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	Comentários sobre: Legislação escravista, usos do espaço urbano e conflitos sociais na Salvador do século XIX	</title>
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	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
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		Por: Bob Esponja		</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Bob Esponja]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Feb 2018 12:24:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&quot;A natureza doméstica de seu trabalho faz com que a análise pormenorizada de sua atuação e presença nas cidades, para os fins de um artigo voltado para a compreensão de conflitos sociais no espaço público, não seja de maior importância&quot;. Havia muitos trabalhadores domésticos em Salvador que realizavam atividades fora das residências. Faziam compras, conduziam charretes, faziam jardinagem, cuidavam da logística de água, mantimentos, excrementos etc. O trabalho doméstico era muito utilizado também em comércios, como em hotéis (os &quot;moços de hotel&quot;), padarias (&quot;moços de padaria&quot; ou pasteleiros) e vendas, pois muitos estabelecimentos comerciais funcionavam na casa dos proprietários (em sobrados, por exemplo). Estas funções do trabalhador doméstico no espaço externo da residência certamente eram mais destinadas aos homens, e às mulheres havia uma tentativa maior de confinamento e controle do trabalho no interior das residências (ex. amas de leite e amas secas, a quem reservaram em Salvador - decada de 1870 -
 normativas específicas para controle de seus trabalhos, diferenciando-as dos demais trabalhadores e trabalhadoras domésticas). Uma quantidade expressiva de trabalhadoras e trabalhadores domésticos mantinham relações matrimoniais e familiares (e outras mais) com aqueles que executavam trabalhos mais voltados ao espaço público de Salvador. É importante citar esta forte relação entre &quot;os de dentro&quot; e &quot;os de fora&quot;, entre os do espaço público e do privado, pois certamente as insurreições se deram a partir de discursos ocultos que permeavam ambos os &quot;espaços&quot;, que se retroalimentavam de informações, redes de apoio, de planejamento, de afetividades etc. Difícil inferir que não houve uma relevante participação dos trabalhadores domésticos nestas insurreições nos espaços públicos. Talvez dizer que não seja de maior importância seja um pouco pesado, mas entendo das dificuldades metodológicas de se articular num estudo como se davam essas relações com trabalhadores domésticos de forma mais pormenorizada. (:   Só mais uma coisa: capoeira não é arte marcial. Parabéns pelo artigo!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;A natureza doméstica de seu trabalho faz com que a análise pormenorizada de sua atuação e presença nas cidades, para os fins de um artigo voltado para a compreensão de conflitos sociais no espaço público, não seja de maior importância&#8221;. Havia muitos trabalhadores domésticos em Salvador que realizavam atividades fora das residências. Faziam compras, conduziam charretes, faziam jardinagem, cuidavam da logística de água, mantimentos, excrementos etc. O trabalho doméstico era muito utilizado também em comércios, como em hotéis (os &#8220;moços de hotel&#8221;), padarias (&#8220;moços de padaria&#8221; ou pasteleiros) e vendas, pois muitos estabelecimentos comerciais funcionavam na casa dos proprietários (em sobrados, por exemplo). Estas funções do trabalhador doméstico no espaço externo da residência certamente eram mais destinadas aos homens, e às mulheres havia uma tentativa maior de confinamento e controle do trabalho no interior das residências (ex. amas de leite e amas secas, a quem reservaram em Salvador &#8211; decada de 1870 &#8211;<br />
 normativas específicas para controle de seus trabalhos, diferenciando-as dos demais trabalhadores e trabalhadoras domésticas). Uma quantidade expressiva de trabalhadoras e trabalhadores domésticos mantinham relações matrimoniais e familiares (e outras mais) com aqueles que executavam trabalhos mais voltados ao espaço público de Salvador. É importante citar esta forte relação entre &#8220;os de dentro&#8221; e &#8220;os de fora&#8221;, entre os do espaço público e do privado, pois certamente as insurreições se deram a partir de discursos ocultos que permeavam ambos os &#8220;espaços&#8221;, que se retroalimentavam de informações, redes de apoio, de planejamento, de afetividades etc. Difícil inferir que não houve uma relevante participação dos trabalhadores domésticos nestas insurreições nos espaços públicos. Talvez dizer que não seja de maior importância seja um pouco pesado, mas entendo das dificuldades metodológicas de se articular num estudo como se davam essas relações com trabalhadores domésticos de forma mais pormenorizada. (:   Só mais uma coisa: capoeira não é arte marcial. Parabéns pelo artigo!</p>
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