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	Comentários sobre: Sobre escrachos, extrema-esquerda e suas próprias novelas: o conto que pensei em escrever	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Su		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/98096/#comment-243742</link>

		<dc:creator><![CDATA[Su]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2014 22:03:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Carxs,

Seguindo a linha de João Bernado  - a história teria muito para ensinar.

Se no passado houve discussões como a necessidade de criações de lavanderias públicas, alimentação em restaurantes coletivos, criação  das crianças  como responsabilidade pública. Isso para que as mulheres tivessem sua autonomia, e esta discussão não estivesse apenas como “redistribuição da tarefa no âmbito domestico”, mas como resolução coletiva de sociedade.

Isso torna clara a expressão - o pessoal é político. (pelo menos para mim).

Numa linha mais libertária encontramos relatos como o de Sara Berenguer Secretária do Comitê Revolucionário da CNT- FAI e de  Propaganda do Comitê Mujeres Libres: “A liberdade da mulher é condição da liberdade do homem, e vice-versa; essa é a liberdade como nós libertários e libertárias entendemos. Ela não visa substituir homens por mulheres na hierarquia da exploração, mas sim suprimir a exploração do humano pelo humano, seja macho ou fêmea. É permanecendo juntos, não em oposição uns aos outros, que lograremos êxito. É nisso que nós nos distinguiremos daqueles que reivindicam o feminismo e que não questionam os fundamentos dessa sociedade&quot;.

Enfim...

Tenho me ausentado muito das discussões (nesses meios) sobre feminismo, isso porque me custa caro o assunto, mas lendo o comentário de (S.), penso que talvez haja não uma desconsideração desta luta – extremamente – importante, mas a critica necessária. 

Pois o que temos de alguns setores: escrachos, políticas focalizadas nas mulheres propugnadas pela ONU e Banco Mundial. Extensos discursos sobre o machismo que Dilma sofreu com as vaias...

A disputa se faz presente para os setores feministas classistas. E todos aqueles que estão ao lado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Carxs,</p>
<p>Seguindo a linha de João Bernado  &#8211; a história teria muito para ensinar.</p>
<p>Se no passado houve discussões como a necessidade de criações de lavanderias públicas, alimentação em restaurantes coletivos, criação  das crianças  como responsabilidade pública. Isso para que as mulheres tivessem sua autonomia, e esta discussão não estivesse apenas como “redistribuição da tarefa no âmbito domestico”, mas como resolução coletiva de sociedade.</p>
<p>Isso torna clara a expressão &#8211; o pessoal é político. (pelo menos para mim).</p>
<p>Numa linha mais libertária encontramos relatos como o de Sara Berenguer Secretária do Comitê Revolucionário da CNT- FAI e de  Propaganda do Comitê Mujeres Libres: “A liberdade da mulher é condição da liberdade do homem, e vice-versa; essa é a liberdade como nós libertários e libertárias entendemos. Ela não visa substituir homens por mulheres na hierarquia da exploração, mas sim suprimir a exploração do humano pelo humano, seja macho ou fêmea. É permanecendo juntos, não em oposição uns aos outros, que lograremos êxito. É nisso que nós nos distinguiremos daqueles que reivindicam o feminismo e que não questionam os fundamentos dessa sociedade&#8221;.</p>
<p>Enfim&#8230;</p>
<p>Tenho me ausentado muito das discussões (nesses meios) sobre feminismo, isso porque me custa caro o assunto, mas lendo o comentário de (S.), penso que talvez haja não uma desconsideração desta luta – extremamente – importante, mas a critica necessária. </p>
<p>Pois o que temos de alguns setores: escrachos, políticas focalizadas nas mulheres propugnadas pela ONU e Banco Mundial. Extensos discursos sobre o machismo que Dilma sofreu com as vaias&#8230;</p>
<p>A disputa se faz presente para os setores feministas classistas. E todos aqueles que estão ao lado.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/98096/#comment-243702</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2014 18:05:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[
Caro João Bernardo:
Discordo de uma assertiva, aliás menor e que em nada reduz a validade de tua argumentação:  &quot;...muito se enganam aquelas figuras ou figurões dos movimentos sociais que vão a Brasília julgando que conseguirão prosseguir aí a sua própria política...&quot;
Não se enganam, mas fingem que.
Mutatis mutandis, é como diz a letra do samba: &quot;Nosso amor é tão bonito: / ela finge que me ama e eu finjo que acredito.&quot; 
Isto posto, haja &#039;cocu&#039;!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo:<br />
Discordo de uma assertiva, aliás menor e que em nada reduz a validade de tua argumentação:  &#8220;&#8230;muito se enganam aquelas figuras ou figurões dos movimentos sociais que vão a Brasília julgando que conseguirão prosseguir aí a sua própria política&#8230;&#8221;<br />
Não se enganam, mas fingem que.<br />
Mutatis mutandis, é como diz a letra do samba: &#8220;Nosso amor é tão bonito: / ela finge que me ama e eu finjo que acredito.&#8221;<br />
Isto posto, haja &#8216;cocu&#8217;!!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: s.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/98096/#comment-243686</link>

		<dc:creator><![CDATA[s.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2014 17:00:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=98096#comment-243686</guid>

					<description><![CDATA[das várias coisas que me causam espanto aqui, a maior delas é como a discussão do machismo deflagrador de todo esse enredo policial-dantesco ter passado ao largo de vossas considerações.

então, da moralidade dos atos ao linchamento até o sectarismo da esquerda, seguimos desconsiderando uma luta extremamente necessária, e os problemas advindos dessa negação sistemática...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>das várias coisas que me causam espanto aqui, a maior delas é como a discussão do machismo deflagrador de todo esse enredo policial-dantesco ter passado ao largo de vossas considerações.</p>
<p>então, da moralidade dos atos ao linchamento até o sectarismo da esquerda, seguimos desconsiderando uma luta extremamente necessária, e os problemas advindos dessa negação sistemática&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/98096/#comment-243674</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2014 16:03:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=98096#comment-243674</guid>

					<description><![CDATA[Ulisses,

Se passarmos a um nível mais profundo, não dos meros informadores mas dos actores da política, encontramos o nome de Parvus (Alexander Helphand), de quem Trotsky esteve muito próximo no seu melhor período político, antes de 1917. Durante a primeira guerra mundial e, portanto, durante o começo da revolução russa, Parvus foi um agente crucial na articulação entre o estado-maior alemão e o movimento revolucionário russo, e apesar de Lenin ter rompido com ele, essa articulação não deixou de se efectuar e de ter consequências muito importantes, das quais o vagão selado não é uma das menores. Quando vejo as relações estabelecidas depois, durante as restrições do Tratado de Versailles, entre a Reichswher e o Estado soviético, não posso deixar de me lembrar de Parvus. Na mesma perspectiva haveria também que lembrar Radek. Não se trata de teorias da conspiração. Trata-se de acções normais de Estados e organizações burocráticas, embora conduzidas com a necessária discrição.

Hoje, no Brasil do PT, a actuação equivalente cabe a Gilberto Carvalho, e muito se enganam aquelas figuras ou figurões dos movimentos sociais que vão a Brasília julgando que conseguirão prosseguir aí a sua própria política, porque é a política do governo que irão servir. Para empregar uma expressão portuguesa de que muito gosto, Gilberto Carvalho &lt;em&gt;come-lhes as papas na cabeça&lt;/em&gt;.

Mas, para não ser injusto com um dos lados, convém recordar, do outro, Savinkov. Sem esquecer que Bakunin, quando estava preso na fortaleza Pedro e Paulo, escreveu ao czar propondo-lhe um espantoso programa político. Foi Victor Serge quem descobriu e publicou esse documento, quando o Partido Bolchevista o encarregou de analisar os arquivos da Okhrana, e ele conta que os anarquistas muito o censuraram por ter revelado esses ziguezagues de um dos santos da Igreja.

É que a questão é mais complexa. Não se trata só de informadores e infiltrados, que, tudo somado, são personagens menores e meros agentes. Trata-se também de militantes e dirigentes que julgam que conseguem prosseguir e conduzir uma luta não só no seu campo mas também no do inimigo, e que afinal são utilizados, virados do avesso e deitados ao lixo. Quando leio textos acusando o governo do PT de ser uma ditadura e afirmando que o Brasil não ultrapassou o período do regime militar, penso: quanta ilusão! O grande perigo não é que o governo do PT seja uma ditadura, é que ele é uma democracia, que sabe empregar todas as armas da democracia capitalista. E é neste contexto que o feminismo excludente e os escrachos têm lugar. Um lugar pequeno mas, apesar de tudo, um lugar.

A história teria muito para ensinar se as pessoas quisessem aprender, mas há quem prefira ficar tranquilamente feliz e ser, afinal, &lt;em&gt;le cocu de l’histoire&lt;/em&gt;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ulisses,</p>
<p>Se passarmos a um nível mais profundo, não dos meros informadores mas dos actores da política, encontramos o nome de Parvus (Alexander Helphand), de quem Trotsky esteve muito próximo no seu melhor período político, antes de 1917. Durante a primeira guerra mundial e, portanto, durante o começo da revolução russa, Parvus foi um agente crucial na articulação entre o estado-maior alemão e o movimento revolucionário russo, e apesar de Lenin ter rompido com ele, essa articulação não deixou de se efectuar e de ter consequências muito importantes, das quais o vagão selado não é uma das menores. Quando vejo as relações estabelecidas depois, durante as restrições do Tratado de Versailles, entre a Reichswher e o Estado soviético, não posso deixar de me lembrar de Parvus. Na mesma perspectiva haveria também que lembrar Radek. Não se trata de teorias da conspiração. Trata-se de acções normais de Estados e organizações burocráticas, embora conduzidas com a necessária discrição.</p>
<p>Hoje, no Brasil do PT, a actuação equivalente cabe a Gilberto Carvalho, e muito se enganam aquelas figuras ou figurões dos movimentos sociais que vão a Brasília julgando que conseguirão prosseguir aí a sua própria política, porque é a política do governo que irão servir. Para empregar uma expressão portuguesa de que muito gosto, Gilberto Carvalho <em>come-lhes as papas na cabeça</em>.</p>
<p>Mas, para não ser injusto com um dos lados, convém recordar, do outro, Savinkov. Sem esquecer que Bakunin, quando estava preso na fortaleza Pedro e Paulo, escreveu ao czar propondo-lhe um espantoso programa político. Foi Victor Serge quem descobriu e publicou esse documento, quando o Partido Bolchevista o encarregou de analisar os arquivos da Okhrana, e ele conta que os anarquistas muito o censuraram por ter revelado esses ziguezagues de um dos santos da Igreja.</p>
<p>É que a questão é mais complexa. Não se trata só de informadores e infiltrados, que, tudo somado, são personagens menores e meros agentes. Trata-se também de militantes e dirigentes que julgam que conseguem prosseguir e conduzir uma luta não só no seu campo mas também no do inimigo, e que afinal são utilizados, virados do avesso e deitados ao lixo. Quando leio textos acusando o governo do PT de ser uma ditadura e afirmando que o Brasil não ultrapassou o período do regime militar, penso: quanta ilusão! O grande perigo não é que o governo do PT seja uma ditadura, é que ele é uma democracia, que sabe empregar todas as armas da democracia capitalista. E é neste contexto que o feminismo excludente e os escrachos têm lugar. Um lugar pequeno mas, apesar de tudo, um lugar.</p>
<p>A história teria muito para ensinar se as pessoas quisessem aprender, mas há quem prefira ficar tranquilamente feliz e ser, afinal, <em>le cocu de l’histoire</em>.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/98096/#comment-243661</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2014 14:45:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;... os bolcheviques foram muito infiltrados, e isto por diversas vezes: Roman Malinovski, operário e agente da Okrana, fazia parte do Comitê Central bolchevique, beneficiando da mais cega confiança por parte de Lénine e enviando para a Sibéria centenas de militantes e de dirigentes e, perante uma suspeita que lhe foi transmitida por Bukarine, Lénine respondeu que isso era «indigno de um militante consciente: se persistires, tu é que serás denunciado como traidor», segundo relatou a mulher de Lénine,
Nadiejda Krupskaja. Mas Malinovski não foi um caso isolado: investigando em 1917 os arquivos secretos da Okrana, Lênine ficou não sem razão estupefato por descobrir que, dos cinquenta e cinco provocadores profissionais oficialmente em funções, e regularmente pagos, dezessete «trabalhavam» no seio dos socialistas-revolucionários, e uma boa vintena dividia
entre si o controle dos bolcheviques e dos mencheviques, e de certo não ao nível dos militantes de base! 
E Lénine teve a amarga surpresa de dever constatar que os provocadores eram sempre precisamente os próprios «camaradas» a quem ele, tão prudente e tão perito em matéria de clandestinidade, outorgava a maior confiança e a maior estima, em virtude dos serviços por eles prestados e da audácia demonstrada em várias ocasiões.&quot;
Gianfranco Sanguinetti - Do Terrorismo e do Estado]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;&#8230; os bolcheviques foram muito infiltrados, e isto por diversas vezes: Roman Malinovski, operário e agente da Okrana, fazia parte do Comitê Central bolchevique, beneficiando da mais cega confiança por parte de Lénine e enviando para a Sibéria centenas de militantes e de dirigentes e, perante uma suspeita que lhe foi transmitida por Bukarine, Lénine respondeu que isso era «indigno de um militante consciente: se persistires, tu é que serás denunciado como traidor», segundo relatou a mulher de Lénine,<br />
Nadiejda Krupskaja. Mas Malinovski não foi um caso isolado: investigando em 1917 os arquivos secretos da Okrana, Lênine ficou não sem razão estupefato por descobrir que, dos cinquenta e cinco provocadores profissionais oficialmente em funções, e regularmente pagos, dezessete «trabalhavam» no seio dos socialistas-revolucionários, e uma boa vintena dividia<br />
entre si o controle dos bolcheviques e dos mencheviques, e de certo não ao nível dos militantes de base!<br />
E Lénine teve a amarga surpresa de dever constatar que os provocadores eram sempre precisamente os próprios «camaradas» a quem ele, tão prudente e tão perito em matéria de clandestinidade, outorgava a maior confiança e a maior estima, em virtude dos serviços por eles prestados e da audácia demonstrada em várias ocasiões.&#8221;<br />
Gianfranco Sanguinetti &#8211; Do Terrorismo e do Estado</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/98096/#comment-243658</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2014 14:40:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[João, não creio que seja curioso a escolha do tema dos comentadores. O tema que você aborda deu muito o que falar já nesse site, não estou certo de que haja havido tempo para que as pessoas tenham iniciativa de voltar ao assunto num comentário breve.

Mas vou tomar minha parte, pois recentemente num destes blogs &quot;progressistas&quot; brasileiros uma militante que foi perseguida por um professor universitário reacionário deu uma entrevista na qual repetia que &quot;todos os homens são machistas, mesmo os que defendem o feminismo&quot;, atestando o sexismo político desta corrente excludente do feminismo.
E eu fiquei pensando, poxa, se até as mulheres que são as principais vítimas conseguem superar a educação social machista, abandonar a posição degradante de objeto ou de cidadã de segunda classe, tomando para si a dignidade da luta e do protagonismo política... por que é que os homens não podem superar esse encilhamento social e ideológico também?

Ou o cromossomo Y os torna incapazes de realizar esta superação, o que incorre em um sexismo dos mais biologizantes; ou então o interesse dos homens nunca será o mesmo do das mulheres, o que torna mais compreensível a ideia de escolas, vagões e organizações políticas separadas para homens e para mulheres.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João, não creio que seja curioso a escolha do tema dos comentadores. O tema que você aborda deu muito o que falar já nesse site, não estou certo de que haja havido tempo para que as pessoas tenham iniciativa de voltar ao assunto num comentário breve.</p>
<p>Mas vou tomar minha parte, pois recentemente num destes blogs &#8220;progressistas&#8221; brasileiros uma militante que foi perseguida por um professor universitário reacionário deu uma entrevista na qual repetia que &#8220;todos os homens são machistas, mesmo os que defendem o feminismo&#8221;, atestando o sexismo político desta corrente excludente do feminismo.<br />
E eu fiquei pensando, poxa, se até as mulheres que são as principais vítimas conseguem superar a educação social machista, abandonar a posição degradante de objeto ou de cidadã de segunda classe, tomando para si a dignidade da luta e do protagonismo política&#8230; por que é que os homens não podem superar esse encilhamento social e ideológico também?</p>
<p>Ou o cromossomo Y os torna incapazes de realizar esta superação, o que incorre em um sexismo dos mais biologizantes; ou então o interesse dos homens nunca será o mesmo do das mulheres, o que torna mais compreensível a ideia de escolas, vagões e organizações políticas separadas para homens e para mulheres.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/98096/#comment-243622</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Aug 2014 08:54:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Completando o meu comentário anterior.
É curioso que uma parte dos comentadores tenha passado ao lado do assunto. Este artigo trata de feminismo, escrachos e informadores da polícia. Trata disto e não de outras coisas.
Ora, o tipo de feminismo que hoje se tornou hegemónico — a que o &lt;em&gt;Passa Palavra&lt;/em&gt; chama &lt;em&gt;feminismo excludente&lt;/em&gt; — caracteriza-se por biologizar uma questão cultural. Converte os sexos em raças e instaura um equivalente ao racismo, não menos fanático nem menos estúpido do que o racismo propriamente dito.
E não menos cruel e cobarde, como o demonstra a utilização dos escrachos. Para chamar às coisas pelos seus nomes, um escracho é simplesmente uma linchagem moral. Participar num escracho ou apoiar um escracho é participar numa linchagem e apoiá-la. O escracho é uma tortura colectiva e, independentemente de saber se a vítima é ou não uma pessoa desprezível, os torcionários, tanto físicos como morais, esses sim, são pessoas desprezíveis.
É inevitável que este ambiente, em que ao permanente racismo do feminismo excludente se acrescenta a linchagem moral dos escrachos, coloque numerosos problemas aos movimentos sociais e políticos, agravando tensões já existentes e introduzindo discórdias suplementares.
A polícia aproveita-se de várias maneiras das contradições suscitadas pelo feminismo excludente. 1) Antes de mais, fica facilitada a prestação voluntária de informações, como no caso descrito neste esboço de conto. 2) Mais subtilmente, a polícia aproveita o aparecimento destes informadores voluntários, que facilmente se tornam públicos, para colocar os seus próprios informadores em níveis dissimulados, protegendo-os com as indiscrições cometidas pelos outros. 3) Esta penetração fica agravada quando a polícia usa mulheres como informadoras, porque pelo próprio facto de serem mulheres beneficiam automaticamente do apoio das feministas excludentes, que protegem assim as informadoras de quaisquer possíveis suspeitas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Completando o meu comentário anterior.<br />
É curioso que uma parte dos comentadores tenha passado ao lado do assunto. Este artigo trata de feminismo, escrachos e informadores da polícia. Trata disto e não de outras coisas.<br />
Ora, o tipo de feminismo que hoje se tornou hegemónico — a que o <em>Passa Palavra</em> chama <em>feminismo excludente</em> — caracteriza-se por biologizar uma questão cultural. Converte os sexos em raças e instaura um equivalente ao racismo, não menos fanático nem menos estúpido do que o racismo propriamente dito.<br />
E não menos cruel e cobarde, como o demonstra a utilização dos escrachos. Para chamar às coisas pelos seus nomes, um escracho é simplesmente uma linchagem moral. Participar num escracho ou apoiar um escracho é participar numa linchagem e apoiá-la. O escracho é uma tortura colectiva e, independentemente de saber se a vítima é ou não uma pessoa desprezível, os torcionários, tanto físicos como morais, esses sim, são pessoas desprezíveis.<br />
É inevitável que este ambiente, em que ao permanente racismo do feminismo excludente se acrescenta a linchagem moral dos escrachos, coloque numerosos problemas aos movimentos sociais e políticos, agravando tensões já existentes e introduzindo discórdias suplementares.<br />
A polícia aproveita-se de várias maneiras das contradições suscitadas pelo feminismo excludente. 1) Antes de mais, fica facilitada a prestação voluntária de informações, como no caso descrito neste esboço de conto. 2) Mais subtilmente, a polícia aproveita o aparecimento destes informadores voluntários, que facilmente se tornam públicos, para colocar os seus próprios informadores em níveis dissimulados, protegendo-os com as indiscrições cometidas pelos outros. 3) Esta penetração fica agravada quando a polícia usa mulheres como informadoras, porque pelo próprio facto de serem mulheres beneficiam automaticamente do apoio das feministas excludentes, que protegem assim as informadoras de quaisquer possíveis suspeitas.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/98096/#comment-243553</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2014 21:54:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Legume,
A esquerda é uma caricatura de si própria porque fecha um olho ao presente e do passado tem uma memória selectiva. Por que será — um exemplo entre muitos — que se fala tanto de Lenin e tão pouco de &lt;a href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Roman_Malinovsky&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Roman Malinovsky&lt;/a&gt;?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Legume,<br />
A esquerda é uma caricatura de si própria porque fecha um olho ao presente e do passado tem uma memória selectiva. Por que será — um exemplo entre muitos — que se fala tanto de Lenin e tão pouco de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roman_Malinovsky" rel="nofollow">Roman Malinovsky</a>?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Legume		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/98096/#comment-243551</link>

		<dc:creator><![CDATA[Legume]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2014 21:39:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=98096#comment-243551</guid>

					<description><![CDATA[As vezes a vida ultrapassa em muito a literatura, algumas coisas colocadas por escrito parecem tão inverossímeis que geram uma reação de incredulidade, como algo por demais caricato. Peguemos por exemplo a narrativa acerca do policial infiltrado no Rio de Janeiro (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1492591-depoimento-de-pm-infiltrado-detalhou-atos-violentos-no-rio.shtml). Se alguém fizesse uma ficção na qual foi criado um chat, supostamente seguro, que tenha entre os membros um agente da inteligência do Estado, certamente se acusaria o autor de caricaturar a realidade.  O problema é que por vezes a esquerda é uma caricatura de si.
Ajudaria de fato se essa esquerda fizesse mais discussões e reflexões sobre suas próprias práticas, por vezes distantes do cotidiano da população.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As vezes a vida ultrapassa em muito a literatura, algumas coisas colocadas por escrito parecem tão inverossímeis que geram uma reação de incredulidade, como algo por demais caricato. Peguemos por exemplo a narrativa acerca do policial infiltrado no Rio de Janeiro (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1492591-depoimento-de-pm-infiltrado-detalhou-atos-violentos-no-rio.shtml" rel="nofollow ugc">http://www1.folha.uol.com.br/poder/2014/07/1492591-depoimento-de-pm-infiltrado-detalhou-atos-violentos-no-rio.shtml</a>). Se alguém fizesse uma ficção na qual foi criado um chat, supostamente seguro, que tenha entre os membros um agente da inteligência do Estado, certamente se acusaria o autor de caricaturar a realidade.  O problema é que por vezes a esquerda é uma caricatura de si.<br />
Ajudaria de fato se essa esquerda fizesse mais discussões e reflexões sobre suas próprias práticas, por vezes distantes do cotidiano da população.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/07/98096/#comment-243477</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Jul 2014 14:11:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[JOVEM HEGEL (NO) PASSA PALAVRA:
“Verdadeira união, genuíno amor, somente se dá entre vivos que são iguais em poder, e, portanto, são de todo vivos um para o outro, de nenhum lado mortos um para o outro; o amor exclui toda contraposição, ele não é entendimento, cujas relações deixam o múltiplo sempre ainda um múltiplo e cuja unidade ela mesma são contraposições; ele não é razão, a qual simplesmente contrapõe seu determinar ao determinado; ele não é algo limitante, nem algo limitado, não é algo finito; ele é um sentimento, mas não um sentimento singular…” [O amor, a corporeidade e a propriedade]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>JOVEM HEGEL (NO) PASSA PALAVRA:<br />
“Verdadeira união, genuíno amor, somente se dá entre vivos que são iguais em poder, e, portanto, são de todo vivos um para o outro, de nenhum lado mortos um para o outro; o amor exclui toda contraposição, ele não é entendimento, cujas relações deixam o múltiplo sempre ainda um múltiplo e cuja unidade ela mesma são contraposições; ele não é razão, a qual simplesmente contrapõe seu determinar ao determinado; ele não é algo limitante, nem algo limitado, não é algo finito; ele é um sentimento, mas não um sentimento singular…” [O amor, a corporeidade e a propriedade]</p>
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