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	Comentários sobre: Relatos selvagens lights	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Pablo Polese		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/05/104280/#comment-287879</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo Polese]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2015 19:04:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[bruno rampa,
Concordo também em parte com seu questionamento. De fato o mero fazer-nos rir não se enquadra como uma crítica de fundo, e rirmos das desgraças cotidianas pode mesmo levar à naturalização delas como algo da &quot;essência&quot; do Homem ou algo assim. Acho que existe esse tensionamento no filme, entre a crítica negativa e a crítica que aceita o dado como inevitável. Mas veja que pelo menos há um apelo a que &quot;reajamos&quot;. Ainda assim sua interpretação é boa, porque por exemplo o filme &quot;A vida é bela&quot; foi muito mais exitoso na crítica com tons de comédia: ali em momento algum nosso riso converge com a legitimação do nazismo. No Relatos Selvagens nosso riso às vezes legitima a selvageria como natural e incontornável.

Sobre a passagem do Marildo, não sei se entendi sua crítica. Ele fala da exclusão de milhões de pessoas do mundo &quot;mundo social&quot; entendido como a esfera cidadã, que tem direitos, trabalho, paga impostos e tem status etc. Essa exclusão de uma esfera legal e legítima de sociabilidade cria uma outra sociabilidade &quot;em decomposição&quot;, de modo que a exclusão daqueles leva à constituição de uma nova sociabilidade da barbárie, onde eles não são incluídos sequer como exército industrial de reserva, tendo, por isso, que criar suas próprias formas alternativas de sobrevivência via criminalidade, trabalho informal, etc. Mas quando Marildo diz que isso não é uma anomia da sociedade, que não é um problema marginal a ser resolvido pela atuação estatal etc., ele está, penso eu, pontuando que essa exclusão é uma forma de inclusão &quot;do único modo possível&quot; para esse modo de produção em crise, que por isso é incapaz de fornecer substrato civilizatório para esses milhões, que são tratados como &quot;população sobrante&quot;, carne barata que pode e deve ser exterminada nas periferias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>bruno rampa,<br />
Concordo também em parte com seu questionamento. De fato o mero fazer-nos rir não se enquadra como uma crítica de fundo, e rirmos das desgraças cotidianas pode mesmo levar à naturalização delas como algo da &#8220;essência&#8221; do Homem ou algo assim. Acho que existe esse tensionamento no filme, entre a crítica negativa e a crítica que aceita o dado como inevitável. Mas veja que pelo menos há um apelo a que &#8220;reajamos&#8221;. Ainda assim sua interpretação é boa, porque por exemplo o filme &#8220;A vida é bela&#8221; foi muito mais exitoso na crítica com tons de comédia: ali em momento algum nosso riso converge com a legitimação do nazismo. No Relatos Selvagens nosso riso às vezes legitima a selvageria como natural e incontornável.</p>
<p>Sobre a passagem do Marildo, não sei se entendi sua crítica. Ele fala da exclusão de milhões de pessoas do mundo &#8220;mundo social&#8221; entendido como a esfera cidadã, que tem direitos, trabalho, paga impostos e tem status etc. Essa exclusão de uma esfera legal e legítima de sociabilidade cria uma outra sociabilidade &#8220;em decomposição&#8221;, de modo que a exclusão daqueles leva à constituição de uma nova sociabilidade da barbárie, onde eles não são incluídos sequer como exército industrial de reserva, tendo, por isso, que criar suas próprias formas alternativas de sobrevivência via criminalidade, trabalho informal, etc. Mas quando Marildo diz que isso não é uma anomia da sociedade, que não é um problema marginal a ser resolvido pela atuação estatal etc., ele está, penso eu, pontuando que essa exclusão é uma forma de inclusão &#8220;do único modo possível&#8221; para esse modo de produção em crise, que por isso é incapaz de fornecer substrato civilizatório para esses milhões, que são tratados como &#8220;população sobrante&#8221;, carne barata que pode e deve ser exterminada nas periferias.</p>
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		<title>
		Por: bruno rampa		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/05/104280/#comment-287856</link>

		<dc:creator><![CDATA[bruno rampa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 May 2015 14:32:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[camarada,
- questiono essa &quot;proeza de fazer a crítica a barbárie&quot; que atribui ao filme. Concordo em parte. Isso é verdade para quem olhe criticamente e pelo menos imagine que as coisas poderiam ser diferentes. Mas para &quot;um ser adaptado, acomodado ao horror&quot; - que é para onde somos empurrados - o filme pode muito bem reforçar a ideia de que a barbárie é inerente a essa raça humana. Que sempre foi assim. E sempre será. Amém.

- e descordo da citação que fez do marildo menegat de que &quot;a exclusão de milhões de seres humanos da esfera do mundo social cria formas de sociabilidade em decomposição, como o desemprego estrutural e a criminalidade, por exemplo, que, definitivamente, não podem ser vistos como uma anomia”. Creio que é justamente ao contrário: deve-se justamente à inclusão à esfera desta sociedade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>camarada,<br />
&#8211; questiono essa &#8220;proeza de fazer a crítica a barbárie&#8221; que atribui ao filme. Concordo em parte. Isso é verdade para quem olhe criticamente e pelo menos imagine que as coisas poderiam ser diferentes. Mas para &#8220;um ser adaptado, acomodado ao horror&#8221; &#8211; que é para onde somos empurrados &#8211; o filme pode muito bem reforçar a ideia de que a barbárie é inerente a essa raça humana. Que sempre foi assim. E sempre será. Amém.</p>
<p>&#8211; e descordo da citação que fez do marildo menegat de que &#8220;a exclusão de milhões de seres humanos da esfera do mundo social cria formas de sociabilidade em decomposição, como o desemprego estrutural e a criminalidade, por exemplo, que, definitivamente, não podem ser vistos como uma anomia”. Creio que é justamente ao contrário: deve-se justamente à inclusão à esfera desta sociedade.</p>
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