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	Comentários sobre: Junho de 2013 e março de 2017	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Paulo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/03/111261/#comment-315606</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Apr 2017 00:09:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Sim, a diferença nos detentores do poderentre os dois confrontos - de 2013 e 2017 - são aspectos muito importantes. Entretanto fico com a indagação: a passagem de enfrentar um opositor unificado (empresários e políticos) a partir do que &quot;há de menos fragmentado nas organizações dos trabalhadores&quot;  - as centrais sindicais e o  petismo,  será a unica ou a melhor possibilidade deste confronto político contra a reforma da previdência avançar?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sim, a diferença nos detentores do poderentre os dois confrontos &#8211; de 2013 e 2017 &#8211; são aspectos muito importantes. Entretanto fico com a indagação: a passagem de enfrentar um opositor unificado (empresários e políticos) a partir do que &#8220;há de menos fragmentado nas organizações dos trabalhadores&#8221;  &#8211; as centrais sindicais e o  petismo,  será a unica ou a melhor possibilidade deste confronto político contra a reforma da previdência avançar?</p>
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		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/03/111261/#comment-315546</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 01 Apr 2017 16:44:42 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostaria de somar um ponto para as diferenças, que não é menor. O aumento dos preços da tarifa do transporte é de incumbência e responsabilidade política dos executivos municipais -- a luta contra o aumento é a luta contra um mandato executivo, geralmente respaldado por uma base parlamentar municipal, mas responde a contas, balanços e interesses econômicos da unidade mínima da gestão pública estatal. Se em 2013 foi possível barrar o aumento ou até diminuir o preço da passagem em mais de 200 cidades do Brasil, isso se traduz em 200 decisões diferentes, tomadas em pequenos gabinetes, impactando de formas diferentes os orçamentos de cada uma destas gestões.
Já as reformas que estamos vendo agora em 2017 são resultado de acordos muito bem costurados entre a nata do empresariado nacional com os principais partidos e seus órgãos de gestão, entre sindicatos patronais e trabalhistas, entre esquerda e direita. Em 2013 foi a classe trabalhadora fragmentada, com uma tática fragmentada, que conseguiu golpear os interesses de pequenas frações empresariais em conluio com os blocos políticos também fragmentados em seus municípios. Com relação ao preço do transporte público, a classe dominante se encontrava quase tão fragmentada quanto os trabalhadores. Não é o mesmo caso agora em 2017 com as reformas em pauta, por isso acabam sendo as centrais sindicais quem dirige, por enquanto, as lutas, já que por mais capengas que estejam neste momento histórico, são o que há de menos fragmentado na organização dos trabalhadores -- junto com, sem surpresas, o petismo e os corpos que nele orbitam.
Existem outros méritos para diferenciar 2013 de 2017, mas acho que o ponto que apresentei acima marca bem o campo de atuação e, na minha opinião, demarca sim os limites do que foi 2013 em relação à luta contra as reformas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de somar um ponto para as diferenças, que não é menor. O aumento dos preços da tarifa do transporte é de incumbência e responsabilidade política dos executivos municipais &#8212; a luta contra o aumento é a luta contra um mandato executivo, geralmente respaldado por uma base parlamentar municipal, mas responde a contas, balanços e interesses econômicos da unidade mínima da gestão pública estatal. Se em 2013 foi possível barrar o aumento ou até diminuir o preço da passagem em mais de 200 cidades do Brasil, isso se traduz em 200 decisões diferentes, tomadas em pequenos gabinetes, impactando de formas diferentes os orçamentos de cada uma destas gestões.<br />
Já as reformas que estamos vendo agora em 2017 são resultado de acordos muito bem costurados entre a nata do empresariado nacional com os principais partidos e seus órgãos de gestão, entre sindicatos patronais e trabalhistas, entre esquerda e direita. Em 2013 foi a classe trabalhadora fragmentada, com uma tática fragmentada, que conseguiu golpear os interesses de pequenas frações empresariais em conluio com os blocos políticos também fragmentados em seus municípios. Com relação ao preço do transporte público, a classe dominante se encontrava quase tão fragmentada quanto os trabalhadores. Não é o mesmo caso agora em 2017 com as reformas em pauta, por isso acabam sendo as centrais sindicais quem dirige, por enquanto, as lutas, já que por mais capengas que estejam neste momento histórico, são o que há de menos fragmentado na organização dos trabalhadores &#8212; junto com, sem surpresas, o petismo e os corpos que nele orbitam.<br />
Existem outros méritos para diferenciar 2013 de 2017, mas acho que o ponto que apresentei acima marca bem o campo de atuação e, na minha opinião, demarca sim os limites do que foi 2013 em relação à luta contra as reformas.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Bal-bal		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/03/111261/#comment-315451</link>

		<dc:creator><![CDATA[Bal-bal]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 31 Mar 2017 02:02:43 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Algumas expressões, embora aparentem ser sinônimas, referem-se a conceitos, muitas vezes, bem diferentes.
O que a atual reforma visa, principalmente, é aumentar o tempo de &quot;contribuição&quot;, e não apenas o tempo de trabalho (aliás, o próprio &quot;trabalho&quot; pode ser aumentado num mesmo período de tempo...).
Antes da primeira reforma da previdência, no governo Fernando Henrique em 1998, o trabalhador tinha direito à aposentadoria por &quot;tempo de serviço&quot;. A proposta reformista exige que, para receber a aposentadoria integral, o trabalhador terá que CONTRIBUIR por 49 (quarenta e nove) ANOS! Levando-se em conta que nas últimas décadas poucas vezes o Brasil teve mais de 50% dos trabalhadores com carteira registrada (o que não significa a  garantia dos depósitos previdenciários, pois o patronato brasileiro é contumaz sonegador e desviador destas verbas), o simples fato de trabalhar mais tempo não significa, obrigatoriamente,  computo na contagem para a aposentadoria. A contribuição efetivamente feita e registrada na Previdência é que (poderá, caso a lei não mude mais uma vez) determinará o (provável) direito à aposentadoria.
Portanto, serão 49 anos de contribuição à Previdência que, se o trabalhador estiver vivo até lá (por isso a charge do Anzol pode ter  cometido um equivoco: o finado ali representado só fará jus a &quot;aposentadoria integral&quot; se efetivamente contribuiu durante os 49 anos... caso contrário, nem depois de morto receberá alguma coisa...!). Se forem &quot;apenas&quot; 49 anos de trabalho, sem as devidas contribuições: bal..bal...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas expressões, embora aparentem ser sinônimas, referem-se a conceitos, muitas vezes, bem diferentes.<br />
O que a atual reforma visa, principalmente, é aumentar o tempo de &#8220;contribuição&#8221;, e não apenas o tempo de trabalho (aliás, o próprio &#8220;trabalho&#8221; pode ser aumentado num mesmo período de tempo&#8230;).<br />
Antes da primeira reforma da previdência, no governo Fernando Henrique em 1998, o trabalhador tinha direito à aposentadoria por &#8220;tempo de serviço&#8221;. A proposta reformista exige que, para receber a aposentadoria integral, o trabalhador terá que CONTRIBUIR por 49 (quarenta e nove) ANOS! Levando-se em conta que nas últimas décadas poucas vezes o Brasil teve mais de 50% dos trabalhadores com carteira registrada (o que não significa a  garantia dos depósitos previdenciários, pois o patronato brasileiro é contumaz sonegador e desviador destas verbas), o simples fato de trabalhar mais tempo não significa, obrigatoriamente,  computo na contagem para a aposentadoria. A contribuição efetivamente feita e registrada na Previdência é que (poderá, caso a lei não mude mais uma vez) determinará o (provável) direito à aposentadoria.<br />
Portanto, serão 49 anos de contribuição à Previdência que, se o trabalhador estiver vivo até lá (por isso a charge do Anzol pode ter  cometido um equivoco: o finado ali representado só fará jus a &#8220;aposentadoria integral&#8221; se efetivamente contribuiu durante os 49 anos&#8230; caso contrário, nem depois de morto receberá alguma coisa&#8230;!). Se forem &#8220;apenas&#8221; 49 anos de trabalho, sem as devidas contribuições: bal..bal&#8230;</p>
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