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	Comentários sobre: Democracia de base sem trabalho de base?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Hugo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102335/#comment-281389</link>

		<dc:creator><![CDATA[Hugo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2015 17:09:09 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[https://www.facebook.com/photo.php?fbid=925012567539673&#038;set=a.829882207052710.1073741829.100000928146587&#038;type=1]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://www.facebook.com/photo.php?fbid=925012567539673&#038;set=a.829882207052710.1073741829.100000928146587&#038;type=1" rel="nofollow ugc">https://www.facebook.com/photo.php?fbid=925012567539673&#038;set=a.829882207052710.1073741829.100000928146587&#038;type=1</a></p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Fernando		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102335/#comment-279402</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Feb 2015 15:24:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[aqui o comentário que coloquei no texto de resposta dos companheiros:

&quot;não entendo.
A direção de um sindicato se dissolver para dar espaço para um comando de greve é uma coisa; afinal, os delegados foram eleitos, houve uma votação e tudo o mais.
Agora, ninguém elegeu o MPL para nada. Vejo um erro completo de interpretação no que diz respeito à “falsa opção”. Primeiro porque não existe nenhum motivo para “submissão completa” à direção do MPL [ao ir às manifestações centrais estavam proibidos de fazer qualquer outra ação?], segundo porque a noção que os autores trazem de “unidade na ação” parte de um princípio meramente geográfico: se o próprio MPL estava encorajando e difundindo isso que os autores chamam de “ações paralelas”. Oras, não é essa a unidade de ação que estava sendo proposta pelo MPL justamente, a de multiplicar os atos pela cidade? Ou para os autores unidade de ação significa unidade física e geográfica?
Porque aí a questão vira outra, que é a discussão tática a respeito dos grandes atos centrais versus os atos periféricos, já não tem nada a ver com construção democrática de bases.

Por fim, parabenizo os autores e o debate, faz tempo que estamos precisando disso. Só acho que a linha aqui continua sendo a de muitos grupos que reclamam do MPL por ele não cumprir um papel que ele mesmo não se coloca, como se o MPL fosse um “sindicato da luta pelo transporte”, e não uma organização autônoma em pé de igualdade com as demais que constroem a luta. O que impede as demais agrupações de tomarem para sí um papel parecido com o que o MPL toma ao convocar os atos, como o MTST por exemplo o fez? Será o fato de que elas não tem poder quase que nenhum de convocação? E por que será que não o tem…?&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>aqui o comentário que coloquei no texto de resposta dos companheiros:</p>
<p>&#8220;não entendo.<br />
A direção de um sindicato se dissolver para dar espaço para um comando de greve é uma coisa; afinal, os delegados foram eleitos, houve uma votação e tudo o mais.<br />
Agora, ninguém elegeu o MPL para nada. Vejo um erro completo de interpretação no que diz respeito à “falsa opção”. Primeiro porque não existe nenhum motivo para “submissão completa” à direção do MPL [ao ir às manifestações centrais estavam proibidos de fazer qualquer outra ação?], segundo porque a noção que os autores trazem de “unidade na ação” parte de um princípio meramente geográfico: se o próprio MPL estava encorajando e difundindo isso que os autores chamam de “ações paralelas”. Oras, não é essa a unidade de ação que estava sendo proposta pelo MPL justamente, a de multiplicar os atos pela cidade? Ou para os autores unidade de ação significa unidade física e geográfica?<br />
Porque aí a questão vira outra, que é a discussão tática a respeito dos grandes atos centrais versus os atos periféricos, já não tem nada a ver com construção democrática de bases.</p>
<p>Por fim, parabenizo os autores e o debate, faz tempo que estamos precisando disso. Só acho que a linha aqui continua sendo a de muitos grupos que reclamam do MPL por ele não cumprir um papel que ele mesmo não se coloca, como se o MPL fosse um “sindicato da luta pelo transporte”, e não uma organização autônoma em pé de igualdade com as demais que constroem a luta. O que impede as demais agrupações de tomarem para sí um papel parecido com o que o MPL toma ao convocar os atos, como o MTST por exemplo o fez? Será o fato de que elas não tem poder quase que nenhum de convocação? E por que será que não o tem…?&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Hugo Scabello		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102335/#comment-279120</link>

		<dc:creator><![CDATA[Hugo Scabello]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2015 10:06:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Companheiros,

soltamos tanto uma resposta, quanto continuamos as criticas aos equivocos cometidos pela direção do MPL em 2015. 

O texto está no seguinte linque: https://debatelutacontraoaumento2015.wordpress.com/2015/02/13/as-catracas-da-luta-contra-o-aumento-balanco-da-luta-contra-o-aumento-de-2015-na-cidade-de-sao-paulo/#more-14

&quot;Para alguns, arquibancadas vazias, para outros a certeza cada vez mais iminente que conseguiremos (e necessitaremos) dar respostas às investidas capitalistas e estatais. Da senhora dona de casa que bloqueia o caminhão pipa às greves massivas: organizemos o poder popular, fortaleçamos a democracia direta e a militância de base em nossos respectivos lugares de trabalho e estudo. A batalha está dada. Ousemos vencer.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Companheiros,</p>
<p>soltamos tanto uma resposta, quanto continuamos as criticas aos equivocos cometidos pela direção do MPL em 2015. </p>
<p>O texto está no seguinte linque: <a href="https://debatelutacontraoaumento2015.wordpress.com/2015/02/13/as-catracas-da-luta-contra-o-aumento-balanco-da-luta-contra-o-aumento-de-2015-na-cidade-de-sao-paulo/#more-14" rel="nofollow ugc">https://debatelutacontraoaumento2015.wordpress.com/2015/02/13/as-catracas-da-luta-contra-o-aumento-balanco-da-luta-contra-o-aumento-de-2015-na-cidade-de-sao-paulo/#more-14</a></p>
<p>&#8220;Para alguns, arquibancadas vazias, para outros a certeza cada vez mais iminente que conseguiremos (e necessitaremos) dar respostas às investidas capitalistas e estatais. Da senhora dona de casa que bloqueia o caminhão pipa às greves massivas: organizemos o poder popular, fortaleçamos a democracia direta e a militância de base em nossos respectivos lugares de trabalho e estudo. A batalha está dada. Ousemos vencer.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Emerson		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102335/#comment-278399</link>

		<dc:creator><![CDATA[Emerson]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2015 19:33:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Achei o artigo muito bom, justamente porque toca na questão central: &quot;Como propor uma luta dirigida pela articulação das organizações de trabalhadores em seus locais de base, se essas organizações hoje quase não existem?&quot;. No entanto, creio que essa crítica se aplique à própria forma como o MPL tem conduzido a jornada contra o aumento esse ano. Apesar de desde 2013 ter havido um trabalho de base nas periferias, é fato incontestável que esses espaços criados não têm ainda a força suficiente para dirigir a atual luta. E, no entanto, é justamente sobre esses espaços que o MPL tem apostado o sucesso da luta. É como se fossem destros e tentassem derrubar o adversário com um soco da canhota.
A construção de espaços de luta nas periferias é um trabalho que leva tempo, e o próprio MPL sabe disso. Justamente por isso ainda não são capazes de travar uma jornada de lutas com a intensidade requerida para vencer o combate. Assim, ao escolher esse caminho, o MPL como que aceita a derrota de antemão, pois joga em ritmo de treino quando o jogo já está rolando.
A tática da revolta de 2013 não foi capaz de ir além de derrubar o aumento, sem criar espaços de organização popular? Ainda assim, não há nada que possa substituí-la completamente no momento.
É preciso aproveitar essa jornada de lutas para exercitar e fortalecer os incipientes espaços construídos até agora? Certamente, mas não vejo de que forma isso pode ser possível sem travar o combate pra valer, apostando suas melhores fichas e jogando todo seu potencial. Porque o que tenho ouvido nas ruas, ao panfletar, é que &quot;esse ano está muito devagar&quot;. 
Espero estar errado, mas não consigo ver acúmulo organizativo com esse sentimento no meio do povo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei o artigo muito bom, justamente porque toca na questão central: &#8220;Como propor uma luta dirigida pela articulação das organizações de trabalhadores em seus locais de base, se essas organizações hoje quase não existem?&#8221;. No entanto, creio que essa crítica se aplique à própria forma como o MPL tem conduzido a jornada contra o aumento esse ano. Apesar de desde 2013 ter havido um trabalho de base nas periferias, é fato incontestável que esses espaços criados não têm ainda a força suficiente para dirigir a atual luta. E, no entanto, é justamente sobre esses espaços que o MPL tem apostado o sucesso da luta. É como se fossem destros e tentassem derrubar o adversário com um soco da canhota.<br />
A construção de espaços de luta nas periferias é um trabalho que leva tempo, e o próprio MPL sabe disso. Justamente por isso ainda não são capazes de travar uma jornada de lutas com a intensidade requerida para vencer o combate. Assim, ao escolher esse caminho, o MPL como que aceita a derrota de antemão, pois joga em ritmo de treino quando o jogo já está rolando.<br />
A tática da revolta de 2013 não foi capaz de ir além de derrubar o aumento, sem criar espaços de organização popular? Ainda assim, não há nada que possa substituí-la completamente no momento.<br />
É preciso aproveitar essa jornada de lutas para exercitar e fortalecer os incipientes espaços construídos até agora? Certamente, mas não vejo de que forma isso pode ser possível sem travar o combate pra valer, apostando suas melhores fichas e jogando todo seu potencial. Porque o que tenho ouvido nas ruas, ao panfletar, é que &#8220;esse ano está muito devagar&#8221;.<br />
Espero estar errado, mas não consigo ver acúmulo organizativo com esse sentimento no meio do povo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: triste		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102335/#comment-278363</link>

		<dc:creator><![CDATA[triste]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Feb 2015 12:56:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Concordo com os argumentos do texto, só não concordei muito com o tom, porque se por um lado é uma discussao importante e tal pra luta, como as outras pessoas estão comentando aí, por outro lado o caso em questão é de ativistas que se dizem teoricamente autonomistas (e outros trotskistas tambem) e conseguiram destruir o único espaço auto-gestionário da luta contra o aumento que eles &quot;participaram&quot;. Então é um problema direto da luta, que foi comprometida pelas fantasias políticas idealistas de algumas pessoas... é triste]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com os argumentos do texto, só não concordei muito com o tom, porque se por um lado é uma discussao importante e tal pra luta, como as outras pessoas estão comentando aí, por outro lado o caso em questão é de ativistas que se dizem teoricamente autonomistas (e outros trotskistas tambem) e conseguiram destruir o único espaço auto-gestionário da luta contra o aumento que eles &#8220;participaram&#8221;. Então é um problema direto da luta, que foi comprometida pelas fantasias políticas idealistas de algumas pessoas&#8230; é triste</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102335/#comment-278263</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2015 17:17:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2015/02/102335/#comment-278254&quot;&gt;Grouxo Marxista&lt;/a&gt;.

Grouxo,

As dificuldades dos movimentos relativas a um maior enraizamento em bairros e locais de trabalho têm duas dimensões. Em primeiro lugar, é praticamente impossível simplesmente chegar num bairro que não é o seu, propondo a construção de um coletivo que lute por qualquer demanda. Na verdade, a dificuldade também existe, mesmo que se trate de moradores isolados no próprio bairro. É preciso que haja, no mínimo, algum laço de confiança e alguma convivência entre militantes e moradores. Da mesma forma, não fazendo parte de um determinado local de trabalho, é praticamente impossível simplesmente chegar e dizer: &quot;olá, queremos formar aqui um núcleo do nosso movimento para lutar por isto ou aquilo&quot;. E, igualmente, mesmo fazendo parte do local de trabalho, a dificuldade é imensa. Mesmo que as pessoas sejam receptivas, e muitas vezes o são, permanece uma desconfiança. E essa desconfiança geralmente é confirmada na baixa participação em atividades organizadas pelo movimento, a não ser que a situação seja tão grave que qualquer pessoa, levantando determinada bandeira, seja bem-vinda. Não costuma ser assim. No local de trabalho, a desconfiança é muito grande, por exemplo, se se trata de um trabalhador novato. Segundo: os próprios trabalhadores, em seus locais de trabalho e moradia, são eles mesmos bastante ambíguos. Por vezes, têm acordo com a luta, mas não estão dispostos a iniciá-la ou a assumir a sua condução, preferindo deixar que outros tomem o seu protagonismo e esperando que venham os resultados. Esses outros a assumir a empreitada, podem ser pessoas mais próximas ou mais distantes, de dentro ou de fora do bairro: não importa. Se a desconfiança constitui um obstáculo, a confiança muitas vezes gera acomodação. Os trabalhadores precisam ter um certo grau de iniciativa, caso contrário a autonomia da classe jamais será conquistada. Essa iniciativa às vezes surge, às vezes não, e a questão é o porquê. Por que em certos casos verifica-se uma iniciativa? Seja como for, os problemas existem por toda parte e é simplesmente impraticável que militantes de qualquer organização se enraízem em toda parte. É comum que, no decorrer da luta, nos deparemos com pessoas que vêm nos dizer: &quot;vocês deveriam estar atuando no bairro tal onde moro, lá tem muitos problemas&quot;. Parece, então, que somos o exército da salvação e que o dever nos chama em toda parte. Por que é que a mesma pessoa, que reconhece os problemas do seu bairro e que sabe que a solução é a luta, não se põe em movimento e não soma forças com quem atua fora dali? Por último, imagino que as coisas se deem dessa forma porque os trabalhadores da nossa época não estão acostumados ou se desacostumaram em assumir iniciativas, em grande parte devido à transformação de seus órgãos de luta em órgãos de recuperação das lutas. Por tudo isso, acho que texto acertou em cheio na análise.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2015/02/102335/#comment-278254">Grouxo Marxista</a>.</p>
<p>Grouxo,</p>
<p>As dificuldades dos movimentos relativas a um maior enraizamento em bairros e locais de trabalho têm duas dimensões. Em primeiro lugar, é praticamente impossível simplesmente chegar num bairro que não é o seu, propondo a construção de um coletivo que lute por qualquer demanda. Na verdade, a dificuldade também existe, mesmo que se trate de moradores isolados no próprio bairro. É preciso que haja, no mínimo, algum laço de confiança e alguma convivência entre militantes e moradores. Da mesma forma, não fazendo parte de um determinado local de trabalho, é praticamente impossível simplesmente chegar e dizer: &#8220;olá, queremos formar aqui um núcleo do nosso movimento para lutar por isto ou aquilo&#8221;. E, igualmente, mesmo fazendo parte do local de trabalho, a dificuldade é imensa. Mesmo que as pessoas sejam receptivas, e muitas vezes o são, permanece uma desconfiança. E essa desconfiança geralmente é confirmada na baixa participação em atividades organizadas pelo movimento, a não ser que a situação seja tão grave que qualquer pessoa, levantando determinada bandeira, seja bem-vinda. Não costuma ser assim. No local de trabalho, a desconfiança é muito grande, por exemplo, se se trata de um trabalhador novato. Segundo: os próprios trabalhadores, em seus locais de trabalho e moradia, são eles mesmos bastante ambíguos. Por vezes, têm acordo com a luta, mas não estão dispostos a iniciá-la ou a assumir a sua condução, preferindo deixar que outros tomem o seu protagonismo e esperando que venham os resultados. Esses outros a assumir a empreitada, podem ser pessoas mais próximas ou mais distantes, de dentro ou de fora do bairro: não importa. Se a desconfiança constitui um obstáculo, a confiança muitas vezes gera acomodação. Os trabalhadores precisam ter um certo grau de iniciativa, caso contrário a autonomia da classe jamais será conquistada. Essa iniciativa às vezes surge, às vezes não, e a questão é o porquê. Por que em certos casos verifica-se uma iniciativa? Seja como for, os problemas existem por toda parte e é simplesmente impraticável que militantes de qualquer organização se enraízem em toda parte. É comum que, no decorrer da luta, nos deparemos com pessoas que vêm nos dizer: &#8220;vocês deveriam estar atuando no bairro tal onde moro, lá tem muitos problemas&#8221;. Parece, então, que somos o exército da salvação e que o dever nos chama em toda parte. Por que é que a mesma pessoa, que reconhece os problemas do seu bairro e que sabe que a solução é a luta, não se põe em movimento e não soma forças com quem atua fora dali? Por último, imagino que as coisas se deem dessa forma porque os trabalhadores da nossa época não estão acostumados ou se desacostumaram em assumir iniciativas, em grande parte devido à transformação de seus órgãos de luta em órgãos de recuperação das lutas. Por tudo isso, acho que texto acertou em cheio na análise.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Grouxo Marxista		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102335/#comment-278254</link>

		<dc:creator><![CDATA[Grouxo Marxista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2015 14:45:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=102335#comment-278254</guid>

					<description><![CDATA[Penso que se trata de uma situação bastante ambígua e perigosa para o movimento.

Por um lado, a construção de vários anos e a legitimidade alcançada a partir dessa construção permite a convocação dos atos de forma unilateral, sem a participação de outras organizações, sem precisar de ok de governo nenhum. Essa legitimidade inclusive também é conquistada internamente a partir desse trabalho feito constantemente. Os membros do movimento se sentem legítimos em chamar e puxar o rolê com os métodos que consensuam serem os mais adequados -- e isso é um elemento importante para a forte autonomia que o movimento conquistou e vem demonstrando.

Por outro lado, existe uma dificuldade gigante de um enraizamento maior dos bairros e locais de trabalho -- e não digo só do MPL, mas de qualquer tentativa de construção de um movimento pela mobilidade urbana ou que questione as questões do transporte. Existem pequenas coisas, ainda incipientes, mas que não se comparam nem de longe ao nível de organização e legitimidade alcançado pelo &quot;mpl central&quot;. Concordo com os autores de que não existem soviets ou poderes populares, eles necessitam de ser construídos -- trata-se da tarefa mais urgente e necessária. Mas o MPL (e as grandes manifestações no centro) também foi uma construção de poder popular – que o diga o decreto popular da redução da tarifa de 2013. As condições políticas que geraram essa instância de poder geraram um poder que é incontrolável pelo Estado, mas que também é incontrolável por qualquer base social constituída.

Ficamos, então, na dependência quase absoluta de um coletivo cujos debates táticos tem que ser fechados por questão de segurança, em que só se pode debater estratégia se formos convidado pelos atuais componentes. Isso é culpa do coletivo? De forma alguma. É um produto das condições políticas de São Paulo, da ausência (quase) absoluta de trabalho de base das organizações de esquerda e da mentalidade aparelhista/hegemonista que parece predominar nas mobilizações de esquerda. Mas: e se o coletivo implodir por tensões internas? E se o coletivo for cooptado? E se o coletivo estive errado? Quem vai corrigir? E por aí vai. A confiança nos companheiros é fundamental e justificada. Mas a dependência não se justifica e é bastante perigosa. Aliás, não seria melhor se fosse uma outra organização de esquerda ou uma coalizão de organizações de esquerda/sindicatos/etc. Seriam os mesmos problemas com uma maior composição numérica e diversidade ideológica: sem organização na base, tudo depende da direção e não há correção possível. 

Isso só mostra o quanto é urgente a construção de espaços enraizados no cotidiano (coletivos, organizações de local de trabalho, jornais, assembleias que sejam) e uma maior frequência de debates públicos desse tipo colocando em cheque de maneira clara os direcionamentos da luta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Penso que se trata de uma situação bastante ambígua e perigosa para o movimento.</p>
<p>Por um lado, a construção de vários anos e a legitimidade alcançada a partir dessa construção permite a convocação dos atos de forma unilateral, sem a participação de outras organizações, sem precisar de ok de governo nenhum. Essa legitimidade inclusive também é conquistada internamente a partir desse trabalho feito constantemente. Os membros do movimento se sentem legítimos em chamar e puxar o rolê com os métodos que consensuam serem os mais adequados &#8212; e isso é um elemento importante para a forte autonomia que o movimento conquistou e vem demonstrando.</p>
<p>Por outro lado, existe uma dificuldade gigante de um enraizamento maior dos bairros e locais de trabalho &#8212; e não digo só do MPL, mas de qualquer tentativa de construção de um movimento pela mobilidade urbana ou que questione as questões do transporte. Existem pequenas coisas, ainda incipientes, mas que não se comparam nem de longe ao nível de organização e legitimidade alcançado pelo &#8220;mpl central&#8221;. Concordo com os autores de que não existem soviets ou poderes populares, eles necessitam de ser construídos &#8212; trata-se da tarefa mais urgente e necessária. Mas o MPL (e as grandes manifestações no centro) também foi uma construção de poder popular – que o diga o decreto popular da redução da tarifa de 2013. As condições políticas que geraram essa instância de poder geraram um poder que é incontrolável pelo Estado, mas que também é incontrolável por qualquer base social constituída.</p>
<p>Ficamos, então, na dependência quase absoluta de um coletivo cujos debates táticos tem que ser fechados por questão de segurança, em que só se pode debater estratégia se formos convidado pelos atuais componentes. Isso é culpa do coletivo? De forma alguma. É um produto das condições políticas de São Paulo, da ausência (quase) absoluta de trabalho de base das organizações de esquerda e da mentalidade aparelhista/hegemonista que parece predominar nas mobilizações de esquerda. Mas: e se o coletivo implodir por tensões internas? E se o coletivo for cooptado? E se o coletivo estive errado? Quem vai corrigir? E por aí vai. A confiança nos companheiros é fundamental e justificada. Mas a dependência não se justifica e é bastante perigosa. Aliás, não seria melhor se fosse uma outra organização de esquerda ou uma coalizão de organizações de esquerda/sindicatos/etc. Seriam os mesmos problemas com uma maior composição numérica e diversidade ideológica: sem organização na base, tudo depende da direção e não há correção possível. </p>
<p>Isso só mostra o quanto é urgente a construção de espaços enraizados no cotidiano (coletivos, organizações de local de trabalho, jornais, assembleias que sejam) e uma maior frequência de debates públicos desse tipo colocando em cheque de maneira clara os direcionamentos da luta.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102335/#comment-278147</link>

		<dc:creator><![CDATA[João]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2015 17:36:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=102335#comment-278147</guid>

					<description><![CDATA[Muito bom o artigo. Essa é uma discussão muito importante tanto para o prosseguimento do movimento quanto para outras tentativas de enraizamento e organização popular.

Gostaria de colocar uma reflexão sobre a ferramenta assembléia. Em &#039;comentários&quot;, os autores colocam a assembléia como mecanismo de excelência para efetivar a democracia direta. Coloca-se também uma proposta de &quot;federalizar as assembleias locais na assembleia geral&quot;. Isso possibilitaria que os envolvidos na luta tomassem decisões sobre os rumos do movimento.

Enxergo de forma muito diferente as assembleias. Muitas vezes podem ser adotadas para ampliar a participação na luta e resolver disputas políticas, mas não são o caminho para a adoção da democracia direta e de base. A assembléia favorece a direção política. No geral, aqueles que colocam posições na assembléia são quadros já formados na luta. A grande maioria dos lutadores não consegue se envolver, de fato, com a elaboração dos caminhos para a luta a partir da assembleia. Além disso a assembléia não consegue aprofundar a discussão política e pode se tornar muito extensa e maçante, afastando novos lutadores. 

O caminho a se seguir, como diz o texto, seria o de ampliação do trabalho de base, aumentando a organização popular e envolvendo mais pessoas diretamente com a luta. Foi acertada a tática do movimento de contribuir com a formação desses espaços nas periferias da cidade. Com esses grupos consolidados, federalizá-los com a eleição de delegados e conselhos federativos, seria a melhor forma de garantir a democracia de base. Isso, entretanto, deve ser construído sem atropelar a própria formação de base. 

Toda essa discussão coloca o planejamento do movimento no longo prazo e a partir daí se colocam algumas questões. Como o MPL se comportará a partir de agora? Será ele a instância de articulação desses espaços de base? Ou esses espaços devem se articular entre si? Nesse último caso, o movimento assume quase a posição de organização política que funciona como fermento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom o artigo. Essa é uma discussão muito importante tanto para o prosseguimento do movimento quanto para outras tentativas de enraizamento e organização popular.</p>
<p>Gostaria de colocar uma reflexão sobre a ferramenta assembléia. Em &#8216;comentários&#8221;, os autores colocam a assembléia como mecanismo de excelência para efetivar a democracia direta. Coloca-se também uma proposta de &#8220;federalizar as assembleias locais na assembleia geral&#8221;. Isso possibilitaria que os envolvidos na luta tomassem decisões sobre os rumos do movimento.</p>
<p>Enxergo de forma muito diferente as assembleias. Muitas vezes podem ser adotadas para ampliar a participação na luta e resolver disputas políticas, mas não são o caminho para a adoção da democracia direta e de base. A assembléia favorece a direção política. No geral, aqueles que colocam posições na assembléia são quadros já formados na luta. A grande maioria dos lutadores não consegue se envolver, de fato, com a elaboração dos caminhos para a luta a partir da assembleia. Além disso a assembléia não consegue aprofundar a discussão política e pode se tornar muito extensa e maçante, afastando novos lutadores. </p>
<p>O caminho a se seguir, como diz o texto, seria o de ampliação do trabalho de base, aumentando a organização popular e envolvendo mais pessoas diretamente com a luta. Foi acertada a tática do movimento de contribuir com a formação desses espaços nas periferias da cidade. Com esses grupos consolidados, federalizá-los com a eleição de delegados e conselhos federativos, seria a melhor forma de garantir a democracia de base. Isso, entretanto, deve ser construído sem atropelar a própria formação de base. </p>
<p>Toda essa discussão coloca o planejamento do movimento no longo prazo e a partir daí se colocam algumas questões. Como o MPL se comportará a partir de agora? Será ele a instância de articulação desses espaços de base? Ou esses espaços devem se articular entre si? Nesse último caso, o movimento assume quase a posição de organização política que funciona como fermento.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102335/#comment-278140</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2015 16:18:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=102335#comment-278140</guid>

					<description><![CDATA[Excelente debate.

O questionamento sobre a legitimidade da direção do MPL me lembrou uma passagem de Rosa Luxemburgo, em seu texto &quot;Crítica à Revolução russa&quot;:

&quot;O partido de Lênin foi o único que compreendeu as exigências e os deveres de um partido verdadeiramente revolucionário ao assegurar o desenvolvimento contínuo da revolução com a consigna “todo o poder às mãos do proletariado e do campesinato”. Os bolcheviques resolveram assim o célebre problema de “ganhar a maioria do povo”, esse pesadelo que sempre atormentou os socialdemocratas alemães. Estes, em sua condição de discípulos de carne e osso do cretinismo parlamentar, nada mais fazem a não ser transpor para a revolução a sabedoria caseira do jardim de infância parlamentar: para fazer alguma coisa, é preciso ter antes a maioria. Portanto, também na revolução, devemos conquistar primeiro a “maioria”. Mas a dialética real das revoluções inverte essa sabedoria de toupeira parlamentar: o caminho não conduz à tática revolucionária pela maioria, ele leva à maioria pela tática revolucionária.&quot;

	Em outras palavras, a maioria se conquista durante o processo (no caso, durante a revolução), quando a alternativa à ordem vai sendo posta em prática e a classe trabalhadora passa a ter maior confiança e clareza da sua posição frente ao mundo burguês. Nesse sentido, querer conquistar a maioria antes da revolução deve ser visto como um infantilismo que subestima o poder dos aparatos ideológicos burgueses e se auto-condena a um eterno “somar forças”, um permanente “acúmulo de forças” (algo soa familiar ao brasileiro, e qualquer semelhança não é mera coincidência). 
Do mesmo modo, a tática do acúmulo de forças e conquista da maioria subestima o poder de inércia inerente ao modo de enraizamento material do sistema do capital, tendente à autoperpetuação, entre outras coisas, porque cada indivíduo interioriza as determinações da lei do valor. O combate a tal interiorização é não apenas ideológico, mas material; daí a necessidade da revolução estar acontecendo, dos novos órgãos revolucionários já estarem atuando e criando a dualidade de poderes, para que então a “maioria” seja conquistada à alternativa socialista de controle do sistema. Portanto, a maioria não se conquista antes, e sim durante a revolução. Quando se conquista a maioria antes da Revolução, não se tem uma comprovação do erro de Rosa, e sim o rebaixamento do programa e o abandono da perspectiva revolucionária. A conquista da maioria deixa então de ser uma tática e se converte em estratégia, idêntica à chegada ao poder “a qualquer custo”, mas o custo é justamente a autonomia da classe e a diluição do programa: a perda de sua radicalidade, de modo a possibilitar a política de alianças com extratos cada vez mais amplos do espectro social, descaracterizando sua prática social enquanto uma prática anticapitalista, ou mesmo enquanto uma prática social de esquerda.(Mais uma vez, soa familiar ao brasileiro...)
Voltando ao tema da direção do MPL, este logrou ocupar a posição que ocupa até hoje, de principal movimento mais ou menos dirigente do processo, graças não a algum oportunismo, e sim porque sua tática está adequada, até o momento, ao que as massas querem e precisam: &quot;o caminho não conduz à tática revolucionária pela maioria, ele leva à maioria pela tática revolucionária&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente debate.</p>
<p>O questionamento sobre a legitimidade da direção do MPL me lembrou uma passagem de Rosa Luxemburgo, em seu texto &#8220;Crítica à Revolução russa&#8221;:</p>
<p>&#8220;O partido de Lênin foi o único que compreendeu as exigências e os deveres de um partido verdadeiramente revolucionário ao assegurar o desenvolvimento contínuo da revolução com a consigna “todo o poder às mãos do proletariado e do campesinato”. Os bolcheviques resolveram assim o célebre problema de “ganhar a maioria do povo”, esse pesadelo que sempre atormentou os socialdemocratas alemães. Estes, em sua condição de discípulos de carne e osso do cretinismo parlamentar, nada mais fazem a não ser transpor para a revolução a sabedoria caseira do jardim de infância parlamentar: para fazer alguma coisa, é preciso ter antes a maioria. Portanto, também na revolução, devemos conquistar primeiro a “maioria”. Mas a dialética real das revoluções inverte essa sabedoria de toupeira parlamentar: o caminho não conduz à tática revolucionária pela maioria, ele leva à maioria pela tática revolucionária.&#8221;</p>
<p>	Em outras palavras, a maioria se conquista durante o processo (no caso, durante a revolução), quando a alternativa à ordem vai sendo posta em prática e a classe trabalhadora passa a ter maior confiança e clareza da sua posição frente ao mundo burguês. Nesse sentido, querer conquistar a maioria antes da revolução deve ser visto como um infantilismo que subestima o poder dos aparatos ideológicos burgueses e se auto-condena a um eterno “somar forças”, um permanente “acúmulo de forças” (algo soa familiar ao brasileiro, e qualquer semelhança não é mera coincidência).<br />
Do mesmo modo, a tática do acúmulo de forças e conquista da maioria subestima o poder de inércia inerente ao modo de enraizamento material do sistema do capital, tendente à autoperpetuação, entre outras coisas, porque cada indivíduo interioriza as determinações da lei do valor. O combate a tal interiorização é não apenas ideológico, mas material; daí a necessidade da revolução estar acontecendo, dos novos órgãos revolucionários já estarem atuando e criando a dualidade de poderes, para que então a “maioria” seja conquistada à alternativa socialista de controle do sistema. Portanto, a maioria não se conquista antes, e sim durante a revolução. Quando se conquista a maioria antes da Revolução, não se tem uma comprovação do erro de Rosa, e sim o rebaixamento do programa e o abandono da perspectiva revolucionária. A conquista da maioria deixa então de ser uma tática e se converte em estratégia, idêntica à chegada ao poder “a qualquer custo”, mas o custo é justamente a autonomia da classe e a diluição do programa: a perda de sua radicalidade, de modo a possibilitar a política de alianças com extratos cada vez mais amplos do espectro social, descaracterizando sua prática social enquanto uma prática anticapitalista, ou mesmo enquanto uma prática social de esquerda.(Mais uma vez, soa familiar ao brasileiro&#8230;)<br />
Voltando ao tema da direção do MPL, este logrou ocupar a posição que ocupa até hoje, de principal movimento mais ou menos dirigente do processo, graças não a algum oportunismo, e sim porque sua tática está adequada, até o momento, ao que as massas querem e precisam: &#8220;o caminho não conduz à tática revolucionária pela maioria, ele leva à maioria pela tática revolucionária&#8221;.</p>
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		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102335/#comment-278136</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2015 15:42:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=102335#comment-278136</guid>

					<description><![CDATA[Muito bom o texto.

Me lembrou algo que aconteceu no Encontra Nacional do MPL em 2006.
Coletivos que não possuíam praticamente militância efetiva nenhuma entraram no MPL como se se tratasse de um aparelho para ser disputado. Começaram a atacar aqueles que tinham mais legitimidade pelo trabalho feito, como se fossem dirigentes.

Parece que a história se repete: um bando de pseudo-militantes preguiçosos que querem ficar no lugar daqueles que possuem uma autoridade moral pelo trabalho reconhecido pelas pessoas.
São capazes de criar organizações fantasmas pelo jeito (como assembléias de bairro) para se dizerem representantes. Esses sim seriam os verdadeiros burocratas, pois não representariam nada e nem sequer teriam reconhecimento das pessoas. Seria um passo para a total desmobilização.

Em suma, gente que fantasia ser dirigente de algo e que acha que movimento social é aparelho a ser disputado e não consequencia de uma construção cotidiana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom o texto.</p>
<p>Me lembrou algo que aconteceu no Encontra Nacional do MPL em 2006.<br />
Coletivos que não possuíam praticamente militância efetiva nenhuma entraram no MPL como se se tratasse de um aparelho para ser disputado. Começaram a atacar aqueles que tinham mais legitimidade pelo trabalho feito, como se fossem dirigentes.</p>
<p>Parece que a história se repete: um bando de pseudo-militantes preguiçosos que querem ficar no lugar daqueles que possuem uma autoridade moral pelo trabalho reconhecido pelas pessoas.<br />
São capazes de criar organizações fantasmas pelo jeito (como assembléias de bairro) para se dizerem representantes. Esses sim seriam os verdadeiros burocratas, pois não representariam nada e nem sequer teriam reconhecimento das pessoas. Seria um passo para a total desmobilização.</p>
<p>Em suma, gente que fantasia ser dirigente de algo e que acha que movimento social é aparelho a ser disputado e não consequencia de uma construção cotidiana.</p>
]]></content:encoded>
		
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