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	Comentários sobre: Por uma nova compreensão das Jornadas de Junho: formas descentralizadas de ação política e crítica ao “espontaneísmo” analítico	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: R.U.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102712/#comment-285616</link>

		<dc:creator><![CDATA[R.U.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2015 14:44:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O artigo em questão que tenta mostrar o MPL como protagonista de uma prática supostamente &quot;descentralizada&quot; - que transcendeu a ele, mas foi praticada por ele - faz muito bem em mostrar o 2º encontro do MPL em 2005. A tentativa de &quot;cooptação&quot; por parte de pequenos grupos trotskistas foi, na verdade, o triunfo da cooptação petista. Esses grupos foram expulsos na porrada (eu estava lá) por uma tropa de choque pseudo-&quot;anarquista&quot;, especialmente quando questionaram a vinculação do MPL com o governo federal (CUT). O pessoal do MST embarreirou o tempo todo dizendo que não se poderia falar nada contra o PT, porque o lanche do encontro foi bancado por uma vereadora do PT da cidade. Isso comprova que o MPL já nasceu petista e sua suposta &quot;autonomia&quot; ou &quot;espontaneidade&quot; só existiu quando se tratava de banir grupos antipetistas ou anti-estado. Do congresso de 2005 ao acordão MPL/Dilma em junho de 2013 há uma trajetória muito coerente e bem clara.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O artigo em questão que tenta mostrar o MPL como protagonista de uma prática supostamente &#8220;descentralizada&#8221; &#8211; que transcendeu a ele, mas foi praticada por ele &#8211; faz muito bem em mostrar o 2º encontro do MPL em 2005. A tentativa de &#8220;cooptação&#8221; por parte de pequenos grupos trotskistas foi, na verdade, o triunfo da cooptação petista. Esses grupos foram expulsos na porrada (eu estava lá) por uma tropa de choque pseudo-&#8220;anarquista&#8221;, especialmente quando questionaram a vinculação do MPL com o governo federal (CUT). O pessoal do MST embarreirou o tempo todo dizendo que não se poderia falar nada contra o PT, porque o lanche do encontro foi bancado por uma vereadora do PT da cidade. Isso comprova que o MPL já nasceu petista e sua suposta &#8220;autonomia&#8221; ou &#8220;espontaneidade&#8221; só existiu quando se tratava de banir grupos antipetistas ou anti-estado. Do congresso de 2005 ao acordão MPL/Dilma em junho de 2013 há uma trajetória muito coerente e bem clara.</p>
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		<title>
		Por: Luis		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102712/#comment-280640</link>

		<dc:creator><![CDATA[Luis]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2015 21:09:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá,
Assim como a Priscilla no primeiro comentário, &quot;Uma questão ficou rondando a leitura do texto: a quem / a que servem essas análises míopes e superficiais?&quot;. Mas direciono a questão ao próprio texto. Propõe-se uma &quot;nova compreensão das Jornadas de Junhos&quot;, mas pouco ou nada se encontra de novo. Não é novidade o elogio à &quot;descentralização&quot;, &quot;fragmentação&quot;, &quot;nova cultura política&quot; nas análises das manifestações de junho de 2013. Ao contrário, esses são discursos que aparecem desde junho mesmo, constituindo quase um lugar-comum da análise.
Assim como no texto, esse discurso da &quot;nova cultura política horizontal&quot; comprovada em junho aparece em geral para rebater outras análises, &quot;autoritárias&quot;, que buscariam encontrar uma &quot;direção&quot; no processo, etc. Mas me chamou atenção que, apesar do texto se propor um contraponto a essas análises, quase não há referências à elas (menciona-se um ou outro artigo na nota 1), como se estivéssemos batendo em um inimigo fantasma.
Por isso pergunto: a quem servem essas análises superficiais de junho? Porque de fato o artigo está coerente, não tem informações erradas ou distorcidas, mas ao final da leitura dá a sensação que não saímos do lugar. Será que esse tipo de análise não tenta também aplicar às manifestações um esquema pronto? Assim como certas correntes sempre apontarão o espontaneísmo, outras sempre apontarão de pronto a horizontalidade. Quer dizer, não seria mais relevante investigar como se deu de fato essa horizontalidade? Que formas de organização teve de fato aquele movimento? - falo do movimento massivo, (derivados?), e não dos princípios organizadores do MPL na sua carta de princípios
Enfim, deixo assim algumas problematizações.
Valeu!
Luis]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,<br />
Assim como a Priscilla no primeiro comentário, &#8220;Uma questão ficou rondando a leitura do texto: a quem / a que servem essas análises míopes e superficiais?&#8221;. Mas direciono a questão ao próprio texto. Propõe-se uma &#8220;nova compreensão das Jornadas de Junhos&#8221;, mas pouco ou nada se encontra de novo. Não é novidade o elogio à &#8220;descentralização&#8221;, &#8220;fragmentação&#8221;, &#8220;nova cultura política&#8221; nas análises das manifestações de junho de 2013. Ao contrário, esses são discursos que aparecem desde junho mesmo, constituindo quase um lugar-comum da análise.<br />
Assim como no texto, esse discurso da &#8220;nova cultura política horizontal&#8221; comprovada em junho aparece em geral para rebater outras análises, &#8220;autoritárias&#8221;, que buscariam encontrar uma &#8220;direção&#8221; no processo, etc. Mas me chamou atenção que, apesar do texto se propor um contraponto a essas análises, quase não há referências à elas (menciona-se um ou outro artigo na nota 1), como se estivéssemos batendo em um inimigo fantasma.<br />
Por isso pergunto: a quem servem essas análises superficiais de junho? Porque de fato o artigo está coerente, não tem informações erradas ou distorcidas, mas ao final da leitura dá a sensação que não saímos do lugar. Será que esse tipo de análise não tenta também aplicar às manifestações um esquema pronto? Assim como certas correntes sempre apontarão o espontaneísmo, outras sempre apontarão de pronto a horizontalidade. Quer dizer, não seria mais relevante investigar como se deu de fato essa horizontalidade? Que formas de organização teve de fato aquele movimento? &#8211; falo do movimento massivo, (derivados?), e não dos princípios organizadores do MPL na sua carta de princípios<br />
Enfim, deixo assim algumas problematizações.<br />
Valeu!<br />
Luis</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: Rodrigo Marques		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102712/#comment-280422</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rodrigo Marques]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2015 17:07:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Salve, Gustavo!

Muito boa essa reflexão sobre um possível &quot;acúmulo histórico&quot;. Nesse sentido, que bom salientar as miopias.

Gostei também da referência à possibilidade analítica de distinguir “movimentos iniciadores” e “movimentos derivados”. Nessa chave, eu, pessoalmente, tendo acreditar na sua colocação sobre os acúmulos históricos e o protagonismo do MPL. Ainda resta, entretanto, muito que me intriga. Esse salto de MPL ao momento mais massivo das centenas de milhares nas ruas é um desafio e tanto para a compreensão. Não acha?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Salve, Gustavo!</p>
<p>Muito boa essa reflexão sobre um possível &#8220;acúmulo histórico&#8221;. Nesse sentido, que bom salientar as miopias.</p>
<p>Gostei também da referência à possibilidade analítica de distinguir “movimentos iniciadores” e “movimentos derivados”. Nessa chave, eu, pessoalmente, tendo acreditar na sua colocação sobre os acúmulos históricos e o protagonismo do MPL. Ainda resta, entretanto, muito que me intriga. Esse salto de MPL ao momento mais massivo das centenas de milhares nas ruas é um desafio e tanto para a compreensão. Não acha?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102712/#comment-280078</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2015 15:45:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[li há poucos dias o capítulo 8 da História da Revolução Russa, do Trotsky. Fiquei bastante impressionado com a repetição (agora como farsa?) das análises históricas dos fatos...

&quot;Quem dirigiu a insurreição de Fevereiro?&quot;
https://www.marxists.org/portugues/trotsky/1930/historia/cap08.htm]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>li há poucos dias o capítulo 8 da História da Revolução Russa, do Trotsky. Fiquei bastante impressionado com a repetição (agora como farsa?) das análises históricas dos fatos&#8230;</p>
<p>&#8220;Quem dirigiu a insurreição de Fevereiro?&#8221;<br />
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102712/#comment-279998</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Feb 2015 01:05:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acho que a lembrança da tentativa de &quot;aparelhamento&quot;, digamos assim, ocorrido no Encontro do MPL em Campinas, em 2005, não ajuda a fundamentar do artigo.

A defesa dos princípios que haviam sido acordados na Plenária no FSM daquele ano encontram paralelo em algo bem antigo. Discussão já feita na Associação Internacional dos Trabalhadores no século XIX. A discussão entre centralismo, e descentralismo e, mais importante, sobre a questão econômica ser o que une os trabalhadores. Colocar um programa político (de um partido), só cria cisão.

Então não vejo isso como nova cultura. Nova são as palavras usadas para descrever, como &#039;rizomática&#039;, algo que nao é novo. Sobre o &#039;fragmentado&#039;, pode ser uma palavra que descreva uma realidade, mas não creio que seja objetivo de ninguém que faz política ser fragmentado. O fragmentado é um problema, não um objetivo ou um desejo, creio eu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que a lembrança da tentativa de &#8220;aparelhamento&#8221;, digamos assim, ocorrido no Encontro do MPL em Campinas, em 2005, não ajuda a fundamentar do artigo.</p>
<p>A defesa dos princípios que haviam sido acordados na Plenária no FSM daquele ano encontram paralelo em algo bem antigo. Discussão já feita na Associação Internacional dos Trabalhadores no século XIX. A discussão entre centralismo, e descentralismo e, mais importante, sobre a questão econômica ser o que une os trabalhadores. Colocar um programa político (de um partido), só cria cisão.</p>
<p>Então não vejo isso como nova cultura. Nova são as palavras usadas para descrever, como &#8216;rizomática&#8217;, algo que nao é novo. Sobre o &#8216;fragmentado&#8217;, pode ser uma palavra que descreva uma realidade, mas não creio que seja objetivo de ninguém que faz política ser fragmentado. O fragmentado é um problema, não um objetivo ou um desejo, creio eu.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marchena		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102712/#comment-279066</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marchena]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Feb 2015 01:45:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Muito bom o texto, compa!!! Isso me remonta à história do movimento pela melhoria da mobilidade urbana. Lembro como se fosse hoje da &quot;Revolta do Buzu&quot;. Além do desgaste da política partidária e das fraudes dos partidos no movimento estudantil (UNE, UMES, UBES, UJS etc.), éramos também inspirados nas notícias da Ação Global dos Povos, nas lutas Zapatistas e por aí vai... A disseminação da cultura de descentralização nos movimentos sociais no Brasil não nasceu num contexto isolado, mas foi uma continuidade de algo que já ascendia desde tempos atrás! Bom texto! Tá um filósofo da zorra! rsrsrs]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito bom o texto, compa!!! Isso me remonta à história do movimento pela melhoria da mobilidade urbana. Lembro como se fosse hoje da &#8220;Revolta do Buzu&#8221;. Além do desgaste da política partidária e das fraudes dos partidos no movimento estudantil (UNE, UMES, UBES, UJS etc.), éramos também inspirados nas notícias da Ação Global dos Povos, nas lutas Zapatistas e por aí vai&#8230; A disseminação da cultura de descentralização nos movimentos sociais no Brasil não nasceu num contexto isolado, mas foi uma continuidade de algo que já ascendia desde tempos atrás! Bom texto! Tá um filósofo da zorra! rsrsrs</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Priscilla Prudencio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/02/102712/#comment-279055</link>

		<dc:creator><![CDATA[Priscilla Prudencio]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2015 23:06:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma questão ficou rondando a leitura do texto: a quem / a que servem essas análises míopes e superficiais? 

Quando se lê os atos de 2013 negando a descentralização do movimento, reforça-se o coro que, como uma doutrina férrea, apregoa quais rumos devem tomar os movimentos sociais. Ora, os movimentos sociais nascem no seio do povo, daqueles que sofrem as opressões diárias, e seus rumos são definidos pelas próprias pessoas que o constroem. Para parte da esquerda, porém, a horizontalidade é apenas um ideal defendido nos discursos, mas não algo que possa, nem deva, estar presente nos movimentos. É preciso ter o controle, dos movimentos, das pessoas… Negar a centralização é negar o controle, é reconhecer um papel de protagonismo para todos aqueles que fazem a luta acontecer. 

Por outro lado, desconsiderar o processo histórico, como se os atos estivessem soltos no tempo, como se “espontaneamente” tivessem surgido, também se presta a diminuir o papel da construção dos movimentos, nesse caso específico, dos diversos levantes que já vinham acontecendo e de como estes também foram construindo a luta e abrindo canais de discussão e de disseminação da pauta. Descolar o que aconteceu em 2013 de tudo que o precedeu traz uma carga quase messiânica aos atos e turva a visão para pensarmos que também as lutas de hoje estão construindo as lutas de amanhã.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma questão ficou rondando a leitura do texto: a quem / a que servem essas análises míopes e superficiais? </p>
<p>Quando se lê os atos de 2013 negando a descentralização do movimento, reforça-se o coro que, como uma doutrina férrea, apregoa quais rumos devem tomar os movimentos sociais. Ora, os movimentos sociais nascem no seio do povo, daqueles que sofrem as opressões diárias, e seus rumos são definidos pelas próprias pessoas que o constroem. Para parte da esquerda, porém, a horizontalidade é apenas um ideal defendido nos discursos, mas não algo que possa, nem deva, estar presente nos movimentos. É preciso ter o controle, dos movimentos, das pessoas… Negar a centralização é negar o controle, é reconhecer um papel de protagonismo para todos aqueles que fazem a luta acontecer. </p>
<p>Por outro lado, desconsiderar o processo histórico, como se os atos estivessem soltos no tempo, como se “espontaneamente” tivessem surgido, também se presta a diminuir o papel da construção dos movimentos, nesse caso específico, dos diversos levantes que já vinham acontecendo e de como estes também foram construindo a luta e abrindo canais de discussão e de disseminação da pauta. Descolar o que aconteceu em 2013 de tudo que o precedeu traz uma carga quase messiânica aos atos e turva a visão para pensarmos que também as lutas de hoje estão construindo as lutas de amanhã.</p>
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