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	Comentários sobre: Guiné-Bissau: uma luta por luz e água	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Chico Mor		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/98833/#comment-311683</link>

		<dc:creator><![CDATA[Chico Mor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Aug 2016 19:09:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Que trabalho esse de vocês!!!! Parabéns!!!! Sou brasileiro e estou fazendo o mestrado. Como amo África e o povo africano, resolvi pesquisar a literatura da Guiné-Bissau. Estive em Bissau em janeiro/2016 e tudo o que vocês relatam no Passa Palavra é verdade. Vi e vivenciei isso aí. Vamos em frente, segundo a garra, a força e a meta de A. Cabral!!!!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que trabalho esse de vocês!!!! Parabéns!!!! Sou brasileiro e estou fazendo o mestrado. Como amo África e o povo africano, resolvi pesquisar a literatura da Guiné-Bissau. Estive em Bissau em janeiro/2016 e tudo o que vocês relatam no Passa Palavra é verdade. Vi e vivenciei isso aí. Vamos em frente, segundo a garra, a força e a meta de A. Cabral!!!!!!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Noah		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/98833/#comment-265680</link>

		<dc:creator><![CDATA[Noah]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2014 23:26:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Estou sem palavra, vocês são verdadeiros Combatentes que luta para que vida do homem seja melhor no mundo. Que estou longe, eu lembro da primeira assembléia quando estava em Bissau. Estamos juntos. Força, coragem e determinação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou sem palavra, vocês são verdadeiros Combatentes que luta para que vida do homem seja melhor no mundo. Que estou longe, eu lembro da primeira assembléia quando estava em Bissau. Estamos juntos. Força, coragem e determinação.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/98833/#comment-249636</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2014 18:43:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Camaradas,
Mais uma ajuda na difusão da vossa luta, no blog da Joana Lopes, em Portugal:
http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2014/09/uma-luta-por-luz-e-por-agua.html 
E também está no Facebook dela.
Coragem e persistência! Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Camaradas,<br />
Mais uma ajuda na difusão da vossa luta, no blog da Joana Lopes, em Portugal:<br />
<a href="http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2014/09/uma-luta-por-luz-e-por-agua.html" rel="nofollow ugc">http://entreasbrumasdamemoria.blogspot.pt/2014/09/uma-luta-por-luz-e-por-agua.html</a><br />
E também está no Facebook dela.<br />
Coragem e persistência! Abraços.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Moro Dabo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/98833/#comment-249454</link>

		<dc:creator><![CDATA[Moro Dabo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 Aug 2014 16:48:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Moro Dabo membro de movimento luz ku iagu em Guine Bissau agradeço a todos companheiros da luta no Brasil pelo gesto de apoio que estão dados peço desculpa há muito tempo não escrevemos por falta de meios de acesso a intermete. Estamos com braços abertos a receber quais queres apoios a reabilitação da escola seja financeiro ou técnico. Ontem na assembleia do movimento agradecemos ao passa palavra pelo grande apoio .]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Moro Dabo membro de movimento luz ku iagu em Guine Bissau agradeço a todos companheiros da luta no Brasil pelo gesto de apoio que estão dados peço desculpa há muito tempo não escrevemos por falta de meios de acesso a intermete. Estamos com braços abertos a receber quais queres apoios a reabilitação da escola seja financeiro ou técnico. Ontem na assembleia do movimento agradecemos ao passa palavra pelo grande apoio .</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Vavá Oliveira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/98833/#comment-248198</link>

		<dc:creator><![CDATA[Vavá Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 25 Aug 2014 23:06:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Marcelo,

Em geral, concordo com as suas colocações e ressalvas, sobretudo no que dizem respeito ao &quot;legado humanístico e emancipatório&quot; deixado por P. Freire. Abraço]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Marcelo,</p>
<p>Em geral, concordo com as suas colocações e ressalvas, sobretudo no que dizem respeito ao &#8220;legado humanístico e emancipatório&#8221; deixado por P. Freire. Abraço</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcelo Lopes de Souza		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/98833/#comment-247740</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Lopes de Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Aug 2014 20:35:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=98833#comment-247740</guid>

					<description><![CDATA[Caro Vavá:

Pelo pouco que conheço sobre o tema &quot;Paulo Freire/Guiné-Bissau&quot;, tendo a concordar com o seu segundo comentário (inclusive acho válido o argumento de não querer se expressar superficialmente sobre um assunto e não poder desenvolvê-lo, se bem que este é um risco que muito frequentemente somos obrigados a correr, e que estimula o nosso poder de síntese). Do livro de Paulo (publicado, no Brasil, pela Paz e Terra, mas disponível na Internet), ficou-me uma dupla impressão: 1) um entusiasmo (e um vocabulário) típicos dele e da época, e compreensíveis (e parcialmente desculpáveis) nesse contexto  -  note-se o tom respeitoso, fraternal e &quot;camarada&quot; das cartas aos líderes do país; 2) uma personalidade sempre amorosa, quase sempre suave e sensível, que, na ânsia sobretudo de entender, tentava professar uma humildade de quem procura colaborar sem julgar. Mesmo assim, a última das cartas, em particular, já demonstra certas preocupações, que ele, no estilo muito cordial que lhe era característico, tentou externar de modo muito diplomático.

Sem dúvida, é possível, de um ponto de vista libertário, ver &quot;fraquezas&quot; no personagem em questão, desde a sua ligação com o catolicismo (ainda que &quot;de esquerda&quot;) até o &quot;terceiro-mundismo&quot; (que, nos anos 60 e 70, era mais desculpável que hoje, sobretudo a partir de uma perspectiva do &quot;Sul&quot;, que às vezes se arriscava a fechar um dos olhos  -  caso de Paulo  -  ou os dois olhos ao surgimento de novas elites etc.). No entanto, e a despeito dessas contradições, creio que se trata, ainda, de um pensador que deixou um legado humanístico e emancipatório muito importante. Tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente e de almoçar em sua casa, alguns anos antes de ele morrer. Era uma pessoa humilde, apesar de suas ideias e convicções fortes; e não parecia esforçar-se para não viver em contradição com o que defendia: me pareceu e parece que, de fato, havia, em sua vida, muita coerência. Contudo, as escolhas que fez e as cooperações que estabeleceu, sem dúvida podem incomodar (em alguns casos mais que em outros). Mas talvez até isso sirva como lição, vale dizer, como algo de que se extrair ensinamentos. Algo me diz que Paulo Freire seria o primeiro a aceitar conversar construtivamente (e como ouvinte atento e humilde) sobre nossas ressalvas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Vavá:</p>
<p>Pelo pouco que conheço sobre o tema &#8220;Paulo Freire/Guiné-Bissau&#8221;, tendo a concordar com o seu segundo comentário (inclusive acho válido o argumento de não querer se expressar superficialmente sobre um assunto e não poder desenvolvê-lo, se bem que este é um risco que muito frequentemente somos obrigados a correr, e que estimula o nosso poder de síntese). Do livro de Paulo (publicado, no Brasil, pela Paz e Terra, mas disponível na Internet), ficou-me uma dupla impressão: 1) um entusiasmo (e um vocabulário) típicos dele e da época, e compreensíveis (e parcialmente desculpáveis) nesse contexto  &#8211;  note-se o tom respeitoso, fraternal e &#8220;camarada&#8221; das cartas aos líderes do país; 2) uma personalidade sempre amorosa, quase sempre suave e sensível, que, na ânsia sobretudo de entender, tentava professar uma humildade de quem procura colaborar sem julgar. Mesmo assim, a última das cartas, em particular, já demonstra certas preocupações, que ele, no estilo muito cordial que lhe era característico, tentou externar de modo muito diplomático.</p>
<p>Sem dúvida, é possível, de um ponto de vista libertário, ver &#8220;fraquezas&#8221; no personagem em questão, desde a sua ligação com o catolicismo (ainda que &#8220;de esquerda&#8221;) até o &#8220;terceiro-mundismo&#8221; (que, nos anos 60 e 70, era mais desculpável que hoje, sobretudo a partir de uma perspectiva do &#8220;Sul&#8221;, que às vezes se arriscava a fechar um dos olhos  &#8211;  caso de Paulo  &#8211;  ou os dois olhos ao surgimento de novas elites etc.). No entanto, e a despeito dessas contradições, creio que se trata, ainda, de um pensador que deixou um legado humanístico e emancipatório muito importante. Tive o privilégio de conhecê-lo pessoalmente e de almoçar em sua casa, alguns anos antes de ele morrer. Era uma pessoa humilde, apesar de suas ideias e convicções fortes; e não parecia esforçar-se para não viver em contradição com o que defendia: me pareceu e parece que, de fato, havia, em sua vida, muita coerência. Contudo, as escolhas que fez e as cooperações que estabeleceu, sem dúvida podem incomodar (em alguns casos mais que em outros). Mas talvez até isso sirva como lição, vale dizer, como algo de que se extrair ensinamentos. Algo me diz que Paulo Freire seria o primeiro a aceitar conversar construtivamente (e como ouvinte atento e humilde) sobre nossas ressalvas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Vavá Oliveira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/98833/#comment-247475</link>

		<dc:creator><![CDATA[Vavá Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Aug 2014 00:28:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Leonardo,
Vou imprimir o seu comentário e entregá-lo aos membros do MLI para discussão. As sugestões chegam num momento oportuno. Quecuto, que tal me ajudar nessa tarefa? Falamo-nos amanhã.

Caro Marcelo,
O seu comentário me leva a complementar o artigo com o seguinte: as lutas do Brasil serviram realmente como estímulo inicial. Porém, as atividades de formação teórica foram fundamentais. A possibilidade de mudança da própria realidade sem recorrer aos concorridíssimos editais da cooperação internacional, sem elaborar projetos (!), e sem pedir doações a políticos, os motiva muito. Para mim, o MLI tem mostrado a importância de encetar, desde a etapa inicial da organização, o debate sobre autogestão, democracia direta, ação direta e autonomia. Sim, as atividades práticas e de resultado imediato são importantes para mobilizar as comunidades, mas se o MLI não promover essas mesmas reflexões teóricas sobre os modelos de organização nos “núcleos de bairros”, esses vão se tornar rapidamente em associações de três pessoas: presidente, vice-presidente e tesoureiro. E a comunidade volta para casa. Nesses dois anos e meio que estou por aqui, vi isso acontecer algumas vezes. E não é diferente do Brasil, não é verdade? 

Pensei em fazer referência à experiência de Paulo Freire na Guiné-Bissau. Mas não quis ser superficial nem estender muito um artigo sobre um movimento por luz e água. A experiência de Freire foi complexa e, a meu ver, profundamente contraditória com o ideal de &quot;emancipação&quot; apregoado pela sua pedagogia. Estou refletindo sobre a estrutura de um texto que possa expor essa crítica. Adianto-lhe que Paulo Freire é completamente desconhecido na Guiné e nunca viveu aqui. Esteve em missões esporádicas (entre 1975-77) a convite do Comissariado de Educação da Guiné-Bissau. Durante este período, ele trabalhou perfilado ao ideal nacionalista imposto pelo autoritário Estado-partido guineense. E o pior, sem esboço de crítica à ideologia oficial do Estado, que servia exclusivamente à ascensão de uma nova elite sob o véu da “reconstrução nacional”. A narrativa da sua experiência, e até mesmo o vocabulário usado por Freire, denotam um idealismo em relação ao PAIGC e ao seu “projeto de nação” não justificável face ao crescente autoritarismo do Estado-partido. Além disso, era de se esperar que um pedagogo marxista problematizasse a complexa estrutura social guineense e as implicações da ascensão da pequena burguesia no pós-independência. Paulo Freire, entretanto, em lugar da análise, recorre ao discurso laudatório aos líderes da “liberação nacional”. Não reconheço o Paulo Freire das &quot;Cartas à Guiné-Bissau&quot;. Caberia escrever um “Cartas à Paulo Freire”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Leonardo,<br />
Vou imprimir o seu comentário e entregá-lo aos membros do MLI para discussão. As sugestões chegam num momento oportuno. Quecuto, que tal me ajudar nessa tarefa? Falamo-nos amanhã.</p>
<p>Caro Marcelo,<br />
O seu comentário me leva a complementar o artigo com o seguinte: as lutas do Brasil serviram realmente como estímulo inicial. Porém, as atividades de formação teórica foram fundamentais. A possibilidade de mudança da própria realidade sem recorrer aos concorridíssimos editais da cooperação internacional, sem elaborar projetos (!), e sem pedir doações a políticos, os motiva muito. Para mim, o MLI tem mostrado a importância de encetar, desde a etapa inicial da organização, o debate sobre autogestão, democracia direta, ação direta e autonomia. Sim, as atividades práticas e de resultado imediato são importantes para mobilizar as comunidades, mas se o MLI não promover essas mesmas reflexões teóricas sobre os modelos de organização nos “núcleos de bairros”, esses vão se tornar rapidamente em associações de três pessoas: presidente, vice-presidente e tesoureiro. E a comunidade volta para casa. Nesses dois anos e meio que estou por aqui, vi isso acontecer algumas vezes. E não é diferente do Brasil, não é verdade? </p>
<p>Pensei em fazer referência à experiência de Paulo Freire na Guiné-Bissau. Mas não quis ser superficial nem estender muito um artigo sobre um movimento por luz e água. A experiência de Freire foi complexa e, a meu ver, profundamente contraditória com o ideal de &#8220;emancipação&#8221; apregoado pela sua pedagogia. Estou refletindo sobre a estrutura de um texto que possa expor essa crítica. Adianto-lhe que Paulo Freire é completamente desconhecido na Guiné e nunca viveu aqui. Esteve em missões esporádicas (entre 1975-77) a convite do Comissariado de Educação da Guiné-Bissau. Durante este período, ele trabalhou perfilado ao ideal nacionalista imposto pelo autoritário Estado-partido guineense. E o pior, sem esboço de crítica à ideologia oficial do Estado, que servia exclusivamente à ascensão de uma nova elite sob o véu da “reconstrução nacional”. A narrativa da sua experiência, e até mesmo o vocabulário usado por Freire, denotam um idealismo em relação ao PAIGC e ao seu “projeto de nação” não justificável face ao crescente autoritarismo do Estado-partido. Além disso, era de se esperar que um pedagogo marxista problematizasse a complexa estrutura social guineense e as implicações da ascensão da pequena burguesia no pós-independência. Paulo Freire, entretanto, em lugar da análise, recorre ao discurso laudatório aos líderes da “liberação nacional”. Não reconheço o Paulo Freire das &#8220;Cartas à Guiné-Bissau&#8221;. Caberia escrever um “Cartas à Paulo Freire”.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcelo Lopes de Souza		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/98833/#comment-247405</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Lopes de Souza]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2014 17:21:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito frequentemente, o Brasil tem sido um bom exemplo para coisas ruins e um mau exemplo para coisas boas. É claro, no entanto, que nem sempre é assim  -  e nem sempre foi assim. Já lá se vão quase quarenta anos desde que Paulo Freire publicou, em livro, as suas &quot;Cartas à Guiné-Bissau&quot;, dando testemunho de sua intensa relação com aquele então jovem país, onde ele atuou nos anos 1970 (a propósito: me pergunto se não teria sido interessante e justo mencionar Paulo Freire, ainda que de passagem, na seção &quot;Uma escola libertária em Bissau&quot;). 

No que se refere às Jornadas de Junho brasileiras, o artigo parece ilustrar o fato de que mesmo um movimento ou onda de protestos com evidentes contradições pode, em sentido emancipatório, influenciar e inspirar outras realidades. É claro que, olhando à nossa volta, várias &quot;lições de casa&quot; ainda estão para ser adequadamente feitas, e aquilo de positivo que se pode extrair do que aqui ocorreu e vem ocorrendo possui sérios limites. Mas é muito bom ver que, para além do interesse chapa-branca em coisas como &quot;orçamento participativo&quot; e &quot;Estatuto da Cidade&quot;, também alguns aspectos das lutas urbanas anticapitalistas despertam genuína curiosidade em outros lugares.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito frequentemente, o Brasil tem sido um bom exemplo para coisas ruins e um mau exemplo para coisas boas. É claro, no entanto, que nem sempre é assim  &#8211;  e nem sempre foi assim. Já lá se vão quase quarenta anos desde que Paulo Freire publicou, em livro, as suas &#8220;Cartas à Guiné-Bissau&#8221;, dando testemunho de sua intensa relação com aquele então jovem país, onde ele atuou nos anos 1970 (a propósito: me pergunto se não teria sido interessante e justo mencionar Paulo Freire, ainda que de passagem, na seção &#8220;Uma escola libertária em Bissau&#8221;). </p>
<p>No que se refere às Jornadas de Junho brasileiras, o artigo parece ilustrar o fato de que mesmo um movimento ou onda de protestos com evidentes contradições pode, em sentido emancipatório, influenciar e inspirar outras realidades. É claro que, olhando à nossa volta, várias &#8220;lições de casa&#8221; ainda estão para ser adequadamente feitas, e aquilo de positivo que se pode extrair do que aqui ocorreu e vem ocorrendo possui sérios limites. Mas é muito bom ver que, para além do interesse chapa-branca em coisas como &#8220;orçamento participativo&#8221; e &#8220;Estatuto da Cidade&#8221;, também alguns aspectos das lutas urbanas anticapitalistas despertam genuína curiosidade em outros lugares.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Quecuto Bodjam		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/98833/#comment-247396</link>

		<dc:creator><![CDATA[Quecuto Bodjam]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2014 16:17:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá o pessoal sou elemento de movimento luz ku iagu agradeço a colaboração de todas as pessoas no sentido de nos apoiar nas meio financeiro e não só como também em termo de ideias para nos encorajar,pois precisamos de contribuição de todas em qualquer que seja.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá o pessoal sou elemento de movimento luz ku iagu agradeço a colaboração de todas as pessoas no sentido de nos apoiar nas meio financeiro e não só como também em termo de ideias para nos encorajar,pois precisamos de contribuição de todas em qualquer que seja.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leonardo Cordeiro		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/98833/#comment-247261</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leonardo Cordeiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 22 Aug 2014 02:10:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Saber que nossa luta animou e provocou companheiros a agir em terras tão distantes daqui, impulsionando uma luta dos trabalhadores como essa, renova nossas forças pra lutar no Brasil.

Lembrei de uma experiência mexicana que talvez merecesse ser conhecida pelos compas de Guiné-Bissau. A Rede Nacional de Resistência Civil contra as Altas Tarifas de Energia Elétrica surgiu a partir da articulação de diversas comunidades que, em muitos casos, resistiam isoladas há anos recusando-se a pagar pela eletricidade. Os preços altos estão diretamente ligados à crescente privatização do sistema elétrico mexicano e atingiram níveis simplesmente impossíveis de pagar para famílias rurais. Assim, em diversos lugares, de forma mais ou menos organizada, as pessoas simplesmente deixaram de pagar a conta a partir dos anos 90. Quando funcionários vinham cortar a luz,  a comunidade se juntava e os botava pra correr.

Em meados da década de 2000, o EZLN (Exército Zapatista de Liberação Nacional), que percorria o país com a chamada Outra Campanha, deu um ponta pé na articulação dessas lutas, presentes em várias regiões, e nasceu a Rede de Resistência. As comunidades ganharam força para combater a repressão estatal contra sua recusa a pagar pela luz e passaram a trocar experiências. Foram organizados cursos de eletricistas, capacitando responsáveis escolhidos em cada comunidade para fazer as ligações elétricas entre cada casa e, o mais complexo, com a rede de alta tensão.

Hoje, existem pequenos sistemas elétricos (parciais) autogeridos. As assembleias locais e regionais do movimento definem uma tarifa mínima que é paga por cada usuário para cobrir as despesas com manutenção e deslocamentos para jornadas nacionais de protestos por um sistema elétrico público. Os transformadores, grandes e caros, que permitem ligar a rede das casas ao sistema de distribuição são a principal dificuldade - no estado de Chiapas, houve alguns expropriados de instalações militares pelo povo! E já se está começando a discutir a possibilidade de gerar eletricidade autonomamente...

Enfim segue abaixo um artigo (que encontrei agora, então ainda não pude ler) sobre o assunto e um comunicado do movimento. Parece que no estado de Oaxaca estão começando a ser instaladas redes de celulares autônomas, que tornam possível tarifas irrisórias (inclusive para os EUA, onde muitos tem parentes, utilizando provedores de chamadas pela internet), em comunidades cuja cobertura não é lucrativa para as grandes operadoras... mas isso já é outra história.

http://www.cetri.be/spip.php?article1000&#038;lang=fr

http://www.cetri.be/spip.php?article1001&#038;lang=fr

http://zapateando.wordpress.com/2011/11/08/nos-manifestamos-en-contra-de-todas-las-formas-de-privatizacion-de-la-energia-electrica-encuentro-de-la-red-nacional-de-resistencia-civil-contra-las-altas-tarifas-de-la-energia-electrica/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saber que nossa luta animou e provocou companheiros a agir em terras tão distantes daqui, impulsionando uma luta dos trabalhadores como essa, renova nossas forças pra lutar no Brasil.</p>
<p>Lembrei de uma experiência mexicana que talvez merecesse ser conhecida pelos compas de Guiné-Bissau. A Rede Nacional de Resistência Civil contra as Altas Tarifas de Energia Elétrica surgiu a partir da articulação de diversas comunidades que, em muitos casos, resistiam isoladas há anos recusando-se a pagar pela eletricidade. Os preços altos estão diretamente ligados à crescente privatização do sistema elétrico mexicano e atingiram níveis simplesmente impossíveis de pagar para famílias rurais. Assim, em diversos lugares, de forma mais ou menos organizada, as pessoas simplesmente deixaram de pagar a conta a partir dos anos 90. Quando funcionários vinham cortar a luz,  a comunidade se juntava e os botava pra correr.</p>
<p>Em meados da década de 2000, o EZLN (Exército Zapatista de Liberação Nacional), que percorria o país com a chamada Outra Campanha, deu um ponta pé na articulação dessas lutas, presentes em várias regiões, e nasceu a Rede de Resistência. As comunidades ganharam força para combater a repressão estatal contra sua recusa a pagar pela luz e passaram a trocar experiências. Foram organizados cursos de eletricistas, capacitando responsáveis escolhidos em cada comunidade para fazer as ligações elétricas entre cada casa e, o mais complexo, com a rede de alta tensão.</p>
<p>Hoje, existem pequenos sistemas elétricos (parciais) autogeridos. As assembleias locais e regionais do movimento definem uma tarifa mínima que é paga por cada usuário para cobrir as despesas com manutenção e deslocamentos para jornadas nacionais de protestos por um sistema elétrico público. Os transformadores, grandes e caros, que permitem ligar a rede das casas ao sistema de distribuição são a principal dificuldade &#8211; no estado de Chiapas, houve alguns expropriados de instalações militares pelo povo! E já se está começando a discutir a possibilidade de gerar eletricidade autonomamente&#8230;</p>
<p>Enfim segue abaixo um artigo (que encontrei agora, então ainda não pude ler) sobre o assunto e um comunicado do movimento. Parece que no estado de Oaxaca estão começando a ser instaladas redes de celulares autônomas, que tornam possível tarifas irrisórias (inclusive para os EUA, onde muitos tem parentes, utilizando provedores de chamadas pela internet), em comunidades cuja cobertura não é lucrativa para as grandes operadoras&#8230; mas isso já é outra história.</p>
<p><a href="http://www.cetri.be/spip.php?article1000&#038;lang=fr" rel="nofollow ugc">http://www.cetri.be/spip.php?article1000&#038;lang=fr</a></p>
<p><a href="http://www.cetri.be/spip.php?article1001&#038;lang=fr" rel="nofollow ugc">http://www.cetri.be/spip.php?article1001&#038;lang=fr</a></p>
<p><a href="http://zapateando.wordpress.com/2011/11/08/nos-manifestamos-en-contra-de-todas-las-formas-de-privatizacion-de-la-energia-electrica-encuentro-de-la-red-nacional-de-resistencia-civil-contra-las-altas-tarifas-de-la-energia-electrica/" rel="nofollow ugc">http://zapateando.wordpress.com/2011/11/08/nos-manifestamos-en-contra-de-todas-las-formas-de-privatizacion-de-la-energia-electrica-encuentro-de-la-red-nacional-de-resistencia-civil-contra-las-altas-tarifas-de-la-energia-electrica/</a></p>
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