<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: &#8220;Sim! Está decidido, agora não tem mais volta&#8221;, de Serguei Iessiênin	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2015/03/103186/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2015/03/103186/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Tue, 22 Jan 2019 16:01:56 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Adrian Miranda		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103186/#comment-384181</link>

		<dc:creator><![CDATA[Adrian Miranda]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Jan 2019 16:01:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=103186#comment-384181</guid>

					<description><![CDATA[Poeta extraordinário. Entrou em desacordo com a filosofia do partido comunista, que tentou controlar as artes e a liberdade logo após a revolução. Há muitas evidências de que ele foi assassinado. Seu suicídio teria sido uma &quot;montagem&quot; das autoridades soviéticas. Na época de sua morte, Iessienin estava trabalhando ativamente em seus trabalhos coletados. Ele não estava bebendo depois de sua partida de Moscou e estava entusiasmado em deixar a capital e trabalhar em outros textos novos. Iessienin sempre preferiu ser bem ordenado em seu trabalho; mas seu quarto de hotel estava em caos extremo, com suas coisas espalhadas pelo chão e com sinais de luta. Na época (1925) as pessoas não tinham como saber, mas hoje, observando as fotos de seu cadáver no hotel, notamos que Iessienin tinha uma ferida nova no ombro, uma profunda na testa e uma contusão em um de seus olhos (um de seus olhos estava praticamente perdido). E ainda mais: sua aparência é até boa, dadas as circunstâncias , não ficou inchada (como deveria ser) por causa do enforcamento. A ligadura com a qual ele supostamente se enforcou, feita de um cinto que mais tarde desapareceu, não teria sido suficiente para um enforcamento: estava apenas segurando o corpo para um lado, para a direita. A documentação médica não inclui a suposta hora da morte. Peritos posteriores consideraram um grave descuido e apontam sua linguagem é incomum, dada a presença de um médico experiente envolvido na autópsia, Alexander Gilyarevsky, que morreu em 1931. Acrescente-se a isso depoimentos de pessoas que estiveram em cena. O corpo estava coberto com uma espécie de poeira, como se tivesse sido removido (ou transportado) embrulhado num tapete. Existem muitas contradições nesse suicídio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poeta extraordinário. Entrou em desacordo com a filosofia do partido comunista, que tentou controlar as artes e a liberdade logo após a revolução. Há muitas evidências de que ele foi assassinado. Seu suicídio teria sido uma &#8220;montagem&#8221; das autoridades soviéticas. Na época de sua morte, Iessienin estava trabalhando ativamente em seus trabalhos coletados. Ele não estava bebendo depois de sua partida de Moscou e estava entusiasmado em deixar a capital e trabalhar em outros textos novos. Iessienin sempre preferiu ser bem ordenado em seu trabalho; mas seu quarto de hotel estava em caos extremo, com suas coisas espalhadas pelo chão e com sinais de luta. Na época (1925) as pessoas não tinham como saber, mas hoje, observando as fotos de seu cadáver no hotel, notamos que Iessienin tinha uma ferida nova no ombro, uma profunda na testa e uma contusão em um de seus olhos (um de seus olhos estava praticamente perdido). E ainda mais: sua aparência é até boa, dadas as circunstâncias , não ficou inchada (como deveria ser) por causa do enforcamento. A ligadura com a qual ele supostamente se enforcou, feita de um cinto que mais tarde desapareceu, não teria sido suficiente para um enforcamento: estava apenas segurando o corpo para um lado, para a direita. A documentação médica não inclui a suposta hora da morte. Peritos posteriores consideraram um grave descuido e apontam sua linguagem é incomum, dada a presença de um médico experiente envolvido na autópsia, Alexander Gilyarevsky, que morreu em 1931. Acrescente-se a isso depoimentos de pessoas que estiveram em cena. O corpo estava coberto com uma espécie de poeira, como se tivesse sido removido (ou transportado) embrulhado num tapete. Existem muitas contradições nesse suicídio.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103186/#comment-291250</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2015 02:57:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=103186#comment-291250</guid>

					<description><![CDATA[Aos amigos leninistas e bolcheviques de primeira onda:

Segue abaixo o Requiem de Eisler para Lenin, de 1935. 

https://www.youtube.com/watch?v=G9Vs5NZQlKI

O Requiem, tem 9 Partes, e celebra os 10 ou 13 anos da morte de Lenin. As 9 partes estão nesses 15 minutos do video acima. Segue abaixo uma tradução apressada minha do texto, que é de Brecht (mas creio que com modificações para a música):

Quando Lenin morreu, conta-se que
um soldado da guarda disse a seus companheiros:
eu não queria acreditar. Fui até onde ele estava e gritei
em seu ouvido: &quot;Ilich, Ilich, os exploradores estão chegando!”.
Ele não se moveu. 
 
Então tive certeza
que ele estava morto.
 
Se um homem bom precisa partir,
Como se faz para detê-lo?
Diga-lhe por que ele é útil.
Isso poderá impedir sua partida.
 
O que poderia segurar Lenin?
 
O soldado pensou:
Se ele ouve que os exploradores estão vindo,
e está só enfermo, ele vai se levantar.
Talvez venha com muletas.
Talvez faça com que o carreguem
mas, ele se levantará para
lutar contra os exploradores.
 
O soldado sabia que Lenin
tinha lutado a vida toda
contra os exploradores.
 
Depois de terem tomado de assalto
o Palácio de Inverno, o soldado quis
voltar para casa, afinal, já tinham
repartido as terras dos proprietários
Porque as culturas de inverno 
estavam prontas para o plantio nos campos
Então, Lênin disse: Não vá.
Ainda há exploradores.
E enquanto exista exploração
você deve lutar contra ela.
Enquanto você existir,
você tem que lutar contra isso.
 
O fracos não lutam. 
Os fortes sim, lutam por alguns anos. Mas,
os mais fortes de todos, lutam toda sua vida. 
Estes são imprescindíveis.
 
Os fortes lutam talvez por algumas horas. Mas,
os mais fortes de todos, lutam toda sua vida. 
Estes são imprescindíveis.


Muitas pessoas estão cansadas,
é melhor quando elas partem
Mas quando ele se foi, sentimos saudades.
 
Ele organizou sua luta
pelos centavos a mais no salário,
Pela água do chá e pelo poder do Estado.
Ele perguntou à propriedade: De onde você é?
Ele pediu sua opinião: A quem você serve?
 
Onde quer que as pessoas se calam,
lá ele vai falar,
E onde há opressão
e fala-se do destino,
Ele vai chamar as coisas pelos seus reais nomes.
Quando ele se senta à mesa
a insatisfação fica lá também,
A comida vai ser ruim,
e o quarto vai ser visto como demasiado apertado.
Onde quer que o caçem, tumultos se seguirão,
E onde ele é perseguido, a agitação permanecerá.
 
Onde ele é caçado a agitação permanecerá.
 
No momento em que Lenin morreu nós estávamos perdidos,
A vitória havia sido conquistada,
mas o país estava todo devastado.
 
As massas tinham se estabelecido,
Mas o caminho ainda era trilhado na escuridão.
 
Quando Lênin morreu,
o soldado se sentou no meio fio e chorou
E os trabalhadores correram por entre as máquinas
e apertaram seus punhos.
Quando Lênin morreu, foi
como se a árvore dissesse para as folhas: &quot;estou indo&quot;.
 
Desde então se passaram 13 anos.
Um sexto do mundo foi libertado
da exploração.
Na chamada: &quot;os exploradores estão vindo&quot;,
As massas sempre vão se levantar de novo,
prontas para lutar.
Lenin está consagrado no grande coração
da classe trabalhadora.
 
Ele era o nosso professor.
Ele lutou com a gente.
 
E agora está consagrado no grande coração
da classe operária.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aos amigos leninistas e bolcheviques de primeira onda:</p>
<p>Segue abaixo o Requiem de Eisler para Lenin, de 1935. </p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G9Vs5NZQlKI" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=G9Vs5NZQlKI</a></p>
<p>O Requiem, tem 9 Partes, e celebra os 10 ou 13 anos da morte de Lenin. As 9 partes estão nesses 15 minutos do video acima. Segue abaixo uma tradução apressada minha do texto, que é de Brecht (mas creio que com modificações para a música):</p>
<p>Quando Lenin morreu, conta-se que<br />
um soldado da guarda disse a seus companheiros:<br />
eu não queria acreditar. Fui até onde ele estava e gritei<br />
em seu ouvido: &#8220;Ilich, Ilich, os exploradores estão chegando!”.<br />
Ele não se moveu. </p>
<p>Então tive certeza<br />
que ele estava morto.</p>
<p>Se um homem bom precisa partir,<br />
Como se faz para detê-lo?<br />
Diga-lhe por que ele é útil.<br />
Isso poderá impedir sua partida.</p>
<p>O que poderia segurar Lenin?</p>
<p>O soldado pensou:<br />
Se ele ouve que os exploradores estão vindo,<br />
e está só enfermo, ele vai se levantar.<br />
Talvez venha com muletas.<br />
Talvez faça com que o carreguem<br />
mas, ele se levantará para<br />
lutar contra os exploradores.</p>
<p>O soldado sabia que Lenin<br />
tinha lutado a vida toda<br />
contra os exploradores.</p>
<p>Depois de terem tomado de assalto<br />
o Palácio de Inverno, o soldado quis<br />
voltar para casa, afinal, já tinham<br />
repartido as terras dos proprietários<br />
Porque as culturas de inverno<br />
estavam prontas para o plantio nos campos<br />
Então, Lênin disse: Não vá.<br />
Ainda há exploradores.<br />
E enquanto exista exploração<br />
você deve lutar contra ela.<br />
Enquanto você existir,<br />
você tem que lutar contra isso.</p>
<p>O fracos não lutam.<br />
Os fortes sim, lutam por alguns anos. Mas,<br />
os mais fortes de todos, lutam toda sua vida.<br />
Estes são imprescindíveis.</p>
<p>Os fortes lutam talvez por algumas horas. Mas,<br />
os mais fortes de todos, lutam toda sua vida.<br />
Estes são imprescindíveis.</p>
<p>Muitas pessoas estão cansadas,<br />
é melhor quando elas partem<br />
Mas quando ele se foi, sentimos saudades.</p>
<p>Ele organizou sua luta<br />
pelos centavos a mais no salário,<br />
Pela água do chá e pelo poder do Estado.<br />
Ele perguntou à propriedade: De onde você é?<br />
Ele pediu sua opinião: A quem você serve?</p>
<p>Onde quer que as pessoas se calam,<br />
lá ele vai falar,<br />
E onde há opressão<br />
e fala-se do destino,<br />
Ele vai chamar as coisas pelos seus reais nomes.<br />
Quando ele se senta à mesa<br />
a insatisfação fica lá também,<br />
A comida vai ser ruim,<br />
e o quarto vai ser visto como demasiado apertado.<br />
Onde quer que o caçem, tumultos se seguirão,<br />
E onde ele é perseguido, a agitação permanecerá.</p>
<p>Onde ele é caçado a agitação permanecerá.</p>
<p>No momento em que Lenin morreu nós estávamos perdidos,<br />
A vitória havia sido conquistada,<br />
mas o país estava todo devastado.</p>
<p>As massas tinham se estabelecido,<br />
Mas o caminho ainda era trilhado na escuridão.</p>
<p>Quando Lênin morreu,<br />
o soldado se sentou no meio fio e chorou<br />
E os trabalhadores correram por entre as máquinas<br />
e apertaram seus punhos.<br />
Quando Lênin morreu, foi<br />
como se a árvore dissesse para as folhas: &#8220;estou indo&#8221;.</p>
<p>Desde então se passaram 13 anos.<br />
Um sexto do mundo foi libertado<br />
da exploração.<br />
Na chamada: &#8220;os exploradores estão vindo&#8221;,<br />
As massas sempre vão se levantar de novo,<br />
prontas para lutar.<br />
Lenin está consagrado no grande coração<br />
da classe trabalhadora.</p>
<p>Ele era o nosso professor.<br />
Ele lutou com a gente.</p>
<p>E agora está consagrado no grande coração<br />
da classe operária.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103186/#comment-284988</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2015 11:35:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=103186#comment-284988</guid>

					<description><![CDATA[Num 14 de abril, há exatos 85 anos, Maiakovski foi suicidado pela suíte staliniana da contrarrevolução bolchevique.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Num 14 de abril, há exatos 85 anos, Maiakovski foi suicidado pela suíte staliniana da contrarrevolução bolchevique.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Silvia Beatriz Adoue		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103186/#comment-283552</link>

		<dc:creator><![CDATA[Silvia Beatriz Adoue]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2015 23:50:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=103186#comment-283552</guid>

					<description><![CDATA[Pablo,

aí vai o poema de despedida de Iessenin. Sei de cor:

Hasta luego, hasta luego, compañero,
yo te guardo en mi pecho y te aseguro
que nuestro alejamiento pasajero
es señal de un encuentro en el futuro.

Adiós, amigo, sin manos ni palabras. 
Y no frunzas tus entrecejo, pensativo,
que si morir nada tiene de nuevo,
tampoco hay novedad en estar vivo.


Há uma tradução em português, do Haroldo de Campos:

Até logo, até logo, companheiro,
eu te guardo no meu peito e te asseguro
que nosso afastamento passageiro é sinal de um encontro no futuro.

Adeus, amigo, sem mãos nem palavras.
Não faças um sombrolho pensativo.
Se morrer, nessa vida, não é novo,
tampouco há novidade em estar vivo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pablo,</p>
<p>aí vai o poema de despedida de Iessenin. Sei de cor:</p>
<p>Hasta luego, hasta luego, compañero,<br />
yo te guardo en mi pecho y te aseguro<br />
que nuestro alejamiento pasajero<br />
es señal de un encuentro en el futuro.</p>
<p>Adiós, amigo, sin manos ni palabras.<br />
Y no frunzas tus entrecejo, pensativo,<br />
que si morir nada tiene de nuevo,<br />
tampoco hay novedad en estar vivo.</p>
<p>Há uma tradução em português, do Haroldo de Campos:</p>
<p>Até logo, até logo, companheiro,<br />
eu te guardo no meu peito e te asseguro<br />
que nosso afastamento passageiro é sinal de um encontro no futuro.</p>
<p>Adeus, amigo, sem mãos nem palavras.<br />
Não faças um sombrolho pensativo.<br />
Se morrer, nessa vida, não é novo,<br />
tampouco há novidade em estar vivo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103186/#comment-283526</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2015 12:51:00 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=103186#comment-283526</guid>

					<description><![CDATA[PABLO: A piada é macabra, sem dúvida. Mas não somos politicamente corretos e palavras não nos intimidam. 
O humor negro tem sido, junto com a ironia, uma arma quente empunhada pela crítica ao(s) totalitarismo(s): nacional-socialista (hitlerismo ou fascismo marrom), social-nacionalista (stalinismo ou fascismo vermelho) e o american way of life (democratismo heterocondicionado ou fascismo camaleônico) - por supuesto...
Democracia é a máscara sorridente do kapital. Fascismo é o kapital sem máscara.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PABLO: A piada é macabra, sem dúvida. Mas não somos politicamente corretos e palavras não nos intimidam.<br />
O humor negro tem sido, junto com a ironia, uma arma quente empunhada pela crítica ao(s) totalitarismo(s): nacional-socialista (hitlerismo ou fascismo marrom), social-nacionalista (stalinismo ou fascismo vermelho) e o american way of life (democratismo heterocondicionado ou fascismo camaleônico) &#8211; por supuesto&#8230;<br />
Democracia é a máscara sorridente do kapital. Fascismo é o kapital sem máscara.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103186/#comment-283479</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2015 20:10:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=103186#comment-283479</guid>

					<description><![CDATA[ulisses (que dizer desse cara que mal conheço e já admiro pacas?) obrigado pelo Shakespeare. Há uma piada, já bastante rodada, segundo a qual caminhava Stálin e um correspondente estrangeiro pelos campos soviéticos quando se depararam repedidamente com camponeses mortos. Stálin respondia às interrogações do estrangeiro dizendo que &quot;morreram envenenados&quot;. Até que surgiu um morto com um buraco de tiro na testa. &quot;Este se recusou a tomar o veneno&quot;, disse o beGod. Com os poetas e críticos que tinham apoio popular os contrarrevolucionários soviéticos não podiam usar desses métodos de praxe - o que não os impediu de atirar em fornalhas, ainda vivos, sujeitos (em geral militantes mais ou menos desconhecidos) muito ponta-firme da época, ou então isolar outros, como por exemplo o Rakovski. Nem os velhos bolcheviques foram poupados, com destaque pra história de Bukharin (se bem que posso estar confundindo com Kamenev ou mesmo Zinoviev - nunca guardo muito bem os nomes dessas historias de &quot;Tititi marxista&quot;), que aceitou confessar os próprios crimes em troca de que fosse poupada a vida de mulher e filho. Este viu mulher e filho serem mortas, logo antes de ser jogado à fornalha. O que queria dizer era que os métodos de silenciamento de poetas e pensadores eram bem mais elaborados, o que me lembra um trecho de arrepiar do excelente filme &quot;A vida dos outros&quot;. Em todo caso, soa insensível para com os militantes mortos, mas tudo isso, toda a perseguição e assassinato levada a cabo pelo stalinismo, é em certo sentido secundário na história, até porque desvia nosso olhar para elementos individuais, como se a &quot;culpa&quot; fosse da &quot;maldade&quot; dos burocratas soviéticos (ou do próprio Stálin, podendo-se estender a coisa também pra relação entre nazismo e Hitler). Como levar para o âmbito pessoal e de &quot;maldade&quot;, por exemplo, a convocatória e assassinato de centenas de dirigentes comunistas alemães, no famoso Hotel em Moscou, logo antes da assinatura do pacto com Hitler? E todas as demais histórias de massacres e desmantelamentos das revoluções em diversas partes do globo, levadas a cabo conscientemente pela Internacional Comunista?
A tragédia aqui, para além dos conflitos entre personagens, nem mesmo um Shakespeare ou um Balzac ou um Machado de Assis conseguiria narrar sem se ver obrigado a tomar lições de história. Haja catarse pra tanto coito interrompido. E tudo isso porque você me lembrou que o outro poeta também foi suicidado...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ulisses (que dizer desse cara que mal conheço e já admiro pacas?) obrigado pelo Shakespeare. Há uma piada, já bastante rodada, segundo a qual caminhava Stálin e um correspondente estrangeiro pelos campos soviéticos quando se depararam repedidamente com camponeses mortos. Stálin respondia às interrogações do estrangeiro dizendo que &#8220;morreram envenenados&#8221;. Até que surgiu um morto com um buraco de tiro na testa. &#8220;Este se recusou a tomar o veneno&#8221;, disse o beGod. Com os poetas e críticos que tinham apoio popular os contrarrevolucionários soviéticos não podiam usar desses métodos de praxe &#8211; o que não os impediu de atirar em fornalhas, ainda vivos, sujeitos (em geral militantes mais ou menos desconhecidos) muito ponta-firme da época, ou então isolar outros, como por exemplo o Rakovski. Nem os velhos bolcheviques foram poupados, com destaque pra história de Bukharin (se bem que posso estar confundindo com Kamenev ou mesmo Zinoviev &#8211; nunca guardo muito bem os nomes dessas historias de &#8220;Tititi marxista&#8221;), que aceitou confessar os próprios crimes em troca de que fosse poupada a vida de mulher e filho. Este viu mulher e filho serem mortas, logo antes de ser jogado à fornalha. O que queria dizer era que os métodos de silenciamento de poetas e pensadores eram bem mais elaborados, o que me lembra um trecho de arrepiar do excelente filme &#8220;A vida dos outros&#8221;. Em todo caso, soa insensível para com os militantes mortos, mas tudo isso, toda a perseguição e assassinato levada a cabo pelo stalinismo, é em certo sentido secundário na história, até porque desvia nosso olhar para elementos individuais, como se a &#8220;culpa&#8221; fosse da &#8220;maldade&#8221; dos burocratas soviéticos (ou do próprio Stálin, podendo-se estender a coisa também pra relação entre nazismo e Hitler). Como levar para o âmbito pessoal e de &#8220;maldade&#8221;, por exemplo, a convocatória e assassinato de centenas de dirigentes comunistas alemães, no famoso Hotel em Moscou, logo antes da assinatura do pacto com Hitler? E todas as demais histórias de massacres e desmantelamentos das revoluções em diversas partes do globo, levadas a cabo conscientemente pela Internacional Comunista?<br />
A tragédia aqui, para além dos conflitos entre personagens, nem mesmo um Shakespeare ou um Balzac ou um Machado de Assis conseguiria narrar sem se ver obrigado a tomar lições de história. Haja catarse pra tanto coito interrompido. E tudo isso porque você me lembrou que o outro poeta também foi suicidado&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ULISSES		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103186/#comment-283447</link>

		<dc:creator><![CDATA[ULISSES]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2015 12:59:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=103186#comment-283447</guid>

					<description><![CDATA[pitacocídio by p(s)itacose - na moral! - ou felicídio da suicidade porque o analfomegabetismo (antes, depois e durante) é somatopsicopneumático JUSTAMENTE...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>pitacocídio by p(s)itacose &#8211; na moral! &#8211; ou felicídio da suicidade porque o analfomegabetismo (antes, depois e durante) é somatopsicopneumático JUSTAMENTE&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: bruno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103186/#comment-283406</link>

		<dc:creator><![CDATA[bruno]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Mar 2015 23:55:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=103186#comment-283406</guid>

					<description><![CDATA[na moral, a nota do tradutor, ainda que interessantíssima, poderia vir depois do poema? só uma questão de pitaco mesmo...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>na moral, a nota do tradutor, ainda que interessantíssima, poderia vir depois do poema? só uma questão de pitaco mesmo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103186/#comment-282272</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2015 12:05:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=103186#comment-282272</guid>

					<description><![CDATA[VALEU, PABLO!
Maiakóvski (&quot;Para o júbilo o planeta está imaturo. É preciso arrancar alegria ao futuro. Nesta vida morrer não é difícil. O difícil é a vida e seu ofício.&quot;) também seria suicidado pela suíte staliniana da contrarrevolução bolchevique.
Em contraponto(?), Shakespeare, AS YOU LIKE IT:
O mundo é um palco,
E todos os homens e mulheres são meros atores:
Têm suas saídas e suas entradas;
No princípio, apenas uma criança
Miando, vomitando nos braços de uma babá.
Depois, vem o escolar, com a sua pasta, reclamando aos gritos,
Com o rosto fresco da manhã, se arrastando qual lesma,
Desgostoso de ir para a escola.
Mais tarde, surge o amante,
Suspirando que nem uma fornalha, compondo tristes baladas
Às sobrancelhas de sua amada.
Tempos depois, vem um soldado
Cheio de estranhos juramentos, peludo como um leopardo
Zeloso de sua honra, pronto e rápido para uma briga,
Na procura de vã notoriedade
Mesmo diante da boca de um canhão.
Passa o tempo. Agora, é a vez dos sentimentos de justiça
Mas de barriga cheia de suculento capão forrada
Com olhar sisudo, barba de corte conservador,
Dono de sábios conselhos e de exemplos atuais:
Dessa forma, cumpre seu papel.
Na sexta idade, se enfia em calças e em chinelas simples
Agora, usa óculos, bolsa de lado;
Num mundo muito vasto, as meias juvenis, bem conservadas,
Não são de mais valia paras para suas pernas agora finas.
Sua voz viril e portentosa
Volta aos sons agudos de criança, agora pia, vira assobio.
Última cena de um desfecho de uma estranha e episódica história:
Volta a ser criança. Vai-se a antiga memória saudável:
Sem dentes, sem visão, sem paladar, sem nada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>VALEU, PABLO!<br />
Maiakóvski (&#8220;Para o júbilo o planeta está imaturo. É preciso arrancar alegria ao futuro. Nesta vida morrer não é difícil. O difícil é a vida e seu ofício.&#8221;) também seria suicidado pela suíte staliniana da contrarrevolução bolchevique.<br />
Em contraponto(?), Shakespeare, AS YOU LIKE IT:<br />
O mundo é um palco,<br />
E todos os homens e mulheres são meros atores:<br />
Têm suas saídas e suas entradas;<br />
No princípio, apenas uma criança<br />
Miando, vomitando nos braços de uma babá.<br />
Depois, vem o escolar, com a sua pasta, reclamando aos gritos,<br />
Com o rosto fresco da manhã, se arrastando qual lesma,<br />
Desgostoso de ir para a escola.<br />
Mais tarde, surge o amante,<br />
Suspirando que nem uma fornalha, compondo tristes baladas<br />
Às sobrancelhas de sua amada.<br />
Tempos depois, vem um soldado<br />
Cheio de estranhos juramentos, peludo como um leopardo<br />
Zeloso de sua honra, pronto e rápido para uma briga,<br />
Na procura de vã notoriedade<br />
Mesmo diante da boca de um canhão.<br />
Passa o tempo. Agora, é a vez dos sentimentos de justiça<br />
Mas de barriga cheia de suculento capão forrada<br />
Com olhar sisudo, barba de corte conservador,<br />
Dono de sábios conselhos e de exemplos atuais:<br />
Dessa forma, cumpre seu papel.<br />
Na sexta idade, se enfia em calças e em chinelas simples<br />
Agora, usa óculos, bolsa de lado;<br />
Num mundo muito vasto, as meias juvenis, bem conservadas,<br />
Não são de mais valia paras para suas pernas agora finas.<br />
Sua voz viril e portentosa<br />
Volta aos sons agudos de criança, agora pia, vira assobio.<br />
Última cena de um desfecho de uma estranha e episódica história:<br />
Volta a ser criança. Vai-se a antiga memória saudável:<br />
Sem dentes, sem visão, sem paladar, sem nada.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
