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	Comentários sobre: Um golpe em curso?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Neto		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107796/#comment-310197</link>

		<dc:creator><![CDATA[Neto]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 31 Mar 2016 18:21:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sustentar uma posição “autônoma” (já estamos novamente perdendo mais tempo discutindo “autonomismo” do que “golpe”) hoje não é uma questão de identidade. Para alguns antifascistas permanentes talvez seja, mas é na verdade uma posição política que não existem razões suficientes para que seja comprometida, mais do que ela já é. 

A esquerda-radical (estatal ou autônoma) já foi expulsa das ruas desde as jornadas de 2013 e desde então nenhuma das duas tem conseguido se mobilizar nacionalmente. Hoje, para se manifestar no Brasil é preciso ou usar camisa da seleção brasileira ou carregar bandeiras da CUT, nos seus dias específicos, separados com auxílio da polícia. 

Nesse momento é preciso pensar e organizar um campo político não “autonomista”, mas que seja contra o governo e contra qualquer direita. Se as pautas que esse campo levar forem as mais alucinadas é o de menos. Não deveríamos estar em busca de interpretar o “golpe” em curso ou encontrando qual é pauta correta a ser levada pra rua. A questão é como conseguir sair pra rua e sustentar uma 3a posição política no país. Esse gesto pequeno, frágil, hoje já uma pequena tarefa histórica para qualquer militância sair em texto ou na rua combatendo as duas frentes postas. 

Não é uma questão de preservar intactas indentidades (nunca foi. O MPL, que é reconhecido como o grande movimento “autônomo” do país, é repleto de militantes da esquerda estatal desde sua origem). A questão é, por exemplo, como que os secudantaristas de São Paulo e Goiás entenderão os jogos da luta de classes a partir dessa conjuntura (entre os dominantes, sobretudo). 
Que forma de interpretação da realidade histórica ficará como legado no pensamento dessa nova geração de lutadores? Que toda vez que a direita raivosa se mover contra a direita conciliadora nós devemos defender os conciliadores.

E se o impedimento fracassar não é um fiasco toda essa problematização de tipos e estilos de golpe e governismos para todos os gostos? Se o impedimento fracassar, que legado a esquerda-radical deixará para os trabalhadores e estudantes em luta? Mais fôlego histórico para o PT, justamente depois que ele finalmente irá conseguir entregar tudo na velocidade que os capitalistas desejam. 

E se o impedimento se concretizar, que lutas terão que ser feitas que já não deveriam estar sendo enquanto o governo era PT?

O problema não é ter medo de sujar-se na política, é ter coragem pra lançar essa posição que sofre risco de ser esmagada pela união de duas multidões até então antagônicas. Lançar essa 3a opção política é também sujar-se (ela não será autonomista), assim como é sujar-se temer a direita da direita e defender a FPSM, etc.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sustentar uma posição “autônoma” (já estamos novamente perdendo mais tempo discutindo “autonomismo” do que “golpe”) hoje não é uma questão de identidade. Para alguns antifascistas permanentes talvez seja, mas é na verdade uma posição política que não existem razões suficientes para que seja comprometida, mais do que ela já é. </p>
<p>A esquerda-radical (estatal ou autônoma) já foi expulsa das ruas desde as jornadas de 2013 e desde então nenhuma das duas tem conseguido se mobilizar nacionalmente. Hoje, para se manifestar no Brasil é preciso ou usar camisa da seleção brasileira ou carregar bandeiras da CUT, nos seus dias específicos, separados com auxílio da polícia. </p>
<p>Nesse momento é preciso pensar e organizar um campo político não “autonomista”, mas que seja contra o governo e contra qualquer direita. Se as pautas que esse campo levar forem as mais alucinadas é o de menos. Não deveríamos estar em busca de interpretar o “golpe” em curso ou encontrando qual é pauta correta a ser levada pra rua. A questão é como conseguir sair pra rua e sustentar uma 3a posição política no país. Esse gesto pequeno, frágil, hoje já uma pequena tarefa histórica para qualquer militância sair em texto ou na rua combatendo as duas frentes postas. </p>
<p>Não é uma questão de preservar intactas indentidades (nunca foi. O MPL, que é reconhecido como o grande movimento “autônomo” do país, é repleto de militantes da esquerda estatal desde sua origem). A questão é, por exemplo, como que os secudantaristas de São Paulo e Goiás entenderão os jogos da luta de classes a partir dessa conjuntura (entre os dominantes, sobretudo).<br />
Que forma de interpretação da realidade histórica ficará como legado no pensamento dessa nova geração de lutadores? Que toda vez que a direita raivosa se mover contra a direita conciliadora nós devemos defender os conciliadores.</p>
<p>E se o impedimento fracassar não é um fiasco toda essa problematização de tipos e estilos de golpe e governismos para todos os gostos? Se o impedimento fracassar, que legado a esquerda-radical deixará para os trabalhadores e estudantes em luta? Mais fôlego histórico para o PT, justamente depois que ele finalmente irá conseguir entregar tudo na velocidade que os capitalistas desejam. </p>
<p>E se o impedimento se concretizar, que lutas terão que ser feitas que já não deveriam estar sendo enquanto o governo era PT?</p>
<p>O problema não é ter medo de sujar-se na política, é ter coragem pra lançar essa posição que sofre risco de ser esmagada pela união de duas multidões até então antagônicas. Lançar essa 3a opção política é também sujar-se (ela não será autonomista), assim como é sujar-se temer a direita da direita e defender a FPSM, etc.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107796/#comment-310101</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Mar 2016 13:26:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pablo

Quando disse em comentário em outro texto &#039;dentro e contra ou dentro e além&#039;, não quis dizer dentro e além de um partido ou um programa, mas dentro e além da luta contra o golpe em curso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pablo</p>
<p>Quando disse em comentário em outro texto &#8216;dentro e contra ou dentro e além&#8217;, não quis dizer dentro e além de um partido ou um programa, mas dentro e além da luta contra o golpe em curso.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Caio Martins		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107796/#comment-310091</link>

		<dc:creator><![CDATA[Caio Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Mar 2016 04:41:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leo, não defender o governo não é, definitivamente, uma posição identitária ou infantil (de quem &quot;não aceita não estar na liderança em nenhum momento&quot;, &quot;meter a mão na merda&quot; etc). Mais do que uma &quot;posição autônoma&quot;, como você diz, interessa procurar o que pode ser, num momento destes, uma posição de classe e revolucionária.

O debate se há ou não um golpe em curso é fundamental justamente porque, como você disse, &quot;o que importa são as consequências para os direitos e possibilidades de organização dos trabalhadores ao cabo desse processo&quot;. Nesse sentido, como observou o Cassio no texto que saiu agora (www.passapalavra.info/2016/03/107826/), caso Dilma consiga se manter no governo, será ela a implementar exatamente os ataques que seus pretensos substitutos planejam aplicar. É ingenuidade supor que a Lei Antiterrorista ou o pacote de ataques contra o funcionalismo público tenham sido aprovados no auge da crise política por uma &quot;falta de tato&quot; do governo - pelo contrário, foi um movimento preciso do governo visando justamente recompor seu apoio... dos capitalistas!

Cassio aponta o nexo entre o avanço conservador na sociedade e a articulação política pela saída da Dilma, mas na hora de elaborar sua proposta de ação deixa de lado o elo entre o avanço conservador e a própria perpetuação do projeto petista. Quando defendo a recusa de entrar no &quot;jogo do inimigo&quot; não é por um &quot;medo de ser instrumentalizado pelo PT&quot; (como você bem disse: que luta está imune de ser instrumentalizada?), mas por entender que o única via que pode fazer frente de fato à ofensiva conservadora é rompendo com esse jogo.

É possível desvincular a ascensão conservadora do fato de que, num momento de ataques contra os trabalhadores, aquelas que foram nossas ferramentas de luta históricas hoje não apenas compactuam como são agentes ativos da implementação desses ataques? O que expressa o recente rechaço dos metalúrgicos de Santo André - reduto histórico da CUT - ao dirigente sindical que tentou defender o governo em uma assembleia da categoria?

Não deveríamos achar terrível que a Dilma caia, o terrível é que não sejamos nós a derrubá-la. E que a classe trabalhadora, se não estiver assistindo à sua queda perplexa (e talvez iludida, acreditando que tirar a presidenta possa reverter esse cenário), seja ela chamada a defendê-la. Sem uma mobilização independente da classe, que permita a construção de novos organismos de luta autônoma dos trabalhadores, qualquer cenário - Dilma ficando ou caindo - é terrível. Daí a busca por uma posição que rompa com esse jogo, que não reforce a defesa do governo. Por menos visível que seja sua realização no horizonte imediato, é nessa tarefa que reside qualquer futuro para uma esquerda combativa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo, não defender o governo não é, definitivamente, uma posição identitária ou infantil (de quem &#8220;não aceita não estar na liderança em nenhum momento&#8221;, &#8220;meter a mão na merda&#8221; etc). Mais do que uma &#8220;posição autônoma&#8221;, como você diz, interessa procurar o que pode ser, num momento destes, uma posição de classe e revolucionária.</p>
<p>O debate se há ou não um golpe em curso é fundamental justamente porque, como você disse, &#8220;o que importa são as consequências para os direitos e possibilidades de organização dos trabalhadores ao cabo desse processo&#8221;. Nesse sentido, como observou o Cassio no texto que saiu agora (www.passapalavra.info/2016/03/107826/), caso Dilma consiga se manter no governo, será ela a implementar exatamente os ataques que seus pretensos substitutos planejam aplicar. É ingenuidade supor que a Lei Antiterrorista ou o pacote de ataques contra o funcionalismo público tenham sido aprovados no auge da crise política por uma &#8220;falta de tato&#8221; do governo &#8211; pelo contrário, foi um movimento preciso do governo visando justamente recompor seu apoio&#8230; dos capitalistas!</p>
<p>Cassio aponta o nexo entre o avanço conservador na sociedade e a articulação política pela saída da Dilma, mas na hora de elaborar sua proposta de ação deixa de lado o elo entre o avanço conservador e a própria perpetuação do projeto petista. Quando defendo a recusa de entrar no &#8220;jogo do inimigo&#8221; não é por um &#8220;medo de ser instrumentalizado pelo PT&#8221; (como você bem disse: que luta está imune de ser instrumentalizada?), mas por entender que o única via que pode fazer frente de fato à ofensiva conservadora é rompendo com esse jogo.</p>
<p>É possível desvincular a ascensão conservadora do fato de que, num momento de ataques contra os trabalhadores, aquelas que foram nossas ferramentas de luta históricas hoje não apenas compactuam como são agentes ativos da implementação desses ataques? O que expressa o recente rechaço dos metalúrgicos de Santo André &#8211; reduto histórico da CUT &#8211; ao dirigente sindical que tentou defender o governo em uma assembleia da categoria?</p>
<p>Não deveríamos achar terrível que a Dilma caia, o terrível é que não sejamos nós a derrubá-la. E que a classe trabalhadora, se não estiver assistindo à sua queda perplexa (e talvez iludida, acreditando que tirar a presidenta possa reverter esse cenário), seja ela chamada a defendê-la. Sem uma mobilização independente da classe, que permita a construção de novos organismos de luta autônoma dos trabalhadores, qualquer cenário &#8211; Dilma ficando ou caindo &#8211; é terrível. Daí a busca por uma posição que rompa com esse jogo, que não reforce a defesa do governo. Por menos visível que seja sua realização no horizonte imediato, é nessa tarefa que reside qualquer futuro para uma esquerda combativa.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107796/#comment-310086</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Mar 2016 03:27:40 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Leo V.,
usei aspas, não foi à toa. Usei &quot;identidade&quot; e moral no sentido de a esquerda das lutas autônomas manter a coerência prática e teórica, para não se diluir no governismo, caindo na tese do mal menor, do PT. Em suma, acho que pode ter lógica defender uma posição tal como a que você defendeu no debate do outro texto: &quot;É dentro e contra, ou em outras palavras, dentro e além.&quot;, mas acho que isso é impossível para além da lógica, e é, em verdade, o que defende Lula e as frentes de esquerda, onde se pretende estar dentro e contra o governo, tudo para fortalecer se não o governo, o PT. Aliás, se eu achasse possível estar dentro e contra eu estaria nalguma das siglas que querem &quot;resgatar o programa democrático-popular abandonado pelo PT&quot;, algumas dessas da Frente Povo Sem Medo, ou mesmo em um PSTU, PSOL... Mas como eu acho que o PT não abandonou e sim realizou o democrático-popular, não acho possível estar dentro e contra e muito menos dentro e além - mesmo de fora a estratégia dominante nos suga e delineia alguns dos limites das nossas práticas, imagine de dentro! Daí eu ter usado o termo identidade: estar dentro, propositalmente, seria negar o que nos diferencia, tanto na forma organizativa, quanto no conteúdo estratégico de nossas lutas. Isso seria um atraso com relação ao que vimos praticando nos últimos anos. Prefiro, como eu disse, manter essa coerência e travar lutas menores por fora, mesmo que o preço disso seja, em alguma medida, lavar as mãos para a luta de cachorro grande que agora está posta. Acho que só sairemos do limbo assim.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Leo V.,<br />
usei aspas, não foi à toa. Usei &#8220;identidade&#8221; e moral no sentido de a esquerda das lutas autônomas manter a coerência prática e teórica, para não se diluir no governismo, caindo na tese do mal menor, do PT. Em suma, acho que pode ter lógica defender uma posição tal como a que você defendeu no debate do outro texto: &#8220;É dentro e contra, ou em outras palavras, dentro e além.&#8221;, mas acho que isso é impossível para além da lógica, e é, em verdade, o que defende Lula e as frentes de esquerda, onde se pretende estar dentro e contra o governo, tudo para fortalecer se não o governo, o PT. Aliás, se eu achasse possível estar dentro e contra eu estaria nalguma das siglas que querem &#8220;resgatar o programa democrático-popular abandonado pelo PT&#8221;, algumas dessas da Frente Povo Sem Medo, ou mesmo em um PSTU, PSOL&#8230; Mas como eu acho que o PT não abandonou e sim realizou o democrático-popular, não acho possível estar dentro e contra e muito menos dentro e além &#8211; mesmo de fora a estratégia dominante nos suga e delineia alguns dos limites das nossas práticas, imagine de dentro! Daí eu ter usado o termo identidade: estar dentro, propositalmente, seria negar o que nos diferencia, tanto na forma organizativa, quanto no conteúdo estratégico de nossas lutas. Isso seria um atraso com relação ao que vimos praticando nos últimos anos. Prefiro, como eu disse, manter essa coerência e travar lutas menores por fora, mesmo que o preço disso seja, em alguma medida, lavar as mãos para a luta de cachorro grande que agora está posta. Acho que só sairemos do limbo assim.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107796/#comment-310082</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Mar 2016 01:37:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pablo,

Esse seu último comentário acho que sintetiza bem algo que venho observando nas posições de certos libertários.
A preocupação é muito maior com a &quot;identidade&quot;, como vc mesmo aponta. Ou com &#039;moral&#039;.
Interessante como isso converge com temas que textos publicados aqui no PP sempre bateram de frente: as lutas identitárias. a política de identidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pablo,</p>
<p>Esse seu último comentário acho que sintetiza bem algo que venho observando nas posições de certos libertários.<br />
A preocupação é muito maior com a &#8220;identidade&#8221;, como vc mesmo aponta. Ou com &#8216;moral&#8217;.<br />
Interessante como isso converge com temas que textos publicados aqui no PP sempre bateram de frente: as lutas identitárias. a política de identidade.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107796/#comment-310081</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 28 Mar 2016 00:53:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ao Relendo,

No texto, os autores definem o que eles consideram golpe:

&quot;Diferentemente, compreendemos que só há golpes quando um processo político abrupto envolve verdadeira ruptura institucional, procedendo à suspensão de poderes constituídos, supressão generalizada de garantias constitucionais até o revogamento completo de um ordenamento jurídico-político anterior&quot;

A partir dessa concepção, de que vale dizer que em Honduras houve um &quot;golpe ao estilo clássico&quot; como dito na primeira parte do texto? Não creio que em Honduras tenha ocorrido nenhum dos critérios da definição de golpe dos autores. O que ficou claro em Honduras foi, como se disse na época, a inauguração de um outro tipo de golpe na América Latina, a através do Judiciários. No Paraguai os autores sequer afirmam que houve golpe.

Recomendo ao Relendo reler melhor o texto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao Relendo,</p>
<p>No texto, os autores definem o que eles consideram golpe:</p>
<p>&#8220;Diferentemente, compreendemos que só há golpes quando um processo político abrupto envolve verdadeira ruptura institucional, procedendo à suspensão de poderes constituídos, supressão generalizada de garantias constitucionais até o revogamento completo de um ordenamento jurídico-político anterior&#8221;</p>
<p>A partir dessa concepção, de que vale dizer que em Honduras houve um &#8220;golpe ao estilo clássico&#8221; como dito na primeira parte do texto? Não creio que em Honduras tenha ocorrido nenhum dos critérios da definição de golpe dos autores. O que ficou claro em Honduras foi, como se disse na época, a inauguração de um outro tipo de golpe na América Latina, a através do Judiciários. No Paraguai os autores sequer afirmam que houve golpe.</p>
<p>Recomendo ao Relendo reler melhor o texto.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107796/#comment-310078</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2016 22:03:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acho que essa formulação acima, do Zé, é a mais pertinente. Na minha opinião cerrar fileiras com o governismo agora teria implicações negativas na construção da &quot;resistência autônoma&quot; depois, do ponto de vista moral e estratégico. Na nossa insignificância tudo que podemos fazer agora é manter nossa &quot;identidade&quot; e tentar juntar os caquinhos enquanto tentamos entender o quê nos atingiu, como e por que. Isso implica fazer resistências mais pontuais, do tamanho da nossa insignificância, ensaios de luta fora da estratégia hegemônica, para testar os limites dela e as possibilidades de se construir algo novo, tal como fizeram os secundaristas recentemente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que essa formulação acima, do Zé, é a mais pertinente. Na minha opinião cerrar fileiras com o governismo agora teria implicações negativas na construção da &#8220;resistência autônoma&#8221; depois, do ponto de vista moral e estratégico. Na nossa insignificância tudo que podemos fazer agora é manter nossa &#8220;identidade&#8221; e tentar juntar os caquinhos enquanto tentamos entender o quê nos atingiu, como e por que. Isso implica fazer resistências mais pontuais, do tamanho da nossa insignificância, ensaios de luta fora da estratégia hegemônica, para testar os limites dela e as possibilidades de se construir algo novo, tal como fizeram os secundaristas recentemente.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Zé		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107796/#comment-310077</link>

		<dc:creator><![CDATA[Zé]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2016 21:39:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em tempo: não estou preocupado com qualquer possibilidade de intervenção com influência na conjuntura até o desfecho do impedimento de Dilma, pois sou consciente de que  - de um ponto de vista proletário - tal possibilidade não existe.
O que me preocupa, e que devemos fazer desde já, se resume a tomar as atitudes necessárias para que uma resistência autônoma dos explorados possa existir depois desse desfecho. Qualquer que seja ele (em qualquer deles está certo que será pior para as classes não capitalistas). Aí sim, os alinhamentos que tomarmos nesse momento terão repercussões maiores ou menores para atingir este objetivo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em tempo: não estou preocupado com qualquer possibilidade de intervenção com influência na conjuntura até o desfecho do impedimento de Dilma, pois sou consciente de que  &#8211; de um ponto de vista proletário &#8211; tal possibilidade não existe.<br />
O que me preocupa, e que devemos fazer desde já, se resume a tomar as atitudes necessárias para que uma resistência autônoma dos explorados possa existir depois desse desfecho. Qualquer que seja ele (em qualquer deles está certo que será pior para as classes não capitalistas). Aí sim, os alinhamentos que tomarmos nesse momento terão repercussões maiores ou menores para atingir este objetivo.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Pablo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107796/#comment-310076</link>

		<dc:creator><![CDATA[Pablo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2016 20:52:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107796#comment-310076</guid>

					<description><![CDATA[Cristina, apesar da provocação eu não considero que seja o mesmo lutar em contexto de democracia e lutar em contexto de ditadura. Só quis curvar a vara até um extremo que não deixa de ser verdade, que é o de que lutando em contexto de democracia com PT no poder e organizações atreladas ao Estado e dentro da órbita ideológica, política e econômica do programa democrático-popular, estamos mal, muito mal, e de que isto por si só já basta para não engrossar fileiras com os inimigos, seja qual for o inimigo em comum. Mas concordo, não é lá uma resposta que resolva ou saia do âmbito da polêmica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cristina, apesar da provocação eu não considero que seja o mesmo lutar em contexto de democracia e lutar em contexto de ditadura. Só quis curvar a vara até um extremo que não deixa de ser verdade, que é o de que lutando em contexto de democracia com PT no poder e organizações atreladas ao Estado e dentro da órbita ideológica, política e econômica do programa democrático-popular, estamos mal, muito mal, e de que isto por si só já basta para não engrossar fileiras com os inimigos, seja qual for o inimigo em comum. Mas concordo, não é lá uma resposta que resolva ou saia do âmbito da polêmica.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: cristina		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107796/#comment-310074</link>

		<dc:creator><![CDATA[cristina]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Mar 2016 18:56:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pablo,

Dizer que com PT ou sem PT não faz diferença é permanecer no âmbito da polêmica. Segundo uma parcela de peso dos que são nossos aliados faz diferença. Há uma evidente opacidade em torno da possibilidade ou não desse retrocesso, caso não sejamos uma vanguarda privilegiada que vê o que muitos de nós simplesmente não enxergam de maneira alguma. Esse contexto concreto pede mais do que simplesmente o cálculo das chances de fascismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pablo,</p>
<p>Dizer que com PT ou sem PT não faz diferença é permanecer no âmbito da polêmica. Segundo uma parcela de peso dos que são nossos aliados faz diferença. Há uma evidente opacidade em torno da possibilidade ou não desse retrocesso, caso não sejamos uma vanguarda privilegiada que vê o que muitos de nós simplesmente não enxergam de maneira alguma. Esse contexto concreto pede mais do que simplesmente o cálculo das chances de fascismo.</p>
]]></content:encoded>
		
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