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	Comentários sobre: Trabalho	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101304/#comment-269250</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 11 Dec 2014 10:39:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O IMPROVÁVEL
Um dos melhores filmes sobre a luta de classes é uma sarcástica e incisiva tomada de dez minutos, feita em 10 de junho de 1968, fora do portão da Wonder Factory - uma fábrica de baterias - nos subúrbios de Paris. A maioria dos trabalhadores era formada por mulheres, mão de obra não-especializada, mal paga, menosprezada e que manuseava dejetos químicos. Eles iniciaram a luta em 13 de maio e ainda estavam em greve, quando foram filmados. As concessões que arrancaram do patrão foram muitas, em termos de melhores condições de trabalho, e poucas, considerada a energia posta na luta. No meio do grupo que discutia está uma mulher, com seus vinte anos, que, meio gritando, meio chorando, diz: &quot;Não, não estou retornando. Eu nunca mais porei meus pés ali de novo! Vá lá e veja você mesmo o chiqueiro que é... aquela sujeira onde trabalhamos...&quot;
Em 1996, um documentário entrevistou pessoas envolvidas naquela luta: homens e mulheres trabalhadores, capatazes, um datilógrafo trotskista, representantes de vendas, ativistas sindicais, o chefe do partido comunista local que tentou convencer a jovem mulher a retornar ao trabalho. Ela, porém, não deixou rastros. Poucos se lembravam bem dela. Ela deixou a fábrica logo depois dos eventos e ninguém sabe o que aconteceu com ela e nem seu nome inteiro, só o seu primeiro nome: Jocelyne. 
Jean Barrot e François Martin - ANTEMUNDO SEM FUTURO

texto completo: http://www.oocities.org/autonomiabvr/antemund.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O IMPROVÁVEL<br />
Um dos melhores filmes sobre a luta de classes é uma sarcástica e incisiva tomada de dez minutos, feita em 10 de junho de 1968, fora do portão da Wonder Factory &#8211; uma fábrica de baterias &#8211; nos subúrbios de Paris. A maioria dos trabalhadores era formada por mulheres, mão de obra não-especializada, mal paga, menosprezada e que manuseava dejetos químicos. Eles iniciaram a luta em 13 de maio e ainda estavam em greve, quando foram filmados. As concessões que arrancaram do patrão foram muitas, em termos de melhores condições de trabalho, e poucas, considerada a energia posta na luta. No meio do grupo que discutia está uma mulher, com seus vinte anos, que, meio gritando, meio chorando, diz: &#8220;Não, não estou retornando. Eu nunca mais porei meus pés ali de novo! Vá lá e veja você mesmo o chiqueiro que é&#8230; aquela sujeira onde trabalhamos&#8230;&#8221;<br />
Em 1996, um documentário entrevistou pessoas envolvidas naquela luta: homens e mulheres trabalhadores, capatazes, um datilógrafo trotskista, representantes de vendas, ativistas sindicais, o chefe do partido comunista local que tentou convencer a jovem mulher a retornar ao trabalho. Ela, porém, não deixou rastros. Poucos se lembravam bem dela. Ela deixou a fábrica logo depois dos eventos e ninguém sabe o que aconteceu com ela e nem seu nome inteiro, só o seu primeiro nome: Jocelyne.<br />
Jean Barrot e François Martin &#8211; ANTEMUNDO SEM FUTURO</p>
<p>texto completo: <a href="http://www.oocities.org/autonomiabvr/antemund.html" rel="nofollow ugc">http://www.oocities.org/autonomiabvr/antemund.html</a></p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2014/12/101304/#comment-269124</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2014 13:45:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O BOM CIDADÃO
Está subjugado ao &#039;tripalium&#039;. É um trabalhador e, às vezes, até se orgulha disso. Produz tudo que pode ser produzido. Em troca, recebe uns pedaços de papel com os quais tenta imantar os objetos à venda. Não percebe que a mercadoria obedece ao dinheiro, não a ele. Até mesmo a água suja do arroz com feijão que ele come.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O BOM CIDADÃO<br />
Está subjugado ao &#8216;tripalium&#8217;. É um trabalhador e, às vezes, até se orgulha disso. Produz tudo que pode ser produzido. Em troca, recebe uns pedaços de papel com os quais tenta imantar os objetos à venda. Não percebe que a mercadoria obedece ao dinheiro, não a ele. Até mesmo a água suja do arroz com feijão que ele come.</p>
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