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	Comentários sobre: Brexit e os foras do nacionalismo	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: O mundo visto de baixo		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[O mundo visto de baixo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Jul 2016 00:35:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[“(…) O nacionalismo parece, na verdade, preferir um “pequeno capital”: um capital que não se multiplica como poderia, e que por isso não aponta para o capitalismo da abundância (...)”

O dito capitalismo nacionalista coube e ainda cabe dentro dos pressupostos do desenvolvimento desigual e combinado. O capital se alimenta tanto da abundância, quanto da miséria...

O “capitalismo da abundância” também exige o acúmulo constante do capital e essa acumulação só é possível através da expansão constante do capital.  Um dos pontos centrais desta crise do capital, ao que parece, é que esta expansão se encontra, minimamente, estagnada, senão exaurida. A superprodução afeta não só a produção propriamente dita, mas o sistema como um todo (superprodução de tudo). Para uma nova expansão econômica será necessário, inexoravelmente, uma nova expansão da exploração do trabalho. Esta já vem ocorrendo, não só através da mais-valia relativa, mas também, e cada vez mais, através da mais-valia absoluta, representada não só pelos ataques aos direitos dos trabalhadores, tais como o aumento das jornadas de trabalho e do tempo de contribuição para a aposentadoria (no mundo todo, inclusive nos ditos países desenvolvidos), como também a transformação do trabalhador numa empresa de si mesmo (você s/a...)?

Não há como produzir mais-valia indefinidamente (assim como, talvez..., não se possa produzir indefinidamente a abundância...). Pode parecer contraditório, mas o capital internacional “tenderá” a passar a “investir” no capital nacional para se expandir através de mais uma nova acumulação por expropriação (que recairá – quer pelo capitalismo internacional, quer pelo nacional – sobre a classe trabalhadora). As condições para esse processo foram dadas muito antes deste “ressurgimento” destes movimentos nacionalistas (portanto não são uma criação dos “nacionalistas”). Foram dadas, inclusive, por esse “capitalismo da abundância”, portanto,  o capitalismo nacionalista que ora almeja ascender fundamenta-se, sim, no desenvolvimento das forças produtivas, em condições econômicas.

A classe trabalhadora deveria almejar não o internacionalismo, mas o transnacionalismo. “Só a transnacionalização da classe trabalhadora poderia fragmentar o capital”. A transnacionalização do capital só comporta um paralelo inexorável: a fragmentação dos trabalhadores...

E, não nos esqueçamos, os gestores do capital não nasceram ontem...! Se os &quot;investidores&quot; são avessos a riscos, se a Grande Bretanha é uma das maiores potências ecônomicas do mundo, se metade de seu comércio era realizado com a UE, se um quase metade da população era contra e Brexit, etc, etc, etc, alguém acredita que foi a democracia que jogou tudo isso para o alto, assim, mansa a pacificamente? A forma mercadoria é só uma das formas de circulação do capital. Se mesmo durante a segunda guerra o capital foi capaz de circular em paz (como no caso do Banco de Pagamentos Internacionais), seria diferente agora ou no futuro?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“(…) O nacionalismo parece, na verdade, preferir um “pequeno capital”: um capital que não se multiplica como poderia, e que por isso não aponta para o capitalismo da abundância (&#8230;)”</p>
<p>O dito capitalismo nacionalista coube e ainda cabe dentro dos pressupostos do desenvolvimento desigual e combinado. O capital se alimenta tanto da abundância, quanto da miséria&#8230;</p>
<p>O “capitalismo da abundância” também exige o acúmulo constante do capital e essa acumulação só é possível através da expansão constante do capital.  Um dos pontos centrais desta crise do capital, ao que parece, é que esta expansão se encontra, minimamente, estagnada, senão exaurida. A superprodução afeta não só a produção propriamente dita, mas o sistema como um todo (superprodução de tudo). Para uma nova expansão econômica será necessário, inexoravelmente, uma nova expansão da exploração do trabalho. Esta já vem ocorrendo, não só através da mais-valia relativa, mas também, e cada vez mais, através da mais-valia absoluta, representada não só pelos ataques aos direitos dos trabalhadores, tais como o aumento das jornadas de trabalho e do tempo de contribuição para a aposentadoria (no mundo todo, inclusive nos ditos países desenvolvidos), como também a transformação do trabalhador numa empresa de si mesmo (você s/a&#8230;)?</p>
<p>Não há como produzir mais-valia indefinidamente (assim como, talvez&#8230;, não se possa produzir indefinidamente a abundância&#8230;). Pode parecer contraditório, mas o capital internacional “tenderá” a passar a “investir” no capital nacional para se expandir através de mais uma nova acumulação por expropriação (que recairá – quer pelo capitalismo internacional, quer pelo nacional – sobre a classe trabalhadora). As condições para esse processo foram dadas muito antes deste “ressurgimento” destes movimentos nacionalistas (portanto não são uma criação dos “nacionalistas”). Foram dadas, inclusive, por esse “capitalismo da abundância”, portanto,  o capitalismo nacionalista que ora almeja ascender fundamenta-se, sim, no desenvolvimento das forças produtivas, em condições econômicas.</p>
<p>A classe trabalhadora deveria almejar não o internacionalismo, mas o transnacionalismo. “Só a transnacionalização da classe trabalhadora poderia fragmentar o capital”. A transnacionalização do capital só comporta um paralelo inexorável: a fragmentação dos trabalhadores&#8230;</p>
<p>E, não nos esqueçamos, os gestores do capital não nasceram ontem&#8230;! Se os &#8220;investidores&#8221; são avessos a riscos, se a Grande Bretanha é uma das maiores potências ecônomicas do mundo, se metade de seu comércio era realizado com a UE, se um quase metade da população era contra e Brexit, etc, etc, etc, alguém acredita que foi a democracia que jogou tudo isso para o alto, assim, mansa a pacificamente? A forma mercadoria é só uma das formas de circulação do capital. Se mesmo durante a segunda guerra o capital foi capaz de circular em paz (como no caso do Banco de Pagamentos Internacionais), seria diferente agora ou no futuro?</p>
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