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	Comentários sobre: A ressaca de junho, ou: como não debater tática e estratégia (III)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/03/110945/#comment-316228</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Apr 2017 14:36:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manolo, depois de mexer uns pauzinhos consegui acesso ao texto que você citou na nota 8 sobre os debates no &quot;Potere Operaio&quot;, e somando esse a um do Andre Gorz, presente na mesma coletânea, creio que entendi melhor a postura que você expressa. A quem mais interessar, estão em espanhol:
https://www.pdf-archive.com/2017/04/26/gorz/gorz.pdf
https://www.pdf-archive.com/2017/04/26/po/po.pdf]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo, depois de mexer uns pauzinhos consegui acesso ao texto que você citou na nota 8 sobre os debates no &#8220;Potere Operaio&#8221;, e somando esse a um do Andre Gorz, presente na mesma coletânea, creio que entendi melhor a postura que você expressa. A quem mais interessar, estão em espanhol:<br />
<a href="https://www.pdf-archive.com/2017/04/26/gorz/gorz.pdf" rel="nofollow ugc">https://www.pdf-archive.com/2017/04/26/gorz/gorz.pdf</a><br />
<a href="https://www.pdf-archive.com/2017/04/26/po/po.pdf" rel="nofollow ugc">https://www.pdf-archive.com/2017/04/26/po/po.pdf</a></p>
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		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/03/110945/#comment-315787</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Apr 2017 12:59:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[COMME IL FAUT
O desde sempre anfitrioníssimo veterano recebeu-me  à porta do descolado muquifo  em provisoriamente que se homizia: narguilé com tudo dentro e inolvidáveis memórias imaginárias de um neurótico de guerrilha (urbana - por supuesto - que o working class hero tem horror a muriçoca).  
Depois, nostálgico e já meio FOGO NO QUARTEL GENERAL,  falou-me de estratégia&#038;tática, Sun Tzu&#038;Clausewitz,  Gauche proletarienne e Vo Nguyen Giap. 
Foi bom enquanto durou. E até melhorou, quando dei um tapa na  pantera - sorry, no narguilé...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>COMME IL FAUT<br />
O desde sempre anfitrioníssimo veterano recebeu-me  à porta do descolado muquifo  em provisoriamente que se homizia: narguilé com tudo dentro e inolvidáveis memórias imaginárias de um neurótico de guerrilha (urbana &#8211; por supuesto &#8211; que o working class hero tem horror a muriçoca).<br />
Depois, nostálgico e já meio FOGO NO QUARTEL GENERAL,  falou-me de estratégia&amp;tática, Sun Tzu&amp;Clausewitz,  Gauche proletarienne e Vo Nguyen Giap.<br />
Foi bom enquanto durou. E até melhorou, quando dei um tapa na  pantera &#8211; sorry, no narguilé&#8230;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/03/110945/#comment-315769</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Apr 2017 17:22:26 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Lucas, respondo à sua primeira pergunta com outra pergunta: é possível falar de tática e estratégia quando um número considerável daqueles em luta sequer sabe o que é uma ou outra das duas coisas? Repito: a meu ver, não. É preciso construir estas noções em meio aos processos de luta, e não, digamos, em não-sei-quantos &quot;cursos de formação&quot;, &quot;oficinas&quot;, &quot;debates&quot;, &quot;círculos de leitura&quot; etc. desligados de quaisquer processos de luta.

Quanto ao título, é exatamente esta a questão:  não é possível debater estratégia e tática com quem sequer sabe do que se trata. Se é impossível debatê-las numa tal situação, que dirá exigi-las, como fez o primeiro texto sobre a &quot;centralidade da tática&quot;, citado. O debate sobre estratégia e táticas deve ser feito naturalmente, e sem rodeios, no desenrolar das lutas, momento em que tais noções passam a fazer mais sentido que nos &quot;textos clássicos&quot; cujas definições a respeito são geralmente empurradas goela abaixo da geração mais recente na militância. Alguns dos textos citados partem desta premissa, outros não -- e diga-se de passagem que não diferencio a reflexão feita em meio a um processo de luta daquela feita em frente a um computador, na medida em que ambas estejam imbricadas no processo de construção das lutas em torno das quais refletem.

Não se trata de postergar debates públicos. Repare, por exemplo, como o texto &quot;Reflexões sobre a autonomia&quot;, como o &quot;Limites da tática&quot; e outros fazem esta reflexão pública. Trata-se, isto sim, de afirmar que as reflexões precisam estar imbricadas nos processos de luta para que não se façam lutas às cegas. Mas é preciso distinguir entre, por exemplo, debater tática e estratégia no nível de abstração em que estes textos as debatem, e debater, por exemplo, se antes de um ato é melhor se acorrentar, fazer greve de fome ou pichar um prédio. Sou favorável ao primeiro tipo de discussão pública, e completamente contrário ao segundo. A não ser, é claro, que você seja defensor de um &quot;malinovskismo invertido&quot;. Roman Malinowsky, você deve saber, foi um agente da polícia secreta russa eleito pelos bolcheviques para o comitê central de seu próprio partido em 1912, e que acompanhou todos os preparativos bolcheviques para a revolução (ou melhor, a falta deles) até fevereiro de 1917. Debater tais detalhes tão minuciosamente em público significa poupar à repressão os gastos com infiltrados, pois estaríamos fazendo seu papel. Não creio que seja esta sua posição.

Quando remeto o debate às &quot;lutas ulteriores&quot;, é por considerar -- e esperar -- que estes setores da classe trabalhadora a que me referi travarão outras lutas, e que não raro os lutadores serão os mesmos. Daí, por exemplo, certa insistência no debate sobre o papel das vanguardas. Mas neste ponto em particular do debate me sinto como se estivesse explicando a piada pesada e suja. Quem queira manuais poderá encontrá-los aos borbotões; quem queira refletir sobre as lutas participa nelas e então reflete.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lucas, respondo à sua primeira pergunta com outra pergunta: é possível falar de tática e estratégia quando um número considerável daqueles em luta sequer sabe o que é uma ou outra das duas coisas? Repito: a meu ver, não. É preciso construir estas noções em meio aos processos de luta, e não, digamos, em não-sei-quantos &#8220;cursos de formação&#8221;, &#8220;oficinas&#8221;, &#8220;debates&#8221;, &#8220;círculos de leitura&#8221; etc. desligados de quaisquer processos de luta.</p>
<p>Quanto ao título, é exatamente esta a questão:  não é possível debater estratégia e tática com quem sequer sabe do que se trata. Se é impossível debatê-las numa tal situação, que dirá exigi-las, como fez o primeiro texto sobre a &#8220;centralidade da tática&#8221;, citado. O debate sobre estratégia e táticas deve ser feito naturalmente, e sem rodeios, no desenrolar das lutas, momento em que tais noções passam a fazer mais sentido que nos &#8220;textos clássicos&#8221; cujas definições a respeito são geralmente empurradas goela abaixo da geração mais recente na militância. Alguns dos textos citados partem desta premissa, outros não &#8212; e diga-se de passagem que não diferencio a reflexão feita em meio a um processo de luta daquela feita em frente a um computador, na medida em que ambas estejam imbricadas no processo de construção das lutas em torno das quais refletem.</p>
<p>Não se trata de postergar debates públicos. Repare, por exemplo, como o texto &#8220;Reflexões sobre a autonomia&#8221;, como o &#8220;Limites da tática&#8221; e outros fazem esta reflexão pública. Trata-se, isto sim, de afirmar que as reflexões precisam estar imbricadas nos processos de luta para que não se façam lutas às cegas. Mas é preciso distinguir entre, por exemplo, debater tática e estratégia no nível de abstração em que estes textos as debatem, e debater, por exemplo, se antes de um ato é melhor se acorrentar, fazer greve de fome ou pichar um prédio. Sou favorável ao primeiro tipo de discussão pública, e completamente contrário ao segundo. A não ser, é claro, que você seja defensor de um &#8220;malinovskismo invertido&#8221;. Roman Malinowsky, você deve saber, foi um agente da polícia secreta russa eleito pelos bolcheviques para o comitê central de seu próprio partido em 1912, e que acompanhou todos os preparativos bolcheviques para a revolução (ou melhor, a falta deles) até fevereiro de 1917. Debater tais detalhes tão minuciosamente em público significa poupar à repressão os gastos com infiltrados, pois estaríamos fazendo seu papel. Não creio que seja esta sua posição.</p>
<p>Quando remeto o debate às &#8220;lutas ulteriores&#8221;, é por considerar &#8212; e esperar &#8212; que estes setores da classe trabalhadora a que me referi travarão outras lutas, e que não raro os lutadores serão os mesmos. Daí, por exemplo, certa insistência no debate sobre o papel das vanguardas. Mas neste ponto em particular do debate me sinto como se estivesse explicando a piada pesada e suja. Quem queira manuais poderá encontrá-los aos borbotões; quem queira refletir sobre as lutas participa nelas e então reflete.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/03/110945/#comment-315690</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Apr 2017 14:26:06 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Manolo, se você me permite, gostaria de tentar clarificar uma questão.
No texto você diz: &quot;É possível falar de tática e de estratégia neste momento? A meu ver, não.&quot;, e segue para defender uma &quot;construção tática de um caminho que leve a um horizonte estratégico além do capitalismo&quot;, fazendo referência a uma &quot;problemática que ainda não lhe está imediatamente posta [a uma juventude trabalhadora precarizada] – e que somente lutas ulteriores poderão aprofundar ao ponto em que ela se torne incontornável&quot;.
Já em seu comentário você explica tratar-se de &quot;uma chamada ao dito “campo autonomista” para que encare sem rodeios o debate tático e estratégico à medida em que constroi suas lutas&quot;.

Entendi na primeira parte a sua crítica ao tal texto publicado no Junho, que apontaria o autonomismo como espantalho -- um tipo de sinônimo de más práticas, imaturidade, etc. O que eu não entendo, a partir dos trechos que eu selecionei acima, é o título da série, &quot;como não debater tática e estratégia&quot;. Não ficou claro para mim se para você existe uma análise de conjuntura que resultaria na inviabilização ou falta de efetividade em se debater tática e estratégia neste exato período em que estamos; mas ao mesmo tempo seria algo que deveria ocorrer naturalmente -- sem rodeios -- no desenrolar das lutas. A questão então é que tática e estratégia devem ser debatidas somente no caloroso momento de luta e não na cadeira em frente ao computador?
A primeira e a segunda parte desta série me pareceram muito claras nos argumentos e nas críticas. A conclusão, no entanto, me escapa um pouco ao entendimento e sua resposta ao meu comentário, por mais que tenha sido clara em si mesma, não me ajudou a entender o sentido geral das conclusões. Me dá a sensação de que se trata de uma censura (entenda-se como estilo retórico, não como prática institucional) aos textos que tentaram colocar esta questão em debate neste site -- daí dizer que &quot;não é possível falar de tática e estratégia neste momento&quot;; no entanto, depois diz que o campo autonomista (aceitada minha definição de &quot;comunidade de militantes e ativistas&quot;) deve encarar sem rodeios o debate à medida que constrói suas lutas. Existe algo aí que não estão muito claro, e se eu quisesse ser malicioso diria que esta linha de argumentação se trata apenas de uma forma de postergar indefinidamente um debate público e amplo a respeito de tática e estratégia. Será que não seria mais valioso explicar, afinal, de que se tratam estas misteriosas &quot;lutas ulteriores&quot;, que estas sim merecem um tal debate, e o que nos falta para chegar lá? Como fazer para identificá-las? Qual é o risco de não identificá-las, ou de aplicar métodos correspondentes a uma etapa durante uma outra diferente?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Manolo, se você me permite, gostaria de tentar clarificar uma questão.<br />
No texto você diz: &#8220;É possível falar de tática e de estratégia neste momento? A meu ver, não.&#8221;, e segue para defender uma &#8220;construção tática de um caminho que leve a um horizonte estratégico além do capitalismo&#8221;, fazendo referência a uma &#8220;problemática que ainda não lhe está imediatamente posta [a uma juventude trabalhadora precarizada] – e que somente lutas ulteriores poderão aprofundar ao ponto em que ela se torne incontornável&#8221;.<br />
Já em seu comentário você explica tratar-se de &#8220;uma chamada ao dito “campo autonomista” para que encare sem rodeios o debate tático e estratégico à medida em que constroi suas lutas&#8221;.</p>
<p>Entendi na primeira parte a sua crítica ao tal texto publicado no Junho, que apontaria o autonomismo como espantalho &#8212; um tipo de sinônimo de más práticas, imaturidade, etc. O que eu não entendo, a partir dos trechos que eu selecionei acima, é o título da série, &#8220;como não debater tática e estratégia&#8221;. Não ficou claro para mim se para você existe uma análise de conjuntura que resultaria na inviabilização ou falta de efetividade em se debater tática e estratégia neste exato período em que estamos; mas ao mesmo tempo seria algo que deveria ocorrer naturalmente &#8212; sem rodeios &#8212; no desenrolar das lutas. A questão então é que tática e estratégia devem ser debatidas somente no caloroso momento de luta e não na cadeira em frente ao computador?<br />
A primeira e a segunda parte desta série me pareceram muito claras nos argumentos e nas críticas. A conclusão, no entanto, me escapa um pouco ao entendimento e sua resposta ao meu comentário, por mais que tenha sido clara em si mesma, não me ajudou a entender o sentido geral das conclusões. Me dá a sensação de que se trata de uma censura (entenda-se como estilo retórico, não como prática institucional) aos textos que tentaram colocar esta questão em debate neste site &#8212; daí dizer que &#8220;não é possível falar de tática e estratégia neste momento&#8221;; no entanto, depois diz que o campo autonomista (aceitada minha definição de &#8220;comunidade de militantes e ativistas&#8221;) deve encarar sem rodeios o debate à medida que constrói suas lutas. Existe algo aí que não estão muito claro, e se eu quisesse ser malicioso diria que esta linha de argumentação se trata apenas de uma forma de postergar indefinidamente um debate público e amplo a respeito de tática e estratégia. Será que não seria mais valioso explicar, afinal, de que se tratam estas misteriosas &#8220;lutas ulteriores&#8221;, que estas sim merecem um tal debate, e o que nos falta para chegar lá? Como fazer para identificá-las? Qual é o risco de não identificá-las, ou de aplicar métodos correspondentes a uma etapa durante uma outra diferente?</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Manolo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/03/110945/#comment-315607</link>

		<dc:creator><![CDATA[Manolo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Apr 2017 01:22:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Em resposta a &lt;a href=&quot;https://passapalavra.info/2017/03/110945/#comment-315068&quot;&gt;Lucas&lt;/a&gt;.

Lucas, há debates que se faz em público e há outros que se faz entre camaradas. Isto é uma platitude que sequer, talvez, precisasse de comentário. O que vai nestes textos é uma crítica pública aos que adotam determinadas posturas, bem descritas no texto, frente ao &quot;autonomismo&quot;, e uma chamada ao dito &quot;campo autonomista&quot; para que encare sem rodeios o debate tático e estratégico à medida em que constroi suas lutas. Só isso. É o que dá para fazer nos limites de um debate público, muito mais público que a imprensa socialista do passado. O que será feito das palavras aqui passadas, depende de quem as lê. Espero que esteja fazendo sua parte.

Autonomismo, sem aspas, é um entre muitos temperos locais do marxismo, mais especificamnte o de certo setor do marxismo italiano entre 1973 e 1977 aproximadamente. Também pode ser entendido como a perspectiva política defendida por Cornelius Castoriadis, embora ele tenha se recusado explicitamente a empregar o termo (seus discípulos o fazem sem o menor cuidado). Pode ser entendido, igualmente, como uma das correntes políticas trazidas ao Brasil pelos exilados políticos ao retornarem em 1979, materializada, por exemplo, em publicações como a extinta revista Desvios. Pode ser entendido, também, como uma corrente ideológica derivada das lutas autônomas travadas a partir das lutas da &quot;geração Seattle&quot;. Enquanto campo político, trata-se de uma &quot;comunidade de militantes e ativistas&quot;, nada mais, nada menos, assim como o anarquismo, o espartaquismo, o bolchevismo, o conselhismo, o maoísmo e outras tantas o foram ou são; a diferença talvez esteja numa maior elasticidade e menor rigidez no plano ideológico. Aspeio o &quot;campo autonomista&quot; porque seus limites de pertença são igualmente fluidos, elásticos, cambiantes, e não rígidos e bem demarcados como os de outros &quot;ismos&quot; que citei.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em resposta a <a href="https://passapalavra.info/2017/03/110945/#comment-315068">Lucas</a>.</p>
<p>Lucas, há debates que se faz em público e há outros que se faz entre camaradas. Isto é uma platitude que sequer, talvez, precisasse de comentário. O que vai nestes textos é uma crítica pública aos que adotam determinadas posturas, bem descritas no texto, frente ao &#8220;autonomismo&#8221;, e uma chamada ao dito &#8220;campo autonomista&#8221; para que encare sem rodeios o debate tático e estratégico à medida em que constroi suas lutas. Só isso. É o que dá para fazer nos limites de um debate público, muito mais público que a imprensa socialista do passado. O que será feito das palavras aqui passadas, depende de quem as lê. Espero que esteja fazendo sua parte.</p>
<p>Autonomismo, sem aspas, é um entre muitos temperos locais do marxismo, mais especificamnte o de certo setor do marxismo italiano entre 1973 e 1977 aproximadamente. Também pode ser entendido como a perspectiva política defendida por Cornelius Castoriadis, embora ele tenha se recusado explicitamente a empregar o termo (seus discípulos o fazem sem o menor cuidado). Pode ser entendido, igualmente, como uma das correntes políticas trazidas ao Brasil pelos exilados políticos ao retornarem em 1979, materializada, por exemplo, em publicações como a extinta revista Desvios. Pode ser entendido, também, como uma corrente ideológica derivada das lutas autônomas travadas a partir das lutas da &#8220;geração Seattle&#8221;. Enquanto campo político, trata-se de uma &#8220;comunidade de militantes e ativistas&#8221;, nada mais, nada menos, assim como o anarquismo, o espartaquismo, o bolchevismo, o conselhismo, o maoísmo e outras tantas o foram ou são; a diferença talvez esteja numa maior elasticidade e menor rigidez no plano ideológico. Aspeio o &#8220;campo autonomista&#8221; porque seus limites de pertença são igualmente fluidos, elásticos, cambiantes, e não rígidos e bem demarcados como os de outros &#8220;ismos&#8221; que citei.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/03/110945/#comment-315068</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Mar 2017 16:44:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Uma coisa sempre me chamou a atenção nos debates deste site sobre tática e estratégia (ou sua negação). Diferente das críticas públicas, das análises sobre a economia, política, sociedade em geral, o debate entre tática e estratégia para mim só tem sentido dentro de certa comunidade. Uma tal discussão num ambiente tão abstrato como é a internet soa estranho pensando o seu universalismo. Claro que os textos clássicos e os debates de outras terras sempre podem servir de fonte de inspiração, mas o debate duro e cru sobre tática e estratégia não seria algo a ser feito aos quatro ventos (vale notar que os textos clássicos sobre tática e estratégia eram publicados de forma muito diferente do que a geração da internet está acostumada). Então, a final, a quem se escreve, quando se publica num site como o PassaPalavra? O debate é sobre tática e estratégia; ou é sobre a necessidade ou equívocos em se debater tática e estratégia? Em que meios serão debatidos tais temas? Quem são os companheiros com quem será discutido? É importante transmitir de alguma forma estes conteúdos nos espaços de base, ou serão tratados apenas nos círculos militantes? Jogo todas estas questões aqui pois para mim a publicação deste debate aqui neste site uma vez mais me leva a pensar quem são os leitores e que intenções levam os autores a publicar aqui certos debates.

Por fim, algumas perguntinhas para o Manolo. Você coloca que o &quot;autonomismo&quot;, tomado como xingamento, é um espantalho. Primeiro pergunto o que o autor entende por autonomismo sem aspas. Segundo, o &quot;campo autonomista&quot;, lugar onde você diz terem surgido novos métodos de luta, se trata de uma comunidade de militantes e ativistas, ou seria o nome de setores da classe que protagonizaram lutas sem direções clássicas, ou o que seria também sem aspas? Vejo que você se permitiu as aspas também por estar citando expressões usadas nos textos que te serviram de base para o comentário geral -- mas o que é que você pensa sobre essa terminologia? Não é preocupação linguística não, é que até hoje estas aspas são usadas dentro do próprio &quot;autonomismo&quot; e meu instinto de psicanalista de boteco nessas horas me diz que isso não é um detalhe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa sempre me chamou a atenção nos debates deste site sobre tática e estratégia (ou sua negação). Diferente das críticas públicas, das análises sobre a economia, política, sociedade em geral, o debate entre tática e estratégia para mim só tem sentido dentro de certa comunidade. Uma tal discussão num ambiente tão abstrato como é a internet soa estranho pensando o seu universalismo. Claro que os textos clássicos e os debates de outras terras sempre podem servir de fonte de inspiração, mas o debate duro e cru sobre tática e estratégia não seria algo a ser feito aos quatro ventos (vale notar que os textos clássicos sobre tática e estratégia eram publicados de forma muito diferente do que a geração da internet está acostumada). Então, a final, a quem se escreve, quando se publica num site como o PassaPalavra? O debate é sobre tática e estratégia; ou é sobre a necessidade ou equívocos em se debater tática e estratégia? Em que meios serão debatidos tais temas? Quem são os companheiros com quem será discutido? É importante transmitir de alguma forma estes conteúdos nos espaços de base, ou serão tratados apenas nos círculos militantes? Jogo todas estas questões aqui pois para mim a publicação deste debate aqui neste site uma vez mais me leva a pensar quem são os leitores e que intenções levam os autores a publicar aqui certos debates.</p>
<p>Por fim, algumas perguntinhas para o Manolo. Você coloca que o &#8220;autonomismo&#8221;, tomado como xingamento, é um espantalho. Primeiro pergunto o que o autor entende por autonomismo sem aspas. Segundo, o &#8220;campo autonomista&#8221;, lugar onde você diz terem surgido novos métodos de luta, se trata de uma comunidade de militantes e ativistas, ou seria o nome de setores da classe que protagonizaram lutas sem direções clássicas, ou o que seria também sem aspas? Vejo que você se permitiu as aspas também por estar citando expressões usadas nos textos que te serviram de base para o comentário geral &#8212; mas o que é que você pensa sobre essa terminologia? Não é preocupação linguística não, é que até hoje estas aspas são usadas dentro do próprio &#8220;autonomismo&#8221; e meu instinto de psicanalista de boteco nessas horas me diz que isso não é um detalhe.</p>
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