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	Comentários sobre: A culpa é do PT?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: R.U.		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[R.U.]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2015 19:55:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Vejo aqui mais uma tentativa de absolver o PT com relação ao contexto atual e à direita que ele soltou nas ruas. Além do texto ser bem pouco claro com o que quer dizer com &quot;esquerda&quot; ou &quot;progressistas&quot; (quem? partidos? sindicatos? ongs? testas-de-ferro dos políticos?), sem falar nas tão cantadas e condenadas &quot;conquistas sociais&quot;...salta aos olhos também a pretensão de fazê-lo passar por repressor só no esmagamento de junho de 2013, esquecendo de mostrar que a repressão do PT ao proletariado já começou quando ele era &quot;oposição&quot;, tudo fazendo para amarrar os trabalhadores ao Estado e á legalidade, à mediação e ao compromisso com o capital. De 2003 a 2010, tivemos todo o esforço do governo Lula através de ação e omissão garantindo matança de indígenas, pistolagem, execuções em São Paulo e no Rio, além de eliminação de opositores à esquerda (especialmente a guerra de extermínio contra a não-governista LCP na região norte). Todo o texto faz caso omisso da repressão aos controladores aéreos, aos cortes de ponto contra greves nos Correios e no Ibama, todo o trabalho em prol do latifúndio e do capital bancário, enfim, toda a agenda tão &quot;caritativa&quot; do PT...com o capital. E como muitos dissidentes e críticos dessa grande &quot;alternativa&quot; tão &quot;rebelde&quot;, passaram os anos sendo qualificados de &quot;não-realistas&quot;, &quot;dogmáticos&quot;, &quot;utópicos&quot;, etc. por não dançarem conforme a música, por não se apegarem aos dogmas do capital e por defenderem transformações sociais, criou-se um vácuo de militância revolucionária, diminuída e enfraquecida que não teve sucesso em conseguir um grande apoio de massas (e foi para isso que o PT foi criado). Mas a indignação, a causa de existir militantes revolucionários, toda a carga de descontentamento com o Estado, com o capital, independentemente de partido, mas que por 20 anos diziam ser culpa desse ou daquele, de fulaninho que teria que renunciar ou ser eleito, tudo isso exigindo organização e direcionamento subversivo...foi absorvido por demandas hipócritas de uma direita hidrófoba que deu amostra grátis em 15 de março. Essa direita é muito bom negócio para o PT, porque quanto mais odioso é seu discurso mais caritativo e paranóico com &quot;golpismo de direita&quot; (quem precisa de golpe com UPPs e Joaquim Levy?) o PT fica. Ambas as facções ganham com a chantagem eleitoral permanente que vêm praticando desde 2013. E impedem a visão do que realmente são (duas abas do sistema) e do que está além delas: a alternativa revolucionária.

PH matou a charada quando expôs, sem meias-palavras: &quot; A questão real, acho, não é se o PT é ou não responsável pelas mobilizações da direita (como se ele próprio não representasse uma das frações da “direita”, em uma roupagem “social”), mas se ele é ou não responsável pelo esvaziamento dos espaços, movimentos e radicalizações da esquerda, o que me parece mais do que óbvio.&quot;

A menção a Marx no texto referido é fora de contexto, porque expõe uma demanda (Sufrágio Universal), como se fosse uma reivindicação revolucionária. Essa reivindicação foi o toque de morte para o proletariado francês em 1848, pois permitiu ao mesmo servir de bucha de canhão e de serviçal para seus carrascos de meses depois. O recorte feito do texto expõe a clara demarcação entre o proletariado e as facções burguesas e pequeno-burguesas além de ser uma quase profética advertência sobre o que seriam as frentes populares (ou frentes-únicas). Ao ter-se aferroado a tal bandeira, o proletariado além de julgar um triunfo seu e um triunfo permanente essa manobra passageira da burguesia para cooptar a classe contra a nobreza, encontrou-se totalmente desarmado frente à repressão que veio logo depois, por ter em grande parte acreditado que tal &quot;pretexto geral&quot; era uma conquista, e que o levaria à ultrapassagem da sociedade de classes. Esse movimento foi repetido tempos depois (ver no 18º Brumário de Louis Bonaparte) na própria França. E na Alemanha, além de refletir a falta de independência da classe trabalhadora, serviu para quebrar sua unidade revolucionária levando uma boa parte dela a apoiar burgueses democratas e moderados contra a nucleação em torno das facções radicais (ver a esse respeito, Revolução e Contra-Revolução na Alemanha).

O que o autor do texto nesse caso chama de &quot;pretextos gerais&quot;, além de ser bem algo muito mal definido (a Revolução nunca aparecerá diretamente como tal, mas sempre como um conjunto de demandas acionando resistências pontuais: custo de vida, tarifas, corrupção, repressão, etc.), também passa por comparações indevidas. Em junho de 2013 o ataque às condições de vida (tarifas) foi reivindicação ultrapassada já no primeiro dia da luta, que foi multiplicando reivindicações, sendo o conjunto delas cada vez mais, a negação da sociedade atual nos seus vários aspectos - diferente do papel do reformismo que quis segurar a luta nessas bandeiras legalitárias e daí, a negociação com o Estado para extinguir os protestos, feita pelo MPL. 

Em outubro de 2014 o que se vê é um resultado da derrota das lutas de 2013 (obtida com polícia e com negociações): a infiltração dos coxinhas, também permitida pelos tão &quot;progressistas&quot; admirados no texto - derrota que levou à polarização entre duas facções eleitorais, e portanto, burguesas além do bloqueio ás lutas sociais promovido pelo MTST e outros grupos que suspenderam as lutas para ajudar a Fifa, os governos estaduais e a copa da Dilma.A humilhante derrota proletária com a copa foi coroada pelo maniqueísmo eleitoral que veio em outubro. Apesar da estrondosa onda de boicote no primeiro turno, muitos se deixaram levar pelo conto do anti-corrupção versus bolsa-família, como se não houvesse assistencialismo e roubalheira de ambos os lados. Enquanto isso, os cabos eleitorais transformados em militantes permanentes (privilégio anteriormente só da &quot;esquerda&quot; eleitoral) tentaram realizar um 3º turno eleitoral, agora nas ruas, em 15 de março.

Não foi a corrupção, não foi só o poder da &quot;direita&quot; (que não é ilimitado e nem independente das concessões que o PT intencionalmente lhe deu), não foram só as eleições quem permitiram esse avanço reacionário. A derrota das lutas de 2013, orquestrada pelo PT e pelos governadores; uma derrota armada para ceifar Black Blocs, e elementos radicais além de espalhar coxinhas e militantes profissionais nos protestos para neutralizá-los - essa derrota, aliada aos ataques sociais do governo contra a população trabalhadora (queiramos ou não, entre os 2 milhões nas ruas no dia 15/03 estavam muitos trabalhadores, essa é a verdade), têm sim a assinatura do PT. E foram os grandes fatores a engordar tal &quot;protesto&quot; carnavalesco. 

Primeiro, a eliminação de um referencial revolucionário no meio da classe trabalhadora - ou a ação preventiva para abortá-lo, como ocorreu de junho de 2013 até as eleições de 2014. O que permitiu a aparição, após décadas, de uma direita militante como referência de &quot;oposição&quot; (que necessariamente iria aparecer).Depois, os ataques contra as condições de vida da população. Como efeito óbvio, explodiram as inevitáveis manifestações, mas já pré-enquadradas e disciplinadas num esquema conservador. Cada luta explode dentro dos canais possíveis, e dentro das condições criadas pelas derrotas anteriores.Cabe aos setores avançados da classe virar esse jogo, identificando os inimigos (começando pelos falsos amigos).

PH, apoio de grande parte do seu comentário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejo aqui mais uma tentativa de absolver o PT com relação ao contexto atual e à direita que ele soltou nas ruas. Além do texto ser bem pouco claro com o que quer dizer com &#8220;esquerda&#8221; ou &#8220;progressistas&#8221; (quem? partidos? sindicatos? ongs? testas-de-ferro dos políticos?), sem falar nas tão cantadas e condenadas &#8220;conquistas sociais&#8221;&#8230;salta aos olhos também a pretensão de fazê-lo passar por repressor só no esmagamento de junho de 2013, esquecendo de mostrar que a repressão do PT ao proletariado já começou quando ele era &#8220;oposição&#8221;, tudo fazendo para amarrar os trabalhadores ao Estado e á legalidade, à mediação e ao compromisso com o capital. De 2003 a 2010, tivemos todo o esforço do governo Lula através de ação e omissão garantindo matança de indígenas, pistolagem, execuções em São Paulo e no Rio, além de eliminação de opositores à esquerda (especialmente a guerra de extermínio contra a não-governista LCP na região norte). Todo o texto faz caso omisso da repressão aos controladores aéreos, aos cortes de ponto contra greves nos Correios e no Ibama, todo o trabalho em prol do latifúndio e do capital bancário, enfim, toda a agenda tão &#8220;caritativa&#8221; do PT&#8230;com o capital. E como muitos dissidentes e críticos dessa grande &#8220;alternativa&#8221; tão &#8220;rebelde&#8221;, passaram os anos sendo qualificados de &#8220;não-realistas&#8221;, &#8220;dogmáticos&#8221;, &#8220;utópicos&#8221;, etc. por não dançarem conforme a música, por não se apegarem aos dogmas do capital e por defenderem transformações sociais, criou-se um vácuo de militância revolucionária, diminuída e enfraquecida que não teve sucesso em conseguir um grande apoio de massas (e foi para isso que o PT foi criado). Mas a indignação, a causa de existir militantes revolucionários, toda a carga de descontentamento com o Estado, com o capital, independentemente de partido, mas que por 20 anos diziam ser culpa desse ou daquele, de fulaninho que teria que renunciar ou ser eleito, tudo isso exigindo organização e direcionamento subversivo&#8230;foi absorvido por demandas hipócritas de uma direita hidrófoba que deu amostra grátis em 15 de março. Essa direita é muito bom negócio para o PT, porque quanto mais odioso é seu discurso mais caritativo e paranóico com &#8220;golpismo de direita&#8221; (quem precisa de golpe com UPPs e Joaquim Levy?) o PT fica. Ambas as facções ganham com a chantagem eleitoral permanente que vêm praticando desde 2013. E impedem a visão do que realmente são (duas abas do sistema) e do que está além delas: a alternativa revolucionária.</p>
<p>PH matou a charada quando expôs, sem meias-palavras: &#8221; A questão real, acho, não é se o PT é ou não responsável pelas mobilizações da direita (como se ele próprio não representasse uma das frações da “direita”, em uma roupagem “social”), mas se ele é ou não responsável pelo esvaziamento dos espaços, movimentos e radicalizações da esquerda, o que me parece mais do que óbvio.&#8221;</p>
<p>A menção a Marx no texto referido é fora de contexto, porque expõe uma demanda (Sufrágio Universal), como se fosse uma reivindicação revolucionária. Essa reivindicação foi o toque de morte para o proletariado francês em 1848, pois permitiu ao mesmo servir de bucha de canhão e de serviçal para seus carrascos de meses depois. O recorte feito do texto expõe a clara demarcação entre o proletariado e as facções burguesas e pequeno-burguesas além de ser uma quase profética advertência sobre o que seriam as frentes populares (ou frentes-únicas). Ao ter-se aferroado a tal bandeira, o proletariado além de julgar um triunfo seu e um triunfo permanente essa manobra passageira da burguesia para cooptar a classe contra a nobreza, encontrou-se totalmente desarmado frente à repressão que veio logo depois, por ter em grande parte acreditado que tal &#8220;pretexto geral&#8221; era uma conquista, e que o levaria à ultrapassagem da sociedade de classes. Esse movimento foi repetido tempos depois (ver no 18º Brumário de Louis Bonaparte) na própria França. E na Alemanha, além de refletir a falta de independência da classe trabalhadora, serviu para quebrar sua unidade revolucionária levando uma boa parte dela a apoiar burgueses democratas e moderados contra a nucleação em torno das facções radicais (ver a esse respeito, Revolução e Contra-Revolução na Alemanha).</p>
<p>O que o autor do texto nesse caso chama de &#8220;pretextos gerais&#8221;, além de ser bem algo muito mal definido (a Revolução nunca aparecerá diretamente como tal, mas sempre como um conjunto de demandas acionando resistências pontuais: custo de vida, tarifas, corrupção, repressão, etc.), também passa por comparações indevidas. Em junho de 2013 o ataque às condições de vida (tarifas) foi reivindicação ultrapassada já no primeiro dia da luta, que foi multiplicando reivindicações, sendo o conjunto delas cada vez mais, a negação da sociedade atual nos seus vários aspectos &#8211; diferente do papel do reformismo que quis segurar a luta nessas bandeiras legalitárias e daí, a negociação com o Estado para extinguir os protestos, feita pelo MPL. </p>
<p>Em outubro de 2014 o que se vê é um resultado da derrota das lutas de 2013 (obtida com polícia e com negociações): a infiltração dos coxinhas, também permitida pelos tão &#8220;progressistas&#8221; admirados no texto &#8211; derrota que levou à polarização entre duas facções eleitorais, e portanto, burguesas além do bloqueio ás lutas sociais promovido pelo MTST e outros grupos que suspenderam as lutas para ajudar a Fifa, os governos estaduais e a copa da Dilma.A humilhante derrota proletária com a copa foi coroada pelo maniqueísmo eleitoral que veio em outubro. Apesar da estrondosa onda de boicote no primeiro turno, muitos se deixaram levar pelo conto do anti-corrupção versus bolsa-família, como se não houvesse assistencialismo e roubalheira de ambos os lados. Enquanto isso, os cabos eleitorais transformados em militantes permanentes (privilégio anteriormente só da &#8220;esquerda&#8221; eleitoral) tentaram realizar um 3º turno eleitoral, agora nas ruas, em 15 de março.</p>
<p>Não foi a corrupção, não foi só o poder da &#8220;direita&#8221; (que não é ilimitado e nem independente das concessões que o PT intencionalmente lhe deu), não foram só as eleições quem permitiram esse avanço reacionário. A derrota das lutas de 2013, orquestrada pelo PT e pelos governadores; uma derrota armada para ceifar Black Blocs, e elementos radicais além de espalhar coxinhas e militantes profissionais nos protestos para neutralizá-los &#8211; essa derrota, aliada aos ataques sociais do governo contra a população trabalhadora (queiramos ou não, entre os 2 milhões nas ruas no dia 15/03 estavam muitos trabalhadores, essa é a verdade), têm sim a assinatura do PT. E foram os grandes fatores a engordar tal &#8220;protesto&#8221; carnavalesco. </p>
<p>Primeiro, a eliminação de um referencial revolucionário no meio da classe trabalhadora &#8211; ou a ação preventiva para abortá-lo, como ocorreu de junho de 2013 até as eleições de 2014. O que permitiu a aparição, após décadas, de uma direita militante como referência de &#8220;oposição&#8221; (que necessariamente iria aparecer).Depois, os ataques contra as condições de vida da população. Como efeito óbvio, explodiram as inevitáveis manifestações, mas já pré-enquadradas e disciplinadas num esquema conservador. Cada luta explode dentro dos canais possíveis, e dentro das condições criadas pelas derrotas anteriores.Cabe aos setores avançados da classe virar esse jogo, identificando os inimigos (começando pelos falsos amigos).</p>
<p>PH, apoio de grande parte do seu comentário.</p>
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		<title>
		Por: mms		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103289/#comment-284281</link>

		<dc:creator><![CDATA[mms]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2015 04:41:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Tudo eh culpa do Pt... isso ja encheu o saco, nao sou a favor do pt e nao tenho total apoio com algum partido politico
mas dizer que tudo eh culpa do pt eh ignorancia de gente que diz q odeia politica, essa gente sai para protestar vestido de verde amarelo para postar foto no facebook, as 6 da tarde posta no twitter &quot;fora pt&quot; e as 10 da noite ta postando algo banal q esta passando na tv, ou seja as 6 tava protestando e as 10 deitada no sofa comendo pizza e vendo qualquer banalidade na tv, tem muita gente que vai na onda e acha q se mudar a presidencia vai mudar o brasil, e querem da noite pro dia, tem muita coisa q tem que mudar e uma das coisas eh essa de que sair na rua gritar vai mudar o pais, o que muda eh vc levantar a bunda do sofa e ir olhar o que esta errado onde vive e depois ir ao seu representante politico cobrar uma soluçao, isso sim eh mudar, aprendam.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tudo eh culpa do Pt&#8230; isso ja encheu o saco, nao sou a favor do pt e nao tenho total apoio com algum partido politico<br />
mas dizer que tudo eh culpa do pt eh ignorancia de gente que diz q odeia politica, essa gente sai para protestar vestido de verde amarelo para postar foto no facebook, as 6 da tarde posta no twitter &#8220;fora pt&#8221; e as 10 da noite ta postando algo banal q esta passando na tv, ou seja as 6 tava protestando e as 10 deitada no sofa comendo pizza e vendo qualquer banalidade na tv, tem muita gente que vai na onda e acha q se mudar a presidencia vai mudar o brasil, e querem da noite pro dia, tem muita coisa q tem que mudar e uma das coisas eh essa de que sair na rua gritar vai mudar o pais, o que muda eh vc levantar a bunda do sofa e ir olhar o que esta errado onde vive e depois ir ao seu representante politico cobrar uma soluçao, isso sim eh mudar, aprendam.</p>
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		<title>
		Por: princesa mononoke		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103289/#comment-284195</link>

		<dc:creator><![CDATA[princesa mononoke]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2015 14:36:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[quem nos unimos nas eleições presidenciais de 2014?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>quem nos unimos nas eleições presidenciais de 2014?</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: PH		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103289/#comment-283313</link>

		<dc:creator><![CDATA[PH]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2015 16:41:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Há um ponto nisso tudo: a &quot;culpa&quot; não é do PT. Isso quer dizer: não é o PT - ou o bloco histórico do qual ele é a maior expressão gerencial; daqui pra frente, uso &quot;PT&quot; como o nome desse bloco - o sujeito político que atua, ou causa, essas mobilizações. E, no entanto, que erro alguém cometeria se o isentasse de envolvimento no processo! E não só pelo desgaste que o PT causou ideologicamente a tudo que possa ser reconhecido no imaginário da população como uma &quot;mobilização de esquerda&quot;, ainda que esse seja, certamente, um dos elementos em jogo, e ainda que não seja esse o elemento mais importante. A máquina de captura estatal que o PT usou na desmobilização e institucionalização dos movimentos sociais, desde meados dos anos 90, foi um dos fatores principais no esvaziamento das mobilizações de esquerda, assim como tem sido, desde alguns anos, o aparato de repressão que o mesmo PT gerencia. Lembro apenas que é ele um dos sujeito diretos da instrumentalização de um aparato militar especializado na repressão de mobilizações anti-sistêmicas, de tipo New Model Army (me refiro à FNS). A questão real, acho, não é se o PT é ou não responsável pelas mobilizações da direita (como se ele próprio não representasse uma das frações da &quot;direita&quot;, em uma roupagem &quot;social&quot;), mas se ele é ou não responsável pelo esvaziamento dos espaços, movimentos e radicalizações da esquerda, o que me parece mais do que óbvio. E isso não apenas como agente direto, mas também com a difusão do &quot;modo petista de agir em política&quot;, de sua ideologia nacional-qualquer-coisa, etc. É esse o espaço social que, creio, deveria ser repensado. Quando a esquerda recua da disputa social, a direita avança. E é claro que o responsável pela organização desse tipo de coisa são os próṕrios reacionários. Mas qual é a razão do recuo social das esquerdas? Qual é a causa da capitulação dos movimentos sociais nas últimas décadas? Fica a questão.

Pessoalmente, não fiz e não faria a campanha presidencial dessa gente, em último caso por ter me colocado de maneira mais ou menos precisa essa mesma questão. E, francamente, uma vez que ela é colocada dessa maneira, tende-se a ter muito pouca disposição para compartilhar &quot;espaços comuns&quot; com os administradores &quot;vermelhos&quot; do capitalismo nacional, em especial sabendo de sua disposição para construir &quot;pautas comuns&quot;. Veja-se o papel que desempenharam na perseguição aos 23 no Rio de Janeiro: de nenhum, ao silenciamento da pauta, ao apoio tácito à prisão (com direito a comentários de corredor sobre como eram &quot;fascistas&quot; aqueles que se negavam a compartilhar espaços com o governismo e aqueles que simplesmente poderiam ir às ruas sugerindo a existência de qualquer coisa para além da democracia representativa).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há um ponto nisso tudo: a &#8220;culpa&#8221; não é do PT. Isso quer dizer: não é o PT &#8211; ou o bloco histórico do qual ele é a maior expressão gerencial; daqui pra frente, uso &#8220;PT&#8221; como o nome desse bloco &#8211; o sujeito político que atua, ou causa, essas mobilizações. E, no entanto, que erro alguém cometeria se o isentasse de envolvimento no processo! E não só pelo desgaste que o PT causou ideologicamente a tudo que possa ser reconhecido no imaginário da população como uma &#8220;mobilização de esquerda&#8221;, ainda que esse seja, certamente, um dos elementos em jogo, e ainda que não seja esse o elemento mais importante. A máquina de captura estatal que o PT usou na desmobilização e institucionalização dos movimentos sociais, desde meados dos anos 90, foi um dos fatores principais no esvaziamento das mobilizações de esquerda, assim como tem sido, desde alguns anos, o aparato de repressão que o mesmo PT gerencia. Lembro apenas que é ele um dos sujeito diretos da instrumentalização de um aparato militar especializado na repressão de mobilizações anti-sistêmicas, de tipo New Model Army (me refiro à FNS). A questão real, acho, não é se o PT é ou não responsável pelas mobilizações da direita (como se ele próprio não representasse uma das frações da &#8220;direita&#8221;, em uma roupagem &#8220;social&#8221;), mas se ele é ou não responsável pelo esvaziamento dos espaços, movimentos e radicalizações da esquerda, o que me parece mais do que óbvio. E isso não apenas como agente direto, mas também com a difusão do &#8220;modo petista de agir em política&#8221;, de sua ideologia nacional-qualquer-coisa, etc. É esse o espaço social que, creio, deveria ser repensado. Quando a esquerda recua da disputa social, a direita avança. E é claro que o responsável pela organização desse tipo de coisa são os próṕrios reacionários. Mas qual é a razão do recuo social das esquerdas? Qual é a causa da capitulação dos movimentos sociais nas últimas décadas? Fica a questão.</p>
<p>Pessoalmente, não fiz e não faria a campanha presidencial dessa gente, em último caso por ter me colocado de maneira mais ou menos precisa essa mesma questão. E, francamente, uma vez que ela é colocada dessa maneira, tende-se a ter muito pouca disposição para compartilhar &#8220;espaços comuns&#8221; com os administradores &#8220;vermelhos&#8221; do capitalismo nacional, em especial sabendo de sua disposição para construir &#8220;pautas comuns&#8221;. Veja-se o papel que desempenharam na perseguição aos 23 no Rio de Janeiro: de nenhum, ao silenciamento da pauta, ao apoio tácito à prisão (com direito a comentários de corredor sobre como eram &#8220;fascistas&#8221; aqueles que se negavam a compartilhar espaços com o governismo e aqueles que simplesmente poderiam ir às ruas sugerindo a existência de qualquer coisa para além da democracia representativa).</p>
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