<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Algo de podre no ar: quando as empresas elogiam a luta secundarista	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2016/12/110113/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2016/12/110113/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Fri, 01 Mar 2024 19:43:26 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Passa Palavra		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/12/110113/#comment-928961</link>

		<dc:creator><![CDATA[Passa Palavra]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 01 Mar 2024 19:43:26 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=110113#comment-928961</guid>

					<description><![CDATA[Cara Brenda,
Obrigado pelo comentário. 
No bojo das mobilizações secundaristas o texto se referia à resistência empreendida pelos estudantes em relação às reformas educacionais e empresariais na educação. Neste sentido, identificava a prática estudantil de resistir abertamente às iniciativas didáticas propostas. 
De fato, esse boicote por parte dos alunos pode, como você aponta, ir contra os interesses deles em relação à futura inserção no mercado de trabalho. As lutas são travadas, muitas vezes, de formas profundamente contraditórias.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Brenda,<br />
Obrigado pelo comentário.<br />
No bojo das mobilizações secundaristas o texto se referia à resistência empreendida pelos estudantes em relação às reformas educacionais e empresariais na educação. Neste sentido, identificava a prática estudantil de resistir abertamente às iniciativas didáticas propostas.<br />
De fato, esse boicote por parte dos alunos pode, como você aponta, ir contra os interesses deles em relação à futura inserção no mercado de trabalho. As lutas são travadas, muitas vezes, de formas profundamente contraditórias.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: brenda		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/12/110113/#comment-928232</link>

		<dc:creator><![CDATA[brenda]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Feb 2024 21:29:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=110113#comment-928232</guid>

					<description><![CDATA[Alguém me ajuda a entender esse trecho?
&quot;Como qualquer trabalhador, os estudantes resistem às medidas de aumento da produtividade – que, via de regra, representam um aumento da exploração.&quot;

1. Qualquer trabalhador resiste ao aumento da produtividade? Mesmo quando ele se sente &quot;empreendedor de si mesmo&quot; ele resiste?
2. O que é aumento da produtividade na escola? Mais aulas? Mais alunos formados? Mais adequação às necessidades imediatas do mercado de trabalho? Nos últimos casos, jovens periféricos não veriam com bons olhos esse aumento da produtividade, por aumentar as suas chances de emprego, e empregos melhores?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém me ajuda a entender esse trecho?<br />
&#8220;Como qualquer trabalhador, os estudantes resistem às medidas de aumento da produtividade – que, via de regra, representam um aumento da exploração.&#8221;</p>
<p>1. Qualquer trabalhador resiste ao aumento da produtividade? Mesmo quando ele se sente &#8220;empreendedor de si mesmo&#8221; ele resiste?<br />
2. O que é aumento da produtividade na escola? Mais aulas? Mais alunos formados? Mais adequação às necessidades imediatas do mercado de trabalho? Nos últimos casos, jovens periféricos não veriam com bons olhos esse aumento da produtividade, por aumentar as suas chances de emprego, e empregos melhores?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Luis		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/12/110113/#comment-312199</link>

		<dc:creator><![CDATA[Luis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 13 Dec 2016 12:32:31 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=110113#comment-312199</guid>

					<description><![CDATA[Pois é José Eduardo, realmente cheira estranho quando há algo de podre no ar. Sobre esses links que você postou, não é exatamente disso que o artigo fala, dos capitalistas elogiando as lutas secundaristas e as ocupações de escolas? Vasculhando o mesmo site, podemos achar parcerias do Cenpec - a ONG de Neca Setúbal - com a Natura, Telefônica Vivo, Itaú Unibanco, Fundação Roberto Marinho (Globo), Gerdau, Fundação Victor Civita (Abril), Samsung, embaixada dos EUA e organizações internacionais multilaterais, em projetos de educação que coincidem, curiosamente, com os mesmos pilares da aqui chamada &quot;reforma empresarial do ensino&quot; - por exemplo: educação integral, reforma curricular, participacionismo, etc.
Olho atento: mesmo quando vão criticar a reorganização ou a reforma, vejamos que a posição deles é, via de regra, a crítica à &quot;falta de diálogo&quot; com a sociedade civil na hora de implementar as medidas. Ou seja, se tivesse tido um amplo processo &quot;participativo&quot;, com conferências, conselhos nas escolas, que fosse aprovar um projeto igualzinho, aí seria tudo bem?

Agora, você colocou a questão que realmente importa: pra nós, trabalhadores, só resta trabalhar - pro Alckmin, pros Setúbal, pra onde der. Como o texto diz, o projeto &quot;empresarial&quot; que os governos, empresas e ONGs apresentam hoje para educação pode ser considerado uma &quot;modernização&quot;, do ponto de vista capitalista. Mas, na prática, o que trará essa modernização? Objetivamente, a questão que fica pra nós enquanto trabalhadores é: em que cenário teremos condições melhores de trabalho?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pois é José Eduardo, realmente cheira estranho quando há algo de podre no ar. Sobre esses links que você postou, não é exatamente disso que o artigo fala, dos capitalistas elogiando as lutas secundaristas e as ocupações de escolas? Vasculhando o mesmo site, podemos achar parcerias do Cenpec &#8211; a ONG de Neca Setúbal &#8211; com a Natura, Telefônica Vivo, Itaú Unibanco, Fundação Roberto Marinho (Globo), Gerdau, Fundação Victor Civita (Abril), Samsung, embaixada dos EUA e organizações internacionais multilaterais, em projetos de educação que coincidem, curiosamente, com os mesmos pilares da aqui chamada &#8220;reforma empresarial do ensino&#8221; &#8211; por exemplo: educação integral, reforma curricular, participacionismo, etc.<br />
Olho atento: mesmo quando vão criticar a reorganização ou a reforma, vejamos que a posição deles é, via de regra, a crítica à &#8220;falta de diálogo&#8221; com a sociedade civil na hora de implementar as medidas. Ou seja, se tivesse tido um amplo processo &#8220;participativo&#8221;, com conferências, conselhos nas escolas, que fosse aprovar um projeto igualzinho, aí seria tudo bem?</p>
<p>Agora, você colocou a questão que realmente importa: pra nós, trabalhadores, só resta trabalhar &#8211; pro Alckmin, pros Setúbal, pra onde der. Como o texto diz, o projeto &#8220;empresarial&#8221; que os governos, empresas e ONGs apresentam hoje para educação pode ser considerado uma &#8220;modernização&#8221;, do ponto de vista capitalista. Mas, na prática, o que trará essa modernização? Objetivamente, a questão que fica pra nós enquanto trabalhadores é: em que cenário teremos condições melhores de trabalho?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Jose Eduardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/12/110113/#comment-312196</link>

		<dc:creator><![CDATA[Jose Eduardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Dec 2016 17:50:25 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=110113#comment-312196</guid>

					<description><![CDATA[sou professor de geografia da rede pública, esse interesse dos bancos e fundações empresariais em relação à educação é algo que nós professores nos perguntamos há muito tempo. 
só achei estranho o artigo mencionar o Cenpec, fiz uma pesquisa e encontrei alguns links: 
http://www.cenpec.org.br/2015/12/01/25-organizacoes-assinam-manifesto-com-reorganizacao-da-rede-de-ensino-paulista/
http://www.cenpec.org.br/2015/11/17/reorganizacao-das-escolas-em-sao-paulo/
http://wwwold.cenpec.org.br/noticias/ler/Pelo-direito-%C3%A0-manifesta%C3%A7%C3%A3o-em-S%C3%A3o-Paulo:-carta-de-rep%C3%BAdio-%C3%A0-viol%C3%AAncia-policial
E eu que trabalho pro Gerando Alckmin?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>sou professor de geografia da rede pública, esse interesse dos bancos e fundações empresariais em relação à educação é algo que nós professores nos perguntamos há muito tempo.<br />
só achei estranho o artigo mencionar o Cenpec, fiz uma pesquisa e encontrei alguns links:<br />
<a href="http://www.cenpec.org.br/2015/12/01/25-organizacoes-assinam-manifesto-com-reorganizacao-da-rede-de-ensino-paulista/" rel="nofollow ugc">http://www.cenpec.org.br/2015/12/01/25-organizacoes-assinam-manifesto-com-reorganizacao-da-rede-de-ensino-paulista/</a><br />
<a href="http://www.cenpec.org.br/2015/11/17/reorganizacao-das-escolas-em-sao-paulo/" rel="nofollow ugc">http://www.cenpec.org.br/2015/11/17/reorganizacao-das-escolas-em-sao-paulo/</a><br />
<a href="http://wwwold.cenpec.org.br/noticias/ler/Pelo-direito-%C3%A0-manifesta%C3%A7%C3%A3o-em-S%C3%A3o-Paulo:-carta-de-rep%C3%BAdio-%C3%A0-viol%C3%AAncia-policial" rel="nofollow ugc">http://wwwold.cenpec.org.br/noticias/ler/Pelo-direito-%C3%A0-manifesta%C3%A7%C3%A3o-em-S%C3%A3o-Paulo:-carta-de-rep%C3%BAdio-%C3%A0-viol%C3%AAncia-policial</a><br />
E eu que trabalho pro Gerando Alckmin?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Luis		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/12/110113/#comment-312193</link>

		<dc:creator><![CDATA[Luis]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Dec 2016 21:44:19 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=110113#comment-312193</guid>

					<description><![CDATA[Ao comentador Marcos K, que acredita ter encontrado em velhos pergaminhos a fórmula mágica contra a assimilação das lutas pelos capitalistas, vale lembrar que o RUA - Juventude Anticapitalista é a organização coleteral de juventude da corrente trotsksista Insurgência, filiada ao PSOL.
Saindo da extrema-esquerda, temos o exemplo da própria Neca, que foi a mulher-forte por trás da candidata Marina Silva (Rede Sustentabilidade), e a participação de vários nomes ligados ao Partido dos Trabalhadores nas mesas dos Seminários, como Djamila Ribeiro (secretária de direitos humanos da prefeitura de Haddad) e Gabriel Medina (no governo Dilma, secretário nacional de juventude) - este último, vale notar, ligado à corrente Democracia Socialista, filiada à tradição mandelista do trotskismo.
Pelo jeito, não são os partidos que estão a incomodar os capitalistas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao comentador Marcos K, que acredita ter encontrado em velhos pergaminhos a fórmula mágica contra a assimilação das lutas pelos capitalistas, vale lembrar que o RUA &#8211; Juventude Anticapitalista é a organização coleteral de juventude da corrente trotsksista Insurgência, filiada ao PSOL.<br />
Saindo da extrema-esquerda, temos o exemplo da própria Neca, que foi a mulher-forte por trás da candidata Marina Silva (Rede Sustentabilidade), e a participação de vários nomes ligados ao Partido dos Trabalhadores nas mesas dos Seminários, como Djamila Ribeiro (secretária de direitos humanos da prefeitura de Haddad) e Gabriel Medina (no governo Dilma, secretário nacional de juventude) &#8211; este último, vale notar, ligado à corrente Democracia Socialista, filiada à tradição mandelista do trotskismo.<br />
Pelo jeito, não são os partidos que estão a incomodar os capitalistas&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Marcos K		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/12/110113/#comment-312192</link>

		<dc:creator><![CDATA[Marcos K]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Dec 2016 02:53:45 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=110113#comment-312192</guid>

					<description><![CDATA[Muito interessante o texto!! Mostra como o capital tem a capacidade de se apropriar das lutas em benefício próprio. Que não é possível ficar lutando apenas por reformas, pois elas serão incorporadas pelo sistema para sua melhor reprodução... Nesse sentido, me interessa muito a citação trazida pela herdeira do Itaú:

“Nesse contexto de mais democracia e de ocupação do espaço público, os estudantes de diversos estados ocuparam (e ainda ocupam) escolas, reivindicando maior participação nas decisões das políticas que os afetam, melhores condições de infraestrutura e/ou de merenda. (…) Os alunos, que em sua maioria não fazem parte de partidos políticos, organizaram também aulas com temas relacionados às principais questões do mundo contemporâneo, mostrando que valorizam o conhecimento e querem uma escola mais ligada ao século 21.”

Lendo essa citação, não consegui parar de pensar em certos trechos de Que Fazer?... Lênin já ensinava no começo do século passado que o movimento sindical, para a burguesia, não é algo de todo ruim. Muito pelo contrário, a burguesia chegava mesmo a importar o movimento sindical de outros lugares... Como o texto muito bem demonstra, o movimento sindical não só não é desagradável à burguesia, como também pode ser utilizado por ela. É nesse sentido que a citação é tão interessante: para a herdeira, não havia problema em os alunos estarem ocupando suas escolas, valorizando a educação, etc. Porém, se se organizassem em partidos, aí sim seria um problema. Eis o que é intolerável para o capital...

Em outro trecho do texto, há a citação da apresentação do Itaú sobre o coletivo Rua - Juventude Anticapitalista. O texto nota a peculiar tranquilidade da burguesia em fazer referência à um coletivo explicitamente anticapitalista. Nesse mesmo sentido, não há problema nenhum em os estudantes se organizarem em coletivos. Não é aqui que se está o problema...

E, nesse mesmo sentido, durante todos os movimentos de massas dos últimos tempos, a burguesia lançou mão e se apropriou da questão antipartidária/apartidária. Novamente, para a burguesia não há necessariamente um problema em milhares saírem as ruas para ocuparem escolas, se enfrentarem com a polícia, etc. Porém, partidos? Já isso é intolerável. O movimento, dirá a Globo, é antipartidário, e os presentes são encorajados a reprimirem as organizações partidárias que estiverem construindo a luta...

Por fim, o texto conclui que como resposta à incorporação da pauta pela burguesia, os alunos devem resistir recusando-se a participar desses espaços controlados pela burguesia. Deixo a pergunta: será isso o suficiente para fazer uma resistência efetiva?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muito interessante o texto!! Mostra como o capital tem a capacidade de se apropriar das lutas em benefício próprio. Que não é possível ficar lutando apenas por reformas, pois elas serão incorporadas pelo sistema para sua melhor reprodução&#8230; Nesse sentido, me interessa muito a citação trazida pela herdeira do Itaú:</p>
<p>“Nesse contexto de mais democracia e de ocupação do espaço público, os estudantes de diversos estados ocuparam (e ainda ocupam) escolas, reivindicando maior participação nas decisões das políticas que os afetam, melhores condições de infraestrutura e/ou de merenda. (…) Os alunos, que em sua maioria não fazem parte de partidos políticos, organizaram também aulas com temas relacionados às principais questões do mundo contemporâneo, mostrando que valorizam o conhecimento e querem uma escola mais ligada ao século 21.”</p>
<p>Lendo essa citação, não consegui parar de pensar em certos trechos de Que Fazer?&#8230; Lênin já ensinava no começo do século passado que o movimento sindical, para a burguesia, não é algo de todo ruim. Muito pelo contrário, a burguesia chegava mesmo a importar o movimento sindical de outros lugares&#8230; Como o texto muito bem demonstra, o movimento sindical não só não é desagradável à burguesia, como também pode ser utilizado por ela. É nesse sentido que a citação é tão interessante: para a herdeira, não havia problema em os alunos estarem ocupando suas escolas, valorizando a educação, etc. Porém, se se organizassem em partidos, aí sim seria um problema. Eis o que é intolerável para o capital&#8230;</p>
<p>Em outro trecho do texto, há a citação da apresentação do Itaú sobre o coletivo Rua &#8211; Juventude Anticapitalista. O texto nota a peculiar tranquilidade da burguesia em fazer referência à um coletivo explicitamente anticapitalista. Nesse mesmo sentido, não há problema nenhum em os estudantes se organizarem em coletivos. Não é aqui que se está o problema&#8230;</p>
<p>E, nesse mesmo sentido, durante todos os movimentos de massas dos últimos tempos, a burguesia lançou mão e se apropriou da questão antipartidária/apartidária. Novamente, para a burguesia não há necessariamente um problema em milhares saírem as ruas para ocuparem escolas, se enfrentarem com a polícia, etc. Porém, partidos? Já isso é intolerável. O movimento, dirá a Globo, é antipartidário, e os presentes são encorajados a reprimirem as organizações partidárias que estiverem construindo a luta&#8230;</p>
<p>Por fim, o texto conclui que como resposta à incorporação da pauta pela burguesia, os alunos devem resistir recusando-se a participar desses espaços controlados pela burguesia. Deixo a pergunta: será isso o suficiente para fazer uma resistência efetiva?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/12/110113/#comment-312191</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Dec 2016 02:30:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=110113#comment-312191</guid>

					<description><![CDATA[fica bastante claro que a gestão da escola pelos estudantes em nada amedronta os gestores e os altos empresários. Isso me faz lembrar uma pequena discussão nos comentários que se deu em um texto publicado aqui há algum tempinho já, sobre as pautas do movimento estudantil universitário. Num caso particular, setores &quot;libertários&quot; pediam a auto-gestão das residências estudantis. Oras, em um contexto de normalidade capitalista, do que se trata isso, de tentar mostrar que os estudantes fazem uma gestão melhor que os burocratas universitários? É um jogo de blefe político -- tais setores &quot;libertários&quot; só colocam essa pauta na mesa para parecerem radicais, porque sabem que a universidade não concederá, especialmente a estes setores do estudantado. Agora, quando realmente aparece o risco de que o Estado de fato &quot;conceda&quot; a gestão estudantil, começamos a ver que o buraco é mais embaixo.
Tendo isso em mente, que tipo de ativistas, quadros, militantes, etc, são mais importantes que se formem? Os aspirantes à apparatchik parecem não ver contradições em frequentar os círculos dos empresários (talvez tenha a ver com aquele outro texto postado aqui, sobre os militantes da performance); aqueles amantes da escola e da implicação de &quot;corpo e alma&quot; à gestão direta dos espaços que frequenta parecem ser de fato o público alvo destas atividades e rodas de conversa asquerosas promovidas pelas empresas. Como escapar do mero imperativo da gestão direta?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>fica bastante claro que a gestão da escola pelos estudantes em nada amedronta os gestores e os altos empresários. Isso me faz lembrar uma pequena discussão nos comentários que se deu em um texto publicado aqui há algum tempinho já, sobre as pautas do movimento estudantil universitário. Num caso particular, setores &#8220;libertários&#8221; pediam a auto-gestão das residências estudantis. Oras, em um contexto de normalidade capitalista, do que se trata isso, de tentar mostrar que os estudantes fazem uma gestão melhor que os burocratas universitários? É um jogo de blefe político &#8212; tais setores &#8220;libertários&#8221; só colocam essa pauta na mesa para parecerem radicais, porque sabem que a universidade não concederá, especialmente a estes setores do estudantado. Agora, quando realmente aparece o risco de que o Estado de fato &#8220;conceda&#8221; a gestão estudantil, começamos a ver que o buraco é mais embaixo.<br />
Tendo isso em mente, que tipo de ativistas, quadros, militantes, etc, são mais importantes que se formem? Os aspirantes à apparatchik parecem não ver contradições em frequentar os círculos dos empresários (talvez tenha a ver com aquele outro texto postado aqui, sobre os militantes da performance); aqueles amantes da escola e da implicação de &#8220;corpo e alma&#8221; à gestão direta dos espaços que frequenta parecem ser de fato o público alvo destas atividades e rodas de conversa asquerosas promovidas pelas empresas. Como escapar do mero imperativo da gestão direta?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Presentes...		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2016/12/110113/#comment-312186</link>

		<dc:creator><![CDATA[Presentes...]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 08 Dec 2016 18:28:47 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=110113#comment-312186</guid>

					<description><![CDATA[Algo de podre no ar: quando as empresas elogiam a luta secundarista.

Bem como:

Algo de podre no ar: quando as empresas elogiam a luta ecologista
Algo de podre no ar: quando as empresas elogiam a luta identitária
Algo de podre no ar: quando as empresas elogiam a luta etc, etc, etc...

E, nos últimos tempos, as empresas não poupam elogios a uma série de lutas... afinal como &quot;diz&quot; a Natura, &quot;Toda relação é um presente&quot;...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algo de podre no ar: quando as empresas elogiam a luta secundarista.</p>
<p>Bem como:</p>
<p>Algo de podre no ar: quando as empresas elogiam a luta ecologista<br />
Algo de podre no ar: quando as empresas elogiam a luta identitária<br />
Algo de podre no ar: quando as empresas elogiam a luta etc, etc, etc&#8230;</p>
<p>E, nos últimos tempos, as empresas não poupam elogios a uma série de lutas&#8230; afinal como &#8220;diz&#8221; a Natura, &#8220;Toda relação é um presente&#8221;&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
