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	Comentários sobre: A esquerda não-governista e o ato de 18 de março	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: cristina		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[cristina]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2016 18:42:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Obrigada, Ian e Breno. Tenho vontade de fazer isso sim, é questão de combinar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Obrigada, Ian e Breno. Tenho vontade de fazer isso sim, é questão de combinar.</p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107776/#comment-310061</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2016 13:00:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[OFF-PITACO
Uma leitura - mesmo pop &#038; diagonal, nada sintomal [:-D}] - de Émile Benveniste (Problemas de lingüística Geral vol I CAPÍTULO VI) talvez ajudasse...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>OFF-PITACO<br />
Uma leitura &#8211; mesmo pop &amp; diagonal, nada sintomal [:-D}] &#8211; de Émile Benveniste (Problemas de lingüística Geral vol I CAPÍTULO VI) talvez ajudasse&#8230;</p>
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		<title>
		Por: Ian Caetano		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107776/#comment-310060</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ian Caetano]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2016 12:51:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Concordo com o Breno,Cristina. Sua reflexão merece um lugar mais destacado que um comentário : ). Se você achar que vale (eu diria que sim) poderia brindar-nos com um texto aqui, ou um artigo... Algo assim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com o Breno,Cristina. Sua reflexão merece um lugar mais destacado que um comentário : ). Se você achar que vale (eu diria que sim) poderia brindar-nos com um texto aqui, ou um artigo&#8230; Algo assim.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107776/#comment-310035</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Mar 2016 17:10:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[seguindo o off-topic, teria a língua portuguesa uma categoria linguística passível de ser entendida como &quot;gênero&quot;? 

http://people.ufpr.br/~borges/publicacoes/notaveis/Genero.pdf

se alguém conhece um bom artigo que refuta a hipótese apresentada aí, por favor compartilhe!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>seguindo o off-topic, teria a língua portuguesa uma categoria linguística passível de ser entendida como &#8220;gênero&#8221;? </p>
<p><a href="http://people.ufpr.br/~borges/publicacoes/notaveis/Genero.pdf" rel="nofollow ugc">http://people.ufpr.br/~borges/publicacoes/notaveis/Genero.pdf</a></p>
<p>se alguém conhece um bom artigo que refuta a hipótese apresentada aí, por favor compartilhe!</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Breno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107776/#comment-310030</link>

		<dc:creator><![CDATA[Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 26 Mar 2016 12:41:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[[OFF TOPIC]

Muito bom o comentário da Cristina D.
Daria um belo ensaio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[OFF TOPIC]</p>
<p>Muito bom o comentário da Cristina D.<br />
Daria um belo ensaio.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: cristina daniels		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107776/#comment-310017</link>

		<dc:creator><![CDATA[cristina daniels]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Mar 2016 23:37:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Antes de mais nada peço desculpas a todos pelo comentário extemporâneo ao qual não pude resistir.
Concordo com muita satisfação, Ian: presidente ou presidenta é uma questão inteiramente trivial. Amargamente estamos reduzidos a insistir nesse plano para tentar sair dele, isto é, a mostrar como através dele é desviado o que realmente está em jogo. Por essa razão, peço licença para aproveitar a rara ousadia do seu comentário que, não se deixando chantagear pelo senso comum dito feminista, devolve ao meu gênero o direito a ser tratado com inteligência. Desculpe, então, pelo tema fora de foco em relação à sua abordagem, mas se trata justamente de valorizar o caráter indireto e de passagem da sua crítica, que reinsere a questão na sua verdadeira dimensão, e assim tirar proveito da voltagem mais baixa que esse deslocamento propicia em comparação à prevenção e o Fla x Flu que reúnem as pessoas em torno da polêmica direta. Obrigada pela defesa do termo presidente, que refuta a imbecilidade e demagogia que levou embora a possibilidade de crítica séria à discriminação de gênero, desfigurada não só pelo chamado &quot;culturalismo&quot;, mas até mesmo quando invocada em nome do &quot;classismo&quot;, convertido em mais um rótulo que nada tem a ver com o ponto de vista objetivo da luta de classes, e que no melhor dos casos atenua a abordagem parcial e sexista do primeiro. A língua é dinâmica, sim, como argumentam muitos com acerto, mas histórica e espontaneamente dinâmica, ela não obedece a desígnios arbitrários destinados a reformá-la para fins “pedagógicos”, não serão concessões artificiais, ninharias, por isso mesmo, humilhantes, e por fim, sexistas – mas pela lógica sexista, o machismo expulso pela porta da frente volta pela janela -- como &quot;todxs&quot; e &quot;tod@s&quot; que a igualdade entre os gêneros poderá ser levada a sério. Além do mais, é bastante óbvio que a forma comum de dois gêneros por si mesma carrega potencialmente essa igualdade, de maneira que, ao preteri-la, o sexismo, se fosse feminismo, daria um tiro no próprio pé, pois enquanto a língua já admite, na ocorrência da forma comum de dois, a igualdade entre os sexos, em lugar de promover o pressuposto igualitário, o pseudofeminismo, ao contrário, vai em busca de uma inabitual forma linguística excludente, que antes contraria o fato, que fala por si mesmo, de que uma mulher ocupa o posto máximo da nação, e põe em dúvida esse direito sugerindo seu caráter excepcional ao vinculá-lo a um termo desnecessariamente inusitado e ratificando, paradoxalmente, a ideologia da oposição entre os gêneros ao privilegiar a flexão linguística – cegamente na contramão do clamor LGBT contra essa determinação ideológica –, adotando uma conduta perfeitamente convergente com o chauvinismo machista. Essas e outras &quot;soluções&quot;, no fundo, apenas desmerecem o gênero feminino a título de enaltecê-lo, de fato, através da apologia à fêmea, o sexismo faz aquilo que mais odeia: &quot;passa pano&quot; pro machismo que se oculta – ou se desconhece – por trás da demagogia. O que se encobre é o fato de que o machismo não é uma deformação de conduta masculina de ordem cultural, como se disse muitas vezes, nem tampouco moral, como faz supor a pretensão mais veladamente autoritária de “corrigi-lo” abstratamente pelo ponto de vista crítico de classe; a primazia masculina é um princípio de opressão social baseado na ideologia da oposição irredutível dos gêneros que vigora em proporção direta à brutalidade da sujeição dos indivíduos aos interesses do capital e, por essa razão, atinge fundalmente as classes mais pobres e, nestas, diretamente as mulheres, sem poupar em absoluto os homens; uma opressão reproduzida por homens e mulheres pertencentes, principalmente, às próprias camadas sociais que mais vitimiza, como é característico da lógica da coisa – lembremos que, na sociedade de classes, é de regra que os oprimidos reproduzam selvagemente a opressão internalizando-a e impingindo-a uns aos outros, a decorrência mesma da mutilação que sofreram.
No séc. XIX e até o fim da Segunda Guerra a crítica direta ao machismo cumpriu o papel de desmistificá-lo, daí em diante, com o progressivo abandono do marxismo e a pá de cal na esquerda em Maio de 68, as lutas sociais assumem falsas formas de contestação, de tal maneira que, hoje, mais do que nunca, o abrandamento do machismo está vinculado estritamente ao acesso aos bens sociais e à cultura. A rigor, o capitalismo não tem necessidade do machismo e, sim, do preconceito. O ataque direto ao machismo não atinge obrigatoriamente o capitalismo, e hoje ele converge antes com o reformismo. Este, porém, abstendo-se de atacar as bases do sistema, só pode contradizê-lo superficialmente, seu poder de transformação limita-se àquilo que, segundo a conjuntura, convém ao poder. É por isso que a reforma linguística é falaciosa e machista. A expressão do universal pelo gênero masculino reflete a violência histórica cometida contra as mulheres, não é a língua que deve ser negada, mas a realidade material que é o seu lastro, a linguagem “maquiada”, descolada da experiência, antes desmente e ridiculariza aquilo que afirma, funcionando como um mero consolo para a permanência da desigualdade; cada um dos princípios da rivalidade de gênero que o sexismo pretende inverter em favor da apologia do feminino sustenta-se na prática machista, que continua sendo essencial ao capitalismo, e reconduz novamente o sexismo, que, por sua vez, nada tem de justo, à supremacia masculina.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de mais nada peço desculpas a todos pelo comentário extemporâneo ao qual não pude resistir.<br />
Concordo com muita satisfação, Ian: presidente ou presidenta é uma questão inteiramente trivial. Amargamente estamos reduzidos a insistir nesse plano para tentar sair dele, isto é, a mostrar como através dele é desviado o que realmente está em jogo. Por essa razão, peço licença para aproveitar a rara ousadia do seu comentário que, não se deixando chantagear pelo senso comum dito feminista, devolve ao meu gênero o direito a ser tratado com inteligência. Desculpe, então, pelo tema fora de foco em relação à sua abordagem, mas se trata justamente de valorizar o caráter indireto e de passagem da sua crítica, que reinsere a questão na sua verdadeira dimensão, e assim tirar proveito da voltagem mais baixa que esse deslocamento propicia em comparação à prevenção e o Fla x Flu que reúnem as pessoas em torno da polêmica direta. Obrigada pela defesa do termo presidente, que refuta a imbecilidade e demagogia que levou embora a possibilidade de crítica séria à discriminação de gênero, desfigurada não só pelo chamado &#8220;culturalismo&#8221;, mas até mesmo quando invocada em nome do &#8220;classismo&#8221;, convertido em mais um rótulo que nada tem a ver com o ponto de vista objetivo da luta de classes, e que no melhor dos casos atenua a abordagem parcial e sexista do primeiro. A língua é dinâmica, sim, como argumentam muitos com acerto, mas histórica e espontaneamente dinâmica, ela não obedece a desígnios arbitrários destinados a reformá-la para fins “pedagógicos”, não serão concessões artificiais, ninharias, por isso mesmo, humilhantes, e por fim, sexistas – mas pela lógica sexista, o machismo expulso pela porta da frente volta pela janela &#8212; como &#8220;todxs&#8221; e &#8220;tod@s&#8221; que a igualdade entre os gêneros poderá ser levada a sério. Além do mais, é bastante óbvio que a forma comum de dois gêneros por si mesma carrega potencialmente essa igualdade, de maneira que, ao preteri-la, o sexismo, se fosse feminismo, daria um tiro no próprio pé, pois enquanto a língua já admite, na ocorrência da forma comum de dois, a igualdade entre os sexos, em lugar de promover o pressuposto igualitário, o pseudofeminismo, ao contrário, vai em busca de uma inabitual forma linguística excludente, que antes contraria o fato, que fala por si mesmo, de que uma mulher ocupa o posto máximo da nação, e põe em dúvida esse direito sugerindo seu caráter excepcional ao vinculá-lo a um termo desnecessariamente inusitado e ratificando, paradoxalmente, a ideologia da oposição entre os gêneros ao privilegiar a flexão linguística – cegamente na contramão do clamor LGBT contra essa determinação ideológica –, adotando uma conduta perfeitamente convergente com o chauvinismo machista. Essas e outras &#8220;soluções&#8221;, no fundo, apenas desmerecem o gênero feminino a título de enaltecê-lo, de fato, através da apologia à fêmea, o sexismo faz aquilo que mais odeia: &#8220;passa pano&#8221; pro machismo que se oculta – ou se desconhece – por trás da demagogia. O que se encobre é o fato de que o machismo não é uma deformação de conduta masculina de ordem cultural, como se disse muitas vezes, nem tampouco moral, como faz supor a pretensão mais veladamente autoritária de “corrigi-lo” abstratamente pelo ponto de vista crítico de classe; a primazia masculina é um princípio de opressão social baseado na ideologia da oposição irredutível dos gêneros que vigora em proporção direta à brutalidade da sujeição dos indivíduos aos interesses do capital e, por essa razão, atinge fundalmente as classes mais pobres e, nestas, diretamente as mulheres, sem poupar em absoluto os homens; uma opressão reproduzida por homens e mulheres pertencentes, principalmente, às próprias camadas sociais que mais vitimiza, como é característico da lógica da coisa – lembremos que, na sociedade de classes, é de regra que os oprimidos reproduzam selvagemente a opressão internalizando-a e impingindo-a uns aos outros, a decorrência mesma da mutilação que sofreram.<br />
No séc. XIX e até o fim da Segunda Guerra a crítica direta ao machismo cumpriu o papel de desmistificá-lo, daí em diante, com o progressivo abandono do marxismo e a pá de cal na esquerda em Maio de 68, as lutas sociais assumem falsas formas de contestação, de tal maneira que, hoje, mais do que nunca, o abrandamento do machismo está vinculado estritamente ao acesso aos bens sociais e à cultura. A rigor, o capitalismo não tem necessidade do machismo e, sim, do preconceito. O ataque direto ao machismo não atinge obrigatoriamente o capitalismo, e hoje ele converge antes com o reformismo. Este, porém, abstendo-se de atacar as bases do sistema, só pode contradizê-lo superficialmente, seu poder de transformação limita-se àquilo que, segundo a conjuntura, convém ao poder. É por isso que a reforma linguística é falaciosa e machista. A expressão do universal pelo gênero masculino reflete a violência histórica cometida contra as mulheres, não é a língua que deve ser negada, mas a realidade material que é o seu lastro, a linguagem “maquiada”, descolada da experiência, antes desmente e ridiculariza aquilo que afirma, funcionando como um mero consolo para a permanência da desigualdade; cada um dos princípios da rivalidade de gênero que o sexismo pretende inverter em favor da apologia do feminino sustenta-se na prática machista, que continua sendo essencial ao capitalismo, e reconduz novamente o sexismo, que, por sua vez, nada tem de justo, à supremacia masculina.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107776/#comment-309998</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Mar 2016 16:14:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Amiga Panaceia,
por mais que concorde com você, creio que é um desserviço deduzir o cenário nacional a partir de um esquema marxista. Seja com companheiros de base ou a população em geral, que te olharão com aquele olhar tipo &quot;lá vem o lunático que fala que tudo é o capitalismo&quot;, seja com os demais companheiros marxistas (creio eu que maioria aqui neste site), trazer esse tipo de esquema apenas repete a incapacidade de pensar e comunicar mais profundamente. A crise capitalista é o fundo de tudo o que está acontecendo. Legal, mas e aí? Como tratar as especificidades do momento? Porque dizer que o que precisamos é de mais luta de classes não resolve nada, nem para os companheiros de base, nem para os companheiros marxistas.

Acho que você não entendeu meu ponto. A defesa de uma saída da crise política por meio de novas eleições não é uma aposta na luta parlamentar; assim como a prisão do policial não é uma aposta no sistema judicial burguês. Se o espírito fascista consegue uma vitória, certamente não voltará assim tão tranquilamente para suas cavernas, terá motivos e motivação para realizar saltos organizativos. A ideia de que &quot;eles simplesmente voltarão às cavernas&quot; parece ser uma forma de nos convencer a ficarmos nós mesmos tranquilos nas nossas cavernas da extrema-esquerda.
Por fim, acho errado considerar que apenas &quot;interessados diretos&quot; (partidos) pedem novas eleições, como se fosse uma nova chance de ganhá-las. Creio que as organizações de classe podem e devem debater a saída para essa crise considerando racionalmente a melhor forma, mesmo que esta saída seja demandar do Estado algo de que estas organizações não terão participação direta. O que pensar então da ditadura? Será que foi um erro pedir por eleições diretas? Será que era apenas uma demanda capitaneada por partidos reformistas, uma falsa solução para o contexto que se vivia no país?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Amiga Panaceia,<br />
por mais que concorde com você, creio que é um desserviço deduzir o cenário nacional a partir de um esquema marxista. Seja com companheiros de base ou a população em geral, que te olharão com aquele olhar tipo &#8220;lá vem o lunático que fala que tudo é o capitalismo&#8221;, seja com os demais companheiros marxistas (creio eu que maioria aqui neste site), trazer esse tipo de esquema apenas repete a incapacidade de pensar e comunicar mais profundamente. A crise capitalista é o fundo de tudo o que está acontecendo. Legal, mas e aí? Como tratar as especificidades do momento? Porque dizer que o que precisamos é de mais luta de classes não resolve nada, nem para os companheiros de base, nem para os companheiros marxistas.</p>
<p>Acho que você não entendeu meu ponto. A defesa de uma saída da crise política por meio de novas eleições não é uma aposta na luta parlamentar; assim como a prisão do policial não é uma aposta no sistema judicial burguês. Se o espírito fascista consegue uma vitória, certamente não voltará assim tão tranquilamente para suas cavernas, terá motivos e motivação para realizar saltos organizativos. A ideia de que &#8220;eles simplesmente voltarão às cavernas&#8221; parece ser uma forma de nos convencer a ficarmos nós mesmos tranquilos nas nossas cavernas da extrema-esquerda.<br />
Por fim, acho errado considerar que apenas &#8220;interessados diretos&#8221; (partidos) pedem novas eleições, como se fosse uma nova chance de ganhá-las. Creio que as organizações de classe podem e devem debater a saída para essa crise considerando racionalmente a melhor forma, mesmo que esta saída seja demandar do Estado algo de que estas organizações não terão participação direta. O que pensar então da ditadura? Será que foi um erro pedir por eleições diretas? Será que era apenas uma demanda capitaneada por partidos reformistas, uma falsa solução para o contexto que se vivia no país?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Zé		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107776/#comment-309997</link>

		<dc:creator><![CDATA[Zé]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Mar 2016 14:28:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Diferentemente do comentarista que assina &quot;Panaceia, eu também quero a minha&quot; a minha tragédia é pertencer a esta esquerda autonomista e constatar a nossa incapacidade de apresentar ao proletariado uma estratégia anti-estatal consequente para que exista o &quot;terceiro campo&quot; na cena pública da política. Particularmente em momentos como esse que o Brasil atravessa caracterizado pela divisão das classes dominantes expressa pela conformação de dois campos capitalistas: o dos gestores de esquerda (governismo) e o dos gestores de direita (direita tradicional).
A ausência desse terceiro campo faz com que duas operações ideológicas (ocultamento) montadas pelo governismo exerçam uma atração &quot;irresistível&quot; para setores que, sendo oposição ao governo em suas intenções e práticas, acabem se integrando a ele. Exemplos típicos são o PCB e a CAB. O primeiro por ser ainda adepto da velha tática parlamentarista do bolchevismo (no Brasil, talvez a única exceção dentro do bolchevismo que não a adota sejam os maoistas). A segunda porque depois de tantos anos militando no interior de instituições irreversivelmente recuperadas pela social-democracia petista (MST, CUT e quejandos) não pode exercer a independência política plena pq disputa &quot;a mesma base&quot; do governismo.
E que operações ideológicas são essas?
1) A tese do &quot;golpe&quot; contra o governo Dilma quando os mecanismos de impedimento, renúncia, antecipação de eleições, eleições gerais estão constitucionalmente previstos no ordenamento jurídico brasileiro e - curiosamente, segundo tal esquema ideológico - ninguém menciona que, na época do impedimento de Collor, ocorreu um &quot;golpe de esquerda&quot; antidemocrático contra o seu governo; e 2) a tese da necessidade de &quot;defesa da democracia&quot; quando esta goza de invejável saúde e tem um número maciço de defensores em todas as classes sociais. Quem está fora do &quot;consenso democrático&quot; não passa de um punhado de meia dúzia de gatos pingados (comunistas revolucionários numa ponta do espectro político e fascistas ideológicos na outra). Note bem: fazer parte do consenso democrático não necessariamente é um ato consciente. Basta não perceber a plasticidade da democracia em assimilar tanto as &quot;liberdades democráticas&quot; e os &quot;direitos humanos&quot; quanto os métodos mais consagrados do fascismo.
Posto isso, sobra alguém com capacidade e vontade (uma das duas apenas não basta) para se lançar nessa tarefa de abrir um &quot;terceiro campo&quot;? até o momento quem se dispôs foi a CONLUTAS/PSTU. Obviamente que do seu jeito, com suas propostas tiradas do problemático (para ser gentil)método de análise da realidade que eles utilizam baseado no trotskismo morenista. E a esquerda autonomista o que faz? procura criar um espaço nesse campo para atuar de forma massiva com um conteúdo radicalmente distinto, apontando para a necessidade de auto-organização nos locais de trabalho, estudo e moradia? Não. Se dedica a desmascarar o PSTU. Como se qualquer pessoa com uma mínima capacidade de reflexão não percebesse que ele não possui implantação partidária suficiente para se beneficiar de sua própria proposta de &quot;FORA TODOS: ELEIÇÕES GERAIS&quot;.
Restam duas opções para a esquerda autonomista: 1)&quot;ficar em casa&quot; fazendo a critica teórica de tudo que existe (iconoclastias) e reforçando o estereótipo que temos de ser o &quot;grilo falante&quot; da política - pior: do governismo, ou 2) se contentar em ser uma expressão na luta de classes do que o América carioca era para quem gostava de futebol na cidade do RJ: o segundo time de todo mundo e o primeiro time de quase ninguém.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diferentemente do comentarista que assina &#8220;Panaceia, eu também quero a minha&#8221; a minha tragédia é pertencer a esta esquerda autonomista e constatar a nossa incapacidade de apresentar ao proletariado uma estratégia anti-estatal consequente para que exista o &#8220;terceiro campo&#8221; na cena pública da política. Particularmente em momentos como esse que o Brasil atravessa caracterizado pela divisão das classes dominantes expressa pela conformação de dois campos capitalistas: o dos gestores de esquerda (governismo) e o dos gestores de direita (direita tradicional).<br />
A ausência desse terceiro campo faz com que duas operações ideológicas (ocultamento) montadas pelo governismo exerçam uma atração &#8220;irresistível&#8221; para setores que, sendo oposição ao governo em suas intenções e práticas, acabem se integrando a ele. Exemplos típicos são o PCB e a CAB. O primeiro por ser ainda adepto da velha tática parlamentarista do bolchevismo (no Brasil, talvez a única exceção dentro do bolchevismo que não a adota sejam os maoistas). A segunda porque depois de tantos anos militando no interior de instituições irreversivelmente recuperadas pela social-democracia petista (MST, CUT e quejandos) não pode exercer a independência política plena pq disputa &#8220;a mesma base&#8221; do governismo.<br />
E que operações ideológicas são essas?<br />
1) A tese do &#8220;golpe&#8221; contra o governo Dilma quando os mecanismos de impedimento, renúncia, antecipação de eleições, eleições gerais estão constitucionalmente previstos no ordenamento jurídico brasileiro e &#8211; curiosamente, segundo tal esquema ideológico &#8211; ninguém menciona que, na época do impedimento de Collor, ocorreu um &#8220;golpe de esquerda&#8221; antidemocrático contra o seu governo; e 2) a tese da necessidade de &#8220;defesa da democracia&#8221; quando esta goza de invejável saúde e tem um número maciço de defensores em todas as classes sociais. Quem está fora do &#8220;consenso democrático&#8221; não passa de um punhado de meia dúzia de gatos pingados (comunistas revolucionários numa ponta do espectro político e fascistas ideológicos na outra). Note bem: fazer parte do consenso democrático não necessariamente é um ato consciente. Basta não perceber a plasticidade da democracia em assimilar tanto as &#8220;liberdades democráticas&#8221; e os &#8220;direitos humanos&#8221; quanto os métodos mais consagrados do fascismo.<br />
Posto isso, sobra alguém com capacidade e vontade (uma das duas apenas não basta) para se lançar nessa tarefa de abrir um &#8220;terceiro campo&#8221;? até o momento quem se dispôs foi a CONLUTAS/PSTU. Obviamente que do seu jeito, com suas propostas tiradas do problemático (para ser gentil)método de análise da realidade que eles utilizam baseado no trotskismo morenista. E a esquerda autonomista o que faz? procura criar um espaço nesse campo para atuar de forma massiva com um conteúdo radicalmente distinto, apontando para a necessidade de auto-organização nos locais de trabalho, estudo e moradia? Não. Se dedica a desmascarar o PSTU. Como se qualquer pessoa com uma mínima capacidade de reflexão não percebesse que ele não possui implantação partidária suficiente para se beneficiar de sua própria proposta de &#8220;FORA TODOS: ELEIÇÕES GERAIS&#8221;.<br />
Restam duas opções para a esquerda autonomista: 1)&#8221;ficar em casa&#8221; fazendo a critica teórica de tudo que existe (iconoclastias) e reforçando o estereótipo que temos de ser o &#8220;grilo falante&#8221; da política &#8211; pior: do governismo, ou 2) se contentar em ser uma expressão na luta de classes do que o América carioca era para quem gostava de futebol na cidade do RJ: o segundo time de todo mundo e o primeiro time de quase ninguém.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Panaceia, eu também quero a minha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107776/#comment-309978</link>

		<dc:creator><![CDATA[Panaceia, eu também quero a minha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Mar 2016 16:51:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A esquerda autonomista tem certas dificuldades em pensar o Estado. Ainda bem que não faço parte dela!

As perguntas retóricas sobre chacinas são escárnio - não precisam de resposta. Contudo, como elas, as chacinas, se encaixam na totalidade de um Estado autocrático de burguesia débil?

A pergunta que fica é: de onde vem a crise política? Por que há frações da classe dominante que querem passar por cima do PT (utilizando, como bem colocado por ti, Lucas, manobras condenáveis até do ponto de vista &#039;republicano&#039;) em favor do programa ultra-liberal do PMDB? De onde surgiu a (suposta) necessidade de &quot;ajustes estruturais&quot;? 

A burguesia acordou de  mau-humor e resolveu puxar o tapete de Dilma ou um governo com certa base social de trabalhadores passou a ser um entrave na sua sede de acumulação em tempos de relativa seca?

Se por crise é considerado um repentino cataclismo, não estamos. Mas e por detrás da aparente normalidade?

Não tenho problemas com eleições - até voto, até no PSTU. Só acho que devemos levar em conta os limites incontornáveis da luta parlamentar (algo que nem você, nem o PSTU ignoram, tenho certeza). O problema é: no momento, é uma falsa solução. Se nem nas ruas a esquerda classista tem força, por que o teria no jogo marcado das eleições? Ou, seguindo o relato de Léo Vinícius, por que o governo eleito seria mais frágil que o do PT? A nação em cólera quer a queda do governo, prisões etc - uma vez ele no chão, deve voltar as suas cavernas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A esquerda autonomista tem certas dificuldades em pensar o Estado. Ainda bem que não faço parte dela!</p>
<p>As perguntas retóricas sobre chacinas são escárnio &#8211; não precisam de resposta. Contudo, como elas, as chacinas, se encaixam na totalidade de um Estado autocrático de burguesia débil?</p>
<p>A pergunta que fica é: de onde vem a crise política? Por que há frações da classe dominante que querem passar por cima do PT (utilizando, como bem colocado por ti, Lucas, manobras condenáveis até do ponto de vista &#8216;republicano&#8217;) em favor do programa ultra-liberal do PMDB? De onde surgiu a (suposta) necessidade de &#8220;ajustes estruturais&#8221;? </p>
<p>A burguesia acordou de  mau-humor e resolveu puxar o tapete de Dilma ou um governo com certa base social de trabalhadores passou a ser um entrave na sua sede de acumulação em tempos de relativa seca?</p>
<p>Se por crise é considerado um repentino cataclismo, não estamos. Mas e por detrás da aparente normalidade?</p>
<p>Não tenho problemas com eleições &#8211; até voto, até no PSTU. Só acho que devemos levar em conta os limites incontornáveis da luta parlamentar (algo que nem você, nem o PSTU ignoram, tenho certeza). O problema é: no momento, é uma falsa solução. Se nem nas ruas a esquerda classista tem força, por que o teria no jogo marcado das eleições? Ou, seguindo o relato de Léo Vinícius, por que o governo eleito seria mais frágil que o do PT? A nação em cólera quer a queda do governo, prisões etc &#8211; uma vez ele no chão, deve voltar as suas cavernas&#8230;</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107776/#comment-309950</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Mar 2016 21:06:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Quanta dificuldade em se pensar o Estado Burguês por parte da &quot;esquerda autonomista&quot;!
Vejamos o caso das chacinas policiais. Deve-se pedir a prisão dos assassinos? Se a esquerda não tomará parte ativa disso, qual é o sentido da demanda? Ou será que esta demanda só faz sentido se houver uma prisão &quot;autogestionada&quot;? A prisão de um policial que comete chacinas é uma demanda ao Estado burguês de algo que é impossível de a própria classe tomar como tarefa própria, a não ser que se trate de uma esquerda que pretende administrar prisões dentro da sociedade burguesa. Então o quê? Devemos dizer às mães que a esquerda não apoia a prisão dos assassinos de seus filhos porque isso é &quot;reformismo&quot;?, porque isso não resolverá o problema das chacinas nem a crise do capitalismo?
A crise que o Brasil vive hoje é política. Ou será que ela não tem nada a ver com a possível prisão do Lula? Com a politização do judiciário? Com a possível interrupção do mandato do principal cargo da república? Nããooo... é uma crise capitalista, que vem lá de 1918! Vai cair! A Babilônia vai cair!
Só posso imaginar que o leitor que fez tais comentários está em pleno desacordo com o último texto do PassaPalavra sobre a nação em cólera, já que para ele hoje vive-se a mesma crise que em 2008 (e talvez também a de 29, a de 70, quantas mais?), sem muitos elementos novos.
Ignorar o elemento político é tão estúpido quanto elevá-lo acima de sua importância. Nisto estão lado a lado aquela esquerda que crê nas eleições como o método contemporâneo de luta pelo socialismo, como aquela que crê que as eleições são o principal obstáculo para a luta pelo socialismo.
Mas eu entendo... aqueles que buscam desesperadamente por panaceias não podem deixar de ver em qualquer proposta uma panaceia insuficiente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quanta dificuldade em se pensar o Estado Burguês por parte da &#8220;esquerda autonomista&#8221;!<br />
Vejamos o caso das chacinas policiais. Deve-se pedir a prisão dos assassinos? Se a esquerda não tomará parte ativa disso, qual é o sentido da demanda? Ou será que esta demanda só faz sentido se houver uma prisão &#8220;autogestionada&#8221;? A prisão de um policial que comete chacinas é uma demanda ao Estado burguês de algo que é impossível de a própria classe tomar como tarefa própria, a não ser que se trate de uma esquerda que pretende administrar prisões dentro da sociedade burguesa. Então o quê? Devemos dizer às mães que a esquerda não apoia a prisão dos assassinos de seus filhos porque isso é &#8220;reformismo&#8221;?, porque isso não resolverá o problema das chacinas nem a crise do capitalismo?<br />
A crise que o Brasil vive hoje é política. Ou será que ela não tem nada a ver com a possível prisão do Lula? Com a politização do judiciário? Com a possível interrupção do mandato do principal cargo da república? Nããooo&#8230; é uma crise capitalista, que vem lá de 1918! Vai cair! A Babilônia vai cair!<br />
Só posso imaginar que o leitor que fez tais comentários está em pleno desacordo com o último texto do PassaPalavra sobre a nação em cólera, já que para ele hoje vive-se a mesma crise que em 2008 (e talvez também a de 29, a de 70, quantas mais?), sem muitos elementos novos.<br />
Ignorar o elemento político é tão estúpido quanto elevá-lo acima de sua importância. Nisto estão lado a lado aquela esquerda que crê nas eleições como o método contemporâneo de luta pelo socialismo, como aquela que crê que as eleições são o principal obstáculo para a luta pelo socialismo.<br />
Mas eu entendo&#8230; aqueles que buscam desesperadamente por panaceias não podem deixar de ver em qualquer proposta uma panaceia insuficiente.</p>
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