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	Comentários sobre: O ingovernável, o desgoverno e o ressentimento dos governáveis – apontamentos sobre a pesquisa “Manifestação 16/8: perfil e percepções dos manifestantes em Vitória – ES”	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Acácio Augusto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/10/106501/#comment-304454</link>

		<dc:creator><![CDATA[Acácio Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 31 Oct 2015 13:24:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[caro gregório,
obrigado pela leitura e os comentários pertinentes. não me sinto capacitado em te responder tudo, mas indico alguns caminhos pelos quais tento conjurar a vergonha e responder ao intolerável dos tempos conservadores que vivemos.
1. não penso que não seja possível &quot;explicar&quot; junho de 2013. tanto o é que abundam interpretações de diversas matizes, das mais radicais às mais conservadoras. o pressuposto de orientação proudhoniana, neste caso, é que explicá-lo é silenciá-lo, despontencializá-lo de sua singularidade. penso muito nos relatos do próprio proudhon sobre 1848 (a comuna de 1871, lhe trouxe razão em muito coisa). na verdade, não reduzo a esfera política a espontaneidade e a subjetividade dos grupos (aliás, vejo o debate espontaneísmo X organização como estéril), o que afirmo é que há uma produção política, no jogo entre verdade e governo das condutas, das subjetividades. eis um campo de luta decisivo, ao menos para mim e para uma certa leitura da anarquia contemporânea.
2.quanto a esse segundo é mais complicado. sua crítica à dialética serial de proudhon faz sentido, se entendermos a política como campo exclusivo da representação institucional. penso se tratar de uma forma de provocação de proudhon, quando fala em política como ciência da liberdade. na medida em que ele assistiu a constituição da política como técnica moderna de governamento, especialmente após a reação napoleônica de 1851. para dar provas de meu antidogmatismo, poderia te remeter às páginas de 18 brumário e guerra civil em frança, de marx, do qual podemos, com um certo esforço, também tirar conclusões nesse sentido, embora subsista nelas uma certa crença no Estado como categoria do entendimento em política. mas mesmo sob esta perspectiva revolucionária, penso que essa leitura da política atingiu um ponto de estrangulamento com as bombas atômicas em 1945. mais do que a superação do reino da necessidade, vivemos sob a ameaça iminente da destruição total do planeta. por isso termino o texto em questão sugerindo que o campo de forças exige a ação agonística da revolta como antipolítica. discuto isso em minha tese de doutoramento, mas já ouvi alguns professores de filosofia política descadeando a mesma conclusão. e a despeito da ocultação de suas fontes (algo comum no limitado mundo acadêmico), isto é, para mim, uma prova de que a elaboração tem alguma correspondência com a história e com a realidade presente.

bom, já me estendi demais.

mais uma vez obrigado pela leitura e pelos questionamentos apartados de polêmicas dogmáticas, por isso também agradeço ao passa palavra por manter um espaço onde pensamento e ação não estão dissociados.

abraços

saúde

acácio]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>caro gregório,<br />
obrigado pela leitura e os comentários pertinentes. não me sinto capacitado em te responder tudo, mas indico alguns caminhos pelos quais tento conjurar a vergonha e responder ao intolerável dos tempos conservadores que vivemos.<br />
1. não penso que não seja possível &#8220;explicar&#8221; junho de 2013. tanto o é que abundam interpretações de diversas matizes, das mais radicais às mais conservadoras. o pressuposto de orientação proudhoniana, neste caso, é que explicá-lo é silenciá-lo, despontencializá-lo de sua singularidade. penso muito nos relatos do próprio proudhon sobre 1848 (a comuna de 1871, lhe trouxe razão em muito coisa). na verdade, não reduzo a esfera política a espontaneidade e a subjetividade dos grupos (aliás, vejo o debate espontaneísmo X organização como estéril), o que afirmo é que há uma produção política, no jogo entre verdade e governo das condutas, das subjetividades. eis um campo de luta decisivo, ao menos para mim e para uma certa leitura da anarquia contemporânea.<br />
2.quanto a esse segundo é mais complicado. sua crítica à dialética serial de proudhon faz sentido, se entendermos a política como campo exclusivo da representação institucional. penso se tratar de uma forma de provocação de proudhon, quando fala em política como ciência da liberdade. na medida em que ele assistiu a constituição da política como técnica moderna de governamento, especialmente após a reação napoleônica de 1851. para dar provas de meu antidogmatismo, poderia te remeter às páginas de 18 brumário e guerra civil em frança, de marx, do qual podemos, com um certo esforço, também tirar conclusões nesse sentido, embora subsista nelas uma certa crença no Estado como categoria do entendimento em política. mas mesmo sob esta perspectiva revolucionária, penso que essa leitura da política atingiu um ponto de estrangulamento com as bombas atômicas em 1945. mais do que a superação do reino da necessidade, vivemos sob a ameaça iminente da destruição total do planeta. por isso termino o texto em questão sugerindo que o campo de forças exige a ação agonística da revolta como antipolítica. discuto isso em minha tese de doutoramento, mas já ouvi alguns professores de filosofia política descadeando a mesma conclusão. e a despeito da ocultação de suas fontes (algo comum no limitado mundo acadêmico), isto é, para mim, uma prova de que a elaboração tem alguma correspondência com a história e com a realidade presente.</p>
<p>bom, já me estendi demais.</p>
<p>mais uma vez obrigado pela leitura e pelos questionamentos apartados de polêmicas dogmáticas, por isso também agradeço ao passa palavra por manter um espaço onde pensamento e ação não estão dissociados.</p>
<p>abraços</p>
<p>saúde</p>
<p>acácio</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Gregório Dias		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2015/10/106501/#comment-303258</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gregório Dias]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Oct 2015 16:00:30 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=106501#comment-303258</guid>

					<description><![CDATA[Caro professor Acácio. 

Queria poder elaborar com mais precisão as angústias e debates que suscitam seu artigo. No entanto, dado o corre corre diário,  não tive tempo e nem terei de elaborar uma resposta mais precisa das indagações que o texto nos leva a pensar. 
Quero então parabeniza-lo pelo ótimo trabalho feito, sem que isso inviabilize algumas críticas que precisam ser postas:
 1. O que uma análise serial poderia fornecer para entender a complexidade política.  De certa maneira, observo que há alguns pressupostos teóricos em suas ideias que de antemão fecham as cortinas para a dialética porque falar de síntese dos contrários seria violentar a realidade ao conceito. Isso se expressa em dois pontos no seu texto; o primeiro em acreditar que mesmo olhando retrospectivamente para 2013 não conseguimos explicar o que sucedeu (ponto que discordo), o segundo, em que a esfera política está mais atrelada a subjetividade e espontaneidade dos grupos. O que só poderia ser entendido com rupturas antinomicas que não dialogam entre si. O que acredito ser no mínimo pouco provável já que a própria pendular dinâmica das passeatas mostra que um novo monstro se ergue em nossas fuças sintetizando os anos de gestão petista.
2. Uma ciência da liberdade, isto é, a política só pode ser um campo de ação da liberdade se afastada do reino da necessidade. Isso significa que é preciso emancipar a política do julgo das trocas. Os pares de oposição antinomicas lembradas por Proudhon são exatamente o que legitima uma política tal como vemos. Os campos complementares da oposição são exatamente o curso que mantém a roda girando. Por isso, ainda temos que tirar a poesia do futuro, mas por favor sem saltos!

De resto meu amigo, artigo de alto nível!  E que certamente nos ajudará! 
Abraços...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro professor Acácio. </p>
<p>Queria poder elaborar com mais precisão as angústias e debates que suscitam seu artigo. No entanto, dado o corre corre diário,  não tive tempo e nem terei de elaborar uma resposta mais precisa das indagações que o texto nos leva a pensar.<br />
Quero então parabeniza-lo pelo ótimo trabalho feito, sem que isso inviabilize algumas críticas que precisam ser postas:<br />
 1. O que uma análise serial poderia fornecer para entender a complexidade política.  De certa maneira, observo que há alguns pressupostos teóricos em suas ideias que de antemão fecham as cortinas para a dialética porque falar de síntese dos contrários seria violentar a realidade ao conceito. Isso se expressa em dois pontos no seu texto; o primeiro em acreditar que mesmo olhando retrospectivamente para 2013 não conseguimos explicar o que sucedeu (ponto que discordo), o segundo, em que a esfera política está mais atrelada a subjetividade e espontaneidade dos grupos. O que só poderia ser entendido com rupturas antinomicas que não dialogam entre si. O que acredito ser no mínimo pouco provável já que a própria pendular dinâmica das passeatas mostra que um novo monstro se ergue em nossas fuças sintetizando os anos de gestão petista.<br />
2. Uma ciência da liberdade, isto é, a política só pode ser um campo de ação da liberdade se afastada do reino da necessidade. Isso significa que é preciso emancipar a política do julgo das trocas. Os pares de oposição antinomicas lembradas por Proudhon são exatamente o que legitima uma política tal como vemos. Os campos complementares da oposição são exatamente o curso que mantém a roda girando. Por isso, ainda temos que tirar a poesia do futuro, mas por favor sem saltos!</p>
<p>De resto meu amigo, artigo de alto nível!  E que certamente nos ajudará!<br />
Abraços&#8230;</p>
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