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	Comentários sobre: Vanguarda e seletividade penal	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/99114/#comment-250555</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2014 15:02:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os comentários do João Bernardo dão conta da questão prática e concreta da polêmica. Mas como eu tenho a intuição de que se trata de um problema linguístico para a maioria dos defensores da tese, já que a polêmica surge contra uma consigna e não contra uma prática, gostaria de perguntar ao Samuel:

O mesmo Estado gasta parte de seu orçamento em saúde pública e também em balas que matarão os jovens negros de periferia. Combater uma faceta deste Estado demanda que as demais facetas sejam encaradas exatamente da mesma forma? 

Combater as diferentes facetas do direito penal demanda abordagens que respondam aos objetivos e métodos disponíveis. Do contrário incorre-se no risco de achar que qualquer coisa que é feita &quot;em oposição&quot; ao sistema penal e à polícia nos leva pela senda do socialismo, e neste quesito nos remetemos diretamente aos recentes Black Blocs e a ideia de que &quot;sair na mão&quot; com a polícia expressa em si a luta pelo socialismo. O que é notavelmente falso, especialmente claro para quem mora em cidades com grandes torcidas organizadas que se confundem com máfias.
Que a polícia mate cidadãos comuns para revidar em sua guerra contra o PCC e demais organizações do crime, isso é um desastre que advém da estratégia deles, não de um erro tático da esquerda em se usar as palavras erradas na hora de buscar a liberdade de seus militantes presos. O erro dos militantes dos anos 70 no Brasil não foi ter se isolado da população no âmbito linguístico, mas sim no âmbito concreto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os comentários do João Bernardo dão conta da questão prática e concreta da polêmica. Mas como eu tenho a intuição de que se trata de um problema linguístico para a maioria dos defensores da tese, já que a polêmica surge contra uma consigna e não contra uma prática, gostaria de perguntar ao Samuel:</p>
<p>O mesmo Estado gasta parte de seu orçamento em saúde pública e também em balas que matarão os jovens negros de periferia. Combater uma faceta deste Estado demanda que as demais facetas sejam encaradas exatamente da mesma forma? </p>
<p>Combater as diferentes facetas do direito penal demanda abordagens que respondam aos objetivos e métodos disponíveis. Do contrário incorre-se no risco de achar que qualquer coisa que é feita &#8220;em oposição&#8221; ao sistema penal e à polícia nos leva pela senda do socialismo, e neste quesito nos remetemos diretamente aos recentes Black Blocs e a ideia de que &#8220;sair na mão&#8221; com a polícia expressa em si a luta pelo socialismo. O que é notavelmente falso, especialmente claro para quem mora em cidades com grandes torcidas organizadas que se confundem com máfias.<br />
Que a polícia mate cidadãos comuns para revidar em sua guerra contra o PCC e demais organizações do crime, isso é um desastre que advém da estratégia deles, não de um erro tático da esquerda em se usar as palavras erradas na hora de buscar a liberdade de seus militantes presos. O erro dos militantes dos anos 70 no Brasil não foi ter se isolado da população no âmbito linguístico, mas sim no âmbito concreto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/99114/#comment-250551</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2014 14:35:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[RESUMO DA ÓPERA:
Em confronto, há duas linhas de argumentação: uma, prática e conceitualmente comprometida, classista no sentido igualitário e libertário do termo; a outra, ideológica e casuisticamente submissa à empulhação pós-modernista.
A primeira linha é a de João Bernardo; na segunda, amontoam-se os seus contraditores mais ou menos desinformados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>RESUMO DA ÓPERA:<br />
Em confronto, há duas linhas de argumentação: uma, prática e conceitualmente comprometida, classista no sentido igualitário e libertário do termo; a outra, ideológica e casuisticamente submissa à empulhação pós-modernista.<br />
A primeira linha é a de João Bernardo; na segunda, amontoam-se os seus contraditores mais ou menos desinformados.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/99114/#comment-250513</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2014 11:21:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se Samuel estivesse tão interessado em conhecer a minha posição, decerto teria lido o que escrevi nos comentários aos dois textos em que este problema está a ser discutido. Recordo que num dos comentários (3 de Setembro, 07:04) ao artigo «&lt;a href=&quot;http://passapalavra.info/2014/09/99187&quot; rel=&quot;nofollow&quot;&gt;Seletividade do juízo: o caso de Rafael Braga Vieira&lt;/a&gt;» escrevi, entre outras coisas: «A luta contra o sistema policial, judiciário e penal vigente é indispensável, tal como o é a luta contra a disseminação do punitivismo, incluindo linchagens e escrachos. [...] Mas a defesa dos presos por motivos políticos deve ser feita em termos distintos da defesa dos presos comuns, recorrendo a uma argumentação diferente e invocando outro tipo de critérios. Ainda mais importante do que isto, deve haver uma completa separação organizacional entre a defesa dos presos políticos e a defesa dos presos comuns». Lutar contra o sistema policial, judiciário e prisional existente não implica que todos os presos devam ser considerados como presos políticos, e muito menos como presos políticos de esquerda.

Já agora, e como houve quem pretendesse que eu desconhecia os aspectos práticos do problema, quero dizer que fui preso político e fui preso comum. Fui ambas as coisas. Não sei se algum dos intervenientes no debate pode dizer o mesmo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se Samuel estivesse tão interessado em conhecer a minha posição, decerto teria lido o que escrevi nos comentários aos dois textos em que este problema está a ser discutido. Recordo que num dos comentários (3 de Setembro, 07:04) ao artigo «<a href="http://passapalavra.info/2014/09/99187" rel="nofollow">Seletividade do juízo: o caso de Rafael Braga Vieira</a>» escrevi, entre outras coisas: «A luta contra o sistema policial, judiciário e penal vigente é indispensável, tal como o é a luta contra a disseminação do punitivismo, incluindo linchagens e escrachos. [&#8230;] Mas a defesa dos presos por motivos políticos deve ser feita em termos distintos da defesa dos presos comuns, recorrendo a uma argumentação diferente e invocando outro tipo de critérios. Ainda mais importante do que isto, deve haver uma completa separação organizacional entre a defesa dos presos políticos e a defesa dos presos comuns». Lutar contra o sistema policial, judiciário e prisional existente não implica que todos os presos devam ser considerados como presos políticos, e muito menos como presos políticos de esquerda.</p>
<p>Já agora, e como houve quem pretendesse que eu desconhecia os aspectos práticos do problema, quero dizer que fui preso político e fui preso comum. Fui ambas as coisas. Não sei se algum dos intervenientes no debate pode dizer o mesmo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Samuel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/99114/#comment-250505</link>

		<dc:creator><![CDATA[Samuel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2014 10:34:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostaria que o João Bernardo e demais defensores de que há uma separação clara entre presos políticos e presos &quot;normais&quot; esclarecessem, sem titubear, o uso dos autos de resistência enquanto justificativa para assassinar jovens negros Brasil à fora, os desaparecimentos de homens adultos e jovens em UPP&#039;s, assassinatos de menores por policiais em valas afastadas do centro, o forjamento de provas para tentar eliminar &quot;elementos não desejáveis&quot; de certas paisagens, entre muitos outros casos que podemos citar do aparato repressivo funcionando &quot;fora de suas regras&quot; ou dentro dela, como no primeiro caso. É interessante lembrar que para ser preso, basta o testemunho do policial sobre o condenado. A seletividade não é mesmo a regra do nosso sistema penal?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria que o João Bernardo e demais defensores de que há uma separação clara entre presos políticos e presos &#8220;normais&#8221; esclarecessem, sem titubear, o uso dos autos de resistência enquanto justificativa para assassinar jovens negros Brasil à fora, os desaparecimentos de homens adultos e jovens em UPP&#8217;s, assassinatos de menores por policiais em valas afastadas do centro, o forjamento de provas para tentar eliminar &#8220;elementos não desejáveis&#8221; de certas paisagens, entre muitos outros casos que podemos citar do aparato repressivo funcionando &#8220;fora de suas regras&#8221; ou dentro dela, como no primeiro caso. É interessante lembrar que para ser preso, basta o testemunho do policial sobre o condenado. A seletividade não é mesmo a regra do nosso sistema penal?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Maroc Amgri		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/99114/#comment-250421</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maroc Amgri]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Sep 2014 00:47:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;sou traficante e militante, como fico?&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;sou traficante e militante, como fico?&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: André		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/99114/#comment-250400</link>

		<dc:creator><![CDATA[André]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2014 22:04:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Talvez há confusões muito grandes na ideia de que todo preso é um preso político. A intenção, creio, é de mostrar que são situações políticas que fazem com que certos setores sociais se marginalizem e que alguns se criminalizem para que consigam um espaço ao capitalismo... portanto toda prisão é política porque o que leva um jovem de periferia à criminalidade são as falhas dos serviços sociais, por exemplo; ou que a prisão de um trabalhador negro reflita a formação racista da sociedade brasileira. Mas acho que isso não caracteriza uma prisão política, ou uma prisão por &quot;crime contra o Estado&quot;. Mas ainda assim eu concordo que toda polícia TAMBÉM é uma polícia política - vide &quot;Operação 2,80&quot; em Goiânia.
Tenho medo de quando as coisas se misturam. De fato não se pode negar qual é o perfil da maioria dos presos comuns e que isso é indicador de tudo o que falaram aí. Aí cabem as críticas de esquerda ao sistema penal e as reflexões acerca dos direitos humanos.
O problema é essa generalização da frase: quando se diz que todo preso é um preso político, vamos ter que cerrar os punhos em apoio a um Roger Abdelmassih?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez há confusões muito grandes na ideia de que todo preso é um preso político. A intenção, creio, é de mostrar que são situações políticas que fazem com que certos setores sociais se marginalizem e que alguns se criminalizem para que consigam um espaço ao capitalismo&#8230; portanto toda prisão é política porque o que leva um jovem de periferia à criminalidade são as falhas dos serviços sociais, por exemplo; ou que a prisão de um trabalhador negro reflita a formação racista da sociedade brasileira. Mas acho que isso não caracteriza uma prisão política, ou uma prisão por &#8220;crime contra o Estado&#8221;. Mas ainda assim eu concordo que toda polícia TAMBÉM é uma polícia política &#8211; vide &#8220;Operação 2,80&#8221; em Goiânia.<br />
Tenho medo de quando as coisas se misturam. De fato não se pode negar qual é o perfil da maioria dos presos comuns e que isso é indicador de tudo o que falaram aí. Aí cabem as críticas de esquerda ao sistema penal e as reflexões acerca dos direitos humanos.<br />
O problema é essa generalização da frase: quando se diz que todo preso é um preso político, vamos ter que cerrar os punhos em apoio a um Roger Abdelmassih?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/99114/#comment-250346</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2014 15:11:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ué Rodolfo, qual é a dificuldade em compreender o que se trata do crime organizado no Rio de Janeiro? 

O ponto não são necessariamente as premissas de onde parte (eu tenho acordo com muitas, acho outras pouco precisas e algumas outras equivocadas), mas as conclusões a que chega. Então o caminho, para não virarmos um debate acadêmico, é mostrar alguns pontos que baralham a sua conclusão. 

Falando das frações do Rio:
A mais famosas de todas as organizações do crime organizado no Rio é o Comando Vermelho (CV), que eu acredito, a julgar pela notoriedade de filmes e livros produzidos sobre o assunto, que não seja preciso explicar como essa organização se formou a partir da convergência entre presos comuns (desorganizados) e presos políticos.
Depois, surgido como um racha do CV, se formou o Terceiro Comando (TC). 
Em 1994 quando Uê foi expulso do CV após tramar o assassinato de uma de suas &quot;lideranças&quot;, formou-se o Amigos dos Amigos (ADA).
Só que em um momento onde foi necessário juntar forças das facções contra a polícia surgiu o Terceiro Comando Puro (TCP), um racha daqueles contrários à aliança tática entre TC e CV, somados com membros egressos do ADA.
Além destas organizações típicas do crime, no Rio existem as milícias, que hoje estão ocupando um espaço considerável do espectro do crime organizado na cidade.

Tendo estas coisas em conta dá pra fazer algumas considerações. Se admitirmos, como faz boa parte da esquerda, que aquelas organizações do crime organizado são uma das consequências da forma como a ditadura militar geriu seus presos, admitindo também, como faz boa parte da esquerda hoje, que o crime organizado é uma das principais justificativas de aumento do aparato policial, conclui-se, como todos, que a ação daquelas organizações do crime fez surgir posteriormente a necessidade (mesmo que ideológica) do fortalecimento das polícias. 
Agora, se considerarmos também, como faz a quase totalidade das pessoas, que as milícias são formadas quase que exclusivamente por policiais e ex-policiais, é possível fazer uma linha do processo histórico e perceber que parte significativa do que entendemos hoje como problemas que se apresentam a maior parte da população pobre e periférica (e não só!!) é fruto de uma convergência que se mostrou muito mais do que desastrada. Não? ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ué Rodolfo, qual é a dificuldade em compreender o que se trata do crime organizado no Rio de Janeiro? </p>
<p>O ponto não são necessariamente as premissas de onde parte (eu tenho acordo com muitas, acho outras pouco precisas e algumas outras equivocadas), mas as conclusões a que chega. Então o caminho, para não virarmos um debate acadêmico, é mostrar alguns pontos que baralham a sua conclusão. </p>
<p>Falando das frações do Rio:<br />
A mais famosas de todas as organizações do crime organizado no Rio é o Comando Vermelho (CV), que eu acredito, a julgar pela notoriedade de filmes e livros produzidos sobre o assunto, que não seja preciso explicar como essa organização se formou a partir da convergência entre presos comuns (desorganizados) e presos políticos.<br />
Depois, surgido como um racha do CV, se formou o Terceiro Comando (TC).<br />
Em 1994 quando Uê foi expulso do CV após tramar o assassinato de uma de suas &#8220;lideranças&#8221;, formou-se o Amigos dos Amigos (ADA).<br />
Só que em um momento onde foi necessário juntar forças das facções contra a polícia surgiu o Terceiro Comando Puro (TCP), um racha daqueles contrários à aliança tática entre TC e CV, somados com membros egressos do ADA.<br />
Além destas organizações típicas do crime, no Rio existem as milícias, que hoje estão ocupando um espaço considerável do espectro do crime organizado na cidade.</p>
<p>Tendo estas coisas em conta dá pra fazer algumas considerações. Se admitirmos, como faz boa parte da esquerda, que aquelas organizações do crime organizado são uma das consequências da forma como a ditadura militar geriu seus presos, admitindo também, como faz boa parte da esquerda hoje, que o crime organizado é uma das principais justificativas de aumento do aparato policial, conclui-se, como todos, que a ação daquelas organizações do crime fez surgir posteriormente a necessidade (mesmo que ideológica) do fortalecimento das polícias.<br />
Agora, se considerarmos também, como faz a quase totalidade das pessoas, que as milícias são formadas quase que exclusivamente por policiais e ex-policiais, é possível fazer uma linha do processo histórico e perceber que parte significativa do que entendemos hoje como problemas que se apresentam a maior parte da população pobre e periférica (e não só!!) é fruto de uma convergência que se mostrou muito mais do que desastrada. Não? </p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodolfo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/99114/#comment-250290</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodolfo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2014 07:26:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tão poucas palavras &quot;evocadas&quot;, as de João, para, pela segunda vez, esquivar do que coloquei. Pior: sugere que o &quot;crime organizado no Rio de Janeiro&quot;, sem sequer tomar o cuidado de definir criteriosamente o conceito, foi fruto &quot;das tentativas de convergência que então tiveram lugar&quot;...
É de um simplismo comovente.
Uma, duas tentativas de debater seriamente...ficamos por aqui.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tão poucas palavras &#8220;evocadas&#8221;, as de João, para, pela segunda vez, esquivar do que coloquei. Pior: sugere que o &#8220;crime organizado no Rio de Janeiro&#8221;, sem sequer tomar o cuidado de definir criteriosamente o conceito, foi fruto &#8220;das tentativas de convergência que então tiveram lugar&#8221;&#8230;<br />
É de um simplismo comovente.<br />
Uma, duas tentativas de debater seriamente&#8230;ficamos por aqui.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/99114/#comment-250212</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2014 21:19:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tantas palavras, as de Rodolfo, para não responder a um único dos casos concretos que eu evoquei.
Quanto ao caso concreto que Rodolfo evocou, dos presos políticos e presos comuns na ditadura militar brasileira, será interessante estudar como das tentativas de convergência que então tiveram lugar resultou o fortalecimento do crime organizado no Rio de Janeiro. E o crime organizado não é anticapitalista, pelo contrário, é um instrumento de defesa do capitalismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tantas palavras, as de Rodolfo, para não responder a um único dos casos concretos que eu evoquei.<br />
Quanto ao caso concreto que Rodolfo evocou, dos presos políticos e presos comuns na ditadura militar brasileira, será interessante estudar como das tentativas de convergência que então tiveram lugar resultou o fortalecimento do crime organizado no Rio de Janeiro. E o crime organizado não é anticapitalista, pelo contrário, é um instrumento de defesa do capitalismo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodolfo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/08/99114/#comment-250205</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodolfo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2014 20:54:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=99114#comment-250205</guid>

					<description><![CDATA[Em tempo, vale a dica fisgada da página do Maxi Postay:

&quot;Dejen de usar la categoría &quot;preso político&quot; compañeros militantes. 
 Dejen de ser racistas, sectarios. 
 Dejen de discriminar. Salgan del dogma decimonónico. 
 Caminen la calle y dense cuenta que su &quot;lucha parcial&quot; no siempre significa un avance. 
 Dejen de pensar que todos los males habidos y por haber los originó la última dictadura militar.
 Dejen de interpretar la historia universal desde microclimas nacionales. 
 Dejen de hablar de memoria desde la desmemoria y la descontextualización. 
 Dejen de cuantificar el dolor. De jerarquizar el llanto de unos en detrimento de las lágrimas de otros. 
 Dejen de hablar de derechos humanos en contextos inhumanos. 
 Dejen de citarse a ustedes mismos. Dejen de vender libros. Dejen de hacer negocios con el &quot;cambiamos un poco para no cambiar nada&quot;. 
 Dejen de creer en santidades académicas. Dejen de buscar el aval de &quot;su santidad&quot;. 
 Dejen las plumas, el conchero y la marquesina.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempo, vale a dica fisgada da página do Maxi Postay:</p>
<p>&#8220;Dejen de usar la categoría &#8220;preso político&#8221; compañeros militantes.<br />
 Dejen de ser racistas, sectarios.<br />
 Dejen de discriminar. Salgan del dogma decimonónico.<br />
 Caminen la calle y dense cuenta que su &#8220;lucha parcial&#8221; no siempre significa un avance.<br />
 Dejen de pensar que todos los males habidos y por haber los originó la última dictadura militar.<br />
 Dejen de interpretar la historia universal desde microclimas nacionales.<br />
 Dejen de hablar de memoria desde la desmemoria y la descontextualización.<br />
 Dejen de cuantificar el dolor. De jerarquizar el llanto de unos en detrimento de las lágrimas de otros.<br />
 Dejen de hablar de derechos humanos en contextos inhumanos.<br />
 Dejen de citarse a ustedes mismos. Dejen de vender libros. Dejen de hacer negocios con el &#8220;cambiamos un poco para no cambiar nada&#8221;.<br />
 Dejen de creer en santidades académicas. Dejen de buscar el aval de &#8220;su santidad&#8221;.<br />
 Dejen las plumas, el conchero y la marquesina.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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