<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Precisamos discutir sobre Punitivismo	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2016/01/107252/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2016/01/107252/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Sun, 11 Jun 2017 22:12:19 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Carol Carmela		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/01/107252/#comment-309069</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carol Carmela]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Feb 2016 13:06:48 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107252#comment-309069</guid>

					<description><![CDATA[Fagner, obrigada pela contribuição. Concordo bastante com suas ideias aqui expostas. Penso que seja mesmo esse caminho, seja na militância ou em outras instâncias. 

Romana, obrigada pela contribuição a respeito da experiência na Argentina, já estou pesquisando sobre. 
Sobre um espaço exclusivos para homens, eu sinceramente nunca parei para pensar a respeito disso, mas acho que se for para se combater o machismo não vejo porque não. Mas é claro que a presença feminina nesse espaços são de extrema importância, na minha opinião. 

Ulisses, obrigada pela contribuição.  

Humanaesfera, obrigada pela sugestões de leitura, parecem bem interessantes! Vou lê-las e comento contigo. Obrigada!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fagner, obrigada pela contribuição. Concordo bastante com suas ideias aqui expostas. Penso que seja mesmo esse caminho, seja na militância ou em outras instâncias. </p>
<p>Romana, obrigada pela contribuição a respeito da experiência na Argentina, já estou pesquisando sobre.<br />
Sobre um espaço exclusivos para homens, eu sinceramente nunca parei para pensar a respeito disso, mas acho que se for para se combater o machismo não vejo porque não. Mas é claro que a presença feminina nesse espaços são de extrema importância, na minha opinião. </p>
<p>Ulisses, obrigada pela contribuição.  </p>
<p>Humanaesfera, obrigada pela sugestões de leitura, parecem bem interessantes! Vou lê-las e comento contigo. Obrigada!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/01/107252/#comment-309042</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Feb 2016 19:55:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107252#comment-309042</guid>

					<description><![CDATA[E há ainda outra questão: a esquerda hoje levanta-se contra a &quot;justiça burguesa&quot;. No entanto, policiais que fazem desaparecer criminosos agarrados por populares ou que os deixam ser linchados não estão agindo conforme a &quot;justiça burguesa&quot;. Da mesma forma, a política de encarceramento não é a única alternativa nos marcos da &quot;ordem burguesa&quot;. Do ponto de vista da &quot;justiça burguesa&quot;, tanto as execuções policiais sumárias quanto os linchamentos são crimes. Mas para a massa sem prática e consciência de classe, e devemos levar em conta que os policiais fazem parte dessa massa tanto quanto os bandidos e os linchadores, a violência extrajudicial, que vai contra os princípios da &quot;justiça burguesa&quot;, representa uma via para a satisfação de interesses e uma possibilidade de externalizar o ódio. No fundo, é a massa proletária voltando-se contra si mesma: tanto os bandidos quanto os policiais e os linchadores fazem parte de uma mesma classe que emprega a violência contra si mesma. E a barbárie vigente nas prisões existe unicamente porque quase ninguém, incluindo a maior parte parte da classe trabalhadora, pressiona contra o que acontece ali dentro. Toda reforma progressista e humanitária, como deve ser a reforma do sistema judicial e prisional, depende da pressão da massa proletária. Ativistas existem, mas são uma minoria. É a classe trabalhadora que tem verdadeiro poder de intervenção. Mas a maior parte da classe trabalhadora não apenas adere como também produz discursos e práticas de extrema-direita, o que é mais preocupante.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E há ainda outra questão: a esquerda hoje levanta-se contra a &#8220;justiça burguesa&#8221;. No entanto, policiais que fazem desaparecer criminosos agarrados por populares ou que os deixam ser linchados não estão agindo conforme a &#8220;justiça burguesa&#8221;. Da mesma forma, a política de encarceramento não é a única alternativa nos marcos da &#8220;ordem burguesa&#8221;. Do ponto de vista da &#8220;justiça burguesa&#8221;, tanto as execuções policiais sumárias quanto os linchamentos são crimes. Mas para a massa sem prática e consciência de classe, e devemos levar em conta que os policiais fazem parte dessa massa tanto quanto os bandidos e os linchadores, a violência extrajudicial, que vai contra os princípios da &#8220;justiça burguesa&#8221;, representa uma via para a satisfação de interesses e uma possibilidade de externalizar o ódio. No fundo, é a massa proletária voltando-se contra si mesma: tanto os bandidos quanto os policiais e os linchadores fazem parte de uma mesma classe que emprega a violência contra si mesma. E a barbárie vigente nas prisões existe unicamente porque quase ninguém, incluindo a maior parte parte da classe trabalhadora, pressiona contra o que acontece ali dentro. Toda reforma progressista e humanitária, como deve ser a reforma do sistema judicial e prisional, depende da pressão da massa proletária. Ativistas existem, mas são uma minoria. É a classe trabalhadora que tem verdadeiro poder de intervenção. Mas a maior parte da classe trabalhadora não apenas adere como também produz discursos e práticas de extrema-direita, o que é mais preocupante.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/01/107252/#comment-309041</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Feb 2016 15:43:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107252#comment-309041</guid>

					<description><![CDATA[&quot;O machismo nada mais é do que uma forma de a sociedade capitalista manter metade da classe trabalhadora sob maior controle&quot;. Ora, levando em conta que corporações transnacionais financiam estudos, publicações, ONGs feministas etc., essa afirmação fica um tanto deslocada da realidade. Um exemplo é a Fundação Ford.

Alguns links úteis:

http://archive.frontpagemag.com/readarticle.aspx?artid=14085

https://capitalresearch.org/2004/06/the-ford-foundations-international-agenda-supports-palestinian-feminist-and-population-control-groups/

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S0104-026X2004000300001

http://www.spm.gov.br/assuntos/poder-e-participacao-politica/referencias/sociedade-e-participacao-politica/as_organizacoes_nao_governa.pdf

Há também um livro de Susan M. Hartmann, &quot;The Other Feminists: Activists in the Liberal Establishment&quot;, que trata da questão.

Ora, parece-me que uma frase como &quot;o movimento feminista deve avançar na organização das mulheres para defesa de seus direitos democráticos específicos e para o enfrentamento da mentalidade machista, mas acima de tudo, promover o debate sobre o caminho a seguir para acabar com a opressão sobre a mulher&quot; poderia ser assinada embaixo por esse feminismo transnacionalmente financiado.

Isso tem a ver com a questão das empresas com &quot;responsabilidade social&quot; (uma importante análise encontra-se aqui: http://www.passapalavra.info/2013/04/75172).

Então parece-me que, ao contrário do que afirma a comentadora acima, para as empresas mais avançadas nesse tipo de questão, que são as transnacionais, não é o machismo que constitui um instrumento de controle da classe trabalhadora mas o próprio feminismo. Promovem um tipo de ativismo capaz de lhes conferir o rótulo de &quot;socialmente responsáveis&quot; e contribuem para fragmentar e enfraquecer a luta de classes.

O que deve ficar claro é que o capitalismo (o capitalismo mais avançado) melhor recupera as lutas sociais (que por resultarem do choque entre estruturas sociais vão acontecer de qualquer forma, quer dizer, o capitalismo não pode impedi-las de acontecer) direcionando-as ao invés de eliminando-as.

O verdadeiro desafio é este: associar a luta pela emancipação feminina à luta pela emancipação proletária, levando em conta não o machismo como instrumento de dominação capitalista mas o próprio feminismo. Ou pelo menos levando em conta que ambos podem ser, a depender da conjuntura, instrumentos desse tipo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O machismo nada mais é do que uma forma de a sociedade capitalista manter metade da classe trabalhadora sob maior controle&#8221;. Ora, levando em conta que corporações transnacionais financiam estudos, publicações, ONGs feministas etc., essa afirmação fica um tanto deslocada da realidade. Um exemplo é a Fundação Ford.</p>
<p>Alguns links úteis:</p>
<p><a href="http://archive.frontpagemag.com/readarticle.aspx?artid=14085" rel="nofollow ugc">http://archive.frontpagemag.com/readarticle.aspx?artid=14085</a></p>
<p><a href="https://capitalresearch.org/2004/06/the-ford-foundations-international-agenda-supports-palestinian-feminist-and-population-control-groups/" rel="nofollow ugc">https://capitalresearch.org/2004/06/the-ford-foundations-international-agenda-supports-palestinian-feminist-and-population-control-groups/</a></p>
<p><a href="http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S0104-026X2004000300001" rel="nofollow ugc">http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S0104-026X2004000300001</a></p>
<p><a href="http://www.spm.gov.br/assuntos/poder-e-participacao-politica/referencias/sociedade-e-participacao-politica/as_organizacoes_nao_governa.pdf" rel="nofollow ugc">http://www.spm.gov.br/assuntos/poder-e-participacao-politica/referencias/sociedade-e-participacao-politica/as_organizacoes_nao_governa.pdf</a></p>
<p>Há também um livro de Susan M. Hartmann, &#8220;The Other Feminists: Activists in the Liberal Establishment&#8221;, que trata da questão.</p>
<p>Ora, parece-me que uma frase como &#8220;o movimento feminista deve avançar na organização das mulheres para defesa de seus direitos democráticos específicos e para o enfrentamento da mentalidade machista, mas acima de tudo, promover o debate sobre o caminho a seguir para acabar com a opressão sobre a mulher&#8221; poderia ser assinada embaixo por esse feminismo transnacionalmente financiado.</p>
<p>Isso tem a ver com a questão das empresas com &#8220;responsabilidade social&#8221; (uma importante análise encontra-se aqui: <a href="http://www.passapalavra.info/2013/04/75172" rel="nofollow ugc">http://www.passapalavra.info/2013/04/75172</a>).</p>
<p>Então parece-me que, ao contrário do que afirma a comentadora acima, para as empresas mais avançadas nesse tipo de questão, que são as transnacionais, não é o machismo que constitui um instrumento de controle da classe trabalhadora mas o próprio feminismo. Promovem um tipo de ativismo capaz de lhes conferir o rótulo de &#8220;socialmente responsáveis&#8221; e contribuem para fragmentar e enfraquecer a luta de classes.</p>
<p>O que deve ficar claro é que o capitalismo (o capitalismo mais avançado) melhor recupera as lutas sociais (que por resultarem do choque entre estruturas sociais vão acontecer de qualquer forma, quer dizer, o capitalismo não pode impedi-las de acontecer) direcionando-as ao invés de eliminando-as.</p>
<p>O verdadeiro desafio é este: associar a luta pela emancipação feminina à luta pela emancipação proletária, levando em conta não o machismo como instrumento de dominação capitalista mas o próprio feminismo. Ou pelo menos levando em conta que ambos podem ser, a depender da conjuntura, instrumentos desse tipo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: maria dolores		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/01/107252/#comment-309034</link>

		<dc:creator><![CDATA[maria dolores]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 06 Feb 2016 15:07:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107252#comment-309034</guid>

					<description><![CDATA[Essa reflexão nos leva a uma discussão crucial no movimento feminista. O feminismo burguês,que atrai esquerdistas de diversos segmentos, não leva em conta a questão essencial para a libertação feminina que é a luta de classes. O agressor do ônibus é um miserável, ignorante, (des)educado na mentalidade machista, incapaz de resolver seus problemas comportamentais, etc. É claro que ele deve ser responsabilizado por seus atos, é claro que as mulheres não podem aceitar nenhum abuso.Mas recorrer às forças de repressão do Estado, à violência que só atinge a população pobre é manter a  hegemonia burguesa no controle da sociedade. Se somos de esquerda, não podemos aceitar isso. O movimento feminista deve avançar na organização das mulheres para defesa de seus direitos democráticos específicos e para o enfrentamento da mentalidade machista, mas acima de tudo, promover o debate sobre o caminho a seguir para acabar com a opressão sobre a mulher. O machismo nada mais é do que uma forma de a sociedade capitalista manter metade da classe trabalhadora sob maior controle.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Essa reflexão nos leva a uma discussão crucial no movimento feminista. O feminismo burguês,que atrai esquerdistas de diversos segmentos, não leva em conta a questão essencial para a libertação feminina que é a luta de classes. O agressor do ônibus é um miserável, ignorante, (des)educado na mentalidade machista, incapaz de resolver seus problemas comportamentais, etc. É claro que ele deve ser responsabilizado por seus atos, é claro que as mulheres não podem aceitar nenhum abuso.Mas recorrer às forças de repressão do Estado, à violência que só atinge a população pobre é manter a  hegemonia burguesa no controle da sociedade. Se somos de esquerda, não podemos aceitar isso. O movimento feminista deve avançar na organização das mulheres para defesa de seus direitos democráticos específicos e para o enfrentamento da mentalidade machista, mas acima de tudo, promover o debate sobre o caminho a seguir para acabar com a opressão sobre a mulher. O machismo nada mais é do que uma forma de a sociedade capitalista manter metade da classe trabalhadora sob maior controle.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: humanaesfera		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/01/107252/#comment-308580</link>

		<dc:creator><![CDATA[humanaesfera]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Jan 2016 03:59:42 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107252#comment-308580</guid>

					<description><![CDATA[Sobre punitivismo, estes três curtos textos talvez contribuam para esse debate:

Sobre medidas práticas imediatas em caso de se considerar ter acontecido alguma violência:

-Autonomia, espiral de violências e apelo à força (i.e, à classe dominante) 
http://humanaesfera.blogspot.com.br/2015/06/autonomia-conflitos-e-apelo-classe.html

Uma crítica geral do punitivismo/recompensacionismo:

-Contra as recompensas e punições (contra a meritocracia, contra a coerção) 
http://humanaesfera.blogspot.com.br/2014/05/contra-as-recompensas-e-punicoes-isto-e.html

Ética desenvolvida das questões levantadas no outro texto sobre medidas práticas imediatas:

-Autonomia e cotidiano - Espinosa e o imperativo de Kant: &quot;Tratar os outros e a si mesmo como fins, jamais como meios&quot;
http://humanaesfera.blogspot.com.br/2015/10/autonomia-e-cotidiano-espinosa-e-o.html

Sobre lutas identitárias e repressão:

-A autonomia é favorecida pelas lutas identitárias?
http://humanaesfera.blogspot.com.br/2014/12/breve-opiniao-sobre-lutas-identitarias.html



&quot;Assim, o procedimento dos reacionários, que se resume a apontar &quot;culpados&quot;, bodes expiatórios, &quot;pessoas com vontade má&quot;, além de inútil, causa ainda mais ódio e reação. O erro de outro indivíduo, ou mesmo sua violência, não pode ser combatido por decreto, porque isso não faz senão transferir a violência para outro âmbito ainda mais violento e sem controle, como o poder e a hierarquia (hoje ungidos com a lamentável superstição da meritocracia, da &quot;mão invisível&quot; da guerra de todos contra todos chamada mercado, e da idolatria chamada Estado). O que é efetivo para combater o erro, e especialmente a violência, é apontar a esse indivíduo experiências que o permitam compreender que, se ele reduz os outros indivíduos a objetos, meios, é porque ele próprio se comporta ridiculamente como um robô, porque seus atos, que ele pensava ser livres, são meras reações completamente previsíveis às afecções que lhe ocorrem, o que faz automaticamente o ódio (e a servidão decorrente dele, a reação) ocupar a maior parte de sua existência. Em suma, contribuír para fazê-lo compreender as afecções que o afetam é o único modo de ajudá-lo a deixar de ser objeto, mudá-las e transformar ativamente a sua vida, única condição para que passe a tratar a si e aos outros como fins em si e não como meios.&quot; (Autonomia e cotidiano - Espinosa e o imperativo de Kant: &quot;Tratar os outros e a si mesmo como fins, jamais como meios&quot;)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre punitivismo, estes três curtos textos talvez contribuam para esse debate:</p>
<p>Sobre medidas práticas imediatas em caso de se considerar ter acontecido alguma violência:</p>
<p>-Autonomia, espiral de violências e apelo à força (i.e, à classe dominante)<br />
<a href="http://humanaesfera.blogspot.com.br/2015/06/autonomia-conflitos-e-apelo-classe.html" rel="nofollow ugc">http://humanaesfera.blogspot.com.br/2015/06/autonomia-conflitos-e-apelo-classe.html</a></p>
<p>Uma crítica geral do punitivismo/recompensacionismo:</p>
<p>-Contra as recompensas e punições (contra a meritocracia, contra a coerção)<br />
<a href="http://humanaesfera.blogspot.com.br/2014/05/contra-as-recompensas-e-punicoes-isto-e.html" rel="nofollow ugc">http://humanaesfera.blogspot.com.br/2014/05/contra-as-recompensas-e-punicoes-isto-e.html</a></p>
<p>Ética desenvolvida das questões levantadas no outro texto sobre medidas práticas imediatas:</p>
<p>-Autonomia e cotidiano &#8211; Espinosa e o imperativo de Kant: &#8220;Tratar os outros e a si mesmo como fins, jamais como meios&#8221;<br />
<a href="http://humanaesfera.blogspot.com.br/2015/10/autonomia-e-cotidiano-espinosa-e-o.html" rel="nofollow ugc">http://humanaesfera.blogspot.com.br/2015/10/autonomia-e-cotidiano-espinosa-e-o.html</a></p>
<p>Sobre lutas identitárias e repressão:</p>
<p>-A autonomia é favorecida pelas lutas identitárias?<br />
<a href="http://humanaesfera.blogspot.com.br/2014/12/breve-opiniao-sobre-lutas-identitarias.html" rel="nofollow ugc">http://humanaesfera.blogspot.com.br/2014/12/breve-opiniao-sobre-lutas-identitarias.html</a></p>
<p>&#8220;Assim, o procedimento dos reacionários, que se resume a apontar &#8220;culpados&#8221;, bodes expiatórios, &#8220;pessoas com vontade má&#8221;, além de inútil, causa ainda mais ódio e reação. O erro de outro indivíduo, ou mesmo sua violência, não pode ser combatido por decreto, porque isso não faz senão transferir a violência para outro âmbito ainda mais violento e sem controle, como o poder e a hierarquia (hoje ungidos com a lamentável superstição da meritocracia, da &#8220;mão invisível&#8221; da guerra de todos contra todos chamada mercado, e da idolatria chamada Estado). O que é efetivo para combater o erro, e especialmente a violência, é apontar a esse indivíduo experiências que o permitam compreender que, se ele reduz os outros indivíduos a objetos, meios, é porque ele próprio se comporta ridiculamente como um robô, porque seus atos, que ele pensava ser livres, são meras reações completamente previsíveis às afecções que lhe ocorrem, o que faz automaticamente o ódio (e a servidão decorrente dele, a reação) ocupar a maior parte de sua existência. Em suma, contribuír para fazê-lo compreender as afecções que o afetam é o único modo de ajudá-lo a deixar de ser objeto, mudá-las e transformar ativamente a sua vida, única condição para que passe a tratar a si e aos outros como fins em si e não como meios.&#8221; (Autonomia e cotidiano &#8211; Espinosa e o imperativo de Kant: &#8220;Tratar os outros e a si mesmo como fins, jamais como meios&#8221;)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/01/107252/#comment-308556</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Jan 2016 15:59:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107252#comment-308556</guid>

					<description><![CDATA[Dois cinéfilos tentam lembrar o nome do filme de Godard –  Made in USA ou A Chinesa [?] … – em que um personagem afirma: “Esquerda x direita é uma equação ultrapassada”.
Nenhum dos dois lembrou o nome do filme, mas um deles sentenciou: a fórmula revolução x contrarrevolução continua imbatível.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dois cinéfilos tentam lembrar o nome do filme de Godard –  Made in USA ou A Chinesa [?] … – em que um personagem afirma: “Esquerda x direita é uma equação ultrapassada”.<br />
Nenhum dos dois lembrou o nome do filme, mas um deles sentenciou: a fórmula revolução x contrarrevolução continua imbatível.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Adeus, esquerda		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/01/107252/#comment-308543</link>

		<dc:creator><![CDATA[Adeus, esquerda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2016 17:17:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107252#comment-308543</guid>

					<description><![CDATA[Só faltava essa. Além de espaços exclusivos de mulheres, vão aparecer agora os espaços exclusivos de homens? É o fim. A esquerda deixou de se colocar a tarefa de organizar as lutas dos trabalhadores contra o capital e virou um conjunto de sessões de terapia coletiva onde as pessoas podem se lamentar coletivamente, sentadas no chão e em círculo, a respeito do bullying que sofrem no dia a dia. O mais inacreditável de tudo isso é que, ao invés de essas pessoas buscarem terapias coletivas noutros espaços, ao invés de essas pessoas buscarem superar suas próprias limitações noutros lugares, vêm elas trazer essas questões para dentro de organizações que não têm esse propósito. E com isso direcionam todo um esforço coletivo para a superação de limitações que são individualmente suas. Acabou a esquerda. É o fim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Só faltava essa. Além de espaços exclusivos de mulheres, vão aparecer agora os espaços exclusivos de homens? É o fim. A esquerda deixou de se colocar a tarefa de organizar as lutas dos trabalhadores contra o capital e virou um conjunto de sessões de terapia coletiva onde as pessoas podem se lamentar coletivamente, sentadas no chão e em círculo, a respeito do bullying que sofrem no dia a dia. O mais inacreditável de tudo isso é que, ao invés de essas pessoas buscarem terapias coletivas noutros espaços, ao invés de essas pessoas buscarem superar suas próprias limitações noutros lugares, vêm elas trazer essas questões para dentro de organizações que não têm esse propósito. E com isso direcionam todo um esforço coletivo para a superação de limitações que são individualmente suas. Acabou a esquerda. É o fim.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ramona		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/01/107252/#comment-308542</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ramona]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Jan 2016 16:02:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107252#comment-308542</guid>

					<description><![CDATA[Obrigado pela resposta, antes de mais nada.

Quando disse &#039;o mesmo em relação aos homens&#039; eu me referia à construção de espaços exclusivos para homens (cis e/ou trans). Como apontei no meu primeiro comentário, há uma bibliografia vasta que explora como as mulheres são afetadas pelo machismo e que é muito difundida, mas há pouca coisa (na minha opinião não existia nada até eu ter acesso à páginas de internet que discutem o transfeminismo) sobre como pessoas nascidas no sexo masculino são afetadas e condicionadas pela estrutura.

Como num dos comentários vc citou trabalho de base, é pensando estrategicamente, quanto mais sensível a questão parece ao público alvo, maior a possibilidade de adesão e transformação de ideias/comportamentos, que eu penso se esses grupos poderiam ter alguma utilidade... Ainda não tive tempo de me aprofundar, mas encontrei alguns relatos de experiências na Argentina (https://www.facebook.com/nuevasmasculinidadesnqn/?fref=ts)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigado pela resposta, antes de mais nada.</p>
<p>Quando disse &#8216;o mesmo em relação aos homens&#8217; eu me referia à construção de espaços exclusivos para homens (cis e/ou trans). Como apontei no meu primeiro comentário, há uma bibliografia vasta que explora como as mulheres são afetadas pelo machismo e que é muito difundida, mas há pouca coisa (na minha opinião não existia nada até eu ter acesso à páginas de internet que discutem o transfeminismo) sobre como pessoas nascidas no sexo masculino são afetadas e condicionadas pela estrutura.</p>
<p>Como num dos comentários vc citou trabalho de base, é pensando estrategicamente, quanto mais sensível a questão parece ao público alvo, maior a possibilidade de adesão e transformação de ideias/comportamentos, que eu penso se esses grupos poderiam ter alguma utilidade&#8230; Ainda não tive tempo de me aprofundar, mas encontrei alguns relatos de experiências na Argentina (<a href="https://www.facebook.com/nuevasmasculinidadesnqn/?fref=ts" rel="nofollow ugc">https://www.facebook.com/nuevasmasculinidadesnqn/?fref=ts</a>)</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/01/107252/#comment-308484</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Jan 2016 19:24:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107252#comment-308484</guid>

					<description><![CDATA[O texto é importante por desmascarar o reacionarismo do punitivismo, por propor que homens e mulheres busquem alternativas ao punitivismo juntos e por ser publicado neste site por uma feminista: quer dizer, fica claro que há feministas que não consideram este espaço um antro de machistas, um espaço “não seguro para mulheres”, e querem dialogar. É um avanço. Pelo que vejo, a autora está interessada em debater seriamente, ao contrário de outras que já passaram por aqui, dizendo querer dialogar mas simplesmente reafirmando dogmas e lugares-comuns. No que se refere à justiça, às prisões, às delegacias etc., penso que o que se deve fazer é o seguinte: homens e mulheres devem pressionar para que o tratamento aos presos seja o mais humanitário possível, enfrentando nesse sentido a direita, que pouco se importa com o que é feito dos criminosos. Também deve haver uma mobilização contra prisões arbitrárias e em defesa de transações penais (se não me engano, esse é o termo técnico) etc. Muitos pequenos delitos podem ser facilmente substituídos por prestação de serviços comunitários, multa etc. Muitas penas podem ser reduzidas. Mas para isso são necessários advogados, além de pressão popular. Além do mais, é preciso denunciar a exploração de muitos presos dentro dos estabelecimentos prisionais: esses presos trabalham em troca de redução da pena, mas (se não me engano) não têm os mesmos direitos de um trabalhador livre (e penso também que as famílias desses presos ficam completamente desamparadas). Já no que se refere às organizações de esquerda, penso que é necessário que homens e mulheres elaborem uma espécie de regimento interno, prevendo penalidades para atitudes inaceitáveis (não só agressões de gênero: eu incluiria, por exemplo, violações de práticas de segurança). O importante é que qualquer pessoa seja punida somente se se puder provar algum delito e preservando o seu direito incondicional de defesa. E mais: a coisa não deve virar um alvoroço que impede a organização de continuar perseguindo seus objetivos. Ocorreu um delito para o qual está prevista uma penalidade? Há provas? Houve defesa? Aplica-se a penalidade ou não, e pronto. Deve ficar muito claro para qualquer novo militante quais são as regras. Por outro lado, se o acusado for uma pessoa violenta, não faz sentido querer dialogar e conscientizar. Que se exclua a pessoa logo de uma vez etc. Há pessoas que não podem porque não querem ser conscientizadas. E interromper as atividades ordinárias para iniciar um trabalho de conscientização acaba impedindo a organização de perseguir seus objetivos. Que se coloque alguém para conversar com a pessoa, se ela for recuperável, e pronto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O texto é importante por desmascarar o reacionarismo do punitivismo, por propor que homens e mulheres busquem alternativas ao punitivismo juntos e por ser publicado neste site por uma feminista: quer dizer, fica claro que há feministas que não consideram este espaço um antro de machistas, um espaço “não seguro para mulheres”, e querem dialogar. É um avanço. Pelo que vejo, a autora está interessada em debater seriamente, ao contrário de outras que já passaram por aqui, dizendo querer dialogar mas simplesmente reafirmando dogmas e lugares-comuns. No que se refere à justiça, às prisões, às delegacias etc., penso que o que se deve fazer é o seguinte: homens e mulheres devem pressionar para que o tratamento aos presos seja o mais humanitário possível, enfrentando nesse sentido a direita, que pouco se importa com o que é feito dos criminosos. Também deve haver uma mobilização contra prisões arbitrárias e em defesa de transações penais (se não me engano, esse é o termo técnico) etc. Muitos pequenos delitos podem ser facilmente substituídos por prestação de serviços comunitários, multa etc. Muitas penas podem ser reduzidas. Mas para isso são necessários advogados, além de pressão popular. Além do mais, é preciso denunciar a exploração de muitos presos dentro dos estabelecimentos prisionais: esses presos trabalham em troca de redução da pena, mas (se não me engano) não têm os mesmos direitos de um trabalhador livre (e penso também que as famílias desses presos ficam completamente desamparadas). Já no que se refere às organizações de esquerda, penso que é necessário que homens e mulheres elaborem uma espécie de regimento interno, prevendo penalidades para atitudes inaceitáveis (não só agressões de gênero: eu incluiria, por exemplo, violações de práticas de segurança). O importante é que qualquer pessoa seja punida somente se se puder provar algum delito e preservando o seu direito incondicional de defesa. E mais: a coisa não deve virar um alvoroço que impede a organização de continuar perseguindo seus objetivos. Ocorreu um delito para o qual está prevista uma penalidade? Há provas? Houve defesa? Aplica-se a penalidade ou não, e pronto. Deve ficar muito claro para qualquer novo militante quais são as regras. Por outro lado, se o acusado for uma pessoa violenta, não faz sentido querer dialogar e conscientizar. Que se exclua a pessoa logo de uma vez etc. Há pessoas que não podem porque não querem ser conscientizadas. E interromper as atividades ordinárias para iniciar um trabalho de conscientização acaba impedindo a organização de perseguir seus objetivos. Que se coloque alguém para conversar com a pessoa, se ela for recuperável, e pronto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Carol Carmela		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/01/107252/#comment-308399</link>

		<dc:creator><![CDATA[Carol Carmela]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 Jan 2016 19:08:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107252#comment-308399</guid>

					<description><![CDATA[Ramón, acho de extrema importância a auto-defesa, inclusive eu mesma praticava, fazia artes marciais, mas perante muitas coisas não reagiria e penso que muitos homens também &quot;treinados&quot; não reagiriam. Sou super a favor de que a mulheres pratiquem auto-defesa, que elas em certos casos possam se defender sozinhas sem precisar de um homem ou de uma &quot;autoridade&quot;, talvez realmente isso ajudaria no que você chama de controle social da violência, mas ninguém pode garantir também. No Curdistão as mulheres são igualmente treinadas, mas com uma diferença, elas assim como os homens estão armadas, é diferente. 
Não concordo com a &quot;biologização&quot; do feminino ou do masculino, não acho que a mulher seja uma &quot;vítima biológica&quot;, acho que sim, as mulheres estão mais sujeitas a serem vítimas de estupros, de assédios, de assaltos e etc,. e que talvez se as mesmas conseguissem se defender isso faria uma grande diferença, qualquer mulher é capaz disso, mas acredito que o trabalho de base também é importante nessa questão, pois muitas das vezes nós somos sim capazes de nos defender mas não nos defendemos por medo de retaliações, vinganças ou por não saber do quão forte pode ser o &#039;oponente&#039;. Porém, é de fato uma ideia plausível e que pode ser colocada em prática.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ramón, acho de extrema importância a auto-defesa, inclusive eu mesma praticava, fazia artes marciais, mas perante muitas coisas não reagiria e penso que muitos homens também &#8220;treinados&#8221; não reagiriam. Sou super a favor de que a mulheres pratiquem auto-defesa, que elas em certos casos possam se defender sozinhas sem precisar de um homem ou de uma &#8220;autoridade&#8221;, talvez realmente isso ajudaria no que você chama de controle social da violência, mas ninguém pode garantir também. No Curdistão as mulheres são igualmente treinadas, mas com uma diferença, elas assim como os homens estão armadas, é diferente.<br />
Não concordo com a &#8220;biologização&#8221; do feminino ou do masculino, não acho que a mulher seja uma &#8220;vítima biológica&#8221;, acho que sim, as mulheres estão mais sujeitas a serem vítimas de estupros, de assédios, de assaltos e etc,. e que talvez se as mesmas conseguissem se defender isso faria uma grande diferença, qualquer mulher é capaz disso, mas acredito que o trabalho de base também é importante nessa questão, pois muitas das vezes nós somos sim capazes de nos defender mas não nos defendemos por medo de retaliações, vinganças ou por não saber do quão forte pode ser o &#8216;oponente&#8217;. Porém, é de fato uma ideia plausível e que pode ser colocada em prática.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
