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	Comentários sobre: A arte na Rússia dos sovietes (2)	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: PO eta		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[PO eta]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 07 Jul 2017 16:27:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[ao ler críticos como Lunachárski ou este mesmo Mesnil fica-me evidente uma profunda preocupação artística destes com relação ao campesinado. Oras, mas se o projeto de Estado que se estava gestando era abertamente um &quot;estado operário&quot;, e a aliança operária-camponesa em realidade estava melhor expressa como uma condução operária ponto (inclusive baseada na exploração camponesa), não me estranha que estes críticos buscassem: 1) expressões artísticas que melhor imitassem a atividade de um agitador ou quadro político; 2) encontrar qualquer valor que seja na dita arte popular, como Lunachárski que se esforça para elogiar esculturas de bonecos de madeira apenas porque feitas por algum camponês pobre. Se da vanguarda artística soviética se desenvolve boa parte do que posteriormente será adaptado à comunicação gráfica de massas no capitalismo, deste tipo de avaliação crítica parece tomar forma a cooptação &quot;popular&quot; que os Estados atuais realizam por meio das secretarias de Cultura.

Sobre a nota 8, tenho entendido que o Proletkult muito mais que um movimento literário era uma organização espalhada por toda a Rússia, ligada a Bogdanov, antigo oponente de Lenin dentro do partido Bolchevique, e tanto a organização quanto Bogdanov foram das primeiras vítimas da metodologia pela qual Stalin seria famoso, a difamação pública contra os não alinhados (neste momento a Lenin) e posterior eliminação dos cargos oficiais.

No mais, a parte I do texto é muito boa para também fazer a ponte com este período nas práticas didáticas dos museus, como hoje já está institucionalizado em praticamente todo o mundo. E transcendendo os usos e utilidades, me levou diretamente a pensar nos filmes de Sukurov -- que recomendo a qualquer um minimamente como uma forma de resistência contra toda a bosta que é o cinema hoje.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>ao ler críticos como Lunachárski ou este mesmo Mesnil fica-me evidente uma profunda preocupação artística destes com relação ao campesinado. Oras, mas se o projeto de Estado que se estava gestando era abertamente um &#8220;estado operário&#8221;, e a aliança operária-camponesa em realidade estava melhor expressa como uma condução operária ponto (inclusive baseada na exploração camponesa), não me estranha que estes críticos buscassem: 1) expressões artísticas que melhor imitassem a atividade de um agitador ou quadro político; 2) encontrar qualquer valor que seja na dita arte popular, como Lunachárski que se esforça para elogiar esculturas de bonecos de madeira apenas porque feitas por algum camponês pobre. Se da vanguarda artística soviética se desenvolve boa parte do que posteriormente será adaptado à comunicação gráfica de massas no capitalismo, deste tipo de avaliação crítica parece tomar forma a cooptação &#8220;popular&#8221; que os Estados atuais realizam por meio das secretarias de Cultura.</p>
<p>Sobre a nota 8, tenho entendido que o Proletkult muito mais que um movimento literário era uma organização espalhada por toda a Rússia, ligada a Bogdanov, antigo oponente de Lenin dentro do partido Bolchevique, e tanto a organização quanto Bogdanov foram das primeiras vítimas da metodologia pela qual Stalin seria famoso, a difamação pública contra os não alinhados (neste momento a Lenin) e posterior eliminação dos cargos oficiais.</p>
<p>No mais, a parte I do texto é muito boa para também fazer a ponte com este período nas práticas didáticas dos museus, como hoje já está institucionalizado em praticamente todo o mundo. E transcendendo os usos e utilidades, me levou diretamente a pensar nos filmes de Sukurov &#8212; que recomendo a qualquer um minimamente como uma forma de resistência contra toda a bosta que é o cinema hoje.</p>
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