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	Comentários sobre: Oh no, love, you’re not alone!: sobre as ocupações, o “novo” e suas decorrências	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Fred		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109907/#comment-312153</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fred]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2016 17:25:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ian, uma parte do teu texto me lembrou uma cena que eu vivi em uma ocupação de reitoria há uns anos atrás. Era ainda nas primeiras semanas, tinha muita gente participando para além do mov. estudantil tradicional, uma noite eu estava tranquilo na sala da &quot;comissão de comunicação&quot;. Na época as redes sociais não eram tão dinâmicas e a difusão era mais na base de blogs. Nessa sala, como parte da comissão, tinha uma rádio-ocupação funcionando, mas nem lembro se faziam streaming, acho que era algo mais para quem estava na ocupação mesmo curtir um som. Pois bem, um dos dois caras que estava pilotando a rádio de repente joga na roda uma proposta: assembleia local para decidir se acendiam um baseado ou não (tendo em vista que a assembleia da ocupação proibiu as drogas ilegais dentro da ocupação). Éramos umas 20 pessoas no máximo naquela sala. Nem lembro se houve voto contra, abstenções, o que fosse. Ganhou a proposta e o banza começou a girar. Logo entra na sala, de passagem, um típico militante -- até a boina meio guevaroza esta lá em sua cabeça -- e deu a bronca na galera, que já se sabia culpada mesmo com o argumento da assembleia surpresa.

Acho que esse episódio ilustra bem o ponto de contato entre o lumpezinato liberal e a burocracia tradicional: decisões secretas feitas por detrás do coletivo usando uma roupagem &quot;democrática&quot;. Seja para impor a vontade de um pequeno grupo num sentido alheio à luta, seja para alterar o sentido mesmo da luta, o que não falta nunca é perversão das formas democráticas para melhor alcançar os objetivos próprios, sejam eles capitalizar para um partido, seja para instalar as &quot;formas de sociabilidade &#039;&#039;&#039;transgresivas&#039;&#039;&#039;&quot;, tão correntes na sociedade burguesa, dentro das comunidades de luta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ian, uma parte do teu texto me lembrou uma cena que eu vivi em uma ocupação de reitoria há uns anos atrás. Era ainda nas primeiras semanas, tinha muita gente participando para além do mov. estudantil tradicional, uma noite eu estava tranquilo na sala da &#8220;comissão de comunicação&#8221;. Na época as redes sociais não eram tão dinâmicas e a difusão era mais na base de blogs. Nessa sala, como parte da comissão, tinha uma rádio-ocupação funcionando, mas nem lembro se faziam streaming, acho que era algo mais para quem estava na ocupação mesmo curtir um som. Pois bem, um dos dois caras que estava pilotando a rádio de repente joga na roda uma proposta: assembleia local para decidir se acendiam um baseado ou não (tendo em vista que a assembleia da ocupação proibiu as drogas ilegais dentro da ocupação). Éramos umas 20 pessoas no máximo naquela sala. Nem lembro se houve voto contra, abstenções, o que fosse. Ganhou a proposta e o banza começou a girar. Logo entra na sala, de passagem, um típico militante &#8212; até a boina meio guevaroza esta lá em sua cabeça &#8212; e deu a bronca na galera, que já se sabia culpada mesmo com o argumento da assembleia surpresa.</p>
<p>Acho que esse episódio ilustra bem o ponto de contato entre o lumpezinato liberal e a burocracia tradicional: decisões secretas feitas por detrás do coletivo usando uma roupagem &#8220;democrática&#8221;. Seja para impor a vontade de um pequeno grupo num sentido alheio à luta, seja para alterar o sentido mesmo da luta, o que não falta nunca é perversão das formas democráticas para melhor alcançar os objetivos próprios, sejam eles capitalizar para um partido, seja para instalar as &#8220;formas de sociabilidade &#8221;&#8217;transgresivas&#8221;'&#8221;, tão correntes na sociedade burguesa, dentro das comunidades de luta.</p>
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		<title>
		Por: Fred		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109907/#comment-312131</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fred]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Nov 2016 19:45:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ian, teu texto me fez lembrar um cena vivida:
Era uma ocupação de reitoria, primeiras semanas então a coisa tava fervendo ainda, muita gente interessada mesmo entre estudantes que não frequentavam tanto o ambiente do mov. estudantil: como você bem expôs, muita gente interessada em &quot;novas formas de sociabilidade&quot;, etc. Bem, me lembro de estar tranquilo na sala onde funcionava a &quot;comissão de comunicação&quot; e uma rádio-ocupação que provavelmente era mais para curtir música alí mesmo do que transmitir qualquer coisa para fora (nessa época o que pegava eram os blogs, não havia streaming nem redes sociais tão dinâmicas como hoje). Um dos que &quot;pilotavam&quot; a música teve a incrível ideia de instaurar uma assembleia ali mesmo para aprovar a moção de acender um baseado coletivo, pois a assembleia geral havia votado pela proibição do uso de drogas ilícitas nas dependências da ocupação. A moção foi aprovada pela assembleia relâmpago (deveriamos ser não mais de 15 pessoas). Quando o baseado ainda circulava, entra na sala, de passagem, um militante com a pinta mais militantosa que você pode imaginar -- mochila leve nas costas, jaqueta abrigada, um boné desses bem che guevaroso, verde oliva com estrelinha --, olha a todos com cara de decepção e dá uma bronca em geral. O argumento do &quot;mas nós decidimos em assembleia local&quot; até chegou a ser esgrimido, mas já num tom completamente culposo.

Quando se é jovem e sem muitas experiências organizativas ou de luta, esse tipo de TAZ hakim beyiniana parece ser o sentido da frase &quot;se não posso dançar, não é minha revolução&quot;. Com o tempo, se o ativismo sobrevive ao fim do período estudantil, logo nos damos conta de que a metodologia utilizada por setores lumpen-individualistas é formalmente a mesma das burocracias: passar por cima de decisões coletivas por meio de assembleias secretas. E veja bem, assembleias! Pois é necessário ser burocrata com legitimidade, assim como o individualismo de um pequeno grupo também deve ser imposto por meio de rituais democráticos.

Acrescento uma última coisa, no que diz respeito ao que você chama de lideranças. Bons oradores, pessoas com raciocínio rápido, com facilidade de iniciar novas relações, de conversar com oponentes políticos, com maior bravura e valentia, com mais iniciativa de ir descobrir onde fica o quadro elétrico da escola ou faculdade, de armar um esquema de segurança, etc, etc, etc. Mais do que lideranças, os ativistas com estas características são quadros em potência ou mesmo em ato, e talvez mais do que equilibrar sua influência, o coletivo deve conseguir tirar o melhor proveito de seus aspectos técnicos -- não vão colocar o companheiro gago para dar entrevista com a midia. Muitas vezes são estes os companheiros que acabam ensinando aos demais as diversas formas de realizar de forma hábil tais atividades, já que ninguém nasce sabendo nada e todos levamos às lutas a bagagem que trazemos de muitos outros momentos da vida. O desafio, como creio que você não deixa de apontar, é que isso não se transforme em amiguismos e disputas de micro-facções onde os aspectos técnicos das tarefas são colocados de lado para prevalecer a motivação secretamente ou abertamente faccional de uma decisão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ian, teu texto me fez lembrar um cena vivida:<br />
Era uma ocupação de reitoria, primeiras semanas então a coisa tava fervendo ainda, muita gente interessada mesmo entre estudantes que não frequentavam tanto o ambiente do mov. estudantil: como você bem expôs, muita gente interessada em &#8220;novas formas de sociabilidade&#8221;, etc. Bem, me lembro de estar tranquilo na sala onde funcionava a &#8220;comissão de comunicação&#8221; e uma rádio-ocupação que provavelmente era mais para curtir música alí mesmo do que transmitir qualquer coisa para fora (nessa época o que pegava eram os blogs, não havia streaming nem redes sociais tão dinâmicas como hoje). Um dos que &#8220;pilotavam&#8221; a música teve a incrível ideia de instaurar uma assembleia ali mesmo para aprovar a moção de acender um baseado coletivo, pois a assembleia geral havia votado pela proibição do uso de drogas ilícitas nas dependências da ocupação. A moção foi aprovada pela assembleia relâmpago (deveriamos ser não mais de 15 pessoas). Quando o baseado ainda circulava, entra na sala, de passagem, um militante com a pinta mais militantosa que você pode imaginar &#8212; mochila leve nas costas, jaqueta abrigada, um boné desses bem che guevaroso, verde oliva com estrelinha &#8211;, olha a todos com cara de decepção e dá uma bronca em geral. O argumento do &#8220;mas nós decidimos em assembleia local&#8221; até chegou a ser esgrimido, mas já num tom completamente culposo.</p>
<p>Quando se é jovem e sem muitas experiências organizativas ou de luta, esse tipo de TAZ hakim beyiniana parece ser o sentido da frase &#8220;se não posso dançar, não é minha revolução&#8221;. Com o tempo, se o ativismo sobrevive ao fim do período estudantil, logo nos damos conta de que a metodologia utilizada por setores lumpen-individualistas é formalmente a mesma das burocracias: passar por cima de decisões coletivas por meio de assembleias secretas. E veja bem, assembleias! Pois é necessário ser burocrata com legitimidade, assim como o individualismo de um pequeno grupo também deve ser imposto por meio de rituais democráticos.</p>
<p>Acrescento uma última coisa, no que diz respeito ao que você chama de lideranças. Bons oradores, pessoas com raciocínio rápido, com facilidade de iniciar novas relações, de conversar com oponentes políticos, com maior bravura e valentia, com mais iniciativa de ir descobrir onde fica o quadro elétrico da escola ou faculdade, de armar um esquema de segurança, etc, etc, etc. Mais do que lideranças, os ativistas com estas características são quadros em potência ou mesmo em ato, e talvez mais do que equilibrar sua influência, o coletivo deve conseguir tirar o melhor proveito de seus aspectos técnicos &#8212; não vão colocar o companheiro gago para dar entrevista com a midia. Muitas vezes são estes os companheiros que acabam ensinando aos demais as diversas formas de realizar de forma hábil tais atividades, já que ninguém nasce sabendo nada e todos levamos às lutas a bagagem que trazemos de muitos outros momentos da vida. O desafio, como creio que você não deixa de apontar, é que isso não se transforme em amiguismos e disputas de micro-facções onde os aspectos técnicos das tarefas são colocados de lado para prevalecer a motivação secretamente ou abertamente faccional de uma decisão.</p>
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		<title>
		Por: Ian Caetano		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109907/#comment-312122</link>

		<dc:creator><![CDATA[Ian Caetano]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Nov 2016 13:02:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Agradeço o comentário lisonjeiro, Observadora Atenta. : ). Fernando Paz, concordo bastante com tudo que dizes, ainda que não opere muito analiticamente na chave explicativa do Estado Amplo e do Restrito (embora conheça as categorias). A verdade é que a parte introdutória do texto acabou sendo bastante reduzida para privilegiar - em termos de espaço - o restante da discussão. Passo ao largo (e, por isso, com algumas simplificações que podem levar ao erro) da questão porque ela é, por assim dizer, a &quot;motivação&quot; atual das lutas, de modo que é importante referenciá-la para a compreensão mais ampla do processo. Mas foi como disse ainda na introdução, justamente por já terem vários textos pensando o tema (diversos neste mesmo portal), acabei tentando privilegiar outros aspectos da dinâmica atual das lutas. Em resumo, concordo com o que dizes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agradeço o comentário lisonjeiro, Observadora Atenta. : ). Fernando Paz, concordo bastante com tudo que dizes, ainda que não opere muito analiticamente na chave explicativa do Estado Amplo e do Restrito (embora conheça as categorias). A verdade é que a parte introdutória do texto acabou sendo bastante reduzida para privilegiar &#8211; em termos de espaço &#8211; o restante da discussão. Passo ao largo (e, por isso, com algumas simplificações que podem levar ao erro) da questão porque ela é, por assim dizer, a &#8220;motivação&#8221; atual das lutas, de modo que é importante referenciá-la para a compreensão mais ampla do processo. Mas foi como disse ainda na introdução, justamente por já terem vários textos pensando o tema (diversos neste mesmo portal), acabei tentando privilegiar outros aspectos da dinâmica atual das lutas. Em resumo, concordo com o que dizes.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Fernando Paz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109907/#comment-312113</link>

		<dc:creator><![CDATA[Fernando Paz]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Nov 2016 03:16:08 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Caro Ian Caetano,
O teu artigo me foi e é bastante útil para pensar essa jornada de lutas sociais contra as reformas de Estado da última hora no Brasil. No geral concordo e muito com suas considerações. Acontece que, considerando que os interesses de classes contraditórios e em disputas ideologizam-se e materializam-se tanto no Estado Restrito quanto no Estado Amplo, podemos ter em conta a compreensão de que essas reformas no interior do Estado Restrito, sobre a prestação de serviços públicos e em sintonia com interesses do Estado Amplo, não estariam a serviço da &quot;inviabilização do estado nacional&quot; mas sim de novas formas de estruturar tanto o Estado Restrito, no sentido de diminuir seu alcance na prestação de serviços, quanto o Estado Amplo, aumentando seu poder de condicionar as decisões tomadas no interior do Estado Restrito e o alcance de seus processos de produção de mercadorias/serviços por sobre territórios que hoje não se encontram completamente dominados pelas classes burguesia e gestores a ponto de serem tão lucrativos como podem a vir a se tornarem. 
As novas formas do Estado Restrito e do Estado Amplo, que não são em tudo novas mas que carregam impactantes projetos de transformação do tecido social e do capitalismo brasileiros, serão construídas por dentro e a partir do jogo de forças de interesses contrários. Não é o &quot;estado nacional&quot; que está em jogo, mas sim as formas das relações de produção e de apropriação de algumas mercadorias/serviços que ainda encontram no interior do Estado Restrito enormes espaços tomados por instituições que materializam essas relações sociais voltadas à prestação de serviços que, em sua instância mais concreta - em grande medida ainda ignoradas por desconhecimento ou oportunismo político - já estão ligadas, a seus modos, à manutenção da produção e consumo de mercadorias, ou seja, à manutenção do sistema capitalista. A partir dessas ideias penso que todo o transtorno atual decorre da necessária manutenção do sistema econômico e não da construção de um projeto que porá fim ao &quot;estado nacional&quot;. Eis o capitalismo brasileiro em sua nova fase, mais internacionalizado/globalizado, oferecendo novas e velhas mercadorias sob novas e velhas formas de exploração. Derrotar essas reformas é o mesmo, para o bem e para mal, que impor a manutenção de uma fase do capitalismo cujas as suas classes dominantes objetivam e se esforçam por superá-la.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Ian Caetano,<br />
O teu artigo me foi e é bastante útil para pensar essa jornada de lutas sociais contra as reformas de Estado da última hora no Brasil. No geral concordo e muito com suas considerações. Acontece que, considerando que os interesses de classes contraditórios e em disputas ideologizam-se e materializam-se tanto no Estado Restrito quanto no Estado Amplo, podemos ter em conta a compreensão de que essas reformas no interior do Estado Restrito, sobre a prestação de serviços públicos e em sintonia com interesses do Estado Amplo, não estariam a serviço da &#8220;inviabilização do estado nacional&#8221; mas sim de novas formas de estruturar tanto o Estado Restrito, no sentido de diminuir seu alcance na prestação de serviços, quanto o Estado Amplo, aumentando seu poder de condicionar as decisões tomadas no interior do Estado Restrito e o alcance de seus processos de produção de mercadorias/serviços por sobre territórios que hoje não se encontram completamente dominados pelas classes burguesia e gestores a ponto de serem tão lucrativos como podem a vir a se tornarem.<br />
As novas formas do Estado Restrito e do Estado Amplo, que não são em tudo novas mas que carregam impactantes projetos de transformação do tecido social e do capitalismo brasileiros, serão construídas por dentro e a partir do jogo de forças de interesses contrários. Não é o &#8220;estado nacional&#8221; que está em jogo, mas sim as formas das relações de produção e de apropriação de algumas mercadorias/serviços que ainda encontram no interior do Estado Restrito enormes espaços tomados por instituições que materializam essas relações sociais voltadas à prestação de serviços que, em sua instância mais concreta &#8211; em grande medida ainda ignoradas por desconhecimento ou oportunismo político &#8211; já estão ligadas, a seus modos, à manutenção da produção e consumo de mercadorias, ou seja, à manutenção do sistema capitalista. A partir dessas ideias penso que todo o transtorno atual decorre da necessária manutenção do sistema econômico e não da construção de um projeto que porá fim ao &#8220;estado nacional&#8221;. Eis o capitalismo brasileiro em sua nova fase, mais internacionalizado/globalizado, oferecendo novas e velhas mercadorias sob novas e velhas formas de exploração. Derrotar essas reformas é o mesmo, para o bem e para mal, que impor a manutenção de uma fase do capitalismo cujas as suas classes dominantes objetivam e se esforçam por superá-la.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Observadora atenta		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/11/109907/#comment-312111</link>

		<dc:creator><![CDATA[Observadora atenta]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 18 Nov 2016 18:50:02 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=109907#comment-312111</guid>

					<description><![CDATA[Excelente texto, companheiro! Críticas extremamente pertinentes tendo em vista a conjuntura em que nos encontramos... em certa medida fiquei com a sensação de que seu texto junto a de outro camarada se complementam: http://www.passapalavra.info/2016/10/109635

Saudações!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente texto, companheiro! Críticas extremamente pertinentes tendo em vista a conjuntura em que nos encontramos&#8230; em certa medida fiquei com a sensação de que seu texto junto a de outro camarada se complementam: <a href="http://www.passapalavra.info/2016/10/109635" rel="nofollow ugc">http://www.passapalavra.info/2016/10/109635</a></p>
<p>Saudações!!</p>
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