<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Machismo na esquerda: a exclusão como método	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2015/05/104166/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2015/05/104166/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Sun, 11 Jun 2017 21:17:43 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Jucá		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/05/104166/#comment-290931</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jucá]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2015 09:10:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=104166#comment-290931</guid>

					<description><![CDATA[&quot;A luta da mulher proletária por libertação não pode ser similar à luta que as mulheres burguesas travam contra os homens de sua classe. Pelo contrário, deve ser uma luta conjunta com os homens de sua classe contra toda a classe dos capitalistas. Ela não precisa lutar contra os homens de sua classe para romper as barreiras que foram levantadas contra sua participação na livre competição do mercado de trabalho... Seu objetivo final não é a livre competição com o homem, mas a conquista do rumo político do proletariado. A mulher proletária luta punho a punho com o homem de sua classe contra a sociedade capitalista.&quot; Clara Zetkin]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A luta da mulher proletária por libertação não pode ser similar à luta que as mulheres burguesas travam contra os homens de sua classe. Pelo contrário, deve ser uma luta conjunta com os homens de sua classe contra toda a classe dos capitalistas. Ela não precisa lutar contra os homens de sua classe para romper as barreiras que foram levantadas contra sua participação na livre competição do mercado de trabalho&#8230; Seu objetivo final não é a livre competição com o homem, mas a conquista do rumo político do proletariado. A mulher proletária luta punho a punho com o homem de sua classe contra a sociedade capitalista.&#8221; Clara Zetkin</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Silvia Beatriz Adoue		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/05/104166/#comment-287844</link>

		<dc:creator><![CDATA[Silvia Beatriz Adoue]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2015 12:56:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=104166#comment-287844</guid>

					<description><![CDATA[O texto começa com uma comparação entre ONGs e setores do Estado por um lado e coletivos feministas libertários por outro.  Os primeiros, “têm apresentado propostas e realizado práticas de superação de violências, por meio de ações reflexivo-educativas”, diz o texto. Os segundos perpetuariam o binômio “vítima-vitimário” (mulher-homem). Ao mesmo tempo, aponta para um olhar imediatista de ditos coletivos e um esforço estratégico de combate ao patriarcado pelas instâncias institucionais.

Ora, devemos então conversar sobre o que seria uma luta estratégica contra o patriarcado. Ele tem bases materiais e as medidas reflexivo-educativas são inócuas no seu combate se não se atacam essas bases, e que têm a ver, em primeiro lugar, com a exploração do trabalho reprodutivo. Então, talvez estejamos partindo de premissas diferentes. 

Por outro lado, o combate das mulheres tem efeitos educativos reais. Em primeiro lugar, para as próprias mulheres, porque as tira da sua condição de vítimas e as coloca na posição de protagonistas. Mas também tem efeito educativo sobre os homens, porque coloca uma resistência material para a reprodução prática e ideológica da opressão. Não é pela catequese que se supera o machismo dos homens, ele só pode ser superado por uma ação externa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto começa com uma comparação entre ONGs e setores do Estado por um lado e coletivos feministas libertários por outro.  Os primeiros, “têm apresentado propostas e realizado práticas de superação de violências, por meio de ações reflexivo-educativas”, diz o texto. Os segundos perpetuariam o binômio “vítima-vitimário” (mulher-homem). Ao mesmo tempo, aponta para um olhar imediatista de ditos coletivos e um esforço estratégico de combate ao patriarcado pelas instâncias institucionais.</p>
<p>Ora, devemos então conversar sobre o que seria uma luta estratégica contra o patriarcado. Ele tem bases materiais e as medidas reflexivo-educativas são inócuas no seu combate se não se atacam essas bases, e que têm a ver, em primeiro lugar, com a exploração do trabalho reprodutivo. Então, talvez estejamos partindo de premissas diferentes. </p>
<p>Por outro lado, o combate das mulheres tem efeitos educativos reais. Em primeiro lugar, para as próprias mulheres, porque as tira da sua condição de vítimas e as coloca na posição de protagonistas. Mas também tem efeito educativo sobre os homens, porque coloca uma resistência material para a reprodução prática e ideológica da opressão. Não é pela catequese que se supera o machismo dos homens, ele só pode ser superado por uma ação externa.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rayanne Rocha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/05/104166/#comment-287614</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rayanne Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 May 2015 15:27:36 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=104166#comment-287614</guid>

					<description><![CDATA[Achei que grande sacada o texto!
Para além da discussão feminista, estou de pleno acordo de que o homem autor de agressão/violência contra a mulher deve ser levando em consideração neste processo, Heleieth Saffioti, uma das maiores referências sobre e temática gênero foi sensivel ao destacar o agressor! No meu estado o ES um dos maiores em homicidio de mulheres, se nao o maior, tem um pequeno municipio que faz esse tipo de trabalho... e saibam os casos de reincidencia a violência são baixissimos e temas como a luta feminina e o direitos da mulheres são trabalhados e bem aceitos pelos homens ali atendidos... então como não considerar o processo educacional valido? A própria Lei Maria da Penha de forma branda traz esta inovação! Acho super valido e estou levando o assunto para meu projeto de mestrado!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei que grande sacada o texto!<br />
Para além da discussão feminista, estou de pleno acordo de que o homem autor de agressão/violência contra a mulher deve ser levando em consideração neste processo, Heleieth Saffioti, uma das maiores referências sobre e temática gênero foi sensivel ao destacar o agressor! No meu estado o ES um dos maiores em homicidio de mulheres, se nao o maior, tem um pequeno municipio que faz esse tipo de trabalho&#8230; e saibam os casos de reincidencia a violência são baixissimos e temas como a luta feminina e o direitos da mulheres são trabalhados e bem aceitos pelos homens ali atendidos&#8230; então como não considerar o processo educacional valido? A própria Lei Maria da Penha de forma branda traz esta inovação! Acho super valido e estou levando o assunto para meu projeto de mestrado!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pri		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/05/104166/#comment-287176</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pri]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2015 19:35:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=104166#comment-287176</guid>

					<description><![CDATA[Karina ignora todas as falas desse debate que foram ou que ela supõe terem sido escritas por homens, e com cinismo fala generalizando nos &quot;ditos camaradas&quot; e nos &quot;caras de esquerda&quot;, e ainda diz que tem a mesma preocupação das autoras do texto. Com a mesma razão poderíamos nos referir à Karina como a &quot;dita feminista&quot; que tenta embromar os outros com um discurso demagógico que muda conforme a conveniência e que se fundamenta de cabo a rabo no círculo vicioso apontado no comentário assinado Fagner Henrique. Se a dita feminista Karina tivesse &quot;a mesma preocupação das autores do texto&quot; (e que é a mesma de muitos dos comentadores daqui, pseudônimos, então suponho que sejam pessoas com medo das agressoes que podem sofrer das ditas feministas &quot;radicais&quot;) ela começaria por fazer autocrítica de sua postura excludente e biologizante no debate, e por ter usado os termos &quot;uzomi&quot; e &quot;azminas&quot; num texto que pretende tratar de feminismo e esquerda, etc. Mas a dita feminista Karina tal como muitas outras que se posicionam do mesmo modo que ela (ou pior, daquelas que se acham tão donas da razão que sequer &quot;se dão o trabalho&quot; de vir aqui discutir com a gente, nem mesmo com as autoras), está muito bem obrigada na posição de &quot;feminista pra caramba&quot; que acusa sem dó os privilegiados esquerdomachos que tem a coragem de querer meter a colher na luta feminista, que é propriedade particular das mulheres (e só de algumas, as que concordarem com o bordão excludente e de &quot;minha revolução é cortar picas&quot;, etc). A dita feminista Karina ainda se preocupa com a &quot;instrumentalização deste tipo de texto por parte de misóginos&quot;, sem se dar conta da forte e consciente instrumentalização da própria opressão machista que sofremos todos os dias por parte das feministas excludentes em suas disputas por hegemonia dentro das organizações da esquerda. Mas vamos nos ater à acusação de Karina (insinuando que é o caso dos comentadores desse debate) aos homens de esquerda que só dão atenção ao feminismo pela sua &quot;interferência na luta de classes&quot;, o que os coloca junto ao jeito stalinista de fazer luta política. Estes imbecis existem, claro. E qual a solução genial das ditas verdadeiras feministas para estes e para todos e todas que se posicionam de algum modo desagregador no debate e na prática contra o machismo? A resposta delas, muito conveniente e fundamentada na teoria dos privilégios e todo o lamaçal do multiculturalismo, é instituir do &quot;outro lado&quot; da opressçao algo como uma &quot;contra-opressão&quot;, algo como uma interpretação idiota da genial ideia da historia a contrapêlo: põe em prática um outro stalinismo, o do feminismo excludente que prega o escracho e coisas piores, como se a contraviolência fosse resultar em algo mais que um mero e perverso analgésico moral e temporário ao excesso de rancor acumulado por anos sofrendo o machismo cotidiano. Ah mas vou parar por aqui pq para essas seitas só se pode criticar algo se tiver algo redondinho para propor no lugar, e se o crítico for mulher, e se possível negra, lésbica e morar na &quot;quebrada&quot;. 
Houve um tempo em que a esquerda se preocupava com a fragmentação das lutas, hoje ela fez da fragmentação sua profissão de fé, como se isso fortalecesse a luta, sendo que não fortalece nem mesmo a luta &quot;integradora&quot; contra a opressão &quot;específica&quot;, muito menos a luta por outras relações sociais e outra sociedade sem machismo, racismo, exploração...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Karina ignora todas as falas desse debate que foram ou que ela supõe terem sido escritas por homens, e com cinismo fala generalizando nos &#8220;ditos camaradas&#8221; e nos &#8220;caras de esquerda&#8221;, e ainda diz que tem a mesma preocupação das autoras do texto. Com a mesma razão poderíamos nos referir à Karina como a &#8220;dita feminista&#8221; que tenta embromar os outros com um discurso demagógico que muda conforme a conveniência e que se fundamenta de cabo a rabo no círculo vicioso apontado no comentário assinado Fagner Henrique. Se a dita feminista Karina tivesse &#8220;a mesma preocupação das autores do texto&#8221; (e que é a mesma de muitos dos comentadores daqui, pseudônimos, então suponho que sejam pessoas com medo das agressoes que podem sofrer das ditas feministas &#8220;radicais&#8221;) ela começaria por fazer autocrítica de sua postura excludente e biologizante no debate, e por ter usado os termos &#8220;uzomi&#8221; e &#8220;azminas&#8221; num texto que pretende tratar de feminismo e esquerda, etc. Mas a dita feminista Karina tal como muitas outras que se posicionam do mesmo modo que ela (ou pior, daquelas que se acham tão donas da razão que sequer &#8220;se dão o trabalho&#8221; de vir aqui discutir com a gente, nem mesmo com as autoras), está muito bem obrigada na posição de &#8220;feminista pra caramba&#8221; que acusa sem dó os privilegiados esquerdomachos que tem a coragem de querer meter a colher na luta feminista, que é propriedade particular das mulheres (e só de algumas, as que concordarem com o bordão excludente e de &#8220;minha revolução é cortar picas&#8221;, etc). A dita feminista Karina ainda se preocupa com a &#8220;instrumentalização deste tipo de texto por parte de misóginos&#8221;, sem se dar conta da forte e consciente instrumentalização da própria opressão machista que sofremos todos os dias por parte das feministas excludentes em suas disputas por hegemonia dentro das organizações da esquerda. Mas vamos nos ater à acusação de Karina (insinuando que é o caso dos comentadores desse debate) aos homens de esquerda que só dão atenção ao feminismo pela sua &#8220;interferência na luta de classes&#8221;, o que os coloca junto ao jeito stalinista de fazer luta política. Estes imbecis existem, claro. E qual a solução genial das ditas verdadeiras feministas para estes e para todos e todas que se posicionam de algum modo desagregador no debate e na prática contra o machismo? A resposta delas, muito conveniente e fundamentada na teoria dos privilégios e todo o lamaçal do multiculturalismo, é instituir do &#8220;outro lado&#8221; da opressçao algo como uma &#8220;contra-opressão&#8221;, algo como uma interpretação idiota da genial ideia da historia a contrapêlo: põe em prática um outro stalinismo, o do feminismo excludente que prega o escracho e coisas piores, como se a contraviolência fosse resultar em algo mais que um mero e perverso analgésico moral e temporário ao excesso de rancor acumulado por anos sofrendo o machismo cotidiano. Ah mas vou parar por aqui pq para essas seitas só se pode criticar algo se tiver algo redondinho para propor no lugar, e se o crítico for mulher, e se possível negra, lésbica e morar na &#8220;quebrada&#8221;.<br />
Houve um tempo em que a esquerda se preocupava com a fragmentação das lutas, hoje ela fez da fragmentação sua profissão de fé, como se isso fortalecesse a luta, sendo que não fortalece nem mesmo a luta &#8220;integradora&#8221; contra a opressão &#8220;específica&#8221;, muito menos a luta por outras relações sociais e outra sociedade sem machismo, racismo, exploração&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Karina		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/05/104166/#comment-287154</link>

		<dc:creator><![CDATA[Karina]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 16 May 2015 16:33:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=104166#comment-287154</guid>

					<description><![CDATA[Suellen e Simone, ainda que tenha dito da ausência de horizontes sobre o que fazer neste texto específico, não quis me referir somente a este, queria me referir a este debate em geral. Tenho a mesma preocupação que vocês trazem no texto, contudo, se a naturalização do escracho e exclusão como única medida em lidar com casos de violência em coletivos e a não ampliação do combate a estes para fora dos ṕróŕios coletivos é algo que deve ser combatido e superado, por outro lado, o que acho tão preocupante quanto é que a absurda maioria dos ditos camaradas que fazem este debate não apresentam qualquer interesse na reflexão que vocês trazem sobre quais mulheres que estão sendo violentadas e as circunstâncias disto, na construção de espaços seguros para mulheres, na superação da divisão sexual da militância, dentre outras questões concernentes a superação da desigualdade de gênero. A preocupação da maioria destes é unicamente na interferência do feminismo na luta de classes e não também nas questões que concernem a desigualdade de gênero e consequente superação deste.

Então quando eu coloco esta questão da falta do que fazer, é que raras vezes neste debate vejo propostas concretas sobre o que fazer, não é que a crítica deve ser sempre acompanhada de soluções mágicas,mas é quando há um massivo e constante empreendimento somente na crítica e não concomitante a medidas que superem estas, ao que me parece há algo sintomático nisso e explicita determinados interesses. . 
Ao que parece o interesse de boa parte dos caras de esquerda é somente pegar elementos para deslegitimar e enfraquecer todo o feminismo e nisso o trata como um movimento hegemônico, o que é tão absurdo como tratar a esquerda como tal. Pegam um caso específico para generalizá-lo e combater o movimento e todas suas práticas. O que tenho clareza que não é o interesse de vocês, não porque são mulheres, mas pelas publicações que já fizeram por aqui. Dai acho importante sempre buscarmos fazer a crítica pública, mas ao mesmo tempo pontuar as dificuldades de superá-las, o que não parte somente das feministas, mas da própria esquerda e da dificuldades em lidar com estes temas dentro dela, caso contrário a instrumentalização deste tipo de texto por parte de misóginos é extremamente facilitada.   

No mais, eu e uma camarada fizemos um texto a um tempo atrás chamado feminismo e esquerda:azminas e uzomi, abordando melhor esta e outras questões, caso se interessem (tá meio chato de ler devido a configuração do CMI):

http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2015/03/540293.shtml
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2015/03/540443.shtml]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Suellen e Simone, ainda que tenha dito da ausência de horizontes sobre o que fazer neste texto específico, não quis me referir somente a este, queria me referir a este debate em geral. Tenho a mesma preocupação que vocês trazem no texto, contudo, se a naturalização do escracho e exclusão como única medida em lidar com casos de violência em coletivos e a não ampliação do combate a estes para fora dos ṕróŕios coletivos é algo que deve ser combatido e superado, por outro lado, o que acho tão preocupante quanto é que a absurda maioria dos ditos camaradas que fazem este debate não apresentam qualquer interesse na reflexão que vocês trazem sobre quais mulheres que estão sendo violentadas e as circunstâncias disto, na construção de espaços seguros para mulheres, na superação da divisão sexual da militância, dentre outras questões concernentes a superação da desigualdade de gênero. A preocupação da maioria destes é unicamente na interferência do feminismo na luta de classes e não também nas questões que concernem a desigualdade de gênero e consequente superação deste.</p>
<p>Então quando eu coloco esta questão da falta do que fazer, é que raras vezes neste debate vejo propostas concretas sobre o que fazer, não é que a crítica deve ser sempre acompanhada de soluções mágicas,mas é quando há um massivo e constante empreendimento somente na crítica e não concomitante a medidas que superem estas, ao que me parece há algo sintomático nisso e explicita determinados interesses. .<br />
Ao que parece o interesse de boa parte dos caras de esquerda é somente pegar elementos para deslegitimar e enfraquecer todo o feminismo e nisso o trata como um movimento hegemônico, o que é tão absurdo como tratar a esquerda como tal. Pegam um caso específico para generalizá-lo e combater o movimento e todas suas práticas. O que tenho clareza que não é o interesse de vocês, não porque são mulheres, mas pelas publicações que já fizeram por aqui. Dai acho importante sempre buscarmos fazer a crítica pública, mas ao mesmo tempo pontuar as dificuldades de superá-las, o que não parte somente das feministas, mas da própria esquerda e da dificuldades em lidar com estes temas dentro dela, caso contrário a instrumentalização deste tipo de texto por parte de misóginos é extremamente facilitada.   </p>
<p>No mais, eu e uma camarada fizemos um texto a um tempo atrás chamado feminismo e esquerda:azminas e uzomi, abordando melhor esta e outras questões, caso se interessem (tá meio chato de ler devido a configuração do CMI):</p>
<p><a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2015/03/540293.shtml" rel="nofollow ugc">http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2015/03/540293.shtml</a><br />
<a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2015/03/540443.shtml" rel="nofollow ugc">http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2015/03/540443.shtml</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: X		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/05/104166/#comment-287087</link>

		<dc:creator><![CDATA[X]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2015 23:40:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=104166#comment-287087</guid>

					<description><![CDATA[O caso o escracho fundador é um bom exemplo. O agressor por fazer terapia e por sentir uma pressão dos seus pares em rever seu comportamento manifestava mudanças, claras. Além disso, vejo que o seu &quot;amor pela militância&quot; e sua vontade de voltar a frequentar os espaços deveria outro estimulo pra ele. Que depois que tomou o escracho sumiu de todos os círculos e quem sabe pode estar praticando outras agressões com outras mulheres não iniciadas no empoderamento feminista; mas pra que sororidade com elas né? Afinal, se esse agressor não esta mais no meu meio pra que me preocupar com outras agressões que ele pode cometer longe?
Existem dois lados para ver a questão do machismo na esquerda: 1- prevenção a agressões e desconstrução do machismo estrutural nos homens  e 2- medidas de responsabilização e reparação em caso de agressões já são cometidas. 

Sobre a prevenção e desconstrução cabe dizer que é suicídio político propor um espaço segura de debate para homens cis discutirem suas questões de gênero, e sim eles tem e muitas. Afinal o clima atual do movimento -vide o lema: vou cortar a sua pica - leva o homem não a se desconstruir mas a reprimir seus impulsos machistas o que os eleva, psicologicamente, a categorias mais perversas. Sendo assim uma boa proposta é a construção de espaço onde homens possas discutir suas questões de gênero como, por ex, a necessidade de ter um relacionamento ou de ficar com muitas pessoas, suas questões com potência ou impotência, sua dor com o fim de seus relacionamentos que terminam de forma conturbada, suas dificuldades histórias em se relacionar com mulheres ou até mesmo o seu medo das feministas. enfim discutir a tal das &quot;male tears&quot; né? 
Cabe ressaltar que esse espaço deve ser seguro. Mudanças de comportamento surgem de espaço seguro ou muito opressivos e acredito que espaços opressivos não devam ser uma opção, embora a frase &quot;você já oprimiu um omi hoje&quot; esteja presente nos jargões que rolam por ai. 

Em caso de agressão: AFASTAMENTO imediado do agressor, e afastamento é diferente de agressão e discussão coletiva sobre o ocorrido sem a sua presença nos espaços auto-organizado de mulheres (caso o coletivo tenha) e com todo o coletivo. 
A vitima deve ser ouvida mas nunca dar a sentença. Se alguém mata o minha mãe não serei eu a dar a sentença por estar emocionalmente envolvido com isso, cabendo a razão e não a emoção encontrar o melhor caminho. 
Karina coloca um questão bem interessante e verdadeira que é o afastamento das mulheres dos coletivos depois de agressões. Vejo que esse afastamento do agressor serve a isso, a sobrevivente tem que ter prioridade nos espaço, isso é claro, mas e se ela não participa de todos os espaços, não existiram outros espaços que essa sobrevivente não participa para que seu agressor se mantenha as vistas do grupo restabelecendo novos laços de confiança?
Sim, novos laços, afinal os antigos se quebraram. Exatamente como disse a carta do MPL o agressor tem que se comprometer a mudar de atitude a ir se tratar e a ouvir as mulheres. Apenas penso, mas não tenho certeza sobre isso, é que os primeiros a abordar o agressor devam ser preferencialmente homens, afinal se este apresenta uma postura misógena o ideal é que homens o abordem e digam a ele que ele SIM ERROU e folhou com o que ele mesmo diz defender. Mas certamente em um segundo momento o agressor tem que ser confrontado pelas mulheres e ouvir de suas bocas e olhos os efeitos e consequências de suas ações.Além disso acredito que o comprometimento (em um plano ideal com acompanhamento do coletivo) com um processo terapêutico profissional, de preferência com um profissional especialista em questão de gênero. 
Penso que as coisas poderiam caminhar melhor por ai do que excluindo, conheço histórias de agressores que depois de expulsos continuaram com comportamento predatório com mulheres fora do movimento e acredito que manter eles dentro do movimento seja a melhor forma de evitar que &quot;vitimas mais inocentes&quot; também sofram. 
No mais quero parabenizar o passa palavra e os comentários expostos. Pessoalmente as tensões de gênero e o clima de policiamento instaurado me desgastaram muito e são uma das principais razões de um drástico afastamento que fiz. 
Cabê apenas lembrar, como o texto da Joe Freeman coloca muito bem, é que o Passa Palavra &quot;vai ter que dar conta disso dentro do feminismo&quot;, e certamente já sofre com isso. Mas dos textos que acompanho nesse sitio esse é o que tem mais comentários anônimos e isso é bem sintomático.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O caso o escracho fundador é um bom exemplo. O agressor por fazer terapia e por sentir uma pressão dos seus pares em rever seu comportamento manifestava mudanças, claras. Além disso, vejo que o seu &#8220;amor pela militância&#8221; e sua vontade de voltar a frequentar os espaços deveria outro estimulo pra ele. Que depois que tomou o escracho sumiu de todos os círculos e quem sabe pode estar praticando outras agressões com outras mulheres não iniciadas no empoderamento feminista; mas pra que sororidade com elas né? Afinal, se esse agressor não esta mais no meu meio pra que me preocupar com outras agressões que ele pode cometer longe?<br />
Existem dois lados para ver a questão do machismo na esquerda: 1- prevenção a agressões e desconstrução do machismo estrutural nos homens  e 2- medidas de responsabilização e reparação em caso de agressões já são cometidas. </p>
<p>Sobre a prevenção e desconstrução cabe dizer que é suicídio político propor um espaço segura de debate para homens cis discutirem suas questões de gênero, e sim eles tem e muitas. Afinal o clima atual do movimento -vide o lema: vou cortar a sua pica &#8211; leva o homem não a se desconstruir mas a reprimir seus impulsos machistas o que os eleva, psicologicamente, a categorias mais perversas. Sendo assim uma boa proposta é a construção de espaço onde homens possas discutir suas questões de gênero como, por ex, a necessidade de ter um relacionamento ou de ficar com muitas pessoas, suas questões com potência ou impotência, sua dor com o fim de seus relacionamentos que terminam de forma conturbada, suas dificuldades histórias em se relacionar com mulheres ou até mesmo o seu medo das feministas. enfim discutir a tal das &#8220;male tears&#8221; né?<br />
Cabe ressaltar que esse espaço deve ser seguro. Mudanças de comportamento surgem de espaço seguro ou muito opressivos e acredito que espaços opressivos não devam ser uma opção, embora a frase &#8220;você já oprimiu um omi hoje&#8221; esteja presente nos jargões que rolam por ai. </p>
<p>Em caso de agressão: AFASTAMENTO imediado do agressor, e afastamento é diferente de agressão e discussão coletiva sobre o ocorrido sem a sua presença nos espaços auto-organizado de mulheres (caso o coletivo tenha) e com todo o coletivo.<br />
A vitima deve ser ouvida mas nunca dar a sentença. Se alguém mata o minha mãe não serei eu a dar a sentença por estar emocionalmente envolvido com isso, cabendo a razão e não a emoção encontrar o melhor caminho.<br />
Karina coloca um questão bem interessante e verdadeira que é o afastamento das mulheres dos coletivos depois de agressões. Vejo que esse afastamento do agressor serve a isso, a sobrevivente tem que ter prioridade nos espaço, isso é claro, mas e se ela não participa de todos os espaços, não existiram outros espaços que essa sobrevivente não participa para que seu agressor se mantenha as vistas do grupo restabelecendo novos laços de confiança?<br />
Sim, novos laços, afinal os antigos se quebraram. Exatamente como disse a carta do MPL o agressor tem que se comprometer a mudar de atitude a ir se tratar e a ouvir as mulheres. Apenas penso, mas não tenho certeza sobre isso, é que os primeiros a abordar o agressor devam ser preferencialmente homens, afinal se este apresenta uma postura misógena o ideal é que homens o abordem e digam a ele que ele SIM ERROU e folhou com o que ele mesmo diz defender. Mas certamente em um segundo momento o agressor tem que ser confrontado pelas mulheres e ouvir de suas bocas e olhos os efeitos e consequências de suas ações.Além disso acredito que o comprometimento (em um plano ideal com acompanhamento do coletivo) com um processo terapêutico profissional, de preferência com um profissional especialista em questão de gênero.<br />
Penso que as coisas poderiam caminhar melhor por ai do que excluindo, conheço histórias de agressores que depois de expulsos continuaram com comportamento predatório com mulheres fora do movimento e acredito que manter eles dentro do movimento seja a melhor forma de evitar que &#8220;vitimas mais inocentes&#8221; também sofram.<br />
No mais quero parabenizar o passa palavra e os comentários expostos. Pessoalmente as tensões de gênero e o clima de policiamento instaurado me desgastaram muito e são uma das principais razões de um drástico afastamento que fiz.<br />
Cabê apenas lembrar, como o texto da Joe Freeman coloca muito bem, é que o Passa Palavra &#8220;vai ter que dar conta disso dentro do feminismo&#8221;, e certamente já sofre com isso. Mas dos textos que acompanho nesse sitio esse é o que tem mais comentários anônimos e isso é bem sintomático.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/05/104166/#comment-287059</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2015 14:16:50 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=104166#comment-287059</guid>

					<description><![CDATA[Quando a Karina diz que o que ela vê &quot;nestes debates é sempre uma crítica e desconstrução e no lugar somente um vazio de medidas para lidar com esta situação&quot;, ela reproduz um discurso com o qual nos deparamos frequentemente há algum tempo: o dos ditos Black Blocs que surgiram nas Jornadas de Junho de 2013.

O argumento é semelhante: os ditos Black Blocs, tal como as/os feministas que defendem o método denúncia-exclusão-escracho, e tal como certa vertente do movimento negro, afirmam estar na linha de frente, seja do combate ao capitalismo/Estado (pela via da &quot;ação direta&quot;), seja do combate ao machismo/racismo etc. (pela via da denúncia-exclusão-escracho). O importante é agir e quem questiona a maneira de agir, como não participa da ação e não dá apoio, não tem o direito de criticar. Pior: quem questiona a maneira de agir, por não participar da ação e não dar apoio, é conivente ou colabora com o capitalismo/Estado/machismo/racismo etc. Ou participe e apoie, ou traga uma alternativa pronta e mágica, ou não questione.

Só tem direito de questionar: (a) quem é mulher/quem é Blac Block/quem é negro etc.; (b) quem está na linha de frente do combate ao capitalismo/Estado/machismo/racismo etc., sendo que estar nessa linha de frente implica agir de uma maneira específica (&quot;ação direta&quot;/denúncia/exclusão/escracho/apoio aos espaços exclusivos identitários etc.); (c) quem apoia quem está nessa linha de frente (quem compartilha a postagem do ônibus em chamas, quem republica a denúncia de machismo contra o fulano da vez, quem apoia a &quot;ação direta&quot;, quem apoia os espaços exclusivos identitários, quem auxilia na propaganda do que tem sido feito e não questiona). Caso contrário, é jogar o jogo do inimigo/encarnar o inimigo/ser o próximo alvo dos que não são coniventes e estão agindo.

O resultado prático é: como só pode questionar quem já participa de - ou apoia - uma dada ação, e como essas pessoas não vão questionar nada, já que já participam ou apoiam, ninguém pode questionar coisa alguma. Se questiona, está do lado de lá da barricada. É um círculo vicioso perfeito para perpetuar a prática hegemônica e neutralizar a prática dissidente. E isso, companheiros/as, não tem nada de libertário.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando a Karina diz que o que ela vê &#8220;nestes debates é sempre uma crítica e desconstrução e no lugar somente um vazio de medidas para lidar com esta situação&#8221;, ela reproduz um discurso com o qual nos deparamos frequentemente há algum tempo: o dos ditos Black Blocs que surgiram nas Jornadas de Junho de 2013.</p>
<p>O argumento é semelhante: os ditos Black Blocs, tal como as/os feministas que defendem o método denúncia-exclusão-escracho, e tal como certa vertente do movimento negro, afirmam estar na linha de frente, seja do combate ao capitalismo/Estado (pela via da &#8220;ação direta&#8221;), seja do combate ao machismo/racismo etc. (pela via da denúncia-exclusão-escracho). O importante é agir e quem questiona a maneira de agir, como não participa da ação e não dá apoio, não tem o direito de criticar. Pior: quem questiona a maneira de agir, por não participar da ação e não dar apoio, é conivente ou colabora com o capitalismo/Estado/machismo/racismo etc. Ou participe e apoie, ou traga uma alternativa pronta e mágica, ou não questione.</p>
<p>Só tem direito de questionar: (a) quem é mulher/quem é Blac Block/quem é negro etc.; (b) quem está na linha de frente do combate ao capitalismo/Estado/machismo/racismo etc., sendo que estar nessa linha de frente implica agir de uma maneira específica (&#8220;ação direta&#8221;/denúncia/exclusão/escracho/apoio aos espaços exclusivos identitários etc.); (c) quem apoia quem está nessa linha de frente (quem compartilha a postagem do ônibus em chamas, quem republica a denúncia de machismo contra o fulano da vez, quem apoia a &#8220;ação direta&#8221;, quem apoia os espaços exclusivos identitários, quem auxilia na propaganda do que tem sido feito e não questiona). Caso contrário, é jogar o jogo do inimigo/encarnar o inimigo/ser o próximo alvo dos que não são coniventes e estão agindo.</p>
<p>O resultado prático é: como só pode questionar quem já participa de &#8211; ou apoia &#8211; uma dada ação, e como essas pessoas não vão questionar nada, já que já participam ou apoiam, ninguém pode questionar coisa alguma. Se questiona, está do lado de lá da barricada. É um círculo vicioso perfeito para perpetuar a prática hegemônica e neutralizar a prática dissidente. E isso, companheiros/as, não tem nada de libertário.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: E.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/05/104166/#comment-287003</link>

		<dc:creator><![CDATA[E.]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2015 22:25:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=104166#comment-287003</guid>

					<description><![CDATA[Quando coloco &quot;seria acabar com o vazio teórico e classista que se abate sobre os coletivos feministas&quot; - estou querendo dizer sobre a falta de uma perspectiva classista. Creio que ficou meio confuso o jeito que escrevi.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando coloco &#8220;seria acabar com o vazio teórico e classista que se abate sobre os coletivos feministas&#8221; &#8211; estou querendo dizer sobre a falta de uma perspectiva classista. Creio que ficou meio confuso o jeito que escrevi.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: E.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/05/104166/#comment-287000</link>

		<dc:creator><![CDATA[E.]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2015 22:03:51 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=104166#comment-287000</guid>

					<description><![CDATA[Suellen e Simone
Vocês tocam em um ponto essencial mais uma vez, quando colocam que &quot;O feminismo é um campo aberto de luta&quot;. Quem tem sua fala feita dentro desse campo, sabe que isso é histórico, tanto entre as mais diversas perspectivas feministas, quanto entre feministas que estão em alguma organização e seus camaradas. Tomo como exemplo a Alexandra Kollontai e os debates que ela trazia à época sobre a exploração das mulheres e os debates que eram suscitados entre ela e seus camaradas. 
A questão é: há de se colocar algo no lugar dos escrachos e expulsões recorrentes. Mas o quê?
Para isso, algumas questões são essenciais: uma é o feminismo estar ao lado das lutas sociais e se pensar nelas e não só em si mesmo; outra seria acabar com o vazio teórico e classista que se abate sobre os coletivos feministas [o texto da Judith Oor, que postei em um comentário acima traz algumas reflexões nesse sentido]; outra ainda seriam os coletivos saírem da perspectiva da autodefesa constante e,dentro dos coletivos e movimentos sociais termos pautas e conversas francas sobre machismo na esquerda e como superá-los, desconstruí-los e nos responsabilizarmos por ações opressoras, sem nos pautarmos por ações próprias da sociedade da punição em massa que vivemos. 
É, dentro da lógica da desconstrução do machismo na esquerda, coadunada à uma desconstrução da lógica punitivista pautada por diversos coletivos e grupos feministas que o caminho se mostra mais franco. 
E vejo que, quando os coletivos feministas se aproximam das lutas sociais, o punitivismo se desfaz, e observo isso de dentro, de um coletivo feminista que trabalha com frentes de luta, como a extinção da revista vexatória, o genocídio na periferia, a redução da maioridade penal, debates sobre feminismo em escolas, em presídios feminismos, etc. 
É desse lugar que falo e sei que quando as pautas não se fecham em nós, mas se abrem para a luta social como um todo, é que se desfaz esse debate besta, de correr atrás do próprio rabo, entre &quot;esquerdomachos&quot; x &quot;feminazis&quot;.
Abraço]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Suellen e Simone<br />
Vocês tocam em um ponto essencial mais uma vez, quando colocam que &#8220;O feminismo é um campo aberto de luta&#8221;. Quem tem sua fala feita dentro desse campo, sabe que isso é histórico, tanto entre as mais diversas perspectivas feministas, quanto entre feministas que estão em alguma organização e seus camaradas. Tomo como exemplo a Alexandra Kollontai e os debates que ela trazia à época sobre a exploração das mulheres e os debates que eram suscitados entre ela e seus camaradas.<br />
A questão é: há de se colocar algo no lugar dos escrachos e expulsões recorrentes. Mas o quê?<br />
Para isso, algumas questões são essenciais: uma é o feminismo estar ao lado das lutas sociais e se pensar nelas e não só em si mesmo; outra seria acabar com o vazio teórico e classista que se abate sobre os coletivos feministas [o texto da Judith Oor, que postei em um comentário acima traz algumas reflexões nesse sentido]; outra ainda seriam os coletivos saírem da perspectiva da autodefesa constante e,dentro dos coletivos e movimentos sociais termos pautas e conversas francas sobre machismo na esquerda e como superá-los, desconstruí-los e nos responsabilizarmos por ações opressoras, sem nos pautarmos por ações próprias da sociedade da punição em massa que vivemos.<br />
É, dentro da lógica da desconstrução do machismo na esquerda, coadunada à uma desconstrução da lógica punitivista pautada por diversos coletivos e grupos feministas que o caminho se mostra mais franco.<br />
E vejo que, quando os coletivos feministas se aproximam das lutas sociais, o punitivismo se desfaz, e observo isso de dentro, de um coletivo feminista que trabalha com frentes de luta, como a extinção da revista vexatória, o genocídio na periferia, a redução da maioridade penal, debates sobre feminismo em escolas, em presídios feminismos, etc.<br />
É desse lugar que falo e sei que quando as pautas não se fecham em nós, mas se abrem para a luta social como um todo, é que se desfaz esse debate besta, de correr atrás do próprio rabo, entre &#8220;esquerdomachos&#8221; x &#8220;feminazis&#8221;.<br />
Abraço</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: C. H.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/05/104166/#comment-286992</link>

		<dc:creator><![CDATA[C. H.]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 May 2015 19:25:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=104166#comment-286992</guid>

					<description><![CDATA[As conclusões de lucas são espetaculares: para que o oprimido possa desconstruir a opressão, ele deve escancará-la; e deve fazê-lo mesmo que o opressor esteja disposto a deixar de sê-lo colocando-se ao lado do oprimido. Quer dizer, é preciso evidenciar a opressão mesmo que artificialmente. Brilhante. Para lucas, também não é possível construir novas relações entre oprimidos e opressores, pois cada um parte de um lugar (de fala?) diferente. Como, então, pessoas que partiram de lugares diferentes aboliram a escravidão, e hoje um homem não pode ser legalmente considerado propriedade de outro pela sua cor de pele? Pois, se a escravidão era uma relação, os negros se libertaram porque os brancos deixaram de escravizá-los, não? Será que lucas não consegue pensar usando algo conhecido como lógica (existe a formal e a dialética, lucas, lembre-se disso)? Enfim, para lucas, os argumentos acima perderam a linha do bom senso (ou será que foi a linha do senso comum?), mas foi lucas quem perdeu o senso da razão e do ridículo. E finaliza, o genial lucas: &quot;enquanto houver opressão será necessária a diferenciação entre quem a pratica e quem a sofre&quot;. Enquanto houver opressão na esquerda, teremos que fazer a esquerda convergir com a extrema-direita?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As conclusões de lucas são espetaculares: para que o oprimido possa desconstruir a opressão, ele deve escancará-la; e deve fazê-lo mesmo que o opressor esteja disposto a deixar de sê-lo colocando-se ao lado do oprimido. Quer dizer, é preciso evidenciar a opressão mesmo que artificialmente. Brilhante. Para lucas, também não é possível construir novas relações entre oprimidos e opressores, pois cada um parte de um lugar (de fala?) diferente. Como, então, pessoas que partiram de lugares diferentes aboliram a escravidão, e hoje um homem não pode ser legalmente considerado propriedade de outro pela sua cor de pele? Pois, se a escravidão era uma relação, os negros se libertaram porque os brancos deixaram de escravizá-los, não? Será que lucas não consegue pensar usando algo conhecido como lógica (existe a formal e a dialética, lucas, lembre-se disso)? Enfim, para lucas, os argumentos acima perderam a linha do bom senso (ou será que foi a linha do senso comum?), mas foi lucas quem perdeu o senso da razão e do ridículo. E finaliza, o genial lucas: &#8220;enquanto houver opressão será necessária a diferenciação entre quem a pratica e quem a sofre&#8221;. Enquanto houver opressão na esquerda, teremos que fazer a esquerda convergir com a extrema-direita?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
