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	Comentários sobre: Não nos deixes cair na tentação do petismo, amém	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Isolado		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/10/115253/#comment-319023</link>

		<dc:creator><![CDATA[Isolado]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Oct 2017 05:04:37 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acredito que os apontamentos sobre a necessidade de acuidade com dados  e teorias são corretos e foram bem fundamentados.
Não conheço os documentos citados mas cabe dizer que as explicações econômicas foram feitas de forma apressada ou descuidada. O tom alarmista é visível e não ajuda no entendimento do argumento (s) central - coisa estranha no site deve-se ressaltar.
Ainda assim a qualidade do texto ao meu ver se deve ao necessário e explicito tom anti-eleitoral e justamente no desvelar claro e em tom popular, das politicas do PT e do campo democrático popular - muito bem colocado como social-democrata no comentário do Tucano.
No seio das ultimas mobilizações - Ocupações universitárias [ para não falar dos secundas aos quais não poderia opinar]  contra a PEC 55, Mobilização e Greve Generalizada contra a Reforma Trabalhista entre outras - se notou o entrave/freio que a perspectiva das eleições 2018 causaram.
Claro sempre as eleições causam esse efeito mas essa especificamente causou um mal muito maior. De efeito se teve uma suspensão da potencia das mobilizações, apesar de todos os esforços, e não da &quot;realidade&quot; como poderia se esperar das mesmas.
Vide as sabotagens as mobilizações de base por uma greve realmente geral em sua concepção e não somente em seus números.
Não é uma questão de somente criticar por estar longe da possibilidade de qualquer poder - estatal ou não- ou somente da ausência de projeto, há que se sair pelo menos do imobilismo de reflexão e comunicação.
O estrago dos democratas travestidos de esquerda abate todo a pouca organização que se tem tentado.
É momento de se fazer critica sem o medo da possibilidade de erro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acredito que os apontamentos sobre a necessidade de acuidade com dados  e teorias são corretos e foram bem fundamentados.<br />
Não conheço os documentos citados mas cabe dizer que as explicações econômicas foram feitas de forma apressada ou descuidada. O tom alarmista é visível e não ajuda no entendimento do argumento (s) central &#8211; coisa estranha no site deve-se ressaltar.<br />
Ainda assim a qualidade do texto ao meu ver se deve ao necessário e explicito tom anti-eleitoral e justamente no desvelar claro e em tom popular, das politicas do PT e do campo democrático popular &#8211; muito bem colocado como social-democrata no comentário do Tucano.<br />
No seio das ultimas mobilizações &#8211; Ocupações universitárias [ para não falar dos secundas aos quais não poderia opinar]  contra a PEC 55, Mobilização e Greve Generalizada contra a Reforma Trabalhista entre outras &#8211; se notou o entrave/freio que a perspectiva das eleições 2018 causaram.<br />
Claro sempre as eleições causam esse efeito mas essa especificamente causou um mal muito maior. De efeito se teve uma suspensão da potencia das mobilizações, apesar de todos os esforços, e não da &#8220;realidade&#8221; como poderia se esperar das mesmas.<br />
Vide as sabotagens as mobilizações de base por uma greve realmente geral em sua concepção e não somente em seus números.<br />
Não é uma questão de somente criticar por estar longe da possibilidade de qualquer poder &#8211; estatal ou não- ou somente da ausência de projeto, há que se sair pelo menos do imobilismo de reflexão e comunicação.<br />
O estrago dos democratas travestidos de esquerda abate todo a pouca organização que se tem tentado.<br />
É momento de se fazer critica sem o medo da possibilidade de erro.</p>
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			</item>
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		<title>
		Por: Tucano		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/10/115253/#comment-318558</link>

		<dc:creator><![CDATA[Tucano]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Oct 2017 01:40:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Este site não precisa de demagogia. Em primeiro lugar, cadê as fontes para as afirmações feitas no tópico &quot;Escada abaixo&quot;? Essas descrições de gráficos e enumeração de fatores que, na prática, não encontram respaldo nos índices econômicos, mas somente num senso comum &quot;socialista&quot; de que estamos indo sempre escada abaixo não fundamenta argumento algum. A demonstração é muito mais complexa do que você imagina.
Conselho, antes de entrar no mérito de sua análise: gráficos são visuais e contém dados numéricos, descrevê-los é contraproducente.
&quot;Jobless recovery&quot; é um termo dúbio usado por alguns liberais para discutir o problema do acentuado crescimento populacional em comparação com o lento crescimento de empregos (e a automatização da produção), ou para caracterizar o cenário de curto e médio prazo de um crescimento econômico sem criação de empregos. Isso ocorre no começo de recuperações econômicas, em que a própria economia responde a estímulos de curto-prazo que, por vezes, não advém do mercado de trabalho. Um exemplo é o que vemos no Brasil, com o controle da inflação que decorre mais da desaceleração do consumo do que das medidas de austeridade do Temer.
Outro ponto sobre o assunto, durante o governo Obama, nos dois mandatos, o desemprego declinou vertiginosamente, atingindo níveis pré-crise. Basta checar o Bureau of Labor Statistics: https://www.bls.gov/news.release/empsit.nr0.htm (divirta-se). Hoje, a demanda de empregos nos EUA é tão grande que o problema é a falta de mão de obra para a maioria dos serviços; o dilema Trump está numa classe trabalhadora que vive de part-time jobs e na desigualdade dos Estados federativos, vide o PIB da Califórnia ser de 2.5 trilhões de dólares e o do Mississippi ser de 88bi. Com essa disparidade e convivência harmônica (pois não há movimento trabalhista forte e organizado) de estágios diferentes de desenvolvimento capitalista no mesmo país, as elites que historicamente discordam, desde a guerra civil, podem disputar tranquilamente o poder pelas eleições sem temer qualquer erupção trabalhadora.
Mais um ponto: o capitalismo não passa por crise estrutural alguma. Não ficou claro para você que a crise econômica de 2008 demonstrou o descolamento do mercado financeiro da macroeconomia global, e que foi uma crise conjuntural que permitiu grandes empresas se fundirem em empresas ainda maiores, eliminando toda uma gama de concorrentes de médio peso? Com isso, todos os empregos perdidos foram recontratados gradativamente sob novas regras. Contudo, um estudo da OIT, com mais de 60 países, demonstrou que todos os países que reformaram seus legislações em prol da classe trabalhadora, desde 2008 até 2014, tiveram recuperações econômicas, enquanto os que desprotegeram a classe regrediram economicamente. Logo, vê-se que a escolha brasileira é uma escolha de uma elite extremamente conservadora que pouco importa com crescimento econômico nacional no sentido macroeconômico (que surpresa!). As elites e suas guerras não as tornam homogêneas e tampouco fazem com que previsivelmente respondam de forma igual aos mesmo fenômenos; isso é algo que todo marxista brasileiro sabe. O nome do estudo é: &quot;Labour market reforms since the crisis: Drivers and consequences&quot; de Dragos Adascalitei e Clemente Pignatti Moran, vale muito ler.
Portanto, resta claro que as crises econômicas são conjunturais servem para ressaltar o caráter monopolista das multinacionais, que se blindam e se fundem, aumentando seu lobby e socializando prejuízos. Algo que deveria nos preocupar é que os derivativos, credit default swaps e todas as ferramentas de alavancagem ainda não estão regulados, o que fará com que o mercado financeiro cresce e quebre novamente. Na prática, o levante global do conservadorismo é consequência da crise sim, assim como as medidas liberais ortodoxas de austeridade. Num cenário de mais concentração, ascensão da direita liberal em face da ultra conservadora, e recuperação econômica (exclusivamente financeira, em alguns países), ressaltam que o sistema está funcionando como deveria para as elites. Claro que haverá lugares que sofrem mais e pactos entre elites a serem refeitos, mas estruturalmente, todos estão crescendo: basta ver a euforia com as digital commodities (criptomoedas) e as novas formas do capital girar no mundo virtual.
O capitalismo se alimenta de crises conjunturais, essa é sua estrutura. Logo, é preciso precisão nas discussões, e não listas soltas: &quot;em que despontam sintomas de barbárie, como a crise dos refugiados, o aumento da violência, o fanatismo, a fascistização etc.&quot;. O capitalismo é complexo, e é nossa obrigação compreendê-lo profundamente e separar o que é e pode ser conjuntural, como a crise dos refugiados e quase tudo que você listou. É antes necessário demonstrar a relação que cada um desses problemas estabelece com o sistema, para então definir se é conjuntural ou estrutural: ou você pode usar fundamentos de alguém que fez isso e colocar referências.
No contexto brasileiro, texto também não aborda que, dentro da atual conjuntura, sem perspectiva próxima de revolução socialista (e de abandono definitivo dos projetos bolchevistas, essa doença infantil da esquerda), uma alternativa na linha de que o &quot;capitalismo avançado&quot; pode ser um passo anterior ao socialismo, exigiria trazer o espectro político brasileiro todo para a esquerda, e não somente radicalizar a ponta. Afinal, o povo (ainda) vota no Lula, pois ele foi o único presidente que, assumidamente liberal, promoveu algo remotamente parecido com uma social-democracia, distribuindo renda e bancarizando os brasileiros. O fato da contenção de classes não dar certo aqui, só aponta para as raízes históricas de uma das elites mais conservadoras do mundo, que vê social-democracia como uma espécie de criação comunista da esquerda. Esse grau de distorção política só tem levado o país para a Direita, afinal, o PSDB, que deveria defender a social democracia, hoje está num grau de reacionarismo que assustaria qualquer social democrata real. Não à toa, o PT faz hoje o papel do social democrata; ou você tem alguma dúvida que um Haddad, nos anos 70, seria um típico candidato PSDBista? É justamente por isso que muitos tucanos gostam dele, apenas criticam o fato de estar no PT. Você mesmo parece confundir o papel histórico do PT ao colocar como autor da situação atual, pois, parafraseando seu texto, o PT não é determinante, mas determinado, algo que seu texto reconhece mas logo em seguida entra em contradição. De modo curioso, você também não demonstra o papel histórico da esquerda radical desse país nas últimas décadas. Onde estão as outras forças históricas? O que fizeram? Não tem parcela de culpa por deixar o PT governar livremente? Não acreditaram que talvez uma social democracia petista seria melhor que um governo psdbista ou pmdbista? Na prática você está insinuando que prefere um governo abertamente de direita e muito mais opressor, pois pelo menos com uma &quot;honestidade&quot; por parte de nossa elite, isso insuflaria os ânimos trabalhistas para uma revolução? Onde está sua proposta, para além do típico &quot;lutar e resistir em prol da revolução?&quot;
Enfim, não continuarei a exposição quanto à extrema demagogia anti-petista, até porque tenho mais o que fazer do que defender o petismo. Só queria apontar que é fácil, na posição de uma esquerda ˜híper-crítica&quot; que nunca alcança ou exerce poder, ficar criticando aquela que toma o poder e tenta concretizar algum projeto. É claro que PT não é esquerda nos parâmetros marxistas, isso foi escrito pelos Odebrecht e petistas na carta ao povo brasileiro; agora, o PT não usurpou nada, apenas revelou que parte da esquerda de então decidiu tornar-se social-democrata e tentar resolver um problema processual histórico-político com um tosco pacto institucional nas formas de uma democracia liberal (estou falando da CF/88). Não derrubar a ditadura e crer numa democracia pós-Collor é história pra boi dormir.
Seu alarmismo chegou atrasado e o que mais me chama atenção é que seu texto não problematiza nada, não responde nada, e não traz nada de novo; somente o velho, e mal fundamentado. Se há um mérito analítico no seu texto, é que ele desmascara o quão simplista é seu pensamento e demagógica sua escrita.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este site não precisa de demagogia. Em primeiro lugar, cadê as fontes para as afirmações feitas no tópico &#8220;Escada abaixo&#8221;? Essas descrições de gráficos e enumeração de fatores que, na prática, não encontram respaldo nos índices econômicos, mas somente num senso comum &#8220;socialista&#8221; de que estamos indo sempre escada abaixo não fundamenta argumento algum. A demonstração é muito mais complexa do que você imagina.<br />
Conselho, antes de entrar no mérito de sua análise: gráficos são visuais e contém dados numéricos, descrevê-los é contraproducente.<br />
&#8220;Jobless recovery&#8221; é um termo dúbio usado por alguns liberais para discutir o problema do acentuado crescimento populacional em comparação com o lento crescimento de empregos (e a automatização da produção), ou para caracterizar o cenário de curto e médio prazo de um crescimento econômico sem criação de empregos. Isso ocorre no começo de recuperações econômicas, em que a própria economia responde a estímulos de curto-prazo que, por vezes, não advém do mercado de trabalho. Um exemplo é o que vemos no Brasil, com o controle da inflação que decorre mais da desaceleração do consumo do que das medidas de austeridade do Temer.<br />
Outro ponto sobre o assunto, durante o governo Obama, nos dois mandatos, o desemprego declinou vertiginosamente, atingindo níveis pré-crise. Basta checar o Bureau of Labor Statistics: <a href="https://www.bls.gov/news.release/empsit.nr0.htm" rel="nofollow ugc">https://www.bls.gov/news.release/empsit.nr0.htm</a> (divirta-se). Hoje, a demanda de empregos nos EUA é tão grande que o problema é a falta de mão de obra para a maioria dos serviços; o dilema Trump está numa classe trabalhadora que vive de part-time jobs e na desigualdade dos Estados federativos, vide o PIB da Califórnia ser de 2.5 trilhões de dólares e o do Mississippi ser de 88bi. Com essa disparidade e convivência harmônica (pois não há movimento trabalhista forte e organizado) de estágios diferentes de desenvolvimento capitalista no mesmo país, as elites que historicamente discordam, desde a guerra civil, podem disputar tranquilamente o poder pelas eleições sem temer qualquer erupção trabalhadora.<br />
Mais um ponto: o capitalismo não passa por crise estrutural alguma. Não ficou claro para você que a crise econômica de 2008 demonstrou o descolamento do mercado financeiro da macroeconomia global, e que foi uma crise conjuntural que permitiu grandes empresas se fundirem em empresas ainda maiores, eliminando toda uma gama de concorrentes de médio peso? Com isso, todos os empregos perdidos foram recontratados gradativamente sob novas regras. Contudo, um estudo da OIT, com mais de 60 países, demonstrou que todos os países que reformaram seus legislações em prol da classe trabalhadora, desde 2008 até 2014, tiveram recuperações econômicas, enquanto os que desprotegeram a classe regrediram economicamente. Logo, vê-se que a escolha brasileira é uma escolha de uma elite extremamente conservadora que pouco importa com crescimento econômico nacional no sentido macroeconômico (que surpresa!). As elites e suas guerras não as tornam homogêneas e tampouco fazem com que previsivelmente respondam de forma igual aos mesmo fenômenos; isso é algo que todo marxista brasileiro sabe. O nome do estudo é: &#8220;Labour market reforms since the crisis: Drivers and consequences&#8221; de Dragos Adascalitei e Clemente Pignatti Moran, vale muito ler.<br />
Portanto, resta claro que as crises econômicas são conjunturais servem para ressaltar o caráter monopolista das multinacionais, que se blindam e se fundem, aumentando seu lobby e socializando prejuízos. Algo que deveria nos preocupar é que os derivativos, credit default swaps e todas as ferramentas de alavancagem ainda não estão regulados, o que fará com que o mercado financeiro cresce e quebre novamente. Na prática, o levante global do conservadorismo é consequência da crise sim, assim como as medidas liberais ortodoxas de austeridade. Num cenário de mais concentração, ascensão da direita liberal em face da ultra conservadora, e recuperação econômica (exclusivamente financeira, em alguns países), ressaltam que o sistema está funcionando como deveria para as elites. Claro que haverá lugares que sofrem mais e pactos entre elites a serem refeitos, mas estruturalmente, todos estão crescendo: basta ver a euforia com as digital commodities (criptomoedas) e as novas formas do capital girar no mundo virtual.<br />
O capitalismo se alimenta de crises conjunturais, essa é sua estrutura. Logo, é preciso precisão nas discussões, e não listas soltas: &#8220;em que despontam sintomas de barbárie, como a crise dos refugiados, o aumento da violência, o fanatismo, a fascistização etc.&#8221;. O capitalismo é complexo, e é nossa obrigação compreendê-lo profundamente e separar o que é e pode ser conjuntural, como a crise dos refugiados e quase tudo que você listou. É antes necessário demonstrar a relação que cada um desses problemas estabelece com o sistema, para então definir se é conjuntural ou estrutural: ou você pode usar fundamentos de alguém que fez isso e colocar referências.<br />
No contexto brasileiro, texto também não aborda que, dentro da atual conjuntura, sem perspectiva próxima de revolução socialista (e de abandono definitivo dos projetos bolchevistas, essa doença infantil da esquerda), uma alternativa na linha de que o &#8220;capitalismo avançado&#8221; pode ser um passo anterior ao socialismo, exigiria trazer o espectro político brasileiro todo para a esquerda, e não somente radicalizar a ponta. Afinal, o povo (ainda) vota no Lula, pois ele foi o único presidente que, assumidamente liberal, promoveu algo remotamente parecido com uma social-democracia, distribuindo renda e bancarizando os brasileiros. O fato da contenção de classes não dar certo aqui, só aponta para as raízes históricas de uma das elites mais conservadoras do mundo, que vê social-democracia como uma espécie de criação comunista da esquerda. Esse grau de distorção política só tem levado o país para a Direita, afinal, o PSDB, que deveria defender a social democracia, hoje está num grau de reacionarismo que assustaria qualquer social democrata real. Não à toa, o PT faz hoje o papel do social democrata; ou você tem alguma dúvida que um Haddad, nos anos 70, seria um típico candidato PSDBista? É justamente por isso que muitos tucanos gostam dele, apenas criticam o fato de estar no PT. Você mesmo parece confundir o papel histórico do PT ao colocar como autor da situação atual, pois, parafraseando seu texto, o PT não é determinante, mas determinado, algo que seu texto reconhece mas logo em seguida entra em contradição. De modo curioso, você também não demonstra o papel histórico da esquerda radical desse país nas últimas décadas. Onde estão as outras forças históricas? O que fizeram? Não tem parcela de culpa por deixar o PT governar livremente? Não acreditaram que talvez uma social democracia petista seria melhor que um governo psdbista ou pmdbista? Na prática você está insinuando que prefere um governo abertamente de direita e muito mais opressor, pois pelo menos com uma &#8220;honestidade&#8221; por parte de nossa elite, isso insuflaria os ânimos trabalhistas para uma revolução? Onde está sua proposta, para além do típico &#8220;lutar e resistir em prol da revolução?&#8221;<br />
Enfim, não continuarei a exposição quanto à extrema demagogia anti-petista, até porque tenho mais o que fazer do que defender o petismo. Só queria apontar que é fácil, na posição de uma esquerda ˜híper-crítica&#8221; que nunca alcança ou exerce poder, ficar criticando aquela que toma o poder e tenta concretizar algum projeto. É claro que PT não é esquerda nos parâmetros marxistas, isso foi escrito pelos Odebrecht e petistas na carta ao povo brasileiro; agora, o PT não usurpou nada, apenas revelou que parte da esquerda de então decidiu tornar-se social-democrata e tentar resolver um problema processual histórico-político com um tosco pacto institucional nas formas de uma democracia liberal (estou falando da CF/88). Não derrubar a ditadura e crer numa democracia pós-Collor é história pra boi dormir.<br />
Seu alarmismo chegou atrasado e o que mais me chama atenção é que seu texto não problematiza nada, não responde nada, e não traz nada de novo; somente o velho, e mal fundamentado. Se há um mérito analítico no seu texto, é que ele desmascara o quão simplista é seu pensamento e demagógica sua escrita.</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Elizabeth Rossin		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/10/115253/#comment-318556</link>

		<dc:creator><![CDATA[Elizabeth Rossin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Oct 2017 01:28:44 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=115253#comment-318556</guid>

					<description><![CDATA[Gostei demais desse artigo, parabéns Daniel! Análise econômica, política, ideológica séria, competente e totalizante da realidade social! Vai à raiz com mediações que nos levam à essência do que é o PT, sua natureza e função na sociedade ! Nos retira da abstração das ideias e nos coloca firmemente na realidade explicando nossa consciência. Não é fatalista, mas realista da luta pela transformação na forma do trabalho e extinção da propriedade privada, classe social, Estado para uma sociedade com emancipação humana. Ademais, as ilustrações são fantásticas e dialogam com o texto o tempo todo. Arte na compreensão da vida!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei demais desse artigo, parabéns Daniel! Análise econômica, política, ideológica séria, competente e totalizante da realidade social! Vai à raiz com mediações que nos levam à essência do que é o PT, sua natureza e função na sociedade ! Nos retira da abstração das ideias e nos coloca firmemente na realidade explicando nossa consciência. Não é fatalista, mas realista da luta pela transformação na forma do trabalho e extinção da propriedade privada, classe social, Estado para uma sociedade com emancipação humana. Ademais, as ilustrações são fantásticas e dialogam com o texto o tempo todo. Arte na compreensão da vida!</p>
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