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	Comentários sobre: Tempestade Perfeita? A oposição de direita e os desafios para a extrema esquerda (2)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/07/105331/#comment-295726</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Jul 2015 04:28:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro, depois de doadas para os diretórios estes precisam reencaminhar as verbas para os candidatos, e quando fazem isso a grana sai &quot;vinculada&quot; à origem, e é aí que se pode saber de onde veio e para onde foi. Ainda assim isso não ocorre sempre e com todos os partidos. Muitos candidatos exigem, como estratégia eleitoral (e só quando são candidatos de peso, por exemplo Romário e Serra) que seja apagada a origem. Só &quot;podem&quot; fazer isso quem tem poder suficiente pra não ter rabo preso à vista de todos (o que não significa que não tenham às escuras...). Neste caso a verba entra para o diretório e o diretório faz uma doação para o candidato, desvinculada. Nas tabelas que elaborei (tanto de presidencia quanto de governo, senado e deputados federais) apenas vinculei o que estava vinculado, muito embora alguns casos fosse possível presumir a origem, por exemplo um entrada no diretório de R$ 55,650.00 e uma saída, encaminhando para algum candidato, de R$ 55,650.00 no mesmo dia, como se fosse proveniente do diretório...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro, depois de doadas para os diretórios estes precisam reencaminhar as verbas para os candidatos, e quando fazem isso a grana sai &#8220;vinculada&#8221; à origem, e é aí que se pode saber de onde veio e para onde foi. Ainda assim isso não ocorre sempre e com todos os partidos. Muitos candidatos exigem, como estratégia eleitoral (e só quando são candidatos de peso, por exemplo Romário e Serra) que seja apagada a origem. Só &#8220;podem&#8221; fazer isso quem tem poder suficiente pra não ter rabo preso à vista de todos (o que não significa que não tenham às escuras&#8230;). Neste caso a verba entra para o diretório e o diretório faz uma doação para o candidato, desvinculada. Nas tabelas que elaborei (tanto de presidencia quanto de governo, senado e deputados federais) apenas vinculei o que estava vinculado, muito embora alguns casos fosse possível presumir a origem, por exemplo um entrada no diretório de R$ 55,650.00 e uma saída, encaminhando para algum candidato, de R$ 55,650.00 no mesmo dia, como se fosse proveniente do diretório&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: dúvida metodológica		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/07/105331/#comment-295692</link>

		<dc:creator><![CDATA[dúvida metodológica]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2015 21:55:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[pablo,
como vc fez para contabilizar as doações de campanha que são feitas para os diretórios e não para os candidatos? se não me engano tem um truque aí que a empresa consegue driblar a transparência doando para os partidos que doam para os candidatos, não é assim? vc superou esse problema? se sim como se não quanto de dinheiro tá &quot;maquiado&quot; nessa história?

obrigado,
um abraço!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>pablo,<br />
como vc fez para contabilizar as doações de campanha que são feitas para os diretórios e não para os candidatos? se não me engano tem um truque aí que a empresa consegue driblar a transparência doando para os partidos que doam para os candidatos, não é assim? vc superou esse problema? se sim como se não quanto de dinheiro tá &#8220;maquiado&#8221; nessa história?</p>
<p>obrigado,<br />
um abraço!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lage		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/07/105331/#comment-295143</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lage]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Jul 2015 00:56:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá Pablo,

Antes de tudo, parabéns pela iniciativa. Apoio esse tipo de empreitada teórica que vê as frações de classe (tanto burguesas como proletárias), e não se esgota numa simples polarização.
Eu também compartilho com você a hipótese de que a burguesia está &quot;rachada&quot;, e uma parte forte quer o PT fora do mapa. Acrescento a essa hipótese que a parte da burguesia que &quot;rachou&quot; é aquela que não se beneficiou diretamente com as medidas anti cíclicas de 2009-2010 - ou não se beneficiou o suficiente diante da outra ala. É novidade na história nacional a prisão de executivos e presidentes de empresas que se beneficiaram diretamente com o governo Lula. Esse cenário revela que a burguesia está cortando a própria carne. A polarização que veja é: de um lado, as construtoras, a turma do Abílio Dinis, e figuras como Eike Batista (que se aproveitaram de contratos públicos e que foram destroçadas na Lava Jato) vs Paulo Lemann, Marinhos e sua trupe de empresários. Bem, sobre isso, espero que você nos ajude a desvendar. 

Além disso, vou arriscar aqui uma enumeração das razões do &quot;declínio do governo Dilma&quot; e colocar algumas questões novas. Primeiro as razões que você aponta:

1) o esgotamento de ciclo das commodities - e portanto, a impossibilidade material da conciliação de classes empreendida desde 2003 (apesar de gestada anteriormente). Esse é uma clássico dilema social-democrata: quando vem um &quot;crise&quot; do capital, a corta estoura pro lado mais fraco. Essa situação foi vivida por diversos partidos europeus. Vale a pena esse resgate.

2) sem conseguir conciliar: há a perda do controle das manifestações dos trabalhadores. Parabéns pela utilização dos dados de greve. Gosto muitos desses dados e é mesmo ruim que não tenham saído os dados de 2013. Certamente são maiores que 2012, e os de 2014 maiores que de 2013. Esse é um dado que problematiza aqueles que veem apenas &quot;nas ruas&quot; as ações de classe. Mais efetivo que as ruas são as manifestações nos locais de trabalho, que afetam diretamente a produção de capital e, portanto, tem maior peso na luta de classes e nas conjunturas.

3) A aproximação seletiva com setores da burguesia em detrimentos de outros. Essa é uma hipótese que acredito está subentendida e que precisa ser melhor  elaborada. E ela é resultado da oposição que hoje ocorre dentro da burguesia ao PT.

4) A construção de um ideário &quot;classe médica&quot;, ou &quot;empreendedor&quot;, que virou-se contra o feiticeiro. É nítido que o próprio governo é o maior propagandeador desse ideário. Como exemplo basta ver os nomes que dirigem o IPEA. Começou com Márcio Pochman, um crítico da classe médio; ele foi logo trocado por Marcelo Neri, o idealizador da &quot;nova classe média&quot;; e agora está com Jessé de Souza, o &quot;idealizador dos batalhadores&quot;, ou seja, do pobre que virou empreendedor - uma versão &quot;melhorada&quot; da nova classe média. 

Por fim, eu somaria a todas essas uma quinta razão para o estado em que estamos e a desmoralização completa do governo Dilma.

5) uma questão geracional. A hipótese é simples: para grande parte da juventude o PT é o partido da ordem – pois a experiência política de um geração inteira de deu com o PT no governo. Quem em 2003 tinha 15 anos, hoje tem 27 viveu todo seu percurso de entrada no mercado de trabalho, primeiro emprego, constituição de família, e etc, sob o governo petista. De um ponto de vista imediato, a responsabilidade das mazelas que essa geração vive cai no colo do partido.

Aguardo a análise dos setores e as frações burguesas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Pablo,</p>
<p>Antes de tudo, parabéns pela iniciativa. Apoio esse tipo de empreitada teórica que vê as frações de classe (tanto burguesas como proletárias), e não se esgota numa simples polarização.<br />
Eu também compartilho com você a hipótese de que a burguesia está &#8220;rachada&#8221;, e uma parte forte quer o PT fora do mapa. Acrescento a essa hipótese que a parte da burguesia que &#8220;rachou&#8221; é aquela que não se beneficiou diretamente com as medidas anti cíclicas de 2009-2010 &#8211; ou não se beneficiou o suficiente diante da outra ala. É novidade na história nacional a prisão de executivos e presidentes de empresas que se beneficiaram diretamente com o governo Lula. Esse cenário revela que a burguesia está cortando a própria carne. A polarização que veja é: de um lado, as construtoras, a turma do Abílio Dinis, e figuras como Eike Batista (que se aproveitaram de contratos públicos e que foram destroçadas na Lava Jato) vs Paulo Lemann, Marinhos e sua trupe de empresários. Bem, sobre isso, espero que você nos ajude a desvendar. </p>
<p>Além disso, vou arriscar aqui uma enumeração das razões do &#8220;declínio do governo Dilma&#8221; e colocar algumas questões novas. Primeiro as razões que você aponta:</p>
<p>1) o esgotamento de ciclo das commodities &#8211; e portanto, a impossibilidade material da conciliação de classes empreendida desde 2003 (apesar de gestada anteriormente). Esse é uma clássico dilema social-democrata: quando vem um &#8220;crise&#8221; do capital, a corta estoura pro lado mais fraco. Essa situação foi vivida por diversos partidos europeus. Vale a pena esse resgate.</p>
<p>2) sem conseguir conciliar: há a perda do controle das manifestações dos trabalhadores. Parabéns pela utilização dos dados de greve. Gosto muitos desses dados e é mesmo ruim que não tenham saído os dados de 2013. Certamente são maiores que 2012, e os de 2014 maiores que de 2013. Esse é um dado que problematiza aqueles que veem apenas &#8220;nas ruas&#8221; as ações de classe. Mais efetivo que as ruas são as manifestações nos locais de trabalho, que afetam diretamente a produção de capital e, portanto, tem maior peso na luta de classes e nas conjunturas.</p>
<p>3) A aproximação seletiva com setores da burguesia em detrimentos de outros. Essa é uma hipótese que acredito está subentendida e que precisa ser melhor  elaborada. E ela é resultado da oposição que hoje ocorre dentro da burguesia ao PT.</p>
<p>4) A construção de um ideário &#8220;classe médica&#8221;, ou &#8220;empreendedor&#8221;, que virou-se contra o feiticeiro. É nítido que o próprio governo é o maior propagandeador desse ideário. Como exemplo basta ver os nomes que dirigem o IPEA. Começou com Márcio Pochman, um crítico da classe médio; ele foi logo trocado por Marcelo Neri, o idealizador da &#8220;nova classe média&#8221;; e agora está com Jessé de Souza, o &#8220;idealizador dos batalhadores&#8221;, ou seja, do pobre que virou empreendedor &#8211; uma versão &#8220;melhorada&#8221; da nova classe média. </p>
<p>Por fim, eu somaria a todas essas uma quinta razão para o estado em que estamos e a desmoralização completa do governo Dilma.</p>
<p>5) uma questão geracional. A hipótese é simples: para grande parte da juventude o PT é o partido da ordem – pois a experiência política de um geração inteira de deu com o PT no governo. Quem em 2003 tinha 15 anos, hoje tem 27 viveu todo seu percurso de entrada no mercado de trabalho, primeiro emprego, constituição de família, e etc, sob o governo petista. De um ponto de vista imediato, a responsabilidade das mazelas que essa geração vive cai no colo do partido.</p>
<p>Aguardo a análise dos setores e as frações burguesas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/07/105331/#comment-294664</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Jul 2015 23:04:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Lucas, obrigado pelo comentário. Na terceira parte é que ficará clara a tese do texto, fruto da pesquisa, e ali vou tecer alguns apontamentos sobre os atritos entre gestores e entre burguesias, que a meu ver estão por trás da oposição de direita ao PT. Ainda assim, a pesquisa é apenas uma parte do que seria necessário para entender todo o cenário. Ela acabou, por questões de limitações físicas (me exauri nela), se limitando à particularidade dos atritos no cenário &quot;nacional&quot;, sendo que os atritos internacionais foram apenas pinçados aqui e ali, não obstante seu caráter determinante na própria configuração dos atritos &quot;nacionais&quot;. É importante a questão que você colocou sobre os cargos de médio escalão das forças jurídicas e de repressão, mas nutro uma profunda desconfiança quanto ao caráter de autonomia desses setores frente ao grande capital. Eles são pagos, são subornados, e são ameaçados e mortos nos casos em que se levantam contra o poder. Não sei se você chegou a ver o caso da juíza Patricia Acioli.
De todo modo, como alertei na primeira parte, é uma pesquisa que lança hipóteses e que se põe na roda esperando dialogar com camaradas para quem sabe o diálogo e a soma leve a entendermos melhor essa conjuntura e a que possamos, então, delimitar melhor nossas estratégias de luta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Lucas, obrigado pelo comentário. Na terceira parte é que ficará clara a tese do texto, fruto da pesquisa, e ali vou tecer alguns apontamentos sobre os atritos entre gestores e entre burguesias, que a meu ver estão por trás da oposição de direita ao PT. Ainda assim, a pesquisa é apenas uma parte do que seria necessário para entender todo o cenário. Ela acabou, por questões de limitações físicas (me exauri nela), se limitando à particularidade dos atritos no cenário &#8220;nacional&#8221;, sendo que os atritos internacionais foram apenas pinçados aqui e ali, não obstante seu caráter determinante na própria configuração dos atritos &#8220;nacionais&#8221;. É importante a questão que você colocou sobre os cargos de médio escalão das forças jurídicas e de repressão, mas nutro uma profunda desconfiança quanto ao caráter de autonomia desses setores frente ao grande capital. Eles são pagos, são subornados, e são ameaçados e mortos nos casos em que se levantam contra o poder. Não sei se você chegou a ver o caso da juíza Patricia Acioli.<br />
De todo modo, como alertei na primeira parte, é uma pesquisa que lança hipóteses e que se põe na roda esperando dialogar com camaradas para quem sabe o diálogo e a soma leve a entendermos melhor essa conjuntura e a que possamos, então, delimitar melhor nossas estratégias de luta.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/07/105331/#comment-294583</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Jul 2015 00:34:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[muito necessária a pesquisa, parabéns. Necessária para combater o pensamento mecânico primário e derrotista que vê todo governo burguês como um avatar idêntico do capital, sem buscar entender as contradições internas. 
Pelo próprio fato de que a extrema-esquerda é pequena e está bastante distante das esferas de poder constituído, as análises ficam no campo das movimentações econômicas segundo os estratos da cadeia produtiva. Acredito que nos revelaria também muita informação a respeito das contradições entre as forças que dominam e disputam o Estado brasileiro a análise dos cargos de médio escalão das forças jurídicas e de repressão. São inúmeras figuras espalhadas pelo país, que não atuam em unidade e que certamente não respondem a uma ou duas influências econômicas; são mais permeados por ideologias dado seu poder decisório de pequena escala. São delegados, juízes, procuradores, etc, respondendo a poderes regionais e à lógica da ascensão burocrática. Se bem essa classe não tem a potência de definir as regras do jogo, são uma peça de suma importância em momentos de crise, como estamos vendo agora no país.
Um exemplo de como isso se liga ao tema do texto é a forma como alguns setores tem um objetivo obstinado de exterminar o Lula. 
Oras, depois de 8 anos no poder é bastante claro para qualquer brasileiro sério que Lula não é uma ameaça comunista ao país. Creio que setores populares compram o anti-lulismo ao associar a figura a um tipo de sindicalismo gangsterista, e esse é exatamente o discurso dos setores de dentro do Estado que combatem os grupos de influência do lulismo, de forma bastante análoga à Petrobrás, como apareceu nos comentários da parte 1.
Creio que esse lado da análise iria em direção ao princípio da sobre-determinação, da luta entre gestores. Mas sem uma análise mais global a respeito dos setores econômicos não seria possível ter um retrato geral das tendências.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>muito necessária a pesquisa, parabéns. Necessária para combater o pensamento mecânico primário e derrotista que vê todo governo burguês como um avatar idêntico do capital, sem buscar entender as contradições internas.<br />
Pelo próprio fato de que a extrema-esquerda é pequena e está bastante distante das esferas de poder constituído, as análises ficam no campo das movimentações econômicas segundo os estratos da cadeia produtiva. Acredito que nos revelaria também muita informação a respeito das contradições entre as forças que dominam e disputam o Estado brasileiro a análise dos cargos de médio escalão das forças jurídicas e de repressão. São inúmeras figuras espalhadas pelo país, que não atuam em unidade e que certamente não respondem a uma ou duas influências econômicas; são mais permeados por ideologias dado seu poder decisório de pequena escala. São delegados, juízes, procuradores, etc, respondendo a poderes regionais e à lógica da ascensão burocrática. Se bem essa classe não tem a potência de definir as regras do jogo, são uma peça de suma importância em momentos de crise, como estamos vendo agora no país.<br />
Um exemplo de como isso se liga ao tema do texto é a forma como alguns setores tem um objetivo obstinado de exterminar o Lula.<br />
Oras, depois de 8 anos no poder é bastante claro para qualquer brasileiro sério que Lula não é uma ameaça comunista ao país. Creio que setores populares compram o anti-lulismo ao associar a figura a um tipo de sindicalismo gangsterista, e esse é exatamente o discurso dos setores de dentro do Estado que combatem os grupos de influência do lulismo, de forma bastante análoga à Petrobrás, como apareceu nos comentários da parte 1.<br />
Creio que esse lado da análise iria em direção ao princípio da sobre-determinação, da luta entre gestores. Mas sem uma análise mais global a respeito dos setores econômicos não seria possível ter um retrato geral das tendências.</p>
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