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	Comentários sobre: Reflexão acerca das nossas lutas pelo feminismo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Lady Morwen		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101210/#comment-919946</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lady Morwen]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Jan 2024 01:56:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Passando aqui 10 anos depois para a avisar que todas essas tendências que foram criticadas nesse texto apenas pioraram.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passando aqui 10 anos depois para a avisar que todas essas tendências que foram criticadas nesse texto apenas pioraram.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Padaqui		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101210/#comment-268713</link>

		<dc:creator><![CDATA[Padaqui]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2014 23:14:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em ambos os textos, &quot;Reflexão acerca das nossas lutas pelo feminismo&quot; e &quot;Sobre as vítimas e os nossos desafios&quot;, os dois muito bem escritos, articulados e coerentes, faltou, no que tange a autocrítica permanente, explicitar quais são e em que se diferenciam os grupos feministas mais atuantes, pelo menos alguns deles.

O caso aqui trazido do &quot;Carlos Henrique Almeida&quot; é um bom exemplo de como certos tipos de &quot;feminismo&quot; vem, literalmente, se impondo. Pior do que usar  lógica do perverso sistema penal, é usar a lógica de um sistema sumário e de exceção para dirimir conflitos. Do que se pode depreender da nota da rádio várzea houve um julgamento sumário do tal Carlos Henrique, não constando qualquer menção de um direito de defesa ou de resposta. Muito estranhamente também não informou nem como foi e nem quem participou deste &quot;julgamento&quot;. Que fique bem claro, não estou defendendo nem este Carlos nem sua atitude, mas um procedimento assim é pior que o próprio sistema penal que, ao menos formalmente, garante o direito de defesa ao acusado.

E na USP esta forma de tratorada se reproduz em várias instâncias. Nas plenárias departamentais, por exemplo, é comum a apropriação das mesas de debates e de sua condução por uma corrente feminista (ligadas, principalmente, ao PSTU, PSOL e algumas libertárias). Se se discorda das posições ou das conduções feitas por aquele tipo de feminismo, logo se é exposto a uma espécie de bulling e acusado de machista. É por isso que muitos se calam ou pior, usam da filosofia que, se não podem com eles (elas) unam-se a eles (elas)...

Estamos, a meu ver, cada vez mais nos inserindo na &quot;guerra de todos contra todos&quot;. Não que se deva ficar passivo diante da violência pela qual passam as mulheres, pelo contrário, devemos fortalecer esta luta, mas sem nos esquecermos que estamos inseridos dentro de um contexto maior e mais complexo que é a luta de classes, que é a causa e o efeito das demais lutas.

“Será que vivemos nós os proletários, será que vivemos? Será que os fracos remédios que tomamos não seria a doença que nos corrói?”

— Guy Debord]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em ambos os textos, &#8220;Reflexão acerca das nossas lutas pelo feminismo&#8221; e &#8220;Sobre as vítimas e os nossos desafios&#8221;, os dois muito bem escritos, articulados e coerentes, faltou, no que tange a autocrítica permanente, explicitar quais são e em que se diferenciam os grupos feministas mais atuantes, pelo menos alguns deles.</p>
<p>O caso aqui trazido do &#8220;Carlos Henrique Almeida&#8221; é um bom exemplo de como certos tipos de &#8220;feminismo&#8221; vem, literalmente, se impondo. Pior do que usar  lógica do perverso sistema penal, é usar a lógica de um sistema sumário e de exceção para dirimir conflitos. Do que se pode depreender da nota da rádio várzea houve um julgamento sumário do tal Carlos Henrique, não constando qualquer menção de um direito de defesa ou de resposta. Muito estranhamente também não informou nem como foi e nem quem participou deste &#8220;julgamento&#8221;. Que fique bem claro, não estou defendendo nem este Carlos nem sua atitude, mas um procedimento assim é pior que o próprio sistema penal que, ao menos formalmente, garante o direito de defesa ao acusado.</p>
<p>E na USP esta forma de tratorada se reproduz em várias instâncias. Nas plenárias departamentais, por exemplo, é comum a apropriação das mesas de debates e de sua condução por uma corrente feminista (ligadas, principalmente, ao PSTU, PSOL e algumas libertárias). Se se discorda das posições ou das conduções feitas por aquele tipo de feminismo, logo se é exposto a uma espécie de bulling e acusado de machista. É por isso que muitos se calam ou pior, usam da filosofia que, se não podem com eles (elas) unam-se a eles (elas)&#8230;</p>
<p>Estamos, a meu ver, cada vez mais nos inserindo na &#8220;guerra de todos contra todos&#8221;. Não que se deva ficar passivo diante da violência pela qual passam as mulheres, pelo contrário, devemos fortalecer esta luta, mas sem nos esquecermos que estamos inseridos dentro de um contexto maior e mais complexo que é a luta de classes, que é a causa e o efeito das demais lutas.</p>
<p>“Será que vivemos nós os proletários, será que vivemos? Será que os fracos remédios que tomamos não seria a doença que nos corrói?”</p>
<p>— Guy Debord</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Larissa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101210/#comment-268471</link>

		<dc:creator><![CDATA[Larissa]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2014 14:48:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Su ótimo texto! Obrigada por compartilhar e também me ajudar em minha reflexões...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Su ótimo texto! Obrigada por compartilhar e também me ajudar em minha reflexões&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101210/#comment-268459</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Dec 2014 13:22:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[BONITAS INTRINSECA &#038;/AUT EXTRINSECA 
Entre penis e phallus há bem mais do que pode supor a metafísica identitária do feminismo ululante-messiânico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>BONITAS INTRINSECA &amp;/AUT EXTRINSECA<br />
Entre penis e phallus há bem mais do que pode supor a metafísica identitária do feminismo ululante-messiânico.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Suellen		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101210/#comment-268421</link>

		<dc:creator><![CDATA[Suellen]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 05 Dec 2014 23:13:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Compas, agradeço a leitura do texto e, principalmente, as reflexões propostas.

Na verdade, a reflexão que propus acima parte da preocupação que compartilhei com muitas companheiras e companheiros com quem tenho caminhado, e do diálogo com alguns coletivos, inclusive com um coletivo feminista que considero responsável como o Anastácia Livre.

Mah, eu não tenho nem desejo ter uma proposta pronta sobre o que devemos fazer, e como devemos encaminhar as diversas questões e aspectos da luta feminista. Mas considero ser um começo o que estamos tentando fazer aqui nos comentários: pensar sobre o tema de peito aberto e estabelecer um debate fraternal.

Quando aponto a aproximação de algumas práticas colaborando com o Estado Penal, quero salientar que,  para alguns isso pode não fazer sentido, mas ao deixarmos de pensar alternativas fora da esfera estatal, jogamos, com bem apresentou Anastacia, um conjunto de mulheres às masmorras.

Quando se fala em denúncia de violência, há, incondicionalmente, que se dirigir ao distrito policial. Assim, como podemos gritar de um lado que estamos sendo executados por esta mesma PM se dirigirmos nossos conflitos a ela?

Atualmente, estou trabalhando como assistente social, e é muitas vezes angustiante ver muitas dessas mulheres que sofrem violência e desses homens que comentem a violência, sendo entregues de bandeja, isto é, sendo encaminhados para a burocracia estatal, pois é somente o que o serviço social tem hoje para oferecer. Portanto, dentro da esfera estatal, o ciclo da dominação se reproduz.

E nós, militantes de esquerda o que temos a ver com isso?

Para um setor estudantil ou de coletivos autônomos, as formas de enfrentamento como a expulsão e os escrachos podem ser um meio (e não que eu concorde com ele). Mas o que tento chamar a atenção é que para grande parte das mulheres no cotidiano essa opção não corresponde e não se aplica à realidade. 

Fran,
Sigamos a prosa entre companheirxs, certamente. Excelente artigo de você e do Dan!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Compas, agradeço a leitura do texto e, principalmente, as reflexões propostas.</p>
<p>Na verdade, a reflexão que propus acima parte da preocupação que compartilhei com muitas companheiras e companheiros com quem tenho caminhado, e do diálogo com alguns coletivos, inclusive com um coletivo feminista que considero responsável como o Anastácia Livre.</p>
<p>Mah, eu não tenho nem desejo ter uma proposta pronta sobre o que devemos fazer, e como devemos encaminhar as diversas questões e aspectos da luta feminista. Mas considero ser um começo o que estamos tentando fazer aqui nos comentários: pensar sobre o tema de peito aberto e estabelecer um debate fraternal.</p>
<p>Quando aponto a aproximação de algumas práticas colaborando com o Estado Penal, quero salientar que,  para alguns isso pode não fazer sentido, mas ao deixarmos de pensar alternativas fora da esfera estatal, jogamos, com bem apresentou Anastacia, um conjunto de mulheres às masmorras.</p>
<p>Quando se fala em denúncia de violência, há, incondicionalmente, que se dirigir ao distrito policial. Assim, como podemos gritar de um lado que estamos sendo executados por esta mesma PM se dirigirmos nossos conflitos a ela?</p>
<p>Atualmente, estou trabalhando como assistente social, e é muitas vezes angustiante ver muitas dessas mulheres que sofrem violência e desses homens que comentem a violência, sendo entregues de bandeja, isto é, sendo encaminhados para a burocracia estatal, pois é somente o que o serviço social tem hoje para oferecer. Portanto, dentro da esfera estatal, o ciclo da dominação se reproduz.</p>
<p>E nós, militantes de esquerda o que temos a ver com isso?</p>
<p>Para um setor estudantil ou de coletivos autônomos, as formas de enfrentamento como a expulsão e os escrachos podem ser um meio (e não que eu concorde com ele). Mas o que tento chamar a atenção é que para grande parte das mulheres no cotidiano essa opção não corresponde e não se aplica à realidade. </p>
<p>Fran,<br />
Sigamos a prosa entre companheirxs, certamente. Excelente artigo de você e do Dan!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fran		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101210/#comment-268296</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fran]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2014 16:30:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em primeiro lugar gostaria de parabenizar a Suellen pelo artigo magistral, que foi publicado num momento muito oportuno para nossas lutas feministas!

Queria também convidar xs comentadorxs deste texto a, se houver mais interesse pelas suas questões, lerem também um artigo que eu e um companheiro já vínhamos escrevendo a partir do caso Idelber Avelar. E que inclusive acabamos incorporando argumentos da Suellen quando tomamos conhecimento deste artigo aqui. Refiro-me ao artigo &quot;Sobre as vítimas e nossos desafios&quot; (http://passapalavra.info/2014/12/101252), que enviamos ao PP e eles acabaram de publicar.

Por fim, queria aproveitar a oportunidade para ressaltar a importância do comentário acima feito pela Anastácia Livre. Eram situações concretas como esta, muito comuns em nossas quebradas, que tínhamos em vista quando começamos a escrever nosso artigo - e se tivéssemos contato com os exemplos e soluções antipunitivistas apontados pela Anastácia, certamente teríamos incorporado a citação ao seu comentário em nosso texto.

Sigamos a prosa entre companheirxs!

Bjos,
Fran]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em primeiro lugar gostaria de parabenizar a Suellen pelo artigo magistral, que foi publicado num momento muito oportuno para nossas lutas feministas!</p>
<p>Queria também convidar xs comentadorxs deste texto a, se houver mais interesse pelas suas questões, lerem também um artigo que eu e um companheiro já vínhamos escrevendo a partir do caso Idelber Avelar. E que inclusive acabamos incorporando argumentos da Suellen quando tomamos conhecimento deste artigo aqui. Refiro-me ao artigo &#8220;Sobre as vítimas e nossos desafios&#8221; (<a href="http://passapalavra.info/2014/12/101252" rel="ugc">http://passapalavra.info/2014/12/101252</a>), que enviamos ao PP e eles acabaram de publicar.</p>
<p>Por fim, queria aproveitar a oportunidade para ressaltar a importância do comentário acima feito pela Anastácia Livre. Eram situações concretas como esta, muito comuns em nossas quebradas, que tínhamos em vista quando começamos a escrever nosso artigo &#8211; e se tivéssemos contato com os exemplos e soluções antipunitivistas apontados pela Anastácia, certamente teríamos incorporado a citação ao seu comentário em nosso texto.</p>
<p>Sigamos a prosa entre companheirxs!</p>
<p>Bjos,<br />
Fran</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Palestin@		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101210/#comment-268286</link>

		<dc:creator><![CDATA[Palestin@]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2014 15:24:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A lucidez do comentário de Antonio merece destaque. Perfeito do início ao fim.
O que impressiona é que esse caráter processual de uma relação que termina mal não deveria ser um mistério para pessoas bem instruídas, que pensam o mundo levando em consideração a complexidade das relações sociais.
Por isso também concordo com Antonio que o interesse em não considerar as coisas dessa forma é em boa parte um interesse de poder.

E aqui eu pego o gancho para um outro comentário que gostaria de fazer e que é sobre o uso cada vez mais banalizado entre (um tipo de) feministas da palavra &quot;sobreviventes&quot; (entre outras igualmente banalizadas, como &quot;agressão&quot; e &quot;agressor&quot;).

Já vi essa palavra &quot;sobreviventes&quot; ser usada para se referir a mulher que tem sua fala cortada em um evento ou reunião, e coisas do tipo. Existe uma carga de simbólica nela que obviamente não é destituída de interesses.
Por vários motivos esse feminismo que se tornou forte em meios de classe média e estudantis no Brasil me lembra muito o sionismo, e o papel fundamental que possui a reprodução da vitimização dos judeus, da lembrança do holocausto, e de imputar o pensamento nos judeus de que o holocauto judeu está logo ali na esquina.
Sugiro assistirem ao excelente documentário &quot;Difamação&quot;, feito por um jornalista Israelense: https://www.youtube.com/watch?v=KwVe0-yS3d0

A construção da insegurança através de várias técnicas é fundamental para justificação do Estado de Israel, da ideologia sionista e ao avanço dos interesses de poder por trás deles. E a reprodução da vitimização - as &quot;vítimas históricas&quot; - serve de justificativa para suspensão de todo direito do outro, concedendo-lhes direito absoluto, que é o que vemos na Palestina.

Os mecanismos são muito parecidos com o que vemos nesse feminismo no Brasil. E é nisso que o vocabulário entra, e o uso corriqueiro da expressão &quot;sobreviventes&quot;.

É provável que a maioria das feministas desse meio não possuam elas próprias interesses de poder, mas a insegurança delas e o modelo de visão de mundo delas é usada numa lógica de poder que não é nada progressista ou libertária.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A lucidez do comentário de Antonio merece destaque. Perfeito do início ao fim.<br />
O que impressiona é que esse caráter processual de uma relação que termina mal não deveria ser um mistério para pessoas bem instruídas, que pensam o mundo levando em consideração a complexidade das relações sociais.<br />
Por isso também concordo com Antonio que o interesse em não considerar as coisas dessa forma é em boa parte um interesse de poder.</p>
<p>E aqui eu pego o gancho para um outro comentário que gostaria de fazer e que é sobre o uso cada vez mais banalizado entre (um tipo de) feministas da palavra &#8220;sobreviventes&#8221; (entre outras igualmente banalizadas, como &#8220;agressão&#8221; e &#8220;agressor&#8221;).</p>
<p>Já vi essa palavra &#8220;sobreviventes&#8221; ser usada para se referir a mulher que tem sua fala cortada em um evento ou reunião, e coisas do tipo. Existe uma carga de simbólica nela que obviamente não é destituída de interesses.<br />
Por vários motivos esse feminismo que se tornou forte em meios de classe média e estudantis no Brasil me lembra muito o sionismo, e o papel fundamental que possui a reprodução da vitimização dos judeus, da lembrança do holocausto, e de imputar o pensamento nos judeus de que o holocauto judeu está logo ali na esquina.<br />
Sugiro assistirem ao excelente documentário &#8220;Difamação&#8221;, feito por um jornalista Israelense: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=KwVe0-yS3d0" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=KwVe0-yS3d0</a></p>
<p>A construção da insegurança através de várias técnicas é fundamental para justificação do Estado de Israel, da ideologia sionista e ao avanço dos interesses de poder por trás deles. E a reprodução da vitimização &#8211; as &#8220;vítimas históricas&#8221; &#8211; serve de justificativa para suspensão de todo direito do outro, concedendo-lhes direito absoluto, que é o que vemos na Palestina.</p>
<p>Os mecanismos são muito parecidos com o que vemos nesse feminismo no Brasil. E é nisso que o vocabulário entra, e o uso corriqueiro da expressão &#8220;sobreviventes&#8221;.</p>
<p>É provável que a maioria das feministas desse meio não possuam elas próprias interesses de poder, mas a insegurança delas e o modelo de visão de mundo delas é usada numa lógica de poder que não é nada progressista ou libertária.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: K.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101210/#comment-268282</link>

		<dc:creator><![CDATA[K.]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2014 14:10:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sobre o caso, tenho acordo com o comentário do Antonio. Sobretudo quando afirma:

&#039;procura-se reduzir todo o relacionamento e toda a complexidade que nele existiu ao caso apenas da agressão ou dos momentos de agressão.&#039;

E mais, resume-se toda a relação a meia duzia de prints (escolhidos intencionalmente pela garota) de conversas em redes sociais.

A complexidade de uma relação amorosa é reduzida a alguns prints de conversas escolhidas a dedo pela agredida. A relação é resumida a momentos de violência. 

Mas é possível sentar-se sobre baionetas, amigos?

O mais importante desse caso é constatar que a forma como algumas feministas reagem à opressão resume-se à eliminação simbólica do sujeito. As que defendem a eliminação física não falam publicamente.

Concordo com antonio quando diz
&#039;Em segundo, procura-se eliminar totalmente o homem, como se ele fosse naturalmente e permanentemente um agressor e não possa ter relacionamentos saudáveis futuros.&#039;

Está claro que o escracho tem por fim a eliminação do sujeito.

Imaginem vocês o que esse tipo de feminismo não faria num sindicato de trabalhadores da construção civil. Não restaria um trabalhador.

O desafio é pensar formas (com homens e mulheres) de combater o machismo sem recair sempre em formas misândricas e revanchistas.

ps.: o pseudonimo se faz necessário porque o risco de haver constragimentos pela simples manifestação da opinião existe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o caso, tenho acordo com o comentário do Antonio. Sobretudo quando afirma:</p>
<p>&#8216;procura-se reduzir todo o relacionamento e toda a complexidade que nele existiu ao caso apenas da agressão ou dos momentos de agressão.&#8217;</p>
<p>E mais, resume-se toda a relação a meia duzia de prints (escolhidos intencionalmente pela garota) de conversas em redes sociais.</p>
<p>A complexidade de uma relação amorosa é reduzida a alguns prints de conversas escolhidas a dedo pela agredida. A relação é resumida a momentos de violência. </p>
<p>Mas é possível sentar-se sobre baionetas, amigos?</p>
<p>O mais importante desse caso é constatar que a forma como algumas feministas reagem à opressão resume-se à eliminação simbólica do sujeito. As que defendem a eliminação física não falam publicamente.</p>
<p>Concordo com antonio quando diz<br />
&#8216;Em segundo, procura-se eliminar totalmente o homem, como se ele fosse naturalmente e permanentemente um agressor e não possa ter relacionamentos saudáveis futuros.&#8217;</p>
<p>Está claro que o escracho tem por fim a eliminação do sujeito.</p>
<p>Imaginem vocês o que esse tipo de feminismo não faria num sindicato de trabalhadores da construção civil. Não restaria um trabalhador.</p>
<p>O desafio é pensar formas (com homens e mulheres) de combater o machismo sem recair sempre em formas misândricas e revanchistas.</p>
<p>ps.: o pseudonimo se faz necessário porque o risco de haver constragimentos pela simples manifestação da opinião existe.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Antônio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101210/#comment-268231</link>

		<dc:creator><![CDATA[Antônio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2014 07:01:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=101210#comment-268231</guid>

					<description><![CDATA[O complicado nessas discussões é que criam um imaginário do homem como se um dia ele acordasse e falasse: vou arrumar uma namorada para agredi-la. As coisas não se passam assim. Tudo é processual. Muitos relacionamentos que acabam em violência, tiveram anos de amor e bom entendimento. Há o lado da mulher também. Dificilmente ela não tenha contribuído ou respondido, ao menos, com agressão psicológica. Da mesma forma, o processo também é doloroso para o homem. Já vi meu pai saindo na porrada com minha mãe, de rolar no chão, e hoje eles vivem super bem. O mesmo em vários casos de conhecidos. 

Outra coisa. Numa vida, alguns relacionamentos dão certo e outros não. Isso envolve uma série de fatores, inclusive o temperamento da mulher e a forma como ela interage com o homem. Assim, ocorre de um sujeito que passou por relacionamento violento, que trocou tapas e xingamentos com uma moça, ter um relacionamento tranquilo com outra. Se a autora pesquisar sobre relacionamentos passados, vai encontrar gente que teve relacionamento violento mas que hoje vive bem. Talvez a própria autora, feminista, já tenha namorado ou possa ter um namorado que teve um relacionamento violento no passado, que incluía agressão física e psicológica dele e dela, mas que hoje vive bem com a feminista autora do texto. 

Então temos ai o primeiro problema: procura-se reduzir todo o relacionamento e toda a complexidade que nele existiu ao caso apenas da agressão ou dos momentos de agressão. Em segundo, procura-se eliminar totalmente o homem, como se ele fosse naturalmente e permanentemente um agressor e não possa ter relacionamentos saudáveis futuros. 

No meio popular, o que ocorre é a intervenção da família e de gente respeitada para evitar os atritos. A maioria dos casos são resolvidos por estes mecanismos comunitários, pelas redes pessoais e etc. Só os casos mais graves é que vão parar na delegacia. Antes da polícia, o próprio meio popular intervêm para acabar ou diminuir as agressões. 

Esse feminismo punitivo não tem absolutamente nenhuma inserção popular, nenhuma preocupação com as mulheres reais, com a compreensão e resolução do problema. Trata-se de simples disputa por poder e espaço e, em muitos casos, de puro fascismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O complicado nessas discussões é que criam um imaginário do homem como se um dia ele acordasse e falasse: vou arrumar uma namorada para agredi-la. As coisas não se passam assim. Tudo é processual. Muitos relacionamentos que acabam em violência, tiveram anos de amor e bom entendimento. Há o lado da mulher também. Dificilmente ela não tenha contribuído ou respondido, ao menos, com agressão psicológica. Da mesma forma, o processo também é doloroso para o homem. Já vi meu pai saindo na porrada com minha mãe, de rolar no chão, e hoje eles vivem super bem. O mesmo em vários casos de conhecidos. </p>
<p>Outra coisa. Numa vida, alguns relacionamentos dão certo e outros não. Isso envolve uma série de fatores, inclusive o temperamento da mulher e a forma como ela interage com o homem. Assim, ocorre de um sujeito que passou por relacionamento violento, que trocou tapas e xingamentos com uma moça, ter um relacionamento tranquilo com outra. Se a autora pesquisar sobre relacionamentos passados, vai encontrar gente que teve relacionamento violento mas que hoje vive bem. Talvez a própria autora, feminista, já tenha namorado ou possa ter um namorado que teve um relacionamento violento no passado, que incluía agressão física e psicológica dele e dela, mas que hoje vive bem com a feminista autora do texto. </p>
<p>Então temos ai o primeiro problema: procura-se reduzir todo o relacionamento e toda a complexidade que nele existiu ao caso apenas da agressão ou dos momentos de agressão. Em segundo, procura-se eliminar totalmente o homem, como se ele fosse naturalmente e permanentemente um agressor e não possa ter relacionamentos saudáveis futuros. </p>
<p>No meio popular, o que ocorre é a intervenção da família e de gente respeitada para evitar os atritos. A maioria dos casos são resolvidos por estes mecanismos comunitários, pelas redes pessoais e etc. Só os casos mais graves é que vão parar na delegacia. Antes da polícia, o próprio meio popular intervêm para acabar ou diminuir as agressões. </p>
<p>Esse feminismo punitivo não tem absolutamente nenhuma inserção popular, nenhuma preocupação com as mulheres reais, com a compreensão e resolução do problema. Trata-se de simples disputa por poder e espaço e, em muitos casos, de puro fascismo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lúcifer		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101210/#comment-268218</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lúcifer]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Dec 2014 04:50:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O meio social em que há maior opressão para as mulheres é o dos criminosos. Segue o vídeo. Alguém se habilita para um escracho?

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			<content:encoded><![CDATA[<p>O meio social em que há maior opressão para as mulheres é o dos criminosos. Segue o vídeo. Alguém se habilita para um escracho?</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/video.php?v=551890974911268&#038;set=vb.494089087358124&#038;type=2&#038;theater" rel="nofollow ugc">https://www.facebook.com/video.php?v=551890974911268&#038;set=vb.494089087358124&#038;type=2&#038;theater</a></p>
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