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	Comentários sobre: Os zapatistas e as eleições	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109808/#comment-312110</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Nov 2016 15:55:25 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Mais :

http://enlacezapatista.ezln.org.mx/2016/11/17/una-historia-para-tratar-de-entender/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais :</p>
<p><a href="http://enlacezapatista.ezln.org.mx/2016/11/17/una-historia-para-tratar-de-entender/" rel="nofollow ugc">http://enlacezapatista.ezln.org.mx/2016/11/17/una-historia-para-tratar-de-entender/</a></p>
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		<title>
		Por: Laura		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109808/#comment-312103</link>

		<dc:creator><![CDATA[Laura]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Nov 2016 14:34:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para sumar a las reflexiones sobre la candidatura del zapatismo, un texto de Raúl Zibechi:

http://www.naiz.eus/eu/iritzia/articulos/la-candidatura-presidencial-del-zapatismo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para sumar a las reflexiones sobre la candidatura del zapatismo, un texto de Raúl Zibechi:</p>
<p><a href="http://www.naiz.eus/eu/iritzia/articulos/la-candidatura-presidencial-del-zapatismo" rel="nofollow ugc">http://www.naiz.eus/eu/iritzia/articulos/la-candidatura-presidencial-del-zapatismo</a></p>
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		<title>
		Por: Proletario urbano		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109808/#comment-312099</link>

		<dc:creator><![CDATA[Proletario urbano]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Nov 2016 15:17:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Talvez aqui tenha um exemplo concreto (para além da retórica) da relação do EZLN nas fileiras do movimento indígena:
https://jovenestriquisdecopala.wordpress.com/2012/01/12/ezln-apoya-al-mult-grupo-paramilitar-mas-cruel-y-sanguinario-de-la-zona-triqui-copala/]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Talvez aqui tenha um exemplo concreto (para além da retórica) da relação do EZLN nas fileiras do movimento indígena:<br />
<a href="https://jovenestriquisdecopala.wordpress.com/2012/01/12/ezln-apoya-al-mult-grupo-paramilitar-mas-cruel-y-sanguinario-de-la-zona-triqui-copala/" rel="nofollow ugc">https://jovenestriquisdecopala.wordpress.com/2012/01/12/ezln-apoya-al-mult-grupo-paramilitar-mas-cruel-y-sanguinario-de-la-zona-triqui-copala/</a></p>
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		<item>
		<title>
		Por: Alex		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109808/#comment-312096</link>

		<dc:creator><![CDATA[Alex]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 12 Nov 2016 05:39:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Seria interessante que os que criticam tão normativamente o EZLN o fizessem a partir de análises mais concretas, com exemplos históricos (inclusive de antagonismos políticos contemporâneos ao zapatismo) que permitam um entendimento de causa, pois, do contrário, assemelha-se mais a trechos descontextualizados e chavões políticos. 
Ora, diante de um projeto de transformação política faz-se necessário angariar apoios e solidariedades, aglutinar engajamentos. Mas, num momento de refluxo das lutas de esquerda, por quais meios, com quais linguagens, com qual estética e para qual significação? Com qual forma e com que conteúdo? 
Ao contrário de grupúsculos pretensamente radicais, que podem e querem manter-se com o mínimo apoio social, colocando-se como elite de classe e empunhando abstrações desmobilizadoras (pois não atingem a realidade concreta das pessoas), essas são questões cruciais para qualquer movimento social de base, massivo, alicerçado por práticas autonomistas e democráticas no seu interior. 
A procura por soluções para essas questões é fundamental para a sobrevivência e possibilidades de ampliação dos movimentos sociais, como também para o desenvolvimento do mundo novo que pretendem construir. E mais essencial quando os velhos discursos e bandeiras de ordem parecem não encontrar eco significativo em grande parte da população.
Num ponto de vista histórico das últimas décadas, as questões atualmente colocadas pelos zapatistas e pelo Conselho Nacional Indígena contrastam com experiências (em contextos regionais distintos) de lutas armadas e governos como dos sandinistas na Nicarágua (a qual escrevemos um breve relato à partir de uma comuna de teatro rural http://passapalavra.info/2011/02/35787 ); da experiência fracassada de organização indígena no Equador que impulsionou a fundação de um partido político em meados dos anos 1990 (e que deixou marcas no posterior desenvolvimento da CONAIE e sua relação com os governos de Correa); ou da experiência argentina com os piqueteros, por exemplo com a Frente Popular Dário Santillán e a encruzilhada nos anos de 2010, que se colocou entre as assembleias populares e as eleições.  O que podemos apreender destas experiências, de seus dilemas e equívocos? Ou nos  basta meia dúzia de palavras e menos que isso de certezas?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seria interessante que os que criticam tão normativamente o EZLN o fizessem a partir de análises mais concretas, com exemplos históricos (inclusive de antagonismos políticos contemporâneos ao zapatismo) que permitam um entendimento de causa, pois, do contrário, assemelha-se mais a trechos descontextualizados e chavões políticos.<br />
Ora, diante de um projeto de transformação política faz-se necessário angariar apoios e solidariedades, aglutinar engajamentos. Mas, num momento de refluxo das lutas de esquerda, por quais meios, com quais linguagens, com qual estética e para qual significação? Com qual forma e com que conteúdo?<br />
Ao contrário de grupúsculos pretensamente radicais, que podem e querem manter-se com o mínimo apoio social, colocando-se como elite de classe e empunhando abstrações desmobilizadoras (pois não atingem a realidade concreta das pessoas), essas são questões cruciais para qualquer movimento social de base, massivo, alicerçado por práticas autonomistas e democráticas no seu interior.<br />
A procura por soluções para essas questões é fundamental para a sobrevivência e possibilidades de ampliação dos movimentos sociais, como também para o desenvolvimento do mundo novo que pretendem construir. E mais essencial quando os velhos discursos e bandeiras de ordem parecem não encontrar eco significativo em grande parte da população.<br />
Num ponto de vista histórico das últimas décadas, as questões atualmente colocadas pelos zapatistas e pelo Conselho Nacional Indígena contrastam com experiências (em contextos regionais distintos) de lutas armadas e governos como dos sandinistas na Nicarágua (a qual escrevemos um breve relato à partir de uma comuna de teatro rural <a href="http://passapalavra.info/2011/02/35787" rel="ugc">http://passapalavra.info/2011/02/35787</a> ); da experiência fracassada de organização indígena no Equador que impulsionou a fundação de um partido político em meados dos anos 1990 (e que deixou marcas no posterior desenvolvimento da CONAIE e sua relação com os governos de Correa); ou da experiência argentina com os piqueteros, por exemplo com a Frente Popular Dário Santillán e a encruzilhada nos anos de 2010, que se colocou entre as assembleias populares e as eleições.  O que podemos apreender destas experiências, de seus dilemas e equívocos? Ou nos  basta meia dúzia de palavras e menos que isso de certezas?</p>
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		<item>
		<title>
		Por: GIXAI		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109808/#comment-312087</link>

		<dc:creator><![CDATA[GIXAI]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Nov 2016 14:31:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Para uma coisa já esta servindo a “candidatura zapatista”: remove o passa-montanhas das posições e ilusões que muitos sempre tiveram sobre eles. Possivelmente por conta de toda a “mística poética “constituída desde seus começos. Eles foram cristianizados, assumindo desde cedo, e principalmente com o Sub Marcos, aquela aura luminosa e inatacável. Desde A Outra Campanha, circunscrita ao jogo performático da politica, o EZLN já vinha se esforçando para, desde ”abajo” e com os pés atolados nas típicas esferas na institucionalidade, manter-se vivo.
A candidatura, simbolicamente representa a retirada do passa-montanha, um final da longa tarde ensolarada do zapatismo, não sem choro e ranger de dentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para uma coisa já esta servindo a “candidatura zapatista”: remove o passa-montanhas das posições e ilusões que muitos sempre tiveram sobre eles. Possivelmente por conta de toda a “mística poética “constituída desde seus começos. Eles foram cristianizados, assumindo desde cedo, e principalmente com o Sub Marcos, aquela aura luminosa e inatacável. Desde A Outra Campanha, circunscrita ao jogo performático da politica, o EZLN já vinha se esforçando para, desde ”abajo” e com os pés atolados nas típicas esferas na institucionalidade, manter-se vivo.<br />
A candidatura, simbolicamente representa a retirada do passa-montanha, um final da longa tarde ensolarada do zapatismo, não sem choro e ranger de dentes.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109808/#comment-312086</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Nov 2016 12:03:03 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[a fERpAZ:
O cognominado palimpsesto (&quot;aquilo que se raspa para escrever de novo&quot;) foi excerto de um e-mail. Um entre muitos, intercambiados num rizoma (AUTONOMIA beAMONGtween others &#038;c.) de discussão, em 2001. 
É improvável que se consiga resgatar &quot;todo o conteúdo desse palimpsesto&quot;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>a fERpAZ:<br />
O cognominado palimpsesto (&#8220;aquilo que se raspa para escrever de novo&#8221;) foi excerto de um e-mail. Um entre muitos, intercambiados num rizoma (AUTONOMIA beAMONGtween others &amp;c.) de discussão, em 2001.<br />
É improvável que se consiga resgatar &#8220;todo o conteúdo desse palimpsesto&#8221;.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Iniciativa Revolução Universal		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109808/#comment-312085</link>

		<dc:creator><![CDATA[Iniciativa Revolução Universal]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Nov 2016 03:41:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Subscrevemos o comentário de Lucas. A pseudo-guerrilha zapatista - em contraposição ao próprio Zapata - apontando para uma &quot;humanização&quot; do capitalismo a partir da base não poderia levar a outro resultado que o da colaboração estatista por meio da mistificação eleitoreira. Lembremos que os apoios &quot;libertários&quot; e &quot;autonomistas&quot; a mudanças meramente administrativas ou de combinatória política no status quo (seja no  Kurdistão, seja em Chiapas) não deve perder de vista o que esses movimentos fazem na prática e a direção para onde caminham e propõem que se caminhe. A título de curiosidade, a proposta eleitoral zapatista surge aos 80 anos da participação ministerial &quot;anarquista&quot; no governo espanhol:

http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/33289]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Subscrevemos o comentário de Lucas. A pseudo-guerrilha zapatista &#8211; em contraposição ao próprio Zapata &#8211; apontando para uma &#8220;humanização&#8221; do capitalismo a partir da base não poderia levar a outro resultado que o da colaboração estatista por meio da mistificação eleitoreira. Lembremos que os apoios &#8220;libertários&#8221; e &#8220;autonomistas&#8221; a mudanças meramente administrativas ou de combinatória política no status quo (seja no  Kurdistão, seja em Chiapas) não deve perder de vista o que esses movimentos fazem na prática e a direção para onde caminham e propõem que se caminhe. A título de curiosidade, a proposta eleitoral zapatista surge aos 80 anos da participação ministerial &#8220;anarquista&#8221; no governo espanhol:</p>
<p><a href="http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/33289" rel="nofollow ugc">http://pt.indymedia.org/conteudo/newswire/33289</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109808/#comment-312080</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Nov 2016 15:06:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ulisses, onde encontra-se todo o conteúdo desse palimpsesto?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ulisses, onde encontra-se todo o conteúdo desse palimpsesto?</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109808/#comment-312078</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2016 18:02:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alex, se meu estilo polemista do comentário anterior serve para algo, é para levantar mais que nada a questão da mistificação, como você reparou. Acho que teu texto é excelente para mostrar que a própria história do EZLN e suas posições refutam a ideia de que essa notícia da candidatura seja algo assim tão tempestuoso como um raio em céu azul.
E se por um lado a fórmula das guerrilhas de liberação nacional deva ser criticada e estudada dentro de seu contexto, acho perigoso que o aspecto armado dos exemplos contemporâneos como o EZLN e as lutas na Siria e no Kurdistão seja simplesmente ignorado em pro de uma mistificação das organizações de base, que em ambos casos mais servem para angariar solidariedade internacional do que como exemplo de lutas a se seguir. E solidariedade movida por mistificação é erro certo. Neste sentido, se é que estamos assistindo hoje um movimento crescente em direção à expansão das guerras imperialistas em novos territórios, impulsado por movimentos nacionais e disputas intra-burguesas, talvez não fosse mal momento para começar a tratar com mais seriedade a questão da guerra e da violência organizada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alex, se meu estilo polemista do comentário anterior serve para algo, é para levantar mais que nada a questão da mistificação, como você reparou. Acho que teu texto é excelente para mostrar que a própria história do EZLN e suas posições refutam a ideia de que essa notícia da candidatura seja algo assim tão tempestuoso como um raio em céu azul.<br />
E se por um lado a fórmula das guerrilhas de liberação nacional deva ser criticada e estudada dentro de seu contexto, acho perigoso que o aspecto armado dos exemplos contemporâneos como o EZLN e as lutas na Siria e no Kurdistão seja simplesmente ignorado em pro de uma mistificação das organizações de base, que em ambos casos mais servem para angariar solidariedade internacional do que como exemplo de lutas a se seguir. E solidariedade movida por mistificação é erro certo. Neste sentido, se é que estamos assistindo hoje um movimento crescente em direção à expansão das guerras imperialistas em novos territórios, impulsado por movimentos nacionais e disputas intra-burguesas, talvez não fosse mal momento para começar a tratar com mais seriedade a questão da guerra e da violência organizada.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109808/#comment-312077</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Nov 2016 11:44:53 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[PALIMPSESTO NUMA GARRAFA LANÇADA AO MAR (16/03/2001)
[...] &quot;Quanto aos zapatistas, há muita fumaça (espetáculo vanguardista) e pouco fogo (ação direta proletária) nessa história. Se nosso objetivo é a abolição da mercadoria, do dinheiro e do capital, mediante a auto-emancipação revolucionária dos trabalhadores, devemos:
1) atuar no sentido de potenciar os elementos de autonomia em cada luta;
2) combater sem tréguas as organizações substituístas e dirigistas (não importam sua coloração ideológica e o radicalismo de seu programa) que pretendem assumir a direção das lutas, escamoteando o protagonismo dos trabalhadores; 
3) recusar a tolerância paternalista que, intrinsecamente desigualitária, segmentariza os explorados e oprimidos em categorias identitárias diversas.
Há companheiros - todos bem intencionados e alguns extremamente combativos -  que, por subestimarem a autonomia operária e em nome da famigerada tática, esqueceram(?) os objetivos da luta e se colocaram a reboque de organizações neobolcheviques. Esses apoiadores (&#039;críticos&#039;, dizem os menos afoitos ou mais cínicos) do EZLN nada mais são do que megafones da demagogia étnica e nacionalista que impregna o discurso dos zapatistas.&quot;  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>PALIMPSESTO NUMA GARRAFA LANÇADA AO MAR (16/03/2001)<br />
[&#8230;] &#8220;Quanto aos zapatistas, há muita fumaça (espetáculo vanguardista) e pouco fogo (ação direta proletária) nessa história. Se nosso objetivo é a abolição da mercadoria, do dinheiro e do capital, mediante a auto-emancipação revolucionária dos trabalhadores, devemos:<br />
1) atuar no sentido de potenciar os elementos de autonomia em cada luta;<br />
2) combater sem tréguas as organizações substituístas e dirigistas (não importam sua coloração ideológica e o radicalismo de seu programa) que pretendem assumir a direção das lutas, escamoteando o protagonismo dos trabalhadores;<br />
3) recusar a tolerância paternalista que, intrinsecamente desigualitária, segmentariza os explorados e oprimidos em categorias identitárias diversas.<br />
Há companheiros &#8211; todos bem intencionados e alguns extremamente combativos &#8211;  que, por subestimarem a autonomia operária e em nome da famigerada tática, esqueceram(?) os objetivos da luta e se colocaram a reboque de organizações neobolcheviques. Esses apoiadores (&#8216;críticos&#8217;, dizem os menos afoitos ou mais cínicos) do EZLN nada mais são do que megafones da demagogia étnica e nacionalista que impregna o discurso dos zapatistas.&#8221;  [&#8230;]</p>
]]></content:encoded>
		
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