao luxo de desabafar.</p>
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		<title>
		Por: humanaesfera		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/98046/#comment-243718</link>

		<dc:creator><![CDATA[humanaesfera]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2014 19:32:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tenho muitas críticas em relação à idéia de luta fora da esfera da produção. Qualquer coisa que se dê fora da produção é uma coisa que não veio a ser, isto é, que não se produz, que é como uma forma eterna platônica, uma coisa dada de uma vez para sempre - em suma é a velha reificação. Logo, toda luta que supõe defender algo fora da produção é, por esta razão, reificante - e este é o caso de todas as lutas identitárias (mulheres, negros, consumidores, nação, etnia...). Considerar tudo em sua produção foi realmente a grande sacada de Marx, em radical contraposição a marxistas e anarquistas, que se agarram a suas identidades &quot;puro-sangue&quot;, suas panelinhas vanguardistas e suas doutrinas. 

Assim, por exemplo, a opressão das mulheres só pode ser mesmo combatida na esfera da produção, transformando as condições de existência materiais em que as mulheres são praticamente constrangidas a se sujeitar.  A opressão das mulheres jamais terminará enquanto a mulher for afirmada como uma identidade contra outra(s) identidade(s) (isso só leva ao punitivismo, ou seja, à pura irracionalidade, à adesão à violência do poder), mas apenas  se elas se libertam dessa reificação, ao transformarem (junto com todo nós) suas condições de existência de modo a produzirem a si mesmas livremente, o que evidentemente envolve uma luta geral para produzir as condições de existência de uma livre associação universal na qual a individualidade livre possa se desenvolver, forever. (O proletariado é definido como aquele a quem a produção é privada - desse modo, quando ele toma a produção, dissolve todas as identidades, inclusive a dele mesmo).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho muitas críticas em relação à idéia de luta fora da esfera da produção. Qualquer coisa que se dê fora da produção é uma coisa que não veio a ser, isto é, que não se produz, que é como uma forma eterna platônica, uma coisa dada de uma vez para sempre &#8211; em suma é a velha reificação. Logo, toda luta que supõe defender algo fora da produção é, por esta razão, reificante &#8211; e este é o caso de todas as lutas identitárias (mulheres, negros, consumidores, nação, etnia&#8230;). Considerar tudo em sua produção foi realmente a grande sacada de Marx, em radical contraposição a marxistas e anarquistas, que se agarram a suas identidades &#8220;puro-sangue&#8221;, suas panelinhas vanguardistas e suas doutrinas. </p>
<p>Assim, por exemplo, a opressão das mulheres só pode ser mesmo combatida na esfera da produção, transformando as condições de existência materiais em que as mulheres são praticamente constrangidas a se sujeitar.  A opressão das mulheres jamais terminará enquanto a mulher for afirmada como uma identidade contra outra(s) identidade(s) (isso só leva ao punitivismo, ou seja, à pura irracionalidade, à adesão à violência do poder), mas apenas  se elas se libertam dessa reificação, ao transformarem (junto com todo nós) suas condições de existência de modo a produzirem a si mesmas livremente, o que evidentemente envolve uma luta geral para produzir as condições de existência de uma livre associação universal na qual a individualidade livre possa se desenvolver, forever. (O proletariado é definido como aquele a quem a produção é privada &#8211; desse modo, quando ele toma a produção, dissolve todas as identidades, inclusive a dele mesmo).</p>
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