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	Comentários sobre: Sobre as vítimas e os nossos desafios	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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	<item>
		<title>
		Por: Padaqui		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101252/#comment-304762</link>

		<dc:creator><![CDATA[Padaqui]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2015 17:13:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[God save The Queen!

Eis que pelos punhos da própria esquerda inocenta-se toda realeza britânica ou portuguesa, a Companhia das Índias Ocidentais ou Orientais, por toda a &quot;atividade empresarial&quot; do tráfico de escravos.

Esta autodenominada esquerda inocenta todos os estados, todas as corporações, todas as estruturas capitalistas criadas, operacionalizadas e efetivadas por capitalistas, através de imposições das mais variadas formas de divisão do trabalho, e reduzem a origem de todos os males humanos à aspectos biológicos, como sexo e fenótipos. Também vítima de um sistema cruel e desumano, o trabalhador, que por aparentar o &quot;FENÓTIPO&quot; branco, é igualado ao verdadeiro opressor, que de sua Wall Street, assiste a tudo incólume e extasiado, por ver que o próprio &quot;FENÓTIPO&quot; branco assume a culpa das vilanias que são suas. Toda Wall Street se deleita ao ver que a carnificina se ocorre não pela luta de classes, mas pela luta intraclasse... 

O racismo, o machismo, a homofobia existem e precisam ser superadas, mas não existem por si mesmo, não são a causa de si mesmo, mas consequência direta do motor da história, a luta de classes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>God save The Queen!</p>
<p>Eis que pelos punhos da própria esquerda inocenta-se toda realeza britânica ou portuguesa, a Companhia das Índias Ocidentais ou Orientais, por toda a &#8220;atividade empresarial&#8221; do tráfico de escravos.</p>
<p>Esta autodenominada esquerda inocenta todos os estados, todas as corporações, todas as estruturas capitalistas criadas, operacionalizadas e efetivadas por capitalistas, através de imposições das mais variadas formas de divisão do trabalho, e reduzem a origem de todos os males humanos à aspectos biológicos, como sexo e fenótipos. Também vítima de um sistema cruel e desumano, o trabalhador, que por aparentar o &#8220;FENÓTIPO&#8221; branco, é igualado ao verdadeiro opressor, que de sua Wall Street, assiste a tudo incólume e extasiado, por ver que o próprio &#8220;FENÓTIPO&#8221; branco assume a culpa das vilanias que são suas. Toda Wall Street se deleita ao ver que a carnificina se ocorre não pela luta de classes, mas pela luta intraclasse&#8230; </p>
<p>O racismo, o machismo, a homofobia existem e precisam ser superadas, mas não existem por si mesmo, não são a causa de si mesmo, mas consequência direta do motor da história, a luta de classes.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ramona		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101252/#comment-304632</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ramona]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Nov 2015 23:00:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fran e Dan, boa noite.
Primeiramente lhes parabenizo pelo texto, embora não a e o conheça, e espero que vejam minha mensagem (apesar de fazer quase um ano da publicação). Sempre me identifiquei com a esquerda, mas sou homem, hetero, branco, cis, jovem e magro (conto porque não me conhecem ou me vêem). Ou seja, desfruto de vários privilégios e por anos fui incapaz de enxergar vários deles, mesmo me identificando com a esquerda. Nos últimos dias acabei cometendo atrocidades que sou incapaz de descrever aqui em detalhes (machismo e misoginia são capazes de descrever sucintamente), e também não o faria pela exposição, mas a resposta daquelas e daqueles que me cercam em muito parece se encaixar com aquilo que vcs descrevem aqui.

Eu já havia passado por situações semelhantes, mas não na figura do escrachado, porém fui capaz de perceber que as reações dos (ex) companheiros denunciados foi muito semelhante à desse senhor que eu desconhecia, o Idelber Avelar. Se vitimizaram, colocaram as denunciantes enquanto intolerantes (pois alguns apanharam, assim como eu), e distribuíram rótulos de feminazi e misândricas (dando a mão à direita, na minha opinião). Ao contrário deles, me retirei, estou há quase 4 dias em profunda introspecção e numa tentativa de autocrítica para entender a gravidade das coisas que produzi e reproduzi e passar por essa experiência com um novo fôlego para recomeçar e não repetir mais os erros, mas decididamente continuar no campo da esquerda e não prestar esse tipo de desserviço que foi prestado por alguns.

Sou universitário e desempregado no momento, e antes de decidir abandonar o curso e me mudar de cidade (coisa que não tenho como fazer no momento, devido ao desemprego) gostaria que se possível pudessem me indicar leituras ou entrar em contato comigo para que eu possa entender mais sobre &quot;Elaboração dos Conflitos e Construção Coletiva da Liberdade&quot;.

Atenciosamente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fran e Dan, boa noite.<br />
Primeiramente lhes parabenizo pelo texto, embora não a e o conheça, e espero que vejam minha mensagem (apesar de fazer quase um ano da publicação). Sempre me identifiquei com a esquerda, mas sou homem, hetero, branco, cis, jovem e magro (conto porque não me conhecem ou me vêem). Ou seja, desfruto de vários privilégios e por anos fui incapaz de enxergar vários deles, mesmo me identificando com a esquerda. Nos últimos dias acabei cometendo atrocidades que sou incapaz de descrever aqui em detalhes (machismo e misoginia são capazes de descrever sucintamente), e também não o faria pela exposição, mas a resposta daquelas e daqueles que me cercam em muito parece se encaixar com aquilo que vcs descrevem aqui.</p>
<p>Eu já havia passado por situações semelhantes, mas não na figura do escrachado, porém fui capaz de perceber que as reações dos (ex) companheiros denunciados foi muito semelhante à desse senhor que eu desconhecia, o Idelber Avelar. Se vitimizaram, colocaram as denunciantes enquanto intolerantes (pois alguns apanharam, assim como eu), e distribuíram rótulos de feminazi e misândricas (dando a mão à direita, na minha opinião). Ao contrário deles, me retirei, estou há quase 4 dias em profunda introspecção e numa tentativa de autocrítica para entender a gravidade das coisas que produzi e reproduzi e passar por essa experiência com um novo fôlego para recomeçar e não repetir mais os erros, mas decididamente continuar no campo da esquerda e não prestar esse tipo de desserviço que foi prestado por alguns.</p>
<p>Sou universitário e desempregado no momento, e antes de decidir abandonar o curso e me mudar de cidade (coisa que não tenho como fazer no momento, devido ao desemprego) gostaria que se possível pudessem me indicar leituras ou entrar em contato comigo para que eu possa entender mais sobre &#8220;Elaboração dos Conflitos e Construção Coletiva da Liberdade&#8221;.</p>
<p>Atenciosamente.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Vitimação X Vitimização		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101252/#comment-269646</link>

		<dc:creator><![CDATA[Vitimação X Vitimização]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Dec 2014 13:32:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Outra distinção que pode ser bastante útil para este debate - e para as nossas práticas:

VITIMAÇÃO x VITIMIZAÇÃO

Vamos diferenciar vitimação de vitimização? 

(1) Vitimização é se colocar inapropriadamente no lugar de vítima. Por exemplo, a classe alta e a sua lógica narcísica de que o outro é sempre uma ameaça. Portanto, ela é sempre vítima;
(2) Do outro lado, temos a vitimação, que é ação de tornar alguém ou algo vítima. É subjugar. É matar. É destruir. Algo que ocorre com muita frequência em relação às &quot;minorias&quot; [que na verdade são a maioria]: negras e negros, gays, lésbicas, transexuais, mulheres, populações pobres;
(3) O mais curioso é que essa vitimação das &quot;minorias&quot; [certas maiorias] está diretamente ligada ao medo e a vitimização da classe alta, que provoca uma demanda por segurança pública. E segurança, muitas vezes, se reduz ao extermínio do outro que “ameaça”;
(4) Outra forma de vitimar as &quot;minorias&quot; (sic): impedir que elas se tornem agentes políticos. Garantir a hegemonia do discurso para que aquilo que se diz ganhe contorno de Verdade;
(5) A desqualificação e invalidação do lugar de fala das &quot;minorias&quot; (sic) tem origem no medo da classe alta, mas é reproduzido por toda sociedade – e até por intelectuais;
(6) Podemos dividir essa desqualificação/invalidação da seguinte maneira: (i) intelectuais que se acham qualificados para assumir o lugar de “consciência das minorias” e falar por elas (ii) a invalidação da experiência de sofrimento do outro;
(7) Essa invalidação da singularidade da experiência passa pela utilização de recursos argumentativos, que costumamos chamar de “senso comum”. Por exemplo, dizer que o outro está se vitimizando, quando estabelece algum tipo de narrativa sobre a sua exclusão social (&quot;sou gay e nordestino&quot;);
(8) Não achem que o senso comum é inofensivo e que desarmamos com facilidade alguém que chama o outro de vitimista por se dizer gay e nordestino;
(9) O discurso preconceituoso e perverso do senso comum está em tudo. Sobretudo, onde o poder se instala – inclusive, o poder intelectual, não se enganem! Desconstruir isso é uma tarefa militante que não termina. Não por acaso, dizem que saberemos que houve uma revolução, quando mudarmos o senso comum.

por Daniela Lima, do Coletivo Jandira (https://www.facebook.com/coletivojandira)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outra distinção que pode ser bastante útil para este debate &#8211; e para as nossas práticas:</p>
<p>VITIMAÇÃO x VITIMIZAÇÃO</p>
<p>Vamos diferenciar vitimação de vitimização? </p>
<p>(1) Vitimização é se colocar inapropriadamente no lugar de vítima. Por exemplo, a classe alta e a sua lógica narcísica de que o outro é sempre uma ameaça. Portanto, ela é sempre vítima;<br />
(2) Do outro lado, temos a vitimação, que é ação de tornar alguém ou algo vítima. É subjugar. É matar. É destruir. Algo que ocorre com muita frequência em relação às &#8220;minorias&#8221; [que na verdade são a maioria]: negras e negros, gays, lésbicas, transexuais, mulheres, populações pobres;<br />
(3) O mais curioso é que essa vitimação das &#8220;minorias&#8221; [certas maiorias] está diretamente ligada ao medo e a vitimização da classe alta, que provoca uma demanda por segurança pública. E segurança, muitas vezes, se reduz ao extermínio do outro que “ameaça”;<br />
(4) Outra forma de vitimar as &#8220;minorias&#8221; (sic): impedir que elas se tornem agentes políticos. Garantir a hegemonia do discurso para que aquilo que se diz ganhe contorno de Verdade;<br />
(5) A desqualificação e invalidação do lugar de fala das &#8220;minorias&#8221; (sic) tem origem no medo da classe alta, mas é reproduzido por toda sociedade – e até por intelectuais;<br />
(6) Podemos dividir essa desqualificação/invalidação da seguinte maneira: (i) intelectuais que se acham qualificados para assumir o lugar de “consciência das minorias” e falar por elas (ii) a invalidação da experiência de sofrimento do outro;<br />
(7) Essa invalidação da singularidade da experiência passa pela utilização de recursos argumentativos, que costumamos chamar de “senso comum”. Por exemplo, dizer que o outro está se vitimizando, quando estabelece algum tipo de narrativa sobre a sua exclusão social (&#8220;sou gay e nordestino&#8221;);<br />
(8) Não achem que o senso comum é inofensivo e que desarmamos com facilidade alguém que chama o outro de vitimista por se dizer gay e nordestino;<br />
(9) O discurso preconceituoso e perverso do senso comum está em tudo. Sobretudo, onde o poder se instala – inclusive, o poder intelectual, não se enganem! Desconstruir isso é uma tarefa militante que não termina. Não por acaso, dizem que saberemos que houve uma revolução, quando mudarmos o senso comum.</p>
<p>por Daniela Lima, do Coletivo Jandira (<a href="https://www.facebook.com/coletivojandira" rel="nofollow ugc">https://www.facebook.com/coletivojandira</a>)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Mães de Maio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101252/#comment-269314</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mães de Maio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2014 18:10:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente texto Passa Palavra!

Estão aí bem descritos vários de nossos desafios práticos.

E enquanto &quot;militantes&quot; faladores ficam bradando pelos quatro cantos por aí que são os mais pá - mais isso mais aquilo (em detrimento do militante-inimigo ao lado), nós fazemos o combate efetivo, cotidiano e incansável, Contra o Genocídio do Povo Preto, Pobre e Periférico!

Sigamos a reflexão, a troca de ideia e a construção prática entre verdadeir@s companheir@s!

Movimento Independente Mães de Maio

#Respeito
#Picadilha
#NóisPorNóis
#EsquerdaUnida
#ContraSistemaPenal
#ContraDesagregadores
#MenosFalaçãoMaisLutaEfetiva]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente texto Passa Palavra!</p>
<p>Estão aí bem descritos vários de nossos desafios práticos.</p>
<p>E enquanto &#8220;militantes&#8221; faladores ficam bradando pelos quatro cantos por aí que são os mais pá &#8211; mais isso mais aquilo (em detrimento do militante-inimigo ao lado), nós fazemos o combate efetivo, cotidiano e incansável, Contra o Genocídio do Povo Preto, Pobre e Periférico!</p>
<p>Sigamos a reflexão, a troca de ideia e a construção prática entre verdadeir@s companheir@s!</p>
<p>Movimento Independente Mães de Maio</p>
<p>#Respeito<br />
#Picadilha<br />
#NóisPorNóis<br />
#EsquerdaUnida<br />
#ContraSistemaPenal<br />
#ContraDesagregadores<br />
#MenosFalaçãoMaisLutaEfetiva</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101252/#comment-268973</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2014 15:21:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[KLINAMEN
Hipervoluntarismo (vertical) e ultraespontaneísmo (horizontal), orgânica &#038; discursivamente intromisturados, não suprassumem - nem, muito menos, substituem - a necessária interversão praxisteoría da espirodiagonal caósmica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>KLINAMEN<br />
Hipervoluntarismo (vertical) e ultraespontaneísmo (horizontal), orgânica &amp; discursivamente intromisturados, não suprassumem &#8211; nem, muito menos, substituem &#8211; a necessária interversão praxisteoría da espirodiagonal caósmica.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101252/#comment-268959</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2014 12:45:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[PARA [RE]LER:

http://libcom.org/library/rackets-f-palinorc]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PARA [RE]LER:</p>
<p><a href="http://libcom.org/library/rackets-f-palinorc" rel="nofollow ugc">http://libcom.org/library/rackets-f-palinorc</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: humanaesfera		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101252/#comment-268954</link>

		<dc:creator><![CDATA[humanaesfera]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2014 10:37:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=101252#comment-268954</guid>

					<description><![CDATA[Tendo a concordar com o Padaqui. Abaixo um comentário antigo mas ainda bastante pertinente:

&quot;Tenho muitas críticas em relação à idéia de luta fora da esfera da produção. Qualquer coisa que se dê fora da produção é uma coisa que não veio a ser, isto é, que não se produz, que é como uma forma eterna platônica, uma coisa dada de uma vez para sempre – em suma é a velha reificação. Logo, toda luta que supõe defender algo fora da produção é, por esta razão, reificante – e este é o caso de todas as lutas identitárias (mulheres, negros, consumidores, nação, etnia…). Considerar tudo em sua produção foi realmente a grande sacada de Marx, em radical contraposição a marxistas e anarquistas, que se agarram a suas identidades “puro-sangue”, suas panelinhas vanguardistas e suas doutrinas.
Assim, por exemplo, a opressão das mulheres só pode ser mesmo combatida na esfera da produção, transformando as condições de existência materiais em que as mulheres são praticamente constrangidas a se sujeitar. A opressão das mulheres jamais terminará enquanto a mulher for afirmada como uma identidade contra outra(s) identidade(s) (isso só leva ao punitivismo, ou seja, à pura irracionalidade, à adesão à violência do poder), mas apenas se elas se libertam dessa reificação, ao transformarem (junto com todo nós) suas condições de existência de modo a produzirem a si mesmas livremente, o que evidentemente envolve uma luta geral para produzir as condições de existência de uma livre associação universal na qual a individualidade livre possa se desenvolver, forever. (O proletariado é definido como aquele a quem a produção é privada – desse modo, quando ele toma a produção, dissolve todas as identidades, inclusive a dele mesmo).&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tendo a concordar com o Padaqui. Abaixo um comentário antigo mas ainda bastante pertinente:</p>
<p>&#8220;Tenho muitas críticas em relação à idéia de luta fora da esfera da produção. Qualquer coisa que se dê fora da produção é uma coisa que não veio a ser, isto é, que não se produz, que é como uma forma eterna platônica, uma coisa dada de uma vez para sempre – em suma é a velha reificação. Logo, toda luta que supõe defender algo fora da produção é, por esta razão, reificante – e este é o caso de todas as lutas identitárias (mulheres, negros, consumidores, nação, etnia…). Considerar tudo em sua produção foi realmente a grande sacada de Marx, em radical contraposição a marxistas e anarquistas, que se agarram a suas identidades “puro-sangue”, suas panelinhas vanguardistas e suas doutrinas.<br />
Assim, por exemplo, a opressão das mulheres só pode ser mesmo combatida na esfera da produção, transformando as condições de existência materiais em que as mulheres são praticamente constrangidas a se sujeitar. A opressão das mulheres jamais terminará enquanto a mulher for afirmada como uma identidade contra outra(s) identidade(s) (isso só leva ao punitivismo, ou seja, à pura irracionalidade, à adesão à violência do poder), mas apenas se elas se libertam dessa reificação, ao transformarem (junto com todo nós) suas condições de existência de modo a produzirem a si mesmas livremente, o que evidentemente envolve uma luta geral para produzir as condições de existência de uma livre associação universal na qual a individualidade livre possa se desenvolver, forever. (O proletariado é definido como aquele a quem a produção é privada – desse modo, quando ele toma a produção, dissolve todas as identidades, inclusive a dele mesmo).&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Padaqui		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101252/#comment-268834</link>

		<dc:creator><![CDATA[Padaqui]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Dec 2014 18:43:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão (Mateus 10:21)

Pois bem, mais uma vez a guerra de todos contra todos nas “horizontalidades”... enquanto isso, as “verticalidades”, além de se manterem inabaláveis, se acumulam, se produzem e se reproduzem.

Quantas não são as vezes em que irmãos iguais são mais iguais que os próprios irmãos? E nesta luta por igualdade vão surgindo desigualdades cada vez mais fragmentárias, inconciliáveis e totalitárias. Enquanto as lutas dos de baixo se atrapalham (satisfazendo, no final das contas, o interesses dos de cima...), o tripalium trabalha! Nos tornamos cada vez mais “especialidades” sociais de nós mesmos, cada vez mais distantes do todo. Todo negro é trabalhador. Toda mulher é trabalhadora. Todo homoafetivo é trabalhador. Todo heteroafetivo é trabalhador. Todo mundo aqui em baixo é trabalhador. Todo mundo aqui em baixo sofre com e pelo  tripalium...

E nesta guerra de todos contra todos, nos tornamos nós mesmos os “santos inquisidores”, através dos tribunais de exceção e de julgamentos sumários... poupamos da burguesia seu papel de carrasco e invocamos para nós mesmo esta vilania...  

Nossa condição maior é, e sempre será, de trabalhadores, ainda que existam outras especifidades que precisamos atentar e buscar soluções, especialmente as especificidades onde existam conflitos, mas sem nunca perder de vista a luta de classes:

 &quot;Trabalhadores do mundo, uni-vos!&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão (Mateus 10:21)</p>
<p>Pois bem, mais uma vez a guerra de todos contra todos nas “horizontalidades”&#8230; enquanto isso, as “verticalidades”, além de se manterem inabaláveis, se acumulam, se produzem e se reproduzem.</p>
<p>Quantas não são as vezes em que irmãos iguais são mais iguais que os próprios irmãos? E nesta luta por igualdade vão surgindo desigualdades cada vez mais fragmentárias, inconciliáveis e totalitárias. Enquanto as lutas dos de baixo se atrapalham (satisfazendo, no final das contas, o interesses dos de cima&#8230;), o tripalium trabalha! Nos tornamos cada vez mais “especialidades” sociais de nós mesmos, cada vez mais distantes do todo. Todo negro é trabalhador. Toda mulher é trabalhadora. Todo homoafetivo é trabalhador. Todo heteroafetivo é trabalhador. Todo mundo aqui em baixo é trabalhador. Todo mundo aqui em baixo sofre com e pelo  tripalium&#8230;</p>
<p>E nesta guerra de todos contra todos, nos tornamos nós mesmos os “santos inquisidores”, através dos tribunais de exceção e de julgamentos sumários&#8230; poupamos da burguesia seu papel de carrasco e invocamos para nós mesmo esta vilania&#8230;  </p>
<p>Nossa condição maior é, e sempre será, de trabalhadores, ainda que existam outras especifidades que precisamos atentar e buscar soluções, especialmente as especificidades onde existam conflitos, mas sem nunca perder de vista a luta de classes:</p>
<p> &#8220;Trabalhadores do mundo, uni-vos!&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Escracho interno no Blogueiras Negras		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101252/#comment-268768</link>

		<dc:creator><![CDATA[Escracho interno no Blogueiras Negras]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Dec 2014 04:16:13 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=101252#comment-268768</guid>

					<description><![CDATA[Nos últimos dias parece ter ocorrido um violento caso de escracho interno no site Blogueiras Negras (http://blogueirasnegras.org/). E parece que houve injustiça contra a militante, uma senhora negra, escrachada em um dos grupos de discussão do site, em alguns perfis de blogueiras mais jovens, no seu próprio perfil de facebook etc...

A militante negra escrachada pelas outras mulheres negras chegou a escrever, no dia do seu aniversário, palavras muito fortes:

em 05/12/2014, às 9:09 - &quot;Amanhã será meu aniversário, não me desejem nada..
Queria preparar uma defesa pra mim, mas venho aqui e não consigo escrever, mesmo tendo provas de minha inocência. Como me defender de acusações infundadas se a gente é inocente? Eu não tenho postado nada porque se não existe uma doença chamada Síndrome do Pânico de Redes Sociais, eu estou começando com essa doença agora... Eu tenho vindo ver as mensagens, mas não tenho forças de responder, como se tudo que eu tenha feito até agora, não tivesse sentido. Quem eu sou, não tem sentido. Eu sinto-me envergonhada diante do brancos por fazer o que estão fazendo para mim.
Me perdoem se eu não puder voltar mais. Já suportei muito bem agressões de nazistas convictos, de racistas, mas não posso suportar as acusações horríveis que venho sofrendo de mulheres. Mulheres negras. Preferiria morrer a ter de viver isso, preferiria ser morta nas ruas por ser preta, preferiria ser arrastada no carro da polícia. Preferiria sofrer todos os racismos que todos os negros do mundo viveram, preferiria ter sido escravizada.&quot;

*

No dia seguinte, possivelmente depois de ter sido comprovada a inocência da militante escrachada, ela publicou um post público: 

CARTA ABERTA E PEDIDO DE RETRATAÇÃO PÚBLICA -

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1151980544827806&#038;set=a.271961182829751.86758.100000476151450&#038;type=1 

&quot;Espero, exijo, e acima de tudo porque eu mereço, um pedido de retratação pública, assinado por todas as envolvidas no linchamento virtual a que me expuseram gratuitamente, no site, no grupo, e no novo grupo acabaram de abrir cuja exigência é que para ser membro do grupo é necessário que as mulheres não sejam minhas amigas, numa clara, e evidente, coação ditatorial e psicológica de mulheres sedentas pelo saber e aprendizado, que sequer me conhecem ou podem vir a me conhecer. Cada pessoa tem sua própria vida independente da minha e isso não é justo com elas. Um trabalho tão lindo de empoderamento para as mulheres negras como um todo, que sempre respeitei e honrei, que sempre respeitarei e honrarei, nunca falando em lugar algum algo depreciativo sobre as irmãs, muito pelo contrário, compartilhei e estive sempre a postos para qualquer empreitada a que fosse convocada. 

Exijo que devolvam-me a minha dignidade, minha honra e meu caráter diante da minha família, minha filha, meus companheiros de trabalho, meus amigos, conhecidos e pessoas que jamais tinham ouvido falar sobre mim por esse mundo afora. Devolvo a todas vocês o título de uma das 25 mais (http://blogueirasnegras.org/2013/12/31/25-negras-mais-influentes-da-internet/), e vocês me restituam a mulher que eu lutei a vida inteira pra ser, sem a ajuda de vocês. Não lhes devo absolutamente nada e quero a voltar a ser a simples mulher que sempre fui. 

Em momento algum, assinei quaisquer documentos propondo trocar a minha trajetória de vida, iniciada quando muitas de vocês ainda estavam no ensino primário, por um título de nobreza na internet.

Por todas as calúnias e difamações levantadas contra mim, me declarei e me declaro inocente até o final da minha vida.

Devolvam-me a minha trajetória, por favor!

Luh Souza (Luzia Souza) &quot;

*

Ao que parece, mais uma triste história - dentro da esquerda - bastante sintomática do que este artigo aqui &quot;Sobre as vítimas e nossos desafios&quot; procurou tratar.

Histórias que se multiplicam instantaneamente como postagens, curtidas e compartilhamentos, ao infinito, dentro e fora da esquerda 2.0. E a nossa fragmentação auto-destrutiva só faz crescer...

*

Conforme comentou Maycon Bezerra de Almeida, a partir de alguma dessas polêmicas recentes:

&quot;Nenhum branco, pardo ou indígena tem legitimidade para opinar sobre a questão do negro? Nenhum negro, pardo ou branco tem legitimidade para opinar sobre a questão do indígena? Nenhum homem tem legitimidade para opinar sobre a questão da mulher? Nenhuma mulher heterossexual tem legitimidade para opinar sobre a questão do homem homossexual? Nenhum intelectual pequeno-burguês tem legitimidade para opinar sobre a questão do trabalhador assalariado? Nenhum trabalhador assalariado tem legitimidade para opinar sobre a questão do camponês? Tá errado, o nome disso é fundamentalismo essencialista, filhote do identitarismo pós-moderno pequeno-burguês.

Sou marxista, não tenho nada a ver com essa visão de mundo. Sou pela unidade dos oprimidos contra a opressão, não pelo seu fechamento em guetos identitários.&quot; 

...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos dias parece ter ocorrido um violento caso de escracho interno no site Blogueiras Negras (<a href="http://blogueirasnegras.org/" rel="nofollow ugc">http://blogueirasnegras.org/</a>). E parece que houve injustiça contra a militante, uma senhora negra, escrachada em um dos grupos de discussão do site, em alguns perfis de blogueiras mais jovens, no seu próprio perfil de facebook etc&#8230;</p>
<p>A militante negra escrachada pelas outras mulheres negras chegou a escrever, no dia do seu aniversário, palavras muito fortes:</p>
<p>em 05/12/2014, às 9:09 &#8211; &#8220;Amanhã será meu aniversário, não me desejem nada..<br />
Queria preparar uma defesa pra mim, mas venho aqui e não consigo escrever, mesmo tendo provas de minha inocência. Como me defender de acusações infundadas se a gente é inocente? Eu não tenho postado nada porque se não existe uma doença chamada Síndrome do Pânico de Redes Sociais, eu estou começando com essa doença agora&#8230; Eu tenho vindo ver as mensagens, mas não tenho forças de responder, como se tudo que eu tenha feito até agora, não tivesse sentido. Quem eu sou, não tem sentido. Eu sinto-me envergonhada diante do brancos por fazer o que estão fazendo para mim.<br />
Me perdoem se eu não puder voltar mais. Já suportei muito bem agressões de nazistas convictos, de racistas, mas não posso suportar as acusações horríveis que venho sofrendo de mulheres. Mulheres negras. Preferiria morrer a ter de viver isso, preferiria ser morta nas ruas por ser preta, preferiria ser arrastada no carro da polícia. Preferiria sofrer todos os racismos que todos os negros do mundo viveram, preferiria ter sido escravizada.&#8221;</p>
<p>*</p>
<p>No dia seguinte, possivelmente depois de ter sido comprovada a inocência da militante escrachada, ela publicou um post público: </p>
<p>CARTA ABERTA E PEDIDO DE RETRATAÇÃO PÚBLICA &#8211;</p>
<p><a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1151980544827806&#038;set=a.271961182829751.86758.100000476151450&#038;type=1" rel="nofollow ugc">https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1151980544827806&#038;set=a.271961182829751.86758.100000476151450&#038;type=1</a> </p>
<p>&#8220;Espero, exijo, e acima de tudo porque eu mereço, um pedido de retratação pública, assinado por todas as envolvidas no linchamento virtual a que me expuseram gratuitamente, no site, no grupo, e no novo grupo acabaram de abrir cuja exigência é que para ser membro do grupo é necessário que as mulheres não sejam minhas amigas, numa clara, e evidente, coação ditatorial e psicológica de mulheres sedentas pelo saber e aprendizado, que sequer me conhecem ou podem vir a me conhecer. Cada pessoa tem sua própria vida independente da minha e isso não é justo com elas. Um trabalho tão lindo de empoderamento para as mulheres negras como um todo, que sempre respeitei e honrei, que sempre respeitarei e honrarei, nunca falando em lugar algum algo depreciativo sobre as irmãs, muito pelo contrário, compartilhei e estive sempre a postos para qualquer empreitada a que fosse convocada. </p>
<p>Exijo que devolvam-me a minha dignidade, minha honra e meu caráter diante da minha família, minha filha, meus companheiros de trabalho, meus amigos, conhecidos e pessoas que jamais tinham ouvido falar sobre mim por esse mundo afora. Devolvo a todas vocês o título de uma das 25 mais (<a href="http://blogueirasnegras.org/2013/12/31/25-negras-mais-influentes-da-internet/" rel="nofollow ugc">http://blogueirasnegras.org/2013/12/31/25-negras-mais-influentes-da-internet/</a>), e vocês me restituam a mulher que eu lutei a vida inteira pra ser, sem a ajuda de vocês. Não lhes devo absolutamente nada e quero a voltar a ser a simples mulher que sempre fui. </p>
<p>Em momento algum, assinei quaisquer documentos propondo trocar a minha trajetória de vida, iniciada quando muitas de vocês ainda estavam no ensino primário, por um título de nobreza na internet.</p>
<p>Por todas as calúnias e difamações levantadas contra mim, me declarei e me declaro inocente até o final da minha vida.</p>
<p>Devolvam-me a minha trajetória, por favor!</p>
<p>Luh Souza (Luzia Souza) &#8221;</p>
<p>*</p>
<p>Ao que parece, mais uma triste história &#8211; dentro da esquerda &#8211; bastante sintomática do que este artigo aqui &#8220;Sobre as vítimas e nossos desafios&#8221; procurou tratar.</p>
<p>Histórias que se multiplicam instantaneamente como postagens, curtidas e compartilhamentos, ao infinito, dentro e fora da esquerda 2.0. E a nossa fragmentação auto-destrutiva só faz crescer&#8230;</p>
<p>*</p>
<p>Conforme comentou Maycon Bezerra de Almeida, a partir de alguma dessas polêmicas recentes:</p>
<p>&#8220;Nenhum branco, pardo ou indígena tem legitimidade para opinar sobre a questão do negro? Nenhum negro, pardo ou branco tem legitimidade para opinar sobre a questão do indígena? Nenhum homem tem legitimidade para opinar sobre a questão da mulher? Nenhuma mulher heterossexual tem legitimidade para opinar sobre a questão do homem homossexual? Nenhum intelectual pequeno-burguês tem legitimidade para opinar sobre a questão do trabalhador assalariado? Nenhum trabalhador assalariado tem legitimidade para opinar sobre a questão do camponês? Tá errado, o nome disso é fundamentalismo essencialista, filhote do identitarismo pós-moderno pequeno-burguês.</p>
<p>Sou marxista, não tenho nada a ver com essa visão de mundo. Sou pela unidade dos oprimidos contra a opressão, não pelo seu fechamento em guetos identitários.&#8221; </p>
<p>&#8230;</p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101252/#comment-268629</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2014 11:06:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=101252#comment-268629</guid>

					<description><![CDATA[SARTRE, JEAN-PAUL: &quot;Tu és metade vítima, metade cúmplice, como todos os outros&quot; - As Mãos Sujas, 1948.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SARTRE, JEAN-PAUL: &#8220;Tu és metade vítima, metade cúmplice, como todos os outros&#8221; &#8211; As Mãos Sujas, 1948.</p>
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