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	Comentários sobre: Ziguezagues da transnacionalização: um diálogo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/99050/#comment-273020</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Dec 2014 19:01:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[http://actualidad.rt.com/economia/161785-china-devastador-dolar-rublo-yuanes]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://actualidad.rt.com/economia/161785-china-devastador-dolar-rublo-yuanes" rel="nofollow ugc">http://actualidad.rt.com/economia/161785-china-devastador-dolar-rublo-yuanes</a></p>
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		<title>
		Por: Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/99050/#comment-249674</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2014 22:28:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&lt;blockquote&gt;Penso que os brasileiros não devem subestimar as capacidades tecnológicas do Brasil. Pelo que li em revistas insuspeitas de terceiromundismo, a Embrapa tem procedido a inovações importantes e especialmente úteis para a adequação aos tipos de solo que se encontram em África.&lt;/blockquote&gt;

De acordo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Penso que os brasileiros não devem subestimar as capacidades tecnológicas do Brasil. Pelo que li em revistas insuspeitas de terceiromundismo, a Embrapa tem procedido a inovações importantes e especialmente úteis para a adequação aos tipos de solo que se encontram em África.</p></blockquote>
<p>De acordo!</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Outro fulano		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/99050/#comment-249668</link>

		<dc:creator><![CDATA[Outro fulano]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2014 22:06:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gustavo,
O seu comentário complementa as reflexões, meio descosidas meio alinhavadas, deste artigo.
No entanto, uma observação. Penso que os brasileiros não devem subestimar as capacidades tecnológicas do Brasil. Pelo que li em revistas insuspeitas de terceiromundismo, a Embrapa tem procedido a inovações importantes e especialmente úteis para a adequação aos tipos de solo que se encontram em África. Por outro lado, o facto de uma companhia transnacional ter a sede nos Estados Unidos não significa que a sua tecnologia seja norte-americana. As transnacionais localizam os seus principais centros de pesquisa em várias partes do mundo e a tecnologia que geram resulta da colaboração entre esses centros. Por isso, se quisermos entender a transnacionalização do capital temos de pensar uma nova geopolítica, não mais centrada em nações.
Outra coisa, a respeito da sua observação de saber se se trata de uma disputa entre blocos ou de uma cooperação entre eles. No meu entendimento trata-se de ambas as coisas, precisamente graças à acção transversal das companhias transnacionais. Um bom exemplo é a actual disputa em torno da Ucrânia. A União Europeia e os Estados Unidos decretaram sanções que, além de prejudicarem evidentemente a economia russa, prejudicaram igualmente as economias ocidentais, a ponto que no dia seguinte as cotações nas bolsas russas caíram e nas europeias também. Vale a pena ver como uma companhia da importância da BP, por exemplo, é directamente atingida por essas sanções.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gustavo,<br />
O seu comentário complementa as reflexões, meio descosidas meio alinhavadas, deste artigo.<br />
No entanto, uma observação. Penso que os brasileiros não devem subestimar as capacidades tecnológicas do Brasil. Pelo que li em revistas insuspeitas de terceiromundismo, a Embrapa tem procedido a inovações importantes e especialmente úteis para a adequação aos tipos de solo que se encontram em África. Por outro lado, o facto de uma companhia transnacional ter a sede nos Estados Unidos não significa que a sua tecnologia seja norte-americana. As transnacionais localizam os seus principais centros de pesquisa em várias partes do mundo e a tecnologia que geram resulta da colaboração entre esses centros. Por isso, se quisermos entender a transnacionalização do capital temos de pensar uma nova geopolítica, não mais centrada em nações.<br />
Outra coisa, a respeito da sua observação de saber se se trata de uma disputa entre blocos ou de uma cooperação entre eles. No meu entendimento trata-se de ambas as coisas, precisamente graças à acção transversal das companhias transnacionais. Um bom exemplo é a actual disputa em torno da Ucrânia. A União Europeia e os Estados Unidos decretaram sanções que, além de prejudicarem evidentemente a economia russa, prejudicaram igualmente as economias ocidentais, a ponto que no dia seguinte as cotações nas bolsas russas caíram e nas europeias também. Vale a pena ver como uma companhia da importância da BP, por exemplo, é directamente atingida por essas sanções.</p>
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		<title>
		Por: Gustavo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/99050/#comment-249660</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gustavo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Sep 2014 21:12:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma reflexão importante, que me dá subsídios para pensar o caso de Moçambique, na África, que parece refletir de forma cristalina esse embate entre blocos que é sugerido no texto.
Refiro-me mais especificamente ao programa tripartite Pro-Savana, que reune Japão, Brasil e Moçambique para alavancar a agricultura comercial (leia-se, o agronegócio) neste último país: o Japão entra com o capital, o Brasil com a tecnologia da agricultura tropical e Moçambique com a terra e certamente a mão-de-obra barata (&quot;terra virgem&quot;, segundo os analistas brasileiros e japoneses do programa).
Ao mesmo tempo, a potencial agricultura comercial em Moçambique é também alvo da cobiça do bloco estadunidense, tornada palatável e politicamente correta sob a rubrica Nova Aliança para a Segurança ALimentar e Nutricional em Moçambique.
Se por um lado é evidente o objetivo do programa liderado pelo Brasil (os japoneses, embora entrem com o capital, são discretos, e cabe ao Brasil o papel de liderança, até pela familiariedade com a cultura e a língua, os famosos &quot;laços fraternos&quot; que unem Brasil e África), ou seja, transnacionalizar o agronegócio em solo tropical, os americanos/europeus são mais incisivos, e não perdem tempo ao propor que a Lei de Terras moçambicana, antiga herança da época socialista, seja revista, obviamente para permitir e flexibilizar a propriedade privada e a acumulação de terras (leiam o paper da Nova Aliança: http://feedthefuture.gov/sites/default/files/resource/files/Mozambique%20Coop%20Framework%20PORT%20FINAL%20w.cover_REVISED_0.pdf)
Por fim, fico em dúvida se esse exemplo expõe de fato uma disputa de blocos ou, ao contrário, cooperação. Porque:

1) O Japão, detentor do capital do Pro-Savana, está mais para o G8 do que para o BRICS;
2) A tecnologia &quot;brasileira&quot; de agricultura tropical depende muito de transnacionais com sede nos EUA (o que são os enormes ganhos de produtividade das últimas décadas na agricultura brasileira, sem o proporcional aumento da fronteira agrícola, senão o reflexo da tecnologia do plantio direto, tecnologia essa que depende totalmente dos herbicidas da &quot;famigerada&quot; Monsanto e congêneres?)

Ou seja, adote Moçambique o Pro-Savana ou adote a Nova Aliança, essas transnacionais nunca deixarão de lucrar, pois também estão presentes - e de forma maçiça - na suposta tecnologia agrícola brasileira.

O mais curioso é ver, para quem acompanha as notícias do outro lado do Atlântico, o estardalhaço que os movimentos sociais moçambicanos fazem a respeito do Pro-Savana, com o apoio de movimentos sociais brasileiros, poupando quase completamente os avanços da Nova Aliança.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma reflexão importante, que me dá subsídios para pensar o caso de Moçambique, na África, que parece refletir de forma cristalina esse embate entre blocos que é sugerido no texto.<br />
Refiro-me mais especificamente ao programa tripartite Pro-Savana, que reune Japão, Brasil e Moçambique para alavancar a agricultura comercial (leia-se, o agronegócio) neste último país: o Japão entra com o capital, o Brasil com a tecnologia da agricultura tropical e Moçambique com a terra e certamente a mão-de-obra barata (&#8220;terra virgem&#8221;, segundo os analistas brasileiros e japoneses do programa).<br />
Ao mesmo tempo, a potencial agricultura comercial em Moçambique é também alvo da cobiça do bloco estadunidense, tornada palatável e politicamente correta sob a rubrica Nova Aliança para a Segurança ALimentar e Nutricional em Moçambique.<br />
Se por um lado é evidente o objetivo do programa liderado pelo Brasil (os japoneses, embora entrem com o capital, são discretos, e cabe ao Brasil o papel de liderança, até pela familiariedade com a cultura e a língua, os famosos &#8220;laços fraternos&#8221; que unem Brasil e África), ou seja, transnacionalizar o agronegócio em solo tropical, os americanos/europeus são mais incisivos, e não perdem tempo ao propor que a Lei de Terras moçambicana, antiga herança da época socialista, seja revista, obviamente para permitir e flexibilizar a propriedade privada e a acumulação de terras (leiam o paper da Nova Aliança: <a href="http://feedthefuture.gov/sites/default/files/resource/files/Mozambique%20Coop%20Framework%20PORT%20FINAL%20w.cover_REVISED_0.pdf" rel="nofollow ugc">http://feedthefuture.gov/sites/default/files/resource/files/Mozambique%20Coop%20Framework%20PORT%20FINAL%20w.cover_REVISED_0.pdf</a>)<br />
Por fim, fico em dúvida se esse exemplo expõe de fato uma disputa de blocos ou, ao contrário, cooperação. Porque:</p>
<p>1) O Japão, detentor do capital do Pro-Savana, está mais para o G8 do que para o BRICS;<br />
2) A tecnologia &#8220;brasileira&#8221; de agricultura tropical depende muito de transnacionais com sede nos EUA (o que são os enormes ganhos de produtividade das últimas décadas na agricultura brasileira, sem o proporcional aumento da fronteira agrícola, senão o reflexo da tecnologia do plantio direto, tecnologia essa que depende totalmente dos herbicidas da &#8220;famigerada&#8221; Monsanto e congêneres?)</p>
<p>Ou seja, adote Moçambique o Pro-Savana ou adote a Nova Aliança, essas transnacionais nunca deixarão de lucrar, pois também estão presentes &#8211; e de forma maçiça &#8211; na suposta tecnologia agrícola brasileira.</p>
<p>O mais curioso é ver, para quem acompanha as notícias do outro lado do Atlântico, o estardalhaço que os movimentos sociais moçambicanos fazem a respeito do Pro-Savana, com o apoio de movimentos sociais brasileiros, poupando quase completamente os avanços da Nova Aliança.</p>
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