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	Comentários sobre: Perdida na tradução: Charlie Hebdo, liberdade de expressão e a esquerda monolíngue	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Chico		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/101964/#comment-277705</link>

		<dc:creator><![CDATA[Chico]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Jan 2015 12:47:01 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O bumbo começou a bater marcha de guerra. Trabalhadores, soldados da produção, aumentem-na, com ração menor. Desempregados, vão para o batalhão policial. Os que sobrarem serão bandidos/ banidos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O bumbo começou a bater marcha de guerra. Trabalhadores, soldados da produção, aumentem-na, com ração menor. Desempregados, vão para o batalhão policial. Os que sobrarem serão bandidos/ banidos.</p>
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		<title>
		Por: L´Silvia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/101964/#comment-277528</link>

		<dc:creator><![CDATA[L´Silvia]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 30 Jan 2015 13:33:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/101964/#comment-276902</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Jan 2015 23:38:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em francês mas um bom material para download, não apenas pela homenagem, mas pela discussão política esclarecida em tempos obscuros.

&quot;O semanário anarquista francês “Le Monde Libertaire”, órgão da Federação Anarquista francófona, acaba de editar um número especial com desenhos e textos em homenagem aos cartunistas do ‘Charlie Hebdo’, muitos deles habituais colaboradores da imprensa libertária. A edição em papel pode ser adquirida junto das edições do “Le Monde Libertaire”. A versão digital, por especial deferência da Federação Anarquista, pode ser feita a partir do Portal Anarquista.&quot;

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2015/01/25/para-download-monde-libertaireespecial-charlie-hebdo/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em francês mas um bom material para download, não apenas pela homenagem, mas pela discussão política esclarecida em tempos obscuros.</p>
<p>&#8220;O semanário anarquista francês “Le Monde Libertaire”, órgão da Federação Anarquista francófona, acaba de editar um número especial com desenhos e textos em homenagem aos cartunistas do ‘Charlie Hebdo’, muitos deles habituais colaboradores da imprensa libertária. A edição em papel pode ser adquirida junto das edições do “Le Monde Libertaire”. A versão digital, por especial deferência da Federação Anarquista, pode ser feita a partir do Portal Anarquista.&#8221;</p>
<p><a href="https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2015/01/25/para-download-monde-libertaireespecial-charlie-hebdo/" rel="nofollow ugc">https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2015/01/25/para-download-monde-libertaireespecial-charlie-hebdo/</a></p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Padaqui		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/101964/#comment-276137</link>

		<dc:creator><![CDATA[Padaqui]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Jan 2015 01:43:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Lucas Gomes,

Na minha leitura, conforme a passagem destacada, entendi que o autor invocava a luta às categorias culturais como ateus, judeus e muçulmanos e, também, trabalhadores (sindicatos), como se a luta se desenvolvesse a partir da compartimentação destes atores e não da luta de classes, repetindo, portanto, os mesmos perigos que criticava na esquerda monolíngue. Mas posso estar enganado...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Lucas Gomes,</p>
<p>Na minha leitura, conforme a passagem destacada, entendi que o autor invocava a luta às categorias culturais como ateus, judeus e muçulmanos e, também, trabalhadores (sindicatos), como se a luta se desenvolvesse a partir da compartimentação destes atores e não da luta de classes, repetindo, portanto, os mesmos perigos que criticava na esquerda monolíngue. Mas posso estar enganado&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Christian Bezerra Costa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/101964/#comment-276091</link>

		<dc:creator><![CDATA[Christian Bezerra Costa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2015 21:23:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A real intenção dos terroristas é a destruição de tudo que significa Liberdade, de valores absolutos fizeram bem a nossa sociedade, com sucessos. O inimigo ao meu ver nunca foi as charges, elas foram a desculpa para a expressão de uma inveja.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A real intenção dos terroristas é a destruição de tudo que significa Liberdade, de valores absolutos fizeram bem a nossa sociedade, com sucessos. O inimigo ao meu ver nunca foi as charges, elas foram a desculpa para a expressão de uma inveja.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: distraida		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/101964/#comment-276071</link>

		<dc:creator><![CDATA[distraida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Jan 2015 18:35:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[PERFEITO, ATÉ  QUE ENFIM LEIO ALGO QUE TRADUZ MEUS PENSAMENTOS, PARABENS MIL VEZES, ERA URGENTE UM TESTO DESTES JÁ QUE PARECE QUE TAMOS RETORNANDNO À ÉPOCA DAS &quot;TREVAS&quot; JE SUIS CHARLIE, MIL VEZES SIM!!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PERFEITO, ATÉ  QUE ENFIM LEIO ALGO QUE TRADUZ MEUS PENSAMENTOS, PARABENS MIL VEZES, ERA URGENTE UM TESTO DESTES JÁ QUE PARECE QUE TAMOS RETORNANDNO À ÉPOCA DAS &#8220;TREVAS&#8221; JE SUIS CHARLIE, MIL VEZES SIM!!!!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: dokonal		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/101964/#comment-275958</link>

		<dc:creator><![CDATA[dokonal]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jan 2015 21:19:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quem segue a lógica de que todo e qualquer trabalhador de origem árabe/persa é &quot;culturalmente&quot; religioso e se ofende com esse tipo de charge deveria ao menos lembrar como era o Médio Oriente há não muito tempo atrás. As pessoas esquecem, ou procuram nem saber, que em muitos daqueles países a esquerda foi já fortíssima. 

O Passa Palavra publicou há mais de 4 anos uma série de Paul Hampton a respeito da revolução e da contra-revolução iraniana, a série de artigos está disponível aqui: http://passapalavra.info/2010/08/101991

É triste ver boa parte da esquerda de hoje em dia a defender o programa - e as consequências trágicas -  de quem aniquilou a esquerda daquela época.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem segue a lógica de que todo e qualquer trabalhador de origem árabe/persa é &#8220;culturalmente&#8221; religioso e se ofende com esse tipo de charge deveria ao menos lembrar como era o Médio Oriente há não muito tempo atrás. As pessoas esquecem, ou procuram nem saber, que em muitos daqueles países a esquerda foi já fortíssima. </p>
<p>O Passa Palavra publicou há mais de 4 anos uma série de Paul Hampton a respeito da revolução e da contra-revolução iraniana, a série de artigos está disponível aqui: <a href="http://passapalavra.info/2010/08/101991" rel="ugc">http://passapalavra.info/2010/08/101991</a></p>
<p>É triste ver boa parte da esquerda de hoje em dia a defender o programa &#8211; e as consequências trágicas &#8211;  de quem aniquilou a esquerda daquela época.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas Gomes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/101964/#comment-275941</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jan 2015 17:06:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Padaqui,
não entendo sua leitura. 
O multiculturalismo prega a impossibilidade de confluência dos interesses dos indivíduos, cujo interesse seria irremediavelmente determinado por usa raça, gênero, religião, etc.
O último trecho que você cita mostra justamente os trabalhadores defendendo um interesse comum: a liberdade de expressão, mas uma liberdade ampla e irrestrita, e não uma liberdade de expressão que encontra seus limites na raça, gênero, religião, etc. [embora saibamos que na França a coisa é bastante seletiva]

Segundo o argumento do artigo, o perigo jaz em que setores dominantes da luta de classes dentro de cada um destes &quot;espaços culturais&quot; acabem demarcando os tais limites. Seguindo esta linha, tomamos o que é ofensivo para as lideranças fanáticas islâmicas como o que seria ofensivo para todo e qualquer indivíduo de origem árabe, e assim de sopetão acabamos suprimindo uma leitura classista destas sociedades em nome da &quot;defesa da cultura oprimida&quot;. É quase como se nos fosse censurado fazer piadas e críticas a Evo Morales pois se trataria de uma ofensa aos bolivianos.

Contra essa lógica, todos devemos lutar para garantir a liberdade de expressão, especialmente nos países onde ela menos existe, e certamente a França não é um deles. Do contrário, a esquerda defenderá a supressão da liberdade de expressão nos países onde ela ameaça as elites nacionais, que são a melhor expressão oficial da &quot;cultura local&quot;, e ao invés de se pensar um diálogo internacionalista com os trabalhadores destes locais, o contato com estes países se dará apenas por meio das figuras teocráticas que são a melhor representação da verdade cultural que está por detrás de todo indivíduo e trabalhador de origem árabe. Para mim é por essa via que a extrema-esquerda se encontra com a extrema-direita nessa conversa toda, bloqueando a leitura classista nestes fenômenos culturais, onde os árabes são um grupo homogêneo sem contradições, assim como os franceses também o são na visão da Frente Nacional.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Padaqui,<br />
não entendo sua leitura.<br />
O multiculturalismo prega a impossibilidade de confluência dos interesses dos indivíduos, cujo interesse seria irremediavelmente determinado por usa raça, gênero, religião, etc.<br />
O último trecho que você cita mostra justamente os trabalhadores defendendo um interesse comum: a liberdade de expressão, mas uma liberdade ampla e irrestrita, e não uma liberdade de expressão que encontra seus limites na raça, gênero, religião, etc. [embora saibamos que na França a coisa é bastante seletiva]</p>
<p>Segundo o argumento do artigo, o perigo jaz em que setores dominantes da luta de classes dentro de cada um destes &#8220;espaços culturais&#8221; acabem demarcando os tais limites. Seguindo esta linha, tomamos o que é ofensivo para as lideranças fanáticas islâmicas como o que seria ofensivo para todo e qualquer indivíduo de origem árabe, e assim de sopetão acabamos suprimindo uma leitura classista destas sociedades em nome da &#8220;defesa da cultura oprimida&#8221;. É quase como se nos fosse censurado fazer piadas e críticas a Evo Morales pois se trataria de uma ofensa aos bolivianos.</p>
<p>Contra essa lógica, todos devemos lutar para garantir a liberdade de expressão, especialmente nos países onde ela menos existe, e certamente a França não é um deles. Do contrário, a esquerda defenderá a supressão da liberdade de expressão nos países onde ela ameaça as elites nacionais, que são a melhor expressão oficial da &#8220;cultura local&#8221;, e ao invés de se pensar um diálogo internacionalista com os trabalhadores destes locais, o contato com estes países se dará apenas por meio das figuras teocráticas que são a melhor representação da verdade cultural que está por detrás de todo indivíduo e trabalhador de origem árabe. Para mim é por essa via que a extrema-esquerda se encontra com a extrema-direita nessa conversa toda, bloqueando a leitura classista nestes fenômenos culturais, onde os árabes são um grupo homogêneo sem contradições, assim como os franceses também o são na visão da Frente Nacional.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Padaqui		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/101964/#comment-275872</link>

		<dc:creator><![CDATA[Padaqui]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Jan 2015 22:15:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Krimov, 

a primeira citação de Bakunin encontra-se no livro &quot;Bakunin - Textos Anarquistas, da editora L&#038;PM Pocket, pág. 47 (há uma versão digital em https://we.riseup.net/assets/201155/Mikhail%20Bakunin%20Textos%20Escolhidos.pdf e a citação está na pág. 32).

Caro Eugênio,

concordo com sua análise sobre a esquerda monolíngue criticada no texto e, embora eu possa estar realmente enganado, continuo achando que o autor também faz uma certa apologia ao multiculturalismo (em detrimento à luta de classes) quando, por exemplo, destaca &quot;As milhões de pessoas, ateus, cristãos, judeus e muçulmanos – incluindo sindicalistas carregando as drapeaux rouges [bandeiras vermelhas] da CGT [a central sindical comunista] e ativistas de grupos de extrema-esquerda, tais como o Parti de Gauche e o Nouveau Parti Anticapitaliste&quot;...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Krimov, </p>
<p>a primeira citação de Bakunin encontra-se no livro &#8220;Bakunin &#8211; Textos Anarquistas, da editora L&amp;PM Pocket, pág. 47 (há uma versão digital em <a href="https://we.riseup.net/assets/201155/Mikhail%20Bakunin%20Textos%20Escolhidos.pdf" rel="nofollow ugc">https://we.riseup.net/assets/201155/Mikhail%20Bakunin%20Textos%20Escolhidos.pdf</a> e a citação está na pág. 32).</p>
<p>Caro Eugênio,</p>
<p>concordo com sua análise sobre a esquerda monolíngue criticada no texto e, embora eu possa estar realmente enganado, continuo achando que o autor também faz uma certa apologia ao multiculturalismo (em detrimento à luta de classes) quando, por exemplo, destaca &#8220;As milhões de pessoas, ateus, cristãos, judeus e muçulmanos – incluindo sindicalistas carregando as drapeaux rouges [bandeiras vermelhas] da CGT [a central sindical comunista] e ativistas de grupos de extrema-esquerda, tais como o Parti de Gauche e o Nouveau Parti Anticapitaliste&#8221;&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Eugênio Varlino		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/101964/#comment-275851</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eugênio Varlino]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Jan 2015 20:18:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=101964#comment-275851</guid>

					<description><![CDATA[Padaqui,
Não creio que o autor esteja defendendo o multiculturalismo, pelo contrário. Pra mim a esquerda criticada no artigo é justamente a esquerda multiculturalista, que pautada em critérios biológicos e tbm nas repressões historicamente sofridas pelas minorias busca deslegitimar e silenciar qualquer voz proveniente de um sujeito que por algum motivo se enquadre no &quot;tipo ideal&quot; de opressor: homem, branco, hetero, não-morador da periferia. É por meio dessa criminalização a priori do sujeito que discursa, independentemente do conteúdo do discurso, e é por meio dessa ênfase no &quot;lugar de onde se fala&quot; em vez do conteúdo da fala, que essa esquerda vem ganhando expressividade dentre a militância, que se deixa seduzir por um diálogo pretensamente radical, democrático, de contra-história, de defesa dos oprimidos etc. e abre espaço pra entrada silenciosa do fascismo em plena extremo-esquerda. Vc lembrou bem o alerta do João Bernardo sobre a confluência entre extrema-esquerda e extrema-direita. Na minha opinião não há mais dúvidas de que é essa esquerda multiculturalista que traz esse perigo pra dentro da extremo-esquerda. É ela que tem os dois pés no fascismo - por exemplo as &quot;feministas excludentes&quot; ou os &quot;antirracistas excludentes&quot; - e não importa se os militantes caem nessa armadilha por inocência ou por tática de ascensão pessoal dentro do círculo de militantes, ou ainda como estratégia de ascensão política de seus respectivos organismos de luta. Não importa se sabem que sua radicalidade de esquerda na verdade não passa de revivescência de políticas fascistas. O que importa é o sentido objetivo que a prática política dessa galera põe em marcha. Um sentido muito, mas muito perigoso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Padaqui,<br />
Não creio que o autor esteja defendendo o multiculturalismo, pelo contrário. Pra mim a esquerda criticada no artigo é justamente a esquerda multiculturalista, que pautada em critérios biológicos e tbm nas repressões historicamente sofridas pelas minorias busca deslegitimar e silenciar qualquer voz proveniente de um sujeito que por algum motivo se enquadre no &#8220;tipo ideal&#8221; de opressor: homem, branco, hetero, não-morador da periferia. É por meio dessa criminalização a priori do sujeito que discursa, independentemente do conteúdo do discurso, e é por meio dessa ênfase no &#8220;lugar de onde se fala&#8221; em vez do conteúdo da fala, que essa esquerda vem ganhando expressividade dentre a militância, que se deixa seduzir por um diálogo pretensamente radical, democrático, de contra-história, de defesa dos oprimidos etc. e abre espaço pra entrada silenciosa do fascismo em plena extremo-esquerda. Vc lembrou bem o alerta do João Bernardo sobre a confluência entre extrema-esquerda e extrema-direita. Na minha opinião não há mais dúvidas de que é essa esquerda multiculturalista que traz esse perigo pra dentro da extremo-esquerda. É ela que tem os dois pés no fascismo &#8211; por exemplo as &#8220;feministas excludentes&#8221; ou os &#8220;antirracistas excludentes&#8221; &#8211; e não importa se os militantes caem nessa armadilha por inocência ou por tática de ascensão pessoal dentro do círculo de militantes, ou ainda como estratégia de ascensão política de seus respectivos organismos de luta. Não importa se sabem que sua radicalidade de esquerda na verdade não passa de revivescência de políticas fascistas. O que importa é o sentido objetivo que a prática política dessa galera põe em marcha. Um sentido muito, mas muito perigoso.</p>
]]></content:encoded>
		
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