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	Comentários sobre: Revolta popular contra a tarifa: notas sobre os limites da tática	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Eugênio Varlino		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/102196/#comment-277377</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eugênio Varlino]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2015 13:41:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Bem pensado L! 

Fizeram isso mesmo! E junto, na sequência, houve ainda o oportunismo do MTST próximo à Copa, com um ato de umas 20 mil pessoas em SP, mostrando que tinha capacidade de mobilização e depois disso usando disso como moeda de troca na negociação para não realizar atos durante a copa, em troca de prioridade no MCMV - Entidades... Além disso há ainda a ida do Boulos à Folha, que acredito que tenha se dado em negociação e para mantê-lo como porta-voz &quot;crítico&quot; e legítimo representante do MTST, ao mesmo tempo em que já é um quadro cooptado e com o qual os governantes sabiam que podiam dialogar e costurar interesses. Noutras palavras: melhor ajudar o quadro cooptado a se manter/garantir como representante legítimo do movimento, que ter que cooptador novos líderes que surgiriam após a máscara dele e de outros quadros cair. Por isso a reserva de um espaço de onde ele pode desferir críticas e mais críticas, mantendo a aparência de que com o MTST e em especial com ele, &quot;a luta é pra valer&quot;. Basta lembrar a farsa da &quot;vitória&quot; da luta recente no RJ, celebrada aos 4 cantos do país, quando em verdade tudo já estava de antemão negociado. 
Tem uma pitada de teoria da conspiração nessa ideia sobre o Boulos na Folha, pode até ser que realmente ele não saiba o papel que cumpre e tão somente seja uma peça sendo manipulada pelos que sabem o que estão fazendo, mas em todo caso prefiro sempre não pressupor inocência de parte alguma, e por isso considero essa hipótese perfeitamente verossímil dada a importância, para o governo, de ter as lideranças dos principais movimentos sociais cooptadas, o que, em todo caso, é secundário, frente ao alicerce material da assimilação dos órgãos de luta mais radicais, no caso do MTST, o MCMV - Entidades.

Agradeço a leitura e o comentário!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bem pensado L! </p>
<p>Fizeram isso mesmo! E junto, na sequência, houve ainda o oportunismo do MTST próximo à Copa, com um ato de umas 20 mil pessoas em SP, mostrando que tinha capacidade de mobilização e depois disso usando disso como moeda de troca na negociação para não realizar atos durante a copa, em troca de prioridade no MCMV &#8211; Entidades&#8230; Além disso há ainda a ida do Boulos à Folha, que acredito que tenha se dado em negociação e para mantê-lo como porta-voz &#8220;crítico&#8221; e legítimo representante do MTST, ao mesmo tempo em que já é um quadro cooptado e com o qual os governantes sabiam que podiam dialogar e costurar interesses. Noutras palavras: melhor ajudar o quadro cooptado a se manter/garantir como representante legítimo do movimento, que ter que cooptador novos líderes que surgiriam após a máscara dele e de outros quadros cair. Por isso a reserva de um espaço de onde ele pode desferir críticas e mais críticas, mantendo a aparência de que com o MTST e em especial com ele, &#8220;a luta é pra valer&#8221;. Basta lembrar a farsa da &#8220;vitória&#8221; da luta recente no RJ, celebrada aos 4 cantos do país, quando em verdade tudo já estava de antemão negociado.<br />
Tem uma pitada de teoria da conspiração nessa ideia sobre o Boulos na Folha, pode até ser que realmente ele não saiba o papel que cumpre e tão somente seja uma peça sendo manipulada pelos que sabem o que estão fazendo, mas em todo caso prefiro sempre não pressupor inocência de parte alguma, e por isso considero essa hipótese perfeitamente verossímil dada a importância, para o governo, de ter as lideranças dos principais movimentos sociais cooptadas, o que, em todo caso, é secundário, frente ao alicerce material da assimilação dos órgãos de luta mais radicais, no caso do MTST, o MCMV &#8211; Entidades.</p>
<p>Agradeço a leitura e o comentário!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: L		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/102196/#comment-277375</link>

		<dc:creator><![CDATA[L]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2015 13:21:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá Eugênio, tudo bem? 

Obrigada pela indicação. Estava mesmo pra falar com você sobre o outro texto que me mostrou, do Passa Palavras: http://passapalavra.info/2015/01/101808.

Li o seu texto e os comentários do Leo e seu. Acho que você poderia ter enfatizado qual a importância do MPL ter convocado os atos e em que medida eles obrigaram outros setores a se &quot;mover&quot;...

Acredito, inclusive, que a estratégia da Frente de Esquerda foi utilizada em 2013 quando, após uma conversa no Instituto Lula, o MST e as Centrais resolveram &quot;ocupar&quot; as ruas e passaram a se reivindicar como as &quot;verdadeiras organizações de classe&quot;...

O MTST também realizou &quot;mobilizações&quot; naquele ano enfatizando que eles sim eram os &quot;legítimos representantes da periferia&quot;....

Esta estratégia foi montada lá atrás, na minha opinião, a partir de uma constatação de que estas organizações haviam &quot;abandonado&quot; o &quot;trabalho de base&quot; e aberto espaço para que outros setores se organizassem

Afinal, como nenhum dirigente destas organizações não previu que havia uma insatisfação tão grande?

Bem... depois cpntinuamos o debate.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Eugênio, tudo bem? </p>
<p>Obrigada pela indicação. Estava mesmo pra falar com você sobre o outro texto que me mostrou, do Passa Palavras: <a href="http://passapalavra.info/2015/01/101808" rel="ugc">http://passapalavra.info/2015/01/101808</a>.</p>
<p>Li o seu texto e os comentários do Leo e seu. Acho que você poderia ter enfatizado qual a importância do MPL ter convocado os atos e em que medida eles obrigaram outros setores a se &#8220;mover&#8221;&#8230;</p>
<p>Acredito, inclusive, que a estratégia da Frente de Esquerda foi utilizada em 2013 quando, após uma conversa no Instituto Lula, o MST e as Centrais resolveram &#8220;ocupar&#8221; as ruas e passaram a se reivindicar como as &#8220;verdadeiras organizações de classe&#8221;&#8230;</p>
<p>O MTST também realizou &#8220;mobilizações&#8221; naquele ano enfatizando que eles sim eram os &#8220;legítimos representantes da periferia&#8221;&#8230;.</p>
<p>Esta estratégia foi montada lá atrás, na minha opinião, a partir de uma constatação de que estas organizações haviam &#8220;abandonado&#8221; o &#8220;trabalho de base&#8221; e aberto espaço para que outros setores se organizassem</p>
<p>Afinal, como nenhum dirigente destas organizações não previu que havia uma insatisfação tão grande?</p>
<p>Bem&#8230; depois cpntinuamos o debate.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Caio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/102196/#comment-277293</link>

		<dc:creator><![CDATA[Caio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2015 21:49:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá,

Concordo com o problema que coloca o Leo Vinícius. A &quot;tática da revolta popular&quot; da qual tratamos eu e o Leo no texto que está citado na nota 1 (&quot;Revolta popular: o limite da tática&quot;: http://passapalavra.info/2014/05/95701) não se referia simplesmente à ocupação massiva das ruas, mas a uma certa forma de se produzir uma luta, tomada como um todo. Quer dizer, ali a palavra &quot;tática&quot; era tomada no seu sentido forte: entendida como a estratégia específica para toda uma jornada de lutas. O termo &quot;revolta popular&quot; sugere muitas coisas, mas ali usamos ele para tratar especificamente da &quot;tática histórica das lutas contra o aumento&quot; que se desenvolveu na última década nas cidades brasileiras. Essa tática tem, sem dúvidas, a luta de rua como uma faceta mais visível. Mas naquele texto tentamos analisar a forma de organização que a sustenta, e que nem sempre aparece claramente.

Porém como nós mesmos colocamos, a análise daquele texto estava centrada na experiência do MPL no junho de 2013 em São Paulo, que tomamos como um caso emblemático, por assim dizer de &quot;realização máxima&quot;, daquela tática (que por sua vez se elaborava com base principalmente na experiência de Florianópolis entre 2004-2005). Isso não quer dizer que todas as lutas contra o aumento nos últimos doze anos tenham seguido à risca aquele padrão. Como bem disse o Eugênio, em junho de 2013 a mobilização carioca foi bem diferente. Mesmo as lutas contra o aumento em São Paulo em 2006, 2010, 2011, foram de outro jeito. O que tentamos apontar naquele texto é que as lutas contra aumentos que se desenvolveram nas cidades brasileiras desde 2003 carregavam vários elementos em comum, ainda que às vezes uns sim e outros não, traçando &quot;de forma tácita, nem sempre enunciada, uma mesma estratégia.&quot;

Nesse sentido, a luta contra o aumento das tarifas para R$3,50 este ano em São Paulo inevitavelmente guarda inúmeros elementos daquele paradigma: a &quot;tática da revolta popular&quot; segue parcialmente presente, ainda que dificilmente voltará a se realizar plenamente. E aí está o ponto mais valioso que o Eugênio coloca no artigo, ao observar que: &quot;todos os atores envolvidos no novo ciclo de lutas contra a tarifa já se apresentam diante dos protestos a partir de um outro patamar de experiência e, exatamente por terem vivenciado as jornadas de 2013, se colocam desde o início a partir de um outro lugar, munidos de táticas mais ou menos renovadas.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,</p>
<p>Concordo com o problema que coloca o Leo Vinícius. A &#8220;tática da revolta popular&#8221; da qual tratamos eu e o Leo no texto que está citado na nota 1 (&#8220;Revolta popular: o limite da tática&#8221;: <a href="http://passapalavra.info/2014/05/95701" rel="ugc">http://passapalavra.info/2014/05/95701</a>) não se referia simplesmente à ocupação massiva das ruas, mas a uma certa forma de se produzir uma luta, tomada como um todo. Quer dizer, ali a palavra &#8220;tática&#8221; era tomada no seu sentido forte: entendida como a estratégia específica para toda uma jornada de lutas. O termo &#8220;revolta popular&#8221; sugere muitas coisas, mas ali usamos ele para tratar especificamente da &#8220;tática histórica das lutas contra o aumento&#8221; que se desenvolveu na última década nas cidades brasileiras. Essa tática tem, sem dúvidas, a luta de rua como uma faceta mais visível. Mas naquele texto tentamos analisar a forma de organização que a sustenta, e que nem sempre aparece claramente.</p>
<p>Porém como nós mesmos colocamos, a análise daquele texto estava centrada na experiência do MPL no junho de 2013 em São Paulo, que tomamos como um caso emblemático, por assim dizer de &#8220;realização máxima&#8221;, daquela tática (que por sua vez se elaborava com base principalmente na experiência de Florianópolis entre 2004-2005). Isso não quer dizer que todas as lutas contra o aumento nos últimos doze anos tenham seguido à risca aquele padrão. Como bem disse o Eugênio, em junho de 2013 a mobilização carioca foi bem diferente. Mesmo as lutas contra o aumento em São Paulo em 2006, 2010, 2011, foram de outro jeito. O que tentamos apontar naquele texto é que as lutas contra aumentos que se desenvolveram nas cidades brasileiras desde 2003 carregavam vários elementos em comum, ainda que às vezes uns sim e outros não, traçando &#8220;de forma tácita, nem sempre enunciada, uma mesma estratégia.&#8221;</p>
<p>Nesse sentido, a luta contra o aumento das tarifas para R$3,50 este ano em São Paulo inevitavelmente guarda inúmeros elementos daquele paradigma: a &#8220;tática da revolta popular&#8221; segue parcialmente presente, ainda que dificilmente voltará a se realizar plenamente. E aí está o ponto mais valioso que o Eugênio coloca no artigo, ao observar que: &#8220;todos os atores envolvidos no novo ciclo de lutas contra a tarifa já se apresentam diante dos protestos a partir de um outro patamar de experiência e, exatamente por terem vivenciado as jornadas de 2013, se colocam desde o início a partir de um outro lugar, munidos de táticas mais ou menos renovadas.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/102196/#comment-277284</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2015 18:44:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[vou aproveitar os debates sobre os limites das táticas para trazer um relato que fiz no post da transmissão dos atos:



Sobre o caráter proto-fascista dos Black Blocs em SP

Hoje durante a manifestação do dia 27 não tivemos que nos preocupar com a intervenção da polícia [até a dispersão], e no entanto surge uma nova ameaça aos manifestantes dos atos do MPL. Se alguém ainda tinha dúvidas a respeito do caráter proto-fascista dos Black Blocs em SP está na hora de abandoná-las, pois este grupo já assumiu a função de aparelho de contra-espionagem dos atos, é claro que sem consultar ninguém, e já estão atuando sem pudores. Foi assim que o único grupo de Black Blocs organizados do ato ATACOU FISICAMENTE meu irmão, que ia pela primeira vez num ato depois de 2013, pelo crime de “parecer um P2″. Isso mesmo, atacaram fisicamente um manifestante em pleno ato.
Mas o mais interessante não é a agressão em si, pois isso não constitui fascismo por si só. O interessante foi ouvir aquelas pessoas justificando seus atos após termos separado a confusão que se instalava. Num momento que merecia o espaço dos “Flagrantes Delitos” deste site, quando eu gritava para um dos elementos de preto que se tratava de meu irmão e não de um P2, ele me pergunta “e você por acaso tem como comprovar?!”, na primeira prova de que os Black Blocs estão aprendendo muito de seus inimigos.
Momentos após, como alguns outros de preto seguiam encarando meu irmão, fui tirar satisfações a respeito do ocorrido, no que um deles me informou que “fotógrafos deles” o haviam visto “mexer no celular” e “falar com policiais”.

Fica o aviso aqui: caso estejam acompanhados de pessoas que não estão acostumadas a frequentar os atos, não deixem que andem sozinhas, pois os Black Blocs agora também constituem um perigo para os manifestantes. Parece valer uma regra que diz que pessoas sem pinta de revolucionário e que usam o celular durante o ato não são bem vindas e estão sujeitas à agressão física sem aviso prévio.
Para além do conselho aos indivíduos, espero que as organizações do campo classista e autônomo que compartilham não apenas a construção destes Atos mas também uma agenda mais ampla fiquem atentos ao perigo que esta organização pode chegar a ser para todos nós. Não podemos deixar aflorar no meio do movimento um grupo que se dá legitimidades extravagantes de usar a força física apenas por se dizerem anarquistas com vocação para Tropa de Choque.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>vou aproveitar os debates sobre os limites das táticas para trazer um relato que fiz no post da transmissão dos atos:</p>
<p>Sobre o caráter proto-fascista dos Black Blocs em SP</p>
<p>Hoje durante a manifestação do dia 27 não tivemos que nos preocupar com a intervenção da polícia [até a dispersão], e no entanto surge uma nova ameaça aos manifestantes dos atos do MPL. Se alguém ainda tinha dúvidas a respeito do caráter proto-fascista dos Black Blocs em SP está na hora de abandoná-las, pois este grupo já assumiu a função de aparelho de contra-espionagem dos atos, é claro que sem consultar ninguém, e já estão atuando sem pudores. Foi assim que o único grupo de Black Blocs organizados do ato ATACOU FISICAMENTE meu irmão, que ia pela primeira vez num ato depois de 2013, pelo crime de “parecer um P2″. Isso mesmo, atacaram fisicamente um manifestante em pleno ato.<br />
Mas o mais interessante não é a agressão em si, pois isso não constitui fascismo por si só. O interessante foi ouvir aquelas pessoas justificando seus atos após termos separado a confusão que se instalava. Num momento que merecia o espaço dos “Flagrantes Delitos” deste site, quando eu gritava para um dos elementos de preto que se tratava de meu irmão e não de um P2, ele me pergunta “e você por acaso tem como comprovar?!”, na primeira prova de que os Black Blocs estão aprendendo muito de seus inimigos.<br />
Momentos após, como alguns outros de preto seguiam encarando meu irmão, fui tirar satisfações a respeito do ocorrido, no que um deles me informou que “fotógrafos deles” o haviam visto “mexer no celular” e “falar com policiais”.</p>
<p>Fica o aviso aqui: caso estejam acompanhados de pessoas que não estão acostumadas a frequentar os atos, não deixem que andem sozinhas, pois os Black Blocs agora também constituem um perigo para os manifestantes. Parece valer uma regra que diz que pessoas sem pinta de revolucionário e que usam o celular durante o ato não são bem vindas e estão sujeitas à agressão física sem aviso prévio.<br />
Para além do conselho aos indivíduos, espero que as organizações do campo classista e autônomo que compartilham não apenas a construção destes Atos mas também uma agenda mais ampla fiquem atentos ao perigo que esta organização pode chegar a ser para todos nós. Não podemos deixar aflorar no meio do movimento um grupo que se dá legitimidades extravagantes de usar a força física apenas por se dizerem anarquistas com vocação para Tropa de Choque.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Eugênio Varlino		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/102196/#comment-277050</link>

		<dc:creator><![CDATA[Eugênio Varlino]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2015 01:43:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Priscilla Prudencio,
A resposta a essas questões não pode ser dada no âmbito teórico, mas tão somente na prática social da luta de classes. O máximo que a teoria pode fazer é sintetizar dilemas dessa luta e estimular a reflexão e superação teórica e prática dos limites dados. Todo o processo é feito de aprendizagens de ambos os lados, e avanços e recuos. Os capitalistas, por exemplo, aprenderam que o melhor momento para aumentar as tarifas é no período de férias, quando a possibilidade de protestos é menor. Já nós estamos aprendendo os limites da tática usada há tempos, creio que desde a revolta do buzu, mas principalmente em 2013. Superar tais limites é tarefa coletiva e prática. O texto só vem depois, pra sintetizar o que já rolou na prática e no máximo apontar as vias abertas e fechadas pra luta de amanhã.

Zé Gotinha, Silvia e Maria,
Nós, anticapitalistas, esperamos que esse acúmulo em construção seja aproveitado e potencializado, não é? Os apontamentos da Silvia me pareceram tocar em pontos centrais: laços de confiança, reflexão coletiva, redes de amparo, enfim, sementes do poder popular.

Leo Vinicius,
Tem toda razão. Eu, sem me justificar, tomei emprestado o conceito elaborado por Leonardo e Caio e o recortei, digamos, em dois lados, o &quot;bom&quot; e o &quot;ruim&quot;. E me centrei, no texto, nesse lado ruim, que vc chamou de &quot;tática de manifestações de rua&quot;, muito embora eu tenha tratado também da questão do modo específico de organização dos protestos por uma vanguarda que não podia e não queria controlar a revolta popular, o que foi seu grande trunfo (penso especialmente em SP, posto que no Rio a organização via Fórum era bem mais amadora, precária e, talvez por isso, abria mais margem ainda para a espontaneidade das massas desde a concentração até o fim dos atos - o que também acabou sendo bom, e deu aos protestos do Rio um caráter talvez ainda mais de &quot;revolta popular&quot; que em outras cidades com organização mais estruturada). 
Já o lado bom da tática da revolta popular... este guarda a semente da superação, e é nele que muitos de nós confiamos quando vamos à rua. 
Ah sim, sobre usarmos as formas de luta que se conhece (e que se tem à disposição). Claro, isso é incontornável. Mas melhor usa o machado aquele que conhece bem o quão amolada está a cunha de ferro, e a consistência do cabo... 

Sigamos o debate que o desafio é grande.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Priscilla Prudencio,<br />
A resposta a essas questões não pode ser dada no âmbito teórico, mas tão somente na prática social da luta de classes. O máximo que a teoria pode fazer é sintetizar dilemas dessa luta e estimular a reflexão e superação teórica e prática dos limites dados. Todo o processo é feito de aprendizagens de ambos os lados, e avanços e recuos. Os capitalistas, por exemplo, aprenderam que o melhor momento para aumentar as tarifas é no período de férias, quando a possibilidade de protestos é menor. Já nós estamos aprendendo os limites da tática usada há tempos, creio que desde a revolta do buzu, mas principalmente em 2013. Superar tais limites é tarefa coletiva e prática. O texto só vem depois, pra sintetizar o que já rolou na prática e no máximo apontar as vias abertas e fechadas pra luta de amanhã.</p>
<p>Zé Gotinha, Silvia e Maria,<br />
Nós, anticapitalistas, esperamos que esse acúmulo em construção seja aproveitado e potencializado, não é? Os apontamentos da Silvia me pareceram tocar em pontos centrais: laços de confiança, reflexão coletiva, redes de amparo, enfim, sementes do poder popular.</p>
<p>Leo Vinicius,<br />
Tem toda razão. Eu, sem me justificar, tomei emprestado o conceito elaborado por Leonardo e Caio e o recortei, digamos, em dois lados, o &#8220;bom&#8221; e o &#8220;ruim&#8221;. E me centrei, no texto, nesse lado ruim, que vc chamou de &#8220;tática de manifestações de rua&#8221;, muito embora eu tenha tratado também da questão do modo específico de organização dos protestos por uma vanguarda que não podia e não queria controlar a revolta popular, o que foi seu grande trunfo (penso especialmente em SP, posto que no Rio a organização via Fórum era bem mais amadora, precária e, talvez por isso, abria mais margem ainda para a espontaneidade das massas desde a concentração até o fim dos atos &#8211; o que também acabou sendo bom, e deu aos protestos do Rio um caráter talvez ainda mais de &#8220;revolta popular&#8221; que em outras cidades com organização mais estruturada).<br />
Já o lado bom da tática da revolta popular&#8230; este guarda a semente da superação, e é nele que muitos de nós confiamos quando vamos à rua.<br />
Ah sim, sobre usarmos as formas de luta que se conhece (e que se tem à disposição). Claro, isso é incontornável. Mas melhor usa o machado aquele que conhece bem o quão amolada está a cunha de ferro, e a consistência do cabo&#8230; </p>
<p>Sigamos o debate que o desafio é grande.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/102196/#comment-277042</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2015 00:45:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu vejo um problema de conceituação do que seja a &#039;revolta popular&#039; como tática neste artigo. O conceito utilizado nesse texto é diferente (e bastante diferente a meu ver) do que aparece no texto referenciado na nota 1.
O conceito do texto na nota 1 me parece que dá conta bem de descrever a dinâmica das chamadas &#039;revoltas&#039; contra aumento de tarifa de transporte nos últimos 12 anos:
&quot;uma tática que podemos chamar de “revolta popular”: um processo de fôlego curto, mas explosivo, intenso, radical e descentralizado. As primeiras manifestações atuam como ignição de uma mobilização que extrapola o controle de quem a iniciou – que perde toda a capacidade de interrompê-la. Há uma escalada de ação direta: ocupação massiva e travamento de importantes artérias da cidade, enfrentamento com a polícia, ataques ao patrimônio público e privado, saques. Ao prejudicarem a circulação de valor e lançarem uma ameaça de caos – desobediência generalizada –, os protestos, que não respondem a um representante com quem seja possível uma negociação, forçam o governo a recuar para restabelecer a “ordem”.&quot;
http://passapalavra.info/2014/05/95701

Esse elemento que caracteriza a &#039;revolta&#039;, a quebra da ordem, a fuga de controle, é essencial a meu ver para definição dessa &quot;tática&quot;. Mas no texto aqui ela aparece apenas como se fosse manifestações que bloqueiam ruas.
Acho portanto que aqui se fala de tática de manifestações de rua, e não de revolta.

Acho também que o esgotamento de uma tática de manifestação de rua (ou de revolta) não deve ser posto a partir do momento que não se consegue atingir o objetivo determinada vez, pois muitos fatores entram em questão. Nem toda greve é vitoriosa, nem toda campanha para reduzir tarifa consegue reduzi-la (na verdade são mais as exceções que conseguem).

Acho que o principal limite de formas de luta são as formas de luta mais eficazes. Enquanto formas mais eficazes não são constituídas, não há outra opção senão usar as que se conhece.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu vejo um problema de conceituação do que seja a &#8216;revolta popular&#8217; como tática neste artigo. O conceito utilizado nesse texto é diferente (e bastante diferente a meu ver) do que aparece no texto referenciado na nota 1.<br />
O conceito do texto na nota 1 me parece que dá conta bem de descrever a dinâmica das chamadas &#8216;revoltas&#8217; contra aumento de tarifa de transporte nos últimos 12 anos:<br />
&#8220;uma tática que podemos chamar de “revolta popular”: um processo de fôlego curto, mas explosivo, intenso, radical e descentralizado. As primeiras manifestações atuam como ignição de uma mobilização que extrapola o controle de quem a iniciou – que perde toda a capacidade de interrompê-la. Há uma escalada de ação direta: ocupação massiva e travamento de importantes artérias da cidade, enfrentamento com a polícia, ataques ao patrimônio público e privado, saques. Ao prejudicarem a circulação de valor e lançarem uma ameaça de caos – desobediência generalizada –, os protestos, que não respondem a um representante com quem seja possível uma negociação, forçam o governo a recuar para restabelecer a “ordem”.&#8221;<br />
<a href="http://passapalavra.info/2014/05/95701" rel="ugc">http://passapalavra.info/2014/05/95701</a></p>
<p>Esse elemento que caracteriza a &#8216;revolta&#8217;, a quebra da ordem, a fuga de controle, é essencial a meu ver para definição dessa &#8220;tática&#8221;. Mas no texto aqui ela aparece apenas como se fosse manifestações que bloqueiam ruas.<br />
Acho portanto que aqui se fala de tática de manifestações de rua, e não de revolta.</p>
<p>Acho também que o esgotamento de uma tática de manifestação de rua (ou de revolta) não deve ser posto a partir do momento que não se consegue atingir o objetivo determinada vez, pois muitos fatores entram em questão. Nem toda greve é vitoriosa, nem toda campanha para reduzir tarifa consegue reduzi-la (na verdade são mais as exceções que conseguem).</p>
<p>Acho que o principal limite de formas de luta são as formas de luta mais eficazes. Enquanto formas mais eficazes não são constituídas, não há outra opção senão usar as que se conhece.</p>
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		<title>
		Por: Maria		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/102196/#comment-277039</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maria]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2015 00:31:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu não tenho muitas dúvidas de que esse tipo de revolta popular tende a se afirmar e intensificar-se com a forte crise que se instala  e com a forma truculenta como vem sendo tratada por esse novo governo Dilma. Golpes contra os direitos dos trabalhadores, o aumento da taxa de juros, a política fiscal aplicada, a explosão do desemprego, sobretudo entre jovens, já estão causando um agravamento social espetacular. Essas revoltas populares podem ser um ensaio do que poderá vir a acontecer por exemplo quando a população começar a se insurgir contra a escassez de água e a crise energética. Vamos precisar de muitos MPL&#039;s, muitos movimentos grevistas combativos, muitos black blocs etc etc etc, de muita energia anticapitalista, daquelas que não cabem nas soluções de menor resistência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não tenho muitas dúvidas de que esse tipo de revolta popular tende a se afirmar e intensificar-se com a forte crise que se instala  e com a forma truculenta como vem sendo tratada por esse novo governo Dilma. Golpes contra os direitos dos trabalhadores, o aumento da taxa de juros, a política fiscal aplicada, a explosão do desemprego, sobretudo entre jovens, já estão causando um agravamento social espetacular. Essas revoltas populares podem ser um ensaio do que poderá vir a acontecer por exemplo quando a população começar a se insurgir contra a escassez de água e a crise energética. Vamos precisar de muitos MPL&#8217;s, muitos movimentos grevistas combativos, muitos black blocs etc etc etc, de muita energia anticapitalista, daquelas que não cabem nas soluções de menor resistência.</p>
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		<title>
		Por: Silvia		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/102196/#comment-277034</link>

		<dc:creator><![CDATA[Silvia]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Jan 2015 00:03:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A descentralização das ações não é apenas um resguardo para evitar a concentração da repressão. Ela é uma necessidade para dar um passo à frente na organização. Para evitar que a justa ira popular se esvaia. É nos locais de sociabilidade (trabalho e moradia) onde se constrói a confiança necessária para ações mais audazes e politizadas, e não no centro das cidades. As atividades descentralizadas têm também um tempo &quot;mais lento&quot;, que permite a reflexão coletiva, como classe. E o reconhecimento como classe. E permite também a unificação das lutas &quot;por baixo&quot;, nos capilares. 

Também, como Zé Gotinha, que me precedeu, estou pensando nas lutas por água e energia que se esperam. E creio que nos bairros isso pode ganhar a forma mais sólida e nada efémera. As lutas contra a tarifa criam redes de amparo às lutas que servem para outras lutas que vão se configurando.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A descentralização das ações não é apenas um resguardo para evitar a concentração da repressão. Ela é uma necessidade para dar um passo à frente na organização. Para evitar que a justa ira popular se esvaia. É nos locais de sociabilidade (trabalho e moradia) onde se constrói a confiança necessária para ações mais audazes e politizadas, e não no centro das cidades. As atividades descentralizadas têm também um tempo &#8220;mais lento&#8221;, que permite a reflexão coletiva, como classe. E o reconhecimento como classe. E permite também a unificação das lutas &#8220;por baixo&#8221;, nos capilares. </p>
<p>Também, como Zé Gotinha, que me precedeu, estou pensando nas lutas por água e energia que se esperam. E creio que nos bairros isso pode ganhar a forma mais sólida e nada efémera. As lutas contra a tarifa criam redes de amparo às lutas que servem para outras lutas que vão se configurando.</p>
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		<title>
		Por: Zé Gotinha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/102196/#comment-277016</link>

		<dc:creator><![CDATA[Zé Gotinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2015 22:11:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[e a pergunta que não vai ser calada: o acúmulo de organização e de comprometimento militante gerados pela construção de base do MPL, serão aproveitados pela população caso o desastre hídrico se confirme nos próximos meses na cidade de São Paulo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>e a pergunta que não vai ser calada: o acúmulo de organização e de comprometimento militante gerados pela construção de base do MPL, serão aproveitados pela população caso o desastre hídrico se confirme nos próximos meses na cidade de São Paulo?</p>
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		<title>
		Por: Priscilla Prudencio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/01/102196/#comment-276996</link>

		<dc:creator><![CDATA[Priscilla Prudencio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Jan 2015 20:34:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O texto traz uma análise interessante sobre os alcances e limites da luta através da revolta popular. No entanto, permanece a dúvida inicial: afinal de contas, a ocupação e reapropriacao das ruas será eficaz enquanto tática de reivindicação? Ainda que com as ações mais descentralizadas e espalhadas pelas periferias, não estão os aparatos contrainsurgentes ainda mais refinados? A população que vai às ruas  e que se organiza em seus bairros seguirá até que ponto? Ou a persistência das instâncias governamentais em reprimir a luta vencerá os manifestantes pelo cansaço?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto traz uma análise interessante sobre os alcances e limites da luta através da revolta popular. No entanto, permanece a dúvida inicial: afinal de contas, a ocupação e reapropriacao das ruas será eficaz enquanto tática de reivindicação? Ainda que com as ações mais descentralizadas e espalhadas pelas periferias, não estão os aparatos contrainsurgentes ainda mais refinados? A população que vai às ruas  e que se organiza em seus bairros seguirá até que ponto? Ou a persistência das instâncias governamentais em reprimir a luta vencerá os manifestantes pelo cansaço?</p>
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