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	Comentários sobre: Pride: Uma luta que uniu identidade e classe	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109825/#comment-312229</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Dec 2016 20:55:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No esteio do pensamento evolucionista, penso eu que não caberiam dúvidas de que os trabalhadores estariam interessados em acelerar o inevitável processo de demolição do capitalismo, já que mais além dele estava o Eldorado. Com o trauma soviético veio a integração e o escapismo -- não havendo Eldorado, pintemos os viadutos com tons de ouro; não havendo Eldorado, o mais importante segue sendo o viver no mato, mesmo sem o ouro. 
Onde é que fica o interesse nessa história? É mostrar que o Eldorado segue existindo, que na verdade esse pessoal tomou o caminho errado e terminou em Pindamonhagaba? Ou será mostrar que existe um Eldorado dentro de cada um de nós? E em qualquer um destes casos, que relação existe, de fato, entre o que vivemos todos os dias e a concretização de um Eldorado qualquer? É mais importante que o nosso Eldorado seja uma necessidade objetiva do tempo, e que nossa missão é acelerar o inevitável, ou que ele seja uma possibilidade artificialmente criada e completamente dependente da ação humana, sendo nossa missão um ato extremamente inventivo e dependente da imaginação?
Pois se existe uma boa motivação para lutar cada um por seu particularismo, é a total descrença de que haverá qualquer grande mudança no mundo [não se trata justamente disso o rebote do identitarismo fascista de que estão falando nos comentários acima?]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No esteio do pensamento evolucionista, penso eu que não caberiam dúvidas de que os trabalhadores estariam interessados em acelerar o inevitável processo de demolição do capitalismo, já que mais além dele estava o Eldorado. Com o trauma soviético veio a integração e o escapismo &#8212; não havendo Eldorado, pintemos os viadutos com tons de ouro; não havendo Eldorado, o mais importante segue sendo o viver no mato, mesmo sem o ouro.<br />
Onde é que fica o interesse nessa história? É mostrar que o Eldorado segue existindo, que na verdade esse pessoal tomou o caminho errado e terminou em Pindamonhagaba? Ou será mostrar que existe um Eldorado dentro de cada um de nós? E em qualquer um destes casos, que relação existe, de fato, entre o que vivemos todos os dias e a concretização de um Eldorado qualquer? É mais importante que o nosso Eldorado seja uma necessidade objetiva do tempo, e que nossa missão é acelerar o inevitável, ou que ele seja uma possibilidade artificialmente criada e completamente dependente da ação humana, sendo nossa missão um ato extremamente inventivo e dependente da imaginação?<br />
Pois se existe uma boa motivação para lutar cada um por seu particularismo, é a total descrença de que haverá qualquer grande mudança no mundo [não se trata justamente disso o rebote do identitarismo fascista de que estão falando nos comentários acima?]</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109825/#comment-312227</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Dec 2016 10:42:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[WITH(OUT) preconceito
Talvez fosse uma boa ideia examinar a diferença entre conceito e ideologema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>WITH(OUT) preconceito<br />
Talvez fosse uma boa ideia examinar a diferença entre conceito e ideologema.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Sempre Banana		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109825/#comment-312226</link>

		<dc:creator><![CDATA[Sempre Banana]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 20 Dec 2016 01:28:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[“Sejamos preguiçosos em tudo, exceto em amar e em beber, exceto em sermos preguiçosos.”
 LESSING  (...)
(…) Ó Preguiça, tem piedade da nossa longa miséria! Ó Preguiça, mãe das artes e das nobres virtudes, sê o bálsamo das angústias humanas!” Paul Lafarge – O direito à Preguiça (http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/direitopreguica.pdf)

Como sou trabalhador este é um dos meus &quot;interesses&quot;: o Direito à Preguiça!

Como sou trabalhador, também é meu &quot;interesse&quot; acabar com o capitalismo e “substituí-lo por uma nova sociedade, onde os meios de produção sejam propriedade colectiva, os próprios trabalhadores organizem o processo de trabalho e as comunidades tenham o direito de manter as suas próprias culturas, línguas e maneiras de viver, sem prejuízo das conquistas sociais conseguidas noutras lutas e noutras épocas” (disponível em http://passapalavra.info/2009/02/121 )

Assim, Lucas, você talvez tenha razão quando diz que meu  discurso parece mais psicanalítico do que revolucionário. Em minha análise (segundo você, a análise psicanalítica e, quem  sabe, talvez psiquiátrica...) busco a consciência daquilo que, embora oculto (na inconsciência), manifesta-se no meu cotidiano - “metro, boulot, dodo” (JB, op.cit)&quot; -  ou seja, a minha &quot;de&quot; e &quot;na&quot; classe (trabalhadora). Bem verdade que nem tudo aquilo que imagino como consciência seja de fato consciência ou consciente, e, muito menos, que minha consciência “na” classe seja uma “consciência de classe”...

Porém, na minha psicanálise psiquiátrica, se me fosse permitido  o uso de “frases feitas dos textos clássicos” (já que é um “o cômodo refúgio” analítico ou um “mero artifício retórico” - em psicologia &quot;projeção é um mecanismo de defesa no qual os atributos pessoais de determinado indivíduo, sejam pensamentos inaceitáveis ou indesejados, sejam emoções de qualquer espécie, são atribuídos a outra pessoa...”- Wikipedia) eu diria (importante ressaltar que este espaço não dita regras “EXPLÍCITAS” de redacção, dada a existência no projecto de espaços diversificados para os DIFERENTES tipos de contributo): “A teoria sem a prática de nada vale, a prática sem a teoria é cega” (Lenin - “Lenin”?... tá... apelei... mas foi o que deu pra tirar da “manga”...). Por isso eu entendo que a teoria revolucionária e práxis revolucionária não podem se constituir e se efetivar  sem consciência de classe  (ainda que &quot;Freud explique&quot;, ou não...).

Mas, na República das Bananas, a posição de Bananinha ou Bananão em nada altera sua condição de banana... orgânica ou não...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Sejamos preguiçosos em tudo, exceto em amar e em beber, exceto em sermos preguiçosos.”<br />
 LESSING  (&#8230;)<br />
(…) Ó Preguiça, tem piedade da nossa longa miséria! Ó Preguiça, mãe das artes e das nobres virtudes, sê o bálsamo das angústias humanas!” Paul Lafarge – O direito à Preguiça (<a href="http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/direitopreguica.pdf" rel="nofollow ugc">http://www.ebooksbrasil.org/adobeebook/direitopreguica.pdf</a>)</p>
<p>Como sou trabalhador este é um dos meus &#8220;interesses&#8221;: o Direito à Preguiça!</p>
<p>Como sou trabalhador, também é meu &#8220;interesse&#8221; acabar com o capitalismo e “substituí-lo por uma nova sociedade, onde os meios de produção sejam propriedade colectiva, os próprios trabalhadores organizem o processo de trabalho e as comunidades tenham o direito de manter as suas próprias culturas, línguas e maneiras de viver, sem prejuízo das conquistas sociais conseguidas noutras lutas e noutras épocas” (disponível em <a href="http://passapalavra.info/2009/02/121" rel="ugc">http://passapalavra.info/2009/02/121</a> )</p>
<p>Assim, Lucas, você talvez tenha razão quando diz que meu  discurso parece mais psicanalítico do que revolucionário. Em minha análise (segundo você, a análise psicanalítica e, quem  sabe, talvez psiquiátrica&#8230;) busco a consciência daquilo que, embora oculto (na inconsciência), manifesta-se no meu cotidiano &#8211; “metro, boulot, dodo” (JB, op.cit)&#8221; &#8211;  ou seja, a minha &#8220;de&#8221; e &#8220;na&#8221; classe (trabalhadora). Bem verdade que nem tudo aquilo que imagino como consciência seja de fato consciência ou consciente, e, muito menos, que minha consciência “na” classe seja uma “consciência de classe”&#8230;</p>
<p>Porém, na minha psicanálise psiquiátrica, se me fosse permitido  o uso de “frases feitas dos textos clássicos” (já que é um “o cômodo refúgio” analítico ou um “mero artifício retórico” &#8211; em psicologia &#8220;projeção é um mecanismo de defesa no qual os atributos pessoais de determinado indivíduo, sejam pensamentos inaceitáveis ou indesejados, sejam emoções de qualquer espécie, são atribuídos a outra pessoa&#8230;”- Wikipedia) eu diria (importante ressaltar que este espaço não dita regras “EXPLÍCITAS” de redacção, dada a existência no projecto de espaços diversificados para os DIFERENTES tipos de contributo): “A teoria sem a prática de nada vale, a prática sem a teoria é cega” (Lenin &#8211; “Lenin”?&#8230; tá&#8230; apelei&#8230; mas foi o que deu pra tirar da “manga”&#8230;). Por isso eu entendo que a teoria revolucionária e práxis revolucionária não podem se constituir e se efetivar  sem consciência de classe  (ainda que &#8220;Freud explique&#8221;, ou não&#8230;).</p>
<p>Mas, na República das Bananas, a posição de Bananinha ou Bananão em nada altera sua condição de banana&#8230; orgânica ou não&#8230;</p>
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		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109825/#comment-312225</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Dec 2016 19:27:30 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[bananão, já que você veio cheio de João Bernardo pra cima de nois, você teria aí na manga algum parágrafo ou texto a respeito de que tipo de conceito seria esse de &quot;interesse&quot;, nesta perspectiva? Pois conhecer e reconhecer algo de si mesmo, dizendo de algo alheio, coletivo, mas ao mesmo tempo do qual se faz parte, as vezes me soa mais como psicanálise do que como teoria revolucionária. Não digo isso como uma forma de diatriba, mas entre admitir e reconhecer determinantes de um tipo para conhecer e reconhecer interesses de toda ordem, sinto que no fundo ignoro o que tal interesse (próprios dos trabalhadores) significa -- especialmente se tratando de uma palavra tão corrente e banalmente aceita em seus usos pragmáticos cotidianos (o que certamente ajuda a que seja usada com um suposto significado compartilhado, armadilha fácil).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>bananão, já que você veio cheio de João Bernardo pra cima de nois, você teria aí na manga algum parágrafo ou texto a respeito de que tipo de conceito seria esse de &#8220;interesse&#8221;, nesta perspectiva? Pois conhecer e reconhecer algo de si mesmo, dizendo de algo alheio, coletivo, mas ao mesmo tempo do qual se faz parte, as vezes me soa mais como psicanálise do que como teoria revolucionária. Não digo isso como uma forma de diatriba, mas entre admitir e reconhecer determinantes de um tipo para conhecer e reconhecer interesses de toda ordem, sinto que no fundo ignoro o que tal interesse (próprios dos trabalhadores) significa &#8212; especialmente se tratando de uma palavra tão corrente e banalmente aceita em seus usos pragmáticos cotidianos (o que certamente ajuda a que seja usada com um suposto significado compartilhado, armadilha fácil).</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Bananão		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109825/#comment-312215</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bananão]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Dec 2016 15:00:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A condição de trabalhadores assumida a cada nova geração é fixada de antemão. Ela é uma condenação. No final dos anos de 1970 e na década seguinte e hoje ainda, tantas milhares de mãos anônimas escreveram pelas paredes de Paris “metro, boulot, dodo”, viajar entre a casa e o emprego, trabalhar, dormir — o circuito fechado que constitui o padrão capitalista para a vida de qualquer trabalhador, a integração durante 24 horas por dia nos processos do capital (João Bernardo – Economia dos Conflitos Sociais – p 107 – versão eletrônica).

O que nós precisamos, e hoje mais do que nunca, perante tantos desafios novos, é a lucidez de um frio raciocínio. Precisamos de deitar fora, sem compaixão nem apegos sentimentais, tudo o que, herdado do passado ou justificado por hábitos arreigados, se revele prejudicial ou apenas inútil. Precisamos de traçar com rigor a linha que divide os interesses dos trabalhadores e os interesses dos capitalistas, e esta é uma tarefa tanto mais difícil quando não se trata de uma demarcação regular e estável, mas, pelo contrário, de uma linha sinuosa e oscilante, reconstruída em cada momento. Os apelos ao coração e à ética só confundem onde seria necessário esclarecer (João Bernardo - Transnacionalização do capital e fragmentação dos trabalhadores: ainda há lugar para os sindicatos?)

&quot;A condição de trabalhadores assumida a cada nova geração é fixada de antemão. Ela é uma condenação. No final dos anos de 1970 e na década seguinte e hoje ainda, tantas milhares de mãos anônimas escreveram pelas paredes de Paris “metro, boulot, dodo”, viajar entre a casa e o emprego, trabalhar, dormir — o circuito fechado que constitui o padrão capitalista para a vida de qualquer trabalhador, a integração durante 24 horas por dia nos processos do capital&quot;  (João Bernardo – Economia dos Conflitos Sociais – p 107 – versão eletrônica).

&quot;O que nós precisamos, e hoje mais do que nunca, perante tantos desafios novos, é a lucidez de um frio raciocínio. Precisamos de deitar fora, sem compaixão nem apegos sentimentais, tudo o que, herdado do passado ou justificado por hábitos arreigados, se revele prejudicial ou apenas inútil. Precisamos de traçar com rigor a linha que divide os interesses dos trabalhadores e os interesses dos capitalistas, e esta é uma tarefa tanto mais difícil quando não se trata de uma demarcação regular e estável, mas, pelo contrário, de uma linha sinuosa e oscilante, reconstruída em cada momento. Os apelos ao coração e à ética só confundem onde seria necessário esclarecer&quot; (João Bernardo - Transnacionalização do capital e fragmentação dos trabalhadores: ainda há lugar para os sindicatos? - introdução versão internet)

Creio que há diferença entre determinismos e determinantes. Se o primeiro,  determinismo, parece indicar uma inexorabilidade, o segundo,  determinante, parece indicar uma prevalência, mas não uma imutabilidade. Entendo que na luta de classes há determinantes impostos pela classe historicamente dominante em cada modo de produção, mas passíveis ou de transformação, ou  de ruptura, ou mesmo  de superação. Entendo que Marx falava num sentido de determinantes, e não de  determinismos. 

Admitir e reconhecer estes determinantes (especialmente os determinantes materiais) é uma das condições para que os trabalhadores, possam não apenas se organizarem na luta, como também conhecer e reconhecer seus próprios interesses, interesses esses de toda ordem, não apenas econômico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A condição de trabalhadores assumida a cada nova geração é fixada de antemão. Ela é uma condenação. No final dos anos de 1970 e na década seguinte e hoje ainda, tantas milhares de mãos anônimas escreveram pelas paredes de Paris “metro, boulot, dodo”, viajar entre a casa e o emprego, trabalhar, dormir — o circuito fechado que constitui o padrão capitalista para a vida de qualquer trabalhador, a integração durante 24 horas por dia nos processos do capital (João Bernardo – Economia dos Conflitos Sociais – p 107 – versão eletrônica).</p>
<p>O que nós precisamos, e hoje mais do que nunca, perante tantos desafios novos, é a lucidez de um frio raciocínio. Precisamos de deitar fora, sem compaixão nem apegos sentimentais, tudo o que, herdado do passado ou justificado por hábitos arreigados, se revele prejudicial ou apenas inútil. Precisamos de traçar com rigor a linha que divide os interesses dos trabalhadores e os interesses dos capitalistas, e esta é uma tarefa tanto mais difícil quando não se trata de uma demarcação regular e estável, mas, pelo contrário, de uma linha sinuosa e oscilante, reconstruída em cada momento. Os apelos ao coração e à ética só confundem onde seria necessário esclarecer (João Bernardo &#8211; Transnacionalização do capital e fragmentação dos trabalhadores: ainda há lugar para os sindicatos?)</p>
<p>&#8220;A condição de trabalhadores assumida a cada nova geração é fixada de antemão. Ela é uma condenação. No final dos anos de 1970 e na década seguinte e hoje ainda, tantas milhares de mãos anônimas escreveram pelas paredes de Paris “metro, boulot, dodo”, viajar entre a casa e o emprego, trabalhar, dormir — o circuito fechado que constitui o padrão capitalista para a vida de qualquer trabalhador, a integração durante 24 horas por dia nos processos do capital&#8221;  (João Bernardo – Economia dos Conflitos Sociais – p 107 – versão eletrônica).</p>
<p>&#8220;O que nós precisamos, e hoje mais do que nunca, perante tantos desafios novos, é a lucidez de um frio raciocínio. Precisamos de deitar fora, sem compaixão nem apegos sentimentais, tudo o que, herdado do passado ou justificado por hábitos arreigados, se revele prejudicial ou apenas inútil. Precisamos de traçar com rigor a linha que divide os interesses dos trabalhadores e os interesses dos capitalistas, e esta é uma tarefa tanto mais difícil quando não se trata de uma demarcação regular e estável, mas, pelo contrário, de uma linha sinuosa e oscilante, reconstruída em cada momento. Os apelos ao coração e à ética só confundem onde seria necessário esclarecer&#8221; (João Bernardo &#8211; Transnacionalização do capital e fragmentação dos trabalhadores: ainda há lugar para os sindicatos? &#8211; introdução versão internet)</p>
<p>Creio que há diferença entre determinismos e determinantes. Se o primeiro,  determinismo, parece indicar uma inexorabilidade, o segundo,  determinante, parece indicar uma prevalência, mas não uma imutabilidade. Entendo que na luta de classes há determinantes impostos pela classe historicamente dominante em cada modo de produção, mas passíveis ou de transformação, ou  de ruptura, ou mesmo  de superação. Entendo que Marx falava num sentido de determinantes, e não de  determinismos. </p>
<p>Admitir e reconhecer estes determinantes (especialmente os determinantes materiais) é uma das condições para que os trabalhadores, possam não apenas se organizarem na luta, como também conhecer e reconhecer seus próprios interesses, interesses esses de toda ordem, não apenas econômico.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109825/#comment-312211</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2016 23:52:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[pois é, senhora bananinha, e a grande conclusão deste determinismo materialista é que tal determinação pouco ou nada tem a ver com a auto-realização da classe trabalhadora enquanto sujeito da revolução comunista. O que leva muitos a deixarem de lado esta hipótese, passando a militar o direito de ser pintadinha, prata, já um pouco passada, ou até bananada -- que é basicamente a adaptação do indivíduo ao sistema socio-econômico atual. Me parece que o que esse determinismo objetivista acaba trazendo de volta à praia é a enorme importância que a ideologia tem na luta dos trabalhadores, seja para desarticulá-la, seja para forjar classe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>pois é, senhora bananinha, e a grande conclusão deste determinismo materialista é que tal determinação pouco ou nada tem a ver com a auto-realização da classe trabalhadora enquanto sujeito da revolução comunista. O que leva muitos a deixarem de lado esta hipótese, passando a militar o direito de ser pintadinha, prata, já um pouco passada, ou até bananada &#8212; que é basicamente a adaptação do indivíduo ao sistema socio-econômico atual. Me parece que o que esse determinismo objetivista acaba trazendo de volta à praia é a enorme importância que a ideologia tem na luta dos trabalhadores, seja para desarticulá-la, seja para forjar classe.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Bananinha		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109825/#comment-312210</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bananinha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2016 22:24:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;Não é a consciência dos homens que lhes determina o ser; ao contrário, seu ser social determina sua consciência&quot; (Karl Marx)

Tendemos a interpretar o passado a partir da &quot;realidade&quot; presente. 

No passado banana era simplesmente banana. Hoje banana pode ser banana e banana orgânica...

A long long time ago in a galaxy far away...

Os soldados espartanos viviam espartanamente. Eram o &quot;orgulho e raça&quot; de Esparta. As mulheres atenienses viviam ateniensemente. Eram o &quot;orgulho e raça, de Atenas&quot; (Chico Buarque). Na produção social de sua existência, o soldado espartano ( e seu modo de vida, na paz ou na guerra...) entrava em relações determinadas, necessárias, independentes de sua vontade, relações de produção que correspondem a um dado grau de desenvolvimento de suas forças produtivas materiais...  assim como na produção social de sua existência, a mulher ateniense entrava em relações determinadas, necessárias, independentes de sua vontade, relações de produção que correspondem a um dado grau de desenvolvimento de suas forças produtivas materiais...

Muito, muito tempo depois... 

Uma mulher, um negro, um índio, um gay, um vegano, um malufista, um petista, um anarquista, um lobisomem, um vampiro e (até mesmo ou principalmente) um zumbi, entram em relações determinadas, necessárias, independentes de sua vontade, relações de produção que correspondem a um dado grau de desenvolvimento de suas forças produtivas materiais... 

Por mais que se produzam e se vendam bananas orgânicas, ou não (elas são ou não &quot;orgânicas&quot; a partir do ponto de vista do presente, pois no passado não eram vistas como orgânicas ou não...),  elas continuam sendo... bananas... Serão bananas (orgânicas ou não) produzidas para serem vendidas, e por mais &quot;orgânicas&quot;, ou não, que elas acreditem ser...  elas não se determinam como isso ou aquilo , elas são determinadas como isso ou aquilo... 

Que a força esteja convosco!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Não é a consciência dos homens que lhes determina o ser; ao contrário, seu ser social determina sua consciência&#8221; (Karl Marx)</p>
<p>Tendemos a interpretar o passado a partir da &#8220;realidade&#8221; presente. </p>
<p>No passado banana era simplesmente banana. Hoje banana pode ser banana e banana orgânica&#8230;</p>
<p>A long long time ago in a galaxy far away&#8230;</p>
<p>Os soldados espartanos viviam espartanamente. Eram o &#8220;orgulho e raça&#8221; de Esparta. As mulheres atenienses viviam ateniensemente. Eram o &#8220;orgulho e raça, de Atenas&#8221; (Chico Buarque). Na produção social de sua existência, o soldado espartano ( e seu modo de vida, na paz ou na guerra&#8230;) entrava em relações determinadas, necessárias, independentes de sua vontade, relações de produção que correspondem a um dado grau de desenvolvimento de suas forças produtivas materiais&#8230;  assim como na produção social de sua existência, a mulher ateniense entrava em relações determinadas, necessárias, independentes de sua vontade, relações de produção que correspondem a um dado grau de desenvolvimento de suas forças produtivas materiais&#8230;</p>
<p>Muito, muito tempo depois&#8230; </p>
<p>Uma mulher, um negro, um índio, um gay, um vegano, um malufista, um petista, um anarquista, um lobisomem, um vampiro e (até mesmo ou principalmente) um zumbi, entram em relações determinadas, necessárias, independentes de sua vontade, relações de produção que correspondem a um dado grau de desenvolvimento de suas forças produtivas materiais&#8230; </p>
<p>Por mais que se produzam e se vendam bananas orgânicas, ou não (elas são ou não &#8220;orgânicas&#8221; a partir do ponto de vista do presente, pois no passado não eram vistas como orgânicas ou não&#8230;),  elas continuam sendo&#8230; bananas&#8230; Serão bananas (orgânicas ou não) produzidas para serem vendidas, e por mais &#8220;orgânicas&#8221;, ou não, que elas acreditem ser&#8230;  elas não se determinam como isso ou aquilo , elas são determinadas como isso ou aquilo&#8230; </p>
<p>Que a força esteja convosco!</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Fagner Enrique		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109825/#comment-312209</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fagner Enrique]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2016 03:02:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manolo, não estou tomando uma exceção por regra. Estou refletindo sobre como, por períodos limitados e em situações e lugares excepcionais, outras relações se desenvolveram, comprometendo discursos atualmente baseados numa redução deliberada ou irrefletida da realidade, que a empobrece e a distorce. Claro que as mulheres estavam, a maior parte delas, sujeitas a essa situação que você descreve (me pergunto, porém, se e de que modo essas mulheres resistiam, contestavam, desobedeciam, negociavam, driblavam, superavam, mesmo que com grandes limitações, esse quadro, e se e em que medida essas mulheres optavam por aderir e participar da imposição desse quadro, e também se e em que medida os homens ou certos homens optavam por contestar esse quadro, porque é esse tipo de questão que serve para nos proporcionar uma visão mais acurada da realidade social, que de simples não tem nada). Penso que a constatação da regra não diminui o valor da busca pela exceção, ainda mais entre nós, que tentamos desenvolver lutas anticapitalistas, novas relações sociais, nadando contra a corrente, correndo o sério risco de desenvolvê-las num tempo e espaço limitadíssimos, morrendo depois na miséria e no esquecimento. Enfim, pessoalmente prefiro uma concepção da História que vê, na aparente estabilidade, na rigidez e no peso das regras estabelecidas, um conjunto de tensões capazes de levar à transformação social.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo, não estou tomando uma exceção por regra. Estou refletindo sobre como, por períodos limitados e em situações e lugares excepcionais, outras relações se desenvolveram, comprometendo discursos atualmente baseados numa redução deliberada ou irrefletida da realidade, que a empobrece e a distorce. Claro que as mulheres estavam, a maior parte delas, sujeitas a essa situação que você descreve (me pergunto, porém, se e de que modo essas mulheres resistiam, contestavam, desobedeciam, negociavam, driblavam, superavam, mesmo que com grandes limitações, esse quadro, e se e em que medida essas mulheres optavam por aderir e participar da imposição desse quadro, e também se e em que medida os homens ou certos homens optavam por contestar esse quadro, porque é esse tipo de questão que serve para nos proporcionar uma visão mais acurada da realidade social, que de simples não tem nada). Penso que a constatação da regra não diminui o valor da busca pela exceção, ainda mais entre nós, que tentamos desenvolver lutas anticapitalistas, novas relações sociais, nadando contra a corrente, correndo o sério risco de desenvolvê-las num tempo e espaço limitadíssimos, morrendo depois na miséria e no esquecimento. Enfim, pessoalmente prefiro uma concepção da História que vê, na aparente estabilidade, na rigidez e no peso das regras estabelecidas, um conjunto de tensões capazes de levar à transformação social.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109825/#comment-312207</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2016 01:53:13 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[No que diz respeito à escravidão branca nas Américas, que dizer dos &lt;i&gt;indentured servants&lt;/i&gt; que afluíam às colônias britânicas até praticamente as vésperas da revolução americana, e até a década de 1840 no caso caribenho? Quem pesquise descobrirá que entre metade a dois terços dos brancos chegados à região entre o norte da Virgínia e Nova Jérsei neste período eram &lt;i&gt;indentured servants&lt;/i&gt;. O &lt;i&gt;indenture&lt;/i&gt; era um contrato, o que implica em servidão voluntária, mas não foram poucos os sequestros, pelo menos até o início do século XVIII. A diferença entre a escravidão tal como a conhecemos e o &lt;i&gt;indentured labor&lt;/i&gt; estava em que o &lt;i&gt;indentured servant&lt;/i&gt; era contratado por um tempo determinado, que orbitava entre cinco a sete anos, e depois estava livre. Mas enquanto vigia o &lt;i&gt;indenture&lt;/i&gt;, escravos e &lt;i&gt;indentured servants&lt;/i&gt; eram tratados com igual desumanidade. Quem leia o documentadíssimo &lt;b&gt;Capitalismo e escravidão&lt;/b&gt; de Eric Williams perceberá, a partir da decadência do sistema de &lt;i&gt;indenture&lt;/i&gt;, como o racismo na América do Norte tem um forte componente econômico: foi preciso ir paulatinamente &quot;denegrindo o negro&quot; para que sua escravização, economicamente mais viável que o sistema de &lt;i&gt;indenture&lt;/i&gt; já em meados do século XVII, se tornasse palatável, malgrado a obstinada resistência quacre e a solidariedade antiescravista da arraia-miúda trabalhadora branca na metrópole britânica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No que diz respeito à escravidão branca nas Américas, que dizer dos <i>indentured servants</i> que afluíam às colônias britânicas até praticamente as vésperas da revolução americana, e até a década de 1840 no caso caribenho? Quem pesquise descobrirá que entre metade a dois terços dos brancos chegados à região entre o norte da Virgínia e Nova Jérsei neste período eram <i>indentured servants</i>. O <i>indenture</i> era um contrato, o que implica em servidão voluntária, mas não foram poucos os sequestros, pelo menos até o início do século XVIII. A diferença entre a escravidão tal como a conhecemos e o <i>indentured labor</i> estava em que o <i>indentured servant</i> era contratado por um tempo determinado, que orbitava entre cinco a sete anos, e depois estava livre. Mas enquanto vigia o <i>indenture</i>, escravos e <i>indentured servants</i> eram tratados com igual desumanidade. Quem leia o documentadíssimo <b>Capitalismo e escravidão</b> de Eric Williams perceberá, a partir da decadência do sistema de <i>indenture</i>, como o racismo na América do Norte tem um forte componente econômico: foi preciso ir paulatinamente &#8220;denegrindo o negro&#8221; para que sua escravização, economicamente mais viável que o sistema de <i>indenture</i> já em meados do século XVII, se tornasse palatável, malgrado a obstinada resistência quacre e a solidariedade antiescravista da arraia-miúda trabalhadora branca na metrópole britânica.</p>
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		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109825/#comment-312206</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Dec 2016 01:30:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Diga-se, em correção, antes que me esqueça: as mulheres e moças &quot;de família&quot; de Salvador ficavam presas em casa. As ganhadeiras, estas estavam rodando a cidade inteira a trabalhar, a pregoar, a incomodar e, algumas, a conspirar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diga-se, em correção, antes que me esqueça: as mulheres e moças &#8220;de família&#8221; de Salvador ficavam presas em casa. As ganhadeiras, estas estavam rodando a cidade inteira a trabalhar, a pregoar, a incomodar e, algumas, a conspirar.</p>
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