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	Comentários sobre: O Passa Palavra chegou ao limite?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Relendo		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Relendo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Apr 2016 19:43:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Crise nada. O Passa Palavra está muito bem. Só os artigos e posicionamentos sobre a crise mostram. Quem está mal não escreve tão bem, nem vai tão reto. O problema é outro, é como passar de um site a um movimento, a uma organização política. Essa parece ser a questão. Querem que o Passa Palavra assuma a ponta de lança da formação de um movimento político, coisa que quem propõe não consegue. Será que funcionaria?

Tem leitor do Passa Palavra no país inteiro. Todos envolvidos em lutas locais, ou simpatizantes. Isso já é um primeiro passo rumo à transformação dos diversos movimentos locais num só movimento de caráter nacional, mas mesmo um site como o Passa Palavra tem seus limites. Nem todo mundo concorda, mexe muito nas feridas abertas da esquerda (e da ex-querda), parece que rola um medo do Passa Palavra em alguns lugares, mas em outros ninguém nem sabe que site é esse.

Sem um órgão político de grande impacto, um movimento político merecedor deste nome é inconcebível no Brasil de hoje. Sem um órgão desses, é possível que a gente não dê conta de nossa tarefa, que é a de concentrar todos os elementos de protesto e descontentamento político, ou seja, a de dinamizar o movimento revolucionário do proletariado. 

O Passa Palavra já deu o primeiro passo ao suscitar em setores mais politicamente conscientes da classe trabalhadora uma paixão pela exposição de fatos &quot;econômicos&quot;, e da ligação entre eles e &quot;a política&quot;; seria hora, agora, agora dar o próximo passo, o de suscitar em cada setor da população politicamente consciente a paixão pela exposição política. Esse é o passo que querem empurrar o Passa Palavra a dar.

Não devemos ser desencorajados pelo fato de a voz da exposição política ser hoje tão tímida. Isso não acontece por causa do medo de aparecer e dar mole para a repressão, mas porque quem está pronto para se expor não tem um lugar consolidado de onde possa falar, não tem um público na bruxa (a não ser a brodagem que dá uns &quot;likes&quot; e massageia o ego), não vê lugar algum onde esteja uma força política a quem valesse a pena direcionar as reclamações contra o &quot;sistema&quot;. O Passa Palavra parece ser este lugar, mas, convenhamos, ele ainda é um sitezinho de nada em meio à blogosfera de esquerda, em especial quando a atual crise política catapultou a audiência de certas fábricas de factoides até o infinito.

Mas, pelo menos quanto à existência de um público, expressão da existência de uma força política divergente na sociedade, a situação está mudando. Já existe esta força. É só ver como ela mostrou há uns poucos anos que está pronta não só para ouvir e apoiar os chamados à luta política, mas também para se jogar nela. 

Estamos agora numa posição em que é possível oferecer um lugar para a exposição &quot;sistema&quot;, e é nosso dever fazê-lo. Este lugar tem de ser um jornal, um site, um blog, um veículo qualquer, mas um veículo anticapitalista, que nem o Passa Palavra. A classe trabalhadora brasileira, enquanto classe distinta das outras classes e estratos da sociedade brasileira, tem interesse constante por conhecimento político e quer o tempo inteiro textos, notícias e literatura que vão contra a corrente. Não só nas horas de crise, mas o tempo inteiro.

Quando este público é evidente, quando o treino de lideranças revolucionárias experientes já começou, e quando a concentração da classe trabalhadora faz dela a virtual senhora dos bairros populares das grandes cidades (basta ver quem manda nas quebradas) e dos locais de trabalho (basta ver quem manda de verdade num canteiro ou numa loja), é relativamente fácil para o proletariado encontrar um órgão político. Através do proletariado, este órgão político alcançaria a pequena burguesia urbana e os camponeses, tornando-se assim um verdadeiro órgão político popular.

Acontece que para fazer um órgão deste tipo tem que ter coragem para botar a cara. O Passa Palavra botou e continua botando a cara, mas como tem gente por aí querendo suar com o esforço dos outros, querem que o Passa Palavra vire organização política para &quot;orientar&quot; a esquerda anticapitalista que vem sendo arrastada na polarização política dos últimos tempos. Vão criar seus próprios meios de comunicação, ora, e aprendam a botar a cara!

O papel de um meio de comunicação desse tipo (um site, um blog, um perfil em rede social &#038; etc.), entretanto, não é apenas a disseminação de ideias, a educação política e o alistamento de aliados políticos. Isso o Passa Palavra tem feito bem, porque em alguns lugares a gente mede quem é de esquerda pela posição que tem diante de alguns textos do site.

Tem outras questões. Um site não é apenas um propagandista e agitador coletivo, é também um organizador coletivo. Neste último aspecto, pode ser comparado aos andaimes em torno de um prédio em construção, que marca os contornos da estrutura e facilita a comunicação entre os construtores, permitindo a eles distribuir o trabalho e ver os resultados comuns atingidos pelo seu trabalho organizado. Com a ajuda do site, e através dele, uma organização permantente naturalmente tomaria forma para se jogar não apenas nas atividades locais, mas no trabalho regular em geral, e treinaria seus membros a seguir cuidadosamente os acontecimentos políticos, avaliar seu significado e seus efeitos sobre os vários estratos da população, e desenvolver meios efetivos para a organização revolucionária influenciar estes eventos. As tarefas quase técnicas tarefas de suprir regularmente o site com notícias, pagar um servidor, registrar um nome de domínio, cuidar da moderação de comentários, criar e manter perfis em redes sociais para disseminar as notícias veiculadas etc. precisam de uma rede de agentes locais de uma organização unificada, que mantém constante contato entre si, conhecem o estado geral das coisas, acostumam-se a cuidar de suas tarefas na rede organizativa geral e testam sua força na organização de várias ações revolucionárias. Esta rede de agentes formará, precisamente, o esqueleto do tipo de organização de que precisamos -- uma que seja suficientemente grande para abarcar o país inteiro; suficientemente ampla e multilateral para estruturar uma estrita e detalhada divisão de tarefas; suficientemente bem temperada para conduzir estavelmente seu trabalho sob quaisquer circunstâncias, mesmo com todas as &quot;viradas conjunturais&quot; e em face de todas as contingências; suficientemente flexível para conseguir, por um lado, evitar uma batalha campal contra um inimigo numericamente superior quando ele concentar suas forças em um ponto, e por outro lado tirar vantagem de seu jeito pesadão e baixa mobilidade para atacá-lo onde e quando ele menos espera.

Hoje estamos diante da tarefa relativamente fácil de apoiar manifestações nas ruas de grandes cidades. Pode ser que amanhã, digamos, apareça a necessidade mais difícil de dar apoio ao movimento de desempregados de algum lugar, e depois de estar a postos para desepenhar um papel revolucionário num levante camponês. Hoje devemos tirar vantagem da tensa situação política que brota da &quot;briga de cachorro grande&quot; que aparece todo dia nos jornais; amanhã, pode ser que precisemos dar apoio a manifestações populares de indignação contra tudo isso que está aí, ou, digamos, contra um diretor de escola autoritário, ou ainda contra um capataz metido a dono da empresa, ou contra um guarda municipal que se ache o dono da rua, sei lá, mas precisamos fazê-lo por meio da ação direta, para que as coisas fiquem tão quentes para essas figuras que elas tenham de se picar com o rabo entre as pernas.

Um tal nível de prontidão para o combate só se consegue pela constante atividade das &quot;tropas&quot;. Se conseguirmos nos unir para produzir um site, ou muitos em rede, este trabalho nos treinará e mostrará não apenas os mais hábeis propagandistas, mas os mais capazes organizadores, as mais talentosas lideranças, capazes, na hora certa, de lançar a palavra de ordem para a luta decisiva, e de tomar a frente desta luta. 

É para isto que serve o Passa Palavra? Não. Ele é apenas um pequeno passo nessa direção, porque, pelo menos até onde acompanho o site, ele não se propõe virar movimento ou organização. Na verdade, se quisesse, já teria virado. 

O Passa Palavra é pouco, entretanto, diante das tarefas de organização de uma revolução anticapitalista. É preciso que nós, leitores, paremos de pedir o que o Passa Palavra não pode nos dar. É preciso, pelo contrário, que nós, leitores, nos organizemos para apoiar a equipe que cuida do site sempre que for necessário. Para mandar notícias do que rola na nossa quebrada (publicar em nossos perfis de redes sociais nem sempre dá o mesmo impacto, e é muito menos seguro). Para mandar para publicação as ideias que, de outra forma, ficariam em nossos cadernos e pendrives. Para difundir tudo o que aparecer no site, concordando ou não com ele (para quem discorda existem os comentários e outros artigos em resposta). Para juntar com a brodagem e trocar uma ideia sobre os artigos do site. Para pensar juntos como eles se relacionam com o que estamos vendo na quebrada. Senão a gente começa a ver no Passa Palavra o farol da revolução, e quando isso acontece é porque não enxergamos a revolução lá nos pequenos fatos da vida diária onde ela acontece bem na nossa frente, nem conseguimos ligar esses fatos com um horizonte revolucionário -- e isso não tem farol que resolva, porque é coisa de gente sem bússola própria.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Crise nada. O Passa Palavra está muito bem. Só os artigos e posicionamentos sobre a crise mostram. Quem está mal não escreve tão bem, nem vai tão reto. O problema é outro, é como passar de um site a um movimento, a uma organização política. Essa parece ser a questão. Querem que o Passa Palavra assuma a ponta de lança da formação de um movimento político, coisa que quem propõe não consegue. Será que funcionaria?</p>
<p>Tem leitor do Passa Palavra no país inteiro. Todos envolvidos em lutas locais, ou simpatizantes. Isso já é um primeiro passo rumo à transformação dos diversos movimentos locais num só movimento de caráter nacional, mas mesmo um site como o Passa Palavra tem seus limites. Nem todo mundo concorda, mexe muito nas feridas abertas da esquerda (e da ex-querda), parece que rola um medo do Passa Palavra em alguns lugares, mas em outros ninguém nem sabe que site é esse.</p>
<p>Sem um órgão político de grande impacto, um movimento político merecedor deste nome é inconcebível no Brasil de hoje. Sem um órgão desses, é possível que a gente não dê conta de nossa tarefa, que é a de concentrar todos os elementos de protesto e descontentamento político, ou seja, a de dinamizar o movimento revolucionário do proletariado. </p>
<p>O Passa Palavra já deu o primeiro passo ao suscitar em setores mais politicamente conscientes da classe trabalhadora uma paixão pela exposição de fatos &#8220;econômicos&#8221;, e da ligação entre eles e &#8220;a política&#8221;; seria hora, agora, agora dar o próximo passo, o de suscitar em cada setor da população politicamente consciente a paixão pela exposição política. Esse é o passo que querem empurrar o Passa Palavra a dar.</p>
<p>Não devemos ser desencorajados pelo fato de a voz da exposição política ser hoje tão tímida. Isso não acontece por causa do medo de aparecer e dar mole para a repressão, mas porque quem está pronto para se expor não tem um lugar consolidado de onde possa falar, não tem um público na bruxa (a não ser a brodagem que dá uns &#8220;likes&#8221; e massageia o ego), não vê lugar algum onde esteja uma força política a quem valesse a pena direcionar as reclamações contra o &#8220;sistema&#8221;. O Passa Palavra parece ser este lugar, mas, convenhamos, ele ainda é um sitezinho de nada em meio à blogosfera de esquerda, em especial quando a atual crise política catapultou a audiência de certas fábricas de factoides até o infinito.</p>
<p>Mas, pelo menos quanto à existência de um público, expressão da existência de uma força política divergente na sociedade, a situação está mudando. Já existe esta força. É só ver como ela mostrou há uns poucos anos que está pronta não só para ouvir e apoiar os chamados à luta política, mas também para se jogar nela. </p>
<p>Estamos agora numa posição em que é possível oferecer um lugar para a exposição &#8220;sistema&#8221;, e é nosso dever fazê-lo. Este lugar tem de ser um jornal, um site, um blog, um veículo qualquer, mas um veículo anticapitalista, que nem o Passa Palavra. A classe trabalhadora brasileira, enquanto classe distinta das outras classes e estratos da sociedade brasileira, tem interesse constante por conhecimento político e quer o tempo inteiro textos, notícias e literatura que vão contra a corrente. Não só nas horas de crise, mas o tempo inteiro.</p>
<p>Quando este público é evidente, quando o treino de lideranças revolucionárias experientes já começou, e quando a concentração da classe trabalhadora faz dela a virtual senhora dos bairros populares das grandes cidades (basta ver quem manda nas quebradas) e dos locais de trabalho (basta ver quem manda de verdade num canteiro ou numa loja), é relativamente fácil para o proletariado encontrar um órgão político. Através do proletariado, este órgão político alcançaria a pequena burguesia urbana e os camponeses, tornando-se assim um verdadeiro órgão político popular.</p>
<p>Acontece que para fazer um órgão deste tipo tem que ter coragem para botar a cara. O Passa Palavra botou e continua botando a cara, mas como tem gente por aí querendo suar com o esforço dos outros, querem que o Passa Palavra vire organização política para &#8220;orientar&#8221; a esquerda anticapitalista que vem sendo arrastada na polarização política dos últimos tempos. Vão criar seus próprios meios de comunicação, ora, e aprendam a botar a cara!</p>
<p>O papel de um meio de comunicação desse tipo (um site, um blog, um perfil em rede social &amp; etc.), entretanto, não é apenas a disseminação de ideias, a educação política e o alistamento de aliados políticos. Isso o Passa Palavra tem feito bem, porque em alguns lugares a gente mede quem é de esquerda pela posição que tem diante de alguns textos do site.</p>
<p>Tem outras questões. Um site não é apenas um propagandista e agitador coletivo, é também um organizador coletivo. Neste último aspecto, pode ser comparado aos andaimes em torno de um prédio em construção, que marca os contornos da estrutura e facilita a comunicação entre os construtores, permitindo a eles distribuir o trabalho e ver os resultados comuns atingidos pelo seu trabalho organizado. Com a ajuda do site, e através dele, uma organização permantente naturalmente tomaria forma para se jogar não apenas nas atividades locais, mas no trabalho regular em geral, e treinaria seus membros a seguir cuidadosamente os acontecimentos políticos, avaliar seu significado e seus efeitos sobre os vários estratos da população, e desenvolver meios efetivos para a organização revolucionária influenciar estes eventos. As tarefas quase técnicas tarefas de suprir regularmente o site com notícias, pagar um servidor, registrar um nome de domínio, cuidar da moderação de comentários, criar e manter perfis em redes sociais para disseminar as notícias veiculadas etc. precisam de uma rede de agentes locais de uma organização unificada, que mantém constante contato entre si, conhecem o estado geral das coisas, acostumam-se a cuidar de suas tarefas na rede organizativa geral e testam sua força na organização de várias ações revolucionárias. Esta rede de agentes formará, precisamente, o esqueleto do tipo de organização de que precisamos &#8212; uma que seja suficientemente grande para abarcar o país inteiro; suficientemente ampla e multilateral para estruturar uma estrita e detalhada divisão de tarefas; suficientemente bem temperada para conduzir estavelmente seu trabalho sob quaisquer circunstâncias, mesmo com todas as &#8220;viradas conjunturais&#8221; e em face de todas as contingências; suficientemente flexível para conseguir, por um lado, evitar uma batalha campal contra um inimigo numericamente superior quando ele concentar suas forças em um ponto, e por outro lado tirar vantagem de seu jeito pesadão e baixa mobilidade para atacá-lo onde e quando ele menos espera.</p>
<p>Hoje estamos diante da tarefa relativamente fácil de apoiar manifestações nas ruas de grandes cidades. Pode ser que amanhã, digamos, apareça a necessidade mais difícil de dar apoio ao movimento de desempregados de algum lugar, e depois de estar a postos para desepenhar um papel revolucionário num levante camponês. Hoje devemos tirar vantagem da tensa situação política que brota da &#8220;briga de cachorro grande&#8221; que aparece todo dia nos jornais; amanhã, pode ser que precisemos dar apoio a manifestações populares de indignação contra tudo isso que está aí, ou, digamos, contra um diretor de escola autoritário, ou ainda contra um capataz metido a dono da empresa, ou contra um guarda municipal que se ache o dono da rua, sei lá, mas precisamos fazê-lo por meio da ação direta, para que as coisas fiquem tão quentes para essas figuras que elas tenham de se picar com o rabo entre as pernas.</p>
<p>Um tal nível de prontidão para o combate só se consegue pela constante atividade das &#8220;tropas&#8221;. Se conseguirmos nos unir para produzir um site, ou muitos em rede, este trabalho nos treinará e mostrará não apenas os mais hábeis propagandistas, mas os mais capazes organizadores, as mais talentosas lideranças, capazes, na hora certa, de lançar a palavra de ordem para a luta decisiva, e de tomar a frente desta luta. </p>
<p>É para isto que serve o Passa Palavra? Não. Ele é apenas um pequeno passo nessa direção, porque, pelo menos até onde acompanho o site, ele não se propõe virar movimento ou organização. Na verdade, se quisesse, já teria virado. </p>
<p>O Passa Palavra é pouco, entretanto, diante das tarefas de organização de uma revolução anticapitalista. É preciso que nós, leitores, paremos de pedir o que o Passa Palavra não pode nos dar. É preciso, pelo contrário, que nós, leitores, nos organizemos para apoiar a equipe que cuida do site sempre que for necessário. Para mandar notícias do que rola na nossa quebrada (publicar em nossos perfis de redes sociais nem sempre dá o mesmo impacto, e é muito menos seguro). Para mandar para publicação as ideias que, de outra forma, ficariam em nossos cadernos e pendrives. Para difundir tudo o que aparecer no site, concordando ou não com ele (para quem discorda existem os comentários e outros artigos em resposta). Para juntar com a brodagem e trocar uma ideia sobre os artigos do site. Para pensar juntos como eles se relacionam com o que estamos vendo na quebrada. Senão a gente começa a ver no Passa Palavra o farol da revolução, e quando isso acontece é porque não enxergamos a revolução lá nos pequenos fatos da vida diária onde ela acontece bem na nossa frente, nem conseguimos ligar esses fatos com um horizonte revolucionário &#8212; e isso não tem farol que resolva, porque é coisa de gente sem bússola própria.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: fontinatti		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/02/107594/#comment-310325</link>

		<dc:creator><![CDATA[fontinatti]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 04 Apr 2016 13:00:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Não acabem! Por favor, revolucionem-se.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não acabem! Por favor, revolucionem-se.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: bruno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/02/107594/#comment-309865</link>

		<dc:creator><![CDATA[bruno]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Mar 2016 20:11:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[esse texto é mais um desejo de compartilhar e de somar força. 

como trabalhador e estudante precário, acompanho o PP desde 2010, de maneira intermitente. nos últimos tempos, menos ainda, em função da paternidade. isso me fez ficar de fora dos últimos grandes debates. de todas formas, seus textos sempre inquietaram a esquerda mais tradicional e latinoamericanista. num determinado momento, fui colocado contra a parede quando em 2011, se não me falha a memória, houve uma discussão sobre o suposto subimperialismo brasileiro (que dada a conjuntura de hoje, poderia muito bem ser retomado). assim como eu, outros também foram colocados contra a parede, porque este é um espaço onde não basta vociferar, é preciso dizer porque a baba tá escorrendo. conheço gente que já não colabora nem debate por conta do tom provocativo já mencionado antes. e tem gente que até rompeu relações comigo quando comentei, mesmo anonimamente, suas críticas sobre a hegemonia autoral dos homens neste espaço. tudo isso pra dizer que as reverberações do PP são muitas e em várias direções. num momento quando a esquerda autônoma parece ser um capricho, já que todos somos chamados a solidarizar-nos na defesa da democracia burguesa, sucumbir seria dar motivos ao binarismo político (ser vermelho, ser verde-amarelo). vendo de fora e de longe, gostaria que o próprio coletivo se abrisse e nos dissesse e propusesse formas de colaboração, talvez na ideia de círculos concêntricos, isto é, de graus diferentes de participação, conforme o grau de complexidade das tarefas. talvez até tenham pensado nisso, mas fica a ideia.

salud y libertad!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>esse texto é mais um desejo de compartilhar e de somar força. </p>
<p>como trabalhador e estudante precário, acompanho o PP desde 2010, de maneira intermitente. nos últimos tempos, menos ainda, em função da paternidade. isso me fez ficar de fora dos últimos grandes debates. de todas formas, seus textos sempre inquietaram a esquerda mais tradicional e latinoamericanista. num determinado momento, fui colocado contra a parede quando em 2011, se não me falha a memória, houve uma discussão sobre o suposto subimperialismo brasileiro (que dada a conjuntura de hoje, poderia muito bem ser retomado). assim como eu, outros também foram colocados contra a parede, porque este é um espaço onde não basta vociferar, é preciso dizer porque a baba tá escorrendo. conheço gente que já não colabora nem debate por conta do tom provocativo já mencionado antes. e tem gente que até rompeu relações comigo quando comentei, mesmo anonimamente, suas críticas sobre a hegemonia autoral dos homens neste espaço. tudo isso pra dizer que as reverberações do PP são muitas e em várias direções. num momento quando a esquerda autônoma parece ser um capricho, já que todos somos chamados a solidarizar-nos na defesa da democracia burguesa, sucumbir seria dar motivos ao binarismo político (ser vermelho, ser verde-amarelo). vendo de fora e de longe, gostaria que o próprio coletivo se abrisse e nos dissesse e propusesse formas de colaboração, talvez na ideia de círculos concêntricos, isto é, de graus diferentes de participação, conforme o grau de complexidade das tarefas. talvez até tenham pensado nisso, mas fica a ideia.</p>
<p>salud y libertad!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/02/107594/#comment-309790</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Mar 2016 12:55:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[kaíris do olho de deus tem muitos arcos e fusos 
tecelã da kaironomia em meio a(o) cA0s-errância]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>kaíris do olho de deus tem muitos arcos e fusos<br />
tecelã da kaironomia em meio a(o) cA0s-errância</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Kaíris, irmã de Kairós		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/02/107594/#comment-309758</link>

		<dc:creator><![CDATA[Kaíris, irmã de Kairós]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Mar 2016 08:41:59 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Passa a Palavra. Passa a limpo a palavra, sujando-a como quem profana olimpos. Põe à prova a parla da parva toda. Apavora o parvo que passa sem lavrar e por isso larva, e por isso bufa, e por isso vala. Assavralappa&#038;Palavrassa a pau lavra até arrancar-lhe a casca e descobrir nela o miolo palarvático e carcomido das palavras alfamáticas e matebéticas. Certensiona a palavra à esquerda, até ela virar impura duvitensão. Sazetreca&#038;Cretezassa a certeza até não sobrar mais que duvitezas cervidas por serviçais dialéticos nem dual e nem éticos em tempos de palavras e bocas em estado de sítio. Curtir or not curtir de cu é rola, para horror da esquerda pós-gourmetização sixtiexitosa. Notici&#038;Apoi&#038;Pens ar para as lutas. pArt(e)ir dos identiotários patho&#038;marx atuais, rumo a penaponotialçar as lutas e lutos a 1 nova pata&#038;mar. Nãovegar (Omnis determinatio est negatio) de modo p(r)o(f)ético e com a pá lavrar o solo ácido&#038;estiolado dos morféticos afogados nos boscoestrumes da correctpolitik que lhes escorre pelas mãos mucosais. Lastbutnotleast, como diria quem nunca teve um pé de jabuticaba no quintal, encagriguetar ouvidos demasiado ouvídeos de passo torto e rima fácil que com a pá larvam como quem nunca com a pá lavrou. E se a sapapassa vigilante e taciturnagarela de tanta incominveja, deixando a pá suja de larva, toma a pá e lavra tua lavoura, até que a larva pare o rá e vire, vá lá, algo mais que uma gosminha que aprendeu a arrotar. Quem sabe nessa de passa a palavra a larva sai de seu estado larval, se não, torcer pra que pegue a palavra passada algum lêmão que nos desvende o preço a pagar pela Ungleichzeitigkeit des Gleichzeitigen (não que vocês não saibam).
Saúde&amp;Alegria, como diz o bisneto de Hermes, que puxou ao bisavô e vive beamongtween nós, destilando caoserrância com coerência, para gozo e desespero, vocação de Freud Krueger, como todo bom passapalavrador.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passa a Palavra. Passa a limpo a palavra, sujando-a como quem profana olimpos. Põe à prova a parla da parva toda. Apavora o parvo que passa sem lavrar e por isso larva, e por isso bufa, e por isso vala. Assavralappa&amp;Palavrassa a pau lavra até arrancar-lhe a casca e descobrir nela o miolo palarvático e carcomido das palavras alfamáticas e matebéticas. Certensiona a palavra à esquerda, até ela virar impura duvitensão. Sazetreca&amp;Cretezassa a certeza até não sobrar mais que duvitezas cervidas por serviçais dialéticos nem dual e nem éticos em tempos de palavras e bocas em estado de sítio. Curtir or not curtir de cu é rola, para horror da esquerda pós-gourmetização sixtiexitosa. Notici&amp;Apoi&amp;Pens ar para as lutas. pArt(e)ir dos identiotários patho&amp;marx atuais, rumo a penaponotialçar as lutas e lutos a 1 nova pata&amp;mar. Nãovegar (Omnis determinatio est negatio) de modo p(r)o(f)ético e com a pá lavrar o solo ácido&amp;estiolado dos morféticos afogados nos boscoestrumes da correctpolitik que lhes escorre pelas mãos mucosais. Lastbutnotleast, como diria quem nunca teve um pé de jabuticaba no quintal, encagriguetar ouvidos demasiado ouvídeos de passo torto e rima fácil que com a pá larvam como quem nunca com a pá lavrou. E se a sapapassa vigilante e taciturnagarela de tanta incominveja, deixando a pá suja de larva, toma a pá e lavra tua lavoura, até que a larva pare o rá e vire, vá lá, algo mais que uma gosminha que aprendeu a arrotar. Quem sabe nessa de passa a palavra a larva sai de seu estado larval, se não, torcer pra que pegue a palavra passada algum lêmão que nos desvende o preço a pagar pela Ungleichzeitigkeit des Gleichzeitigen (não que vocês não saibam).<br />
Saúde&#038;Alegria, como diz o bisneto de Hermes, que puxou ao bisavô e vive beamongtween nós, destilando caoserrância com coerência, para gozo e desespero, vocação de Freud Krueger, como todo bom passapalavrador.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcelo Mazzoni		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/02/107594/#comment-309686</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Mazzoni]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Mar 2016 03:16:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107594#comment-309686</guid>

					<description><![CDATA[Boa noite camaradas,

Não li os comentários acima, então meu comentário ficará solto.
Não quero ser piegas farei o comentário de um leitor assíduo do Passa Palavra, e digo que boa parte de minha formação teórica e mesmo reflexiva vem da leitura e releitura de muitos textos. Tenho vinte e quatro anos e desde o vinte lei quase com uma rotina diária o blog, vi com muita atenção a crítica ao Fora do Eixo, as vertentes do feminismo excludente, o debate relativo a esquerdas autogestionárias e sobre as perguntas que ninguém ousa fazer. Agora sou um pouco mais esperto e consigo escrever um texto ou outro e pretendo colaborar não mais como um divulgador informal, mas como colaborador.

De qualquer modo, força na luta.

Abraços

Marcelo Mazzoni]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Boa noite camaradas,</p>
<p>Não li os comentários acima, então meu comentário ficará solto.<br />
Não quero ser piegas farei o comentário de um leitor assíduo do Passa Palavra, e digo que boa parte de minha formação teórica e mesmo reflexiva vem da leitura e releitura de muitos textos. Tenho vinte e quatro anos e desde o vinte lei quase com uma rotina diária o blog, vi com muita atenção a crítica ao Fora do Eixo, as vertentes do feminismo excludente, o debate relativo a esquerdas autogestionárias e sobre as perguntas que ninguém ousa fazer. Agora sou um pouco mais esperto e consigo escrever um texto ou outro e pretendo colaborar não mais como um divulgador informal, mas como colaborador.</p>
<p>De qualquer modo, força na luta.</p>
<p>Abraços</p>
<p>Marcelo Mazzoni</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/02/107594/#comment-309381</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Feb 2016 23:45:16 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107594#comment-309381</guid>

					<description><![CDATA[Assino embaixo o comentário de sarah.

O comentário de Julio é bastante bom, com vários apontamentos pertinentes. Mas sarah já fez a crítica que eu faria ao comentário dele. Inclusive apontando também, em outras palavras, que o tom daquele debate, e de muitos textos do PP acabavam sendo improdutivos por serem provocativos demais. Ainda mais nesses tempos em que as pessoas demonstram incapacidade de pensar criticamente.

Mas sempre resta a dúvida: será se o mesmo conteúdo mas em outras forma faria diferença? Tenho minhas dúvidas também, por vejo reações na mesma linha a textos críticos a essa corrente multiculturalista do feminismo, e que são escritos em tom bem diferente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assino embaixo o comentário de sarah.</p>
<p>O comentário de Julio é bastante bom, com vários apontamentos pertinentes. Mas sarah já fez a crítica que eu faria ao comentário dele. Inclusive apontando também, em outras palavras, que o tom daquele debate, e de muitos textos do PP acabavam sendo improdutivos por serem provocativos demais. Ainda mais nesses tempos em que as pessoas demonstram incapacidade de pensar criticamente.</p>
<p>Mas sempre resta a dúvida: será se o mesmo conteúdo mas em outras forma faria diferença? Tenho minhas dúvidas também, por vejo reações na mesma linha a textos críticos a essa corrente multiculturalista do feminismo, e que são escritos em tom bem diferente.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Padaqui		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/02/107594/#comment-309380</link>

		<dc:creator><![CDATA[Padaqui]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Feb 2016 21:08:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107594#comment-309380</guid>

					<description><![CDATA[Não há capitalismo liberal e capitalismo fascista. Ambos, em essência, são totalitários, pois essa é a forma de organização e execução empresarial. O problema maior é quando este fascismo passa a permear e a determinar também as relações sociais dos trabalhadores, não só na cotidianidade de suas lutas, mas nas esferas mais íntimas do seu viver, ou melhor, do seu sobreviver.

Movimentos hegemônicos nem sempre representam caminhos emancipatórios, ao contrário. Os diversos fascismos apresentados pela história, que só foram possíveis graças à participação das esquerdas de então, foram, ao seu tempo, as &quot;formas de luta&quot; que mais se fortaleceram... estavam no topo das &quot;paradas de sucesso&quot; como verdades absolutas... A base de fundamentação do &quot;empoderamento&quot; ariano, pode muito bem fundamentar, hoje em dia, outras tantas reivindicações de &quot;empoderamento&quot;... 

Este mesmo multiculturalismo que defende com unhas e dentes a preservação das culturas ancestrais ou ditas tradicionais, é a mesma que quer exterminar os pensadores, as correntes, as formas de luta, etc, que julgam ultrapassadas, fora do tempo atual... Não quero dizer com isso que uma revisão permanente deva ser dispensada, ao contrário. Digo que o multiculturalismo é que é conservador e estático. Sob o pretexto de modificar o sistema, ele simplesmente o reforça.

Por fim, creio que o multiculturalismo deva ser debatido como um todo, evitando centralizar-se no feminismo, uma das vertentes que o capital estimula em detrimento da luta de classes. Neste sentido, o Passa Palavra tem sido pioneiro, enquanto que outros veículos de comunicação ditos de esquerda só tem feito referendar e reforçar o multiculturalismo, sempre em detrimento da luta de classes, portanto, a crise do Passa Palavra não deixa de ser reflexo da crise da classe trabalhadora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não há capitalismo liberal e capitalismo fascista. Ambos, em essência, são totalitários, pois essa é a forma de organização e execução empresarial. O problema maior é quando este fascismo passa a permear e a determinar também as relações sociais dos trabalhadores, não só na cotidianidade de suas lutas, mas nas esferas mais íntimas do seu viver, ou melhor, do seu sobreviver.</p>
<p>Movimentos hegemônicos nem sempre representam caminhos emancipatórios, ao contrário. Os diversos fascismos apresentados pela história, que só foram possíveis graças à participação das esquerdas de então, foram, ao seu tempo, as &#8220;formas de luta&#8221; que mais se fortaleceram&#8230; estavam no topo das &#8220;paradas de sucesso&#8221; como verdades absolutas&#8230; A base de fundamentação do &#8220;empoderamento&#8221; ariano, pode muito bem fundamentar, hoje em dia, outras tantas reivindicações de &#8220;empoderamento&#8221;&#8230; </p>
<p>Este mesmo multiculturalismo que defende com unhas e dentes a preservação das culturas ancestrais ou ditas tradicionais, é a mesma que quer exterminar os pensadores, as correntes, as formas de luta, etc, que julgam ultrapassadas, fora do tempo atual&#8230; Não quero dizer com isso que uma revisão permanente deva ser dispensada, ao contrário. Digo que o multiculturalismo é que é conservador e estático. Sob o pretexto de modificar o sistema, ele simplesmente o reforça.</p>
<p>Por fim, creio que o multiculturalismo deva ser debatido como um todo, evitando centralizar-se no feminismo, uma das vertentes que o capital estimula em detrimento da luta de classes. Neste sentido, o Passa Palavra tem sido pioneiro, enquanto que outros veículos de comunicação ditos de esquerda só tem feito referendar e reforçar o multiculturalismo, sempre em detrimento da luta de classes, portanto, a crise do Passa Palavra não deixa de ser reflexo da crise da classe trabalhadora.</p>
]]></content:encoded>
		
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		<title>
		Por: sarah		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/02/107594/#comment-309378</link>

		<dc:creator><![CDATA[sarah]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Feb 2016 19:37:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107594#comment-309378</guid>

					<description><![CDATA[Sobre os últimos comentários vale lembrar que nesse site aconteceu uma vez o seguinte, na época dos primeiros textos do Passa palavra criticando as franjas feministas que defendem pautas e formas de lutar que o PP considera nocivas para as lutas anticapitalistas. Em determinado ponto do debate foi questionado o termo Patriarcalismo, o que gerou revolta na maioria dos e das feministas. Então o João Bernardo fez um longo comentário historiográfico mostrando que este conceito é muito problemático, e citou exemplos históricos a partir da pesquisa sobre os anos 500 a 1500 (salvo engano). Essa pesquisa foi publicada pelo João B. em vários livros, dando mais de 2 mil páginas e milhares de referências em livros, documentos etc. então não é nem de perto um &quot;achismo&quot; do João. Depois do comentário dele uma comentadora respondeu mais ou menos o seguinte, nunca mais me esqueci: &quot;Companheiras e apoiadorxs, vamos sair desse debate. Não leiam mais os textos que saírem neste site, etc etc.&quot; Foi o primeiro de muitos boicotes ao site, aqui e noutros espaços. No ponto 5 enumerado pelo Júlio ele diz que o Passa Palavra &quot;acaba se colocando, provavelmente sem intenção, na contramão de uma das formas de luta que mais se fortalece no Brasil hoje&quot; (o feminismo). É um problema grave essa confusão entre o combate do PP a certo tipo de feminismo e o combate a todo e qualquer feminismo. Aliás esse foi um dos argumentos de quem defendia o certo tipo de feminismo que tava sendo atacado pelo PP, ganhando assim a simpatia de feministas que não eram alinhadas às práticas desse feminismo &quot;excludente&quot;, por exemplo o punitivismo. Pelo que entendi dos textos e debates o PP não se coloca na contramão do ascenso do feminismo. Ele se coloca na contramão, e não é sem intenção, do ascenso do feminismo que ele chamou de feminismo excludente, o feminismo biologizante, que conforme convém busca fundamentos culturais e históricos, e que quando é desbancado nesta via retorna ao âmbito biológico para fazer afirmações generalizantes do tipo &quot;todo homem é um potencial estuprador&quot; etc. Até concordo com a crítica do Júlio de que a forma como o PP levou esse debate não foi das melhores, meio descuidada. Mas a identificação de um tipo nefasto de feminismo racista no interior do feminismo já foi uma tarefa importante feita pelo site, contribuindo para o avanço do feminismo anticapitalista, em vez daquele feminismo capitalista que em vez de lutar pela luta de homens e mulheres contra o machismo identifica pura e simplesmente homem = machismo e afasta os companheiros que querem e precisam somar nesta luta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre os últimos comentários vale lembrar que nesse site aconteceu uma vez o seguinte, na época dos primeiros textos do Passa palavra criticando as franjas feministas que defendem pautas e formas de lutar que o PP considera nocivas para as lutas anticapitalistas. Em determinado ponto do debate foi questionado o termo Patriarcalismo, o que gerou revolta na maioria dos e das feministas. Então o João Bernardo fez um longo comentário historiográfico mostrando que este conceito é muito problemático, e citou exemplos históricos a partir da pesquisa sobre os anos 500 a 1500 (salvo engano). Essa pesquisa foi publicada pelo João B. em vários livros, dando mais de 2 mil páginas e milhares de referências em livros, documentos etc. então não é nem de perto um &#8220;achismo&#8221; do João. Depois do comentário dele uma comentadora respondeu mais ou menos o seguinte, nunca mais me esqueci: &#8220;Companheiras e apoiadorxs, vamos sair desse debate. Não leiam mais os textos que saírem neste site, etc etc.&#8221; Foi o primeiro de muitos boicotes ao site, aqui e noutros espaços. No ponto 5 enumerado pelo Júlio ele diz que o Passa Palavra &#8220;acaba se colocando, provavelmente sem intenção, na contramão de uma das formas de luta que mais se fortalece no Brasil hoje&#8221; (o feminismo). É um problema grave essa confusão entre o combate do PP a certo tipo de feminismo e o combate a todo e qualquer feminismo. Aliás esse foi um dos argumentos de quem defendia o certo tipo de feminismo que tava sendo atacado pelo PP, ganhando assim a simpatia de feministas que não eram alinhadas às práticas desse feminismo &#8220;excludente&#8221;, por exemplo o punitivismo. Pelo que entendi dos textos e debates o PP não se coloca na contramão do ascenso do feminismo. Ele se coloca na contramão, e não é sem intenção, do ascenso do feminismo que ele chamou de feminismo excludente, o feminismo biologizante, que conforme convém busca fundamentos culturais e históricos, e que quando é desbancado nesta via retorna ao âmbito biológico para fazer afirmações generalizantes do tipo &#8220;todo homem é um potencial estuprador&#8221; etc. Até concordo com a crítica do Júlio de que a forma como o PP levou esse debate não foi das melhores, meio descuidada. Mas a identificação de um tipo nefasto de feminismo racista no interior do feminismo já foi uma tarefa importante feita pelo site, contribuindo para o avanço do feminismo anticapitalista, em vez daquele feminismo capitalista que em vez de lutar pela luta de homens e mulheres contra o machismo identifica pura e simplesmente homem = machismo e afasta os companheiros que querem e precisam somar nesta luta.</p>
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		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/02/107594/#comment-309376</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Feb 2016 18:19:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107594#comment-309376</guid>

					<description><![CDATA[O comentário de Júlio acima é muito bom, mas tenho algo a dizer sobre ele. As pessoas que reclamam do tom arrogante e acadêmico dos debates neste site são em geral as mesmas pessoas que pretendem ser assertivas sem fundamento e que gostariam de ter suas opiniões aceitas assim mesmo. Não estou dizendo que esse é caso de Júlio, mas convenhamos que uma grande quantidade de pessoas acaba se doendo quando percebe que para outras pessoas na esquerda ser assertivo sem fundamento é algo no mínimo problemático. Se buscar um fundamento para a assertividade na produção teórica (militante, acadêmica etc.) é “academicismo”, mesmo se tal fundamento é concebido como elemento da participação política e portanto da prática, então a própria lógica do Facebook e das redes sociais enquanto espaços de castração do debate fica reforçada. Para mim arrogância não é defeito, mas para as pessoas que pensam assim talvez seja preciso reconhecer que também é arrogante querer fazer asserções sobre assuntos de que não se entende e querer assim mesmo traçar livremente, sem qualquer oposição, orientações para a luta. E há também momentos em que ser assertivo sem fundamento é um golpe de força: os demais têm de aceitar o que você está dizendo ou propondo porque é seu interesse que aceitem e você não vai se dar ao trabalho de argumentar para fundamentar sua opinião ou proposição. Seja como for, muitas vezes os críticos do Passa Palavra são meros repetidores de axiomas, porque tais axiomas são úteis nas organizações de que participam. Sobre o feminismo, se analisar algumas das suas facetas de um modo que vai na contramão do que é hoje hegemônico na esquerda é ir na contramão da emancipação feminina, então o que se demanda não é diálogo mas assimilação (Posso estar errado, mas me parece que isso tem a ver com a própria modalidade de luta hoje muito em voga: militantes que no discurso demandam “diálogo” com empresas e autoridades mas que na prática pretendem extingui-los... Ou será o contrário? Às vezes é difícil dizer). Diálogo não é fazer coro, diálogo não se dá sem o contraditório. Mas num contexto de hegemonia do moralismo politicamente correto o contraditório é tolerado?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O comentário de Júlio acima é muito bom, mas tenho algo a dizer sobre ele. As pessoas que reclamam do tom arrogante e acadêmico dos debates neste site são em geral as mesmas pessoas que pretendem ser assertivas sem fundamento e que gostariam de ter suas opiniões aceitas assim mesmo. Não estou dizendo que esse é caso de Júlio, mas convenhamos que uma grande quantidade de pessoas acaba se doendo quando percebe que para outras pessoas na esquerda ser assertivo sem fundamento é algo no mínimo problemático. Se buscar um fundamento para a assertividade na produção teórica (militante, acadêmica etc.) é “academicismo”, mesmo se tal fundamento é concebido como elemento da participação política e portanto da prática, então a própria lógica do Facebook e das redes sociais enquanto espaços de castração do debate fica reforçada. Para mim arrogância não é defeito, mas para as pessoas que pensam assim talvez seja preciso reconhecer que também é arrogante querer fazer asserções sobre assuntos de que não se entende e querer assim mesmo traçar livremente, sem qualquer oposição, orientações para a luta. E há também momentos em que ser assertivo sem fundamento é um golpe de força: os demais têm de aceitar o que você está dizendo ou propondo porque é seu interesse que aceitem e você não vai se dar ao trabalho de argumentar para fundamentar sua opinião ou proposição. Seja como for, muitas vezes os críticos do Passa Palavra são meros repetidores de axiomas, porque tais axiomas são úteis nas organizações de que participam. Sobre o feminismo, se analisar algumas das suas facetas de um modo que vai na contramão do que é hoje hegemônico na esquerda é ir na contramão da emancipação feminina, então o que se demanda não é diálogo mas assimilação (Posso estar errado, mas me parece que isso tem a ver com a própria modalidade de luta hoje muito em voga: militantes que no discurso demandam “diálogo” com empresas e autoridades mas que na prática pretendem extingui-los&#8230; Ou será o contrário? Às vezes é difícil dizer). Diálogo não é fazer coro, diálogo não se dá sem o contraditório. Mas num contexto de hegemonia do moralismo politicamente correto o contraditório é tolerado?</p>
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