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	Comentários sobre: Mas e se houver golpe?	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107854/#comment-310166</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2016 17:01:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lucas,

Observe as ilustrações do artigo: o que devemos fazer é algo como a onda batendo contra a rocha. O que não devemos fazer é surfar em cima da rocha, como se ela fosse onda, pensando que, desse modo, podemos fazer com que a rocha se parta, como nas primeiras ilustrações. A rocha não se parte dessa forma, isto é, quando você deixa de estar na onda, batendo contra a rocha, e pensa poder surfar na rocha, que assume a forma da onda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lucas,</p>
<p>Observe as ilustrações do artigo: o que devemos fazer é algo como a onda batendo contra a rocha. O que não devemos fazer é surfar em cima da rocha, como se ela fosse onda, pensando que, desse modo, podemos fazer com que a rocha se parta, como nas primeiras ilustrações. A rocha não se parte dessa forma, isto é, quando você deixa de estar na onda, batendo contra a rocha, e pensa poder surfar na rocha, que assume a forma da onda.</p>
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		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107854/#comment-310165</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2016 16:43:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Artex,

Discordo que o espaço para inclusão de pautas e demandas populares pode ser perdido, a não ser que a classe trabalhadora, por uma relação de afinidade com os governantes petistas, se recuse a sentar-se à mesa. No entanto, como a credibilidade do PT, para a maior parte dos trabalhadores, parece estar seriamente comprometida, fazendo com que esses trabalhadores engrossem as manifestações contra o governo, essa possibilidade me parece nula. A recuperação das lutas proletárias, através da incorporação de demandas, cooptação, etc., não foi inventada pelo PT, nem a democracia, nem os programas sociais, nem as políticas afirmativas, etc., etc., etc. Enfim, não faz diferença, justamente porque o governo, diante da crise política atual, pede apoio dos movimentos sociais, dos setores &quot;progressistas&quot;, da esquerda em geral, mas sem oferecer absolutamente nada em troca. Esquecemos do elemento barganha, em política? E aí chegamos ao comentário de Leo Vinicius.

Leo Vinicius,

A questão é, como colocado acima: que está oferecendo, ou pode oferecer, o atual governo? Nada. Não está oferecendo nada, e não pode oferecer nada, porque não tem condições de gerar, no Congresso, etc., qualquer consenso. O pacto social de 2003 não existe mais.

Se a esquerda atual se resume a movimentos e organizações que demandam do Estado isto, aquilo e mais aquilo (querem o passe livre, então o Estado tem que dar o passe livre; querem bolsas, então o Estado tem que dar as bolsas, etc., etc., etc.), então que é que o governo está oferecendo, que faça sentido, do ponto de vista da esquerda atual? Sim, faz diferença, claro que faz; mas onde estão os 20 centavos a menos aqui, e os x reais a mais ali?

A esquerda não se coloca mais a tarefa de edificar a economia socialista, nem de derrubar o Estado, nem sequer de conquistar o poder de Estado para expropriar a burguesia, nem sequer de acabar com o latifúndio (o MST defende, atualmente, a agroecologia, a agricultura familiar, etc.). Bem, sendo assim, já que a esquerda perdeu qualquer veleidade revolucionária, deveria ela, pelo menos, condicionar a luta contra o golpe, se há golpe, à concessão e ampliação do passe livre, das bolsas, das reformas, etc., já que é esta a sua única vocação.

Vamos agora à questão da articulação entre mobilização nas ruas e golpe, se há de fato golpe: sim, são coisas inseparáveis, mas lutar pelo governo não me parece ser &quot;ao mesmo tempo lutar contra esse fascismo nos ambientes sociais&quot;, sobretudo porque, de certa forma, o governo se beneficiou da emergência da &quot;nação em cólera&quot;, que removeu o conteúdo classista das manifestações de junho de 2013, classismo este que se projetava, ao mesmo tempo, contra as empresas de transporte coletivo, o governo federal e governos estaduais, muitas vezes controlados pelo PSDB. Os &quot;coxinhas&quot; só parecem ter se tornado um incômodo para o governo muito tempo depois.

Eu não enxergo o momento atual como possibilidade de luta e organização dos trabalhadores nos seus locais de trabalho, etc.; para mim, todo momento, e não apenas o atual, é um momento de luta e organização dos trabalhadores nos seus locais de trabalho, etc. Quer dizer, essa luta deve ser permanente. Isso deve ser feito em todos os momentos.

Não está em jogo a substituição da democracia pela ditadura, embora o &quot;estado de exceção dirigido&quot; possa ser ampliado, mas não muito além do que o próprio governo faria. Enfim, o golpe, havendo golpe, não agravará muito mais as condições da luta autônoma dos trabalhadores. É por isso que pouco importa. O jogo democrático, com todos os seus defeitos, com toda a sua dimensão, por assim dizer, &quot;autoritária&quot;, permanecerá vigente, mesmo com uma ruptura pontual, não definitiva, com a legalidade.

Enfim, se parte da esquerda, a parcela mais crítica, já deu adeus a Lenin, está na hora de dar a adeus a Dilma e Lula, reencontrando, no mesmo movimento, o projeto da revolução, contra o capitalismo, mesmo que democrático.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Artex,</p>
<p>Discordo que o espaço para inclusão de pautas e demandas populares pode ser perdido, a não ser que a classe trabalhadora, por uma relação de afinidade com os governantes petistas, se recuse a sentar-se à mesa. No entanto, como a credibilidade do PT, para a maior parte dos trabalhadores, parece estar seriamente comprometida, fazendo com que esses trabalhadores engrossem as manifestações contra o governo, essa possibilidade me parece nula. A recuperação das lutas proletárias, através da incorporação de demandas, cooptação, etc., não foi inventada pelo PT, nem a democracia, nem os programas sociais, nem as políticas afirmativas, etc., etc., etc. Enfim, não faz diferença, justamente porque o governo, diante da crise política atual, pede apoio dos movimentos sociais, dos setores &#8220;progressistas&#8221;, da esquerda em geral, mas sem oferecer absolutamente nada em troca. Esquecemos do elemento barganha, em política? E aí chegamos ao comentário de Leo Vinicius.</p>
<p>Leo Vinicius,</p>
<p>A questão é, como colocado acima: que está oferecendo, ou pode oferecer, o atual governo? Nada. Não está oferecendo nada, e não pode oferecer nada, porque não tem condições de gerar, no Congresso, etc., qualquer consenso. O pacto social de 2003 não existe mais.</p>
<p>Se a esquerda atual se resume a movimentos e organizações que demandam do Estado isto, aquilo e mais aquilo (querem o passe livre, então o Estado tem que dar o passe livre; querem bolsas, então o Estado tem que dar as bolsas, etc., etc., etc.), então que é que o governo está oferecendo, que faça sentido, do ponto de vista da esquerda atual? Sim, faz diferença, claro que faz; mas onde estão os 20 centavos a menos aqui, e os x reais a mais ali?</p>
<p>A esquerda não se coloca mais a tarefa de edificar a economia socialista, nem de derrubar o Estado, nem sequer de conquistar o poder de Estado para expropriar a burguesia, nem sequer de acabar com o latifúndio (o MST defende, atualmente, a agroecologia, a agricultura familiar, etc.). Bem, sendo assim, já que a esquerda perdeu qualquer veleidade revolucionária, deveria ela, pelo menos, condicionar a luta contra o golpe, se há golpe, à concessão e ampliação do passe livre, das bolsas, das reformas, etc., já que é esta a sua única vocação.</p>
<p>Vamos agora à questão da articulação entre mobilização nas ruas e golpe, se há de fato golpe: sim, são coisas inseparáveis, mas lutar pelo governo não me parece ser &#8220;ao mesmo tempo lutar contra esse fascismo nos ambientes sociais&#8221;, sobretudo porque, de certa forma, o governo se beneficiou da emergência da &#8220;nação em cólera&#8221;, que removeu o conteúdo classista das manifestações de junho de 2013, classismo este que se projetava, ao mesmo tempo, contra as empresas de transporte coletivo, o governo federal e governos estaduais, muitas vezes controlados pelo PSDB. Os &#8220;coxinhas&#8221; só parecem ter se tornado um incômodo para o governo muito tempo depois.</p>
<p>Eu não enxergo o momento atual como possibilidade de luta e organização dos trabalhadores nos seus locais de trabalho, etc.; para mim, todo momento, e não apenas o atual, é um momento de luta e organização dos trabalhadores nos seus locais de trabalho, etc. Quer dizer, essa luta deve ser permanente. Isso deve ser feito em todos os momentos.</p>
<p>Não está em jogo a substituição da democracia pela ditadura, embora o &#8220;estado de exceção dirigido&#8221; possa ser ampliado, mas não muito além do que o próprio governo faria. Enfim, o golpe, havendo golpe, não agravará muito mais as condições da luta autônoma dos trabalhadores. É por isso que pouco importa. O jogo democrático, com todos os seus defeitos, com toda a sua dimensão, por assim dizer, &#8220;autoritária&#8221;, permanecerá vigente, mesmo com uma ruptura pontual, não definitiva, com a legalidade.</p>
<p>Enfim, se parte da esquerda, a parcela mais crítica, já deu adeus a Lenin, está na hora de dar a adeus a Dilma e Lula, reencontrando, no mesmo movimento, o projeto da revolução, contra o capitalismo, mesmo que democrático.</p>
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		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107854/#comment-310163</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2016 15:51:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Achei o texto bom para desmistificar o termo &quot;golpe&quot;, muito associado com 64, e esse é o peso retórico desejado pelo petismo: um espírito de &quot;lute contra a ditadura ou seja um bundão&quot;.
Tendo em vista isso, assim como creio que não haverá mudança substancial de regime (o mesmo estado de exceção dirigido que no governo petista), creio que a defesa da democracia aqui não deve ser formalista, como se ela se igualasse à defesa do mandato Dilma. 
Concordando com a tese final do texto, a bandeira das eleições gerais volta a dar um protagonismo para a população, para que ela funcione como árbitro de uma digladiação entre frações da burguesia e dos gestores, que não estão conseguindo resolver suas disputas pelos meios palacianos &quot;tradicionais&quot;. A maior urgência é em resolver tais disputas, pois, cenário triste, elas estão criando climas de radicalização de setores aproximados com o fascismo, setores que tentam dar nova vida ao projeto democrático-popular e outros oportunistas mais. Ou seja, é um protagonismo precário e distante da desejada emancipação de classe, mas é algo que pode frear as radicalizações do momento, que são em si o maior problema atual na conjuntura, algo que também termina indo ao encontro da conclusão do texto.
Tenho para mim, até o momento, que essa é a saída de crise que a extrema-esquerda pode sustentar e defender, usando a democracia formal como ferramenta política contra setores políticos inimigos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei o texto bom para desmistificar o termo &#8220;golpe&#8221;, muito associado com 64, e esse é o peso retórico desejado pelo petismo: um espírito de &#8220;lute contra a ditadura ou seja um bundão&#8221;.<br />
Tendo em vista isso, assim como creio que não haverá mudança substancial de regime (o mesmo estado de exceção dirigido que no governo petista), creio que a defesa da democracia aqui não deve ser formalista, como se ela se igualasse à defesa do mandato Dilma.<br />
Concordando com a tese final do texto, a bandeira das eleições gerais volta a dar um protagonismo para a população, para que ela funcione como árbitro de uma digladiação entre frações da burguesia e dos gestores, que não estão conseguindo resolver suas disputas pelos meios palacianos &#8220;tradicionais&#8221;. A maior urgência é em resolver tais disputas, pois, cenário triste, elas estão criando climas de radicalização de setores aproximados com o fascismo, setores que tentam dar nova vida ao projeto democrático-popular e outros oportunistas mais. Ou seja, é um protagonismo precário e distante da desejada emancipação de classe, mas é algo que pode frear as radicalizações do momento, que são em si o maior problema atual na conjuntura, algo que também termina indo ao encontro da conclusão do texto.<br />
Tenho para mim, até o momento, que essa é a saída de crise que a extrema-esquerda pode sustentar e defender, usando a democracia formal como ferramenta política contra setores políticos inimigos.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107854/#comment-310161</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2016 15:18:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Se: aos condenados da terra só resta escolher uma das facções criminosas (ou frações do capital) que se engalfinham no assalto à maquina (ou melhor, aos cofres) do Estado, esperançando phuturível godot messias revolucionário que não virá.
Então: não há ni[h]ilismo, da parte dos que se recusam a oPTar pelo hipotético (e abaixo de qualquer suspeita) mal menor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se: aos condenados da terra só resta escolher uma das facções criminosas (ou frações do capital) que se engalfinham no assalto à maquina (ou melhor, aos cofres) do Estado, esperançando phuturível godot messias revolucionário que não virá.<br />
Então: não há ni[h]ilismo, da parte dos que se recusam a oPTar pelo hipotético (e abaixo de qualquer suspeita) mal menor.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107854/#comment-310160</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2016 15:01:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[E concordo com o espírito do comentário do Artex.

Os 20 centavos da passagem de ônibus provavelmente não faziam diferença também nesse sentido dado pelo texto. Não sabemos o que vai acontecer, mas uma redução em relação à inflação de 15 reais do bolsa-família, em relação a uma redução de 10 reais também não deve fazer diferença. Afinal, a política econômica será praticamente a mesma. Para quem não é afetado, é tudo igual. O texto também não articula a mobilização social (a tal nação em cólera e o processo institucional), que me parece inseparáveis, e lutar contra o golpe no momento é ao mesmo tempo lutar contra esse fascismo nos ambientes sociais.

É muito estranho o texto argumentar que há golpe e ao mesmo tempo afirmar que não se deve lutar contra o golpe. Sequer enxergar o momento como possibilidade de luta e organização dos trabalhadores, ou de parte dos trabalhadores, nos seus locais de trabalho mesmo - talvez das camadas mais ilustradas dos trabalhadores, que seja.
Quando se luta pela redução da tarifa de ônibus não se está lutando diretamente pela mudança da política de transporte, então não vale a pena lutar pela redução temporária da tarifa? Colocar em pauta o que se quer? Mostrar que não se aceita as condições em que os transporte é gerido?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E concordo com o espírito do comentário do Artex.</p>
<p>Os 20 centavos da passagem de ônibus provavelmente não faziam diferença também nesse sentido dado pelo texto. Não sabemos o que vai acontecer, mas uma redução em relação à inflação de 15 reais do bolsa-família, em relação a uma redução de 10 reais também não deve fazer diferença. Afinal, a política econômica será praticamente a mesma. Para quem não é afetado, é tudo igual. O texto também não articula a mobilização social (a tal nação em cólera e o processo institucional), que me parece inseparáveis, e lutar contra o golpe no momento é ao mesmo tempo lutar contra esse fascismo nos ambientes sociais.</p>
<p>É muito estranho o texto argumentar que há golpe e ao mesmo tempo afirmar que não se deve lutar contra o golpe. Sequer enxergar o momento como possibilidade de luta e organização dos trabalhadores, ou de parte dos trabalhadores, nos seus locais de trabalho mesmo &#8211; talvez das camadas mais ilustradas dos trabalhadores, que seja.<br />
Quando se luta pela redução da tarifa de ônibus não se está lutando diretamente pela mudança da política de transporte, então não vale a pena lutar pela redução temporária da tarifa? Colocar em pauta o que se quer? Mostrar que não se aceita as condições em que os transporte é gerido?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107854/#comment-310156</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2016 14:28:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Luta de frações políticas por cargos públicos e administração de estatais está longe de explicar tudo que está acontecendo. Não explica por exemplo o &#039;tudo ou nada&#039; de uma Rede Globo (ela não agiria de tal forma por interesse de grupos políticos, mas sim por interesse de classe ou dela própria), a atuação do MPF-PF-Judiciário e, talvez mais o que mais salta aos olhos, o peso financeiro e de energia que a Fiesp está depositando no golpe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Luta de frações políticas por cargos públicos e administração de estatais está longe de explicar tudo que está acontecendo. Não explica por exemplo o &#8216;tudo ou nada&#8217; de uma Rede Globo (ela não agiria de tal forma por interesse de grupos políticos, mas sim por interesse de classe ou dela própria), a atuação do MPF-PF-Judiciário e, talvez mais o que mais salta aos olhos, o peso financeiro e de energia que a Fiesp está depositando no golpe.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Artex		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107854/#comment-310155</link>

		<dc:creator><![CDATA[Artex]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2016 13:37:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Pouco importa? Cruzaremos os braços??? Que legitimidade política tem esse discurso? Representa quem essa balela de não faz diferença? Típico dos setores incompetentes e incapazes de propor um projeto de mudança, não existe esquerda sem uma esperança, sem um projeto de futuro e um projeto de sociedade que seja realista e que começa a partir de um ponto concreto, repetir mantras acartilhados nunca levou a esquerda em lugar nenhum. Tudo nesse texto além de óbvio é niilista, não existe extrema esquerda no Brasil, restam-nos apenas vanguardas universitárias. Os autores desse site advogam serem porta vozes da classe trabalhadora, mas não são, apenas os ilegítimos temem e seguem nesse mantra de não devemos nos vender, convergir com a direita etc.... Temem isso por no fundo reconhecem a inconsistência de seus ideais. Apoiam apenas os movimentos onde eles podem ser as estrelas, se alicerçam em uma dita tática que até hoje não mostrou nenhum conexão com os processos reais e muito menos com as demandas concretas da classe trabalhadora, aliás nem se ouve a voz dos trabalhadores... O mais impressionante é que tudo isso que esta acontecendo, e até mesmo análises como a do texto, já era bem sabido antes mesmo do PT ganhar a primeira eleição. Uma esquerda que até agora teve um papel nulo na nossa história recente, a partir de 2003, e foi absolutamente incompetente no seu trabalho de base, perdida e sem proposta, acreditando no quanto pior melhor, agora quer lavar as mãos, deixa como está para ver como é que fica, pois já sabemos como é!!! Concordo com as análises, mas jamais concordarei com as conclusões tiradas, a esquerda sem projeto, sem oferecer esperança de futuro, que ainda imagina que nesse jogo há espaço para aqueles que não querem jogar e acabam sendo atropelados recorrentemente, justamente por nada terem a oferecer à classe trabalhadora além do seu fatalismo imobilizante, perde mais uma vez o trem da história. Ainda vivemos um momento reformista onde a inclusão de pautas e demandas populares tropeça e o pouco espaço que tem pode se perder, acredito que importa sim o rumo institucional que será tomado, pois é nele que será travada as lutas e a construção de um projeto legítimo para a classe trabalhadora, que esta fragmentada em sua realização e dopada pelo consumo, duvido muito que algum trabalhador esteja disposto e desempenhar energias no projeto do quanto pior melhor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pouco importa? Cruzaremos os braços??? Que legitimidade política tem esse discurso? Representa quem essa balela de não faz diferença? Típico dos setores incompetentes e incapazes de propor um projeto de mudança, não existe esquerda sem uma esperança, sem um projeto de futuro e um projeto de sociedade que seja realista e que começa a partir de um ponto concreto, repetir mantras acartilhados nunca levou a esquerda em lugar nenhum. Tudo nesse texto além de óbvio é niilista, não existe extrema esquerda no Brasil, restam-nos apenas vanguardas universitárias. Os autores desse site advogam serem porta vozes da classe trabalhadora, mas não são, apenas os ilegítimos temem e seguem nesse mantra de não devemos nos vender, convergir com a direita etc&#8230;. Temem isso por no fundo reconhecem a inconsistência de seus ideais. Apoiam apenas os movimentos onde eles podem ser as estrelas, se alicerçam em uma dita tática que até hoje não mostrou nenhum conexão com os processos reais e muito menos com as demandas concretas da classe trabalhadora, aliás nem se ouve a voz dos trabalhadores&#8230; O mais impressionante é que tudo isso que esta acontecendo, e até mesmo análises como a do texto, já era bem sabido antes mesmo do PT ganhar a primeira eleição. Uma esquerda que até agora teve um papel nulo na nossa história recente, a partir de 2003, e foi absolutamente incompetente no seu trabalho de base, perdida e sem proposta, acreditando no quanto pior melhor, agora quer lavar as mãos, deixa como está para ver como é que fica, pois já sabemos como é!!! Concordo com as análises, mas jamais concordarei com as conclusões tiradas, a esquerda sem projeto, sem oferecer esperança de futuro, que ainda imagina que nesse jogo há espaço para aqueles que não querem jogar e acabam sendo atropelados recorrentemente, justamente por nada terem a oferecer à classe trabalhadora além do seu fatalismo imobilizante, perde mais uma vez o trem da história. Ainda vivemos um momento reformista onde a inclusão de pautas e demandas populares tropeça e o pouco espaço que tem pode se perder, acredito que importa sim o rumo institucional que será tomado, pois é nele que será travada as lutas e a construção de um projeto legítimo para a classe trabalhadora, que esta fragmentada em sua realização e dopada pelo consumo, duvido muito que algum trabalhador esteja disposto e desempenhar energias no projeto do quanto pior melhor.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Breno		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107854/#comment-310141</link>

		<dc:creator><![CDATA[Breno]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Mar 2016 00:17:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente.
Muito esclarecedor.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente.<br />
Muito esclarecedor.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107854/#comment-310140</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Mar 2016 22:34:29 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107854#comment-310140</guid>

					<description><![CDATA[Cada caso é diferente. No caso da tentativa de golpe de Jânio Quadros, a coisa parece ter sido bastante rápida. No caso das tentativas de golpe contra João Goulart, a coisa parece ter sido mais demorada: levando em conta todas as tentativas de removê-lo de cargos importantes, Goulart teve de ser demitido por Vargas, depois houve uma tentativa de impedir sua posse como vice-presidente, depois como presidente, depois tentativa de impeachment, logo seguida de golpe. O golpe de 1956, liderado pelo general Lott, parece ter se processado rapidamente. Enfim, há golpes e golpes. E, na verdade, eu concordo plenamente com os autores de &quot;Um golpe em curso?&quot;, quando eles criticam a retórica do PT e do governo, que afirmam estar sofrendo golpes desde, pelo menos, o caso do &quot;mensalão&quot;. Isso não passa de demagogia. Se estamos diante de uma tentativa de golpe, ela começou, para mim, no contexto do caso dos grampos telefônicos, como argumentei no artigo acima. Ou seja, começou há dias atrás.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cada caso é diferente. No caso da tentativa de golpe de Jânio Quadros, a coisa parece ter sido bastante rápida. No caso das tentativas de golpe contra João Goulart, a coisa parece ter sido mais demorada: levando em conta todas as tentativas de removê-lo de cargos importantes, Goulart teve de ser demitido por Vargas, depois houve uma tentativa de impedir sua posse como vice-presidente, depois como presidente, depois tentativa de impeachment, logo seguida de golpe. O golpe de 1956, liderado pelo general Lott, parece ter se processado rapidamente. Enfim, há golpes e golpes. E, na verdade, eu concordo plenamente com os autores de &#8220;Um golpe em curso?&#8221;, quando eles criticam a retórica do PT e do governo, que afirmam estar sofrendo golpes desde, pelo menos, o caso do &#8220;mensalão&#8221;. Isso não passa de demagogia. Se estamos diante de uma tentativa de golpe, ela começou, para mim, no contexto do caso dos grampos telefônicos, como argumentei no artigo acima. Ou seja, começou há dias atrás.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Adur		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/03/107854/#comment-310138</link>

		<dc:creator><![CDATA[Adur]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Mar 2016 21:36:43 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.passapalavra.info/?p=107854#comment-310138</guid>

					<description><![CDATA[Um ponto que não ficou claro para mim, nas suas passagens históricas, e que considerei importante no outro texto, foi a velocidade em que os &quot;golpes&quot; aconteceram. 
Do ponto de vista prático, estamos passando por esse processo desde meados de 2014 ou talvez até 6/2013(?). Os exemplos que vc deu demoraram tanto tempo para acontecer ou foram mais velozes que isso? 

Isso interfere pouco, ou quase nada, na sua argumentação, mas a pulga ficou atrás da orelha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um ponto que não ficou claro para mim, nas suas passagens históricas, e que considerei importante no outro texto, foi a velocidade em que os &#8220;golpes&#8221; aconteceram.<br />
Do ponto de vista prático, estamos passando por esse processo desde meados de 2014 ou talvez até 6/2013(?). Os exemplos que vc deu demoraram tanto tempo para acontecer ou foram mais velozes que isso? </p>
<p>Isso interfere pouco, ou quase nada, na sua argumentação, mas a pulga ficou atrás da orelha.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
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</rss>
