<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: O longo século XIX	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2016/03/107658/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2016/03/107658/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Fri, 09 Oct 2020 01:18:41 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Militante Anti-idolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107658/#comment-671811</link>

		<dc:creator><![CDATA[Militante Anti-idolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2020 01:18:41 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107658#comment-671811</guid>

					<description><![CDATA[Devia ser leitura obrigatória em todo curso de sociais e de formação de militantes, visto que é tendência dominante a criação e propagação de ídolos, incriticáveis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Devia ser leitura obrigatória em todo curso de sociais e de formação de militantes, visto que é tendência dominante a criação e propagação de ídolos, incriticáveis.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Padaqui		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107658/#comment-309600</link>

		<dc:creator><![CDATA[Padaqui]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Mar 2016 23:21:18 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107658#comment-309600</guid>

					<description><![CDATA[Já dizia cartola: Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó...

Também Orwell já alertava os revolucionários para os&quot;moinhos&quot;: 

(...) No terceiro domingo após a expulsão de Bola-de-Neve, os bichos ficaram um tanto surpresos ao ouvirem Napoleão anunciar que o moinho de vento seria, afinal de contas, construído.
(...)Um domingo de manhã, quando os bichos se reuniram para receber as ordens, Napoleão anunciou sua
decisão de encetar uma nova política. A partir daquele dia, a Granja dos Bichos passaria a comerciar
com as da vizinhança; naturalmente, sem qualquer objetivo de lucro, mas com o fito único de obter
algumas mercadorias urgentemente necessárias. As exigências do moinho de vento deviam sobrepujar
tudo mais, disse.
(...) Visão terrível se apresentava aos seus olhos: o
moinho de vento estava em ruínas.
(...) Hoje mesmo, de manhã, recomeçamos a construção do moinho de vento e trabalharemos
por todo o inverno, com sol ou com chuva. Mostraremos a esse traidor miserável que ele não pode
desfazer nosso traba1ho assim tão facilmente. Lembrem-se, camaradas, não deve haver modificações
em nossos planos: serão cumpridas à risca. Para a frente, camaradas! Viva o moinho de vento! Viva a
Granja dos Bichos! 
(...) O moinho de vento afinal, fora concluído com êxito e a granja possuía uma
debulhadeira e um elevador de feno próprio, e construções novas se haviam erguido. Whymper
comprara uma aranha. O moinho de vento, entretanto, não era usado para gerar energia elétrica.
Usavam-no para moer cereais, coisa que dava bom dinheiro.(...)

O fetiche tarefista e movimentista, como bem colocou o Pablo, muitas vezes, ergue os moinhos que nos trituram...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já dizia cartola: Preste atenção, o mundo é um moinho<br />
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho<br />
Vai reduzir as ilusões a pó&#8230;</p>
<p>Também Orwell já alertava os revolucionários para os&#8221;moinhos&#8221;: </p>
<p>(&#8230;) No terceiro domingo após a expulsão de Bola-de-Neve, os bichos ficaram um tanto surpresos ao ouvirem Napoleão anunciar que o moinho de vento seria, afinal de contas, construído.<br />
(&#8230;)Um domingo de manhã, quando os bichos se reuniram para receber as ordens, Napoleão anunciou sua<br />
decisão de encetar uma nova política. A partir daquele dia, a Granja dos Bichos passaria a comerciar<br />
com as da vizinhança; naturalmente, sem qualquer objetivo de lucro, mas com o fito único de obter<br />
algumas mercadorias urgentemente necessárias. As exigências do moinho de vento deviam sobrepujar<br />
tudo mais, disse.<br />
(&#8230;) Visão terrível se apresentava aos seus olhos: o<br />
moinho de vento estava em ruínas.<br />
(&#8230;) Hoje mesmo, de manhã, recomeçamos a construção do moinho de vento e trabalharemos<br />
por todo o inverno, com sol ou com chuva. Mostraremos a esse traidor miserável que ele não pode<br />
desfazer nosso traba1ho assim tão facilmente. Lembrem-se, camaradas, não deve haver modificações<br />
em nossos planos: serão cumpridas à risca. Para a frente, camaradas! Viva o moinho de vento! Viva a<br />
Granja dos Bichos!<br />
(&#8230;) O moinho de vento afinal, fora concluído com êxito e a granja possuía uma<br />
debulhadeira e um elevador de feno próprio, e construções novas se haviam erguido. Whymper<br />
comprara uma aranha. O moinho de vento, entretanto, não era usado para gerar energia elétrica.<br />
Usavam-no para moer cereais, coisa que dava bom dinheiro.(&#8230;)</p>
<p>O fetiche tarefista e movimentista, como bem colocou o Pablo, muitas vezes, ergue os moinhos que nos trituram&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107658/#comment-309597</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Mar 2016 20:06:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107658#comment-309597</guid>

					<description><![CDATA[Em um dos prefácios de O Capital, que li sentado em uma cadeira, Marx diz que depois das derrotas das Revoluções de 1848 &quot;foi obrigado a se recolher ao quarto de estudos&quot;. Depois da derrota da Revolução Russa de 1905 Lênin disse que foi obrigado a ir estudar a Ciência da Lógica, de Hegel, a fim de entender melhor a dialética do desenvolvimento e da superação. Talvez eu e muitos outros estejamos com a bunda na cadeira (e olha que nem é o tempo todo, eim?) por conta das últimas derrotas dos últimos anos, por exemplo 2013. Talvez seja melhor estar com a bunda na cadeira tentando entender o por quê das derrotas do que de pé atuando nas organizações assimiladas ao sistema, rumo a repetir pela enésima vez os mesmos erros de sempre, a começar pelo fetiche tarefista e movimentista, num tempo em que a contra-revolução não significa imobilizar a classe, e sim colocá-la em movimento. Daí estar se mexendo não significa lá grande coisa, para além do fato de que sentados nas cadeiras também estamos a nos mexer.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um dos prefácios de O Capital, que li sentado em uma cadeira, Marx diz que depois das derrotas das Revoluções de 1848 &#8220;foi obrigado a se recolher ao quarto de estudos&#8221;. Depois da derrota da Revolução Russa de 1905 Lênin disse que foi obrigado a ir estudar a Ciência da Lógica, de Hegel, a fim de entender melhor a dialética do desenvolvimento e da superação. Talvez eu e muitos outros estejamos com a bunda na cadeira (e olha que nem é o tempo todo, eim?) por conta das últimas derrotas dos últimos anos, por exemplo 2013. Talvez seja melhor estar com a bunda na cadeira tentando entender o por quê das derrotas do que de pé atuando nas organizações assimiladas ao sistema, rumo a repetir pela enésima vez os mesmos erros de sempre, a começar pelo fetiche tarefista e movimentista, num tempo em que a contra-revolução não significa imobilizar a classe, e sim colocá-la em movimento. Daí estar se mexendo não significa lá grande coisa, para além do fato de que sentados nas cadeiras também estamos a nos mexer.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcelo Mazzoni		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107658/#comment-309586</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcelo Mazzoni]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Mar 2016 12:17:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107658#comment-309586</guid>

					<description><![CDATA[Texto muito interessante, aponta como muitos reificam tanto Marx quanto Bakunin e como é prejudicial a luta. Afinal, já diziam esses &quot;canalhas&quot; a revolução social deve buscar sua poesia no futuro.

Abraços]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Texto muito interessante, aponta como muitos reificam tanto Marx quanto Bakunin e como é prejudicial a luta. Afinal, já diziam esses &#8220;canalhas&#8221; a revolução social deve buscar sua poesia no futuro.</p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Rapunzel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107658/#comment-309581</link>

		<dc:creator><![CDATA[Rapunzel]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Mar 2016 06:51:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107658#comment-309581</guid>

					<description><![CDATA[Enquanto uns ficam sentados escrevendo um monte de blá blá blá outros militam e vão pra realidade de fábricas, escolas, bancos. Enquanto uns ficam posando de bom moços escrevendo lindos artigos sobre feminismo outros se prestam a estarem na luta lado a lado com suas companheiras. Enquanto uns vivem de artigos acadêmicos pífios outros procuram entender a vida pois a vivem. SSaia da cadeira e vá pra vida real. Marx assim como Lenin e outros procurou viver ou melhor procurou ir pra realidade pois sabiam que a realidade era fundamental nas suas elaborações. Saia da cadeira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto uns ficam sentados escrevendo um monte de blá blá blá outros militam e vão pra realidade de fábricas, escolas, bancos. Enquanto uns ficam posando de bom moços escrevendo lindos artigos sobre feminismo outros se prestam a estarem na luta lado a lado com suas companheiras. Enquanto uns vivem de artigos acadêmicos pífios outros procuram entender a vida pois a vivem. SSaia da cadeira e vá pra vida real. Marx assim como Lenin e outros procurou viver ou melhor procurou ir pra realidade pois sabiam que a realidade era fundamental nas suas elaborações. Saia da cadeira.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Douglas Rodrigues Barros		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107658/#comment-309527</link>

		<dc:creator><![CDATA[Douglas Rodrigues Barros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2016 14:24:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107658#comment-309527</guid>

					<description><![CDATA[Quando publiquei meu último texto aqui em meio ao debate sobre a centralidade da tática (ou sei lá o que), temi, pois geralmente a crítica se torna estéril quando toma “partido da dúvida”, tanto que aqueles que querem respostas, se frustram e não encontram o bombom da verdade desejado ao fim da leitura. 
Nunca vou me esquecer que certa vez estando em meio a trotskistas lendo A Revolução Permanente lancei a dúvida hipotética: - Camaradas! – eu disse – Tudo bem... compreendo que a revolução teria que ser internacionalizada e que o destino dela se centrou no triunfo da Revolução Alemã que fracassou... todavia, façamos um breve esforço... Havia duas teorias que, mais que teorias, eram disputas políticas pelo comando do Estado que se formava sobre novas bases – Silêncio constrangedor no ar –  sabemos que acabou vencendo a de Bukharin (salvo engano) adotada por Stalin. Mas, se acaso tivesse triunfado a Revolução Permanente quais as bases concretas que possibilitariam que a revolução se espraiasse por mais países? E quais eram as condições que uma Rússia em frangalhos teria para enfrentar isso?
– Mas, isso é uma falsa questão! Não é o que está em questão aqui – responderam. (Risos).
Quando li o texto de Polese pude contemplar que há uma nova orientação que não coloca Marx no pedestal, mas reconhece a importância de seu pensamento e método. E, por fim, não me senti mais sozinho! (Risos).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando publiquei meu último texto aqui em meio ao debate sobre a centralidade da tática (ou sei lá o que), temi, pois geralmente a crítica se torna estéril quando toma “partido da dúvida”, tanto que aqueles que querem respostas, se frustram e não encontram o bombom da verdade desejado ao fim da leitura.<br />
Nunca vou me esquecer que certa vez estando em meio a trotskistas lendo A Revolução Permanente lancei a dúvida hipotética: &#8211; Camaradas! – eu disse – Tudo bem&#8230; compreendo que a revolução teria que ser internacionalizada e que o destino dela se centrou no triunfo da Revolução Alemã que fracassou&#8230; todavia, façamos um breve esforço&#8230; Havia duas teorias que, mais que teorias, eram disputas políticas pelo comando do Estado que se formava sobre novas bases – Silêncio constrangedor no ar –  sabemos que acabou vencendo a de Bukharin (salvo engano) adotada por Stalin. Mas, se acaso tivesse triunfado a Revolução Permanente quais as bases concretas que possibilitariam que a revolução se espraiasse por mais países? E quais eram as condições que uma Rússia em frangalhos teria para enfrentar isso?<br />
– Mas, isso é uma falsa questão! Não é o que está em questão aqui – responderam. (Risos).<br />
Quando li o texto de Polese pude contemplar que há uma nova orientação que não coloca Marx no pedestal, mas reconhece a importância de seu pensamento e método. E, por fim, não me senti mais sozinho! (Risos).</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Ricardo Andrade		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107658/#comment-309504</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ricardo Andrade]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Mar 2016 00:50:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107658#comment-309504</guid>

					<description><![CDATA[Caro Pablo,

Muito Bacana o texto!


&quot;Ele, que revisava seus escritos a cada nova notícia de jornal, curiosamente escreveu livros cujo conteúdo é repetido como se tratasse do eterno.

[...]

Por algum motivo, que o poderoso cérebro e sensibilidade comunista do gênio e canalha Marx não previu, seu lema “duvidar de tudo” recebeu dos marxistas o acréscimo “exceto do que Marx escreveu”.

[...]

E enquanto os capitalistas formulam sedutoras antinovilínguas para um mundo dinâmico, as palavras mal-lidas daqueles velhos resmungões geniais que viveram num mundo que não existe mais continuam sendo repetidas como um mantra que a tudo ilumina e aquece.&quot;


Lembrei algumas cenas da peça &quot;Vida de Galileu de Brecht&quot; escrita entre 1938-39, manja?

&quot;Galileu — Meus senhores, a fé na autoridade de
Aristóteles é uma coisa, e os fatos, que são tangíveis, são outra.
[...] Meus senhores, eu lhes peço com toda a humildade que
acreditem nos seus olhos.

O Matemático — Meu caro Galileu, por mais antiquado que pareça ao
senhor, eu ainda tenho o hábito de ler Aristóteles, e lhe garanto
que acredito nos meus olhos quando leio.

Galileu — Eu me acostumei a ver como os senhores de todas as
faculdades fecham os olhos a todos os fatos, fazendo de conta
que não houve nada. Eu mostro as minhas observações e eles
sorriem, eu ofereço o meu telescópio para que vejam, e eles
citam Aristóteles.&quot;


Em certa medida, (talvez tu não concorde) suas assertivas estão bastante afinadas com o ensaio o &quot;O novo tempo do mundo: a experiência da história numa era de expectativas decrescentes&quot; recentemente escrito por Paulo Arantes - se pah, tu já conheça o texto.

A crítica a sociedade burguesa desenvolvida pelo camarada comunista Marx é o que melhor temos hoje. Porém, a necessidade de atualizar (não sei se é a expressão correspondente) suas categorias constantemente é hipotecada por uma esquerda ou por tradições marxistas muito importantes. 

Por ora, isso é sina do nosso tempo. Tempos esses que não deixam de ser &quot;interessantes&quot; por isso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Pablo,</p>
<p>Muito Bacana o texto!</p>
<p>&#8220;Ele, que revisava seus escritos a cada nova notícia de jornal, curiosamente escreveu livros cujo conteúdo é repetido como se tratasse do eterno.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Por algum motivo, que o poderoso cérebro e sensibilidade comunista do gênio e canalha Marx não previu, seu lema “duvidar de tudo” recebeu dos marxistas o acréscimo “exceto do que Marx escreveu”.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>E enquanto os capitalistas formulam sedutoras antinovilínguas para um mundo dinâmico, as palavras mal-lidas daqueles velhos resmungões geniais que viveram num mundo que não existe mais continuam sendo repetidas como um mantra que a tudo ilumina e aquece.&#8221;</p>
<p>Lembrei algumas cenas da peça &#8220;Vida de Galileu de Brecht&#8221; escrita entre 1938-39, manja?</p>
<p>&#8220;Galileu — Meus senhores, a fé na autoridade de<br />
Aristóteles é uma coisa, e os fatos, que são tangíveis, são outra.<br />
[&#8230;] Meus senhores, eu lhes peço com toda a humildade que<br />
acreditem nos seus olhos.</p>
<p>O Matemático — Meu caro Galileu, por mais antiquado que pareça ao<br />
senhor, eu ainda tenho o hábito de ler Aristóteles, e lhe garanto<br />
que acredito nos meus olhos quando leio.</p>
<p>Galileu — Eu me acostumei a ver como os senhores de todas as<br />
faculdades fecham os olhos a todos os fatos, fazendo de conta<br />
que não houve nada. Eu mostro as minhas observações e eles<br />
sorriem, eu ofereço o meu telescópio para que vejam, e eles<br />
citam Aristóteles.&#8221;</p>
<p>Em certa medida, (talvez tu não concorde) suas assertivas estão bastante afinadas com o ensaio o &#8220;O novo tempo do mundo: a experiência da história numa era de expectativas decrescentes&#8221; recentemente escrito por Paulo Arantes &#8211; se pah, tu já conheça o texto.</p>
<p>A crítica a sociedade burguesa desenvolvida pelo camarada comunista Marx é o que melhor temos hoje. Porém, a necessidade de atualizar (não sei se é a expressão correspondente) suas categorias constantemente é hipotecada por uma esquerda ou por tradições marxistas muito importantes. </p>
<p>Por ora, isso é sina do nosso tempo. Tempos esses que não deixam de ser &#8220;interessantes&#8221; por isso.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Bee		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107658/#comment-309443</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bee]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Mar 2016 03:24:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107658#comment-309443</guid>

					<description><![CDATA[Meu entendimento: fazendo um &quot;resumão&quot;, Marx é tão atual quanto anacrônico. Porque ainda que as tecnologias e, usando os termos do citado de Padaqui, &quot;biotecnologias&quot; estejam hoje a serviço do capitalismo, este apesar de ir para a sua quarta revolução industrial, também ainda é um modelo do século XVIII, pois segue em novas roupagens as teorias de Adam Smith sobre mercantilismo.

Acho que marxistas não-bíblicos conseguem fazer uma &quot;atualização&quot; da teoria marxiana à luz do século XXI, de certa forma. Mas o que pega mesmo são as resistências de interdisciplinarizar, transversalizar a teoria marxiana com contextos próprios da sociedade atual em prol de um purismo, um academicismo e um sindicalismo que fala somente consigo e com o século XIX.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu entendimento: fazendo um &#8220;resumão&#8221;, Marx é tão atual quanto anacrônico. Porque ainda que as tecnologias e, usando os termos do citado de Padaqui, &#8220;biotecnologias&#8221; estejam hoje a serviço do capitalismo, este apesar de ir para a sua quarta revolução industrial, também ainda é um modelo do século XVIII, pois segue em novas roupagens as teorias de Adam Smith sobre mercantilismo.</p>
<p>Acho que marxistas não-bíblicos conseguem fazer uma &#8220;atualização&#8221; da teoria marxiana à luz do século XXI, de certa forma. Mas o que pega mesmo são as resistências de interdisciplinarizar, transversalizar a teoria marxiana com contextos próprios da sociedade atual em prol de um purismo, um academicismo e um sindicalismo que fala somente consigo e com o século XIX.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Padaqui		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107658/#comment-309439</link>

		<dc:creator><![CDATA[Padaqui]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2016 20:58:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107658#comment-309439</guid>

					<description><![CDATA[Caro Pablo, 

eu havia entendido sua ironia. Mas achei importante ressaltar que, embora haja a necessidade constante, aliás como você bem colocou, de reavaliações da teoria e da práxis de nossas lutas. Infelizmente, segundo meu &quot;olhar&quot;, tenho percebido &quot;olhares&quot;, via de regra, em extremos: ora uma negação ao marxismo, ora uma afirmação incondicional, exatamente nos termos do seu texto. 

E isto me parece um problema sério, especialmente quando nos deparamos com a realidade, como por exemplo, neste exato momento, em que a crise política brasileira parece nos colocar numa &quot;encruzilhada da ordem e da revolta&quot;... somada à crise das esquerdas mundo a fora.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Pablo, </p>
<p>eu havia entendido sua ironia. Mas achei importante ressaltar que, embora haja a necessidade constante, aliás como você bem colocou, de reavaliações da teoria e da práxis de nossas lutas. Infelizmente, segundo meu &#8220;olhar&#8221;, tenho percebido &#8220;olhares&#8221;, via de regra, em extremos: ora uma negação ao marxismo, ora uma afirmação incondicional, exatamente nos termos do seu texto. </p>
<p>E isto me parece um problema sério, especialmente quando nos deparamos com a realidade, como por exemplo, neste exato momento, em que a crise política brasileira parece nos colocar numa &#8220;encruzilhada da ordem e da revolta&#8221;&#8230; somada à crise das esquerdas mundo a fora.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107658/#comment-309438</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Mar 2016 20:31:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107658#comment-309438</guid>

					<description><![CDATA[Caro Padaqui, não condenei a humanidade de Marx, ressaltei a genialidade dele, que pensou criticamente há mais de 150 anos, e se usei com ironia pormenores da vida pessoal dele foi apenas para ressaltar que ele era humano e, portanto, para criticar aqueles que o endeusam e tratam sua teoria de modo ortodoxo e dogmático, bem diferente do modo como ele mesmo tratava tudo que lia. No mais concordo com o sentido da reflexão que vc fez.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Padaqui, não condenei a humanidade de Marx, ressaltei a genialidade dele, que pensou criticamente há mais de 150 anos, e se usei com ironia pormenores da vida pessoal dele foi apenas para ressaltar que ele era humano e, portanto, para criticar aqueles que o endeusam e tratam sua teoria de modo ortodoxo e dogmático, bem diferente do modo como ele mesmo tratava tudo que lia. No mais concordo com o sentido da reflexão que vc fez.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
