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	Comentários sobre: Ainda existimos: a que será que se destina?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: e zeta		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103332/#comment-284262</link>

		<dc:creator><![CDATA[e zeta]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Apr 2015 15:50:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[El Ejército Zapatista de Liberación Nacional (EZLN) cuestionó a quienes ante “la catástrofe” y “la tormenta” que “vienen”, siguen “recurriendo a los mismos métodos de lucha: a las marchas, reales o virtuales, con elecciones, con encuestas, con mítines”.

http://www.jornada.unam.mx/ultimas/2015/04/02/cuestiona-ezln-metodos-de-lucha-ante-201ccatastrofe201d-que-se-avecina-1320.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>El Ejército Zapatista de Liberación Nacional (EZLN) cuestionó a quienes ante “la catástrofe” y “la tormenta” que “vienen”, siguen “recurriendo a los mismos métodos de lucha: a las marchas, reales o virtuales, con elecciones, con encuestas, con mítines”.</p>
<p><a href="http://www.jornada.unam.mx/ultimas/2015/04/02/cuestiona-ezln-metodos-de-lucha-ante-201ccatastrofe201d-que-se-avecina-1320.html" rel="nofollow ugc">http://www.jornada.unam.mx/ultimas/2015/04/02/cuestiona-ezln-metodos-de-lucha-ante-201ccatastrofe201d-que-se-avecina-1320.html</a></p>
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		<title>
		Por: Balcão de negócios 2		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103332/#comment-284196</link>

		<dc:creator><![CDATA[Balcão de negócios 2]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2015 14:52:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Verbas da publicidade estatal irão para mais veículos, afirma Dilma

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/214283-verbas-da-publicidade-estatal-irao-para-mais-veiculos-afirma-dilma.shtml]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Verbas da publicidade estatal irão para mais veículos, afirma Dilma</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/214283-verbas-da-publicidade-estatal-irao-para-mais-veiculos-afirma-dilma.shtml" rel="nofollow ugc">http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/214283-verbas-da-publicidade-estatal-irao-para-mais-veiculos-afirma-dilma.shtml</a></p>
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		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103332/#comment-284153</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2015 02:45:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[júlio, acho importante separar o que é resultado da luta auto-organizada dos trabalhadores no âmbito econômico e o que são as linhas políticas e suas consignas. Os piqueteros, bem como as assembleias, se organizaram para poder comer, não para chutar a classe política do poder. De fato, não se propuseram a tal coisa e nem se prepararam seriamente para isso. Não digo que o 2001 não deixou saldo organizativo, embora bem escasso, mas a consigna do que se vayan todos não foi o responsável pelo saldo, e sua limitação abriu o espaço para um novo ciclo de cooptação. Acredito que insistir nessa linha hoje, não superar essa limitação, é abrir caminho para coisas piores.

fagner, para fazer um contra-ponto, parece haver indícios de uma corrosão da base governista nos trabalhadores (cut) e um maior volume (ao menos em impacto social) de greves, o que indicaria um certo acúmulo de mobilização que está para ser disputado. Sabemos que o trabalhador brasileiro médio não tem preferência política/partidária acentuada, está em plena disputa e as últimas notícias apontam para um tendência crítica ao governo e disposição para os conflitos. A extrema-esquerda tem que garantir que a onda conservadora não transborde no setor sindical como alternativa ao governo; embora acho que isso é um pouco difícil no contexto brasileiro atual.

http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/552452/Cpers-aprova-desfiliacao-da-CUT-e-garante-greve-se-salarios-forem-parcelados]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>júlio, acho importante separar o que é resultado da luta auto-organizada dos trabalhadores no âmbito econômico e o que são as linhas políticas e suas consignas. Os piqueteros, bem como as assembleias, se organizaram para poder comer, não para chutar a classe política do poder. De fato, não se propuseram a tal coisa e nem se prepararam seriamente para isso. Não digo que o 2001 não deixou saldo organizativo, embora bem escasso, mas a consigna do que se vayan todos não foi o responsável pelo saldo, e sua limitação abriu o espaço para um novo ciclo de cooptação. Acredito que insistir nessa linha hoje, não superar essa limitação, é abrir caminho para coisas piores.</p>
<p>fagner, para fazer um contra-ponto, parece haver indícios de uma corrosão da base governista nos trabalhadores (cut) e um maior volume (ao menos em impacto social) de greves, o que indicaria um certo acúmulo de mobilização que está para ser disputado. Sabemos que o trabalhador brasileiro médio não tem preferência política/partidária acentuada, está em plena disputa e as últimas notícias apontam para um tendência crítica ao governo e disposição para os conflitos. A extrema-esquerda tem que garantir que a onda conservadora não transborde no setor sindical como alternativa ao governo; embora acho que isso é um pouco difícil no contexto brasileiro atual.</p>
<p><a href="http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/552452/Cpers-aprova-desfiliacao-da-CUT-e-garante-greve-se-salarios-forem-parcelados" rel="nofollow ugc">http://www.correiodopovo.com.br/Noticias/552452/Cpers-aprova-desfiliacao-da-CUT-e-garante-greve-se-salarios-forem-parcelados</a></p>
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		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103332/#comment-284135</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2015 23:29:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Enquanto a &quot;esquerda&quot; governista (PT, PCdoB e Cia) luta para se preservar no poder e para continuar a ser reconhecida como liderança de esquerda, e a extrema-esquerda divide-se entre a esquerda-aspirante-ao-governismo-e-governista-de-vez-em-quando (PSOL, PSTU, PCB e Cia) e a esquerda autônoma-ou-combativa-mas-nem-tanto (todos os críticos do governismo à esquerda), esta última incapaz de iniciativa própria, dependendo sempre da iniciativa dos poderes &quot;público&quot; e privado para se movimentar ou para manter-se numa passividade fratricida, com disputas intermináveis em torno de quem será o &quot;protagonista&quot; da luta autônoma/combativa e com aspirantes ao &quot;protagonismo&quot; que só sabem dialogar com o próprio umbigo ou com aqueles que partem do mesmo &quot;lugar de fala&quot;, como se o &quot;autonomismo&quot; e o anti-governismo fossem compostos por celebridades concorrendo pelos holofotes (e será que não são?), a direita e a extrema-direita avançam e tornam-se capazes de cooptar cada vez mais os trabalhadores pela direita, voltando-os contra si mesmos, ao mesmo tempo em que a &quot;esquerda&quot; governista trata de cooptá-los, chantageando-os (emocionalmente ou não), pelo lado esquerdo. Mais e mais, o governismo petista se fortalece, pois se mantém como referência única e/ou hegemônica à esquerda, liderando o campo do chamado &quot;progressismo&quot;. A direita e a extrema-direita avançam e dividem os trabalhadores entre um &quot;progressismo&quot; petista e um reacionarismo (ou &quot;conservadorismo&quot; ou &quot;liberalismo&quot; etc.) vinculado ao grupo PSDB, DEM e Cia. O governismo “de esquerda”, embora esteja sofrendo duros golpes, mantém-se com força enquanto referência de esquerda, porque, perdendo progressivamente o status de situação hegemônica e inconteste, desloca-se também progressivamente para uma oposição supostamente de esquerda ou “progressista”: perde o equilíbrio de um lado, compensando-o em outro. A leitura desta entrevista (aqui: http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/abrimos-caminho-para-diminuir-os-direitos-de-todos-os-adolescentes/ar-AAagS36?ocid=mailsignoutmd) e desta reportagem (aqui: http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/ccj-aprova-pec-que-reduz-maioridade-penal-de-18-para-16-anos/ar-AAahjyU?ocid=mailsignoutmd), bem como dos comentários que lhes seguem, é elucidativa do que estou afirmando.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto a &#8220;esquerda&#8221; governista (PT, PCdoB e Cia) luta para se preservar no poder e para continuar a ser reconhecida como liderança de esquerda, e a extrema-esquerda divide-se entre a esquerda-aspirante-ao-governismo-e-governista-de-vez-em-quando (PSOL, PSTU, PCB e Cia) e a esquerda autônoma-ou-combativa-mas-nem-tanto (todos os críticos do governismo à esquerda), esta última incapaz de iniciativa própria, dependendo sempre da iniciativa dos poderes &#8220;público&#8221; e privado para se movimentar ou para manter-se numa passividade fratricida, com disputas intermináveis em torno de quem será o &#8220;protagonista&#8221; da luta autônoma/combativa e com aspirantes ao &#8220;protagonismo&#8221; que só sabem dialogar com o próprio umbigo ou com aqueles que partem do mesmo &#8220;lugar de fala&#8221;, como se o &#8220;autonomismo&#8221; e o anti-governismo fossem compostos por celebridades concorrendo pelos holofotes (e será que não são?), a direita e a extrema-direita avançam e tornam-se capazes de cooptar cada vez mais os trabalhadores pela direita, voltando-os contra si mesmos, ao mesmo tempo em que a &#8220;esquerda&#8221; governista trata de cooptá-los, chantageando-os (emocionalmente ou não), pelo lado esquerdo. Mais e mais, o governismo petista se fortalece, pois se mantém como referência única e/ou hegemônica à esquerda, liderando o campo do chamado &#8220;progressismo&#8221;. A direita e a extrema-direita avançam e dividem os trabalhadores entre um &#8220;progressismo&#8221; petista e um reacionarismo (ou &#8220;conservadorismo&#8221; ou &#8220;liberalismo&#8221; etc.) vinculado ao grupo PSDB, DEM e Cia. O governismo “de esquerda”, embora esteja sofrendo duros golpes, mantém-se com força enquanto referência de esquerda, porque, perdendo progressivamente o status de situação hegemônica e inconteste, desloca-se também progressivamente para uma oposição supostamente de esquerda ou “progressista”: perde o equilíbrio de um lado, compensando-o em outro. A leitura desta entrevista (aqui: <a href="http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/abrimos-caminho-para-diminuir-os-direitos-de-todos-os-adolescentes/ar-AAagS36?ocid=mailsignoutmd" rel="nofollow ugc">http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/abrimos-caminho-para-diminuir-os-direitos-de-todos-os-adolescentes/ar-AAagS36?ocid=mailsignoutmd</a>) e desta reportagem (aqui: <a href="http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/ccj-aprova-pec-que-reduz-maioridade-penal-de-18-para-16-anos/ar-AAahjyU?ocid=mailsignoutmd" rel="nofollow ugc">http://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/ccj-aprova-pec-que-reduz-maioridade-penal-de-18-para-16-anos/ar-AAahjyU?ocid=mailsignoutmd</a>), bem como dos comentários que lhes seguem, é elucidativa do que estou afirmando.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Júlio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103332/#comment-284114</link>

		<dc:creator><![CDATA[Júlio]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Mar 2015 13:40:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[é lucas, o fora todos argentino foi isso TAMBÉM, foi o nascimento do kirchnerismo, os k não eram nada antes disso e só se consolidaram, com seu discurso mais à esquerda e suas práticas picaretas, porque todos os outros foram caindo. ok. mas não foi SÓ isso não hein, o fora todos consolidou os piqueteiros, colocou os desempregados na cena política e tirou parte da poeira do movimento sindical mafioso argentino, gerou uma porrada de assembleias e articulações autônomas, nos bairros tbm tinha os comedores, as feiras de trocas, uma caralhada de coisa mto foda. eu não vejo na história recente sulamericana um momento onde a autonomia esteve mais forte numa escala tão grande, vc vê? talvez no equador pré correa, mas ali tenho a impressão que o rolê sempre foi mais voltado pra substituir o mando estatal. concordo com vc que um fora todos aqui é loucura pela ausência de força e organização popular, por isso eu falei q é meu sonho só, mas &quot;resolveu&quot; não me parece um bom índice pra medir um momento histórico, pq senão aí não temos nada praticamente né, o que já resolveu algo? pra mim o fora todos argentino foi foda e resolveu um monte de coisas. por um tempo. várias se reverteram, algumas certamente ainda não.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>é lucas, o fora todos argentino foi isso TAMBÉM, foi o nascimento do kirchnerismo, os k não eram nada antes disso e só se consolidaram, com seu discurso mais à esquerda e suas práticas picaretas, porque todos os outros foram caindo. ok. mas não foi SÓ isso não hein, o fora todos consolidou os piqueteiros, colocou os desempregados na cena política e tirou parte da poeira do movimento sindical mafioso argentino, gerou uma porrada de assembleias e articulações autônomas, nos bairros tbm tinha os comedores, as feiras de trocas, uma caralhada de coisa mto foda. eu não vejo na história recente sulamericana um momento onde a autonomia esteve mais forte numa escala tão grande, vc vê? talvez no equador pré correa, mas ali tenho a impressão que o rolê sempre foi mais voltado pra substituir o mando estatal. concordo com vc que um fora todos aqui é loucura pela ausência de força e organização popular, por isso eu falei q é meu sonho só, mas &#8220;resolveu&#8221; não me parece um bom índice pra medir um momento histórico, pq senão aí não temos nada praticamente né, o que já resolveu algo? pra mim o fora todos argentino foi foda e resolveu um monte de coisas. por um tempo. várias se reverteram, algumas certamente ainda não.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Aquele-que-ofirrebugô-Finnicius-Revém		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103332/#comment-284062</link>

		<dc:creator><![CDATA[Aquele-que-ofirrebugô-Finnicius-Revém]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2015 05:03:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em 2013 lado B Mauro Iasi travou um interessante diálogo quântico-zemeckiano com ulisses e a cajuína tropicalista revivida em palavras passantes. Transcrito abaixo para o desfrute dos pacientes, curiosos e carentes (Bedürfnis ou Notwendigkeit?) de programas mais atraentes, tal bate-papo pós-einsteiniano vem a calhar àqueles que em quinze coçaram a cabeça (e seguem coçando...)

(p.s: para fins acadêmicos vale pontuar que o pecebista e sua dor que deveras sente, incrédulo da face pragmática da mecânica do físico mostrador de língua, ou do poder de nostradamos (outra vez falo nele..) pensava então estar diante do túmulo prestando homenagem crítica póstuma - ledo engano - a um dos principais formuladores do programa democrático-popular, ou seja, amante da literatura resolveu ver em cores vívidas o livro primeiro da comédia onde poucos riem... 

(lo saben? bueno, lo hacen...)

Passando então a palavra, com ou sem aspas e sem link, pra não render clics pros porcos drummondianos só no nome:

&quot;A luta pela eliminação do ‘prussianismo’ confunde-se com uma profunda renovação democrática do conjunto da vida brasileira. Essa renovação aparece, portanto, não apenas como alternativa histórica à ‘via prussina’, como modo de realizar em condições novas as tarefas que a ausência de uma revolução democrático-burguesa deixou abertas em nosso pais, mas também – e precisamente por isso – como processo de criação dos pressupostos necessários para um avanço no Brasil no rumo do socialismo”
(Carlos Nelson Coutinho, A democracia como valor universal, 1979)

O que tornaria possível este cenário é que na crise da ditadura e no processo de desenvolvimento capitalista que ela propiciou, teriam se gestado as condições que tornariam possível o desenvolvimento de uma “sociedade civil” no Brasil, de um lado pela emergência de sujeitos coletivos de um novo tipo e suas formas de organização próprias (comissões de fábrica, associações de moradores, CEBs, movimento de mulheres, a questão ecológica, etc.) e, de outro, o fortalecimento de aparelhos privados de hegemonia que expressariam esta sociedade civil (OAB, CNBB, ABI, etc.). Tal processo cobrava e gerava as condições para uma “socialização da política” que poderia levar a superação da “via prussiana”.

O eixo central deste desenvolvimento seria o da democratização, primeiro pela conquista da democracia (negação da ditadura), depois por seu aprofundamento e consolidação e, finalmente, pela sua transformação substantiva (a passagem de uma democracia burguesa para uma democracia proletária).

Mais recentemente, o autor avaliando o desenvolvimento do cenário político brasileiro conclui que:

“Malgrado todos seus limites, a transição revelou, em seu ponto de chegada, um dado novo e extremamente significativo: o fato de que o Brasil, após 20 anos de ditadura, havia se tornado definitivamente uma sociedade ‘ocidental’ no sentido gramsciano do termo”.
(Contra a corrente)

O paradoxo é que o processo de democratização e do acúmulo de forças pretendido se verificou, mas o resultado foi muito diferente do esperado. De certa maneira este desfecho diverso das intenções anunciadas se explica pelo fato que a modernização (ou ocidentalização, se preferirem) que levou à socialização da política foi, de certa forma, visto de maneira unilateral, isto é, como se beneficiasse apenas a perspectiva dos trabalhadores contra o Estado Burguês e sua ordem. Perde-se de vista que a alternância da forma de domínio da burguesia, da ditadura à democracia, representava de igual maneira uma necessidade para a ordem capitalista. A socialização da política se dá no interior da luta de classes. Se é verdade que na perspectiva dos trabalhadores, pelo menos no interior da formulação estratégica que se tornou determinante – a estratégia democrática popular –, se tratava de acumular forças para realizar a passagem da democracia consolidada para sua substantivação, na perspectiva burguesa tratava-se de superar seu problema de hegemonia, isto é, legitimar sua ordem societária para além dos restritos limites das classes e frações de classe que dela se beneficiam.

Como o próprio Coutinho gostava de dizer, na luta de classes não há empate. Se os interesses burgueses prevalecem é sinal que os proletários foram derrotados e vice e versa. O que vemos é que a ordem burguesa se mantém sob a forma instável daquilo que Florestan Fernandes denominou de “democracia de cooptação”, tornada possível pelo governo de pacto social protagonizado pelo PT. Ora, neste cenário, a forma democrática deixa de ser patamar para o projeto transformador e vira um dos elementos de perpetuação da ordem do capital.

O dilema é que, pensam alguns, a forma democrática ainda é um patamar que nos interessa. Como afirmávamos, então, ainda que não possamos ir além no sentido de sua substantivação, é um bom lugar para esperarmos tempos melhores para seguir na luta pelo socialismo. Infelizmente as coisas não são bem assim.

Para a burguesia, nos alertava Coutinho em seu livro Contra a corrente, não é mais possível manter inalterada a forma que lhe foi tão útil da ditadura descarada de classe a serviço do capital monopolista, ou seja, uma “dominação sem hegemonia”, mas também a forma de controle pelo alto das massas trabalhadores para sustentar um desenvolvimento capitalista que lhes exclui dos benefícios, como no caso do populismo, também não e mais possível. Isto leva Coutinho a uma visão um tanto otimista. A ordem burguesa teria que combinar sua dominação com formas de direção hegemônica que lograsse consolidar “razoável grau de consenso por parte dos governados”.

Digo otimista pelo fato de que fosse esse o caso, o impulso do processo de democratização teria como se manter e a perspectiva de um “reformismo revolucionário” como ele defendia poderia ainda se manter como estratégia. A tensão neste quadro se daria em outro ponto. Para manter esta combinação entre domínio e direção hegemônica, o poder burguês teria que ceder em direitos e demandas vindas da parte mais organizada da classe trabalhadora e dos setores médios, alem, é claro, das demandas da burguesia monopolista, formando desta forma a base do consentimento. O caráter dependente da economia e a síntese com o arcaísmo oligárquico (por exemplo com a estrutura agrária e o fisiologismo estatal das elites), no entanto, impediria o atendimento das demandas da maioria da população, principalmente os setores mais pauperizados e desorganizados.

Esta constatação é profundamente coerente por parte de Coutinho e se relaciona com a própria concepção que organiza seu pensamento sobre sociedade civil nos termos de Gramsci, mas igualmente na sua fonte hegeliana (a sociedade civil como mediação entre os indivíduos singulares e o momento genérico do Estado por meios de corporações e grupos particulares). Em poucas palavras, quem está organizado pela mediação particular de seus aparatos privados de hegemonia interfere na política de Estado, quem não está ficaria fora.

O problema não está na coerência teórica, mas na relação com o devir do real: não foi o que aconteceu. Nos termos da democracia de cooptação, a focalização das políticas sociais miraram os desorganizados e em situação de miserabilidade ao mesmo tempo em que garantiram os patamares de acumulação de capitais para o capital imperialista. E para isso teve de atacar direitos e represar demandas dos setores organizados dos trabalhadores e das camadas médias. O único meio de realizar isso é pelo transformismo do PT e o apassivamento da classe trabalhadora, principalmente no seu setor mais organizado e decisivo para o funcionamento da economia capitalista. Isso se dá pela precária garantia de emprego (com as flexibilizações impostas) e pelo acesso ao consumo via certo grau de controle da inflação combinado com a facilitação do crédito.

Ora, quanto mais a democracia de cooptação se efetiva pela inserção passiva e subordinada via acesso à sociedade de consumo via crédito ou bolsas, mais a democracia se distancia de sua substancialização e nem mesmo paralisa no seu momento de consolidação institucional, política e jurídica. De fato, neste cenário ela é constrangida a recuar até mesmo nos elementos de conquista na luta contra a ditadura. A combinação entre a dominação e formas de direção hegemônica exigem uma “democracia forte” no sentido de ter os elementos de controle e garantia da ordem. Destrói-se o mito do auto aperfeiçoamento da democracia na direção única da socialização da política na perspectiva da revolução: seu aperfeiçoamento pode, e de fato assim se deu, ser garantia de continuidade da ordem do capital e não caminho de sua superação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2013 lado B Mauro Iasi travou um interessante diálogo quântico-zemeckiano com ulisses e a cajuína tropicalista revivida em palavras passantes. Transcrito abaixo para o desfrute dos pacientes, curiosos e carentes (Bedürfnis ou Notwendigkeit?) de programas mais atraentes, tal bate-papo pós-einsteiniano vem a calhar àqueles que em quinze coçaram a cabeça (e seguem coçando&#8230;)</p>
<p>(p.s: para fins acadêmicos vale pontuar que o pecebista e sua dor que deveras sente, incrédulo da face pragmática da mecânica do físico mostrador de língua, ou do poder de nostradamos (outra vez falo nele..) pensava então estar diante do túmulo prestando homenagem crítica póstuma &#8211; ledo engano &#8211; a um dos principais formuladores do programa democrático-popular, ou seja, amante da literatura resolveu ver em cores vívidas o livro primeiro da comédia onde poucos riem&#8230; </p>
<p>(lo saben? bueno, lo hacen&#8230;)</p>
<p>Passando então a palavra, com ou sem aspas e sem link, pra não render clics pros porcos drummondianos só no nome:</p>
<p>&#8220;A luta pela eliminação do ‘prussianismo’ confunde-se com uma profunda renovação democrática do conjunto da vida brasileira. Essa renovação aparece, portanto, não apenas como alternativa histórica à ‘via prussina’, como modo de realizar em condições novas as tarefas que a ausência de uma revolução democrático-burguesa deixou abertas em nosso pais, mas também – e precisamente por isso – como processo de criação dos pressupostos necessários para um avanço no Brasil no rumo do socialismo”<br />
(Carlos Nelson Coutinho, A democracia como valor universal, 1979)</p>
<p>O que tornaria possível este cenário é que na crise da ditadura e no processo de desenvolvimento capitalista que ela propiciou, teriam se gestado as condições que tornariam possível o desenvolvimento de uma “sociedade civil” no Brasil, de um lado pela emergência de sujeitos coletivos de um novo tipo e suas formas de organização próprias (comissões de fábrica, associações de moradores, CEBs, movimento de mulheres, a questão ecológica, etc.) e, de outro, o fortalecimento de aparelhos privados de hegemonia que expressariam esta sociedade civil (OAB, CNBB, ABI, etc.). Tal processo cobrava e gerava as condições para uma “socialização da política” que poderia levar a superação da “via prussiana”.</p>
<p>O eixo central deste desenvolvimento seria o da democratização, primeiro pela conquista da democracia (negação da ditadura), depois por seu aprofundamento e consolidação e, finalmente, pela sua transformação substantiva (a passagem de uma democracia burguesa para uma democracia proletária).</p>
<p>Mais recentemente, o autor avaliando o desenvolvimento do cenário político brasileiro conclui que:</p>
<p>“Malgrado todos seus limites, a transição revelou, em seu ponto de chegada, um dado novo e extremamente significativo: o fato de que o Brasil, após 20 anos de ditadura, havia se tornado definitivamente uma sociedade ‘ocidental’ no sentido gramsciano do termo”.<br />
(Contra a corrente)</p>
<p>O paradoxo é que o processo de democratização e do acúmulo de forças pretendido se verificou, mas o resultado foi muito diferente do esperado. De certa maneira este desfecho diverso das intenções anunciadas se explica pelo fato que a modernização (ou ocidentalização, se preferirem) que levou à socialização da política foi, de certa forma, visto de maneira unilateral, isto é, como se beneficiasse apenas a perspectiva dos trabalhadores contra o Estado Burguês e sua ordem. Perde-se de vista que a alternância da forma de domínio da burguesia, da ditadura à democracia, representava de igual maneira uma necessidade para a ordem capitalista. A socialização da política se dá no interior da luta de classes. Se é verdade que na perspectiva dos trabalhadores, pelo menos no interior da formulação estratégica que se tornou determinante – a estratégia democrática popular –, se tratava de acumular forças para realizar a passagem da democracia consolidada para sua substantivação, na perspectiva burguesa tratava-se de superar seu problema de hegemonia, isto é, legitimar sua ordem societária para além dos restritos limites das classes e frações de classe que dela se beneficiam.</p>
<p>Como o próprio Coutinho gostava de dizer, na luta de classes não há empate. Se os interesses burgueses prevalecem é sinal que os proletários foram derrotados e vice e versa. O que vemos é que a ordem burguesa se mantém sob a forma instável daquilo que Florestan Fernandes denominou de “democracia de cooptação”, tornada possível pelo governo de pacto social protagonizado pelo PT. Ora, neste cenário, a forma democrática deixa de ser patamar para o projeto transformador e vira um dos elementos de perpetuação da ordem do capital.</p>
<p>O dilema é que, pensam alguns, a forma democrática ainda é um patamar que nos interessa. Como afirmávamos, então, ainda que não possamos ir além no sentido de sua substantivação, é um bom lugar para esperarmos tempos melhores para seguir na luta pelo socialismo. Infelizmente as coisas não são bem assim.</p>
<p>Para a burguesia, nos alertava Coutinho em seu livro Contra a corrente, não é mais possível manter inalterada a forma que lhe foi tão útil da ditadura descarada de classe a serviço do capital monopolista, ou seja, uma “dominação sem hegemonia”, mas também a forma de controle pelo alto das massas trabalhadores para sustentar um desenvolvimento capitalista que lhes exclui dos benefícios, como no caso do populismo, também não e mais possível. Isto leva Coutinho a uma visão um tanto otimista. A ordem burguesa teria que combinar sua dominação com formas de direção hegemônica que lograsse consolidar “razoável grau de consenso por parte dos governados”.</p>
<p>Digo otimista pelo fato de que fosse esse o caso, o impulso do processo de democratização teria como se manter e a perspectiva de um “reformismo revolucionário” como ele defendia poderia ainda se manter como estratégia. A tensão neste quadro se daria em outro ponto. Para manter esta combinação entre domínio e direção hegemônica, o poder burguês teria que ceder em direitos e demandas vindas da parte mais organizada da classe trabalhadora e dos setores médios, alem, é claro, das demandas da burguesia monopolista, formando desta forma a base do consentimento. O caráter dependente da economia e a síntese com o arcaísmo oligárquico (por exemplo com a estrutura agrária e o fisiologismo estatal das elites), no entanto, impediria o atendimento das demandas da maioria da população, principalmente os setores mais pauperizados e desorganizados.</p>
<p>Esta constatação é profundamente coerente por parte de Coutinho e se relaciona com a própria concepção que organiza seu pensamento sobre sociedade civil nos termos de Gramsci, mas igualmente na sua fonte hegeliana (a sociedade civil como mediação entre os indivíduos singulares e o momento genérico do Estado por meios de corporações e grupos particulares). Em poucas palavras, quem está organizado pela mediação particular de seus aparatos privados de hegemonia interfere na política de Estado, quem não está ficaria fora.</p>
<p>O problema não está na coerência teórica, mas na relação com o devir do real: não foi o que aconteceu. Nos termos da democracia de cooptação, a focalização das políticas sociais miraram os desorganizados e em situação de miserabilidade ao mesmo tempo em que garantiram os patamares de acumulação de capitais para o capital imperialista. E para isso teve de atacar direitos e represar demandas dos setores organizados dos trabalhadores e das camadas médias. O único meio de realizar isso é pelo transformismo do PT e o apassivamento da classe trabalhadora, principalmente no seu setor mais organizado e decisivo para o funcionamento da economia capitalista. Isso se dá pela precária garantia de emprego (com as flexibilizações impostas) e pelo acesso ao consumo via certo grau de controle da inflação combinado com a facilitação do crédito.</p>
<p>Ora, quanto mais a democracia de cooptação se efetiva pela inserção passiva e subordinada via acesso à sociedade de consumo via crédito ou bolsas, mais a democracia se distancia de sua substancialização e nem mesmo paralisa no seu momento de consolidação institucional, política e jurídica. De fato, neste cenário ela é constrangida a recuar até mesmo nos elementos de conquista na luta contra a ditadura. A combinação entre a dominação e formas de direção hegemônica exigem uma “democracia forte” no sentido de ter os elementos de controle e garantia da ordem. Destrói-se o mito do auto aperfeiçoamento da democracia na direção única da socialização da política na perspectiva da revolução: seu aperfeiçoamento pode, e de fato assim se deu, ser garantia de continuidade da ordem do capital e não caminho de sua superação.</p>
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		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103332/#comment-284058</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2015 03:32:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[o FORA TODOS foi a consigna que unificou boa parte dos argentinos no 2001. Resolveu alguma coisa? Não. Entregou o país nas mãos de um presidente eleito com 20% dos votos e que em 10 anos foi capaz de cooptar uma enorme fração dos movimentos de massas que surgiram na época da crise. A força da negativa entrega o poder nas mãos dos que estão mais organizados. Enquanto não houver poder popular paralelo, fora todos será a consigna de se entregar o poder a qualquer outra força que trairá a expressão radical, para não dizer entregar nas mãos da direita (o que é mais provável no caso brasileiro atual). É legitimar o próximo da fila e seu discurso que virá pronto para incorporar os setores das massas que mais estiverem propensos a aceitar bonificações econômicas e que menos organizados estarão para resistir à cooptação.

agora, sobre o impeachment, é interessante a nova &quot;narrativa&quot; petista. Será que até o final do ano teremos algum jornalista/historiador revisionista que tente mostrar que o Brasil já sofreu um golpe de Estado durante a Nova República?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>o FORA TODOS foi a consigna que unificou boa parte dos argentinos no 2001. Resolveu alguma coisa? Não. Entregou o país nas mãos de um presidente eleito com 20% dos votos e que em 10 anos foi capaz de cooptar uma enorme fração dos movimentos de massas que surgiram na época da crise. A força da negativa entrega o poder nas mãos dos que estão mais organizados. Enquanto não houver poder popular paralelo, fora todos será a consigna de se entregar o poder a qualquer outra força que trairá a expressão radical, para não dizer entregar nas mãos da direita (o que é mais provável no caso brasileiro atual). É legitimar o próximo da fila e seu discurso que virá pronto para incorporar os setores das massas que mais estiverem propensos a aceitar bonificações econômicas e que menos organizados estarão para resistir à cooptação.</p>
<p>agora, sobre o impeachment, é interessante a nova &#8220;narrativa&#8221; petista. Será que até o final do ano teremos algum jornalista/historiador revisionista que tente mostrar que o Brasil já sofreu um golpe de Estado durante a Nova República?</p>
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		<title>
		Por: Júlio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103332/#comment-284050</link>

		<dc:creator><![CDATA[Júlio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2015 02:02:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[último, juro:
mas matheus, a defesa de uma &quot;república democrática&quot; pode permitir tanta corrupção? não acho que impeachmant seja golpismo, ta dentro das regras do jogo &quot;democrático&quot; que de democrático não tem nada, obvio. dilma e lula já fizeram muito pior que collor, e naquele momento tbm havia uma porrada de interesses nada de esquerda em sua queda, e mesmo assim ninguém considera golpismo. se a saída fosse dar esse passo atrás que vc diz, ainda assim não vejo como ele se conjugaria com defender a permanência da dilma. pra mim sua queda não é &quot;o pior cenário possível&quot;, tbm n acho que melhoraria mta coisa. mas confesso que eu ficaria feliz, pelo menos é um inimigo a menos, é gente que tentou a matar a gente na rua se fudendo, não tem como não sorrir. sou são paulino, é tipo uma final corinthians e palmeiras, não fico feliz com a vitória de nenhum mas me consolo com a derrota de qq um.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>último, juro:<br />
mas matheus, a defesa de uma &#8220;república democrática&#8221; pode permitir tanta corrupção? não acho que impeachmant seja golpismo, ta dentro das regras do jogo &#8220;democrático&#8221; que de democrático não tem nada, obvio. dilma e lula já fizeram muito pior que collor, e naquele momento tbm havia uma porrada de interesses nada de esquerda em sua queda, e mesmo assim ninguém considera golpismo. se a saída fosse dar esse passo atrás que vc diz, ainda assim não vejo como ele se conjugaria com defender a permanência da dilma. pra mim sua queda não é &#8220;o pior cenário possível&#8221;, tbm n acho que melhoraria mta coisa. mas confesso que eu ficaria feliz, pelo menos é um inimigo a menos, é gente que tentou a matar a gente na rua se fudendo, não tem como não sorrir. sou são paulino, é tipo uma final corinthians e palmeiras, não fico feliz com a vitória de nenhum mas me consolo com a derrota de qq um.</p>
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		<title>
		Por: Júlio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103332/#comment-284049</link>

		<dc:creator><![CDATA[Júlio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2015 01:53:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[estive viajando no começo desse ano e então posso ta falando merda por estar fora do dia a dia das lutas de 2015, mas o meu sonho seria conciliar o trabalho de formiguinha proposto na provocação do último parágrafo com um FORA TODOS no presente momento, afinal se é uma merda o fortalecimento dos que tão querendo derrubar por outro lado seria lindo a dilma cair (e motivos não faltam, não só corrupção - mas se fosse só por ela já seria suficiente pq ela é incontestavelmente absurda e gigantesca, com mídia corporativa botando pilha ou não).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>estive viajando no começo desse ano e então posso ta falando merda por estar fora do dia a dia das lutas de 2015, mas o meu sonho seria conciliar o trabalho de formiguinha proposto na provocação do último parágrafo com um FORA TODOS no presente momento, afinal se é uma merda o fortalecimento dos que tão querendo derrubar por outro lado seria lindo a dilma cair (e motivos não faltam, não só corrupção &#8211; mas se fosse só por ela já seria suficiente pq ela é incontestavelmente absurda e gigantesca, com mídia corporativa botando pilha ou não).</p>
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		<title>
		Por: Júlio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/03/103332/#comment-284048</link>

		<dc:creator><![CDATA[Júlio]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2015 01:41:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não entendi essa parte:
Entretanto, o central aqui é o processo de assimilação dos órgãos da classe trabalhadora. O PT no Brasil e o ANC (African National Congress) na África do Sul tem sido os dois únicos partidos governamentais no mundo que a ter um leque político completo, indo desde a direita até às franjas da extrema-esquerda.

Que extrema-esquerda? Com algum esforço da pra achar a esquerda no PT - no governo é bem mais difícil, talvez no terceiro escalão - mas a que se referem quando dizem extrema-esquerda? 
Abras!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não entendi essa parte:<br />
Entretanto, o central aqui é o processo de assimilação dos órgãos da classe trabalhadora. O PT no Brasil e o ANC (African National Congress) na África do Sul tem sido os dois únicos partidos governamentais no mundo que a ter um leque político completo, indo desde a direita até às franjas da extrema-esquerda.</p>
<p>Que extrema-esquerda? Com algum esforço da pra achar a esquerda no PT &#8211; no governo é bem mais difícil, talvez no terceiro escalão &#8211; mas a que se referem quando dizem extrema-esquerda?<br />
Abras!</p>
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