<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Voto nulo: uma solução a serviço da ordem	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2014/10/100465/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2014/10/100465/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Fri, 23 Sep 2016 17:35:25 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/10/100465/#comment-311963</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Sep 2016 17:35:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=100465#comment-311963</guid>

					<description><![CDATA[E qual é a “percepção teórica ou mais ampla da realidade” que AFrânio Coutinho possui para afirmar que sou um dos “aluninhos de história que ficam endeusando os Paulos Coelhos da historiografia, que aplaudem seus discípulos pela contribuição ‘revolucionária’, digna dos oportunistas de plantão”? Por acaso me conhece? Felizmente creio que não. E o que AFrânio Coutinho agrega ao debate? Uma pessoa mais rude que eu responderia &quot;merda nenhuma&quot;.

Até pensei em responder aos comentários de Diego Rezende, mas por que perder tempo com Diego e seus comentários quando Diego afirma num comentário que o Passa Palavra é ligado a organizações petistas e eleitoreiras como o MPL? Será que a burrice consegue mesmo se personificar tão bem assim num comentador?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E qual é a “percepção teórica ou mais ampla da realidade” que AFrânio Coutinho possui para afirmar que sou um dos “aluninhos de história que ficam endeusando os Paulos Coelhos da historiografia, que aplaudem seus discípulos pela contribuição ‘revolucionária’, digna dos oportunistas de plantão”? Por acaso me conhece? Felizmente creio que não. E o que AFrânio Coutinho agrega ao debate? Uma pessoa mais rude que eu responderia &#8220;merda nenhuma&#8221;.</p>
<p>Até pensei em responder aos comentários de Diego Rezende, mas por que perder tempo com Diego e seus comentários quando Diego afirma num comentário que o Passa Palavra é ligado a organizações petistas e eleitoreiras como o MPL? Será que a burrice consegue mesmo se personificar tão bem assim num comentador?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: AFrânio Coutinho		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/10/100465/#comment-311962</link>

		<dc:creator><![CDATA[AFrânio Coutinho]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Sep 2016 13:01:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=100465#comment-311962</guid>

					<description><![CDATA[Kátia tem razão. &quot; melhor se mobilizar para influenciar os resultados das eleições e esperar para ver o que vai dar. É extremamente difícil colocar as pessoas em movimento, fora dessa dinâmica. Fica tudo em stand by.&quot;, eis a mensagem. Para não ficar a serviço da ordem, vote e espere... ao invés de ficar posando de revolucionário e servir a ordem como os adeptos do voto nulo, é melhor ficar posando de revolucionário votando e esperando... Texto ridículo e que mostra a total debilidade de argumentos e falta de qualquer percepção teórica ou mais ampla da realidade. Típico de aluninhos de história que ficam endeusando os Paulos Coelhos da historiografia, que aplaudem seus discípulos pela contribuição &quot;revolucionária&quot;, digna dos oportunistas de plantão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Kátia tem razão. &#8221; melhor se mobilizar para influenciar os resultados das eleições e esperar para ver o que vai dar. É extremamente difícil colocar as pessoas em movimento, fora dessa dinâmica. Fica tudo em stand by.&#8221;, eis a mensagem. Para não ficar a serviço da ordem, vote e espere&#8230; ao invés de ficar posando de revolucionário e servir a ordem como os adeptos do voto nulo, é melhor ficar posando de revolucionário votando e esperando&#8230; Texto ridículo e que mostra a total debilidade de argumentos e falta de qualquer percepção teórica ou mais ampla da realidade. Típico de aluninhos de história que ficam endeusando os Paulos Coelhos da historiografia, que aplaudem seus discípulos pela contribuição &#8220;revolucionária&#8221;, digna dos oportunistas de plantão.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Diego Rezende		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/10/100465/#comment-285630</link>

		<dc:creator><![CDATA[Diego Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2015 16:25:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=100465#comment-285630</guid>

					<description><![CDATA[Pois é Fagner, e sair com um &quot;tu quaoque&quot; não resolve muita coisa. Dizer que os comentários são &quot;caricatos&quot;, &quot;abstrações&quot; e não respondê-los só os confirma.Torcer o nariz e dizer &quot;não gostei&quot; não apaga o teor ideológico do teu texto.

Com relação ao teu posicionamento, nada de novo. Outros meios já fizeram campanhas semelhantes, e curiosamente, quando uma maré de abstenções/votos nulos poderia ameaçar o PT diante de candidatos considerados de &quot;direita&quot; ou &quot;autoritários&quot;: http://www.midiaindependente.org/pt/red/2006/09/359717.shtml e http://www.midiaindependente.org/pt/red/2010/09/477623.shtml . Especialmente em 2006, quando após o mensalão um tsunami de votos nulos poderia ameaçar a reeleição do seu Lula, enquanto uma suposta &quot;direita&quot; dizia na mesma época que anular ou não votar, ajudaria a enfraquecer a oposição e seria o mesmo que votar no governo. Logo, observa-se que campanhas contra as eleições incomodam ambos os lados(isso ficou ainda pior em 2014).

Sem contar o teor intelectualista do texto (é impressionante como fala em &quot;insuficiência teórica&quot; -e aí seria da parte de quem? da classe trabalhadora? dos intelectuazinhos universitários filiados a partidos e organizações estudantis?), de um ar vanguardeiro colocando todo o peso no lado ideal da coisa, da suposta &quot;consciência&quot;.

Vamos agora às falácias mais gritantes:

&quot;Votar em candidatos não serve para promover mudanças, pois as transformações não são conquistadas através das urnas e as campanhas pelo voto nulo atuam nesse sentido, auxiliam na conscientização, na formação de uma consciência revolucionária. Promover a formação de uma consciência revolucionária através das urnas é o que se propõe. Contudo, as próprias campanhas pelo voto nulo repetem os mesmos erros que os seus defensores dizem combater.&quot;

Campanhas de voto nulo e abstenção não promovem &quot;formação de consciência revolucionária através das urnas&quot;, fazem parte das lutas sociais contra o Estado, denunciando todas as facções do capitalismo. Com exceção de partidos eleitorais perdedores, que só deixam para chamar voto nulo no 2º turno, a palavra de ordem &quot;voto nulo&quot; (ou abstenção) é uma PALAVRA DE AGITAÇÃO e não finalidade em si mesma. Mas o discurso do texto tenta separar lutas sociais de voto nulo (ou abstenção), como se fossem coisas opostas ou inconciliáveis. E claro, é uma forma silenciosa de fazer campanha partidária (ainda que inclua algumas menções dizendo que a intenção não é essa), já que o boicote não serve para nada.

Prosseguindo:

&quot;Durante as eleições, quando as disputas internas às classes dominantes se acirram momentaneamente, quando são visíveis as fissuras entre os donos dos poderes político e econômico, seria o momento de intensificar as lutas dos trabalhadores pela base, intensificar a auto-organização dos trabalhadores nos locais de trabalho, nos locais de moradia, nos locais de estudo, nos locais de trânsito. É nesses locais que as lutas de classes têm lugar.&quot;

Esse acirramento dentro da classe dominante não ocorre nas eleições. Eleitoralismo e estado democrático representam muito mais um acordo dentro da elite - todos têm direito de concorrer, contanto que se aceite o vencedor - do que &quot;acirramento&quot; ou &quot;fissuras&quot; do poder. As fissuras ocorrem quando uma facção passa a questionar a legitimidade do próprio estado de coisas dominado pelos concorrentes (o golpismo seria um exemplo, as campanhas de impeachment, outro). A ambiguidade quando se diz &quot;organizar as lutas pela base&quot; (slogan também de aparelhos petistas como MPL, MST) não mostra o que isso realmente significa. Sem contar que o campo da luta de classes é toda a sociedade, e não &quot;locais&quot; específicos onde a classe trabalhadora estaria &#039;escondida&#039; cabendo a quem defende posições revolucionárias &#039;procurá-la&#039; nesses locais. Tão importante como a luta contra a escravidão assalariada é a luta contra a servidão eleitoral, denunciando o Estado e todas as facções envolvidas na corrida pelo seu comando. Mas para o autor do texto, uma coisa só existe quando não há a outra. Sabe-se muito bem a quem isso beneficia: aos supostos &quot;movimentos&quot; que se dizem independentes de partidos...para melhor serem comandados pelos militantes profissionais desses mesmos partidos, disfarçados de gente de base.

E aí vem outra:

&quot;Outros pretendem fazer campanhas para conscientizar os trabalhadores de que o voto nada muda, também como se eles já não soubessem disso (as estatísticas de abstenções eleitorais em vários países são, nesse sentido, reveladoras). A solução para tanto é também votar, mas anulando o voto. A análise dos problemas e a solução proposta são as mesmas: anular o voto não deixa de ser votar. Em ambos os casos, revela-se não só uma grande debilidade teórica mas também um certo elitismo. Os trabalhadores precisam que alguém lhes diga quais são os seus próprios problemas e lhes aponte soluções. Essas esquerdas pensam estar, assim, realizando um trabalho de base de caráter pedagógico. A classe trabalhadora parece não ser composta de pessoas maduras, que encaram a exploração e a opressão diariamente e que, volta e meia, se insurgem contra as desigualdades.&quot;

&quot;Os trabalhadores precisam que alguém lhes diga quais são os seus próprios problemas e lhes aponte soluções.&quot; Combater o voto nulo - ou as campanhas de boicote - que seria derivado de uma suposta &quot;insuficiência teórica&quot; não participa dessa mesma visão de mundo? Nesse caso, o texto cheira a hipocrisia.

Se o elitismo é um problema, outro problema tão semelhante é o basismo espontaneísta. Vejamos: se os trabalhadores são tão &quot;maduros&quot; assim (tão maduros que podem ter até apodrecido, se seguirem o que predomina atualmente), e sabem perfeitamente que o voto nada muda...porque vão correndo votar na tia Dilma com medo da &quot;direita golpista&quot;??? Direita essa que ela deixou bem à vontade para meter bastante medo nos desprevenidos, de modo que pôde se passar por &quot;remédio&quot; contra os doentes ideológicos...Se a classe é tão dona da verdade assim, como pode se pintar de verde e amarelo e votar na &quot;direita&quot; contra a &quot;ditadura cubano-chavista&quot;, repleta de &quot;corrupção&quot; e carestia??? O que se depreende de toda essa bajulação demagógica do proletariado, pintando sua debilidade como força e sua desorientação em vários aspectos (não todos) é a desorganização da luta de classes. Quando os trabalhadores se organizam em grupos revolucionários, isso é considerado &quot;elitismo&quot;, &quot;vanguardismo&quot; (dogma autonomista/conselhista), quando na verdade essa organização é um salto de consciência: a saída da resistência individual dispersa e sem futuro para a guerra de classe coletiva. Agora, se dizer que os trabalhadores na fase atual, com tanta ausência de organização e de foco &quot;já sabem tudo&quot; falta dizer por que a revolução ainda não ocorreu...É a cisão entre organização e classe instilada por Kautsky-Lenin e tomada por verdade até por alguns que julgam negá-los, como os conselhistas. A propaganda pelo voto nulo (ou pela abstenção), pelo boicote eleitoral é tão necessária quanto os piquetes em frente aos locais de trabalho, para convencer alguns a aderir e a enfrentar os fura-greves. Se todos já tivessem essa onisciência que o autor do texto argumenta, qualquer campanha contra o capital, os patrões e o Estado seria desnecessária.Idolatrar o senso comum é a primeira e mais viável forma de demagogia social-democrata. O PT começou assim, lembremos dos primeiros discursos de Lula elogiando a sabedoria dos trabalhadores, chegando a dizer até que não precisavam de teoria nem de propaganda (porque essas eram privilégio da Articulação/Campo Majoritário, esqueceu de dizer).

E vem depois o duplo-sentido, cheio de armadilhas:


&quot;A esquerda que defende o voto nulo adota, sem tirar nem por, essa mesma ideologia e essa mesma prática: do ponto de vista ideológico, o voto é concebido como um instrumento de mudança eficaz; do ponto de vista prático, votar é realizar as mudanças na prática, votar é protestar radicalmente contra o estado de coisas em vigor. Da mesma forma, o protesto se desloca das ruas para as urnas. A única diferença é que, ao invés de serem promovidas pela eleição de representantes, as mudanças são promovidas pela anulação dos votos.&quot;


Primeiro lugar, falta dizer o que o autor entende por &quot;esquerda&quot;. Historicamente, o campo da &quot;esquerda&quot; agrupa quem quer a mudança social, a transformação para um outro tipo de sociedade. Difícil falar de &quot;esquerda&quot; quando há um partido dito &quot;dos trabalhadores&quot; vinculado a latifundiários, banqueiros e que dá isenção tarifária ao varejo, enquanto morde o pouco que o trabalhador poderia ter no bolso. Difícil falar de &quot;esquerda&quot; quando há partidos falidos que além da estatolatria que lhes é comum, sem projeto de transformação (isso quando não associam imperialismo só com Estados Unidos, mas a burguesia local ou a da Europa, tudo bem), chamam &quot;voto nulo&quot; só no segundo turno. Essa visão de mundo reaparece em um dos comentários do autor: &quot;critiquei a esquerda que opta pela disputa eleitoral, tanto quanto a esquerda que opta por fazer campanhas pelo voto nulo&quot;. Mais uma vez julga essas facções pelo que dizem de si mesmas e não pelo que fazem. Considera-as socialmente transformadoras, usando um jogo de palavras que não especifica se está a falar da &quot;esquerda&quot; do capital (e a adesão a esse campo independe das intenções) ou de quem de fato propõe e luta pela revolução.

O texto poderia ter acertado ao questionar o chamado &quot;voto de protesto&quot; (quem quer protestar não vota), seja nos tiriricas, nos partidos nanicos ou nulo. Mas novamente insiste no raciocínio do &quot;desvio dos protestos das ruas para as urnas&quot;, quando o rechaço às urnas pode perfeitamente ocorrer com ações nas ruas, inclusive contra as eleições e inviabilizando as eleições (mas aí os pacifistas com medinho de ilegalidade vão vir aqui reclamar).
 
Em um dos comentários, a tentativa de se passar por João-sem-braço:

&quot;Não sei o se MTST, nesse sentido, se distancia tanto assim do MST. Além do mais, o posicionamento de cada organização em relação às eleições, no plano do discurso, não importa tanto assim, quando o que se vê é uma grande paralisia e quando essas organizações são pautadas, mesmo que momentaneamente, pela agenda da democracia representativa.&quot;

As organizações petistas como MTST,MST,MPL,CUT,UNE e outras têm todas uma agenda comum e no plano dos fatos fazem o mesmo. O que fazem no plano eleitoral é só decorrência. A suposta &quot;combatividade&quot; do MTST (que só existe em São Paulo e é só contra o Alckmin) já foi desmentida o suficiente pelo seu pacto com Dilma para garantir a copa da Fifa em 2014. Foi o MTST que mandou parar com as ocupações, que mandou suspender movimentos e ações de afronta ao Estado para honra e glória da Fifa e de Dilma.Em troca, recebeu promessa do tio Haddad e da tia Dilma de que um belo dia, quem sabe, construiriam &quot;casas populares&quot;. Em agosto, já estavam nas ruas dizendo que Dilma e Haddad &quot;traíram&quot; o acordo feito. Jura mesmo? E não sabiam de nada antes? O papel de polícia do MTST, repetindo um ano depois o acordo do MPL para acabar com as manifestações só poderia acabar em apoio eleitoral. Mas Fagner faz de conta que não sabe de nada disso, e acaba ignorando essas decorrências, especialmente se considerarmos que o habitat natural desses aparelhos é o Estado (e isso não é uma agenda momentânea).

Ao tal de Lucas, que postou &quot;que engraçado, nunca tinha ouvido falar em um boicote eleitoral no qual o trabalho das organizações boicotistas fosse o de convencer a população a escolher uma das opções disponíveis na urna&quot;, pergunto se a opção &quot;voto nulo&quot; existe na urna. As que existem são: branco, corrige e confirma. Também pergunto se a opção abstenção existe na urna (e nesse caso seria opção dentro do sistema também, quando a pessoa justifica o voto ou paga multa). E aí é preciso perguntar: não seria uma contradição, no caso de uma greve, por exemplo, inimigos da escravidão assalariada se revoltarem contra salários baixos? Não seria também uma contradição convencer as pessoas a se revoltarem contra um aumento na tarifa de ônibus e não contra a existência da tarifa em si mesma? Não seria uma contradição ocupar imóveis vazios para obter uma propriedade imobiliária ao invés de negar a existência da propriedade privada em todos os sentidos? Não seria também uma contradição resistir com armas na mão à violência armada da polícia, dos pistoleiros e dos grupos de extermínio (objeção predileta dos pacifistas à luta armada)?

Isso de &quot;não é a solução final nem a mais radical, por isso...não faremos nada&quot; - ou &quot;apoiaremos os moderados que graças a Deus existem e pelo menos são &#039;melhores&#039; que a direita&quot; são as desculpas &quot;revolucionárias&quot; favoritas de todos os pelegos, &quot;radicais&quot; (na aparência) contra o voto nulo, reformistas em todas as outras coisas. Falta-lhes visão de totalidade, vendo a conexão entre os instantes das lutas e entre cada luta dentro de uma totalidade dinâmica e subversiva. Mas preferem ficar na visão linear: é proibido combater o inimigo com armas moralmente reprováveis, ainda que seja a moral de uma suposta &quot;esquerda autônoma&quot;, mas não menos colaboracionista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é Fagner, e sair com um &#8220;tu quaoque&#8221; não resolve muita coisa. Dizer que os comentários são &#8220;caricatos&#8221;, &#8220;abstrações&#8221; e não respondê-los só os confirma.Torcer o nariz e dizer &#8220;não gostei&#8221; não apaga o teor ideológico do teu texto.</p>
<p>Com relação ao teu posicionamento, nada de novo. Outros meios já fizeram campanhas semelhantes, e curiosamente, quando uma maré de abstenções/votos nulos poderia ameaçar o PT diante de candidatos considerados de &#8220;direita&#8221; ou &#8220;autoritários&#8221;: <a href="http://www.midiaindependente.org/pt/red/2006/09/359717.shtml" rel="nofollow ugc">http://www.midiaindependente.org/pt/red/2006/09/359717.shtml</a> e <a href="http://www.midiaindependente.org/pt/red/2010/09/477623.shtml" rel="nofollow ugc">http://www.midiaindependente.org/pt/red/2010/09/477623.shtml</a> . Especialmente em 2006, quando após o mensalão um tsunami de votos nulos poderia ameaçar a reeleição do seu Lula, enquanto uma suposta &#8220;direita&#8221; dizia na mesma época que anular ou não votar, ajudaria a enfraquecer a oposição e seria o mesmo que votar no governo. Logo, observa-se que campanhas contra as eleições incomodam ambos os lados(isso ficou ainda pior em 2014).</p>
<p>Sem contar o teor intelectualista do texto (é impressionante como fala em &#8220;insuficiência teórica&#8221; -e aí seria da parte de quem? da classe trabalhadora? dos intelectuazinhos universitários filiados a partidos e organizações estudantis?), de um ar vanguardeiro colocando todo o peso no lado ideal da coisa, da suposta &#8220;consciência&#8221;.</p>
<p>Vamos agora às falácias mais gritantes:</p>
<p>&#8220;Votar em candidatos não serve para promover mudanças, pois as transformações não são conquistadas através das urnas e as campanhas pelo voto nulo atuam nesse sentido, auxiliam na conscientização, na formação de uma consciência revolucionária. Promover a formação de uma consciência revolucionária através das urnas é o que se propõe. Contudo, as próprias campanhas pelo voto nulo repetem os mesmos erros que os seus defensores dizem combater.&#8221;</p>
<p>Campanhas de voto nulo e abstenção não promovem &#8220;formação de consciência revolucionária através das urnas&#8221;, fazem parte das lutas sociais contra o Estado, denunciando todas as facções do capitalismo. Com exceção de partidos eleitorais perdedores, que só deixam para chamar voto nulo no 2º turno, a palavra de ordem &#8220;voto nulo&#8221; (ou abstenção) é uma PALAVRA DE AGITAÇÃO e não finalidade em si mesma. Mas o discurso do texto tenta separar lutas sociais de voto nulo (ou abstenção), como se fossem coisas opostas ou inconciliáveis. E claro, é uma forma silenciosa de fazer campanha partidária (ainda que inclua algumas menções dizendo que a intenção não é essa), já que o boicote não serve para nada.</p>
<p>Prosseguindo:</p>
<p>&#8220;Durante as eleições, quando as disputas internas às classes dominantes se acirram momentaneamente, quando são visíveis as fissuras entre os donos dos poderes político e econômico, seria o momento de intensificar as lutas dos trabalhadores pela base, intensificar a auto-organização dos trabalhadores nos locais de trabalho, nos locais de moradia, nos locais de estudo, nos locais de trânsito. É nesses locais que as lutas de classes têm lugar.&#8221;</p>
<p>Esse acirramento dentro da classe dominante não ocorre nas eleições. Eleitoralismo e estado democrático representam muito mais um acordo dentro da elite &#8211; todos têm direito de concorrer, contanto que se aceite o vencedor &#8211; do que &#8220;acirramento&#8221; ou &#8220;fissuras&#8221; do poder. As fissuras ocorrem quando uma facção passa a questionar a legitimidade do próprio estado de coisas dominado pelos concorrentes (o golpismo seria um exemplo, as campanhas de impeachment, outro). A ambiguidade quando se diz &#8220;organizar as lutas pela base&#8221; (slogan também de aparelhos petistas como MPL, MST) não mostra o que isso realmente significa. Sem contar que o campo da luta de classes é toda a sociedade, e não &#8220;locais&#8221; específicos onde a classe trabalhadora estaria &#8216;escondida&#8217; cabendo a quem defende posições revolucionárias &#8216;procurá-la&#8217; nesses locais. Tão importante como a luta contra a escravidão assalariada é a luta contra a servidão eleitoral, denunciando o Estado e todas as facções envolvidas na corrida pelo seu comando. Mas para o autor do texto, uma coisa só existe quando não há a outra. Sabe-se muito bem a quem isso beneficia: aos supostos &#8220;movimentos&#8221; que se dizem independentes de partidos&#8230;para melhor serem comandados pelos militantes profissionais desses mesmos partidos, disfarçados de gente de base.</p>
<p>E aí vem outra:</p>
<p>&#8220;Outros pretendem fazer campanhas para conscientizar os trabalhadores de que o voto nada muda, também como se eles já não soubessem disso (as estatísticas de abstenções eleitorais em vários países são, nesse sentido, reveladoras). A solução para tanto é também votar, mas anulando o voto. A análise dos problemas e a solução proposta são as mesmas: anular o voto não deixa de ser votar. Em ambos os casos, revela-se não só uma grande debilidade teórica mas também um certo elitismo. Os trabalhadores precisam que alguém lhes diga quais são os seus próprios problemas e lhes aponte soluções. Essas esquerdas pensam estar, assim, realizando um trabalho de base de caráter pedagógico. A classe trabalhadora parece não ser composta de pessoas maduras, que encaram a exploração e a opressão diariamente e que, volta e meia, se insurgem contra as desigualdades.&#8221;</p>
<p>&#8220;Os trabalhadores precisam que alguém lhes diga quais são os seus próprios problemas e lhes aponte soluções.&#8221; Combater o voto nulo &#8211; ou as campanhas de boicote &#8211; que seria derivado de uma suposta &#8220;insuficiência teórica&#8221; não participa dessa mesma visão de mundo? Nesse caso, o texto cheira a hipocrisia.</p>
<p>Se o elitismo é um problema, outro problema tão semelhante é o basismo espontaneísta. Vejamos: se os trabalhadores são tão &#8220;maduros&#8221; assim (tão maduros que podem ter até apodrecido, se seguirem o que predomina atualmente), e sabem perfeitamente que o voto nada muda&#8230;porque vão correndo votar na tia Dilma com medo da &#8220;direita golpista&#8221;??? Direita essa que ela deixou bem à vontade para meter bastante medo nos desprevenidos, de modo que pôde se passar por &#8220;remédio&#8221; contra os doentes ideológicos&#8230;Se a classe é tão dona da verdade assim, como pode se pintar de verde e amarelo e votar na &#8220;direita&#8221; contra a &#8220;ditadura cubano-chavista&#8221;, repleta de &#8220;corrupção&#8221; e carestia??? O que se depreende de toda essa bajulação demagógica do proletariado, pintando sua debilidade como força e sua desorientação em vários aspectos (não todos) é a desorganização da luta de classes. Quando os trabalhadores se organizam em grupos revolucionários, isso é considerado &#8220;elitismo&#8221;, &#8220;vanguardismo&#8221; (dogma autonomista/conselhista), quando na verdade essa organização é um salto de consciência: a saída da resistência individual dispersa e sem futuro para a guerra de classe coletiva. Agora, se dizer que os trabalhadores na fase atual, com tanta ausência de organização e de foco &#8220;já sabem tudo&#8221; falta dizer por que a revolução ainda não ocorreu&#8230;É a cisão entre organização e classe instilada por Kautsky-Lenin e tomada por verdade até por alguns que julgam negá-los, como os conselhistas. A propaganda pelo voto nulo (ou pela abstenção), pelo boicote eleitoral é tão necessária quanto os piquetes em frente aos locais de trabalho, para convencer alguns a aderir e a enfrentar os fura-greves. Se todos já tivessem essa onisciência que o autor do texto argumenta, qualquer campanha contra o capital, os patrões e o Estado seria desnecessária.Idolatrar o senso comum é a primeira e mais viável forma de demagogia social-democrata. O PT começou assim, lembremos dos primeiros discursos de Lula elogiando a sabedoria dos trabalhadores, chegando a dizer até que não precisavam de teoria nem de propaganda (porque essas eram privilégio da Articulação/Campo Majoritário, esqueceu de dizer).</p>
<p>E vem depois o duplo-sentido, cheio de armadilhas:</p>
<p>&#8220;A esquerda que defende o voto nulo adota, sem tirar nem por, essa mesma ideologia e essa mesma prática: do ponto de vista ideológico, o voto é concebido como um instrumento de mudança eficaz; do ponto de vista prático, votar é realizar as mudanças na prática, votar é protestar radicalmente contra o estado de coisas em vigor. Da mesma forma, o protesto se desloca das ruas para as urnas. A única diferença é que, ao invés de serem promovidas pela eleição de representantes, as mudanças são promovidas pela anulação dos votos.&#8221;</p>
<p>Primeiro lugar, falta dizer o que o autor entende por &#8220;esquerda&#8221;. Historicamente, o campo da &#8220;esquerda&#8221; agrupa quem quer a mudança social, a transformação para um outro tipo de sociedade. Difícil falar de &#8220;esquerda&#8221; quando há um partido dito &#8220;dos trabalhadores&#8221; vinculado a latifundiários, banqueiros e que dá isenção tarifária ao varejo, enquanto morde o pouco que o trabalhador poderia ter no bolso. Difícil falar de &#8220;esquerda&#8221; quando há partidos falidos que além da estatolatria que lhes é comum, sem projeto de transformação (isso quando não associam imperialismo só com Estados Unidos, mas a burguesia local ou a da Europa, tudo bem), chamam &#8220;voto nulo&#8221; só no segundo turno. Essa visão de mundo reaparece em um dos comentários do autor: &#8220;critiquei a esquerda que opta pela disputa eleitoral, tanto quanto a esquerda que opta por fazer campanhas pelo voto nulo&#8221;. Mais uma vez julga essas facções pelo que dizem de si mesmas e não pelo que fazem. Considera-as socialmente transformadoras, usando um jogo de palavras que não especifica se está a falar da &#8220;esquerda&#8221; do capital (e a adesão a esse campo independe das intenções) ou de quem de fato propõe e luta pela revolução.</p>
<p>O texto poderia ter acertado ao questionar o chamado &#8220;voto de protesto&#8221; (quem quer protestar não vota), seja nos tiriricas, nos partidos nanicos ou nulo. Mas novamente insiste no raciocínio do &#8220;desvio dos protestos das ruas para as urnas&#8221;, quando o rechaço às urnas pode perfeitamente ocorrer com ações nas ruas, inclusive contra as eleições e inviabilizando as eleições (mas aí os pacifistas com medinho de ilegalidade vão vir aqui reclamar).</p>
<p>Em um dos comentários, a tentativa de se passar por João-sem-braço:</p>
<p>&#8220;Não sei o se MTST, nesse sentido, se distancia tanto assim do MST. Além do mais, o posicionamento de cada organização em relação às eleições, no plano do discurso, não importa tanto assim, quando o que se vê é uma grande paralisia e quando essas organizações são pautadas, mesmo que momentaneamente, pela agenda da democracia representativa.&#8221;</p>
<p>As organizações petistas como MTST,MST,MPL,CUT,UNE e outras têm todas uma agenda comum e no plano dos fatos fazem o mesmo. O que fazem no plano eleitoral é só decorrência. A suposta &#8220;combatividade&#8221; do MTST (que só existe em São Paulo e é só contra o Alckmin) já foi desmentida o suficiente pelo seu pacto com Dilma para garantir a copa da Fifa em 2014. Foi o MTST que mandou parar com as ocupações, que mandou suspender movimentos e ações de afronta ao Estado para honra e glória da Fifa e de Dilma.Em troca, recebeu promessa do tio Haddad e da tia Dilma de que um belo dia, quem sabe, construiriam &#8220;casas populares&#8221;. Em agosto, já estavam nas ruas dizendo que Dilma e Haddad &#8220;traíram&#8221; o acordo feito. Jura mesmo? E não sabiam de nada antes? O papel de polícia do MTST, repetindo um ano depois o acordo do MPL para acabar com as manifestações só poderia acabar em apoio eleitoral. Mas Fagner faz de conta que não sabe de nada disso, e acaba ignorando essas decorrências, especialmente se considerarmos que o habitat natural desses aparelhos é o Estado (e isso não é uma agenda momentânea).</p>
<p>Ao tal de Lucas, que postou &#8220;que engraçado, nunca tinha ouvido falar em um boicote eleitoral no qual o trabalho das organizações boicotistas fosse o de convencer a população a escolher uma das opções disponíveis na urna&#8221;, pergunto se a opção &#8220;voto nulo&#8221; existe na urna. As que existem são: branco, corrige e confirma. Também pergunto se a opção abstenção existe na urna (e nesse caso seria opção dentro do sistema também, quando a pessoa justifica o voto ou paga multa). E aí é preciso perguntar: não seria uma contradição, no caso de uma greve, por exemplo, inimigos da escravidão assalariada se revoltarem contra salários baixos? Não seria também uma contradição convencer as pessoas a se revoltarem contra um aumento na tarifa de ônibus e não contra a existência da tarifa em si mesma? Não seria uma contradição ocupar imóveis vazios para obter uma propriedade imobiliária ao invés de negar a existência da propriedade privada em todos os sentidos? Não seria também uma contradição resistir com armas na mão à violência armada da polícia, dos pistoleiros e dos grupos de extermínio (objeção predileta dos pacifistas à luta armada)?</p>
<p>Isso de &#8220;não é a solução final nem a mais radical, por isso&#8230;não faremos nada&#8221; &#8211; ou &#8220;apoiaremos os moderados que graças a Deus existem e pelo menos são &#8216;melhores&#8217; que a direita&#8221; são as desculpas &#8220;revolucionárias&#8221; favoritas de todos os pelegos, &#8220;radicais&#8221; (na aparência) contra o voto nulo, reformistas em todas as outras coisas. Falta-lhes visão de totalidade, vendo a conexão entre os instantes das lutas e entre cada luta dentro de uma totalidade dinâmica e subversiva. Mas preferem ficar na visão linear: é proibido combater o inimigo com armas moralmente reprováveis, ainda que seja a moral de uma suposta &#8220;esquerda autônoma&#8221;, mas não menos colaboracionista.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/10/100465/#comment-264895</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2014 12:10:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=100465#comment-264895</guid>

					<description><![CDATA[Boa parte dos comentadores, até agora, &quot;argumentou&quot; que o texto é ruim, que faz caricaturas, que não apresenta dados, que se mantém em abstrações teóricas... Mas esses comentários são, no mínimo, e sendo generoso, igualmente ruins, igualmente caricatos, não apresentam dados e se mantêm em abstrações teóricas. Sem mais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa parte dos comentadores, até agora, &#8220;argumentou&#8221; que o texto é ruim, que faz caricaturas, que não apresenta dados, que se mantém em abstrações teóricas&#8230; Mas esses comentários são, no mínimo, e sendo generoso, igualmente ruins, igualmente caricatos, não apresentam dados e se mantêm em abstrações teóricas. Sem mais.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Breno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/10/100465/#comment-264701</link>

		<dc:creator><![CDATA[Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 10 Nov 2014 14:52:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=100465#comment-264701</guid>

					<description><![CDATA[Menos, José Ferreira, menos.

O texto aqui publicado peca por promover caricaturas das posições que combate. 

Apesar disso, traz um elemento importante no debate político da esquerda brasileira: o oportunismo de certa esquerda que cai de para-quedas nas lutas com o único objetivo de pedir votos (já encontrei essa espécie várias vezes). 

Não há santos nessa turma.
Mas você considera que ir à periferia apenas para pedir votos é positivo, não?

abs]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Menos, José Ferreira, menos.</p>
<p>O texto aqui publicado peca por promover caricaturas das posições que combate. </p>
<p>Apesar disso, traz um elemento importante no debate político da esquerda brasileira: o oportunismo de certa esquerda que cai de para-quedas nas lutas com o único objetivo de pedir votos (já encontrei essa espécie várias vezes). </p>
<p>Não há santos nessa turma.<br />
Mas você considera que ir à periferia apenas para pedir votos é positivo, não?</p>
<p>abs</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/10/100465/#comment-264592</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Nov 2014 21:54:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=100465#comment-264592</guid>

					<description><![CDATA[que engraçado, nunca tinha ouvido falar em um boicote eleitoral no qual o trabalho das organizações boicotistas fosse o de convencer a população a escolher uma das opções disponíveis na urna.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>que engraçado, nunca tinha ouvido falar em um boicote eleitoral no qual o trabalho das organizações boicotistas fosse o de convencer a população a escolher uma das opções disponíveis na urna.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Diego Rezende		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/10/100465/#comment-264469</link>

		<dc:creator><![CDATA[Diego Rezende]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Nov 2014 08:31:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=100465#comment-264469</guid>

					<description><![CDATA[Como o fazem o Indymedia e outros meios da &quot;esquerda&quot; do capital, o autor do texto, como é tradição no &quot;passapalavra.org&quot; tem que caricaturizar o boicote às eleições porque o passapalavra é ligado a organizações petistas e eleitoreiras como MST, MTST e MPL.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como o fazem o Indymedia e outros meios da &#8220;esquerda&#8221; do capital, o autor do texto, como é tradição no &#8220;passapalavra.org&#8221; tem que caricaturizar o boicote às eleições porque o passapalavra é ligado a organizações petistas e eleitoreiras como MST, MTST e MPL.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: José Ferreira		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/10/100465/#comment-264300</link>

		<dc:creator><![CDATA[José Ferreira]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Nov 2014 17:08:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=100465#comment-264300</guid>

					<description><![CDATA[Este texto é de uma imbecilidade infinita. Não apresenta nenhum dado concreto para demonstrar que «as lutas são freadas e interrompidas e todas as apostas são, de um jeito ou de outro, depositadas na dinâmica eleitoral». Nenhuma análise sobre a peculiaridade da sociedade em processo eleitoral. Nenhum marxismo que faça jus ao segundo parágrafo do &lt;i&gt;18 de Brumário&lt;/i&gt;: «Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado».

Como comentei num debate acerca deste assunto, no qual Heitor César defendia a candidatura popular e Gas Pa o voto nulo, chamei a atenção para duas coisas. Primeiro, que estas diferenças são colocadas sempre no plano abstrato, da abstração teórica, traduzindo a raíz acadêmica da esquerda brasileira e, de forma muito particular, carica. Segundo, seja pelo voto à esquerda, seja pelo voto nulo, uma campanha que leve os partidos para a periferia é boa. Significar entrar em contato com gente nova que é será participe nesse processo necessário de tirar a esquerda das muralhas da universidade.

Felizmente o debate era em Campo Grande (Rio de Janeiro).

...
Zé]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este texto é de uma imbecilidade infinita. Não apresenta nenhum dado concreto para demonstrar que «as lutas são freadas e interrompidas e todas as apostas são, de um jeito ou de outro, depositadas na dinâmica eleitoral». Nenhuma análise sobre a peculiaridade da sociedade em processo eleitoral. Nenhum marxismo que faça jus ao segundo parágrafo do <i>18 de Brumário</i>: «Os homens fazem a sua própria história, mas não a fazem segundo a sua livre vontade; não a fazem sob circunstâncias de sua escolha e sim sob aquelas com que se defrontam diretamente, legadas e transmitidas pelo passado».</p>
<p>Como comentei num debate acerca deste assunto, no qual Heitor César defendia a candidatura popular e Gas Pa o voto nulo, chamei a atenção para duas coisas. Primeiro, que estas diferenças são colocadas sempre no plano abstrato, da abstração teórica, traduzindo a raíz acadêmica da esquerda brasileira e, de forma muito particular, carica. Segundo, seja pelo voto à esquerda, seja pelo voto nulo, uma campanha que leve os partidos para a periferia é boa. Significar entrar em contato com gente nova que é será participe nesse processo necessário de tirar a esquerda das muralhas da universidade.</p>
<p>Felizmente o debate era em Campo Grande (Rio de Janeiro).</p>
<p>&#8230;<br />
Zé</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/10/100465/#comment-262282</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2014 22:01:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=100465#comment-262282</guid>

					<description><![CDATA[A pessoa que escreveu o último comentário acima, assinado BB, por acaso notou que, tanto no meu último comentário quanto no texto, eu critiquei a esquerda que opta pela disputa eleitoral, tanto quanto a esquerda que opta por fazer campanhas pelo voto nulo? Creio que não.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A pessoa que escreveu o último comentário acima, assinado BB, por acaso notou que, tanto no meu último comentário quanto no texto, eu critiquei a esquerda que opta pela disputa eleitoral, tanto quanto a esquerda que opta por fazer campanhas pelo voto nulo? Creio que não.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: BB		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/10/100465/#comment-262232</link>

		<dc:creator><![CDATA[BB]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2014 18:57:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=100465#comment-262232</guid>

					<description><![CDATA[texto horrível. e o o petismo ainda permanece ocupando o imaginário da dita ~esquerda radical~. viva o anarco-petismo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>texto horrível. e o o petismo ainda permanece ocupando o imaginário da dita ~esquerda radical~. viva o anarco-petismo!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
