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	Comentários sobre: A redução da maioridade penal face à indústria do cárcere	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/04/103596/#comment-296975</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 12 Aug 2015 02:25:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[http://www.cartacapital.com.br/sociedade/com-2018bancada-da-bala2019-cpi-sugere-2018privatizacao2019-do-sistema-penitenciario-776.html]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.cartacapital.com.br/sociedade/com-2018bancada-da-bala2019-cpi-sugere-2018privatizacao2019-do-sistema-penitenciario-776.html" rel="nofollow ugc">http://www.cartacapital.com.br/sociedade/com-2018bancada-da-bala2019-cpi-sugere-2018privatizacao2019-do-sistema-penitenciario-776.html</a></p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/04/103596/#comment-293160</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2015 12:37:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Deixemos o pessimismo para tempos melhores.”(de um muro em Bogotá) 

http://elsalariado.info/2015/07/06/los-origenes-de-la-policia/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Deixemos o pessimismo para tempos melhores.”(de um muro em Bogotá) </p>
<p><a href="http://elsalariado.info/2015/07/06/los-origenes-de-la-policia/" rel="nofollow ugc">http://elsalariado.info/2015/07/06/los-origenes-de-la-policia/</a></p>
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		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/04/103596/#comment-293030</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2015 20:03:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[https://scontent-atl1-1.xx.fbcdn.net/hphotos-xpa1/v/t1.0-9/11241228_364858097041021_222227393396726327_n.jpg?oh=75c6f18f82c8fd42b1cf998c1023a598&#038;oe=5610F103

A nota acima saiu na coluna de Ilmar Franco, no jornal O Globo de ontem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://scontent-atl1-1.xx.fbcdn.net/hphotos-xpa1/v/t1.0-9/11241228_364858097041021_222227393396726327_n.jpg?oh=75c6f18f82c8fd42b1cf998c1023a598&#038;oe=5610F103" rel="nofollow ugc">https://scontent-atl1-1.xx.fbcdn.net/hphotos-xpa1/v/t1.0-9/11241228_364858097041021_222227393396726327_n.jpg?oh=75c6f18f82c8fd42b1cf998c1023a598&#038;oe=5610F103</a></p>
<p>A nota acima saiu na coluna de Ilmar Franco, no jornal O Globo de ontem.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Diego Polese		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/04/103596/#comment-285973</link>

		<dc:creator><![CDATA[Diego Polese]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2015 16:39:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Comissão da Maioridade convida Rezende, Datena, Sheherazade e Barcelos 
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/04/29/comissao-da-maioridade-convida-rezende-datena-sheherazade-e-barcelos.htm]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Comissão da Maioridade convida Rezende, Datena, Sheherazade e Barcelos<br />
<a href="http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/04/29/comissao-da-maioridade-convida-rezende-datena-sheherazade-e-barcelos.htm" rel="nofollow ugc">http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/04/29/comissao-da-maioridade-convida-rezende-datena-sheherazade-e-barcelos.htm</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/04/103596/#comment-285941</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2015 03:20:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ao contrário do Brasil, EUA discutem o aumento da maioridade penal
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1621320-ao-contrario-do-brasil-eua-discutem-o-aumento-da-maioridade-penal.shtml

Rio amanhece com mensagens contra a redução da maioridade penal
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/04/rio-amanhece-com-mensagens-contra-reducao-da-maioridade-penal.html

Contra-ofensiva à maioridade penal num ícone da resistência paulistana
http://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/29/politica/1430314007_636337.html

Reduzir idade penal só inflará prisões, diz presidente da antiga Febem de SP
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1617359-reduzir-maioridade-so-ira-inflar-prisoes-diz-presidente-da-ex-febem.shtml

87% querem redução da maioridade penal; número é o maior já registrado
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1617359-reduzir-maioridade-so-ira-inflar-prisoes-diz-presidente-da-ex-febem.shtml

Sérgio Reis (sim, o cantor) defende redução da maioridade penal para 14 anos
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1621959-sergio-reis-defende-reducao-da-maioridade-penal-para-14-anos.shtml]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao contrário do Brasil, EUA discutem o aumento da maioridade penal<br />
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1621320-ao-contrario-do-brasil-eua-discutem-o-aumento-da-maioridade-penal.shtml" rel="nofollow ugc">http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1621320-ao-contrario-do-brasil-eua-discutem-o-aumento-da-maioridade-penal.shtml</a></p>
<p>Rio amanhece com mensagens contra a redução da maioridade penal<br />
<a href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/04/rio-amanhece-com-mensagens-contra-reducao-da-maioridade-penal.html" rel="nofollow ugc">http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/04/rio-amanhece-com-mensagens-contra-reducao-da-maioridade-penal.html</a></p>
<p>Contra-ofensiva à maioridade penal num ícone da resistência paulistana<br />
<a href="http://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/29/politica/1430314007_636337.html" rel="nofollow ugc">http://brasil.elpais.com/brasil/2015/04/29/politica/1430314007_636337.html</a></p>
<p>Reduzir idade penal só inflará prisões, diz presidente da antiga Febem de SP<br />
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1617359-reduzir-maioridade-so-ira-inflar-prisoes-diz-presidente-da-ex-febem.shtml" rel="nofollow ugc">http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1617359-reduzir-maioridade-so-ira-inflar-prisoes-diz-presidente-da-ex-febem.shtml</a></p>
<p>87% querem redução da maioridade penal; número é o maior já registrado<br />
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1617359-reduzir-maioridade-so-ira-inflar-prisoes-diz-presidente-da-ex-febem.shtml" rel="nofollow ugc">http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1617359-reduzir-maioridade-so-ira-inflar-prisoes-diz-presidente-da-ex-febem.shtml</a></p>
<p>Sérgio Reis (sim, o cantor) defende redução da maioridade penal para 14 anos<br />
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1621959-sergio-reis-defende-reducao-da-maioridade-penal-para-14-anos.shtml" rel="nofollow ugc">http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/04/1621959-sergio-reis-defende-reducao-da-maioridade-penal-para-14-anos.shtml</a></p>
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		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/04/103596/#comment-284820</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2015 02:32:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fernado, obrigado pelo comentário. O Passa Palavra já corrigiu o problema no link, que vc apontou. 

Quanto à questão sobre a frase citada, não tenho certeza do que o autor quis dizer, pois o meu texto foi escrito e publicado rapidamente, visando dar uma resposta e um chamado urgentes ao debate, na esquerda, da questão da redução da maioridade; por isso não tive tempo de ir atrás do livro dele etc. Usei a citação tendo em vista a interpretação que fiz dela, e foi a seguinte: o lucro que as empresas capitalistas do setor auferem, com a privatização, não vem tanto da superexploração do trabalho dos presos, mas sim do efeito em cascata que o processo gera em todos os setores envolvidos diretamente. Ou seja: não se trata só do lucro das empresas específicas que lucram muito em cima da defasagem entre o valor pago aos presos (3/4 de salário sem nenhum direito etc) e o valor das mercadorias produzidas por eles (pagas ou não pelo Estado, e já com demanda garantida de antemão), mas também das empresas de construção civil que fazem os presídios, das empresas que ganham as licitações para geri-los, da empresa que fornece as mercadorias para a vigilância, para as telas e grades, os banheiros, os materiais de ensino e entretenimento (quando há) bem como assistencia social e psicológica (quando há) e por aí vai. Interpretei a frase &quot;os presos se tornaram uma espécie de consumidores cativos dos produtos vendidos pela indústria da segurança e da infraestrutura necessária à construção de complexos penitenciários&quot; nesse sentido mais amplo de que é todo um setor que se abre e se desenvolve muito lucrativamente, com realização das mercadorias (inclusive os caros presídios como um todo) garantida a priori, num processo que tem ainda o aspecto nefasto de que os presos produzem algumas das mercadorias destinadas a serem realizadas (vendidas) e consumidas (valor de uso) no próprio trato repressivo e vigilante das autoridades para com eles, os próprios produtores daquelas mercadorias. Algo como cavar a própria cova. 

Sobre outra questão envolvida, referente ao consumo das mercadorias ser da empresa-prisão e não dos presos, temos que pensar o seguinte Fernando, pro capital venda e realização são sinônimos, e não há necessidade de consumo de fato da mercadoria vendida. Se vc atira o picolé ao lixo 2 metros depois de comprá-lo o picolezeiro não está nem aí. Então o modo de consumo das mercadorias não importa muito se observamos o processo do ponto de vista da empresa específica que produziu uma mercadoria específica que lhe deu um lucro específico. Por outro lado se observamos o processo global do sistema capitalista o modo de consumo ganha interesse: como se dá o consumo da mercadoria câmera de vigilância? Ela já está paga, e para ser consumida deve servir para vigiar. O que o vigia faz é consumir o valor de uso da camera de segurança, mas esse consumo depende de haver no outro polo o preso, o vigiado. O mesmo quanto aos presídios ou aos cacetetes ou às balas de fuzis das UPPs. Não por acaso muitas guerras são estimuladas por empresas que depois fornecerão o armamento para ambas as partes em conflito. 

Veja só esse genio da sociologia contemporânea, ao tratar do tema divisão social do trabalho de modo a dar inveja ao Durkheim: https://www.youtube.com/watch?v=Qko8qi8KCjU

Enfim, não sei se foi isso que o Minhoto quis dizer, mas foi nesse sentido geral que usei a frase.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fernado, obrigado pelo comentário. O Passa Palavra já corrigiu o problema no link, que vc apontou. </p>
<p>Quanto à questão sobre a frase citada, não tenho certeza do que o autor quis dizer, pois o meu texto foi escrito e publicado rapidamente, visando dar uma resposta e um chamado urgentes ao debate, na esquerda, da questão da redução da maioridade; por isso não tive tempo de ir atrás do livro dele etc. Usei a citação tendo em vista a interpretação que fiz dela, e foi a seguinte: o lucro que as empresas capitalistas do setor auferem, com a privatização, não vem tanto da superexploração do trabalho dos presos, mas sim do efeito em cascata que o processo gera em todos os setores envolvidos diretamente. Ou seja: não se trata só do lucro das empresas específicas que lucram muito em cima da defasagem entre o valor pago aos presos (3/4 de salário sem nenhum direito etc) e o valor das mercadorias produzidas por eles (pagas ou não pelo Estado, e já com demanda garantida de antemão), mas também das empresas de construção civil que fazem os presídios, das empresas que ganham as licitações para geri-los, da empresa que fornece as mercadorias para a vigilância, para as telas e grades, os banheiros, os materiais de ensino e entretenimento (quando há) bem como assistencia social e psicológica (quando há) e por aí vai. Interpretei a frase &#8220;os presos se tornaram uma espécie de consumidores cativos dos produtos vendidos pela indústria da segurança e da infraestrutura necessária à construção de complexos penitenciários&#8221; nesse sentido mais amplo de que é todo um setor que se abre e se desenvolve muito lucrativamente, com realização das mercadorias (inclusive os caros presídios como um todo) garantida a priori, num processo que tem ainda o aspecto nefasto de que os presos produzem algumas das mercadorias destinadas a serem realizadas (vendidas) e consumidas (valor de uso) no próprio trato repressivo e vigilante das autoridades para com eles, os próprios produtores daquelas mercadorias. Algo como cavar a própria cova. </p>
<p>Sobre outra questão envolvida, referente ao consumo das mercadorias ser da empresa-prisão e não dos presos, temos que pensar o seguinte Fernando, pro capital venda e realização são sinônimos, e não há necessidade de consumo de fato da mercadoria vendida. Se vc atira o picolé ao lixo 2 metros depois de comprá-lo o picolezeiro não está nem aí. Então o modo de consumo das mercadorias não importa muito se observamos o processo do ponto de vista da empresa específica que produziu uma mercadoria específica que lhe deu um lucro específico. Por outro lado se observamos o processo global do sistema capitalista o modo de consumo ganha interesse: como se dá o consumo da mercadoria câmera de vigilância? Ela já está paga, e para ser consumida deve servir para vigiar. O que o vigia faz é consumir o valor de uso da camera de segurança, mas esse consumo depende de haver no outro polo o preso, o vigiado. O mesmo quanto aos presídios ou aos cacetetes ou às balas de fuzis das UPPs. Não por acaso muitas guerras são estimuladas por empresas que depois fornecerão o armamento para ambas as partes em conflito. </p>
<p>Veja só esse genio da sociologia contemporânea, ao tratar do tema divisão social do trabalho de modo a dar inveja ao Durkheim: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Qko8qi8KCjU" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=Qko8qi8KCjU</a></p>
<p>Enfim, não sei se foi isso que o Minhoto quis dizer, mas foi nesse sentido geral que usei a frase.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/04/103596/#comment-284815</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Apr 2015 01:46:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=103596#comment-284815</guid>

					<description><![CDATA[Olá Pablo,

Acabo de ler o seu artigo e gostaria de lhe dizer algumas coisas:

1- me parece que há algum probleminha com o primeiro link, o do “comentador”; não consegui acessá-lo.

2- Pablo, quando você cita Minhoto, é aquilo mesmo, o preso se torna um consumidor dos produtos vendidos pela empresa prisão-indústria? Como assim?
As mercadorias consumidas na empresa onde foram produzidas, utilizadas pelos próprios produtores – os presos trabalhadores – na atividade de manutenção da empresa, não evidenciaria apenas que no tocante à manutenção por aquela via há uma vantagem econômica para a empresa já que parte significativa das mercadorias empregues na atividade estão à sua disposição por um preço menor que os praticados no mercado? Ou seja, a empresa prisão-indústria quer tenha quer não tenha no seu interior a produção dessas mercadorias ela terá que consumi-las para garantir a manutenção da empresa, certo? Portanto não é o preso trabalhador quem consome tais mercadorias, é a própria indústria. E ainda, contrariando Minhoto de novo, não me parece que o grande lucro está em ter os presos como consumidores dos próprios produtos que criaram, porque como eu disse antes, nem está me parecendo que eles são os consumidores, mas o grande lucro está na soma da venda desses produtos com o valor recebido mensalmente do Estado por preso trabalhador. O que lhe parece?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Pablo,</p>
<p>Acabo de ler o seu artigo e gostaria de lhe dizer algumas coisas:</p>
<p>1- me parece que há algum probleminha com o primeiro link, o do “comentador”; não consegui acessá-lo.</p>
<p>2- Pablo, quando você cita Minhoto, é aquilo mesmo, o preso se torna um consumidor dos produtos vendidos pela empresa prisão-indústria? Como assim?<br />
As mercadorias consumidas na empresa onde foram produzidas, utilizadas pelos próprios produtores – os presos trabalhadores – na atividade de manutenção da empresa, não evidenciaria apenas que no tocante à manutenção por aquela via há uma vantagem econômica para a empresa já que parte significativa das mercadorias empregues na atividade estão à sua disposição por um preço menor que os praticados no mercado? Ou seja, a empresa prisão-indústria quer tenha quer não tenha no seu interior a produção dessas mercadorias ela terá que consumi-las para garantir a manutenção da empresa, certo? Portanto não é o preso trabalhador quem consome tais mercadorias, é a própria indústria. E ainda, contrariando Minhoto de novo, não me parece que o grande lucro está em ter os presos como consumidores dos próprios produtos que criaram, porque como eu disse antes, nem está me parecendo que eles são os consumidores, mas o grande lucro está na soma da venda desses produtos com o valor recebido mensalmente do Estado por preso trabalhador. O que lhe parece?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/04/103596/#comment-284684</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2015 17:40:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=103596#comment-284684</guid>

					<description><![CDATA[Pois é, mas aí o ulisses traz pra roda o vigiar e punir do &quot;Estado amplo&quot;, as corporações e empresas privadas. Bem além do Estado nacional, o &quot;Estado restrito&quot;. A tal reificação e o tal espraiamento da lei do valor por todos os poros da vida cotidiana, até o pau de selfie e o pau de cervis do mussum. Mas vamo lá, subsunção/subordinação real do trabalho ao capital na sociedade do controle e da &quot;mobilização total&quot;, à la máxima jungër-hitleriana. A mais-valia relativa (subsunção real) explora num grau maior, mas com maior &quot;humanidade&quot;, graças aos benefícios do aumento de produtividade e o chicote ser invisível. Então por isso a provocação final no texto (já que ser contra a redução da maioridade não dava pano pra manga e é pontopassivo entre os leitores do passapalavra): será que defender que os presídios sejam sim privatizados não seria nos posicionarmos pela mais-valia relativa ao invés da absoluta? Recentemente tive uma discussão com uma amiga sobre a legalização da prostituição. Em contraponto a ela eu defendi a legalização - e portanto que se crie uma indústria da prostituição, com as prostitutas e prostitutos tendo direitos trabalhistas e le carrálhe a câtre - justamente a partir desses argumentos em torno dos benefícios que os mecanismos de mais-valia relativa trazem. Afirmei que a indústria legalizada da prostituição (já a ilegal existe há séculos) provavelmente facilitaria formas de luta coletiva e legalizada contra os patrões - hoje cafetões que na prática estão acima da lei e superexploram e abusam das prostitutas num grau bastante “primitivo” de mais-valia absoluta… - e a luta por direitos básicos no próprio serviço: que os clientes usem camisinha, que se possa negar o serviço a algum cliente, que se possa exigir que o cliente tome banho, que se possa ter férias remuneradas, 13º, licença maternidade, enfim, que se seja explorado e esfoliado decentemente, como todo trabalhador. A amiga por outro lado argumentou filosoficamente, sobre o ser humano nao dever pagar por algo tão lindo quanto o sexo (o que, penso, serve para fazer poesia enquanto a coisa segue a mesma no mundo real…), depois falou torcendo o nariz sobre a contribuição de impostos que as prostitutas teriam que dar para o Estado (quelle horreur!), e por fim, algo polêmico especialmente desde ontem (aprovação na Câmara da PL da terceirização) ela defendeu que uma indústria da prostituição pioraria as condições de trabalho das prostitutas, e afirmou sem titubear que hoje em dia as pessoas se esforçam em qualquer ramo por trabalhos informais, que escapam dos impostos estatais e do rígido controle do patrão. 
Tem algo de defensivo no pautar esses debates (privatização dos presídios e legalização da prostituição) nestes termos, ao invés de estarmos a pensar algo mais radical como a luta contra a criminalização, contra o vigiar e punir, contra a sociedade das mercadorias e a sociedade penitenciária... mas achei que valia a pena levantar essas bolas no artigo e agora no comentário, pra pensarmos juntos toda essa merda, ou como diz os tradutores de Marx frente ao &quot;Scheiße&quot;: toda essa imundície.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é, mas aí o ulisses traz pra roda o vigiar e punir do &#8220;Estado amplo&#8221;, as corporações e empresas privadas. Bem além do Estado nacional, o &#8220;Estado restrito&#8221;. A tal reificação e o tal espraiamento da lei do valor por todos os poros da vida cotidiana, até o pau de selfie e o pau de cervis do mussum. Mas vamo lá, subsunção/subordinação real do trabalho ao capital na sociedade do controle e da &#8220;mobilização total&#8221;, à la máxima jungër-hitleriana. A mais-valia relativa (subsunção real) explora num grau maior, mas com maior &#8220;humanidade&#8221;, graças aos benefícios do aumento de produtividade e o chicote ser invisível. Então por isso a provocação final no texto (já que ser contra a redução da maioridade não dava pano pra manga e é pontopassivo entre os leitores do passapalavra): será que defender que os presídios sejam sim privatizados não seria nos posicionarmos pela mais-valia relativa ao invés da absoluta? Recentemente tive uma discussão com uma amiga sobre a legalização da prostituição. Em contraponto a ela eu defendi a legalização &#8211; e portanto que se crie uma indústria da prostituição, com as prostitutas e prostitutos tendo direitos trabalhistas e le carrálhe a câtre &#8211; justamente a partir desses argumentos em torno dos benefícios que os mecanismos de mais-valia relativa trazem. Afirmei que a indústria legalizada da prostituição (já a ilegal existe há séculos) provavelmente facilitaria formas de luta coletiva e legalizada contra os patrões &#8211; hoje cafetões que na prática estão acima da lei e superexploram e abusam das prostitutas num grau bastante “primitivo” de mais-valia absoluta… &#8211; e a luta por direitos básicos no próprio serviço: que os clientes usem camisinha, que se possa negar o serviço a algum cliente, que se possa exigir que o cliente tome banho, que se possa ter férias remuneradas, 13º, licença maternidade, enfim, que se seja explorado e esfoliado decentemente, como todo trabalhador. A amiga por outro lado argumentou filosoficamente, sobre o ser humano nao dever pagar por algo tão lindo quanto o sexo (o que, penso, serve para fazer poesia enquanto a coisa segue a mesma no mundo real…), depois falou torcendo o nariz sobre a contribuição de impostos que as prostitutas teriam que dar para o Estado (quelle horreur!), e por fim, algo polêmico especialmente desde ontem (aprovação na Câmara da PL da terceirização) ela defendeu que uma indústria da prostituição pioraria as condições de trabalho das prostitutas, e afirmou sem titubear que hoje em dia as pessoas se esforçam em qualquer ramo por trabalhos informais, que escapam dos impostos estatais e do rígido controle do patrão.<br />
Tem algo de defensivo no pautar esses debates (privatização dos presídios e legalização da prostituição) nestes termos, ao invés de estarmos a pensar algo mais radical como a luta contra a criminalização, contra o vigiar e punir, contra a sociedade das mercadorias e a sociedade penitenciária&#8230; mas achei que valia a pena levantar essas bolas no artigo e agora no comentário, pra pensarmos juntos toda essa merda, ou como diz os tradutores de Marx frente ao &#8220;Scheiße&#8221;: toda essa imundície.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/04/103596/#comment-284671</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2015 13:00:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[SUBSUNÇÃO REAL na SOCIEDADE PENITENCIÁRIA
Disciplinar ou de controle, segundo o jargão pós-estruturalista; hic et/aut nunc: vigiando e punindo, com a microeletronização do panóptico via selfie-se quem puder da (auto-)evasão[sic] de privacidade e domesticações afins...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SUBSUNÇÃO REAL na SOCIEDADE PENITENCIÁRIA<br />
Disciplinar ou de controle, segundo o jargão pós-estruturalista; hic et/aut nunc: vigiando e punindo, com a microeletronização do panóptico via selfie-se quem puder da (auto-)evasão[sic] de privacidade e domesticações afins&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Nego suspeito		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/04/103596/#comment-284630</link>

		<dc:creator><![CDATA[Nego suspeito]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 08 Apr 2015 19:23:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=103596#comment-284630</guid>

					<description><![CDATA[http://revistavaidape.com.br/blog/2015/04/bancada-da-jaula-os-interesses-e-doacoes-milionarias-por-tras-da-reducao/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://revistavaidape.com.br/blog/2015/04/bancada-da-jaula-os-interesses-e-doacoes-milionarias-por-tras-da-reducao/" rel="nofollow ugc">http://revistavaidape.com.br/blog/2015/04/bancada-da-jaula-os-interesses-e-doacoes-milionarias-por-tras-da-reducao/</a></p>
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