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	Comentários sobre: &#8220;Risco Polícia&#8221;: Economia brasileira perde 192 bilhões de reais com crimes do Estado	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/11/100950/#comment-265579</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 15 Nov 2014 14:27:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Josefina, eu quis dizer que o gasto total com a violência no na sociedade é estimado em 5,4% do PIB. O valor do PIB em 2013 foi de 4,8 trilhões de reais. Tomando este valor como correto, significa que 5,4% do PIB equivalem a 259 bilhões de reais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Josefina, eu quis dizer que o gasto total com a violência no na sociedade é estimado em 5,4% do PIB. O valor do PIB em 2013 foi de 4,8 trilhões de reais. Tomando este valor como correto, significa que 5,4% do PIB equivalem a 259 bilhões de reais.</p>
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		<title>
		Por: Josefina		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/11/100950/#comment-265323</link>

		<dc:creator><![CDATA[Josefina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 14 Nov 2014 18:11:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Os gastos para manter essa máquina de matar são da ordem de 5,4% do PIB de 4,8 trilhões de reais (R$ 4.800.000.000.000,00) em 2013. Esses 5,4% significam então 259 bilhões de reais (exatos R$ 259.200.000.000,00). &quot;

Não compreendi essa parte]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Os gastos para manter essa máquina de matar são da ordem de 5,4% do PIB de 4,8 trilhões de reais (R$ 4.800.000.000.000,00) em 2013. Esses 5,4% significam então 259 bilhões de reais (exatos R$ 259.200.000.000,00). &#8221;</p>
<p>Não compreendi essa parte</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/11/100950/#comment-265236</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2014 16:42:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro, Rodrigo,

Agradecemos sua colaboração. As correções foram realizadas.

Cordialmente,
Coletivo Passa Palavra]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro, Rodrigo,</p>
<p>Agradecemos sua colaboração. As correções foram realizadas.</p>
<p>Cordialmente,<br />
Coletivo Passa Palavra</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/11/100950/#comment-265215</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2014 13:54:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lucas, tinha entendido esse fragmento de sua fala de uma outra maneira. Havia em mim um ruído com uma questão de fundo, já que hoje a conjuntura impõe certa necessidade de ao mesmo tempo disputar com os &quot;progressistas&quot; e se preocupar em não abrir espaço para o arcaísmo.

Mas bem entendidas as coisas, estou de acordo com você. 

Indo para um outro extremo do que coloca, ainda ontem eu li para meu trabalho o texto de um burocrata do Estado Novo falando sobre os benefícios da aplicação da racionalização na administração pública. Ele passou boa parte do texto descrevendo as vantagens econômicas da racionalização para o Estado, argumentando sobre formas para se alcançar uma maior eficiência no funcionamento dos serviços públicos. Mas me chamou atenção que em um dado momento ele cessou o debate mais econômico e iniciou uma exposição sobre as &quot;vantagens morais&quot; de se ter serviços racionalizados.
Ele insistia que a aplicação destes princípios de gestão eram também fundamentais para criar um “clima” propício ao bom desenvolvimento das funções públicas, já que a partir do momento que estes serviços que começassem a funcionar de modo eficiente se criaria uma satisfação tanto no próprio servidor servidor, que submetido aos novos métodos de trabalho sentiria-se útil pela execução de um trabalho eficiente e não mais dispersivo, como também um reconhecimento do público em geral, ambos confluindo para a formação de um ambiente propício à aceitação do regime autoritário que se instituía. 
Ora, essas &quot;vantagens morais&quot; nada mais eram do que a criação de condições políticas à aceitação do regime autoritário. Me parece que a razão que move o discurso de Mangabeira Unger é parecida, pois na crítica ao trabalho mecânico ele consegue organizar toda um conjunto de medidas para oxigenação do capitalismo, articulando em um único plano setores de níveis diferentes.
No geral costumamos tratar a questão da gestão somente sob o prisma teórico, enquanto dispositivo ideológico de dominação. E pensando assim faz todo sentido reduzir tudo a um simples posicionamento político. Mas os grupos no poder atuam na mudança do meio social, buscando otimizar o redor com vistas à dominação. Mas persiste na extrema-esquerda a ideia de que os capitalistas são a encarnação do mal e que a história deles não teria nenhuma lição a oferecer.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lucas, tinha entendido esse fragmento de sua fala de uma outra maneira. Havia em mim um ruído com uma questão de fundo, já que hoje a conjuntura impõe certa necessidade de ao mesmo tempo disputar com os &#8220;progressistas&#8221; e se preocupar em não abrir espaço para o arcaísmo.</p>
<p>Mas bem entendidas as coisas, estou de acordo com você. </p>
<p>Indo para um outro extremo do que coloca, ainda ontem eu li para meu trabalho o texto de um burocrata do Estado Novo falando sobre os benefícios da aplicação da racionalização na administração pública. Ele passou boa parte do texto descrevendo as vantagens econômicas da racionalização para o Estado, argumentando sobre formas para se alcançar uma maior eficiência no funcionamento dos serviços públicos. Mas me chamou atenção que em um dado momento ele cessou o debate mais econômico e iniciou uma exposição sobre as &#8220;vantagens morais&#8221; de se ter serviços racionalizados.<br />
Ele insistia que a aplicação destes princípios de gestão eram também fundamentais para criar um “clima” propício ao bom desenvolvimento das funções públicas, já que a partir do momento que estes serviços que começassem a funcionar de modo eficiente se criaria uma satisfação tanto no próprio servidor servidor, que submetido aos novos métodos de trabalho sentiria-se útil pela execução de um trabalho eficiente e não mais dispersivo, como também um reconhecimento do público em geral, ambos confluindo para a formação de um ambiente propício à aceitação do regime autoritário que se instituía.<br />
Ora, essas &#8220;vantagens morais&#8221; nada mais eram do que a criação de condições políticas à aceitação do regime autoritário. Me parece que a razão que move o discurso de Mangabeira Unger é parecida, pois na crítica ao trabalho mecânico ele consegue organizar toda um conjunto de medidas para oxigenação do capitalismo, articulando em um único plano setores de níveis diferentes.<br />
No geral costumamos tratar a questão da gestão somente sob o prisma teórico, enquanto dispositivo ideológico de dominação. E pensando assim faz todo sentido reduzir tudo a um simples posicionamento político. Mas os grupos no poder atuam na mudança do meio social, buscando otimizar o redor com vistas à dominação. Mas persiste na extrema-esquerda a ideia de que os capitalistas são a encarnação do mal e que a história deles não teria nenhuma lição a oferecer.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Matheus		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/11/100950/#comment-265201</link>

		<dc:creator><![CDATA[Matheus]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2014 12:24:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostei do comentário do Lucas. Normalmente a esquerda brasileira acredita piamente que é preciso sempre &quot;descer o nível do debate&quot;, nivelar tudo por baixo, até chegar ao ponto de reduzir tudo a frases de efeito genéricas e simplistas, que nada acrescentam. O nosso desafio, na verdade, é tentar elevar ao máximo o nível do debate público, o que significa uma dupla exigência de aprofundamento e de divulgação/didatismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei do comentário do Lucas. Normalmente a esquerda brasileira acredita piamente que é preciso sempre &#8220;descer o nível do debate&#8221;, nivelar tudo por baixo, até chegar ao ponto de reduzir tudo a frases de efeito genéricas e simplistas, que nada acrescentam. O nosso desafio, na verdade, é tentar elevar ao máximo o nível do debate público, o que significa uma dupla exigência de aprofundamento e de divulgação/didatismo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/11/100950/#comment-265095</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Nov 2014 19:28:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[mas Rodrigo, antes fosse que tivéssemos apenas bárbaros e retrógrados como oponentes (no caso dos bárbaros creio que são inimigos mesmo). Eu acredito que é necessário elaborar ao máximo a crítica econômica e formular um pensamento consistente neste campo para competir é contra as leituras mais &quot;progressistas&quot;, pois quem pensa que bandido bom é bandido defunto não vai dar bola para um debate a respeito de forças produtivas e processos econômicos. Neste aspecto, a disputa é contra o capitalismo &quot;do bem&quot; (um bom exemplo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=YHx1P0MtK2U). Digo isso pois acredito haver no Brasil muito espaço para debates mais qualificados, os quais não ocorrerão por iniciativa nem dos grandes partidos nem dos grandes meios de comunicação.

Seu artigo me fez pensar no MPL, pois o rigor técnico com o qual analisam a economia do sistema de transportes impressionou alguns setores progressistas, fazendo com que houvesse quem lhes prestasse atenção para além dos protestos (coisa que não haveria ocorrido caso se limitassem a dizer &quot;abaixo o capitalismo!&quot;, seguindo a linha tradicional da esquerda derrotista e acomodada). Na época inclusive saiu também um cálculo a respeito dos ganhos de circulação financeira no caso de uma gratuidade na locomoção pela cidade. Claro, são cálculos especulativos, mas também o são os que embasam diversas decisões importantes de Bancos e de Estados.

Mas antes de me preocupar tanto assim com o que os demais setores sociais pensam da crítica econômica produzida pela extrema esquerda, me preocupo com a importância que os próprios militantes e simpatizantes da extrema-esquerda dão para esse tema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>mas Rodrigo, antes fosse que tivéssemos apenas bárbaros e retrógrados como oponentes (no caso dos bárbaros creio que são inimigos mesmo). Eu acredito que é necessário elaborar ao máximo a crítica econômica e formular um pensamento consistente neste campo para competir é contra as leituras mais &#8220;progressistas&#8221;, pois quem pensa que bandido bom é bandido defunto não vai dar bola para um debate a respeito de forças produtivas e processos econômicos. Neste aspecto, a disputa é contra o capitalismo &#8220;do bem&#8221; (um bom exemplo aqui: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YHx1P0MtK2U" rel="nofollow ugc">http://www.youtube.com/watch?v=YHx1P0MtK2U</a>). Digo isso pois acredito haver no Brasil muito espaço para debates mais qualificados, os quais não ocorrerão por iniciativa nem dos grandes partidos nem dos grandes meios de comunicação.</p>
<p>Seu artigo me fez pensar no MPL, pois o rigor técnico com o qual analisam a economia do sistema de transportes impressionou alguns setores progressistas, fazendo com que houvesse quem lhes prestasse atenção para além dos protestos (coisa que não haveria ocorrido caso se limitassem a dizer &#8220;abaixo o capitalismo!&#8221;, seguindo a linha tradicional da esquerda derrotista e acomodada). Na época inclusive saiu também um cálculo a respeito dos ganhos de circulação financeira no caso de uma gratuidade na locomoção pela cidade. Claro, são cálculos especulativos, mas também o são os que embasam diversas decisões importantes de Bancos e de Estados.</p>
<p>Mas antes de me preocupar tanto assim com o que os demais setores sociais pensam da crítica econômica produzida pela extrema esquerda, me preocupo com a importância que os próprios militantes e simpatizantes da extrema-esquerda dão para esse tema.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/11/100950/#comment-264966</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2014 22:41:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Como eu disse lá no texto, se a situação do extermínio de amplos contingentes populacionais é absurda, e se não fosse por vários outros pontos de vistas, é também absurda do ponto de vista de uma racionalidade capitalista. Algo comezinho, como bem apontou Lucas.

Daria pra entrar em um debate sobre todas as limitações e inconvenientes de uma economia sustentada pela guerra, sobre os problemas do próprio complexo industrial-militar americano e sua economia. Mas não é esse meu objetivo no texto.

E como citei Lucas, aproveitando o gancho dele, só não deixo de me preocupar com o fato de limitarmos nosso próprio entendimento sobre o capitalismo a uma perspectiva herdeira de setores conservadores. Eu acredito que isto no limite tende a sufocar as possibilidades de atuação da esquerda a formas mais ou menos irracionalistas.

Eu só faria um reparo na fala do Lucas. Não se trataria de pregar o mínimo de lógica econômica, mas de utilizar as evidentes contradições como recurso contra bárbaros e retrógrados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como eu disse lá no texto, se a situação do extermínio de amplos contingentes populacionais é absurda, e se não fosse por vários outros pontos de vistas, é também absurda do ponto de vista de uma racionalidade capitalista. Algo comezinho, como bem apontou Lucas.</p>
<p>Daria pra entrar em um debate sobre todas as limitações e inconvenientes de uma economia sustentada pela guerra, sobre os problemas do próprio complexo industrial-militar americano e sua economia. Mas não é esse meu objetivo no texto.</p>
<p>E como citei Lucas, aproveitando o gancho dele, só não deixo de me preocupar com o fato de limitarmos nosso próprio entendimento sobre o capitalismo a uma perspectiva herdeira de setores conservadores. Eu acredito que isto no limite tende a sufocar as possibilidades de atuação da esquerda a formas mais ou menos irracionalistas.</p>
<p>Eu só faria um reparo na fala do Lucas. Não se trataria de pregar o mínimo de lógica econômica, mas de utilizar as evidentes contradições como recurso contra bárbaros e retrógrados.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/11/100950/#comment-264958</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2014 20:55:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[houvesse no Brasil verdadeiros liberais talvez tivéssemos mais aliados na luta contra esse tipo de desperdício contraproducente de forças produtivas, a.k.a. genocídio.
O problema é que desde 1500 o rentismo é a cenoura no gancho da elite instalada nestas terras. Daí pérolas como &quot;bicicleta é coisa de comunista&quot; e afins.

Mas acho interessante que os materialistas dialéticos assumamos o papel de pregar por um mínimo de lógica econômica. Como é um país de &quot;marias-e-joãos-vão-com-os-outros&quot;, no momento da &quot;ruptura revolucionária&quot; será necessário mostrar aos indefinidos que não estamos para brincadeira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>houvesse no Brasil verdadeiros liberais talvez tivéssemos mais aliados na luta contra esse tipo de desperdício contraproducente de forças produtivas, a.k.a. genocídio.<br />
O problema é que desde 1500 o rentismo é a cenoura no gancho da elite instalada nestas terras. Daí pérolas como &#8220;bicicleta é coisa de comunista&#8221; e afins.</p>
<p>Mas acho interessante que os materialistas dialéticos assumamos o papel de pregar por um mínimo de lógica econômica. Como é um país de &#8220;marias-e-joãos-vão-com-os-outros&#8221;, no momento da &#8220;ruptura revolucionária&#8221; será necessário mostrar aos indefinidos que não estamos para brincadeira.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/11/100950/#comment-264946</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2014 19:49:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Rodrigo,

Que o capitalismo possa existir sem uma polícia assassina, isso não se discute.

Mas que ele possa viver, e muito bem, e dentro da sua racionalidade, com instituições estatais voltadas para a violência, morte e destruição e com orçamentos exorbitantes para isso, está aí o exército estadunidense e o chamado Complexo Militar-Industrial para mostrar. 
E gradativamente a produção mobilizada para dar conta da capacidade de destruir e matar dessas instituições estatais acaba por se tornar um interesse poderoso para perpetuação da demanda.
O capitalismo não é um sistema de alocação de recursos visando o bem-estar geral.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo,</p>
<p>Que o capitalismo possa existir sem uma polícia assassina, isso não se discute.</p>
<p>Mas que ele possa viver, e muito bem, e dentro da sua racionalidade, com instituições estatais voltadas para a violência, morte e destruição e com orçamentos exorbitantes para isso, está aí o exército estadunidense e o chamado Complexo Militar-Industrial para mostrar.<br />
E gradativamente a produção mobilizada para dar conta da capacidade de destruir e matar dessas instituições estatais acaba por se tornar um interesse poderoso para perpetuação da demanda.<br />
O capitalismo não é um sistema de alocação de recursos visando o bem-estar geral.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rodrigo Araújo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/11/100950/#comment-264940</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Araújo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Nov 2014 19:04:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Por favor PP, novamente corrijam essa vírgula extra nos 2,59 bilhões (são 259) e insiram o &quot;d&quot; la no final.

Bom, primeiro chama atenção tantos comentários ao artigo. Realmente um tema que interessa a todos nós. Obrigado pelo interesse neste texto (mesmo que um texto magrinho).

Pablo, veja bem, a correlação que faço de números é somente entre os 192 bilhões relativos à perda do &quot;capital humano&quot; e os 14 bilhões de retorno de investimento no bolsa-família (que ademais também podem ser considerados, pela lógica do funcionamento do programa que obriga os filhos a terem uma frequência escolar mínima, investimento em &quot;capital humano&quot;). O mais irônico é perceber como o simples fato de colocar os números por extenso (com todos os zeros) causa um impacto forte. Não fiz contas, só colhi dados de uma matéria de jornal e ainda quando resolvi calcular o porcentual de maior letalidade da polícia brasileira errei (mas a julgar pela polêmica, acho que estou na média).

Os demais dados servem somente para dimensionar a questão. Segundo o artigo da folha citado como fonte, 258 bilhões é o custo total da violência (os tais 5,4% do PIB de 2013), que por sua vez considerei como o custo total para o funcionamento do sistema de matança como um todo e não o exclusivamente dedicado às forças repressivas (já que o que se perde também é custo de vidas e recursos é considerado como custo, mesmo que não seja para o Estado).

Talvez não tenha ficado claro (eu acreditava que isso soaria óbvio), que a provocação é, por um lado, com as teses conservadoras que dizem que o bolsa-família cria uma legião de potenciais &quot;petralhas&quot; e por outro com a correlação entre miséria e violência social.

Leo Vinicius, eu discordo de você por dois motivos. Primeiro porque a racionalidade capitalista não é estática nem unívoca e depende de condições sociais para existir, avança no tempo. Aspectos que na minha opinião, do pouco que li de Castoriadis, não seriam devidamente considerados, já que ele parece tirar conclusões a partir quadros estáticos. Segundo, em consequência do primeiro ponto, é que uma perspectiva capitalista que não pondera sobre os custos gerais de um sistema de contenção da violência está fadada a se tornar numa perspectiva arcaica. Esses recursos perdidos na questão da violência poderiam ser revertidos em outras formas de contenção da violência e serem muito mais rentáveis e/ou eficientemente utilizados. Claro que aí você poderia levantar um monte de objeções e discorrer sobre a necessidade que o capitalismo tem da repressão (como de certa forma os outros comentadores fazem). Mas daí é outro assunto.

Em contraposição a toda esse quadro que existe por aqui, me chama bastante atenção a existência de um lugar como a Islândia, que lamentou no final do ano passado ter cometido a primeira morte em decorrência da ação policial (http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/12/1379559-tropa-de-elite-da-policia-da-islandia-mata-homem-pela-1-vez.shtml). 
Claro que existem milhões de complicadores na comparação entre Brasil e Islândia, mas que resta claro que existe uma outra racionalidade capitalista capaz de tratar a questão, isto me parece difícil de ignorar.

Por fim quero deixar claro, para alívio dos espíritos mais angustiados, que evidentemente nada disso implica em ruptura da lógica capitalista. Mesmo assim as vidas das pessoas não me parecem meros &quot;detalhes&quot; em uma planilhas de custo. 

Creio que somente forças sociais organizadas seriam capazes de provocar a sonhada &quot;ruptura revolucionária&quot;. 
No entanto, que seria muito mais conveniente trabalhar para isso tendo um mínimo de segurança que não iria se transformar rapidamente em estatística, ah, isso seria.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor PP, novamente corrijam essa vírgula extra nos 2,59 bilhões (são 259) e insiram o &#8220;d&#8221; la no final.</p>
<p>Bom, primeiro chama atenção tantos comentários ao artigo. Realmente um tema que interessa a todos nós. Obrigado pelo interesse neste texto (mesmo que um texto magrinho).</p>
<p>Pablo, veja bem, a correlação que faço de números é somente entre os 192 bilhões relativos à perda do &#8220;capital humano&#8221; e os 14 bilhões de retorno de investimento no bolsa-família (que ademais também podem ser considerados, pela lógica do funcionamento do programa que obriga os filhos a terem uma frequência escolar mínima, investimento em &#8220;capital humano&#8221;). O mais irônico é perceber como o simples fato de colocar os números por extenso (com todos os zeros) causa um impacto forte. Não fiz contas, só colhi dados de uma matéria de jornal e ainda quando resolvi calcular o porcentual de maior letalidade da polícia brasileira errei (mas a julgar pela polêmica, acho que estou na média).</p>
<p>Os demais dados servem somente para dimensionar a questão. Segundo o artigo da folha citado como fonte, 258 bilhões é o custo total da violência (os tais 5,4% do PIB de 2013), que por sua vez considerei como o custo total para o funcionamento do sistema de matança como um todo e não o exclusivamente dedicado às forças repressivas (já que o que se perde também é custo de vidas e recursos é considerado como custo, mesmo que não seja para o Estado).</p>
<p>Talvez não tenha ficado claro (eu acreditava que isso soaria óbvio), que a provocação é, por um lado, com as teses conservadoras que dizem que o bolsa-família cria uma legião de potenciais &#8220;petralhas&#8221; e por outro com a correlação entre miséria e violência social.</p>
<p>Leo Vinicius, eu discordo de você por dois motivos. Primeiro porque a racionalidade capitalista não é estática nem unívoca e depende de condições sociais para existir, avança no tempo. Aspectos que na minha opinião, do pouco que li de Castoriadis, não seriam devidamente considerados, já que ele parece tirar conclusões a partir quadros estáticos. Segundo, em consequência do primeiro ponto, é que uma perspectiva capitalista que não pondera sobre os custos gerais de um sistema de contenção da violência está fadada a se tornar numa perspectiva arcaica. Esses recursos perdidos na questão da violência poderiam ser revertidos em outras formas de contenção da violência e serem muito mais rentáveis e/ou eficientemente utilizados. Claro que aí você poderia levantar um monte de objeções e discorrer sobre a necessidade que o capitalismo tem da repressão (como de certa forma os outros comentadores fazem). Mas daí é outro assunto.</p>
<p>Em contraposição a toda esse quadro que existe por aqui, me chama bastante atenção a existência de um lugar como a Islândia, que lamentou no final do ano passado ter cometido a primeira morte em decorrência da ação policial (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/12/1379559-tropa-de-elite-da-policia-da-islandia-mata-homem-pela-1-vez.shtml" rel="nofollow ugc">http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/12/1379559-tropa-de-elite-da-policia-da-islandia-mata-homem-pela-1-vez.shtml</a>).<br />
Claro que existem milhões de complicadores na comparação entre Brasil e Islândia, mas que resta claro que existe uma outra racionalidade capitalista capaz de tratar a questão, isto me parece difícil de ignorar.</p>
<p>Por fim quero deixar claro, para alívio dos espíritos mais angustiados, que evidentemente nada disso implica em ruptura da lógica capitalista. Mesmo assim as vidas das pessoas não me parecem meros &#8220;detalhes&#8221; em uma planilhas de custo. </p>
<p>Creio que somente forças sociais organizadas seriam capazes de provocar a sonhada &#8220;ruptura revolucionária&#8221;.<br />
No entanto, que seria muito mais conveniente trabalhar para isso tendo um mínimo de segurança que não iria se transformar rapidamente em estatística, ah, isso seria.</p>
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