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	Comentários sobre: Os falsos amigos de Kobane	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Acácio Augusto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/101904/#comment-290650</link>

		<dc:creator><![CDATA[Acácio Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jun 2015 13:02:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[caros
texto muito interessante e lúcido. de fato, a estratégia de solidariedade internacional deve buscar o difícil equilíbrio entre pressão para desmilitarização da região em nome da paz e garantia de recursos para os combatentes curdos seguirem no controle da região.
a guerra é, fundamentalmente, uma atividade de Estado, qualquer experiência mutualista e federada, como dos curdos do Rojava, tende a ser esmagada se a guerra ganha protagonismo, tornando-se mais importante que as práticas libertárias e igualitárias como a dos curdos. a revolução espanhola é o exemplo mais icônico, tanto que é tratada até hoje, pela historiografia oficial, como uma guerra civil. da perspectiva estatal, o militar deve se sobrepor à experiência de democracia direta e radical para se afirmar a necessidade pacificadora do Estado. mito jurídico-político do estado de natureza e da natureza do estado segue produzindo seus efeitos de assujeitamento, mesmo em um mundo transterritorializado.
mas kobane é um exemplo (negativo para os Estados) para toda europa, que assiste à incapacidade de suas tão amadas instituições republicanas de lidar com a configuração cultural-demográfica de sua população no período pós-colonial. por isso o Die Linke patina ao buscar protagonismo nesta questão dentro da alemanha. olhemos para grécia e a aliança entre syriza e extrema direita no parlamento e ouviremos eco dessas questões. enquanto os movimentos autônomos e anarquistas na grécia, muito envolvidos com a defesa de imigrantes curdos e de outras procedências, sofrem dura repressão estatal, o Aurora Dourada é tolerado hipocritamente pelo Estado e conta com larga simpatia entre as forças policiais urbanas.
enfim, segundo as últimas notícias, a região foi liberada com apoio direto das forças militares estadunidenses. a questão, a curto e médio prazo, será saber: a que preço? a experiência autogestinária respira, ndo ponto de vista da pressão militar do EI, mas poderá ser sufocada pelo controle militar transterritorial, via tropas de Obama. 
será que mais uma vez a guerra devorará a revolução? a ver...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>caros<br />
texto muito interessante e lúcido. de fato, a estratégia de solidariedade internacional deve buscar o difícil equilíbrio entre pressão para desmilitarização da região em nome da paz e garantia de recursos para os combatentes curdos seguirem no controle da região.<br />
a guerra é, fundamentalmente, uma atividade de Estado, qualquer experiência mutualista e federada, como dos curdos do Rojava, tende a ser esmagada se a guerra ganha protagonismo, tornando-se mais importante que as práticas libertárias e igualitárias como a dos curdos. a revolução espanhola é o exemplo mais icônico, tanto que é tratada até hoje, pela historiografia oficial, como uma guerra civil. da perspectiva estatal, o militar deve se sobrepor à experiência de democracia direta e radical para se afirmar a necessidade pacificadora do Estado. mito jurídico-político do estado de natureza e da natureza do estado segue produzindo seus efeitos de assujeitamento, mesmo em um mundo transterritorializado.<br />
mas kobane é um exemplo (negativo para os Estados) para toda europa, que assiste à incapacidade de suas tão amadas instituições republicanas de lidar com a configuração cultural-demográfica de sua população no período pós-colonial. por isso o Die Linke patina ao buscar protagonismo nesta questão dentro da alemanha. olhemos para grécia e a aliança entre syriza e extrema direita no parlamento e ouviremos eco dessas questões. enquanto os movimentos autônomos e anarquistas na grécia, muito envolvidos com a defesa de imigrantes curdos e de outras procedências, sofrem dura repressão estatal, o Aurora Dourada é tolerado hipocritamente pelo Estado e conta com larga simpatia entre as forças policiais urbanas.<br />
enfim, segundo as últimas notícias, a região foi liberada com apoio direto das forças militares estadunidenses. a questão, a curto e médio prazo, será saber: a que preço? a experiência autogestinária respira, ndo ponto de vista da pressão militar do EI, mas poderá ser sufocada pelo controle militar transterritorial, via tropas de Obama.<br />
será que mais uma vez a guerra devorará a revolução? a ver&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: dokonal		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/101904/#comment-277295</link>

		<dc:creator><![CDATA[dokonal]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2015 22:06:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O trágico não é o mundo ter virado as costas para Kobane. É parte da esquerda ter também virado as costas para, no lugar, julgar a vida sexual alheia. O que lhes interessa não é petróleo nem sangue, mas os fluidos corpóreos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O trágico não é o mundo ter virado as costas para Kobane. É parte da esquerda ter também virado as costas para, no lugar, julgar a vida sexual alheia. O que lhes interessa não é petróleo nem sangue, mas os fluidos corpóreos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lutador		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/101904/#comment-277291</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lutador]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2015 21:12:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O mundo virou às costas não só para Kobane mas para toda a Síria e Iraque.Não sei sinceramente o porquê; talvez seja uma utopia que o mundo ajudará estes países ou talvez inocência de minha parte, apesar o que corre no Iraque não é somente sangue mas também petróleo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mundo virou às costas não só para Kobane mas para toda a Síria e Iraque.Não sei sinceramente o porquê; talvez seja uma utopia que o mundo ajudará estes países ou talvez inocência de minha parte, apesar o que corre no Iraque não é somente sangue mas também petróleo.</p>
]]></content:encoded>
		
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