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	Comentários sobre: Democratizar o futebol: o que se passa no EC Vitória	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Daniel Caribé		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/06/104889/#comment-290473</link>

		<dc:creator><![CDATA[Daniel Caribé]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2015 13:50:07 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Augusto Vasconcelos, pelo que indica esta entrevista (http://www.bahianoticias.com.br/busca/esportes/vasconcelos.html), entendeu o desejo da torcida por democracia e surfou na onda. Viu que era por ali que se poderia chegar onde realmente ele quer. Mas suas reais intenções estão bem melhor colocadas no texto linkado e é só ler para tirar as próprias conclusões.

Aos leitores do Passa Palavra, e também aos torcedores rubro-negros que se identificam com as esquerdas, vale a pena destacar que os projetos de Augusto Vasconcelos para o Vitória não se diferenciam das propostas do extinto (?) grupo Vitória Século XXI. Se pauta pela &quot;profissionalização&quot; do clube, o que inclui transformar o Barradão em uma arena. 

É importante lembrar que foi o PCdoB, o mesmo partido de Augusto, que estava à frente do Ministério dos Esportes durante todo o processo de imposição da Copa do Mundo e das arenas que destroem toda a vida que havia nas arquibancadas, gentrificando-a. Um processo extremamente violento e autoritário, para não dizer também corrupto. Hoje as arenas estão vazias, tiraram os reais torcedores das arquibancadas e deixaram os clubes endividados. 

Destaco a seguinte passagem, que deveria ser extremamente contraditória para alguém que se assume comunista, mas que não causa mais nenhuma estranhamento: &quot;Uma gestão que encare o futebol como business, que pense não só no lado lúdico, do jogo, mas também no negócio&quot;. 

Não, Augusto, para nós torcedores futebol não é nem lúdico, nem negócio. É parte da nossa vida, da nossa rotina. Não é só &quot;divertido&quot; torcer pro Vitória. Nem estamos interessados em virar novamente uma empresa. Aliás, é exatamente o contrário e é muito mais do que isso. O futebol não é um espetáculo para nós torcedores e é por isso que queremos autogerir o nosso time começando pela democratização do mesmo. É a transformação do futebol em mero espetáculo que tira dele todo o sentido e coloca o torcedor como simples consumidor. Se você fosse frequentador das arquibancadas saberia, mas não lembro de ter te visto por lá. 

Augusto também é a favor da intervenção judicial, ou seja, não deposita esperanças na capacidade da torcida impor do seu próprio jeito e esforços a reforma do estatuto, ou pior, tem medo de que isso possa acontecer. O que significa também que defende um processo muito parecido com o que aconteceu no rival, deixando o clube de forma muito tranquila nas mãos dos seus próximos.

Por isso tudo, repito o que coloquei no último parágrafo do texto:
&quot;Que não se crie nenhuma ilusão nas pessoas, mas sim na reforma das instituições. Alguns podem conseguir expressar os interesses das arquibancadas e se tornarem, portanto, uma vanguarda legítima. Mas para virar uma nova elite não demora muito, ainda mais se se trata de filiados a partidos que nunca foram simpáticos aos processos democráticos. A luta, portanto, não pode girar para a eleição de A ou B, mas para a consolidação de uma nova estrutura democrática no EC Vitória&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Augusto Vasconcelos, pelo que indica esta entrevista (<a href="http://www.bahianoticias.com.br/busca/esportes/vasconcelos.html" rel="nofollow ugc">http://www.bahianoticias.com.br/busca/esportes/vasconcelos.html</a>), entendeu o desejo da torcida por democracia e surfou na onda. Viu que era por ali que se poderia chegar onde realmente ele quer. Mas suas reais intenções estão bem melhor colocadas no texto linkado e é só ler para tirar as próprias conclusões.</p>
<p>Aos leitores do Passa Palavra, e também aos torcedores rubro-negros que se identificam com as esquerdas, vale a pena destacar que os projetos de Augusto Vasconcelos para o Vitória não se diferenciam das propostas do extinto (?) grupo Vitória Século XXI. Se pauta pela &#8220;profissionalização&#8221; do clube, o que inclui transformar o Barradão em uma arena. </p>
<p>É importante lembrar que foi o PCdoB, o mesmo partido de Augusto, que estava à frente do Ministério dos Esportes durante todo o processo de imposição da Copa do Mundo e das arenas que destroem toda a vida que havia nas arquibancadas, gentrificando-a. Um processo extremamente violento e autoritário, para não dizer também corrupto. Hoje as arenas estão vazias, tiraram os reais torcedores das arquibancadas e deixaram os clubes endividados. </p>
<p>Destaco a seguinte passagem, que deveria ser extremamente contraditória para alguém que se assume comunista, mas que não causa mais nenhuma estranhamento: &#8220;Uma gestão que encare o futebol como business, que pense não só no lado lúdico, do jogo, mas também no negócio&#8221;. </p>
<p>Não, Augusto, para nós torcedores futebol não é nem lúdico, nem negócio. É parte da nossa vida, da nossa rotina. Não é só &#8220;divertido&#8221; torcer pro Vitória. Nem estamos interessados em virar novamente uma empresa. Aliás, é exatamente o contrário e é muito mais do que isso. O futebol não é um espetáculo para nós torcedores e é por isso que queremos autogerir o nosso time começando pela democratização do mesmo. É a transformação do futebol em mero espetáculo que tira dele todo o sentido e coloca o torcedor como simples consumidor. Se você fosse frequentador das arquibancadas saberia, mas não lembro de ter te visto por lá. </p>
<p>Augusto também é a favor da intervenção judicial, ou seja, não deposita esperanças na capacidade da torcida impor do seu próprio jeito e esforços a reforma do estatuto, ou pior, tem medo de que isso possa acontecer. O que significa também que defende um processo muito parecido com o que aconteceu no rival, deixando o clube de forma muito tranquila nas mãos dos seus próximos.</p>
<p>Por isso tudo, repito o que coloquei no último parágrafo do texto:<br />
&#8220;Que não se crie nenhuma ilusão nas pessoas, mas sim na reforma das instituições. Alguns podem conseguir expressar os interesses das arquibancadas e se tornarem, portanto, uma vanguarda legítima. Mas para virar uma nova elite não demora muito, ainda mais se se trata de filiados a partidos que nunca foram simpáticos aos processos democráticos. A luta, portanto, não pode girar para a eleição de A ou B, mas para a consolidação de uma nova estrutura democrática no EC Vitória&#8221;.</p>
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		<title>
		Por: Mas olha só...		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/06/104889/#comment-290307</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mas olha só...]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2015 15:47:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Rapaz, se é o Augusto Vasconcelos que é dos bancários que está querendo levar o Vitória, veja aqui aos 6:54 desse vídeo a roubada que vocês estão se metendo: https://www.youtube.com/watch?v=dQASaJ3WgTA]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rapaz, se é o Augusto Vasconcelos que é dos bancários que está querendo levar o Vitória, veja aqui aos 6:54 desse vídeo a roubada que vocês estão se metendo: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=dQASaJ3WgTA" rel="nofollow ugc">https://www.youtube.com/watch?v=dQASaJ3WgTA</a></p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Zé		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/06/104889/#comment-290264</link>

		<dc:creator><![CDATA[Zé]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2015 00:49:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Daniel,
Acho que o texto inicia a complexa questão de como tratar, de uma perspectiva de resgate da autogestão dos ócios, o problema de - em um fenômeno de massas e policlassista como é o futebol - possibilitar uma recomposição da energia vital do proletariado por meio do entretenimento.
Todos estes caminhos, em meu entender, deveriam levar a que o futebol seja de fato uma atividade prazerosa para a imensa maioria que dele gosta e que em alguma medida com ele se envolve.
Gosto de futebol, mas dele ando distante e seu texto mostra um pequeno caminho para trilhar que pode fazer com que pessoas como eu, que encaram o futebol apenas como entretenimento, possam dele se reaproximar.
Que bom ter tido essa iniciativa de publicá-lo aqui no PP.
Acompanhemos e vejamos que novas iniciativas podem surgir ou serem tomadas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Daniel,<br />
Acho que o texto inicia a complexa questão de como tratar, de uma perspectiva de resgate da autogestão dos ócios, o problema de &#8211; em um fenômeno de massas e policlassista como é o futebol &#8211; possibilitar uma recomposição da energia vital do proletariado por meio do entretenimento.<br />
Todos estes caminhos, em meu entender, deveriam levar a que o futebol seja de fato uma atividade prazerosa para a imensa maioria que dele gosta e que em alguma medida com ele se envolve.<br />
Gosto de futebol, mas dele ando distante e seu texto mostra um pequeno caminho para trilhar que pode fazer com que pessoas como eu, que encaram o futebol apenas como entretenimento, possam dele se reaproximar.<br />
Que bom ter tido essa iniciativa de publicá-lo aqui no PP.<br />
Acompanhemos e vejamos que novas iniciativas podem surgir ou serem tomadas.</p>
]]></content:encoded>
		
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