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	Comentários sobre: MPL, a ritualização da autonomia	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Caio		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/06/105129/#comment-294994</link>

		<dc:creator><![CDATA[Caio]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2015 22:16:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Me parece que o problema da &quot;ritualização&quot; da autonomia (bom termo: autonomia encenada como ritual, não como prática de luta real) não é um mal apenas do MPL, mas de todo um campo de pequenos coletivos que costuma ser identificado como &quot;movimento autônomo&quot;. &quot;Autônomo&quot; de quê, afinal? Autônomo da realidade social? Alguns dos elementos dessa crítica apareciam há já bastante tempo nos balanços de uma experiência anterior: da Ação Global dos Povos no Brasil (lembrei, por exemplo, daquela série do Felipe Corrêa: http://passapalavra.info/2011/08/42780).

Mas nesse meio dos ditos &quot;coletivos autônomos&quot;, talvez o MPL tenha sido uma das experiências que mais conseguiu ir além da simples ritualização da autonomia, construindo importantes lutas coletivas e ativas de trabalhadores - há melhor exemplo recente de ação direta massiva do que a jornada contra os aumentos de junho de 2013?

Entretanto - e aí entram os problemas que este texto trata - o coletivo não conseguiu dar conta dos desafios organizaivos que a massificação da luta colocou ao movimento. O Pedro Punk expressou bem o peso dessa sensação: &quot;Falhamos pq achamos que o movimento era nosso, não do povo, que nossa gestão seria melhor que uma gestão aberta .. um erro de burocratas e a história nos condenou&quot;. Depois o Arabel: &quot;o MPL não conseguiu estar a altura da tarefa que estava colocada pra ele&quot;. Porém, importante essa &quot;falha&quot; não pode ser vista como uma questão moral, nem um simples erro dos militantes, muito menos uma traição no estilo da narrativa trotskista, mas como um limite próprio daquela forma organizacional inicial, o processo histórico que a forjou e as ideologias que o envolveram. Sobre esse limite: http://passapalavra.info/2014/05/95701.

Ao mesmo tempo, no outro sentido, acho que há também uma correspondência entre o refluxo do movimento de massas e a burocratização. Derrubada a tarifa, as próprias mobilizações de rua diminuíram e perderam conteúdo. Abre-se um vazio: sem sentido, as ferramentas desenvolvidas pelo levante tornam-se formas ocas (o que foi, por exemplo, o fenômeno do &quot;black bloc&quot; nos meses seguintes?). Já os coletivos que dirigiram a mobilização voltam-se para dentro, passando a se focar na manutenção de seus símbolos, rituais e identidades, e já não tanto nos conflitos das bases sociais que impulsionaram aquele movimento (outro bom texto: http://passapalavra.info/2014/04/94231).

Poderia ter sido diferente? Não foi. Mas e se o MPL tivesse tentado se abrir naquele momento? O que teria acontecido? E se o MPL não tivesse saído da rua? E se o MPL tivesse ido à TV convocar uma greve geral? A história não é feita de &quot;e se&quot;. Mas levantar esse tipo de suposição é um exercício importante para qualquer balanço. Ainda mais se tratando de junho, que abriu horizontes totalmente novos para a imaginação militante.

Além disso, achei interessante o esforço do artigo em tentar relacionar os problemas organizativos ao setor de trabalhadores ao qual corresponde o MPL. Nesse sentido, parecem importantes alguns apontamentos do recente texto do Aldo (http://passapalavra.info/2015/06/104988), que analisa a composição social do MPL não tanto pelo grupo restrito dos coletivos como faz o texto do Fagner, mas pelo setor da classe que coloca em movimento (que aqui o Fagner considera como sendo o &quot;público dos atos&quot;). Cito: &quot;Se é verdade que o MPL cometeu prováveis erros ao tentar organizar o precariado, tais erros não são nada senão expressões das próprias dificuldades deste setor de classe em se auto-organizar&quot; 

Com esses debates hoje sinto mais uma vez, e com atraso, o peso daquela perplexidade que acometeu toda a esquerda na semana do dia 20 de junho de 2013, que no calor do momento tentei por no papel: http://passapalavra.info/2013/06/79837. Dois anos depois, estamos mais perplexos ainda? E me parece que nem as respostas que tentamos formular naquele momento nos servem mais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Me parece que o problema da &#8220;ritualização&#8221; da autonomia (bom termo: autonomia encenada como ritual, não como prática de luta real) não é um mal apenas do MPL, mas de todo um campo de pequenos coletivos que costuma ser identificado como &#8220;movimento autônomo&#8221;. &#8220;Autônomo&#8221; de quê, afinal? Autônomo da realidade social? Alguns dos elementos dessa crítica apareciam há já bastante tempo nos balanços de uma experiência anterior: da Ação Global dos Povos no Brasil (lembrei, por exemplo, daquela série do Felipe Corrêa: <a href="http://passapalavra.info/2011/08/42780" rel="ugc">http://passapalavra.info/2011/08/42780</a>).</p>
<p>Mas nesse meio dos ditos &#8220;coletivos autônomos&#8221;, talvez o MPL tenha sido uma das experiências que mais conseguiu ir além da simples ritualização da autonomia, construindo importantes lutas coletivas e ativas de trabalhadores &#8211; há melhor exemplo recente de ação direta massiva do que a jornada contra os aumentos de junho de 2013?</p>
<p>Entretanto &#8211; e aí entram os problemas que este texto trata &#8211; o coletivo não conseguiu dar conta dos desafios organizaivos que a massificação da luta colocou ao movimento. O Pedro Punk expressou bem o peso dessa sensação: &#8220;Falhamos pq achamos que o movimento era nosso, não do povo, que nossa gestão seria melhor que uma gestão aberta .. um erro de burocratas e a história nos condenou&#8221;. Depois o Arabel: &#8220;o MPL não conseguiu estar a altura da tarefa que estava colocada pra ele&#8221;. Porém, importante essa &#8220;falha&#8221; não pode ser vista como uma questão moral, nem um simples erro dos militantes, muito menos uma traição no estilo da narrativa trotskista, mas como um limite próprio daquela forma organizacional inicial, o processo histórico que a forjou e as ideologias que o envolveram. Sobre esse limite: <a href="http://passapalavra.info/2014/05/95701" rel="ugc">http://passapalavra.info/2014/05/95701</a>.</p>
<p>Ao mesmo tempo, no outro sentido, acho que há também uma correspondência entre o refluxo do movimento de massas e a burocratização. Derrubada a tarifa, as próprias mobilizações de rua diminuíram e perderam conteúdo. Abre-se um vazio: sem sentido, as ferramentas desenvolvidas pelo levante tornam-se formas ocas (o que foi, por exemplo, o fenômeno do &#8220;black bloc&#8221; nos meses seguintes?). Já os coletivos que dirigiram a mobilização voltam-se para dentro, passando a se focar na manutenção de seus símbolos, rituais e identidades, e já não tanto nos conflitos das bases sociais que impulsionaram aquele movimento (outro bom texto: <a href="http://passapalavra.info/2014/04/94231" rel="ugc">http://passapalavra.info/2014/04/94231</a>).</p>
<p>Poderia ter sido diferente? Não foi. Mas e se o MPL tivesse tentado se abrir naquele momento? O que teria acontecido? E se o MPL não tivesse saído da rua? E se o MPL tivesse ido à TV convocar uma greve geral? A história não é feita de &#8220;e se&#8221;. Mas levantar esse tipo de suposição é um exercício importante para qualquer balanço. Ainda mais se tratando de junho, que abriu horizontes totalmente novos para a imaginação militante.</p>
<p>Além disso, achei interessante o esforço do artigo em tentar relacionar os problemas organizativos ao setor de trabalhadores ao qual corresponde o MPL. Nesse sentido, parecem importantes alguns apontamentos do recente texto do Aldo (<a href="http://passapalavra.info/2015/06/104988" rel="ugc">http://passapalavra.info/2015/06/104988</a>), que analisa a composição social do MPL não tanto pelo grupo restrito dos coletivos como faz o texto do Fagner, mas pelo setor da classe que coloca em movimento (que aqui o Fagner considera como sendo o &#8220;público dos atos&#8221;). Cito: &#8220;Se é verdade que o MPL cometeu prováveis erros ao tentar organizar o precariado, tais erros não são nada senão expressões das próprias dificuldades deste setor de classe em se auto-organizar&#8221; </p>
<p>Com esses debates hoje sinto mais uma vez, e com atraso, o peso daquela perplexidade que acometeu toda a esquerda na semana do dia 20 de junho de 2013, que no calor do momento tentei por no papel: <a href="http://passapalavra.info/2013/06/79837" rel="ugc">http://passapalavra.info/2013/06/79837</a>. Dois anos depois, estamos mais perplexos ainda? E me parece que nem as respostas que tentamos formular naquele momento nos servem mais.</p>
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		Por: Nunes		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/06/105129/#comment-294875</link>

		<dc:creator><![CDATA[Nunes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2015 23:21:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Fagner, um exemplo de burocratização está no fato de que esses movimentos só aceitam intelectuais validados pela academia. Com a exceção de um ou outro, o modelo é esse. Enquanto na internet capitalista existe ampla liberdade para qualquer pessoa apresentar falas e participar de debates, nas revistas, sites e movimentos a coisa é determinada pelo padrão universitário. O Passa Palavra é uma das exceções, mas no resto ou é chefia ou é da academia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fagner, um exemplo de burocratização está no fato de que esses movimentos só aceitam intelectuais validados pela academia. Com a exceção de um ou outro, o modelo é esse. Enquanto na internet capitalista existe ampla liberdade para qualquer pessoa apresentar falas e participar de debates, nas revistas, sites e movimentos a coisa é determinada pelo padrão universitário. O Passa Palavra é uma das exceções, mas no resto ou é chefia ou é da academia.</p>
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		<title>
		Por: André		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/06/105129/#comment-293986</link>

		<dc:creator><![CDATA[André]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2015 02:35:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O texto é muito bom e necessário no momento. Havendo opiniões diversas sobre, fico curioso sobre sua recepção nos coletivos da federação, pois até o momento alguns compartilhamentos do debate que vi foi por indivíduos no planeta Zuckerberg. Tenho medo de que esse tipo de (auto)crítica passe por alguns tipos de (auto)censura. Quem se preocupa não deveria simplesmente ignorar este texto... e olha que esse site tem acessos e é constantemente &quot;vigiado&quot;, coisa que sabemos bem quando certos tipos de conteúdo são publicados. Também o autor não deve pedir ou esperar por permissão para escrever e publicar onde bem entender.
Assim, a tal ritualização da autonomia parece mesmo ser um autismo extremo, e em algumas situações pode ser pior do que imaginamos. Ou seja, que fique mesmo somente nas palavras: se a prática não extrapola o coletivo para mais setores da classe trabalhadora (sou um desses retrógados que insiste em falar em classe), pode ser que não se dê nem mesmo no coletivo, imperando aí algumas práticas de hierarquia, policiamento e censura disfarçados. Portanto os códigos de etiqueta libertária e horizontal, da &quot;encenação da ideologia da autonomia&quot; que o autor diz, não cumprem nem o que ameaçam. 
O que vejo com esse texto e com outros fatos dentro do MPL, é que de tantas &quot;catracas&quot; internas contra as quais se lutam, pelo menos uma está sendo efetivamente mantida e muita gente se nega a aboli-la.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto é muito bom e necessário no momento. Havendo opiniões diversas sobre, fico curioso sobre sua recepção nos coletivos da federação, pois até o momento alguns compartilhamentos do debate que vi foi por indivíduos no planeta Zuckerberg. Tenho medo de que esse tipo de (auto)crítica passe por alguns tipos de (auto)censura. Quem se preocupa não deveria simplesmente ignorar este texto&#8230; e olha que esse site tem acessos e é constantemente &#8220;vigiado&#8221;, coisa que sabemos bem quando certos tipos de conteúdo são publicados. Também o autor não deve pedir ou esperar por permissão para escrever e publicar onde bem entender.<br />
Assim, a tal ritualização da autonomia parece mesmo ser um autismo extremo, e em algumas situações pode ser pior do que imaginamos. Ou seja, que fique mesmo somente nas palavras: se a prática não extrapola o coletivo para mais setores da classe trabalhadora (sou um desses retrógados que insiste em falar em classe), pode ser que não se dê nem mesmo no coletivo, imperando aí algumas práticas de hierarquia, policiamento e censura disfarçados. Portanto os códigos de etiqueta libertária e horizontal, da &#8220;encenação da ideologia da autonomia&#8221; que o autor diz, não cumprem nem o que ameaçam.<br />
O que vejo com esse texto e com outros fatos dentro do MPL, é que de tantas &#8220;catracas&#8221; internas contra as quais se lutam, pelo menos uma está sendo efetivamente mantida e muita gente se nega a aboli-la.</p>
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		<title>
		Por: Arabel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/06/105129/#comment-292870</link>

		<dc:creator><![CDATA[Arabel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2015 03:10:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[obs: MPL-SP sendo o lugar que mais avançou dentro da federação de MPLs]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>obs: MPL-SP sendo o lugar que mais avançou dentro da federação de MPLs</p>
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		<title>
		Por: Arabel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/06/105129/#comment-292867</link>

		<dc:creator><![CDATA[Arabel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2015 02:32:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O conceito de proletariado mantem sua centralidade hoje, enquanto pra algumas analises mais ortoxodas e rigidas o centro da discussão é sobre o trabalho material(considerado então gerador de valor e consequencia de mais-valia) eu vou na linha do Fagner sobre que geração de valor tem que ser visto do ponto de vista de todo o sistema do capital e não do ponto de vista de burgueses individuais e portanto mil coisas que não são vistas como produtivas na sua relação particularizada, na realidade o são se vistas de um ponto de vista geral.
Mas o que acho central ao manter o proletariado como conceito de analise hoje são as relações sociais em que ele esta submetido (relações sociais que vão se desenvolvendo historicamente em um sentido) em oposição a inserção da pequena burguesia,ou burguesia dentro dessas mesmas relações.

Seria na analise de 3 pontos que acho que as classes tem que ser analisadas, em relação a sua renda, em relação ao tempo de trabalho e em relação ao controle do processo produtivo
O proletariado não é dono do produto de seu trabalho, sua renda é geralmente disassociada do preço do produto, da quantidade de vendas ou de como vão os marcados, se os estoques estão aumentando ou diminuindo, se mercados estão se expandindo ou não, ele ganha salarios por tempo de trabalho, se os produtos aumentam de preço, não significa que seu salario aumentou e seu salario aumentou, não significa que os produtos aumentaram de preço, existe uma associação apenas indireta entre essas coisas, seu salario pode ser qualquer coisa entre a quantidade necessaria para se manter e os rendimentos totais da empresa (completamentamente diferente da pequena burguesia e profissionais liberais ainda existentes que depende do numero de vendas e serviços prestados e aumento de renda se mantem por conseguir as mercadorias de forma mais barata ou aumento de preços, geralmente se mantendo em torno de um mercado mais ou menos estavel, e tambem muito diferente e em contradição direta com a burguesia que alem de procura de barateamento de materia prima, ter uma logica não de manutenção de um mercado estavel mas de expanção de mercados e ter como centro a exploração do valor gerado pelos trabalho, a capacidade de extração de mais-valia tem muitas vezes mais centralidade na contradição da renda da grande burguesia do que da pequena, justamente pelo desenvolvimento da socialização da produção)
Sobre o tempo, os proletarios não controlam seu tempo, se trabalham de manha ou de tarde, vão ganhar seus salarios e vão ganhar em torno de tempo de trabalho, se trabalham horas extras, ganham suas horas extras, se trabalham de madrugada, ganham salarios incluindo adicionais noturnos (tambem muito diferente da pequena burguesia e profissionais liberais, seu tempo de trabalho é ditado pelo mercado, se um professor particular ou um dono de um bar quiserem trabalhar durante pelos primeiros dias da semana, vão ganhar pouquissimo por mais que trabalhem horas e horas nesses horario, assim como existem periodos do ano, da semana e do dia em que a pequena burguesia tem que trabalhar para se manter, a sua relação de tempo de trabalho é diretamente mediada pelo mercado, a do proletariado apenas indiretamente, e a relação da grande burguesia em relação ao tempo é que ela organiza o tempo de outros, a quantidade de tempo do proletariado e os horarios. Enquanto uns não tem controle sobre seu tempo, uns tem controle total mas em uma relação mediada pelo mercado para se manter, outros controlam o tempo alheio)
No terceiro ponto o proletariado não controla o seu processo em produtivo, a tendencia dentro do capitalismo é justamente a expropriação do conhecimento que os trabalhadores detem sobre o processo produtivo, uma especialização desse conhecimento e a sua reintrodução no processo produtivo, agora de forma alienada dos trabalhadores e feita de forma planejada e esquematizada pela grande burguesia. A pequena burguesia tem controle do seu processo produtivo, mas denovo, de uma forma ainda mediada pelo mercado que dita as formas mais produtivas existentes.

Para mim isso claramente não é uma discussão abstrata, nem uma discussão academica, é sobre como setores da sociedade estão inseridos em relações sociais e as respostas dadas por esses setores para lidar com essas relações, o que alguns ortodoxos veem no campesinato como uma posição essencialista reacionaria e sua incapacidade de desenvolver um projeto, enquanto classe, pela socialização da produção claramente não é uma questão de essencia, mas um reflexo da forma que a pequena burguesia esta inserida nas relações sociais de produção e como tentam lidar com as contradições dessas relações dentro do capitalismo
A tendencia historica de apontar para projetos que superam as relações capitalistas pouquissimas vezes aparecem expressas por essa classe, porque a forma geral dessa classe de lidar com as contradições não aponta para a superação das relações capitalistas e geralmente caminha no sentido contrario da socialização da produção, que mostrem as tantas e tantas reformas agrarias que ocorreram pelo mundo, as diversas criações de concorrencia mais igualitarias e mais bem distribuidas dentro do mercado(que é claro, nunca se mantem assim depois de algum tempo percorrido)

Parar de tentar enchergar a historia do ponto de vista das classes é jogar fora a ferramente que nos faz entender o movimento da historia, é tornar ela um conjunto de fatos sem entender seus possiveis movimentos, é fazer a discussão ser uma discussão de mudança mas sem entender as contradições de outros projetos revolucionarios e tambem não revolucionarios pela historia, que representam o unico mapa que temos de o que fazer e para onde ir se militamos pelo fim da exploração.

Enfim, concordo com o Legume que o texto não pontua e da peso para o carater do sistema de transporte como condição geral de produção, pros trabalhadores o tempo no transporte é tempo de trabalho e deslocamento para poder ir trabalhar para uma parte enorme da classe ainda tem que ser pago pelo pelos proprios trabalhadores, é o lugar que consegue reuni um setor enorme da classe todos os dias em conjunto e que geralmente se mantem de como um setor que funciona de forma precarizada e pela mais-valia absoluta(pelo menos em nosso país), não são coincidencias as grandes revoltas pelo transporte mas raramente passando disso, revoltas, não avançando para nenhuma construção organizativa (provavelmente porque os trabalhadores estão no transporte de forma transitoria, não são os mesmos exatamente nos mesmos onibus todos os dias, não se pode criar a solidariedade que se pode criar em um local de trabalho, estudo ou moradia dentro do transporte e que conseguem manter organizações mais solidas, mas essa coletividade de mesma situação ainda sim aponta para revoltas ocasionais), mas discordo da visão do Fagner em que apenas a aliança com os trabalhadores desse sistema que pode transformar ele (embora seja uma aliança importante), que o diga os anos 70 na Italia no que se chamou de autonomia operaria em que luta dos bairros junto com as comissões de fabricas conseguiram seguidas vezes imporem ao Estado a diminuição de preços nos transportes, entre outros serviços, a mudança veio pela organização dos trabalhadores que utilizam o sistema de transporte e não pelos que trabalhavam nele, enfim, defendo que a questão é de correlação de forças e de organização que pode ser construida nos bairros enquanto trabalhadores que utilizam o transporte

-------------------------------------------------------------

Sobre a questão dos locais de trabalho, ao mesmo tempo que a analise da posição da militancia do MPL dentro da estrutura economica da indicações de tendencias possiveis, ainda sim existe uma questão de carater estrategico que é ou não tomada sobre esses locais, por mais que a maioria militancia esteja em um certo setor da classe e não entenda as contradições da construção em local de trabalho, isso é algo superavel com formações, aliança e militancia conjunta com quem faz essa construção e com uma linha estrategica consequente

Termino relacionando a questão de articular e construir em locais de trabalho com a não massificação depois de 2013, como o Pedro Punk apresenta de forma muito concreta que era uma possibilidade real, em uma frase.

Infelizmente o MPL-SP (que é o lugar que considero que mais avançou) não conseguiu estar a altura da tarefa que estava colocada pra ele, eu incluido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O conceito de proletariado mantem sua centralidade hoje, enquanto pra algumas analises mais ortoxodas e rigidas o centro da discussão é sobre o trabalho material(considerado então gerador de valor e consequencia de mais-valia) eu vou na linha do Fagner sobre que geração de valor tem que ser visto do ponto de vista de todo o sistema do capital e não do ponto de vista de burgueses individuais e portanto mil coisas que não são vistas como produtivas na sua relação particularizada, na realidade o são se vistas de um ponto de vista geral.<br />
Mas o que acho central ao manter o proletariado como conceito de analise hoje são as relações sociais em que ele esta submetido (relações sociais que vão se desenvolvendo historicamente em um sentido) em oposição a inserção da pequena burguesia,ou burguesia dentro dessas mesmas relações.</p>
<p>Seria na analise de 3 pontos que acho que as classes tem que ser analisadas, em relação a sua renda, em relação ao tempo de trabalho e em relação ao controle do processo produtivo<br />
O proletariado não é dono do produto de seu trabalho, sua renda é geralmente disassociada do preço do produto, da quantidade de vendas ou de como vão os marcados, se os estoques estão aumentando ou diminuindo, se mercados estão se expandindo ou não, ele ganha salarios por tempo de trabalho, se os produtos aumentam de preço, não significa que seu salario aumentou e seu salario aumentou, não significa que os produtos aumentaram de preço, existe uma associação apenas indireta entre essas coisas, seu salario pode ser qualquer coisa entre a quantidade necessaria para se manter e os rendimentos totais da empresa (completamentamente diferente da pequena burguesia e profissionais liberais ainda existentes que depende do numero de vendas e serviços prestados e aumento de renda se mantem por conseguir as mercadorias de forma mais barata ou aumento de preços, geralmente se mantendo em torno de um mercado mais ou menos estavel, e tambem muito diferente e em contradição direta com a burguesia que alem de procura de barateamento de materia prima, ter uma logica não de manutenção de um mercado estavel mas de expanção de mercados e ter como centro a exploração do valor gerado pelos trabalho, a capacidade de extração de mais-valia tem muitas vezes mais centralidade na contradição da renda da grande burguesia do que da pequena, justamente pelo desenvolvimento da socialização da produção)<br />
Sobre o tempo, os proletarios não controlam seu tempo, se trabalham de manha ou de tarde, vão ganhar seus salarios e vão ganhar em torno de tempo de trabalho, se trabalham horas extras, ganham suas horas extras, se trabalham de madrugada, ganham salarios incluindo adicionais noturnos (tambem muito diferente da pequena burguesia e profissionais liberais, seu tempo de trabalho é ditado pelo mercado, se um professor particular ou um dono de um bar quiserem trabalhar durante pelos primeiros dias da semana, vão ganhar pouquissimo por mais que trabalhem horas e horas nesses horario, assim como existem periodos do ano, da semana e do dia em que a pequena burguesia tem que trabalhar para se manter, a sua relação de tempo de trabalho é diretamente mediada pelo mercado, a do proletariado apenas indiretamente, e a relação da grande burguesia em relação ao tempo é que ela organiza o tempo de outros, a quantidade de tempo do proletariado e os horarios. Enquanto uns não tem controle sobre seu tempo, uns tem controle total mas em uma relação mediada pelo mercado para se manter, outros controlam o tempo alheio)<br />
No terceiro ponto o proletariado não controla o seu processo em produtivo, a tendencia dentro do capitalismo é justamente a expropriação do conhecimento que os trabalhadores detem sobre o processo produtivo, uma especialização desse conhecimento e a sua reintrodução no processo produtivo, agora de forma alienada dos trabalhadores e feita de forma planejada e esquematizada pela grande burguesia. A pequena burguesia tem controle do seu processo produtivo, mas denovo, de uma forma ainda mediada pelo mercado que dita as formas mais produtivas existentes.</p>
<p>Para mim isso claramente não é uma discussão abstrata, nem uma discussão academica, é sobre como setores da sociedade estão inseridos em relações sociais e as respostas dadas por esses setores para lidar com essas relações, o que alguns ortodoxos veem no campesinato como uma posição essencialista reacionaria e sua incapacidade de desenvolver um projeto, enquanto classe, pela socialização da produção claramente não é uma questão de essencia, mas um reflexo da forma que a pequena burguesia esta inserida nas relações sociais de produção e como tentam lidar com as contradições dessas relações dentro do capitalismo<br />
A tendencia historica de apontar para projetos que superam as relações capitalistas pouquissimas vezes aparecem expressas por essa classe, porque a forma geral dessa classe de lidar com as contradições não aponta para a superação das relações capitalistas e geralmente caminha no sentido contrario da socialização da produção, que mostrem as tantas e tantas reformas agrarias que ocorreram pelo mundo, as diversas criações de concorrencia mais igualitarias e mais bem distribuidas dentro do mercado(que é claro, nunca se mantem assim depois de algum tempo percorrido)</p>
<p>Parar de tentar enchergar a historia do ponto de vista das classes é jogar fora a ferramente que nos faz entender o movimento da historia, é tornar ela um conjunto de fatos sem entender seus possiveis movimentos, é fazer a discussão ser uma discussão de mudança mas sem entender as contradições de outros projetos revolucionarios e tambem não revolucionarios pela historia, que representam o unico mapa que temos de o que fazer e para onde ir se militamos pelo fim da exploração.</p>
<p>Enfim, concordo com o Legume que o texto não pontua e da peso para o carater do sistema de transporte como condição geral de produção, pros trabalhadores o tempo no transporte é tempo de trabalho e deslocamento para poder ir trabalhar para uma parte enorme da classe ainda tem que ser pago pelo pelos proprios trabalhadores, é o lugar que consegue reuni um setor enorme da classe todos os dias em conjunto e que geralmente se mantem de como um setor que funciona de forma precarizada e pela mais-valia absoluta(pelo menos em nosso país), não são coincidencias as grandes revoltas pelo transporte mas raramente passando disso, revoltas, não avançando para nenhuma construção organizativa (provavelmente porque os trabalhadores estão no transporte de forma transitoria, não são os mesmos exatamente nos mesmos onibus todos os dias, não se pode criar a solidariedade que se pode criar em um local de trabalho, estudo ou moradia dentro do transporte e que conseguem manter organizações mais solidas, mas essa coletividade de mesma situação ainda sim aponta para revoltas ocasionais), mas discordo da visão do Fagner em que apenas a aliança com os trabalhadores desse sistema que pode transformar ele (embora seja uma aliança importante), que o diga os anos 70 na Italia no que se chamou de autonomia operaria em que luta dos bairros junto com as comissões de fabricas conseguiram seguidas vezes imporem ao Estado a diminuição de preços nos transportes, entre outros serviços, a mudança veio pela organização dos trabalhadores que utilizam o sistema de transporte e não pelos que trabalhavam nele, enfim, defendo que a questão é de correlação de forças e de organização que pode ser construida nos bairros enquanto trabalhadores que utilizam o transporte</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;-</p>
<p>Sobre a questão dos locais de trabalho, ao mesmo tempo que a analise da posição da militancia do MPL dentro da estrutura economica da indicações de tendencias possiveis, ainda sim existe uma questão de carater estrategico que é ou não tomada sobre esses locais, por mais que a maioria militancia esteja em um certo setor da classe e não entenda as contradições da construção em local de trabalho, isso é algo superavel com formações, aliança e militancia conjunta com quem faz essa construção e com uma linha estrategica consequente</p>
<p>Termino relacionando a questão de articular e construir em locais de trabalho com a não massificação depois de 2013, como o Pedro Punk apresenta de forma muito concreta que era uma possibilidade real, em uma frase.</p>
<p>Infelizmente o MPL-SP (que é o lugar que considero que mais avançou) não conseguiu estar a altura da tarefa que estava colocada pra ele, eu incluido.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: barco das 9h		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/06/105129/#comment-292837</link>

		<dc:creator><![CDATA[barco das 9h]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2015 22:39:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=105129#comment-292837</guid>

					<description><![CDATA[Independentemente das estratégias, posições e procedimentos do MPL, como poderia o MPL adentrar na luta dos assalariados se os assalariados enquanto luta não existem? Será &quot;culpa&quot; do MPL? E se mesmo assim alguém argumentar que lhe cabe a tarefa sisífica de ressuscitar o proletariado - se repararam só em escassíssimos lugares é que os assalariados se (auto)-organizam e desenvolvem perspectivas anti-capitalistas - como fazê-lo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Independentemente das estratégias, posições e procedimentos do MPL, como poderia o MPL adentrar na luta dos assalariados se os assalariados enquanto luta não existem? Será &#8220;culpa&#8221; do MPL? E se mesmo assim alguém argumentar que lhe cabe a tarefa sisífica de ressuscitar o proletariado &#8211; se repararam só em escassíssimos lugares é que os assalariados se (auto)-organizam e desenvolvem perspectivas anti-capitalistas &#8211; como fazê-lo?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/06/105129/#comment-292794</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2015 17:16:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=105129#comment-292794</guid>

					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2015/06/105129/#comment-292707&quot;&gt;Igor&lt;/a&gt;.

Igor, é sério mesmo? Bom, se você não conseguiu identificar um tema no artigo, aí o problema já não é meu. A percepção de cada um varia.

Mas vamos lá. Você quer dados? Aqui vão alguns, bem superficiais, só para se ter uma ideia do problema por alto.

Em novembro de 2013, o jornal &lt;em&gt;Valor Econômico&lt;/em&gt; noticiava que o emprego formal havia crescido, de 2002 a 2012, em 65,7%, segundo dados do IBGE. &quot;O total de empregados passou de 28,6 milhões para 47,7 milhões no período&quot;. O setor de serviços apresentou uma alta de 78% no período. Já a construção civil teve um avanço de 155%, empregando, em 2012, 2,8 milhões de trabalhadores. Entre 2002 e 2012, a proporção de trabalhadores em empregos formais passou de 45% para 57%. Diz a notícia: &quot;em 2002, havia maior concentração em posições mais precárias como empregados sem carteira, trabalhadores domésticos, por conta própria, na construção e na produção para o próprio uso e não remunerados, que totalizavam 59% da população ocupada. Em 2012 esse percentual caiu para 49%. Dentre os fatores que contribuíram para esse resultado, pode-se citar a retomada do crescimento econômico, o aumento da renda real, a redução do desemprego, a política de valorização do salário mínimo e a política de incentivo à formalização, como, por exemplo, a criação do Simples Nacional [...]. Apesar dos avanços, a informalidade ainda apresenta taxas expressivas entre os mais novos e os mais velhos. Nesta situação, encontravam-se 47% das pessoas entre 16 e 24 anos em 2012, ao passo que, dez anos antes, cerca de 62% estavam nessa condição. [...] No caso dos mais jovens, a elevada taxa de informalidade pode ser explicada pela busca do primeiro emprego e, em alguns casos, pela necessidade de conciliar o trabalho com o estudo, fazendo com que a posse da carteira assinada ou a contribuição previdenciária não seja um requisito imprescindível&quot; (a referida notícia encontra-se aqui: http://www.valor.com.br/brasil/3357378/empregos-formais-no-pais-crescem-657-em-dez-anos-indica-ibge).

Pois bem, em agosto de 2014, o mesmo jornal noticiava que &quot;o emprego formal cresceu 3,14% no Brasil em 2013, com a geração de 1,490 milhões de postos, de acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho [...]. O estoque de empregos somava 48,948 milhões em 31 de dezembro de 2013, contra 47,459 milhões no ano anterior. Em 2012, o resultado foi 2,48% maior do que 2011. Houve aumento de 4,85% no contingente de trabalhadores estatutários, com criação de 417,7 mil postos em 2013. Já a geração de empregos celetistas foi de 1,075 milhão de postos, alta de 2,76%. Esse percentual de crescimento foi o mesmo apontado pelo Cadastro Geral de Empregos (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho apenas com dados das contratações regidas pela CLT&quot;. Além do mais, segundo a notícia, &quot;os rendimentos médios dos trabalhadores formais cresceram 3,18% acima da inflação no ano passado [2013], contra alta anterior de 2,97%. [...] Houve alta de 3,34% no salário médio das mulheres e 3,18% no dos homens&quot; (a referida notícia encontra-se aqui: http://www.valor.com.br/brasil/3658162/brasil-criou-1490-milhao-de-empregos-formais-em-2013).

Já em fevereiro deste ano, 2015, o mesmo jornal noticiava um grande número de demissões no comércio varejista, ocorridas em janeiro, com saldo negativo de 97,887 mil postos de trabalho. E no setor de serviços a perda foi de 7,141 mil postos de trabalho, ao passo que na agricultura o saldo foi positivo: 9.428 postos em janeiro de 2015. A indústria também teve saldo positivo: 24,417 mil postos de trabalho. Os dados são novamente do Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho (a referida notícia encontra-se aqui: http://www.valor.com.br/brasil/3930828/emprego-tem-o-pior-janeiro-desde-2009-mostra-caged).

Em março deste ano, o mesmo jornal noticiava novamente a tendência de diminuição de vagas no país. Novamente o responsável foi o comércio, além do setor de construção civil, enquanto que os serviços concentraram as contratações, com 52.261 admissões líquidas, ao mesmo tempo em que a indústria contratou 2.001 trabalhadores com carteira assinada. Diz a notícia: &quot;para o ministro do Trabalho, Manoel Dias, o resultado de fevereiro é uma sinalização de &#039;estabilidade&#039; no mercado de trabalho [...]. &#039;Foi bom porque estabilizou. Tivemos setores que reagiram e outros estagnaram e outros ainda que precisamos de ações para recuperar&#039;, afirmou Dias. &#039;A maior perda [em fevereiro] foi na construção e no comércio, mas nós tivemos recuperação do setor de serviços e indústria que vinha desde março do ano passado com fechamento de vagas&#039;, afirmou. A expectativa do ministro é de que haja retomada da contratação de setores de construção civil devido, por exemplo, à execução de políticas de governo que permitem a construção de moradias para a população de menor renda (a referida notícia encontra-se aqui: http://www.valor.com.br/brasil/3962510/emprego-formal-tem-o-pior-resultado-para-fevereiro-desde-1999)&quot;.

Em abril deste ano, o mesmo jornal noticiava que &quot;depois de três meses, o mercado de trabalho interrompeu a tendência negativa e criou 19.282 vagas em março. [...] O saldo positivo [de] empregos em março reflete a demissão de 1,699 milhão de trabalhadores e contratação de outro 1,719 milhão (a referida notícia encontra-se aqui: http://www.valor.com.br/brasil/4018850/brasil-cria-19282-empregos-formais-em-marco-aponta-caged)&quot;.

No mês seguinte, noticiava-se, no mesmo jornal, nova queda: corte de 97.828 empregos formais em abril, causado pela retração na indústria de tranformação, na construção civil, no comércio, nos serviços, na indústria extrativa, mas com saldo positivo na agropecuária (a referida notícia encontra-se aqui: http://www.valor.com.br/brasil/4062786/brasil-tem-corte-de-quase-98-mil-empregos-formais-em-abril).

Em junho deste ano, também no mesmo jornal, noticiava-se nova queda: 1.580.244 demissões contra 1.464.645 admissões. &quot;De janeiro a maio, foram fechados 243.948 empregos formais. Em 12 meses, o saldo negativo correspondeu a 452.835 vagas (a referida notícia encontra-se aqui: http://www.valor.com.br/brasil/4101218/brasil-perde-mais-de-115-mil-empregos-em-maio)&quot;.

Já ontem, o mesmo jornal trazia uma análise mais detalhada do problema, mostrando como a atual recessão tem impactado negativamente na criação de postos formais de trabalho no Brasil. Queda de investimentos, ajuste fiscal e redução dos gastos do governo, dificuldades da economia internacional e queda do preço das commodities... Enfim, um quadro de recessão (o referido artigo pode ser conferido aqui: http://www.valor.com.br/brasil/4119742/deterioracao-do-mercado-de-trabalho-em-2015-e-rapida-e-intensa).

Ora, tais dados mostram como a economia brasileira foi ampliando a quantidade de postos formais de trabalho até 2014, tendência depois revertida por conta do atual cenário de recessão. Pois bem, mesmo diante de tais quedas conjunturais, pois vivemos atualmente uma recessão, é possível perceber uma tendência estrutural de crescimento do trabalho formal no Brasil. Então, nesse sentido, parece que o meu suposto &quot;fetichismo pela &#039;classe trabalhadora&#039;&quot; tem alguma razão de ser. Eu não falei que os militantes do MPL precisam estabelecer &quot;um vínculo empregatício [...] com o mercado de trabalho para se fazer a luta na cidade&quot;. Eu disse que eles precisam estabelecer uma unidade de ação com os trabalhadores já plenamente inseridos na produção, mesmo que sem estabilidade no emprego, pois a instabilidade no emprego tem sido a tendência do trabalho no Brasil há muito tempo, desde a Ditadura Militar, com a instituição do FGTS em setembro de 1966 (cf., por exemplo, José Paulo Netto, &lt;em&gt;Pequena história da ditadura brasileira (1964-1985)&lt;/em&gt;, São Paulo, Cortez, 2014, p. 94). O &quot;precariado&quot; é sim, atualmente, a característica principal da juventude no Brasil e no mundo, e é justamente essa a &lt;em&gt;condição a priori&lt;/em&gt; que dificulta a aproximação dos militantes do MPL com os trabalhadores por quem eu supostamente nutro algum &quot;fetiche&quot;.

Por outro lado, se você não enxerga uma tendência interna no MPL que promove a política de identidade, também não posso fazer muita coisa. Mas veja-se, por exemplo, só para se ter uma ideia, esta carta de desligamento de dois militantes do MPL, publicada, neste site, ontem: http://passapalavra.info/2015/07/105177.

Quem está, portanto, com ideias fora do lugar?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2015/06/105129/#comment-292707">Igor</a>.</p>
<p>Igor, é sério mesmo? Bom, se você não conseguiu identificar um tema no artigo, aí o problema já não é meu. A percepção de cada um varia.</p>
<p>Mas vamos lá. Você quer dados? Aqui vão alguns, bem superficiais, só para se ter uma ideia do problema por alto.</p>
<p>Em novembro de 2013, o jornal <em>Valor Econômico</em> noticiava que o emprego formal havia crescido, de 2002 a 2012, em 65,7%, segundo dados do IBGE. &#8220;O total de empregados passou de 28,6 milhões para 47,7 milhões no período&#8221;. O setor de serviços apresentou uma alta de 78% no período. Já a construção civil teve um avanço de 155%, empregando, em 2012, 2,8 milhões de trabalhadores. Entre 2002 e 2012, a proporção de trabalhadores em empregos formais passou de 45% para 57%. Diz a notícia: &#8220;em 2002, havia maior concentração em posições mais precárias como empregados sem carteira, trabalhadores domésticos, por conta própria, na construção e na produção para o próprio uso e não remunerados, que totalizavam 59% da população ocupada. Em 2012 esse percentual caiu para 49%. Dentre os fatores que contribuíram para esse resultado, pode-se citar a retomada do crescimento econômico, o aumento da renda real, a redução do desemprego, a política de valorização do salário mínimo e a política de incentivo à formalização, como, por exemplo, a criação do Simples Nacional [&#8230;]. Apesar dos avanços, a informalidade ainda apresenta taxas expressivas entre os mais novos e os mais velhos. Nesta situação, encontravam-se 47% das pessoas entre 16 e 24 anos em 2012, ao passo que, dez anos antes, cerca de 62% estavam nessa condição. [&#8230;] No caso dos mais jovens, a elevada taxa de informalidade pode ser explicada pela busca do primeiro emprego e, em alguns casos, pela necessidade de conciliar o trabalho com o estudo, fazendo com que a posse da carteira assinada ou a contribuição previdenciária não seja um requisito imprescindível&#8221; (a referida notícia encontra-se aqui: <a href="http://www.valor.com.br/brasil/3357378/empregos-formais-no-pais-crescem-657-em-dez-anos-indica-ibge" rel="nofollow ugc">http://www.valor.com.br/brasil/3357378/empregos-formais-no-pais-crescem-657-em-dez-anos-indica-ibge</a>).</p>
<p>Pois bem, em agosto de 2014, o mesmo jornal noticiava que &#8220;o emprego formal cresceu 3,14% no Brasil em 2013, com a geração de 1,490 milhões de postos, de acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Ministério do Trabalho [&#8230;]. O estoque de empregos somava 48,948 milhões em 31 de dezembro de 2013, contra 47,459 milhões no ano anterior. Em 2012, o resultado foi 2,48% maior do que 2011. Houve aumento de 4,85% no contingente de trabalhadores estatutários, com criação de 417,7 mil postos em 2013. Já a geração de empregos celetistas foi de 1,075 milhão de postos, alta de 2,76%. Esse percentual de crescimento foi o mesmo apontado pelo Cadastro Geral de Empregos (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho apenas com dados das contratações regidas pela CLT&#8221;. Além do mais, segundo a notícia, &#8220;os rendimentos médios dos trabalhadores formais cresceram 3,18% acima da inflação no ano passado [2013], contra alta anterior de 2,97%. [&#8230;] Houve alta de 3,34% no salário médio das mulheres e 3,18% no dos homens&#8221; (a referida notícia encontra-se aqui: <a href="http://www.valor.com.br/brasil/3658162/brasil-criou-1490-milhao-de-empregos-formais-em-2013" rel="nofollow ugc">http://www.valor.com.br/brasil/3658162/brasil-criou-1490-milhao-de-empregos-formais-em-2013</a>).</p>
<p>Já em fevereiro deste ano, 2015, o mesmo jornal noticiava um grande número de demissões no comércio varejista, ocorridas em janeiro, com saldo negativo de 97,887 mil postos de trabalho. E no setor de serviços a perda foi de 7,141 mil postos de trabalho, ao passo que na agricultura o saldo foi positivo: 9.428 postos em janeiro de 2015. A indústria também teve saldo positivo: 24,417 mil postos de trabalho. Os dados são novamente do Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho (a referida notícia encontra-se aqui: <a href="http://www.valor.com.br/brasil/3930828/emprego-tem-o-pior-janeiro-desde-2009-mostra-caged" rel="nofollow ugc">http://www.valor.com.br/brasil/3930828/emprego-tem-o-pior-janeiro-desde-2009-mostra-caged</a>).</p>
<p>Em março deste ano, o mesmo jornal noticiava novamente a tendência de diminuição de vagas no país. Novamente o responsável foi o comércio, além do setor de construção civil, enquanto que os serviços concentraram as contratações, com 52.261 admissões líquidas, ao mesmo tempo em que a indústria contratou 2.001 trabalhadores com carteira assinada. Diz a notícia: &#8220;para o ministro do Trabalho, Manoel Dias, o resultado de fevereiro é uma sinalização de &#8216;estabilidade&#8217; no mercado de trabalho [&#8230;]. &#8216;Foi bom porque estabilizou. Tivemos setores que reagiram e outros estagnaram e outros ainda que precisamos de ações para recuperar&#8217;, afirmou Dias. &#8216;A maior perda [em fevereiro] foi na construção e no comércio, mas nós tivemos recuperação do setor de serviços e indústria que vinha desde março do ano passado com fechamento de vagas&#8217;, afirmou. A expectativa do ministro é de que haja retomada da contratação de setores de construção civil devido, por exemplo, à execução de políticas de governo que permitem a construção de moradias para a população de menor renda (a referida notícia encontra-se aqui: <a href="http://www.valor.com.br/brasil/3962510/emprego-formal-tem-o-pior-resultado-para-fevereiro-desde-1999" rel="nofollow ugc">http://www.valor.com.br/brasil/3962510/emprego-formal-tem-o-pior-resultado-para-fevereiro-desde-1999</a>)&#8221;.</p>
<p>Em abril deste ano, o mesmo jornal noticiava que &#8220;depois de três meses, o mercado de trabalho interrompeu a tendência negativa e criou 19.282 vagas em março. [&#8230;] O saldo positivo [de] empregos em março reflete a demissão de 1,699 milhão de trabalhadores e contratação de outro 1,719 milhão (a referida notícia encontra-se aqui: <a href="http://www.valor.com.br/brasil/4018850/brasil-cria-19282-empregos-formais-em-marco-aponta-caged" rel="nofollow ugc">http://www.valor.com.br/brasil/4018850/brasil-cria-19282-empregos-formais-em-marco-aponta-caged</a>)&#8221;.</p>
<p>No mês seguinte, noticiava-se, no mesmo jornal, nova queda: corte de 97.828 empregos formais em abril, causado pela retração na indústria de tranformação, na construção civil, no comércio, nos serviços, na indústria extrativa, mas com saldo positivo na agropecuária (a referida notícia encontra-se aqui: <a href="http://www.valor.com.br/brasil/4062786/brasil-tem-corte-de-quase-98-mil-empregos-formais-em-abril" rel="nofollow ugc">http://www.valor.com.br/brasil/4062786/brasil-tem-corte-de-quase-98-mil-empregos-formais-em-abril</a>).</p>
<p>Em junho deste ano, também no mesmo jornal, noticiava-se nova queda: 1.580.244 demissões contra 1.464.645 admissões. &#8220;De janeiro a maio, foram fechados 243.948 empregos formais. Em 12 meses, o saldo negativo correspondeu a 452.835 vagas (a referida notícia encontra-se aqui: <a href="http://www.valor.com.br/brasil/4101218/brasil-perde-mais-de-115-mil-empregos-em-maio" rel="nofollow ugc">http://www.valor.com.br/brasil/4101218/brasil-perde-mais-de-115-mil-empregos-em-maio</a>)&#8221;.</p>
<p>Já ontem, o mesmo jornal trazia uma análise mais detalhada do problema, mostrando como a atual recessão tem impactado negativamente na criação de postos formais de trabalho no Brasil. Queda de investimentos, ajuste fiscal e redução dos gastos do governo, dificuldades da economia internacional e queda do preço das commodities&#8230; Enfim, um quadro de recessão (o referido artigo pode ser conferido aqui: <a href="http://www.valor.com.br/brasil/4119742/deterioracao-do-mercado-de-trabalho-em-2015-e-rapida-e-intensa" rel="nofollow ugc">http://www.valor.com.br/brasil/4119742/deterioracao-do-mercado-de-trabalho-em-2015-e-rapida-e-intensa</a>).</p>
<p>Ora, tais dados mostram como a economia brasileira foi ampliando a quantidade de postos formais de trabalho até 2014, tendência depois revertida por conta do atual cenário de recessão. Pois bem, mesmo diante de tais quedas conjunturais, pois vivemos atualmente uma recessão, é possível perceber uma tendência estrutural de crescimento do trabalho formal no Brasil. Então, nesse sentido, parece que o meu suposto &#8220;fetichismo pela &#8216;classe trabalhadora'&#8221; tem alguma razão de ser. Eu não falei que os militantes do MPL precisam estabelecer &#8220;um vínculo empregatício [&#8230;] com o mercado de trabalho para se fazer a luta na cidade&#8221;. Eu disse que eles precisam estabelecer uma unidade de ação com os trabalhadores já plenamente inseridos na produção, mesmo que sem estabilidade no emprego, pois a instabilidade no emprego tem sido a tendência do trabalho no Brasil há muito tempo, desde a Ditadura Militar, com a instituição do FGTS em setembro de 1966 (cf., por exemplo, José Paulo Netto, <em>Pequena história da ditadura brasileira (1964-1985)</em>, São Paulo, Cortez, 2014, p. 94). O &#8220;precariado&#8221; é sim, atualmente, a característica principal da juventude no Brasil e no mundo, e é justamente essa a <em>condição a priori</em> que dificulta a aproximação dos militantes do MPL com os trabalhadores por quem eu supostamente nutro algum &#8220;fetiche&#8221;.</p>
<p>Por outro lado, se você não enxerga uma tendência interna no MPL que promove a política de identidade, também não posso fazer muita coisa. Mas veja-se, por exemplo, só para se ter uma ideia, esta carta de desligamento de dois militantes do MPL, publicada, neste site, ontem: <a href="http://passapalavra.info/2015/07/105177" rel="ugc">http://passapalavra.info/2015/07/105177</a>.</p>
<p>Quem está, portanto, com ideias fora do lugar?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Emerson		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/06/105129/#comment-292769</link>

		<dc:creator><![CDATA[Emerson]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2015 12:43:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=105129#comment-292769</guid>

					<description><![CDATA[Parece que o Igor ignorou por completo o comentário do Pedro Punk ao dizer que soa absurdo criticar um movimento por ausência de vínculos empregatícios. Ninguém está propondo uma &quot;ida às fábricas&quot;, mas simplesmente que os que trabalham possam entrar para o movimento, o que o Pedro Punk mostrou ser praticamente impossível. Isso é sim absurdo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que o Igor ignorou por completo o comentário do Pedro Punk ao dizer que soa absurdo criticar um movimento por ausência de vínculos empregatícios. Ninguém está propondo uma &#8220;ida às fábricas&#8221;, mas simplesmente que os que trabalham possam entrar para o movimento, o que o Pedro Punk mostrou ser praticamente impossível. Isso é sim absurdo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Igor		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/06/105129/#comment-292707</link>

		<dc:creator><![CDATA[Igor]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Jul 2015 02:49:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=105129#comment-292707</guid>

					<description><![CDATA[Nossa, camarada Fagner, que texto enorme... sinceramente há tanta coisa que fica difícil dialogar, já que não há um tema no texto. Só acho uma pena o quanto seu escrito passa distante do que aquilo que entendo que importa ao MPL, que é o fazer político.
É uma grande limitação (de uma das teses) do texto o fetichismo com a &quot;classe trabalhadora&quot;, proletária, ou a busca desejada por um vínculo empregatício (formal?) com o mercado de trabalho para se fazer a luta na cidade. Mesmo os dados mais frios e conservadores mostram o quanto o &quot;precariado&quot;é a característica principal da juventude hoje no Brasil e no mundo. Criticar um movimento social por conta da ausência (valeria um survey sobre o assunto) de vínculos empregatícios soa absurdo. 

Fora os inúmeros argumentos de autoridade totalmente despropositados, ou mesmo sem sentido, como &quot;A autonomia, para mim, é quando os trabalhadores praticam a autogestão das lutas, abrindo espaço para a autogestão da sociedade&quot; (no comentário), ou &quot;O que importa são as relações sociais que o movimento é capaz de difundir e, para difundi-las, é preciso que a energia do movimento seja direcionada para as lutas dos trabalhadores&quot; [quem são os trabalhadores pelos quais você fala ?], ou  &quot;O principal risco de burocratização no MPL (e, em grande medida, a burocratização já está em curso) é o resultante da política identitária hoje hegemônica no movimento&quot; [política identitária no MPL ?]. 

A crítica à ideia de autonomia no movimento é feita a partir da nostalgia do proletariado (de um único proletariado possível, pelo que se entende do pensamento do autor). Ideias fora de lugar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa, camarada Fagner, que texto enorme&#8230; sinceramente há tanta coisa que fica difícil dialogar, já que não há um tema no texto. Só acho uma pena o quanto seu escrito passa distante do que aquilo que entendo que importa ao MPL, que é o fazer político.<br />
É uma grande limitação (de uma das teses) do texto o fetichismo com a &#8220;classe trabalhadora&#8221;, proletária, ou a busca desejada por um vínculo empregatício (formal?) com o mercado de trabalho para se fazer a luta na cidade. Mesmo os dados mais frios e conservadores mostram o quanto o &#8220;precariado&#8221;é a característica principal da juventude hoje no Brasil e no mundo. Criticar um movimento social por conta da ausência (valeria um survey sobre o assunto) de vínculos empregatícios soa absurdo. </p>
<p>Fora os inúmeros argumentos de autoridade totalmente despropositados, ou mesmo sem sentido, como &#8220;A autonomia, para mim, é quando os trabalhadores praticam a autogestão das lutas, abrindo espaço para a autogestão da sociedade&#8221; (no comentário), ou &#8220;O que importa são as relações sociais que o movimento é capaz de difundir e, para difundi-las, é preciso que a energia do movimento seja direcionada para as lutas dos trabalhadores&#8221; [quem são os trabalhadores pelos quais você fala ?], ou  &#8220;O principal risco de burocratização no MPL (e, em grande medida, a burocratização já está em curso) é o resultante da política identitária hoje hegemônica no movimento&#8221; [política identitária no MPL ?]. </p>
<p>A crítica à ideia de autonomia no movimento é feita a partir da nostalgia do proletariado (de um único proletariado possível, pelo que se entende do pensamento do autor). Ideias fora de lugar.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Hermano		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/06/105129/#comment-292649</link>

		<dc:creator><![CDATA[Hermano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2015 13:08:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[catraca livre em conflito laboral entre motoristas e empresa de transporte em Buenos Aires, iniciativa dos trabalhadores.

http://izquierdadiario.com.ar/El-duro-conflicto-de-los-trabajadores-de-la-Linea-60]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>catraca livre em conflito laboral entre motoristas e empresa de transporte em Buenos Aires, iniciativa dos trabalhadores.</p>
<p><a href="http://izquierdadiario.com.ar/El-duro-conflicto-de-los-trabajadores-de-la-Linea-60" rel="nofollow ugc">http://izquierdadiario.com.ar/El-duro-conflicto-de-los-trabajadores-de-la-Linea-60</a></p>
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