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	Comentários sobre: Escolas em luta em São Paulo: pode a greve escapar do roteiro?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Molina		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Molina]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Apr 2015 23:39:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Por favor, gostaria que corrigissem um trecho de meu comentário. Fiz a postagem 2 vezes com a correção feita na segunda, contudo o trecho errado continuou na postagem: &quot;Penso que as frentes de ação que vem, em certa medida sendo desenvolvida por muitos lutadores grevistas e que expus aqui, e que estão expostas no artigo, exploram fissuras na lógica de controle capitalista que disciplina o cotidiano DA CLASSE TRABALHADORA.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por favor, gostaria que corrigissem um trecho de meu comentário. Fiz a postagem 2 vezes com a correção feita na segunda, contudo o trecho errado continuou na postagem: &#8220;Penso que as frentes de ação que vem, em certa medida sendo desenvolvida por muitos lutadores grevistas e que expus aqui, e que estão expostas no artigo, exploram fissuras na lógica de controle capitalista que disciplina o cotidiano DA CLASSE TRABALHADORA.&#8221;</p>
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		<title>
		Por: R.U.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/04/103621/#comment-285613</link>

		<dc:creator><![CDATA[R.U.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Apr 2015 14:19:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em 25 de março ocorreram revoltas estudantis espontâneas (sem partidos nem sindicatos, ou seja, sem os destruidores de greve do PT e da Apeoesp, assim como sem aviso prévio às autoridades, que foram pegas de surpresa) no litoral de SP.Especialmente na cidade de Guarujá (distrito Vicente de Carvalho). Os estudantes em 2 escolas queimaram os livros e as detestáveis apostilas estaduais, enfrentaram a polícia (4 viaturas da PM, que tiveram que ir embora), arremessaram molotovs contra uma escola e isso potencializou uma onda de boicotes às aulas acompanhando a atual greve de professores. Trata-se de acontecimento importante, dado o maniqueísmo tucano-petista ou coxinha (de &quot;direita&quot; e de &quot;esquerda&quot;) que prevalece desde o final da Copa. O inaceitável autoritarismo de certas direções escolares (respaldado pela SEE), a falta de condições nas escolas (para professores e estudantes), além da piora em todos os sentidos da vida escolar foram o &quot;capital&quot; inicial das revoltas.A greve do magistério só apertou o botão que fez o resto ocorrer. Dias depois, em Santos (cidade vizinha), os estudantes acompanharam os professores em passeatas nas ruas. Mas ali já se tratava de algo combinado, enquadrado e ditado pelo sindicato. Só que são evidências importantes, porque sempre que ocorrem greves do magistério estadual, a Capital e o Interior aderem muito, e o litoral costuma furar. É uma região tipicamente fura-greves, onde há um eleitorado fascista, e uma classe trabalhadora que pensa que esmolas assistenciais são &quot;revolução&quot;. É um importante passo à frente. Tenho as fotos e vídeos da rebelião, mas não sei como publicar aqui. 

Como se vê em nível internacional, elementos mais avançados já haviam esclarecido em 1993 (http://www.reocities.com/autonomiabvr/lutas.html), que o nível de conscientização de algumas pessoas aumenta muito em épocas de confrontação social. Menciono textualmente:

&quot;Todo aquele que atuou nesses movimentos descobre uma solidariedade que não conhecia, se surpreende com a falta de egoísmo que existe nas barricadas, com a extraordinária organicidade que estrutura a ação. Além disso, em muitos casos descobre no vizinho que não cumprimentava, no colega de trabalho que era considerado um imbecil, no amigo que só falava de futebol.... um companheiro que luta lado a lado com ele.&quot;

Isso foi visto na revolta de Vicente de Carvalho. Vimos alunas extremamente evangélicas (da Assembleia de Deus), ajudando a organizar a greve, dizendo &quot;morte à polícia&quot;, enfrentando vizinhos e fura-greves que reclamavam do apitaço, dos fogos e das bombas na escola. Vimos uma dançarina de funk falando em anarquia, em revolução, indo de classe em classe no dia anterior anunciando o piquete do dia seguinte. Os moradores de uma favela vizinha engrossaram o piquete e enfrentaram os policiais. Sem contar a &quot;viralização&quot; via redes sociais e WhatsApp. A falta de precauções de segurança de alguns alunos - por exporem com mais veemência o apoio à revolta em suas páginas do Facebook fez a direção escolar tentar comprometê-los. Mas os professores em greve e uma impressionante (e inquebrável) solidariedade entre os alunos tudo fizeram para impedir as represálias escolares e as manobras da direção escolar (contra a greve dos professores e contra o movimento dos alunos) fracassaram.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 25 de março ocorreram revoltas estudantis espontâneas (sem partidos nem sindicatos, ou seja, sem os destruidores de greve do PT e da Apeoesp, assim como sem aviso prévio às autoridades, que foram pegas de surpresa) no litoral de SP.Especialmente na cidade de Guarujá (distrito Vicente de Carvalho). Os estudantes em 2 escolas queimaram os livros e as detestáveis apostilas estaduais, enfrentaram a polícia (4 viaturas da PM, que tiveram que ir embora), arremessaram molotovs contra uma escola e isso potencializou uma onda de boicotes às aulas acompanhando a atual greve de professores. Trata-se de acontecimento importante, dado o maniqueísmo tucano-petista ou coxinha (de &#8220;direita&#8221; e de &#8220;esquerda&#8221;) que prevalece desde o final da Copa. O inaceitável autoritarismo de certas direções escolares (respaldado pela SEE), a falta de condições nas escolas (para professores e estudantes), além da piora em todos os sentidos da vida escolar foram o &#8220;capital&#8221; inicial das revoltas.A greve do magistério só apertou o botão que fez o resto ocorrer. Dias depois, em Santos (cidade vizinha), os estudantes acompanharam os professores em passeatas nas ruas. Mas ali já se tratava de algo combinado, enquadrado e ditado pelo sindicato. Só que são evidências importantes, porque sempre que ocorrem greves do magistério estadual, a Capital e o Interior aderem muito, e o litoral costuma furar. É uma região tipicamente fura-greves, onde há um eleitorado fascista, e uma classe trabalhadora que pensa que esmolas assistenciais são &#8220;revolução&#8221;. É um importante passo à frente. Tenho as fotos e vídeos da rebelião, mas não sei como publicar aqui. </p>
<p>Como se vê em nível internacional, elementos mais avançados já haviam esclarecido em 1993 (<a href="http://www.reocities.com/autonomiabvr/lutas.html" rel="nofollow ugc">http://www.reocities.com/autonomiabvr/lutas.html</a>), que o nível de conscientização de algumas pessoas aumenta muito em épocas de confrontação social. Menciono textualmente:</p>
<p>&#8220;Todo aquele que atuou nesses movimentos descobre uma solidariedade que não conhecia, se surpreende com a falta de egoísmo que existe nas barricadas, com a extraordinária organicidade que estrutura a ação. Além disso, em muitos casos descobre no vizinho que não cumprimentava, no colega de trabalho que era considerado um imbecil, no amigo que só falava de futebol&#8230;. um companheiro que luta lado a lado com ele.&#8221;</p>
<p>Isso foi visto na revolta de Vicente de Carvalho. Vimos alunas extremamente evangélicas (da Assembleia de Deus), ajudando a organizar a greve, dizendo &#8220;morte à polícia&#8221;, enfrentando vizinhos e fura-greves que reclamavam do apitaço, dos fogos e das bombas na escola. Vimos uma dançarina de funk falando em anarquia, em revolução, indo de classe em classe no dia anterior anunciando o piquete do dia seguinte. Os moradores de uma favela vizinha engrossaram o piquete e enfrentaram os policiais. Sem contar a &#8220;viralização&#8221; via redes sociais e WhatsApp. A falta de precauções de segurança de alguns alunos &#8211; por exporem com mais veemência o apoio à revolta em suas páginas do Facebook fez a direção escolar tentar comprometê-los. Mas os professores em greve e uma impressionante (e inquebrável) solidariedade entre os alunos tudo fizeram para impedir as represálias escolares e as manobras da direção escolar (contra a greve dos professores e contra o movimento dos alunos) fracassaram.</p>
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		<title>
		Por: Molina		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/04/103621/#comment-285001</link>

		<dc:creator><![CDATA[Molina]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2015 17:16:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os travamentos de rodovias foram realizados. Mais de 10 rodovias foram paralisadas em todo o estado (no dia 09/04). Se perdura uma questão teórica na esquerda sobre o caráter produtivo ou não dos trabalhadores nas unidades escolares é fato que ações como esta tendem a afetar diretamente e de forma mais imediata o processo produtivo e evidentemente dão mais força ao caráter reivindicativo das lutas e a seu caráter de ruptura com a &quot;porra toda&quot;. Para além das pautas, são pequenos avanços em práticas subversivas do processo produtivo (interferir na circulação, criar processos horizontalizantes nas lutas coletivas, etc)... mas, é sim, pouco ainda e incipiente a atitude. Vivemos uma conjuntura de ataques fortíssimos a classe trabalhadora. Para não se perder de perspectiva as pautas específicas, os docentes, tem buscado legitimar as lutas contra as terceirizações (o ataque recente mais brutal aos trabalhadores), apoiando e participando da luta contra a sua implementação, e tem também buscado fortalecer a existência de sua própria luta e a força de reivindicação de suas demandas. Se por um lado olha-se para essa construção de sentido digamos, mais amplo, este artigo tem especial importância no sentido de chamar atenção para outro aspecto, tão importante quanto, embora a meu ver de maior profundidade: refletir e agir no sentido do &quot;enraizamento social&quot; da luta dos trabalhadores das escolas na comunidade que ela integra para dar vazão as suas demandas (as demandas dos estudantes, trabalhadores precarizados e comunidades). Devemos fortalecer a luta também nesse sentido. As direções de sindicato tendem a burocratizar o apoio a essa luta, retirando-se formalmente enquanto sindicato, sob o pretexto de infantilização dos estudantes por exemplo, questionando sua responsabilidade. Contudo está claro que a base docente tem buscado participar desses processos, ombro a ombro: deve-se respeitar a autonomia estudantil para autoorganização de suas lutas e apoiá-las. Penso que as frentes de ação que vem, em certa medida sendo desenvolvida por muitos lutadores grevistas e que expus aqui, e que estão expostas no artigo, exploram fissuras na lógica de controle capitalista que disciplina o cotidiano das classes trabalhadoras. No mais, temos que manter o horizonte de fortalecer a greve, pela base, ampliar as alianças com as demais categorias de trabalhadores e se atentar ao chamado deste artigo: ensaiar formas de extrapolar o objetivo salarial e se ligar com as demandas dos estudantes e das comunidades que rodeiam as escolas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os travamentos de rodovias foram realizados. Mais de 10 rodovias foram paralisadas em todo o estado (no dia 09/04). Se perdura uma questão teórica na esquerda sobre o caráter produtivo ou não dos trabalhadores nas unidades escolares é fato que ações como esta tendem a afetar diretamente e de forma mais imediata o processo produtivo e evidentemente dão mais força ao caráter reivindicativo das lutas e a seu caráter de ruptura com a &#8220;porra toda&#8221;. Para além das pautas, são pequenos avanços em práticas subversivas do processo produtivo (interferir na circulação, criar processos horizontalizantes nas lutas coletivas, etc)&#8230; mas, é sim, pouco ainda e incipiente a atitude. Vivemos uma conjuntura de ataques fortíssimos a classe trabalhadora. Para não se perder de perspectiva as pautas específicas, os docentes, tem buscado legitimar as lutas contra as terceirizações (o ataque recente mais brutal aos trabalhadores), apoiando e participando da luta contra a sua implementação, e tem também buscado fortalecer a existência de sua própria luta e a força de reivindicação de suas demandas. Se por um lado olha-se para essa construção de sentido digamos, mais amplo, este artigo tem especial importância no sentido de chamar atenção para outro aspecto, tão importante quanto, embora a meu ver de maior profundidade: refletir e agir no sentido do &#8220;enraizamento social&#8221; da luta dos trabalhadores das escolas na comunidade que ela integra para dar vazão as suas demandas (as demandas dos estudantes, trabalhadores precarizados e comunidades). Devemos fortalecer a luta também nesse sentido. As direções de sindicato tendem a burocratizar o apoio a essa luta, retirando-se formalmente enquanto sindicato, sob o pretexto de infantilização dos estudantes por exemplo, questionando sua responsabilidade. Contudo está claro que a base docente tem buscado participar desses processos, ombro a ombro: deve-se respeitar a autonomia estudantil para autoorganização de suas lutas e apoiá-las. Penso que as frentes de ação que vem, em certa medida sendo desenvolvida por muitos lutadores grevistas e que expus aqui, e que estão expostas no artigo, exploram fissuras na lógica de controle capitalista que disciplina o cotidiano das classes trabalhadoras. No mais, temos que manter o horizonte de fortalecer a greve, pela base, ampliar as alianças com as demais categorias de trabalhadores e se atentar ao chamado deste artigo: ensaiar formas de extrapolar o objetivo salarial e se ligar com as demandas dos estudantes e das comunidades que rodeiam as escolas.</p>
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		<title>
		Por: Professora em Greve		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/04/103621/#comment-284682</link>

		<dc:creator><![CDATA[Professora em Greve]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2015 17:04:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Prestem atenção no dia de hoje (09/04) e no dia de amanhã (10/04). Muitos professores estão se organizando para além da Chapa 1 da Apeoesp e estão trazendo as demandas a partir da base. Hoje, esses professores estão propondo o fechamento de algumas rodovias, pela manhã um trecho da Anhanguera e da Santos Dumont foram travados. Amanhã teremos o Palácio dos Bandeirantes.
Na última assembléia a Chapa 1 estava demandando um trajeto para o ato e a base empurrou a linha majoritária da Apeoesp para a 23 de maio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prestem atenção no dia de hoje (09/04) e no dia de amanhã (10/04). Muitos professores estão se organizando para além da Chapa 1 da Apeoesp e estão trazendo as demandas a partir da base. Hoje, esses professores estão propondo o fechamento de algumas rodovias, pela manhã um trecho da Anhanguera e da Santos Dumont foram travados. Amanhã teremos o Palácio dos Bandeirantes.<br />
Na última assembléia a Chapa 1 estava demandando um trajeto para o ato e a base empurrou a linha majoritária da Apeoesp para a 23 de maio.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Padaqui		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/04/103621/#comment-284674</link>

		<dc:creator><![CDATA[Padaqui]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2015 15:25:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Poderá a luta dos trabalhadores da educação ao menos ensaiar formas de extrapolar o objetivo salarial e se ligar com as demandas dos estudantes e das comunidades que rodeiam as escolas?&quot; é a pergunta nevrálgica que o Passa Palavra faz e que pode ser estendida a todos os demais setores da classe trabalhadora.

Como a &quot;invisibilidade da luta de classes&quot;, ou seja, a divisão entre privilegiados de um lado e humilhados do outro – o aspecto mais importante da dominação social nas sociedades contemporâneas –, o economicismo é, na verdade, apenas parte de um processo de violência simbólica que fragmenta a realidade de tal modo que se torna impossível estabelecer uma hierarquia clara das questões mais importantes. Como em sociedades modernas e formalmente &quot;democráticas&quot;, a censura é inadmissível, a dominação social que tende a perpetuar todos os privilégios injustos tem que criar falsas questões, todas tratadas superficialmente, para que aquelas realmente fundamentais jamais venham à tona. Os homens e mulheres comuns – todos nós – têm que ser mantidos usando apenas uma pequena parte de sua capacidade de reflexão para que a sociedade funcione de modo tão injusto como a nossa” (Jessé de Souza).

A questão salarial e, portanto, econômica, certamente ocupam um lugar central na realidade da luta de classes, mas o problema maior é como esta questão é trabalhada perante os trabalhadores, uma vez que nem só de fatores &quot;objetivos&quot; fluem as lutas. Há um simbolismo profundo na precificação da mercadoria trabalho, que poderá se refletir numa indevida &quot;precificação&quot; da própria humanidade do trabalhador. 

As pautas de reinvindicações da grande maioria das instituições sindicais dão imenso destaque à questão econômica, quando simplesmente não se restringem apenas à ela. É aí que se enterram uma infinidade de questões tão ou mais fundamentais para a luta e a emancipação de classe: não só de pão (e circo) vive o homem...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Poderá a luta dos trabalhadores da educação ao menos ensaiar formas de extrapolar o objetivo salarial e se ligar com as demandas dos estudantes e das comunidades que rodeiam as escolas?&#8221; é a pergunta nevrálgica que o Passa Palavra faz e que pode ser estendida a todos os demais setores da classe trabalhadora.</p>
<p>Como a &#8220;invisibilidade da luta de classes&#8221;, ou seja, a divisão entre privilegiados de um lado e humilhados do outro – o aspecto mais importante da dominação social nas sociedades contemporâneas –, o economicismo é, na verdade, apenas parte de um processo de violência simbólica que fragmenta a realidade de tal modo que se torna impossível estabelecer uma hierarquia clara das questões mais importantes. Como em sociedades modernas e formalmente &#8220;democráticas&#8221;, a censura é inadmissível, a dominação social que tende a perpetuar todos os privilégios injustos tem que criar falsas questões, todas tratadas superficialmente, para que aquelas realmente fundamentais jamais venham à tona. Os homens e mulheres comuns – todos nós – têm que ser mantidos usando apenas uma pequena parte de sua capacidade de reflexão para que a sociedade funcione de modo tão injusto como a nossa” (Jessé de Souza).</p>
<p>A questão salarial e, portanto, econômica, certamente ocupam um lugar central na realidade da luta de classes, mas o problema maior é como esta questão é trabalhada perante os trabalhadores, uma vez que nem só de fatores &#8220;objetivos&#8221; fluem as lutas. Há um simbolismo profundo na precificação da mercadoria trabalho, que poderá se refletir numa indevida &#8220;precificação&#8221; da própria humanidade do trabalhador. </p>
<p>As pautas de reinvindicações da grande maioria das instituições sindicais dão imenso destaque à questão econômica, quando simplesmente não se restringem apenas à ela. É aí que se enterram uma infinidade de questões tão ou mais fundamentais para a luta e a emancipação de classe: não só de pão (e circo) vive o homem&#8230;</p>
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