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	Comentários sobre: O MPL está em coma, mas ainda não morreu	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Paulo Falcão		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/08/105744/#comment-308346</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Falcão]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Jan 2016 16:13:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Convite para ler e comentar:
O MOVIMENTO PASSE LIVRE E O ALMOÇO GRÁTIS.
TUDO BEM PRA VOCÊ PAGAR A CONTA?
http://wp.me/p4alqY-mP]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Convite para ler e comentar:<br />
O MOVIMENTO PASSE LIVRE E O ALMOÇO GRÁTIS.<br />
TUDO BEM PRA VOCÊ PAGAR A CONTA?<br />
<a href="http://wp.me/p4alqY-mP" rel="nofollow ugc">http://wp.me/p4alqY-mP</a></p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: opcao		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/08/105744/#comment-299020</link>

		<dc:creator><![CDATA[opcao]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2015 20:04:31 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[parece que ainda está disponível o conteúdo em outra postagem. http://www.midiaindependente.org/es/red/2015/08/544056.shtml]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>parece que ainda está disponível o conteúdo em outra postagem. <a href="http://www.midiaindependente.org/es/red/2015/08/544056.shtml" rel="nofollow ugc">http://www.midiaindependente.org/es/red/2015/08/544056.shtml</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: e agora cmi?		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/08/105744/#comment-299018</link>

		<dc:creator><![CDATA[e agora cmi?]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2015 19:31:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A página que &quot;E agora Maria?&quot; publicou foi removida do CMI. Pode-se verificar o conteúdo no cache do google. O movimento pode ter morrido, mas o estalinismo tá vivo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A página que &#8220;E agora Maria?&#8221; publicou foi removida do CMI. Pode-se verificar o conteúdo no cache do google. O movimento pode ter morrido, mas o estalinismo tá vivo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Militante		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/08/105744/#comment-298802</link>

		<dc:creator><![CDATA[Militante]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2015 15:40:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu acho que a questão é que, dentro de cada grupo social, sempre existem outros grupos sociais. E, dentro destes, sempre existem outros mais. Então, se existem, dentro de um grupo social mais amplo (um grupo A), dois grupos que praticam mutuamente o trashing (um grupo a’ e um grupo a’’), não se trata de pensar o trashing como prática individual, desviando-se da perspectiva de Jo Freeman, mesmo porque isso, uma prática restrita ao indivíduo, simplesmente não existe. Trata-se de pensá-lo como prática que se desenvolve na relação entre grupos sociais (o grupo a’ e o grupo a’’), existentes dentro de um grupo social mais amplo (o grupo A). Nesse sentido, seria um mecanismo que, sendo praticado por a’ contra a’’, e vice-versa, e toda “prática por” é uma “prática contra”, se verifica em ambos. Então, é possível que, dentro de um coletivo A, um grupo de pessoas a’ (que têm determinadas afinidades) pratique o trashing contra um grupo de pessoas a’’ (que têm outras afinidades), e vice-versa. Será que não foi isso o que aconteceu, segundo os autores do texto? E será que, em ambos, a&#039; e a&#039;&#039;, não se verificaram os problemas, ou parte dos problemas, apontados no terceiro parágrafo do comentário de Grouxo?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu acho que a questão é que, dentro de cada grupo social, sempre existem outros grupos sociais. E, dentro destes, sempre existem outros mais. Então, se existem, dentro de um grupo social mais amplo (um grupo A), dois grupos que praticam mutuamente o trashing (um grupo a’ e um grupo a’’), não se trata de pensar o trashing como prática individual, desviando-se da perspectiva de Jo Freeman, mesmo porque isso, uma prática restrita ao indivíduo, simplesmente não existe. Trata-se de pensá-lo como prática que se desenvolve na relação entre grupos sociais (o grupo a’ e o grupo a’’), existentes dentro de um grupo social mais amplo (o grupo A). Nesse sentido, seria um mecanismo que, sendo praticado por a’ contra a’’, e vice-versa, e toda “prática por” é uma “prática contra”, se verifica em ambos. Então, é possível que, dentro de um coletivo A, um grupo de pessoas a’ (que têm determinadas afinidades) pratique o trashing contra um grupo de pessoas a’’ (que têm outras afinidades), e vice-versa. Será que não foi isso o que aconteceu, segundo os autores do texto? E será que, em ambos, a&#8217; e a&#8221;, não se verificaram os problemas, ou parte dos problemas, apontados no terceiro parágrafo do comentário de Grouxo?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Grouxo Marxista		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/08/105744/#comment-298734</link>

		<dc:creator><![CDATA[Grouxo Marxista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2015 23:08:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acho importante a iniciativa de sistematizar o debate até agora feito pelas dissidências do MPL e se posicionar publicamente a respeito. Nesse sentido os companheiros expressam uma importante prática anti-burocrática, que é a do debate pública sobre as questões de organização e estratégia do movimento. Com isso dito, no entanto, gostaria de pontuar algumas discordâncias com as reflexões (ou afirmações consensuadas) colocadas no texto.

A QUESTÃO DO THRASHING

A definição do thrashing do coletivo é insuficiente e facilita a confusão em torno da prática. A prática que Jo Freeman denunciou não é apenas a prática de tentar resolver divergências políticas através de ataques pessoais (ou a transformação de um em outro). 

Trata-se de uma prática em que se busca anular a totalidade das contribuições de um indivíduo ao projeto político por uma série de motivos: divergências políticas, inadequação a certas normas de comportamento e identidade implícitas (ou explícitas) em uma dada comunidade, às quais se somam desavenças pessoais. Um exemplo de norma implícita é a tal da &quot;fala arrogante&quot;, outra seria colocar suas divergências abertamente, outra ainda seria a primazia das reuniões sobre todos as outras práticas coletivas de luta, ou ainda a participação na &quot;cerveja pós reunião&quot; etc. etc. Estou colocando exemplos genéricos que percebo não só em Goiânia, mas que ficaram claros pra mim em Salvador, São Paulo e na militância autonomista em geral. A comunidade autonomista/libertária (seja em sua fração identitária ou classista) é uma das mais herméticas que já conheci. Seus mecanismos de depuração interna são bastante implacáveis. Mas veja só: são mecanismos, não são práticas individuais.

Dessa maneira, só pode ser um empreendimento coletivo, nunca individual. Por isso, me parece sem sentido colocar que existiu &quot;thrashing mútuo&quot; ou, como os colegas de Salvador, que &quot;os praticantes de thrashing foram colocados em observação&quot;. O thrashing vem de uma dinâmica organizativa particular, não de indivíduos ou interesses específicos. O efeito, no entanto, é sempre pessoal. Como coloca a Jo Freeman, poucas coisas são tão violentas quanto sentir que sua própria existência é nociva ao movimento e às causas em que você acredita e que o melhor seria desaparecer. Por isso é difícil conseguir achar pessoas como a própria Jo, que conseguem articular o processo que sofreram racionalmente e colocar essas questões perante o grupo.

Trata-se de uma prática que penso sempre se encontrar em embrião dentro de ambientes em que qualquer divergência constante inviabiliza a prática política do coletivo, ou seja, penso que é especialmente presente em movimentos sociais que buscam resolver pela via do consenso suas divergências e heterogeneidade em termo de interesses e políticas. Ou em que a forma de resolver essa divergência se encontra nos laços criados fora dos espaços de produção ou exploração: seja os laços do bar, da afinidade, os casos, familiares etc.

Convido os camaradas, portanto, a pensar como combater o mal nos seus mecanismos: no hermetismo no grupo, na sua dificuldade de lidar com divergências, no disfarce fácil que vem das desavenças pessoais, na existência de códigos de comportamento implícitos; e enfatizar o caráter de massa, pautado em lutas concretas e com o menor número possível de entraves à participação, intervenção e transformação dos rumos do movimento. Vejo que estão querendo avançar nesse sentido. Porém, penso que é aí que se encontra o ponto mais fraco do texto, que se reduz a reafirmação ideológica dos postulados afirmados no Encontro Nacional do MPL em 2013. Vou comentar sobre isso posteriormente, porque tenho que sair de casa agora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho importante a iniciativa de sistematizar o debate até agora feito pelas dissidências do MPL e se posicionar publicamente a respeito. Nesse sentido os companheiros expressam uma importante prática anti-burocrática, que é a do debate pública sobre as questões de organização e estratégia do movimento. Com isso dito, no entanto, gostaria de pontuar algumas discordâncias com as reflexões (ou afirmações consensuadas) colocadas no texto.</p>
<p>A QUESTÃO DO THRASHING</p>
<p>A definição do thrashing do coletivo é insuficiente e facilita a confusão em torno da prática. A prática que Jo Freeman denunciou não é apenas a prática de tentar resolver divergências políticas através de ataques pessoais (ou a transformação de um em outro). </p>
<p>Trata-se de uma prática em que se busca anular a totalidade das contribuições de um indivíduo ao projeto político por uma série de motivos: divergências políticas, inadequação a certas normas de comportamento e identidade implícitas (ou explícitas) em uma dada comunidade, às quais se somam desavenças pessoais. Um exemplo de norma implícita é a tal da &#8220;fala arrogante&#8221;, outra seria colocar suas divergências abertamente, outra ainda seria a primazia das reuniões sobre todos as outras práticas coletivas de luta, ou ainda a participação na &#8220;cerveja pós reunião&#8221; etc. etc. Estou colocando exemplos genéricos que percebo não só em Goiânia, mas que ficaram claros pra mim em Salvador, São Paulo e na militância autonomista em geral. A comunidade autonomista/libertária (seja em sua fração identitária ou classista) é uma das mais herméticas que já conheci. Seus mecanismos de depuração interna são bastante implacáveis. Mas veja só: são mecanismos, não são práticas individuais.</p>
<p>Dessa maneira, só pode ser um empreendimento coletivo, nunca individual. Por isso, me parece sem sentido colocar que existiu &#8220;thrashing mútuo&#8221; ou, como os colegas de Salvador, que &#8220;os praticantes de thrashing foram colocados em observação&#8221;. O thrashing vem de uma dinâmica organizativa particular, não de indivíduos ou interesses específicos. O efeito, no entanto, é sempre pessoal. Como coloca a Jo Freeman, poucas coisas são tão violentas quanto sentir que sua própria existência é nociva ao movimento e às causas em que você acredita e que o melhor seria desaparecer. Por isso é difícil conseguir achar pessoas como a própria Jo, que conseguem articular o processo que sofreram racionalmente e colocar essas questões perante o grupo.</p>
<p>Trata-se de uma prática que penso sempre se encontrar em embrião dentro de ambientes em que qualquer divergência constante inviabiliza a prática política do coletivo, ou seja, penso que é especialmente presente em movimentos sociais que buscam resolver pela via do consenso suas divergências e heterogeneidade em termo de interesses e políticas. Ou em que a forma de resolver essa divergência se encontra nos laços criados fora dos espaços de produção ou exploração: seja os laços do bar, da afinidade, os casos, familiares etc.</p>
<p>Convido os camaradas, portanto, a pensar como combater o mal nos seus mecanismos: no hermetismo no grupo, na sua dificuldade de lidar com divergências, no disfarce fácil que vem das desavenças pessoais, na existência de códigos de comportamento implícitos; e enfatizar o caráter de massa, pautado em lutas concretas e com o menor número possível de entraves à participação, intervenção e transformação dos rumos do movimento. Vejo que estão querendo avançar nesse sentido. Porém, penso que é aí que se encontra o ponto mais fraco do texto, que se reduz a reafirmação ideológica dos postulados afirmados no Encontro Nacional do MPL em 2013. Vou comentar sobre isso posteriormente, porque tenho que sair de casa agora.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: E agora Maria?		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/08/105744/#comment-298408</link>

		<dc:creator><![CDATA[E agora Maria?]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2015 21:01:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sobre o segundo comentário da Mayara V, de que não lembra de ter vetado ninguem por falta de confiança política, é necessário ler uma mensagem assinada pelo Coletivo de Mulheres do MPL-SP (e publicada no CMI: http://midiaindependente.org/pt/blue/2015/08/544058.shtml). Pode ser que ninguém tenha vetadado ninguém, mas o discurso da &quot;desconfiança política&quot; contra os que pensam e atuam de forma diferente do Coletivo de Mulheres serviu como argumento para pedir o adiamento de um debate sobre conjuntura. Parece haver um ranço autoritário nesse tipo de postura do Coletivo de Mulheres do MPL-SP.

--------------------------

&quot;Carxs militantes,

Como a maioria de nós ja sabe, houve há alguns meses uma série de agressões de um militante até então ligado ao MPL-RJ a uma companheira do mesmo coletivo. As agressões foram expostas em uma carta publicizada
por um coletivo feminista desta cidade. O Passa Palavra abriu espaço para a publicação de um ?direito de resposta?, que mais ameaçava do que respondia àquela carta, ainda que essa não tivesse sido veiculada
inicialmente por meio do Passa Palavra. Isso gerou um extenso debate em espaços informais e no próprio site.

Muitas mulheres do coletivo MPL-SP estão extremamente incomodadas com a publicação do Passa Palavra, por abrir espaço de ?resposta? a um agressor em detrimento ao espaço destinado à denúncia de agressão ou a qualquer discussão sobre as práticas machistas, por antecipar ou realizar, ainda que apenas nos comentários, uma discussão que deveria ter sido realizada em todo o coletivo ? enquanto agressão machista a uma companheira e enquanto fato político dentro da federação do mpl- por instrumentalizar a dor de uma companheira para combater um chamado feminismo excludente e pelo posicionamento, ou falta deste, de
companheiros que fazem parte de ambos coletivos.

Realizamos uma reunião de mulheres na qual foi expressado o extremo desconforto e falta de confiança política nestes militantes. Em função desta situação a maioria de nós não conseguiu participar de atividades
do movimento desde a publicação do Passa Palavra, como o encontro com garis ou atividades políticas como a jornada em solidariedade aos 43 desaparecidos de Ayotzinapa.

A atividade de troca com os garis, por exemplo, foi um evento sintomático de como o processo afetou a militância e participação política das mulheres, bem como a forma como alguns companheiros tratam ou valorizam a relação com o Passa Palavra em detrimento das próprias companheiras de militância: a atividade foi chamada em espaços formais como uma troca dos garis com o coletivo do MPL e na prática o que se deu
foi um esvaziamento dos espaços por parte das mulheres ? que se sentiam ofendidas pela postura de desrespeito dos companheiros e do Passa Palavra ? e ampla presença justamente de membros do coletivo Passa Palavra. Observamos essa postura como uma continuidade da agressão à companheira do Rio e uma agressão à militância cotidiana de mulheres do MPL. Ainda, no dia seguinte, em que os garis iriam permanecer em São
Paulo para conhecer experiências de militância DO MPL, foi realizado um evento com eles que sequer foi chamado nos espaços formais, e que as pouquíssimas mulheres do movimento que foram ?arbitrariamente?
convidadas não compareceram novamente pelo extremo desconforto em realizar atividades políticas com militantes do Passa Palavra neste contexto. Mais uma vez, usando o nome do movimento que todxs nós
construímos, criou-se um espaço político em que as mulheres do movimento passe livre não estavam, e o Passa Palavra estava.

Assim, decidimos em nossa reunião, que não há possibilidade de realizar uma reunião sobre conjuntura sem antes discutir as implicações do ocorrido dentro do nosso coletivo, porque o que se passou no coletivo do Rio e em seus desdobramentos é sintomático e um dado conjuntural de como o machismo está presente nos nossos meios de militância e os coletivos tem a responsabilidade política de lidar com isso. Os desdobramentos da agressão no rio nos colocam a possibilidade e a necessidade de discutir e avançar em questões que já existem em nosso coletivo há certo tempo.

No entanto, avaliamos que todo este processo têm acontecido sem respeitar quem sempre apontamos como a principal ofendida pela agressão: a mulher agredida. Estamos todxs discutindo o caso sem a presença da
companheira e quiça sem sua consciência e permissão. Dessa forma, ainda que avaliando as possíveis consequências negativas, gostaríamos de adiar a reunião de conjuntura, por avaliar que não conseguiríamos fazê-la e por considerar que esse momento pode ser especialmente frutífero para discussões de gênero dentro e fora do MPL.

Assim, propomos que nosso calendário se altere para que haja tempo de falar com a companheira e nos prepararmos para uma reunião sobre o caso no dia 21 de Junho, domingo à tarde, deixando a discussão de conjuntura para ser remarcada a partir desta atividade.

Coletivo de Mulheres do MPL ? São Paulo&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre o segundo comentário da Mayara V, de que não lembra de ter vetado ninguem por falta de confiança política, é necessário ler uma mensagem assinada pelo Coletivo de Mulheres do MPL-SP (e publicada no CMI: <a href="http://midiaindependente.org/pt/blue/2015/08/544058.shtml" rel="nofollow ugc">http://midiaindependente.org/pt/blue/2015/08/544058.shtml</a>). Pode ser que ninguém tenha vetadado ninguém, mas o discurso da &#8220;desconfiança política&#8221; contra os que pensam e atuam de forma diferente do Coletivo de Mulheres serviu como argumento para pedir o adiamento de um debate sobre conjuntura. Parece haver um ranço autoritário nesse tipo de postura do Coletivo de Mulheres do MPL-SP.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p>&#8220;Carxs militantes,</p>
<p>Como a maioria de nós ja sabe, houve há alguns meses uma série de agressões de um militante até então ligado ao MPL-RJ a uma companheira do mesmo coletivo. As agressões foram expostas em uma carta publicizada<br />
por um coletivo feminista desta cidade. O Passa Palavra abriu espaço para a publicação de um ?direito de resposta?, que mais ameaçava do que respondia àquela carta, ainda que essa não tivesse sido veiculada<br />
inicialmente por meio do Passa Palavra. Isso gerou um extenso debate em espaços informais e no próprio site.</p>
<p>Muitas mulheres do coletivo MPL-SP estão extremamente incomodadas com a publicação do Passa Palavra, por abrir espaço de ?resposta? a um agressor em detrimento ao espaço destinado à denúncia de agressão ou a qualquer discussão sobre as práticas machistas, por antecipar ou realizar, ainda que apenas nos comentários, uma discussão que deveria ter sido realizada em todo o coletivo ? enquanto agressão machista a uma companheira e enquanto fato político dentro da federação do mpl- por instrumentalizar a dor de uma companheira para combater um chamado feminismo excludente e pelo posicionamento, ou falta deste, de<br />
companheiros que fazem parte de ambos coletivos.</p>
<p>Realizamos uma reunião de mulheres na qual foi expressado o extremo desconforto e falta de confiança política nestes militantes. Em função desta situação a maioria de nós não conseguiu participar de atividades<br />
do movimento desde a publicação do Passa Palavra, como o encontro com garis ou atividades políticas como a jornada em solidariedade aos 43 desaparecidos de Ayotzinapa.</p>
<p>A atividade de troca com os garis, por exemplo, foi um evento sintomático de como o processo afetou a militância e participação política das mulheres, bem como a forma como alguns companheiros tratam ou valorizam a relação com o Passa Palavra em detrimento das próprias companheiras de militância: a atividade foi chamada em espaços formais como uma troca dos garis com o coletivo do MPL e na prática o que se deu<br />
foi um esvaziamento dos espaços por parte das mulheres ? que se sentiam ofendidas pela postura de desrespeito dos companheiros e do Passa Palavra ? e ampla presença justamente de membros do coletivo Passa Palavra. Observamos essa postura como uma continuidade da agressão à companheira do Rio e uma agressão à militância cotidiana de mulheres do MPL. Ainda, no dia seguinte, em que os garis iriam permanecer em São<br />
Paulo para conhecer experiências de militância DO MPL, foi realizado um evento com eles que sequer foi chamado nos espaços formais, e que as pouquíssimas mulheres do movimento que foram ?arbitrariamente?<br />
convidadas não compareceram novamente pelo extremo desconforto em realizar atividades políticas com militantes do Passa Palavra neste contexto. Mais uma vez, usando o nome do movimento que todxs nós<br />
construímos, criou-se um espaço político em que as mulheres do movimento passe livre não estavam, e o Passa Palavra estava.</p>
<p>Assim, decidimos em nossa reunião, que não há possibilidade de realizar uma reunião sobre conjuntura sem antes discutir as implicações do ocorrido dentro do nosso coletivo, porque o que se passou no coletivo do Rio e em seus desdobramentos é sintomático e um dado conjuntural de como o machismo está presente nos nossos meios de militância e os coletivos tem a responsabilidade política de lidar com isso. Os desdobramentos da agressão no rio nos colocam a possibilidade e a necessidade de discutir e avançar em questões que já existem em nosso coletivo há certo tempo.</p>
<p>No entanto, avaliamos que todo este processo têm acontecido sem respeitar quem sempre apontamos como a principal ofendida pela agressão: a mulher agredida. Estamos todxs discutindo o caso sem a presença da<br />
companheira e quiça sem sua consciência e permissão. Dessa forma, ainda que avaliando as possíveis consequências negativas, gostaríamos de adiar a reunião de conjuntura, por avaliar que não conseguiríamos fazê-la e por considerar que esse momento pode ser especialmente frutífero para discussões de gênero dentro e fora do MPL.</p>
<p>Assim, propomos que nosso calendário se altere para que haja tempo de falar com a companheira e nos prepararmos para uma reunião sobre o caso no dia 21 de Junho, domingo à tarde, deixando a discussão de conjuntura para ser remarcada a partir desta atividade.</p>
<p>Coletivo de Mulheres do MPL ? São Paulo&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Susto 2		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/08/105744/#comment-298077</link>

		<dc:creator><![CDATA[Susto 2]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Aug 2015 16:35:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=105744#comment-298077</guid>

					<description><![CDATA[Todo o debate é muito pertinente. 

Particularmente, eu não concordo com o Legume que junho tenha sido o que houve de maior para o autonomismo. Isso porque eu penso em autonomia de verdade, vindo da sociedade e, assim, para mim a maior força autônoma da sociedade brasileira ficou demonstrada na forma como ela reagiu historicamente toda vez que o Estado começou a matar. Uma tradição antiga que passa pelas revoltas indígenas, escravas, Canudos, operárias, os morros do RJ, e teve seus últimos episódios durante as matanças de 2006 e 2012. 

No caso aqui a análise é importante para vermos os limites de organizações ideologicamente direcionadas, sua burocratização, cisões internas e, principalmente, o surgimento de novas elites e estruturas de poder. 

Tudo começou com a revolta do Buzú, teve Floripa como ponto máximo e várias particularidades históricas. Mas com a coincidência de os coxinhas terem confundido a luta contra o aumento com atos anticorrupção ou anti PT, ficou uma coisa na qual o MPL pensa que é dono da esquerda, o MPL-SP pensa que é dono do MPL e a Mayara Vivian pensa que é dona do MPL-SP. Nunca na minha vida eu teria imaginado, na pior das situações, uma cena tão grotesca de tão autoritária. E os devaneios da Mayara só existem porque realmente há um devaneio maior que foi plantado. È necessário muita autocrítica e muita discussão pra dar uma limpada nisso tudo. O risco para a esquerda é grande.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todo o debate é muito pertinente. </p>
<p>Particularmente, eu não concordo com o Legume que junho tenha sido o que houve de maior para o autonomismo. Isso porque eu penso em autonomia de verdade, vindo da sociedade e, assim, para mim a maior força autônoma da sociedade brasileira ficou demonstrada na forma como ela reagiu historicamente toda vez que o Estado começou a matar. Uma tradição antiga que passa pelas revoltas indígenas, escravas, Canudos, operárias, os morros do RJ, e teve seus últimos episódios durante as matanças de 2006 e 2012. </p>
<p>No caso aqui a análise é importante para vermos os limites de organizações ideologicamente direcionadas, sua burocratização, cisões internas e, principalmente, o surgimento de novas elites e estruturas de poder. </p>
<p>Tudo começou com a revolta do Buzú, teve Floripa como ponto máximo e várias particularidades históricas. Mas com a coincidência de os coxinhas terem confundido a luta contra o aumento com atos anticorrupção ou anti PT, ficou uma coisa na qual o MPL pensa que é dono da esquerda, o MPL-SP pensa que é dono do MPL e a Mayara Vivian pensa que é dona do MPL-SP. Nunca na minha vida eu teria imaginado, na pior das situações, uma cena tão grotesca de tão autoritária. E os devaneios da Mayara só existem porque realmente há um devaneio maior que foi plantado. È necessário muita autocrítica e muita discussão pra dar uma limpada nisso tudo. O risco para a esquerda é grande.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: daniel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/08/105744/#comment-298027</link>

		<dc:creator><![CDATA[daniel]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Aug 2015 01:01:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=105744#comment-298027</guid>

					<description><![CDATA[Parabéns,coletivo de Goiania!! Ótimo texto, com muitas reflexões importantes! Até agora parece ser o único dos MPLs que sistematizou as críticas que surgiram,há algum tempo, e elaborou um posicionamento sério sobre elas. É o que dá alguma esperança no MPL e na luta autÔnoma de massa.

Só acho que os comentadores estão em sua maioria deixando de tratar da questão mais importante trazida pelo texto, pelo menos na minha forma de ver: o MPL vai ser um movimento que vai se reconstruir permitindo uma pluralidade de idéias e de projetos (incluindo a questão dos gêneros) e vai tentar recuperar o terreno perdido desde junho de 2013 ou vai se fechar e deixar de pautar a luta pelo transporte público pela perspectiva da tarifa zero e da luta de classes? Acho que isso que o texto traz é mais importante do que a questão que está sendo debatida, do &quot;trabalho de base vs a agitação e propaganda&#039;. E é engraçado que apenas um coletivo da federação se posicionou ainda defendendo que o movimento autônomo deve ser plural e não deve ter práticas que deploramos e que vem dos grupos stalinistas, leninistas, etc...

Enfim, parabéns aos compas de Goiânia, por estar na vanguarda do debate!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns,coletivo de Goiania!! Ótimo texto, com muitas reflexões importantes! Até agora parece ser o único dos MPLs que sistematizou as críticas que surgiram,há algum tempo, e elaborou um posicionamento sério sobre elas. É o que dá alguma esperança no MPL e na luta autÔnoma de massa.</p>
<p>Só acho que os comentadores estão em sua maioria deixando de tratar da questão mais importante trazida pelo texto, pelo menos na minha forma de ver: o MPL vai ser um movimento que vai se reconstruir permitindo uma pluralidade de idéias e de projetos (incluindo a questão dos gêneros) e vai tentar recuperar o terreno perdido desde junho de 2013 ou vai se fechar e deixar de pautar a luta pelo transporte público pela perspectiva da tarifa zero e da luta de classes? Acho que isso que o texto traz é mais importante do que a questão que está sendo debatida, do &#8220;trabalho de base vs a agitação e propaganda&#8217;. E é engraçado que apenas um coletivo da federação se posicionou ainda defendendo que o movimento autônomo deve ser plural e não deve ter práticas que deploramos e que vem dos grupos stalinistas, leninistas, etc&#8230;</p>
<p>Enfim, parabéns aos compas de Goiânia, por estar na vanguarda do debate!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: mulher exasperada		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/08/105744/#comment-297992</link>

		<dc:creator><![CDATA[mulher exasperada]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Aug 2015 08:07:55 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[cara mayara vivian,
este comentário é somente para começar a comentar, então, brevemente, lá vamos nós:
seguinte, vi seu nome nesse comentário e, sem maldade, se um site pequeno construído por uma parte da esquerda está &quot;pregando morte as feministas e a todos os gays e movimentos negros que querem destruir a luta de classes&quot; (não está, e gostaria que você provasse o contrário, a partir da minha singela lógica e leitura), por que você dá entrevistas e teu nome aparece em veículos da grande mídia como folha de são paulo e estadão?
só achei estranho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>cara mayara vivian,<br />
este comentário é somente para começar a comentar, então, brevemente, lá vamos nós:<br />
seguinte, vi seu nome nesse comentário e, sem maldade, se um site pequeno construído por uma parte da esquerda está &#8220;pregando morte as feministas e a todos os gays e movimentos negros que querem destruir a luta de classes&#8221; (não está, e gostaria que você provasse o contrário, a partir da minha singela lógica e leitura), por que você dá entrevistas e teu nome aparece em veículos da grande mídia como folha de são paulo e estadão?<br />
só achei estranho.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Alex Fabiano		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/08/105744/#comment-297923</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alex Fabiano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2015 19:06:35 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=105744#comment-297923</guid>

					<description><![CDATA[Mayara,  tomar um enquadro na Augusta é chato, mas é só uma coisa. Outra coisa é ter que reconhecer o corpo de um amigo seu no IML, que foi encontrado em um terreno baldio com um saco plástico na garganta.Isso sabendo que poderia ser você. Sem me alongar, a questão da homofobia é tão grave, principalmente nas periferias, que ou se mergulha nela profundamente ou talvez seja melhor nem começar. Não dá para tomar como bandeira sem ter uma real dimensão.Abraços]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mayara,  tomar um enquadro na Augusta é chato, mas é só uma coisa. Outra coisa é ter que reconhecer o corpo de um amigo seu no IML, que foi encontrado em um terreno baldio com um saco plástico na garganta.Isso sabendo que poderia ser você. Sem me alongar, a questão da homofobia é tão grave, principalmente nas periferias, que ou se mergulha nela profundamente ou talvez seja melhor nem começar. Não dá para tomar como bandeira sem ter uma real dimensão.Abraços</p>
]]></content:encoded>
		
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