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	Comentários sobre: Luta pelo Bandejão da UERJ: entre a precarização e a barbárie	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		<title>
		Por: Mônica Lima		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/10/115974/#comment-319559</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mônica Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 04 Nov 2017 12:07:14 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1630479943641923&#038;id=100000397982749]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1630479943641923&#038;id=100000397982749" rel="nofollow ugc">https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1630479943641923&#038;id=100000397982749</a></p>
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		<title>
		Por: Belchior		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/10/115974/#comment-319459</link>

		<dc:creator><![CDATA[Belchior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Oct 2017 16:13:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A qual os ocupantes discordam, reitero que me refiro às ameaças virtuais sofridas pela professora. Inclusive, que devem ser investigadas. 

Penso que isso faz parte do mesmo processo de desestabilização politica de um movimento,  junto com a que foi implementada por alguns militantes da ADEP e outros. Como as descritas no texto. Nada justifica tal procedimentos, além da barbárie de perspectivas conservadoras.
Não é simplesmente &quot;reversível&quot;, principalmente quando se leva em conta a situação de desmobilização na UERJ, já descrita no texto. Mas pela contundência do movimento e contrariando as previsoes, incluindo as minhas, a reitoria esta dando sinal de atender às reivindicações do movimento. A licitação do bandejão esta em processo de conclusão e está dando sinais que retornará ao funcionamento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A qual os ocupantes discordam, reitero que me refiro às ameaças virtuais sofridas pela professora. Inclusive, que devem ser investigadas. </p>
<p>Penso que isso faz parte do mesmo processo de desestabilização politica de um movimento,  junto com a que foi implementada por alguns militantes da ADEP e outros. Como as descritas no texto. Nada justifica tal procedimentos, além da barbárie de perspectivas conservadoras.<br />
Não é simplesmente &#8220;reversível&#8221;, principalmente quando se leva em conta a situação de desmobilização na UERJ, já descrita no texto. Mas pela contundência do movimento e contrariando as previsoes, incluindo as minhas, a reitoria esta dando sinal de atender às reivindicações do movimento. A licitação do bandejão esta em processo de conclusão e está dando sinais que retornará ao funcionamento.</p>
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		<title>
		Por: Belchior		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/10/115974/#comment-319421</link>

		<dc:creator><![CDATA[Belchior]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 31 Oct 2017 09:23:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Parece que os comentadores acima tentando acusar o texto de comprar &quot;narrativa mentirosa&quot; não entenderam que nele está repleto de reconhecimentos de críticas às perspectivas burocráticas e centralizadoras do coletivo em questão, o MEPR, inclusive de excessos cometidos: como a citação nominal da professora envolvida no projeto de extensão da ADEP e expulsão de um dos ocupantes sob uma alegação de machismo, totalmente contornável e sem necessidade de tal procedimento. 
No entanto, o comentário do Gabriel já expõe detalhes do processo, que na verdade confirmam a tese do texto. Essa é exatamente a de que mesmo com o MEPR e suas perspectivas centralizadoras, elas passaram por dentro da estrutura organizativa da ocupação, com um rigor racional mínimo de debate interno. Tudo isso é reconhecido no texto, que tal foi a condição da ocupação, onde as propostas do MEPR foram acatadas pelo coletivo, que não reduzia a esse e nem a suas &quot;linhas auxiliares&quot;, como é tentado fazer entender em tal comentário sobre as &quot;organizações alinhadas&quot;. Não cabe aqui fazer uma disputa de versões, mas sim de discutir o mais pontual que é a que ponto chega as disputas politicas dentro de um movimento social, enquanto o identitarismo e atropelos se fortalecem sob argumentos de mobilização &quot;autônoma&quot;. Enquanto as propostas feitas foram negadas, dentro dos fóruns deliberativos da ocupação, mais do que simplesmente se alinhar com o MEPR, foram dentro dos dispositivos e das pessoas que constroem o movimento. Por exemplo, uma das reclamações que ouvi na ocupação sobre a proposta de distribuição de senhas para moradores da Mangueira, foi de que ela seria melhor se fosse combinada com a comissão da cozinha, dado que nem todos que pressionaram por tal proposta contribuíam integralmente com seus trabalhos.
Confirmando a tese do texto, mesmo com a dinâmica centralizadora que estaria sendo implementada pelo MEPR, ela foi realizada nos espaços organizativos. Mesmo concordando com as críticas a tal perspectiva desse coletivo, nada justifica a dinâmica autoritária de atropelo que foi implementada por mais pessoas que alguns militantes da ADEP, sendo que ela não foi integralmente expulsa da ocupação, somente alguns principais agentes da desestabilização levada a cabo até então. Sendo que alguns militantes dela permanecem no espaço, apesar da prática de difamação e perseguição constante para com esses que pertencem ao projeto e insistem em apoiar a ocupação. É um exemplo de centralização de pessoas por meio de grupos de afinidades, onde os mecanismos de exclusão são a pressão externa a qualquer fórum de decisão racional. Tal prática não somente foi defendida por quem se dizia contra as deliberações da ocupação, onde independentemente das discordâncias, os métodos utilizados são muito piores do que qualquer perspectiva centralizadora do &quot;marxismo-leninismo-maoísmo&quot;. O preocupante é a cruzada que se estabelece contra um movimento social, simplesmente por ele não atender algumas perspectivas e propostas feitas. E pior, a ideologia e narrativa reinante como uma cultura, que coloca como legítimo tais ações. Inclusive de reduzir os que apoiam a ocupação como adversários.

As outras colocações, como &quot;ocupação x9&quot; e acusações sobre a ameaça virtual que tem sido recebida pela professora, não necessitam de resposta. Dado que é óbvio tal colocação reflete uma falta de exercício, em saber separar algumas questões do movimento real. Assim como nega a obviedade de que os ocupantes discordam.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Parece que os comentadores acima tentando acusar o texto de comprar &#8220;narrativa mentirosa&#8221; não entenderam que nele está repleto de reconhecimentos de críticas às perspectivas burocráticas e centralizadoras do coletivo em questão, o MEPR, inclusive de excessos cometidos: como a citação nominal da professora envolvida no projeto de extensão da ADEP e expulsão de um dos ocupantes sob uma alegação de machismo, totalmente contornável e sem necessidade de tal procedimento.<br />
No entanto, o comentário do Gabriel já expõe detalhes do processo, que na verdade confirmam a tese do texto. Essa é exatamente a de que mesmo com o MEPR e suas perspectivas centralizadoras, elas passaram por dentro da estrutura organizativa da ocupação, com um rigor racional mínimo de debate interno. Tudo isso é reconhecido no texto, que tal foi a condição da ocupação, onde as propostas do MEPR foram acatadas pelo coletivo, que não reduzia a esse e nem a suas &#8220;linhas auxiliares&#8221;, como é tentado fazer entender em tal comentário sobre as &#8220;organizações alinhadas&#8221;. Não cabe aqui fazer uma disputa de versões, mas sim de discutir o mais pontual que é a que ponto chega as disputas politicas dentro de um movimento social, enquanto o identitarismo e atropelos se fortalecem sob argumentos de mobilização &#8220;autônoma&#8221;. Enquanto as propostas feitas foram negadas, dentro dos fóruns deliberativos da ocupação, mais do que simplesmente se alinhar com o MEPR, foram dentro dos dispositivos e das pessoas que constroem o movimento. Por exemplo, uma das reclamações que ouvi na ocupação sobre a proposta de distribuição de senhas para moradores da Mangueira, foi de que ela seria melhor se fosse combinada com a comissão da cozinha, dado que nem todos que pressionaram por tal proposta contribuíam integralmente com seus trabalhos.<br />
Confirmando a tese do texto, mesmo com a dinâmica centralizadora que estaria sendo implementada pelo MEPR, ela foi realizada nos espaços organizativos. Mesmo concordando com as críticas a tal perspectiva desse coletivo, nada justifica a dinâmica autoritária de atropelo que foi implementada por mais pessoas que alguns militantes da ADEP, sendo que ela não foi integralmente expulsa da ocupação, somente alguns principais agentes da desestabilização levada a cabo até então. Sendo que alguns militantes dela permanecem no espaço, apesar da prática de difamação e perseguição constante para com esses que pertencem ao projeto e insistem em apoiar a ocupação. É um exemplo de centralização de pessoas por meio de grupos de afinidades, onde os mecanismos de exclusão são a pressão externa a qualquer fórum de decisão racional. Tal prática não somente foi defendida por quem se dizia contra as deliberações da ocupação, onde independentemente das discordâncias, os métodos utilizados são muito piores do que qualquer perspectiva centralizadora do &#8220;marxismo-leninismo-maoísmo&#8221;. O preocupante é a cruzada que se estabelece contra um movimento social, simplesmente por ele não atender algumas perspectivas e propostas feitas. E pior, a ideologia e narrativa reinante como uma cultura, que coloca como legítimo tais ações. Inclusive de reduzir os que apoiam a ocupação como adversários.</p>
<p>As outras colocações, como &#8220;ocupação x9&#8221; e acusações sobre a ameaça virtual que tem sido recebida pela professora, não necessitam de resposta. Dado que é óbvio tal colocação reflete uma falta de exercício, em saber separar algumas questões do movimento real. Assim como nega a obviedade de que os ocupantes discordam.</p>
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		<title>
		Por: Mônica Lima		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/10/115974/#comment-319320</link>

		<dc:creator><![CDATA[Mônica Lima]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Oct 2017 00:51:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Gostaria de fazer minhas as palavras do Gabriel e de Duda. Sou Mônica Lima e prezo por movimentos classistas sérios e pessoas realmente comprometidas na prática e vivência. Vários e sérios equívocos estão tomando este tema e pior, pessoas que julgo sérias estão erroneamente rompendo a solidariedade de classe e  o classismo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de fazer minhas as palavras do Gabriel e de Duda. Sou Mônica Lima e prezo por movimentos classistas sérios e pessoas realmente comprometidas na prática e vivência. Vários e sérios equívocos estão tomando este tema e pior, pessoas que julgo sérias estão erroneamente rompendo a solidariedade de classe e  o classismo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Z.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/10/115974/#comment-319305</link>

		<dc:creator><![CDATA[Z.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Oct 2017 16:01:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Os companheiros &quot;libertários&quot; perderam tanto tempo em política assistencialista e em sua desorganização que não conseguiram ser razoáveis na luta política. Ninguém ali pensou em projeto de autogestão para o R.U., ali não houve debate político, perdemos tanto tempo em picuinhas que a nossa finalidade foi apenas o fato político para futura eleição do DCE, que era a intenção dos setores organizados. Uma pena perceber a limitação e desorganização do campo libertário, da qual faço parte, ao final quem trabalhará para o bandejão serão os terceirizados, reivindicamos a lógica capitalista de gestão burguesa. Uma pena a falta de disciplina e comprometimento das organizações libertárias com a luta. Abraços.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os companheiros &#8220;libertários&#8221; perderam tanto tempo em política assistencialista e em sua desorganização que não conseguiram ser razoáveis na luta política. Ninguém ali pensou em projeto de autogestão para o R.U., ali não houve debate político, perdemos tanto tempo em picuinhas que a nossa finalidade foi apenas o fato político para futura eleição do DCE, que era a intenção dos setores organizados. Uma pena perceber a limitação e desorganização do campo libertário, da qual faço parte, ao final quem trabalhará para o bandejão serão os terceirizados, reivindicamos a lógica capitalista de gestão burguesa. Uma pena a falta de disciplina e comprometimento das organizações libertárias com a luta. Abraços.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: B.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/10/115974/#comment-319303</link>

		<dc:creator><![CDATA[B.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Oct 2017 14:59:27 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Na minha opinião, Belchior conseguiu empreender uma análise distanciada da totalidade dos acontecimentos, sem perder-se em querelas ou paixões partidárias, para, ao fim, refletir sobre o futuro desse movimento da classe. Por isso julgo importante sua contribuição.

Aparentemente, ele não é militante da RECC, nem do MEPR, o que, de certa forma, facilita o preparo de uma análise distanciada. O que faltou neste texto, a meu juízo, foi um comentário a respeito da centralização do movimento empreendido pelas 2 organizações mencionadas, e, a partir disso, uma reflexão sobre estratégias de como lidar com esse processo. Por isso seu texto deve ser lido em conjunto com os comentários de Gabriel e D.

A centralização é muito clara: o slogan do movimento de ocupação é uma frase do MEPR, as cores das bandeiras são as do MEPR e da RECC, e, como Gabriel comentou, há uma série de artimanhas em assembleias e reuniões para que as diretivas políticas sejam as de tais grupos.

Pra mim, o ponto é: como os grupos/militantes que não caíram na fita pega-moscas do governismo/reformismo devem agir para que a democracia de base não sucumba frente à necessidade de auto-construção de organização X ou Y? 

Abç.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na minha opinião, Belchior conseguiu empreender uma análise distanciada da totalidade dos acontecimentos, sem perder-se em querelas ou paixões partidárias, para, ao fim, refletir sobre o futuro desse movimento da classe. Por isso julgo importante sua contribuição.</p>
<p>Aparentemente, ele não é militante da RECC, nem do MEPR, o que, de certa forma, facilita o preparo de uma análise distanciada. O que faltou neste texto, a meu juízo, foi um comentário a respeito da centralização do movimento empreendido pelas 2 organizações mencionadas, e, a partir disso, uma reflexão sobre estratégias de como lidar com esse processo. Por isso seu texto deve ser lido em conjunto com os comentários de Gabriel e D.</p>
<p>A centralização é muito clara: o slogan do movimento de ocupação é uma frase do MEPR, as cores das bandeiras são as do MEPR e da RECC, e, como Gabriel comentou, há uma série de artimanhas em assembleias e reuniões para que as diretivas políticas sejam as de tais grupos.</p>
<p>Pra mim, o ponto é: como os grupos/militantes que não caíram na fita pega-moscas do governismo/reformismo devem agir para que a democracia de base não sucumba frente à necessidade de auto-construção de organização X ou Y? </p>
<p>Abç.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>
		Por: D.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/10/115974/#comment-319254</link>

		<dc:creator><![CDATA[D.]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Oct 2017 00:41:21 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Eu faço parte do ADEP e são tantos absurdos nesse texto que eu não vou me dar o trabalho de responder a todos. Quem nos acompanha sabe que fazemos trabalho sério e contínuo desde 2014, e nos reduzir a &quot;defensores do identitarismo&quot; é extremamente irresponsável. Eu só digo duas coisas.

Primeiro é que eu não confiaria na palavra de movimentos que criminalizaram abertamente outro movimento social e uma militante já perseguida pelo Estado em uma nota pública, e ainda panfleta essa nota no local de trabalho dela (sim, eles imprimiram e panfletaram a nota na Assembleia de Professores da UERJ).

Segundo é que, pra quem está de fora e não sabe na palavra de quem confiar, tanto a página da Ocupa Bandejão no facebook quanto a do ADEP, estão disponíveis na internet pra qualquer pessoa tirar suas próprias conclusões. Verifiquem as fontes das informações antes de sair acreditando em qualquer coisa que falam por aí. A nota do ADEP onde nós AFIRMAMOS a necessidade da ocupação dialogar com a favela e com secundaristas, sem acusar a ocupação nem ninguém de nada, está na página do ADEP no facebook, você pode ver lá se isso procede. A nota mentirosa que nos criminaliza está na página da Ocupa Bandejão, você também pode ler ela diretamente em vez de saber por terceiros. A nota que publicamos depois disso em nossa defesa também está na página do ADEP no facebook. E nessas páginas também tem as atividades de cada movimento e formas de conhecer tanto a ocupação quanto o ADEP mais de perto. 

Acho muito problemático um blog como o passapalavra publicar um texto desses, repetindo acusações que o MEPR e a RECC fizeram a nós, e baseado em que??? Em palavra de X9??? Repito aqui o que dissemos em resposta àquela nota mentirosa: o ônus da prova recai sobre quem acusa. Isso que estão fazendo é trairagem e difamação, é muito sério!!!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu faço parte do ADEP e são tantos absurdos nesse texto que eu não vou me dar o trabalho de responder a todos. Quem nos acompanha sabe que fazemos trabalho sério e contínuo desde 2014, e nos reduzir a &#8220;defensores do identitarismo&#8221; é extremamente irresponsável. Eu só digo duas coisas.</p>
<p>Primeiro é que eu não confiaria na palavra de movimentos que criminalizaram abertamente outro movimento social e uma militante já perseguida pelo Estado em uma nota pública, e ainda panfleta essa nota no local de trabalho dela (sim, eles imprimiram e panfletaram a nota na Assembleia de Professores da UERJ).</p>
<p>Segundo é que, pra quem está de fora e não sabe na palavra de quem confiar, tanto a página da Ocupa Bandejão no facebook quanto a do ADEP, estão disponíveis na internet pra qualquer pessoa tirar suas próprias conclusões. Verifiquem as fontes das informações antes de sair acreditando em qualquer coisa que falam por aí. A nota do ADEP onde nós AFIRMAMOS a necessidade da ocupação dialogar com a favela e com secundaristas, sem acusar a ocupação nem ninguém de nada, está na página do ADEP no facebook, você pode ver lá se isso procede. A nota mentirosa que nos criminaliza está na página da Ocupa Bandejão, você também pode ler ela diretamente em vez de saber por terceiros. A nota que publicamos depois disso em nossa defesa também está na página do ADEP no facebook. E nessas páginas também tem as atividades de cada movimento e formas de conhecer tanto a ocupação quanto o ADEP mais de perto. </p>
<p>Acho muito problemático um blog como o passapalavra publicar um texto desses, repetindo acusações que o MEPR e a RECC fizeram a nós, e baseado em que??? Em palavra de X9??? Repito aqui o que dissemos em resposta àquela nota mentirosa: o ônus da prova recai sobre quem acusa. Isso que estão fazendo é trairagem e difamação, é muito sério!!!</p>
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		<item>
		<title>
		Por: Gabriel		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/10/115974/#comment-319186</link>

		<dc:creator><![CDATA[Gabriel]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Oct 2017 20:39:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Achei este texto muito ruim porque compra uma narrativa mentirosa. É preciso averiguar melhor os fatos antes de julgar por isso vou colocar a minha versão, enquanto ocupante do bandejão que presenciou todos esses acontecimentos - e que não é membro de nenhum dos coletivos citados – para que o leitor possa formar sua opinião. Em primeiro lugar vamos dar um quadro geral da ocupação. Ela foi iniciada pelo MEPR e pela RECC e depois se agregaram um conjunto de outras organizações e independentes de dentro e fora da UERJ, a maioria adeptos da autogestão e da unidade da classe trabalhadora independente do pertencimento a uma categoria profissional ou regional. Neste sentido grande parte deles eram secundaristas. o ADEP contava com pouco mais de três pessoas na ocupação, mas naturalmente seria mais fácil reduzir todos a uma organização para combatê-la. Estes grupos adeptos da autogestão criticava a postura que o MEPR e a RECC assumiam na ocupação, com supressão de falas pela mesa, gastar tempo para postergar votação e principalmente, sobretudo no caso do MEPR, usar o espaço para autoconstrução daí o uso de faixas e panfletos com o Slogan, cores e grafia do MEPR, dai a exibição de um vídeo do DCE que eles conquistaram antes da assembleia, daí a formação de uma comissão política que dava a linha da ocupação, daí a adoção de um modelo de comissões com poder deliberativo e acesso restrito, o que progressivamente foi alterado pela atuação destes grupos não-alinhados que atuou ali dentro. Agora é preciso entender que a ocupação tinha um formato de duas assembleias. Uma interna e outra aberta; Elas não tinham funções definidas. Mas permitiam que quando o MEPR e a RECC não tivessem maioria uma proposta fosse transferida para outra assembleia. O critério não era claro, mas o mesmo tipo de proposta julgava-se que cabia a tipos diferentes de assembleia quando não se formasse uma maioria em torno da RECC e do MEPR. foi o que aconteceu com as três polêmicas que deram origem as expulsões:
1 O DCE na assembleia geral dos estudantes propôs uma ocupação geral da UERJ realizada junto com movimentos sociais dos atingidos pela crise, ligados ao PT e PSOL, e a decisão acerca disso foi adiada. Então MEPR propôs que a ocupação do bandejão se opusesse a ocupação geral da UERJ. Os grupos não alinhados, de modo geral, foram contrários afirmando que uma ocupação não pode deslegitimar outra. Como éramos maioria MEPR decidiu levar essa proposta para assembleia aberta, embora na última assembleia interna houvéssemos decidido que esse tipo de questão deveria ser tratada internamente.
2. MEPR quis colocar seu slogan no panfleto. A ocupação de modo geral foi contrária, inclusive alguns membros da RECC, no entanto MEPR argumentou que não havia unidade ideológica para uma palavra de ordem geral e que se a frase deles não poderia entrar no panfleto deveriam ser tirados os cartazes as paredes com a frase autogestão. Por ser minoria o MEPR recuou e adiou a votação.
3. Finalmente a polêmica em torno de servir alimentação para os moradores da mangueira. A proposta de separar 100 fichas para moradores da comunidade não é completamente verdadeira. A proposta seria reservar um número aleatório de fichas que poderia ser hoje 20, 40, 50, mas que pelo crescimento do apoio poderia aumentar também chegando a 100 que foi apenas um exemplo. Na reunião interna chegamos a um quase consenso de realizar um estudo sobre o tema. No entanto, como MEPR era minoria, foi decidido tratar desse tema em outro tipo de assembleia.
Todas essas diferenças deixam evidente a divergência em torno do projeto de ocupação. Mas poderiam ter sido tratadas de forma coerente no debate político. Não foi o que aconteceu. Ao transferir as votações para assembleia aberta MEPR e RECC se organizaram para ter maioria através de suas bases externas que chegaram na assembleia com esse intuito. Assim, sem que isso houvesse sido discutido em nenhum espaço. Na última fala o MEPR propôs que só pudesse votar quem fosse aluno da UERJ. Os secundaristas e estudantes de outras universidades que ali estavam presentes não deveriam poder ter voto mesmo que construíssem a ocupação a semanas. Naturalmente, os secundaristas e militantes externos da RECC e do MEPR votaram em massa nesta proposta. O suposto risco que eles apresentaram de militantes de fora da UERJ votar foi o que eles utilizaram para ganhar a votação. Atitude oportunista, mas ainda sim, ratificada por maioria e neste sentido não foi o maior problema. De todo modo com base nisso a linha do MEPR e da RECC conseguiu ser aprovada e o debate em torno da comunidade da mangueira encerrado.
Em meio a esses acontecimentos o ADEP fez uma nota defendendo a ocupação e reafirmando a importância da presença da mangueira e dos secundaristas no espaço e, ao contrário do que foi dito, não foi uma nota de repúdio, mas afirmativa de suas posições, alegando não que a ocupação era elitista e racista, mas que a UERJ não deveria e sê-lo e, por isso, as luta da mangueira e dos secundaristas deviam se integrar a dos estudantes da UERJ (ver integra: https://adepuerjmangueira.wordpress.com/2017/10/13/por-uma-universidade-verdadeiramente-popular/ ). 
No entanto o MEPR divulgou, na assembleia, uma nota falsa alterando o conteúdo da proposta do ADEP que continuou compondo a ocupação. Aí que começaram ama série de mentiras como acusação mentirosa de machismo, com base na argumentação identitária, para expulsar militante não alinhados, como a invenção de que o ADEP havia trazido menina expulsa para implodir a ocupação e que esta teria ligações com o PSOL. Com base nessas ligações que não foram nem comprovadas nem sequer debatidas e com base em outras tantas mentiras como a invenção de que certos militantes teriam rasgados cartazes e derrubados cadeiras, o ADEP foi expulso da ocupação numa assembleia extraordinária convocada, a principio, para expulsar a jovem, portanto que não se sabia que isso seria debatido ali. Todos as organizações não alinhadas a política do MEPR e da RECC acabaram sendo, de uma forma ou de outra, expulsas ou perdendo direito a voto. 
A linha adotada da ocupação foi de, para defender-se de sectarismo, escrever uma nota com diversas mentiras e que escolheu como alvo principal uma professora que compõe o ADEP, uma das 23 presas políticas e ainda perseguida como grevista, que teve seu nome exposto, apesar de ter frequentado a ocupação, para além de visitas pontuais, basicamente três vezes, duas delas para dar aula de filosofia, projeto da própria ocupação, e outra para defender-se de uma expulsão. Não estava presente em nenhum dos acontecimentos mencionados nem em nenhuma assembleia não sendo responsável por nenhuma das propostas apresentadas. Neste sentido foi criminalizada através de mentiras. Mais do que isso, a partir de então professores, alunos e até o centro acadêmico de filosofia que saiu em sua defesa recebeu e continua a receber ameaças pela internet. Não há indícios que isso tenha sido por membros da ocupação, provavelmente não foi, mas só ocorreu porque ela teve seu nome e sobrenome expostos nesta nota. 
Aqui o debate que estava sendo travado de forma oportunista e através de manobras deixou de ser mesmo travado, impondo-se maioria por métodos que nada tem de democráticos. Todas as divergências políticas poderiam ter sido tratadas sem expulsões, mentiras ou manobras e mesmo as duas polêmicas tão estruturais, o voto de todos que constroem a ocupação ativamente ou o voto apenas por alunos da UERJ e a inclusão ou não da comunidade da mangueira e arredores no bandejão, poderiam ter sido tratadas sem subterfúgios, e mesmo sendo aprovada a linha contrária a dos não-alinhados ao MEPR e a RECC, tudo seguiria com tranquilidade, mas, dessa forma, estas forças, mesmo sendo maioria pelo não voto de estudantes de fora da UERJ, teriam sua hegemonia ameaçada e o MEPR não conseguiria impor sua política de autoconstrução em detrimento do movimento, o que é típico do leninismo. Tudo isso deixa algo muito claro, todos que ameaçarem a estratégia dessas forças serão escorraçados da ocupação por meios oportunistas e antidemocráticos ou não. Isto significa que devemos combater a ocupação? ao contrário, deve ser travada uma luta contra as organizações oportunistas que ali se inserem pela massificação e participação ativa de toda base da UERJ. Nada disso é irreversível.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei este texto muito ruim porque compra uma narrativa mentirosa. É preciso averiguar melhor os fatos antes de julgar por isso vou colocar a minha versão, enquanto ocupante do bandejão que presenciou todos esses acontecimentos &#8211; e que não é membro de nenhum dos coletivos citados – para que o leitor possa formar sua opinião. Em primeiro lugar vamos dar um quadro geral da ocupação. Ela foi iniciada pelo MEPR e pela RECC e depois se agregaram um conjunto de outras organizações e independentes de dentro e fora da UERJ, a maioria adeptos da autogestão e da unidade da classe trabalhadora independente do pertencimento a uma categoria profissional ou regional. Neste sentido grande parte deles eram secundaristas. o ADEP contava com pouco mais de três pessoas na ocupação, mas naturalmente seria mais fácil reduzir todos a uma organização para combatê-la. Estes grupos adeptos da autogestão criticava a postura que o MEPR e a RECC assumiam na ocupação, com supressão de falas pela mesa, gastar tempo para postergar votação e principalmente, sobretudo no caso do MEPR, usar o espaço para autoconstrução daí o uso de faixas e panfletos com o Slogan, cores e grafia do MEPR, dai a exibição de um vídeo do DCE que eles conquistaram antes da assembleia, daí a formação de uma comissão política que dava a linha da ocupação, daí a adoção de um modelo de comissões com poder deliberativo e acesso restrito, o que progressivamente foi alterado pela atuação destes grupos não-alinhados que atuou ali dentro. Agora é preciso entender que a ocupação tinha um formato de duas assembleias. Uma interna e outra aberta; Elas não tinham funções definidas. Mas permitiam que quando o MEPR e a RECC não tivessem maioria uma proposta fosse transferida para outra assembleia. O critério não era claro, mas o mesmo tipo de proposta julgava-se que cabia a tipos diferentes de assembleia quando não se formasse uma maioria em torno da RECC e do MEPR. foi o que aconteceu com as três polêmicas que deram origem as expulsões:<br />
1 O DCE na assembleia geral dos estudantes propôs uma ocupação geral da UERJ realizada junto com movimentos sociais dos atingidos pela crise, ligados ao PT e PSOL, e a decisão acerca disso foi adiada. Então MEPR propôs que a ocupação do bandejão se opusesse a ocupação geral da UERJ. Os grupos não alinhados, de modo geral, foram contrários afirmando que uma ocupação não pode deslegitimar outra. Como éramos maioria MEPR decidiu levar essa proposta para assembleia aberta, embora na última assembleia interna houvéssemos decidido que esse tipo de questão deveria ser tratada internamente.<br />
2. MEPR quis colocar seu slogan no panfleto. A ocupação de modo geral foi contrária, inclusive alguns membros da RECC, no entanto MEPR argumentou que não havia unidade ideológica para uma palavra de ordem geral e que se a frase deles não poderia entrar no panfleto deveriam ser tirados os cartazes as paredes com a frase autogestão. Por ser minoria o MEPR recuou e adiou a votação.<br />
3. Finalmente a polêmica em torno de servir alimentação para os moradores da mangueira. A proposta de separar 100 fichas para moradores da comunidade não é completamente verdadeira. A proposta seria reservar um número aleatório de fichas que poderia ser hoje 20, 40, 50, mas que pelo crescimento do apoio poderia aumentar também chegando a 100 que foi apenas um exemplo. Na reunião interna chegamos a um quase consenso de realizar um estudo sobre o tema. No entanto, como MEPR era minoria, foi decidido tratar desse tema em outro tipo de assembleia.<br />
Todas essas diferenças deixam evidente a divergência em torno do projeto de ocupação. Mas poderiam ter sido tratadas de forma coerente no debate político. Não foi o que aconteceu. Ao transferir as votações para assembleia aberta MEPR e RECC se organizaram para ter maioria através de suas bases externas que chegaram na assembleia com esse intuito. Assim, sem que isso houvesse sido discutido em nenhum espaço. Na última fala o MEPR propôs que só pudesse votar quem fosse aluno da UERJ. Os secundaristas e estudantes de outras universidades que ali estavam presentes não deveriam poder ter voto mesmo que construíssem a ocupação a semanas. Naturalmente, os secundaristas e militantes externos da RECC e do MEPR votaram em massa nesta proposta. O suposto risco que eles apresentaram de militantes de fora da UERJ votar foi o que eles utilizaram para ganhar a votação. Atitude oportunista, mas ainda sim, ratificada por maioria e neste sentido não foi o maior problema. De todo modo com base nisso a linha do MEPR e da RECC conseguiu ser aprovada e o debate em torno da comunidade da mangueira encerrado.<br />
Em meio a esses acontecimentos o ADEP fez uma nota defendendo a ocupação e reafirmando a importância da presença da mangueira e dos secundaristas no espaço e, ao contrário do que foi dito, não foi uma nota de repúdio, mas afirmativa de suas posições, alegando não que a ocupação era elitista e racista, mas que a UERJ não deveria e sê-lo e, por isso, as luta da mangueira e dos secundaristas deviam se integrar a dos estudantes da UERJ (ver integra: <a href="https://adepuerjmangueira.wordpress.com/2017/10/13/por-uma-universidade-verdadeiramente-popular/" rel="nofollow ugc">https://adepuerjmangueira.wordpress.com/2017/10/13/por-uma-universidade-verdadeiramente-popular/</a> ).<br />
No entanto o MEPR divulgou, na assembleia, uma nota falsa alterando o conteúdo da proposta do ADEP que continuou compondo a ocupação. Aí que começaram ama série de mentiras como acusação mentirosa de machismo, com base na argumentação identitária, para expulsar militante não alinhados, como a invenção de que o ADEP havia trazido menina expulsa para implodir a ocupação e que esta teria ligações com o PSOL. Com base nessas ligações que não foram nem comprovadas nem sequer debatidas e com base em outras tantas mentiras como a invenção de que certos militantes teriam rasgados cartazes e derrubados cadeiras, o ADEP foi expulso da ocupação numa assembleia extraordinária convocada, a principio, para expulsar a jovem, portanto que não se sabia que isso seria debatido ali. Todos as organizações não alinhadas a política do MEPR e da RECC acabaram sendo, de uma forma ou de outra, expulsas ou perdendo direito a voto.<br />
A linha adotada da ocupação foi de, para defender-se de sectarismo, escrever uma nota com diversas mentiras e que escolheu como alvo principal uma professora que compõe o ADEP, uma das 23 presas políticas e ainda perseguida como grevista, que teve seu nome exposto, apesar de ter frequentado a ocupação, para além de visitas pontuais, basicamente três vezes, duas delas para dar aula de filosofia, projeto da própria ocupação, e outra para defender-se de uma expulsão. Não estava presente em nenhum dos acontecimentos mencionados nem em nenhuma assembleia não sendo responsável por nenhuma das propostas apresentadas. Neste sentido foi criminalizada através de mentiras. Mais do que isso, a partir de então professores, alunos e até o centro acadêmico de filosofia que saiu em sua defesa recebeu e continua a receber ameaças pela internet. Não há indícios que isso tenha sido por membros da ocupação, provavelmente não foi, mas só ocorreu porque ela teve seu nome e sobrenome expostos nesta nota.<br />
Aqui o debate que estava sendo travado de forma oportunista e através de manobras deixou de ser mesmo travado, impondo-se maioria por métodos que nada tem de democráticos. Todas as divergências políticas poderiam ter sido tratadas sem expulsões, mentiras ou manobras e mesmo as duas polêmicas tão estruturais, o voto de todos que constroem a ocupação ativamente ou o voto apenas por alunos da UERJ e a inclusão ou não da comunidade da mangueira e arredores no bandejão, poderiam ter sido tratadas sem subterfúgios, e mesmo sendo aprovada a linha contrária a dos não-alinhados ao MEPR e a RECC, tudo seguiria com tranquilidade, mas, dessa forma, estas forças, mesmo sendo maioria pelo não voto de estudantes de fora da UERJ, teriam sua hegemonia ameaçada e o MEPR não conseguiria impor sua política de autoconstrução em detrimento do movimento, o que é típico do leninismo. Tudo isso deixa algo muito claro, todos que ameaçarem a estratégia dessas forças serão escorraçados da ocupação por meios oportunistas e antidemocráticos ou não. Isto significa que devemos combater a ocupação? ao contrário, deve ser travada uma luta contra as organizações oportunistas que ali se inserem pela massificação e participação ativa de toda base da UERJ. Nada disso é irreversível.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: B.		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/10/115974/#comment-319182</link>

		<dc:creator><![CDATA[B.]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Oct 2017 18:19:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Excelente texto para compreensão e discussão do movimento de ocupação na UERJ.

Como já exaustivamente discutido neste Passa Palavra, o identitarismo de vários setores da esquerda é utilizado de forma bastante oportuna para fins meramente políticos. Dança-se num pé ou noutro conforme a música para, ao fim, alcançar algum fim político alheio à questão identitária. Parece, mais uma vez, ser o caso: deslegitima-se uma ação da classe por qualquer dessas questões para, então, implodir o espaço. Joga-se o bebê, a água, a banheira e todo o resto fora.

Por outro lado, é necessário abrir a discussão a respeito de alguns métodos utilizados pelo MEPR e pela RECC para centralizar esse movimento. Não se trata de fazer balanço de organização nenhuma, mas a citação nominal de uma militante já perseguida pelo Estado (por supostamente ter levantado a voz em uma assembleia - algo comum em assembleias, convenhamos), a proposta de expulsão em bloco de uma organização discordante e, mais ainda, as ameaças sofridas por essa mesma professora (por meio de perfis hackeados) são práticas, no mínimo, questionáveis. Os responsáveis por essas ações devem sim ser cobrados por ações policialescas como essas.

Abç]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Excelente texto para compreensão e discussão do movimento de ocupação na UERJ.</p>
<p>Como já exaustivamente discutido neste Passa Palavra, o identitarismo de vários setores da esquerda é utilizado de forma bastante oportuna para fins meramente políticos. Dança-se num pé ou noutro conforme a música para, ao fim, alcançar algum fim político alheio à questão identitária. Parece, mais uma vez, ser o caso: deslegitima-se uma ação da classe por qualquer dessas questões para, então, implodir o espaço. Joga-se o bebê, a água, a banheira e todo o resto fora.</p>
<p>Por outro lado, é necessário abrir a discussão a respeito de alguns métodos utilizados pelo MEPR e pela RECC para centralizar esse movimento. Não se trata de fazer balanço de organização nenhuma, mas a citação nominal de uma militante já perseguida pelo Estado (por supostamente ter levantado a voz em uma assembleia &#8211; algo comum em assembleias, convenhamos), a proposta de expulsão em bloco de uma organização discordante e, mais ainda, as ameaças sofridas por essa mesma professora (por meio de perfis hackeados) são práticas, no mínimo, questionáveis. Os responsáveis por essas ações devem sim ser cobrados por ações policialescas como essas.</p>
<p>Abç</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2017/10/115974/#comment-319180</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Oct 2017 16:29:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=115974#comment-319180</guid>

					<description><![CDATA[esse relato me trás a lembrança de um estudante que vinha às reuniões do Centro Acadêmico do qual fiz parte para sustentar que todo o dinheiro que o CA arrecadava deveria ir para a favela pois lá é onde realmente fazia falta, e não na mão de meia dúzia de &quot;playboys&quot;. Quando via que sua posição não era aceita pela maioria (por outra pessoa mais sequer), partia para o discurso violento e à ameaça física. Este mesmo estudante reclamava com contundência do nome do jornalzinho dos estudantes, &quot;Boca&quot;, pois remetia à boca-de-fumo e isso supostamente irritava os traficantes da favela. Ele havia sido internado já uma vez por problemas psiquiátricos e um dia apareceu na faculdade com 2 facões na mochila (o que terminou de forma triste para toda a comunidade, todos muitos assustados e ele sendo levado pelo SAMU, dopado à força, para uma nova internação). Será que estávamos oprimindo esta &quot;dissidência psíquica&quot; ao não acatar suas ordens?

Que uma agrupação política demande que um bandeijão autogerido por estudantes sirva comida não apenas aos estudantes mas também à sua base social tem um nome muito claro aqui onde eu vivo atualmente: APARELHAMENTO. E ainda usam pobres e transgênero para conquistar seu objetivo. Sinceramente, esta agrupação merecia um escracho público por fazer um uso tão escroto destas pessoas. Se já estávamos acostumados com o populismo usando pobre como desculpa para todo tipo de jogada política execrável, agora os &quot;libertários&quot; parecem estar lançando mão dos identitarismos também para fazer o indefensável.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>esse relato me trás a lembrança de um estudante que vinha às reuniões do Centro Acadêmico do qual fiz parte para sustentar que todo o dinheiro que o CA arrecadava deveria ir para a favela pois lá é onde realmente fazia falta, e não na mão de meia dúzia de &#8220;playboys&#8221;. Quando via que sua posição não era aceita pela maioria (por outra pessoa mais sequer), partia para o discurso violento e à ameaça física. Este mesmo estudante reclamava com contundência do nome do jornalzinho dos estudantes, &#8220;Boca&#8221;, pois remetia à boca-de-fumo e isso supostamente irritava os traficantes da favela. Ele havia sido internado já uma vez por problemas psiquiátricos e um dia apareceu na faculdade com 2 facões na mochila (o que terminou de forma triste para toda a comunidade, todos muitos assustados e ele sendo levado pelo SAMU, dopado à força, para uma nova internação). Será que estávamos oprimindo esta &#8220;dissidência psíquica&#8221; ao não acatar suas ordens?</p>
<p>Que uma agrupação política demande que um bandeijão autogerido por estudantes sirva comida não apenas aos estudantes mas também à sua base social tem um nome muito claro aqui onde eu vivo atualmente: APARELHAMENTO. E ainda usam pobres e transgênero para conquistar seu objetivo. Sinceramente, esta agrupação merecia um escracho público por fazer um uso tão escroto destas pessoas. Se já estávamos acostumados com o populismo usando pobre como desculpa para todo tipo de jogada política execrável, agora os &#8220;libertários&#8221; parecem estar lançando mão dos identitarismos também para fazer o indefensável.</p>
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