<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	
	>
<channel>
	<title>
	Comentários sobre: Especial: 5 anos de junho de 2013	</title>
	<atom:link href="https://passapalavra.info/2018/02/118157/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://passapalavra.info/2018/02/118157/</link>
	<description>Noticiar as lutas, apoiá-las, pensar sobre elas</description>
	<lastBuildDate>Fri, 15 Mar 2019 12:40:47 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9</generator>
	<item>
		<title>
		Por: Paulo Luiz		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118157/#comment-330582</link>

		<dc:creator><![CDATA[Paulo Luiz]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 23 Mar 2018 15:33:33 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=118157#comment-330582</guid>

					<description><![CDATA[Voltando ao artigo, o que se viu em junho de 2013 em São Paulo, exceto no tocante às primeiras manifestações, motivadas pela Tarifa Zero, não foram, no fim das contas, manifestações de trabalhadores ou de esquerda. A repressão patrocinada pelo Governo do Estado, com o beneplácito do prefeito do PT, acabaram trazendo para a rua movimentos sem pautas definidas, mas que incluíram grupos encarregados de caracterizar a esquerda como violenta, diluindo sua já parca organização autônoma, não partidária. Naturalizou-se, de resto, a ação policial violenta, seguindo-se então manifestações de direita, alimentadas pela mídia, governos de direita e pela elite, encabeçada pela Fiesp, sob a bandeira de mensalão e depois do alegado combate à corrupção. A esquerda partidária e dos movimentos sociais viram-se sem repercussão e incapazes de conterem acusações de práticas como a contratação de manifestantes. Movimentos tímidos de direito arregimentaram a insatisfação difusa, ganharam terreno, organizaram novos canais de investimento, metabolizaram o apoio apoio de partidos políticos de direita e espaços cada vez mais amplos e diversificados na mídia tradicional e social. As eleições que se seguiram ampliaram o domínio da direita do aparelho estatal. A esquerda tradicional, na sequencia, com a lava-jato e outras operações, perdeu ainda mais terreno e, juntamente com ela, os movimentos autônomos anti-capitalistas. Estes, no Brasil, limitam-se a falar em luta, esperando a mítica atenção do velho ou novo caudilho catapultado pelos partidos ditos de esquerda. Tímidos, tais movimentos, no Brasil, quando muito só fizeram engrossar, ocasionalmente, as fileiras partidárias em disputas eleitorais e redes sociais. Ocupações urbanas e rurais e lutas como a de participava Marielle não têm tido alcance mais significativo e, até hoje, mostraram-se incapazes de forjar um outro tipo de relação social ou de gerar redes de solidariedade. Se este caldo é propício ao fascismo, não parece, por outro lado, que valha a pena enfileirar-se aos que denunciam a corrupção, seletivamente ou não. Parece distante e improvável a possibilidade, divisada por João Bernardo, de que isso eventualmente pudesse &quot;agravar os factores de divisão nas componentes do fascismo e dar início a um novo período de estabilidade da democracia representativa&quot;. Longe daqui o pessimismo da razão. Hoje que se pode antecipar a reação capitalista e sindical, não será ainda a partir do chão da fábrica que se irão desenvolver e internacionalizar, a partir das antigas, como as greves, novas formas de luta? Ainda há espaço para movimentos autonomistas, ou por enquanto o que nos resta são mesmo as organizações partidárias?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Voltando ao artigo, o que se viu em junho de 2013 em São Paulo, exceto no tocante às primeiras manifestações, motivadas pela Tarifa Zero, não foram, no fim das contas, manifestações de trabalhadores ou de esquerda. A repressão patrocinada pelo Governo do Estado, com o beneplácito do prefeito do PT, acabaram trazendo para a rua movimentos sem pautas definidas, mas que incluíram grupos encarregados de caracterizar a esquerda como violenta, diluindo sua já parca organização autônoma, não partidária. Naturalizou-se, de resto, a ação policial violenta, seguindo-se então manifestações de direita, alimentadas pela mídia, governos de direita e pela elite, encabeçada pela Fiesp, sob a bandeira de mensalão e depois do alegado combate à corrupção. A esquerda partidária e dos movimentos sociais viram-se sem repercussão e incapazes de conterem acusações de práticas como a contratação de manifestantes. Movimentos tímidos de direito arregimentaram a insatisfação difusa, ganharam terreno, organizaram novos canais de investimento, metabolizaram o apoio apoio de partidos políticos de direita e espaços cada vez mais amplos e diversificados na mídia tradicional e social. As eleições que se seguiram ampliaram o domínio da direita do aparelho estatal. A esquerda tradicional, na sequencia, com a lava-jato e outras operações, perdeu ainda mais terreno e, juntamente com ela, os movimentos autônomos anti-capitalistas. Estes, no Brasil, limitam-se a falar em luta, esperando a mítica atenção do velho ou novo caudilho catapultado pelos partidos ditos de esquerda. Tímidos, tais movimentos, no Brasil, quando muito só fizeram engrossar, ocasionalmente, as fileiras partidárias em disputas eleitorais e redes sociais. Ocupações urbanas e rurais e lutas como a de participava Marielle não têm tido alcance mais significativo e, até hoje, mostraram-se incapazes de forjar um outro tipo de relação social ou de gerar redes de solidariedade. Se este caldo é propício ao fascismo, não parece, por outro lado, que valha a pena enfileirar-se aos que denunciam a corrupção, seletivamente ou não. Parece distante e improvável a possibilidade, divisada por João Bernardo, de que isso eventualmente pudesse &#8220;agravar os factores de divisão nas componentes do fascismo e dar início a um novo período de estabilidade da democracia representativa&#8221;. Longe daqui o pessimismo da razão. Hoje que se pode antecipar a reação capitalista e sindical, não será ainda a partir do chão da fábrica que se irão desenvolver e internacionalizar, a partir das antigas, como as greves, novas formas de luta? Ainda há espaço para movimentos autonomistas, ou por enquanto o que nos resta são mesmo as organizações partidárias?</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Dokonal		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118157/#comment-330445</link>

		<dc:creator><![CDATA[Dokonal]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Mar 2018 18:57:49 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=118157#comment-330445</guid>

					<description><![CDATA[Caros,
Mas vejam bem, as classes dominantes daqui vão para a metrópole e levam a senzala junto: http://cultura.estadao.com.br/blogs/direto-da-fonte/brasileiros-compraram-27-dos-imoveis-vendidos-em-lisboa-em-2017/

&quot;Brasileiros compraram nada menos que 27% de todos os imóveis comercializados em Lisboa durante 2017, segundo pesquisa encomendada pela Athena Advisers.
Ante o fato, construtoras portuguesas vêm fazendo adaptações nos imóveis, criando área de serviço, quarto de fundos e até tanque.&quot;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caros,<br />
Mas vejam bem, as classes dominantes daqui vão para a metrópole e levam a senzala junto: <a href="http://cultura.estadao.com.br/blogs/direto-da-fonte/brasileiros-compraram-27-dos-imoveis-vendidos-em-lisboa-em-2017/" rel="nofollow ugc">http://cultura.estadao.com.br/blogs/direto-da-fonte/brasileiros-compraram-27-dos-imoveis-vendidos-em-lisboa-em-2017/</a></p>
<p>&#8220;Brasileiros compraram nada menos que 27% de todos os imóveis comercializados em Lisboa durante 2017, segundo pesquisa encomendada pela Athena Advisers.<br />
Ante o fato, construtoras portuguesas vêm fazendo adaptações nos imóveis, criando área de serviço, quarto de fundos e até tanque.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118157/#comment-330441</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 19 Mar 2018 14:39:56 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=118157#comment-330441</guid>

					<description><![CDATA[Caro João Bernardo:
Socraticamente e como prolegômeno, valha a confissão(?) de ignorância…
Presumo que não seja a modéstia (cuja aversão compartilhamos), nem o pessimismo da razão (gramscischopenhaueriano), tampouco o (gramscisoreliano) otimismo da vontade os eventuais motivos da epoché. Gramsci kaputt.
Em matéria de hesitação, Mussolini era pós-doutorado: frente a qualquer situação menos rotineira, um irresoluto. Daí a permanente encenação: da brutalidade, firmeza, da energia… que enganava muita gente, excetuados os hierarcas do PNF.
No jardim da Europa, à beira-mar plantado, há laranjas e lavanderias para todos os gostos (e bolsos). É a bol(h)a da vez: especulação imobiliária. Como de praxe: a esquerda do capital anestesia os proletários e os leva ao matadouro; a direita do capital os espera, no matadouro, enquanto afia seus cutelos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro João Bernardo:<br />
Socraticamente e como prolegômeno, valha a confissão(?) de ignorância…<br />
Presumo que não seja a modéstia (cuja aversão compartilhamos), nem o pessimismo da razão (gramscischopenhaueriano), tampouco o (gramscisoreliano) otimismo da vontade os eventuais motivos da epoché. Gramsci kaputt.<br />
Em matéria de hesitação, Mussolini era pós-doutorado: frente a qualquer situação menos rotineira, um irresoluto. Daí a permanente encenação: da brutalidade, firmeza, da energia… que enganava muita gente, excetuados os hierarcas do PNF.<br />
No jardim da Europa, à beira-mar plantado, há laranjas e lavanderias para todos os gostos (e bolsos). É a bol(h)a da vez: especulação imobiliária. Como de praxe: a esquerda do capital anestesia os proletários e os leva ao matadouro; a direita do capital os espera, no matadouro, enquanto afia seus cutelos.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: João Bernardo		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118157/#comment-330391</link>

		<dc:creator><![CDATA[João Bernardo]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Mar 2018 21:51:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=118157#comment-330391</guid>

					<description><![CDATA[Caro Ulisses,

Sobre o assassinato de Marielle Franco nada sei além do que dizem as agências e do pouco que conheço por um lado e por outro, o que é insuficiente. O assassinato de Matteotti precipitou a consolidação do fascismo italiano, já que levou Mussolini, depois de alguma hesitação, a acelerar a evolução do regime mais do que inicialmente pretendia. Poderá isto comparar-se ao que se passa no Brasil? Não creio, mas...

Já agora, uma informação que me parece oportuna. O número de trabalhadores brasileiros em Portugal é enorme, desde há muitos anos, principalmente nas maiores cidades. São uma presença habitual nos lugares de atendimento ao público. O que é uma novidade recente é a vinda de brasileiros das classes dominantes. Nos últimos anos Portugal tornou-se, por um conjunto de motivos que não importa aqui considerar, um dos grandes destinos do turismo mundial e muitos estrangeiros procuram comprar residência em Portugal. Em 2017 as vendas de casas aumentaram entre 20% e 25% ( http://expresso.sapo.pt/economia/2017-12-17-Nunca-se-venderam-tantas-casas-em-apenas-um-ano#gs.NAYUO7g ), e 25% das casas vendidas em 2017 foram adquiridas por estrangeiros ( https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/imobiliario/detalhe/estrangeiros-compraram-25-das-casas-vendidas-em-2017 ). Entre estes estrangeiros, em termos globais os franceses encontram-se em primeiro lugar e os brasileiros em segundo. Mas em Lisboa e no Porto, as duas principais cidades, foram os brasileiros que se colocaram no primeiro lugar entre os estrangeiros que compraram casa, respectivamente 24% e 27% ( http://expresso.sapo.pt/economia/2018-03-01-Brasileiros-compram-cada-vez-mais-casas-em-Portugal-mas-franceses-lideram#gs.6fH2dE0 ). Ora, os imigrantes não compram casas, alugam-nas. Por que motivo tantos brasileiros das classes dominantes estão a afastar-se do seu país, onde governa a direita, para procurar residência num país onde governa o Partido Socialista com o apoio parlamentar do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda? Talvez isto ajude a entender alguma coisa. O dinheiro tem uma lucidez maior do que os cérebros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Ulisses,</p>
<p>Sobre o assassinato de Marielle Franco nada sei além do que dizem as agências e do pouco que conheço por um lado e por outro, o que é insuficiente. O assassinato de Matteotti precipitou a consolidação do fascismo italiano, já que levou Mussolini, depois de alguma hesitação, a acelerar a evolução do regime mais do que inicialmente pretendia. Poderá isto comparar-se ao que se passa no Brasil? Não creio, mas&#8230;</p>
<p>Já agora, uma informação que me parece oportuna. O número de trabalhadores brasileiros em Portugal é enorme, desde há muitos anos, principalmente nas maiores cidades. São uma presença habitual nos lugares de atendimento ao público. O que é uma novidade recente é a vinda de brasileiros das classes dominantes. Nos últimos anos Portugal tornou-se, por um conjunto de motivos que não importa aqui considerar, um dos grandes destinos do turismo mundial e muitos estrangeiros procuram comprar residência em Portugal. Em 2017 as vendas de casas aumentaram entre 20% e 25% ( <a href="http://expresso.sapo.pt/economia/2017-12-17-Nunca-se-venderam-tantas-casas-em-apenas-um-ano#gs.NAYUO7g" rel="nofollow ugc">http://expresso.sapo.pt/economia/2017-12-17-Nunca-se-venderam-tantas-casas-em-apenas-um-ano#gs.NAYUO7g</a> ), e 25% das casas vendidas em 2017 foram adquiridas por estrangeiros ( <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/imobiliario/detalhe/estrangeiros-compraram-25-das-casas-vendidas-em-2017" rel="nofollow ugc">https://www.jornaldenegocios.pt/empresas/imobiliario/detalhe/estrangeiros-compraram-25-das-casas-vendidas-em-2017</a> ). Entre estes estrangeiros, em termos globais os franceses encontram-se em primeiro lugar e os brasileiros em segundo. Mas em Lisboa e no Porto, as duas principais cidades, foram os brasileiros que se colocaram no primeiro lugar entre os estrangeiros que compraram casa, respectivamente 24% e 27% ( <a href="http://expresso.sapo.pt/economia/2018-03-01-Brasileiros-compram-cada-vez-mais-casas-em-Portugal-mas-franceses-lideram#gs.6fH2dE0" rel="nofollow ugc">http://expresso.sapo.pt/economia/2018-03-01-Brasileiros-compram-cada-vez-mais-casas-em-Portugal-mas-franceses-lideram#gs.6fH2dE0</a> ). Ora, os imigrantes não compram casas, alugam-nas. Por que motivo tantos brasileiros das classes dominantes estão a afastar-se do seu país, onde governa a direita, para procurar residência num país onde governa o Partido Socialista com o apoio parlamentar do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda? Talvez isto ajude a entender alguma coisa. O dinheiro tem uma lucidez maior do que os cérebros.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Memórias		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118157/#comment-330261</link>

		<dc:creator><![CDATA[Memórias]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Mar 2018 19:58:05 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=118157#comment-330261</guid>

					<description><![CDATA[A irracionalidade que Nassif expõe, embora pertinente, é superficial. A irracionalidade não se reduz às mais variadas manifestações de violência. Ela reside, sobretudo, nas ações passionais. Quando a razão cede lugar às paixões, a violência costuma ser uma consequência, e não causa da irracionalidade. Neste momento em que identidades e culturas dão sentido às lutas, é muito importante tomar cuidado com a memória: &quot;Os discursos organizados dão à memória coletiva uma certa configuração a partir da definição do que será lembrado e de quais lembranças serão proibidas. Os conteúdos da História podem ser impedidos de contribuir para uma reflexão sobre o passado. Poderão ser esquecidos, em virtude da ação dos discursos organizados, ou não são visíveis, porque se encontram diluídos na memória coletiva&quot; (“A estratégia da aranha”: o mito do traidor e do herói (1ª Parte). Por José de Sousa Miguel Lopes. http://passapalavra.info/2010/04/20905). Isso me lembrou o &quot;racista&quot; e &quot;nacionalista&quot; Monteiro Lobato:

 A coruja e a águia – Fábula de Monteiro Lobato
Coruja e águia, depois de muita briga resolveram fazer as pazes.
— Basta de guerra — disse a coruja.
— O mundo é grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.
— Perfeitamente — respondeu a águia.
— Também eu não quero outra coisa.
— Nesse caso combinemos isso: de agora em diante não comerás nunca os meus filhotes.
— Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?
— Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial, que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.
— Está feito! — concluiu a águia.
Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.
— Horríveis bichos! — disse ela. — Vê-se logo que não são os filhos da coruja.
E comeu-os.
Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi ajustar contas com a rainha das aves.
— Quê? — disse esta admirada. — Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste…
Moral da história: Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Já diz o ditado: quem ama o feio, bonito lhe parece.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A irracionalidade que Nassif expõe, embora pertinente, é superficial. A irracionalidade não se reduz às mais variadas manifestações de violência. Ela reside, sobretudo, nas ações passionais. Quando a razão cede lugar às paixões, a violência costuma ser uma consequência, e não causa da irracionalidade. Neste momento em que identidades e culturas dão sentido às lutas, é muito importante tomar cuidado com a memória: &#8220;Os discursos organizados dão à memória coletiva uma certa configuração a partir da definição do que será lembrado e de quais lembranças serão proibidas. Os conteúdos da História podem ser impedidos de contribuir para uma reflexão sobre o passado. Poderão ser esquecidos, em virtude da ação dos discursos organizados, ou não são visíveis, porque se encontram diluídos na memória coletiva&#8221; (“A estratégia da aranha”: o mito do traidor e do herói (1ª Parte). Por José de Sousa Miguel Lopes. <a href="http://passapalavra.info/2010/04/20905" rel="ugc">http://passapalavra.info/2010/04/20905</a>). Isso me lembrou o &#8220;racista&#8221; e &#8220;nacionalista&#8221; Monteiro Lobato:</p>
<p> A coruja e a águia – Fábula de Monteiro Lobato<br />
Coruja e águia, depois de muita briga resolveram fazer as pazes.<br />
— Basta de guerra — disse a coruja.<br />
— O mundo é grande, e tolice maior que o mundo é andarmos a comer os filhotes uma da outra.<br />
— Perfeitamente — respondeu a águia.<br />
— Também eu não quero outra coisa.<br />
— Nesse caso combinemos isso: de agora em diante não comerás nunca os meus filhotes.<br />
— Muito bem. Mas como posso distinguir os teus filhotes?<br />
— Coisa fácil. Sempre que encontrares uns borrachos lindos, bem feitinhos de corpo, alegres, cheios de uma graça especial, que não existe em filhote de nenhuma outra ave, já sabes, são os meus.<br />
— Está feito! — concluiu a águia.<br />
Dias depois, andando à caça, a águia encontrou um ninho com três monstrengos dentro, que piavam de bico muito aberto.<br />
— Horríveis bichos! — disse ela. — Vê-se logo que não são os filhos da coruja.<br />
E comeu-os.<br />
Mas eram os filhos da coruja. Ao regressar à toca a triste mãe chorou amargamente o desastre e foi ajustar contas com a rainha das aves.<br />
— Quê? — disse esta admirada. — Eram teus filhos aqueles monstrenguinhos? Pois, olha não se pareciam nada com o retrato que deles me fizeste…<br />
Moral da história: Para retrato de filho ninguém acredite em pintor pai. Já diz o ditado: quem ama o feio, bonito lhe parece.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118157/#comment-330237</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Mar 2018 16:16:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=118157#comment-330237</guid>

					<description><![CDATA[Lucas,

Quem é getulista é o PHA, não o Nassif. O Nassif é um social-democrata, ou um liberal no sentido americano. Acho sua interpretação do artigo bem equivocada quanto ao entristecimento do &quot;não permitirão que Lula seja presidente&quot;. Se você acompanhasse os artigos dele saberia que ele até já pautou o Lula ser sacrificado para que haja um acordo.. Enfim, é análise de política institucional basicamente, e não de movimentos  de classe. Mas sua interpretação é equivocada. Por óbvio ele votaria no Lula e seria o candidato dele, mas o que &quot;entristece&quot; ele no artigo é a onda de irracionalidade que só se aprofunda, e que não para apesar da direita que a promove achar que depois que Dilma cair, depois que Lula for preso etc. etc. etc. ´, as coisas voltarão ao normal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lucas,</p>
<p>Quem é getulista é o PHA, não o Nassif. O Nassif é um social-democrata, ou um liberal no sentido americano. Acho sua interpretação do artigo bem equivocada quanto ao entristecimento do &#8220;não permitirão que Lula seja presidente&#8221;. Se você acompanhasse os artigos dele saberia que ele até já pautou o Lula ser sacrificado para que haja um acordo.. Enfim, é análise de política institucional basicamente, e não de movimentos  de classe. Mas sua interpretação é equivocada. Por óbvio ele votaria no Lula e seria o candidato dele, mas o que &#8220;entristece&#8221; ele no artigo é a onda de irracionalidade que só se aprofunda, e que não para apesar da direita que a promove achar que depois que Dilma cair, depois que Lula for preso etc. etc. etc. ´, as coisas voltarão ao normal.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: ulisses		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118157/#comment-330233</link>

		<dc:creator><![CDATA[ulisses]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Mar 2018 15:08:10 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=118157#comment-330233</guid>

					<description><![CDATA[Hay hombres que luchan...
As analogias, sempre tão fáceis e manipuláveis, têm lá sua -por vezes bizarra- (im)pertinência. Vejamos: Marielle e Matteotti.
Enquanto sueño con serpientes, lanço um gancho para o nosso bom&#038;velho, imprescindível JB.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hay hombres que luchan&#8230;<br />
As analogias, sempre tão fáceis e manipuláveis, têm lá sua -por vezes bizarra- (im)pertinência. Vejamos: Marielle e Matteotti.<br />
Enquanto sueño con serpientes, lanço um gancho para o nosso bom&amp;velho, imprescindível JB.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Lucas		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118157/#comment-330232</link>

		<dc:creator><![CDATA[Lucas]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Mar 2018 14:58:53 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=118157#comment-330232</guid>

					<description><![CDATA[Achei a análise do Nassif bem pouco analítica, o ponto dele é: &quot;Não permitirão que Lula seja presidente&quot; e isso entristece muito o articulista. Assim como Fernando Horta, que escreve para o mesmo blog, fez uma lista de ativistas do campo popular assassinados para mostrar que Marielle era apenas mais um nomezinho, terminava dizendo que a esquerda é burra por continuar desunida enquanto aconteciam tantas mortes... O Nassif ao menos não é tão baixo em sua forma de expor suas ideias getulistas.

Nas conversas virtuais sob o calor do acontecimento, na mesma quinta-feira pela noite, camaradas comentavam ser este fato, o assassinato, mais importante do que a possibilidade do PSOL capitalizar o ocorrido. Pessoalmente não vejo muito isso ocorrendo: o PSOL, assim como a maioria dos partidos da esquerda brasileira, quase não tem perfil de luta. Não sei a que tendência interna Mariella pertencia, como assessora do Freixo suponho que era da ala mais populista e eleitoral. O assassinato de uma dirigente em um partido com este perfil ao meu ver apresenta uma disjuntiva: ou o partido se resguarda completamente e se distancia dos âmbitos violentos, mantendo uma imagem de partido da ordem, comprometido com as instituições republicanas; ou passa a elaborar internamente um aparelho de autodefesa sério e apropriado para seu contexto. Entendendo que se trata de um partido com diversas tendências internas e que mal consegue escolher um candidato presidencial de maneira ordenada (e que este ano nem sequer escolheu como candidato um integrante do próprio partido), apostaria na primeira opção. Acho que essa ainda é uma dívida da esquerda com junho de 2013 e todas as esquerdas que ainda estão em cima do muro &quot;demo-pop&quot;, que gostam das ruas mas querem continuar confiando nas instituições.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei a análise do Nassif bem pouco analítica, o ponto dele é: &#8220;Não permitirão que Lula seja presidente&#8221; e isso entristece muito o articulista. Assim como Fernando Horta, que escreve para o mesmo blog, fez uma lista de ativistas do campo popular assassinados para mostrar que Marielle era apenas mais um nomezinho, terminava dizendo que a esquerda é burra por continuar desunida enquanto aconteciam tantas mortes&#8230; O Nassif ao menos não é tão baixo em sua forma de expor suas ideias getulistas.</p>
<p>Nas conversas virtuais sob o calor do acontecimento, na mesma quinta-feira pela noite, camaradas comentavam ser este fato, o assassinato, mais importante do que a possibilidade do PSOL capitalizar o ocorrido. Pessoalmente não vejo muito isso ocorrendo: o PSOL, assim como a maioria dos partidos da esquerda brasileira, quase não tem perfil de luta. Não sei a que tendência interna Mariella pertencia, como assessora do Freixo suponho que era da ala mais populista e eleitoral. O assassinato de uma dirigente em um partido com este perfil ao meu ver apresenta uma disjuntiva: ou o partido se resguarda completamente e se distancia dos âmbitos violentos, mantendo uma imagem de partido da ordem, comprometido com as instituições republicanas; ou passa a elaborar internamente um aparelho de autodefesa sério e apropriado para seu contexto. Entendendo que se trata de um partido com diversas tendências internas e que mal consegue escolher um candidato presidencial de maneira ordenada (e que este ano nem sequer escolheu como candidato um integrante do próprio partido), apostaria na primeira opção. Acho que essa ainda é uma dívida da esquerda com junho de 2013 e todas as esquerdas que ainda estão em cima do muro &#8220;demo-pop&#8221;, que gostam das ruas mas querem continuar confiando nas instituições.</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Leo Vinicius		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118157/#comment-330179</link>

		<dc:creator><![CDATA[Leo Vinicius]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 17 Mar 2018 03:33:04 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=118157#comment-330179</guid>

					<description><![CDATA[Sobre a situação pré-fascista no Brasil, neste exato momento:

O assassinato da vereadora Marielle no Rio de Janeiro.

No dia seguinte manifestações com grande adesão em todo o país. Mas como bola cantada, a burguesia aprendeu em 2013 a se apropriar e ressignificar manifestações originadas em movimentos de esquerda.
Fazem do limão, limonada.
Exploração política pós-fordista. Dá autonomia aos produtores mas controla o significado do produto.

No contexto de intervenção militar no Rio de Janeiro a grande imprensa e governo montam a tática de usar as manifestações e o caso para fundamentar ainda mais a intervenção.

E nesse momento temos um novo candidato (para além da Rede num dos ápices anticorrupção) a aglutinar os elementos fascistas, não fosse a princípio apenas uma figura isolada no PT:

 “Para mim, sinceramente, nós não podemos estar nos dividindo se a intervenção é boa ou não na área de segurança no Rio de Janeiro. Eu queria uma intervenção no Brasil inteiro. Eu espero que isso possa ser um ponto final e a gente possa, todo o país unido, no sentido de enfrentar as milícias e o crime organizado porque houve um grande desafio nessa execução, eles desafiaram o estado brasileiro, desafiaram as autoridades policiais fazendo essa execução em pleno Centro do Rio de Janeiro&quot; (Jorge Viana, Senador do PT pelo Acre), aqui: http://www.esquerdadiario.com.br/Senador-do-PT-apos-morte-de-Marielle-diz-eu-queria-uma-intervencao-no-Brasil-inteiro

Enquanto isso o chorume de ódio e irracionalidade popular pulula.

O sempre afiado Nassif, faz hoje uma análise importante, a partir do assassinato da Marielle e as reações, deixando de lado o otimismo que ele sempre tentava deixar ao final de seus artigos:

&quot;Tempos atrás fui a uma pacata cidade do interior. Lá, em conversas familiares, um jovem casal, de família temente a Deus, sem histórico de violência,  falava da sua vontade de ver Lula morto. A campanha sistemática de ódio, a irracionalidade plantada em suas cabeças, faziam-nos, pessoas incapazes de fazer mal a um bicho, entender como natural – e necessária – a morte de uma pessoa! A mídia conseguiu naturalizar o ódio no Brasil.

&quot;Hoje em dia, é um sentimento generalizado, que se espalha por todas as regiões do país e que, até agora, tinha em Bolsonaro e sua tropa sua mais grotesca expressão. Com a execução de Marielle entra-se em uma nova etapa na qual a doença social plantada pela mídia poderá resultar em loucuras maiores do que discursos de ódio nas redes sociais, tempos de terremotos e furacões, que podem preceder a entrega do poder a Bolsonaro e sua “bancada da metralhadora”. Ele, aliás, evitou comentar a tragédia de Marielle, para não expor o que pensa.

(...)

&quot;Por um tempo acreditei que a perspectiva do desastre promovia a volta à racionalidade. De 2005 – quando a mídia iniciou essa loucura – para cá, todas as esperanças de uma saída racional foram jogadas fora.&quot; (aqui: https://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-e-o-fator-detonador-com-marielle-por-luis-nassif )]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sobre a situação pré-fascista no Brasil, neste exato momento:</p>
<p>O assassinato da vereadora Marielle no Rio de Janeiro.</p>
<p>No dia seguinte manifestações com grande adesão em todo o país. Mas como bola cantada, a burguesia aprendeu em 2013 a se apropriar e ressignificar manifestações originadas em movimentos de esquerda.<br />
Fazem do limão, limonada.<br />
Exploração política pós-fordista. Dá autonomia aos produtores mas controla o significado do produto.</p>
<p>No contexto de intervenção militar no Rio de Janeiro a grande imprensa e governo montam a tática de usar as manifestações e o caso para fundamentar ainda mais a intervenção.</p>
<p>E nesse momento temos um novo candidato (para além da Rede num dos ápices anticorrupção) a aglutinar os elementos fascistas, não fosse a princípio apenas uma figura isolada no PT:</p>
<p> “Para mim, sinceramente, nós não podemos estar nos dividindo se a intervenção é boa ou não na área de segurança no Rio de Janeiro. Eu queria uma intervenção no Brasil inteiro. Eu espero que isso possa ser um ponto final e a gente possa, todo o país unido, no sentido de enfrentar as milícias e o crime organizado porque houve um grande desafio nessa execução, eles desafiaram o estado brasileiro, desafiaram as autoridades policiais fazendo essa execução em pleno Centro do Rio de Janeiro&#8221; (Jorge Viana, Senador do PT pelo Acre), aqui: <a href="http://www.esquerdadiario.com.br/Senador-do-PT-apos-morte-de-Marielle-diz-eu-queria-uma-intervencao-no-Brasil-inteiro" rel="nofollow ugc">http://www.esquerdadiario.com.br/Senador-do-PT-apos-morte-de-Marielle-diz-eu-queria-uma-intervencao-no-Brasil-inteiro</a></p>
<p>Enquanto isso o chorume de ódio e irracionalidade popular pulula.</p>
<p>O sempre afiado Nassif, faz hoje uma análise importante, a partir do assassinato da Marielle e as reações, deixando de lado o otimismo que ele sempre tentava deixar ao final de seus artigos:</p>
<p>&#8220;Tempos atrás fui a uma pacata cidade do interior. Lá, em conversas familiares, um jovem casal, de família temente a Deus, sem histórico de violência,  falava da sua vontade de ver Lula morto. A campanha sistemática de ódio, a irracionalidade plantada em suas cabeças, faziam-nos, pessoas incapazes de fazer mal a um bicho, entender como natural – e necessária – a morte de uma pessoa! A mídia conseguiu naturalizar o ódio no Brasil.</p>
<p>&#8220;Hoje em dia, é um sentimento generalizado, que se espalha por todas as regiões do país e que, até agora, tinha em Bolsonaro e sua tropa sua mais grotesca expressão. Com a execução de Marielle entra-se em uma nova etapa na qual a doença social plantada pela mídia poderá resultar em loucuras maiores do que discursos de ódio nas redes sociais, tempos de terremotos e furacões, que podem preceder a entrega do poder a Bolsonaro e sua “bancada da metralhadora”. Ele, aliás, evitou comentar a tragédia de Marielle, para não expor o que pensa.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>&#8220;Por um tempo acreditei que a perspectiva do desastre promovia a volta à racionalidade. De 2005 – quando a mídia iniciou essa loucura – para cá, todas as esperanças de uma saída racional foram jogadas fora.&#8221; (aqui: <a href="https://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-e-o-fator-detonador-com-marielle-por-luis-nassif" rel="nofollow ugc">https://jornalggn.com.br/noticia/xadrez-e-o-fator-detonador-com-marielle-por-luis-nassif</a> )</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
		<item>
		<title>
		Por: Julia Mariano		</title>
		<link>https://passapalavra.info/2018/02/118157/#comment-330146</link>

		<dc:creator><![CDATA[Julia Mariano]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Mar 2018 21:54:24 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://passapalavra.info/?p=118157#comment-330146</guid>

					<description><![CDATA[Olá,
sou Júlia Mariano, realizadora do Rio de Janeiro. Dirigi uma série sobre 2013 e midiativismo chamada Desde Junho. Li a chamada de vocês sobre que memória iremos construir de 2013 e a série foi realizada pensando justamente nisso.
Vamos lançar a série online no dia 13/06/2018 para marcar os 5 anos das Jornadas de Junho e até lá faremos exibições com debates, fomentando justamente essa reflexão de que memória construir de 2013 e também o que essa memória e a afetação que as imagens de 2013 produzem, podem gerar de ações concretas nos dias de hoje. 
Aqui o teaser da série: https://vimeo.com/231213843
Caso tenham interesse em saber mais sobre a série ou as exibições, só entrar em contato! 
abs,
Júlia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá,<br />
sou Júlia Mariano, realizadora do Rio de Janeiro. Dirigi uma série sobre 2013 e midiativismo chamada Desde Junho. Li a chamada de vocês sobre que memória iremos construir de 2013 e a série foi realizada pensando justamente nisso.<br />
Vamos lançar a série online no dia 13/06/2018 para marcar os 5 anos das Jornadas de Junho e até lá faremos exibições com debates, fomentando justamente essa reflexão de que memória construir de 2013 e também o que essa memória e a afetação que as imagens de 2013 produzem, podem gerar de ações concretas nos dias de hoje.<br />
Aqui o teaser da série: <a href="https://vimeo.com/231213843" rel="nofollow ugc">https://vimeo.com/231213843</a><br />
Caso tenham interesse em saber mais sobre a série ou as exibições, só entrar em contato!<br />
abs,<br />
Júlia</p>
]]></content:encoded>
		
			</item>
	</channel>
</rss>
