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	Comentários sobre: Expansão do capital e crise estrutural no Brasil. Reflexões sobre a reestruturação política e a crise social	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Maria Pinassi		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/05/108248/#comment-310926</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maria Pinassi]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 May 2016 11:51:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá Malcolm X, podemos sim trocar ideias. Aliás, precisamos MUITO trocar ideias sobre tudo o que está acontecendo. Abraços]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Malcolm X, podemos sim trocar ideias. Aliás, precisamos MUITO trocar ideias sobre tudo o que está acontecendo. Abraços</p>
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		<title>
		Por: Malcolm X		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/05/108248/#comment-310888</link>

		<dc:creator><![CDATA[Malcolm X]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 May 2016 01:04:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Olá Maria e Felipe!

 li atentamente o texto/análise de vocês, o qual achei extremamente pertinente e sagaz.

 tenho interesse em trocar mais com vcs, se possível, pois sinto que a hora está próxima e, se escreveram e publicaram tal análise, penso que sentem o mesmo.
 
 seguimos a caminhada,

 grande abraço!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Maria e Felipe!</p>
<p> li atentamente o texto/análise de vocês, o qual achei extremamente pertinente e sagaz.</p>
<p> tenho interesse em trocar mais com vcs, se possível, pois sinto que a hora está próxima e, se escreveram e publicaram tal análise, penso que sentem o mesmo.</p>
<p> seguimos a caminhada,</p>
<p> grande abraço!</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Felipe Augusto Duarte		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/05/108248/#comment-310823</link>

		<dc:creator><![CDATA[Felipe Augusto Duarte]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 May 2016 15:15:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Realmente Zermelo, obrigado pela observação, as taxas de juro implícita expostas são anualizadas, indicam o valor num determinado mês da taxa acumulado nos doze meses antecedentes. É algo que tem de ser corrigido apesar de não comprometer a argumentação.

Quanto ao uso do conceito de Dívida Líquida do Setor Público (DLSP):

Primeiro, temos de desfazer alguns enganos conceituais. Quando você cita o custo médio acumulado em 12 meses de 14,38%, está referindo-se a taxa de juros média que é paga pelos cinco indexadores da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi), que é aquela que registra a emissão de títulos do Tesouro Nacional (TN) no mercado interno e que desconsidera, entre outros, as descomunais operações compromissadas realizadas pelo Banco Central do Brasil (BCB), e não a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) que abrange basicamente a DPMFi, a Dívida Pública Federal Externa (DPFe) e as Operações compromissadas (OP) do BCB. Portanto o indicador, de 14,38%, que você traz é um indicador restrito da taxa de juros da DBGG e, consequentemente, extremamente restrito com relação ao conjunto do Sistema da Dívida Pública interna e externa (SDPie).

Desfeito o engano inicial, temos de qualificar o debate e compreender o que significam os indicadores DBGG e DLSP. Vale ressaltar que nosso dívida pública é uma verdadeira caixa preta, da qual mal sabemos os custos, e que seus indicadores são construídos com enormes malabarismos contábeis e estatísticos.
 
A DBGG é um indicador construído pelo Tesouro Nacional (TN), em regime de caixa (que considera as despesas públicas como déficit apenas no momento em que são pagas, e não quando são geradas), para calcular o passivo do Governo Geral - dos 3 entes federativos e, desde 2006, dos títulos públicos que efetivamente lastreiam as OP do BCB - frente ao setor privado, ao setor público financeiro e ao resto do mundo. Ressalta-se que em seu cálculo é utilizado o conceito acima da linha, o que significa que executa um cálculo fiscal restrito, que leva em consideração o fluxo de endividamento conhecido como resultado primário, ou seja, aquele que não inclui no cálculo das despesas totais os gastos com juros e atualizações monetárias, em outras palavras, o cálculo da DBGG retira da Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP) o seu componente agregado financeiro. Em linhas gerais, o indicador da DBGG e a relação DBGG/PIB tem efetiva utilidade para efeitos de comparação internacional do endividamento público brasileiro e de análise de um dos aspectos da situação fiscal do Estado, trata-se, portanto, de um bom indicador do risco de rolagem da dívida.
Já a DLSP é um indicador construindo pelo Banco Central do Brasil (BCB), em regime de competência (que considera as despesas públicas como déficit no momento em que são geradas), para calcular o conjunto patrimonial de ativos e passivo de todo o Setor Público - os 3 entes federativos, o BCB, Previdência Social e as Estatais - frente o sistema financeiro (público e privado), o setor privado não-financeiro e o resto do mundo. Assim sendo, a DLSP trata do conceito mais abrangente de dívida pública no Brasil. Importa ainda que seu cálculo segue o conceito abaixo da linha, que significa que executa um cálculo fiscal amplo, que leva em consideração o estoque do endividamento de exercícios fiscais anteriores conhecido como resultado nominal, isto é, aquele que contabiliza o agregado financeiro na NFSP, nele contam as receitas totais (inclusive financeiras) e as despesas totais (inclusive despesas com juros e atualizações monetárias). Resumidamente a DLSP e a relação DLSP/PIB é eficiente na apreciação dos custos envolvidos em políticas fiscais, monetárias e cambiais, além de ser mais pertinente para mensurar riscos de solvência, os impactos do endividamento sobre o crescimento e os efeitos e a abrangência da taxa de juros efetivamente praticada pelo SDPie.

Com isso quero demonstrar que discordo categoricamente que a DLSP seja um indicador enganador e inadequado para analisar a sustentabilidade fiscal da economia brasileira, não obstante, tampouco acredito que seja o único. Em minha opinião pela inerente complementaridade, que espero tenha ficado explicita nos parágrafos anteriores, é apenas através de uma análise integrada dos indicadores da DBGG e da DLSP que poderemos realizar uma justa apreciação do custo e da trajetória do endividamento público brasileiro e seus rebatimentos cambiais, fiscais e monetários. 

Todavia, nossa intenção ao utilizar o conceito da taxa de juros implícita, que corresponde à taxa média de juros nominal incidente sobre todos os indexadores da DLSP, isto é, do conjunto de indexadores de todos os ativos e passivos do SDPie, não desconsiderou em momento algum a importância da DBGG, tampouco da DPMFi que a compõem, para a apreciação da sustentabilidade fiscal da economia brasileira. Nosso opção pelo conceito da taxa de juros implícita da DLSP, e não o de custo médio acumulado em 12 meses da DMPFi, como sugerido, ou de qualquer outro índice de remuneração do SPDie, como a famosa taxa SELIC, deve-se precisamente a maior complexidade e abrangência dos indicadores envolvidos no cálculo da taxa de juros implícita da DLSP que, como demostrado, levam em consideração o conjunto de ativos e passivos do endividamento, permitindo caracterizar com maior eficiência e realismo o custo e a trajetória dos juros nominais anualizados (juros reais + amortizações financeiras no acumulado de 12 meses) efetivamente pagos pelo SDPie em seu conjunto. Além do mais, a taxa de juros implícita da DLSP, torna-se especialmente relevante se levarmos em consideração a intensa reestruturação patrimonial do setor público brasileiro nos últimos anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Realmente Zermelo, obrigado pela observação, as taxas de juro implícita expostas são anualizadas, indicam o valor num determinado mês da taxa acumulado nos doze meses antecedentes. É algo que tem de ser corrigido apesar de não comprometer a argumentação.</p>
<p>Quanto ao uso do conceito de Dívida Líquida do Setor Público (DLSP):</p>
<p>Primeiro, temos de desfazer alguns enganos conceituais. Quando você cita o custo médio acumulado em 12 meses de 14,38%, está referindo-se a taxa de juros média que é paga pelos cinco indexadores da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi), que é aquela que registra a emissão de títulos do Tesouro Nacional (TN) no mercado interno e que desconsidera, entre outros, as descomunais operações compromissadas realizadas pelo Banco Central do Brasil (BCB), e não a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) que abrange basicamente a DPMFi, a Dívida Pública Federal Externa (DPFe) e as Operações compromissadas (OP) do BCB. Portanto o indicador, de 14,38%, que você traz é um indicador restrito da taxa de juros da DBGG e, consequentemente, extremamente restrito com relação ao conjunto do Sistema da Dívida Pública interna e externa (SDPie).</p>
<p>Desfeito o engano inicial, temos de qualificar o debate e compreender o que significam os indicadores DBGG e DLSP. Vale ressaltar que nosso dívida pública é uma verdadeira caixa preta, da qual mal sabemos os custos, e que seus indicadores são construídos com enormes malabarismos contábeis e estatísticos.</p>
<p>A DBGG é um indicador construído pelo Tesouro Nacional (TN), em regime de caixa (que considera as despesas públicas como déficit apenas no momento em que são pagas, e não quando são geradas), para calcular o passivo do Governo Geral &#8211; dos 3 entes federativos e, desde 2006, dos títulos públicos que efetivamente lastreiam as OP do BCB &#8211; frente ao setor privado, ao setor público financeiro e ao resto do mundo. Ressalta-se que em seu cálculo é utilizado o conceito acima da linha, o que significa que executa um cálculo fiscal restrito, que leva em consideração o fluxo de endividamento conhecido como resultado primário, ou seja, aquele que não inclui no cálculo das despesas totais os gastos com juros e atualizações monetárias, em outras palavras, o cálculo da DBGG retira da Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP) o seu componente agregado financeiro. Em linhas gerais, o indicador da DBGG e a relação DBGG/PIB tem efetiva utilidade para efeitos de comparação internacional do endividamento público brasileiro e de análise de um dos aspectos da situação fiscal do Estado, trata-se, portanto, de um bom indicador do risco de rolagem da dívida.<br />
Já a DLSP é um indicador construindo pelo Banco Central do Brasil (BCB), em regime de competência (que considera as despesas públicas como déficit no momento em que são geradas), para calcular o conjunto patrimonial de ativos e passivo de todo o Setor Público &#8211; os 3 entes federativos, o BCB, Previdência Social e as Estatais &#8211; frente o sistema financeiro (público e privado), o setor privado não-financeiro e o resto do mundo. Assim sendo, a DLSP trata do conceito mais abrangente de dívida pública no Brasil. Importa ainda que seu cálculo segue o conceito abaixo da linha, que significa que executa um cálculo fiscal amplo, que leva em consideração o estoque do endividamento de exercícios fiscais anteriores conhecido como resultado nominal, isto é, aquele que contabiliza o agregado financeiro na NFSP, nele contam as receitas totais (inclusive financeiras) e as despesas totais (inclusive despesas com juros e atualizações monetárias). Resumidamente a DLSP e a relação DLSP/PIB é eficiente na apreciação dos custos envolvidos em políticas fiscais, monetárias e cambiais, além de ser mais pertinente para mensurar riscos de solvência, os impactos do endividamento sobre o crescimento e os efeitos e a abrangência da taxa de juros efetivamente praticada pelo SDPie.</p>
<p>Com isso quero demonstrar que discordo categoricamente que a DLSP seja um indicador enganador e inadequado para analisar a sustentabilidade fiscal da economia brasileira, não obstante, tampouco acredito que seja o único. Em minha opinião pela inerente complementaridade, que espero tenha ficado explicita nos parágrafos anteriores, é apenas através de uma análise integrada dos indicadores da DBGG e da DLSP que poderemos realizar uma justa apreciação do custo e da trajetória do endividamento público brasileiro e seus rebatimentos cambiais, fiscais e monetários. </p>
<p>Todavia, nossa intenção ao utilizar o conceito da taxa de juros implícita, que corresponde à taxa média de juros nominal incidente sobre todos os indexadores da DLSP, isto é, do conjunto de indexadores de todos os ativos e passivos do SDPie, não desconsiderou em momento algum a importância da DBGG, tampouco da DPMFi que a compõem, para a apreciação da sustentabilidade fiscal da economia brasileira. Nosso opção pelo conceito da taxa de juros implícita da DLSP, e não o de custo médio acumulado em 12 meses da DMPFi, como sugerido, ou de qualquer outro índice de remuneração do SPDie, como a famosa taxa SELIC, deve-se precisamente a maior complexidade e abrangência dos indicadores envolvidos no cálculo da taxa de juros implícita da DLSP que, como demostrado, levam em consideração o conjunto de ativos e passivos do endividamento, permitindo caracterizar com maior eficiência e realismo o custo e a trajetória dos juros nominais anualizados (juros reais + amortizações financeiras no acumulado de 12 meses) efetivamente pagos pelo SDPie em seu conjunto. Além do mais, a taxa de juros implícita da DLSP, torna-se especialmente relevante se levarmos em consideração a intensa reestruturação patrimonial do setor público brasileiro nos últimos anos.</p>
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		<title>
		Por: Maria Orlanda Pinassi		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/05/108248/#comment-310768</link>

		<dc:creator><![CDATA[Maria Orlanda Pinassi]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 May 2016 12:19:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gracias pelos toques, Zermelo, vamos verificar esses dados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gracias pelos toques, Zermelo, vamos verificar esses dados.</p>
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		<title>
		Por: Zermelo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/05/108248/#comment-310760</link>

		<dc:creator><![CDATA[Zermelo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 May 2016 03:17:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No próprio link indicado na nota (7) obverva-se que os valores indicados para a taxa de juro implícita da dívida líquida, de 26,1% e 31,9%, não correspondem a taxas de juro &quot;ao mês&quot;, mas sim a taxas de juros acumuladas ao longo de 12 meses, ou seja, a taxas de juros anuais.
Não penso que isto altere em nada o que os autores pretendiam dizer, afinal estas taxas continuam sendo muito altas, mas a diferença é de ordem de grandeza e parece-me importante corrigir.

Por outro lado, a utilização da dívida líquida no lugar da dívida bruta pode ser um tanto enganadora. Nenhum título público paga 26% de juro anual e o número indicado aqui: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/a-divida-em-grandes-numeros, de 14,38%, é claramente mais compatível com a experiência de quem aplica no Tesouro Direto.
Penso que esta divergência de mais de 10% entre o custo real da dívida (bruta) e o custo imputado à dívida líquida se deva na sua maior parte à manutenção das elevadas reservas cambiais, que diminuem o montante da dívida líquida mas são remuneradas por taxas de juro muito inferiores às internas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No próprio link indicado na nota (7) obverva-se que os valores indicados para a taxa de juro implícita da dívida líquida, de 26,1% e 31,9%, não correspondem a taxas de juro &#8220;ao mês&#8221;, mas sim a taxas de juros acumuladas ao longo de 12 meses, ou seja, a taxas de juros anuais.<br />
Não penso que isto altere em nada o que os autores pretendiam dizer, afinal estas taxas continuam sendo muito altas, mas a diferença é de ordem de grandeza e parece-me importante corrigir.</p>
<p>Por outro lado, a utilização da dívida líquida no lugar da dívida bruta pode ser um tanto enganadora. Nenhum título público paga 26% de juro anual e o número indicado aqui: <a href="http://www.tesouro.fazenda.gov.br/a-divida-em-grandes-numeros" rel="nofollow ugc">http://www.tesouro.fazenda.gov.br/a-divida-em-grandes-numeros</a>, de 14,38%, é claramente mais compatível com a experiência de quem aplica no Tesouro Direto.<br />
Penso que esta divergência de mais de 10% entre o custo real da dívida (bruta) e o custo imputado à dívida líquida se deva na sua maior parte à manutenção das elevadas reservas cambiais, que diminuem o montante da dívida líquida mas são remuneradas por taxas de juro muito inferiores às internas.</p>
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