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	Comentários sobre: Seletividade do juízo: o caso de Rafael Braga Vieira	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Luís		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/09/99187/#comment-266953</link>

		<dc:creator><![CDATA[Luís]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Nov 2014 15:23:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Enfim acabou a polêmica, Rafael Braga é um preso político: http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-11-22/morador-de-rua-preso-por-protestos-e-punido-apos-foto-com-critica-ao-estado.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enfim acabou a polêmica, Rafael Braga é um preso político: <a href="http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-11-22/morador-de-rua-preso-por-protestos-e-punido-apos-foto-com-critica-ao-estado.html" rel="nofollow ugc">http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-11-22/morador-de-rua-preso-por-protestos-e-punido-apos-foto-com-critica-ao-estado.html</a></p>
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		<title>
		Por: Acácio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/09/99187/#comment-251882</link>

		<dc:creator><![CDATA[Acácio]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Sep 2014 15:55:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[lucas,
obrigado por sua mensagem generosa e delicada. por essas e outras quis que o texto fosse publicado aqui, para suscitar conversas. quando disse que não aprecio a polêmica, não foi por desprezar a discordância ou diferença e mesmo a possível troca de pontos de vista, ao contrário, penso que nada avança pelo comum, mas sim por diferenciar. penso que a polêmica é o contrário disso, ela apenas reitera posições dogmaticamente defendidas, por ela não me interesso mesmo. penso um pouco como o paulo resende, precisamente citado por beto. seguimos e, espero, avancemos.

todos,
lutar contra o sistema penal não é mobilizar presos, romantizar o banditismo ou buscar um potencial revolucionário na marginalidade. mesmo porque a revolta me interessa mais que a revolução, mais ou menos como colocara camus, em 1951. essa luta quer sabotar a máquina que produz histórias horríveis como esta relatada por &quot;militante perplexo&quot;, conheço uma dezena delas, inclusive com pessoas queridas, que não eram nada revoltadas, apenas buscavam sobreviver.

e, por fim, para mim não se trata mesmo de englobar a totalidade, eu gosto das lutas locais, táticas (sem submetê-las à estratégia), pontuais, em uma palavra: anárquicas. nelas há uma urgência que não pode esperar por utopias. no caso específico, me parece que acabar com a fundação casa e a prisão para jovens, desencarcerar o maior número de pessoas (mesmo nos marcos legais do atual regime) e desjudicializar as lutas cada vez mais absorvida pela conquista de direitos inexequíveis, são lutas urgentes e possíveis hoje.  mal comparado, quase como foi possível barra o aumento da tarifa (para usar um exemplo da moda). como disse, me interessa abolir o sistema penal, utopia é achar que não se pode viver sem ele.

mas enfim, posso estar equivocado, nunca rejeito essa possibilidade. mesmo sabendo que não faço papel de otário, não durmo de toca, não beijo mão de madame e tento nadar de costa como o jacaré em rio de piranha.

é isso. valeu mesmo pelo espaço. a conversa tem sido muito esclarecedora para mim, com ou sem polêmica.

abraço a todos, que sigam fortes e corajoso com o passa palavra e que outras dessas venham adiante

acácio]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>lucas,<br />
obrigado por sua mensagem generosa e delicada. por essas e outras quis que o texto fosse publicado aqui, para suscitar conversas. quando disse que não aprecio a polêmica, não foi por desprezar a discordância ou diferença e mesmo a possível troca de pontos de vista, ao contrário, penso que nada avança pelo comum, mas sim por diferenciar. penso que a polêmica é o contrário disso, ela apenas reitera posições dogmaticamente defendidas, por ela não me interesso mesmo. penso um pouco como o paulo resende, precisamente citado por beto. seguimos e, espero, avancemos.</p>
<p>todos,<br />
lutar contra o sistema penal não é mobilizar presos, romantizar o banditismo ou buscar um potencial revolucionário na marginalidade. mesmo porque a revolta me interessa mais que a revolução, mais ou menos como colocara camus, em 1951. essa luta quer sabotar a máquina que produz histórias horríveis como esta relatada por &#8220;militante perplexo&#8221;, conheço uma dezena delas, inclusive com pessoas queridas, que não eram nada revoltadas, apenas buscavam sobreviver.</p>
<p>e, por fim, para mim não se trata mesmo de englobar a totalidade, eu gosto das lutas locais, táticas (sem submetê-las à estratégia), pontuais, em uma palavra: anárquicas. nelas há uma urgência que não pode esperar por utopias. no caso específico, me parece que acabar com a fundação casa e a prisão para jovens, desencarcerar o maior número de pessoas (mesmo nos marcos legais do atual regime) e desjudicializar as lutas cada vez mais absorvida pela conquista de direitos inexequíveis, são lutas urgentes e possíveis hoje.  mal comparado, quase como foi possível barra o aumento da tarifa (para usar um exemplo da moda). como disse, me interessa abolir o sistema penal, utopia é achar que não se pode viver sem ele.</p>
<p>mas enfim, posso estar equivocado, nunca rejeito essa possibilidade. mesmo sabendo que não faço papel de otário, não durmo de toca, não beijo mão de madame e tento nadar de costa como o jacaré em rio de piranha.</p>
<p>é isso. valeu mesmo pelo espaço. a conversa tem sido muito esclarecedora para mim, com ou sem polêmica.</p>
<p>abraço a todos, que sigam fortes e corajoso com o passa palavra e que outras dessas venham adiante</p>
<p>acácio</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Militante perplexo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/09/99187/#comment-251289</link>

		<dc:creator><![CDATA[Militante perplexo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Sep 2014 20:23:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Esta discussão me lembrou de um relato de uns presos políticos, que relataram a existência de um poder paralelo na prisão conduzido pelos próprios presos com mão de ferro. Qualquer falta sendo punida com castigos físicos (apanhar com três cabos de vassoura amarrados) e com a morte. Por exemplo, se um preso, no dia de visitas, olhar (isto mesmo, olhar) para a mulher de outro preso e este reclamar para o &quot;comando&quot;, o que olhou é morto a facadas (cada cela do bloco tem um líder que é obrigado a dar uma facada no preso que descumpriu as regras: com algumas dezenas de celas por bloco, dá para se ter uma ideia do resultado). Além do mais, o preso pode ser morto também se não pagar a &quot;estadia&quot; e, por aí, percebe-se que os criminosos dão o seu jeito para explorar a família do preso recém-chegado, que precisa mandar dinheiro para ele. Para quem considera todo preso como um preso político e, mais ainda, um preso político de esquerda, conhecer a realidade do poder paralelo estabelecido nos presídios pode ser interessante.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta discussão me lembrou de um relato de uns presos políticos, que relataram a existência de um poder paralelo na prisão conduzido pelos próprios presos com mão de ferro. Qualquer falta sendo punida com castigos físicos (apanhar com três cabos de vassoura amarrados) e com a morte. Por exemplo, se um preso, no dia de visitas, olhar (isto mesmo, olhar) para a mulher de outro preso e este reclamar para o &#8220;comando&#8221;, o que olhou é morto a facadas (cada cela do bloco tem um líder que é obrigado a dar uma facada no preso que descumpriu as regras: com algumas dezenas de celas por bloco, dá para se ter uma ideia do resultado). Além do mais, o preso pode ser morto também se não pagar a &#8220;estadia&#8221; e, por aí, percebe-se que os criminosos dão o seu jeito para explorar a família do preso recém-chegado, que precisa mandar dinheiro para ele. Para quem considera todo preso como um preso político e, mais ainda, um preso político de esquerda, conhecer a realidade do poder paralelo estabelecido nos presídios pode ser interessante.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/09/99187/#comment-251119</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Sep 2014 19:23:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para os comentadores que defendem a tese de que qualquer preso é um preso político, é o Estado que determina, de cima para baixo, unilateralmente, a condição de preso político dos presos. São estes os seus termos e é aí que se encontra o seu erro fundamental: é de uma política pública, querem nos fazer crer, resultante de decisões políticas voltadas para a &quot;criminalização da pobreza&quot;, sobretudo se o pobre é negro, que deriva o caráter político das prisões, mesmo que o Estado não ordene a prisão de um indivíduo por conta das motivações políticas deste indivíduo e mesmo que este indivíduo não tenha qualquer motivação política. Estes comentadores, portanto, tapam os olhos para a política como ela se dá de baixo para cima, o que ajuda a determinar o caráter político de uma prisão, enxergando-a, tão somente, como ela se dá de cima para baixo; parecem incapazes, pela estreiteza dos seus argumentos, de enxergá-la em sua totalidade, em ambas as direções. Trata-se, na verdade, fundamentalmente, de uma deficiência metodológica: não partem das partes para o todo e do todo para as partes, concentram-se numa das partes e sentem-se, aí, muito confortáveis. O máximo que se pode dizer é que as pessoas que têm conduzido o Estado têm decidido, aí sim, politicamente, de cima para baixo, pela resolução dos problemas da pobreza e da criminalidade pela via das operações policiais-militares, que vitimam e levam ao encarceramento de parcela considerável da população marginalizada que vive nas periferias. Mas a coisa tem que ser vista também de baixo para cima, pois esta população marginalizada, vitimada e encarcerada, tanto quem é preso sendo inocente quanto quem é preso sendo culpado (pois não vamos querer também inocentar qualquer um, certo?), não possui motivações tão políticas quanto as das pessoas que conduzem o Estado (e quem é inocente, na verdade, não possui, logicamente, motivação nenhuma, já que nada fez). A prisão política, por razões óbvias, só existe se, tanto de cima quanto de baixo, existem motivações políticas em jogo. Se nada disso é levado em conta, então não se está a levar em conta a totalidade e as forças sociais em conflito. Se deixamos isto de lado, na análise de questões políticas e sociais, que nos resta?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para os comentadores que defendem a tese de que qualquer preso é um preso político, é o Estado que determina, de cima para baixo, unilateralmente, a condição de preso político dos presos. São estes os seus termos e é aí que se encontra o seu erro fundamental: é de uma política pública, querem nos fazer crer, resultante de decisões políticas voltadas para a &#8220;criminalização da pobreza&#8221;, sobretudo se o pobre é negro, que deriva o caráter político das prisões, mesmo que o Estado não ordene a prisão de um indivíduo por conta das motivações políticas deste indivíduo e mesmo que este indivíduo não tenha qualquer motivação política. Estes comentadores, portanto, tapam os olhos para a política como ela se dá de baixo para cima, o que ajuda a determinar o caráter político de uma prisão, enxergando-a, tão somente, como ela se dá de cima para baixo; parecem incapazes, pela estreiteza dos seus argumentos, de enxergá-la em sua totalidade, em ambas as direções. Trata-se, na verdade, fundamentalmente, de uma deficiência metodológica: não partem das partes para o todo e do todo para as partes, concentram-se numa das partes e sentem-se, aí, muito confortáveis. O máximo que se pode dizer é que as pessoas que têm conduzido o Estado têm decidido, aí sim, politicamente, de cima para baixo, pela resolução dos problemas da pobreza e da criminalidade pela via das operações policiais-militares, que vitimam e levam ao encarceramento de parcela considerável da população marginalizada que vive nas periferias. Mas a coisa tem que ser vista também de baixo para cima, pois esta população marginalizada, vitimada e encarcerada, tanto quem é preso sendo inocente quanto quem é preso sendo culpado (pois não vamos querer também inocentar qualquer um, certo?), não possui motivações tão políticas quanto as das pessoas que conduzem o Estado (e quem é inocente, na verdade, não possui, logicamente, motivação nenhuma, já que nada fez). A prisão política, por razões óbvias, só existe se, tanto de cima quanto de baixo, existem motivações políticas em jogo. Se nada disso é levado em conta, então não se está a levar em conta a totalidade e as forças sociais em conflito. Se deixamos isto de lado, na análise de questões políticas e sociais, que nos resta?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/09/99187/#comment-250777</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Sep 2014 20:37:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acácio,
te parabenizo pelo texto, embora discorde dele, e te diria que ataques e polêmicas são etapas importantes de qualquer debate sério, eles vão pavimentando as opiniões mais bem formadas do futuro; se quisermos &quot;proteger&quot; nossas ideias contra ataques e polêmicas elas provavelmente nunca serão PUBLICADAS e os debates não avançariam nunca ou ficariam restritas às opiniões de facebook.

tendo a concordar com todas as linhas do seu comentário, menos a que diz que &quot;todo preso é um preso político&quot;, e nos confunde ainda mais o porquê de uma consigna com sujeito e predicativo subjetivo obrigatório quando a intenção é &quot;não buscar a homogenização&quot;. 
Creio haver uma crítica mais dura a uma formulação de palavras (&quot;preso político&quot;) do que a uma estratégia libertária problemática.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acácio,<br />
te parabenizo pelo texto, embora discorde dele, e te diria que ataques e polêmicas são etapas importantes de qualquer debate sério, eles vão pavimentando as opiniões mais bem formadas do futuro; se quisermos &#8220;proteger&#8221; nossas ideias contra ataques e polêmicas elas provavelmente nunca serão PUBLICADAS e os debates não avançariam nunca ou ficariam restritas às opiniões de facebook.</p>
<p>tendo a concordar com todas as linhas do seu comentário, menos a que diz que &#8220;todo preso é um preso político&#8221;, e nos confunde ainda mais o porquê de uma consigna com sujeito e predicativo subjetivo obrigatório quando a intenção é &#8220;não buscar a homogenização&#8221;.<br />
Creio haver uma crítica mais dura a uma formulação de palavras (&#8220;preso político&#8221;) do que a uma estratégia libertária problemática.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: acácio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/09/99187/#comment-250700</link>

		<dc:creator><![CDATA[acácio]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Sep 2014 05:44:54 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=99187#comment-250700</guid>

					<description><![CDATA[pessoas,
não gostaria de me alongar muito, mas quero esclarecer alguns pontos que me parecem urgentes e importantes, mesmo pensando que a polêmica é um exercício de defesa de posições um tanto quanto estéril.
A afirmação (não se trata de palavra de ordem) de que todo preso é um preso político não busca o nivelamento ou homogenização. Ao contrário, busca ressaltar as especificidades de cada situação problema que, esta sim, é generalizada na universalidade da lei dentro da categoria crime. Segundo a lógica do sistema penal, quem comete um denominado crime, o comete contra a sociedade e, em nome da defesa dela é punido. Assim, o artigo 155 do código penal designa furto, seja lá qual for e em que circunstâncias ele ocorra. Além disso, o encaminhamento de um crime ao sistema judiciário sequestra a vontade das pessoas diretamente envolvidas em um evento que poderia ser resolvido sem a necessidade de que uma medida punitiva. De maneira que o abolicionismo penal não é uma utopia, mas uma prática, uma atitude. A revolta contra as punições começa abolindo o castigo a partir de si, em suas relações. A punição é um modo de interação social que começa muito antes da prisão-prédio, o que também indica que há maneiras de desencarcerar já, mesmo dentro do atual sistema em que vivemos. A prisão esmaga um sujeito, e é preciso impedir que se adentre nesse circuíto de reiteração da ordem e formador da moral dos cidadãos.
Em segundo lugar, muito do que expus no texto dirige-se ao punitivismo vingativo que habita os corações e mentes de muitos integrantes de movimentos sociais e de esquerda que acreditam num platonismo nomeado justiça. Assim, reiteram uma sociabilidade autoritária mesmo combatendo os atos que acreditam ser injustos. Eu não disse que o sistema penal é injusto, disse que ele deve ser abolido. A lógica do tribunal se esparge muito além das salas de justiça, está em quase todas as relações do mundo moderno, e isso é muito mais difícil de combater. Trata-se de uma questão política, muito mais que econômica. A lógica da punição e recompensa inicia-se desde a mais tenra idade, nas educação de crianças por pais e professores, e quando chegamos a idade adulta ela se encontra naturalizada, inscrita em nossos corpos.
Quanto ao PCC, ele é um produto do sistema penal que reproduz e reitera sua lógica, compõe uma forma de controle das classes populares que foucault nomeou como regime dos ilegalismos. O PCC não é um estado paralelo, ele é uma empresa com métodos organizacionais extremamente autoritários e possui relações diretas e muito amistosas com o Estado, em todas as suas instâncias, e em especial nas capilares. O PCC é um agente de disciplinamento e controle do sistema carcerário que se expandiu para além dele. Quem tiver paciência e curiosidade, escrevi sobre isso no rescaldo das execuções de maio de 2006, segue o link:  http://www.nu-sol.org/verve/pdf/Verve10.pdf 
maria, à vc quero me dirigir diretamente: sou contra o Estado e o capitalismo, precisamente por não ser um apologista da miséria, se o fosse teria me tornado franciscano. Como disse certa vez joãzinho trinta, &quot;quem gosta de miséria é intelectual&quot;, como eu não sou... Além disso, não padeço de ressentimentos, não faz bem para o fígado, e o meu já anda meio sobrecarregado por outros motivos.
Objetivamente, e para finalizar, a liberação das drogas, as garantias negadas aos apenados sob prisões irregulares, o recuo do acossamento policial, a busca por resoluções no âmbito do direito e, sobretudo, a abolição das prisões para jovens, já seriam um belo avanço na derrubada do muro punitivo, e são questões totalmente exequíveis, sem a necessidade de grandes abalos, basta mirar na ampliação da liberdade.

Bom, o objetivo, quando consultei o taiguara sobre a publicação do texto diante de minha fúria pela condenação de rafael, era abrir uma conversa, e salvo alguns ataques e polêmicas, parece que funcionou. Valeu pelo espaço.

abraços

saúde

acácio]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>pessoas,<br />
não gostaria de me alongar muito, mas quero esclarecer alguns pontos que me parecem urgentes e importantes, mesmo pensando que a polêmica é um exercício de defesa de posições um tanto quanto estéril.<br />
A afirmação (não se trata de palavra de ordem) de que todo preso é um preso político não busca o nivelamento ou homogenização. Ao contrário, busca ressaltar as especificidades de cada situação problema que, esta sim, é generalizada na universalidade da lei dentro da categoria crime. Segundo a lógica do sistema penal, quem comete um denominado crime, o comete contra a sociedade e, em nome da defesa dela é punido. Assim, o artigo 155 do código penal designa furto, seja lá qual for e em que circunstâncias ele ocorra. Além disso, o encaminhamento de um crime ao sistema judiciário sequestra a vontade das pessoas diretamente envolvidas em um evento que poderia ser resolvido sem a necessidade de que uma medida punitiva. De maneira que o abolicionismo penal não é uma utopia, mas uma prática, uma atitude. A revolta contra as punições começa abolindo o castigo a partir de si, em suas relações. A punição é um modo de interação social que começa muito antes da prisão-prédio, o que também indica que há maneiras de desencarcerar já, mesmo dentro do atual sistema em que vivemos. A prisão esmaga um sujeito, e é preciso impedir que se adentre nesse circuíto de reiteração da ordem e formador da moral dos cidadãos.<br />
Em segundo lugar, muito do que expus no texto dirige-se ao punitivismo vingativo que habita os corações e mentes de muitos integrantes de movimentos sociais e de esquerda que acreditam num platonismo nomeado justiça. Assim, reiteram uma sociabilidade autoritária mesmo combatendo os atos que acreditam ser injustos. Eu não disse que o sistema penal é injusto, disse que ele deve ser abolido. A lógica do tribunal se esparge muito além das salas de justiça, está em quase todas as relações do mundo moderno, e isso é muito mais difícil de combater. Trata-se de uma questão política, muito mais que econômica. A lógica da punição e recompensa inicia-se desde a mais tenra idade, nas educação de crianças por pais e professores, e quando chegamos a idade adulta ela se encontra naturalizada, inscrita em nossos corpos.<br />
Quanto ao PCC, ele é um produto do sistema penal que reproduz e reitera sua lógica, compõe uma forma de controle das classes populares que foucault nomeou como regime dos ilegalismos. O PCC não é um estado paralelo, ele é uma empresa com métodos organizacionais extremamente autoritários e possui relações diretas e muito amistosas com o Estado, em todas as suas instâncias, e em especial nas capilares. O PCC é um agente de disciplinamento e controle do sistema carcerário que se expandiu para além dele. Quem tiver paciência e curiosidade, escrevi sobre isso no rescaldo das execuções de maio de 2006, segue o link:  <a href="http://www.nu-sol.org/verve/pdf/Verve10.pdf" rel="nofollow ugc">http://www.nu-sol.org/verve/pdf/Verve10.pdf</a><br />
maria, à vc quero me dirigir diretamente: sou contra o Estado e o capitalismo, precisamente por não ser um apologista da miséria, se o fosse teria me tornado franciscano. Como disse certa vez joãzinho trinta, &#8220;quem gosta de miséria é intelectual&#8221;, como eu não sou&#8230; Além disso, não padeço de ressentimentos, não faz bem para o fígado, e o meu já anda meio sobrecarregado por outros motivos.<br />
Objetivamente, e para finalizar, a liberação das drogas, as garantias negadas aos apenados sob prisões irregulares, o recuo do acossamento policial, a busca por resoluções no âmbito do direito e, sobretudo, a abolição das prisões para jovens, já seriam um belo avanço na derrubada do muro punitivo, e são questões totalmente exequíveis, sem a necessidade de grandes abalos, basta mirar na ampliação da liberdade.</p>
<p>Bom, o objetivo, quando consultei o taiguara sobre a publicação do texto diante de minha fúria pela condenação de rafael, era abrir uma conversa, e salvo alguns ataques e polêmicas, parece que funcionou. Valeu pelo espaço.</p>
<p>abraços</p>
<p>saúde</p>
<p>acácio</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Taiguara		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/09/99187/#comment-250371</link>

		<dc:creator><![CDATA[Taiguara]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2014 18:07:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=99187#comment-250371</guid>

					<description><![CDATA[João,

Não se trata de agitar esse jovem na condição de traficante, seja contra a polícia ou contra o patrão do tráfico, tampouco por dentro do crime organizado. Nesse papel social, ele é instrumento de um joguete e distancia-se da atuação enquanto classe, obviamente. 

Agora, se formos adotar a consciência para si ou a existência de solidariedade como critério para o reconhecimento de que um dado agrupamento se constitui como classe (o que é plausível, desde que apliquemos o mesmo para todos os outros segmentos), então, no quadro de fragmentação que caracteriza o tempo que corre, nosso desafio precisa ser formulado num nível muito mais aquém: mobilizar qualquer setor, já nem falo de outros segmentos de classe que trabalham em atividades informais de outro tipo, que seja o dessa empresa hipotética em os mecanismos de mais-valia operam no modelo clássico.

Frente a esse outro desafio, a luta contra os patrões do tráfico surge como algo mais ao alcance das mãos do que parece: a luta contra o proibicionismo das drogas, por exemplo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João,</p>
<p>Não se trata de agitar esse jovem na condição de traficante, seja contra a polícia ou contra o patrão do tráfico, tampouco por dentro do crime organizado. Nesse papel social, ele é instrumento de um joguete e distancia-se da atuação enquanto classe, obviamente. </p>
<p>Agora, se formos adotar a consciência para si ou a existência de solidariedade como critério para o reconhecimento de que um dado agrupamento se constitui como classe (o que é plausível, desde que apliquemos o mesmo para todos os outros segmentos), então, no quadro de fragmentação que caracteriza o tempo que corre, nosso desafio precisa ser formulado num nível muito mais aquém: mobilizar qualquer setor, já nem falo de outros segmentos de classe que trabalham em atividades informais de outro tipo, que seja o dessa empresa hipotética em os mecanismos de mais-valia operam no modelo clássico.</p>
<p>Frente a esse outro desafio, a luta contra os patrões do tráfico surge como algo mais ao alcance das mãos do que parece: a luta contra o proibicionismo das drogas, por exemplo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodolfo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/09/99187/#comment-250363</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodolfo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2014 16:56:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=99187#comment-250363</guid>

					<description><![CDATA[Sobre a necessária &quot;aliança com o tráfico&quot; que a consigna geraria, é a própria realidade que desmancha essa bobagem. A consigna, como já falei, não cria a realidade. Ela é expressão de uma prática de defesa de militantes presos pautada pela crítica total ao sistema penal e não de uma articulação &quot;com o tráfico&quot; (aliás, fala-se como a população prisional fosse o próprio tráfico, o que é bastante risível para que conhece a realidade dos cárceres).
Assim como é possível se solidarizar e somar vozes e esforços pela liberdade de militantes de organizações políticas das quais se diverge - e isso é recorrente - sem que isso implique aliança política, também é possível se solidarizar com as centenas de milhares de jovens negras e negros que são perseguidos, encarcerados e exterminados sistematicamente sem que isso implique aliança com grupos/comunidades/seitas/organizações/etc aos quais tais pessoas eventualmente pertençam.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre a necessária &#8220;aliança com o tráfico&#8221; que a consigna geraria, é a própria realidade que desmancha essa bobagem. A consigna, como já falei, não cria a realidade. Ela é expressão de uma prática de defesa de militantes presos pautada pela crítica total ao sistema penal e não de uma articulação &#8220;com o tráfico&#8221; (aliás, fala-se como a população prisional fosse o próprio tráfico, o que é bastante risível para que conhece a realidade dos cárceres).<br />
Assim como é possível se solidarizar e somar vozes e esforços pela liberdade de militantes de organizações políticas das quais se diverge &#8211; e isso é recorrente &#8211; sem que isso implique aliança política, também é possível se solidarizar com as centenas de milhares de jovens negras e negros que são perseguidos, encarcerados e exterminados sistematicamente sem que isso implique aliança com grupos/comunidades/seitas/organizações/etc aos quais tais pessoas eventualmente pertençam.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodolfo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/09/99187/#comment-250362</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodolfo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2014 16:42:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=99187#comment-250362</guid>

					<description><![CDATA[Creio ser mais acertado inverter a pergunta, Emerson: que benefício traz à defesa chamar manifestantes presos de presos políticos? 

Tenho uma hipótese: ao se abstrair do gênero preso a categoria &quot;preso político&quot;, faz-se, concretamente, uma crítica parcial ao sistema penal. Nessa defesa, ainda que não se queira, afirma-se que o sistema penal, no geral, funciona com neutralidade, a qual restaria rompida apenas quando manifestantes são criminalizados (e não à toa os mais faniquitos não tardam em alardear a &quot;volta do Estado de Exceção&quot; - expressão prima do tal &quot;preso político&quot;). 

O sistema lida bem com essa crítica parcial e, a depender da conjuntura, cede ao voto de piedade e liberta manifestantes - por sua própria sobrevivência/legitimação.  

O ônus dessa opção, no entanto, é exatamente essa (re)validação do sistema penal e, pior, o distanciamento que gera - na verdade, aprofunda - entre os perseguidos do dia-a-dia e os perseguidos ocasionais; distanciamento de classe e racial, diga-se [Rafael Vieira Braga que o diga - sem consciência de classe e com passagens anteriores pelo sistema, não estaria apto, segundo a concepção aqui defendida, para usufruir das benesses de ser um genuíno &quot;preso político&quot;...]. 

Tal ônus é ainda mais grave se se tem em mente que, ao aceitar o jogo, estamos, indiretamente, contribuindo para realimentar a cobra que necessariamente nos picará logo à frente, nas próximas agitações, ocasião em que, novamente, desesperados, suplicaremos pela liberdade de &quot;nossos presos políticos&quot;...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Creio ser mais acertado inverter a pergunta, Emerson: que benefício traz à defesa chamar manifestantes presos de presos políticos? </p>
<p>Tenho uma hipótese: ao se abstrair do gênero preso a categoria &#8220;preso político&#8221;, faz-se, concretamente, uma crítica parcial ao sistema penal. Nessa defesa, ainda que não se queira, afirma-se que o sistema penal, no geral, funciona com neutralidade, a qual restaria rompida apenas quando manifestantes são criminalizados (e não à toa os mais faniquitos não tardam em alardear a &#8220;volta do Estado de Exceção&#8221; &#8211; expressão prima do tal &#8220;preso político&#8221;). </p>
<p>O sistema lida bem com essa crítica parcial e, a depender da conjuntura, cede ao voto de piedade e liberta manifestantes &#8211; por sua própria sobrevivência/legitimação.  </p>
<p>O ônus dessa opção, no entanto, é exatamente essa (re)validação do sistema penal e, pior, o distanciamento que gera &#8211; na verdade, aprofunda &#8211; entre os perseguidos do dia-a-dia e os perseguidos ocasionais; distanciamento de classe e racial, diga-se [Rafael Vieira Braga que o diga &#8211; sem consciência de classe e com passagens anteriores pelo sistema, não estaria apto, segundo a concepção aqui defendida, para usufruir das benesses de ser um genuíno &#8220;preso político&#8221;&#8230;]. </p>
<p>Tal ônus é ainda mais grave se se tem em mente que, ao aceitar o jogo, estamos, indiretamente, contribuindo para realimentar a cobra que necessariamente nos picará logo à frente, nas próximas agitações, ocasião em que, novamente, desesperados, suplicaremos pela liberdade de &#8220;nossos presos políticos&#8221;&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
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		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/09/99187/#comment-250361</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2014 16:41:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=99187#comment-250361</guid>

					<description><![CDATA[Emerson,
acredito que a sua pergunta mereceria ser reformulada: Em que medida se atrapalha a luta pela liberdade de José e ao João, que são presos provisórios, sem envolvimento com o crime organizado, por um delito feito sem violência / mão armada, quando dizemos que o caso de Hidekis e Sininhos é de outra natureza? (este de fato é o perfil de muitos que se encontram encarcerados hoje devido a lei de drogas de 2006).

Ao que eu responderia: nada.
Nada principalmente porque o grande problema do sistema penal e carcerário no Brasil hoje é que este PRODUZ o crime organizado, recruta e organiza essa força. Ou seja, na linha do que o João Bernardo tem defendido, o sistema penal é um dos principais fatores para a organização desta classe capitalista marginal, que faz a disputa nos bairros periféricos e poda o surgimento de outras manifestações de organização popular à esquerda.

Oras, não importa se os presos são presos políticos ou não. Sejam eles comuns ou políticos, é urgente uma reforma neste sistema. Tanto para aquele preso por crimes de conduta quanto para aqueles presos por relações com o crime organizado, tanto para o estuprador quanto para o ladrão de galinhas.

Mas a luta para libertar companheiros que estão presos por lutar, essa tem uma ordem tática imediata, inclusive para aliviar a pressão e a paranoia geral que uma prisão pode ter sobre o resto dos militantes ou simpatizantes que passarão a pensar 2 vezes antes de participar de um ato ou de reuniões com gente &quot;perigosa&quot;. O termo &quot;preso político&quot;, tão polêmico, costuma ser usado para ganhar o apoio de todos os demais setores opositores na sociedade, inclusive daqueles que não necessariamente compartilham a ideia de que &quot;todo preso é um preso político&quot;. Pois a extrema esquerda hoje no Brasil sem um mínimo de apoio destes outros setores não tem o menor poder de reverter quadros de perseguição &quot;seletiva&quot; dentro dos próprios movimentos que levantam as denuncias da perseguição &quot;seletiva&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Emerson,<br />
acredito que a sua pergunta mereceria ser reformulada: Em que medida se atrapalha a luta pela liberdade de José e ao João, que são presos provisórios, sem envolvimento com o crime organizado, por um delito feito sem violência / mão armada, quando dizemos que o caso de Hidekis e Sininhos é de outra natureza? (este de fato é o perfil de muitos que se encontram encarcerados hoje devido a lei de drogas de 2006).</p>
<p>Ao que eu responderia: nada.<br />
Nada principalmente porque o grande problema do sistema penal e carcerário no Brasil hoje é que este PRODUZ o crime organizado, recruta e organiza essa força. Ou seja, na linha do que o João Bernardo tem defendido, o sistema penal é um dos principais fatores para a organização desta classe capitalista marginal, que faz a disputa nos bairros periféricos e poda o surgimento de outras manifestações de organização popular à esquerda.</p>
<p>Oras, não importa se os presos são presos políticos ou não. Sejam eles comuns ou políticos, é urgente uma reforma neste sistema. Tanto para aquele preso por crimes de conduta quanto para aqueles presos por relações com o crime organizado, tanto para o estuprador quanto para o ladrão de galinhas.</p>
<p>Mas a luta para libertar companheiros que estão presos por lutar, essa tem uma ordem tática imediata, inclusive para aliviar a pressão e a paranoia geral que uma prisão pode ter sobre o resto dos militantes ou simpatizantes que passarão a pensar 2 vezes antes de participar de um ato ou de reuniões com gente &#8220;perigosa&#8221;. O termo &#8220;preso político&#8221;, tão polêmico, costuma ser usado para ganhar o apoio de todos os demais setores opositores na sociedade, inclusive daqueles que não necessariamente compartilham a ideia de que &#8220;todo preso é um preso político&#8221;. Pois a extrema esquerda hoje no Brasil sem um mínimo de apoio destes outros setores não tem o menor poder de reverter quadros de perseguição &#8220;seletiva&#8221; dentro dos próprios movimentos que levantam as denuncias da perseguição &#8220;seletiva&#8221;.</p>
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